TRANSFERÊNCIA DE TECN'OLOGIA NA INDÚSTRIA DE PROCESSO CONTÍNUO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TRANSFERÊNCIA DE TECN'OLOGIA NA INDÚSTRIA DE PROCESSO CONTÍNUO"

Transcrição

1 '" I11111li II11li II1111I111I André Luís de Castro Moura Duarte TRANSFERÊNCIA DE TECN'OLOGIA NA INDÚSTRIA DE PROCESSO CONTÍNUO

2 TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA NA INDÚSTRIA DE PROCESSO CONTÍNUO Banca Examinadora Prof Orientador José Carlos Barbieri Prof(a) Eva Stal Prof Marcos Augusto de Vasconcellos

3 FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO ANDRÉ Luís DE CASTRO MOURA DUARTE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA NA INDÚSTRIA, DE PROCESSO CONTINUO Fundação Getulio Vargas ESÇ()1a de Adminiskação, de Empresas de São Paulo : Biblioteca. Dissertação apresentada ao Curso de Pós- Graduação da FGV/EAESP Área de Concentração: Produção como requisito para obtenção de título de mestre em Administração Orientador: Prof. José Carlos Barbieri SÃO PAULO 2001

4 DUARTE, André Luís de Castro Moura Duarte. Transferência de tecnologia na indústria de processo contínuo. São Paulo, EAESP/FGV, I74p. (Dissertação de Mestrado apresentada ao curso de Pós-Graduação da EAESP/FGV, Área de Concentração: Produção) Resumo: Este trabalho trata da transferência de tecnologia na indústria de processo contínuo com estudos de caso na indústria vidreira e na indústria de papel e celulose. Define a transferência de tecnologia, caracteriza a indústria de processo contínuo e aponta fatores condicionantes de sucesso, dificuldades e os efeitos da transferência de tecnologia neste tipo de indústria. Por fim, gera recomendações para projetos deste tipo.. Palavras Chave: Tecnologia; Transferência de Tecnologia; Inovação; Capacitação Tecnológica; Indústria de Processo Contínuo; Indústria Vidreira; Indústria de Papel e Celulose.

5 A meus pais, pelo apoio e incentivo À Paula Adriana, pelo carinho e compreensão

6 AGRADECIMENTOS Ao Prof. José Carlos Barbieri, pela paciência, pelos ensinamentos e imprescindíveis discussões sobre o tema desta pesquisa. Ao meu irmão Francisco José pelo incentivo e pela força nos momentos em que eu mais precisei. Aos profissionais que me auxiliaram e me abriram portas fundamentais na realização desta pesquisa. A todos os meus amigos que me auxiliaram direta ou indiretamente na realização deste trabalho. ',

7 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS 8. LISTA DE TABELAS..: INTRODUÇÃO Introdução Objetivos do Trabalho Limitações do Trabalho Estrutura do Trabalho 19 CONCEITOS BÁSICOS: CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO Ciência e Tecnologia Tipos de Tecnologia Configuração da Tecnologia Inovação Fases da Inovação : TRANSFERÊCIA DE TECNOLOGIA Definição, ; Transferência de Tecnologia e seu Caráter Multidisciplinar O Processo de Transferência de Tecnologia ~ Fontes de Tecnologia Modos de Transferência de Tecnologia Os Efeitos da Transferência de Tecnologia Fatores Determinantes de Sucesso para Transferência de Tecnologia Análise Crítica dos Fatores Levantados na Literatura CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA Capacitaçãe Tecnológica Características Setoriais do Processo de Acumulação Tecnológica Acumulação Tecnológica nos Países em Desenvolvimento..... ~ A INDÚSTRIA DE PROCESSO CONTÍNUO Definição 94

8 7 S.2. Características da Indústria de Processo Contínuo Características Tecnológicas Características Econômicas Características da Organização do Trabalho : O Risco de Paradas na Indústria de Processo Contínuo... ~ O Futuro da Indústria de Processo Contínuo l04 METODOLOGIA Classificação da Pesquisa Pesquisa Bibliográfica : Estudo de Caso Desenvolvimento do estudo de caso 111 6,4.1. O problema a ser estudado A escolha dos casos, Coleta de dados Análise dos Dados 115 ESTUDO DE CASOS ESTUDO DE CASO 1: O Caso da Indústria Vidreira A Indústria Vidreira Análise do Setor Vidreiro ' : A Transferência de Tecnologia para a Indústria 8rasileira A Empresa Analisada : ' A Fábrica Analisada e o Processo Produtivo, O-Processo de Transferência de Tecnologia Os Resultados Alcançados ; Análise dos Fatores Determinantes ESTUDO DE CASO 2: O Caso da Indústria de Papel e Celulose A Indústria de Papel e Celulose Análise do Setor de Papel e Celulose A Empresa Analisada : O Processo Produtivo O Processo de Transferência de Tecnologia l Os Resultados Alcançados : Análise dos Fatores Determinantes Conclusão Geral dos Casos 157 ANÁLISE FINAL E CONCLUSÃü, 161 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 167

9 8 LISTA DE FIGURAS Fig.1.1. Curva de implantação de uma nova tecnologia Fig.I.2. Estrutura do trabalho Fig.2.I. Os tipos de tecnologias 28 Fig 2.2. Tecnologia maior, mais autonomatizada e mais integrada muda a ênfase de controle para projeto 33 Fig.2.3. A matriz produto- processo relaciona o perfil do produto da operação a sua tecnologia de processo ~ Fig.2.4. A dinâmica da inovação 38 Fig.3.I. Os atores do processo de transferência de tecnologia 47 Fig.3.2. Níveis de Transferência de Tecnologia 49 Fig.4.1. Acumulação tecnológica: termos e conceitos básicos 80 Fig.4.2. Rotas para capacitação tecnológica, :, Fig.4.3. Diagrama de fluxo ilustrando as atividades no processo de incorporação de uma tecnologia : : Fig.5.I. Continuum Volume-Variedade, Tipos de Processo em Operações de Manufatura Fig.7.1. Rendimento de Produção - Linha B2 130 Fig.7.2. Índice de Reclamação dos Clientes 130 Fig.7.3. Índice de Quebras no Armazém 131 Fig.7.4. Taxa de Turn Over Fig.7.5. Índice de Acidentes de Trabalho Fig Quantidade Produzida - Máquina C2 (toneladas/mês) Fig.7.7. Rendimento Global- Máquina C2 (%) Fig Número de horas de máquina parada (C2) mensal Fig.7.9. Gastos de Manutenção : Fig.7.10 Acidentes de Trabalho (mensal)

10 9 LISTA DE TABELAS Tab.3.1. Balanço de pagamentos de Tecnologia: países da OCDE selecionados (1998; em US $ Milhões) 42 Tab.3.2. Fatores de sucesso no processo de transferência de tecnologia 74 Tab.3.3. Barreiras e Facilidades nos processos de transferência de tecnologia.. 75 Tab.4.I. Padrões Setoriais da Tecnologia 86 Tab.7.1 Diferenças entre o processo de transferência de tecnologia para os dois casos estudados :

11 .. CAPÍTULO 1 10 INTR9DUCÃO 1.1. Introdução A sobrevivência num ambiente cada vez mais competitivo e a busca para elevar os índices de produtividade fazem com que grandes investimentos sejam executados na implantação de novas tecnologias. Constata-se, porém, que nem sempre as empresas conseguem desenvolver._estas tecnologias internamente, com a eficácia e a rapidez necessária. Isto acaba por gerar uma relação entre aqueles que desenvolvem e/ou detêm a tecnologia com aqueles que irão utilizá-ia. Esta relação se dá pelo processo de transferência de tecnologia. A transferência de tecnologia sempre foi um elemento importante do comércio internacional e, de um modo mais amplo, das relações entre os diferentes países. A história mostra que diversos países alcançaram seu desenvolvimento industrial através da importação de técnicas produtivas de outras nações. Os países em desenvolvimento utilizam-se freqüentemente da importação de novas tecnologias para modernização de seu parque industrial e conseqüente melhoria de seus índices de produtividade. A este respeito, o relatório da SOBEET (Sociedade Brasileira de Estudos das Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica) sobre o comportamento tecnológico das empresas transnacionais em operação no Brasil tem a seguinte afirmação: "É consenso que as empresas transnacionais operando em países emergentes, embora não realizem atividades inovadoras stricto sensu, necessitam acompanhar, de perto, os padrões tecnológicos de seus pares internacionais. Por isto, realizam despesas em algumas atividades inovadoras complementares e adquirem externamente as tecnologias mais de ponta." (SOBEET, 2000, p.ll) As atividades inovadoras stricto sensu são aquelas realizadas nos centros de pesquisa e desenvolvimento das empresas transnacionais, normalmente localizados nos seus países de origem. As tecnologias desenvolvidas nestes centros são normalmente

12 11 transferidas para. outras unidades ao redor do mundo que deveriam se encarregar de fazer pequenas melhorias e adaptar estas tecnologias às condições específicas da unidade através de atividades inovadoras complementares. O Brasil, segundo o mesmo relatório, alcançou em 1998 o oitavo lugar no ranking mundial de investimentos diretos estrangeiros com US$156,8 bilhões. Das 500 maiores empresas globais, 405 estão em operação no Brasil, o que leva a um grau de internacionalização da economia brasileira em torno de 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 1996 este número era de 13,9% do PIB, demonstrando da economia do país tem se expandido. que a internacionalização Isto constata que, embora certos países em desenvolvimento tenham tido nos últimos anos uma rápida acumulação e diversificação de suas capacidades produtivas, este processo não foi acompanhado de uma capacitação tecnológica que possibilitasse gerar inovações strictu sensu a partir da tecnologia adquirida. A maioria destes países, sem o conhecimento necessário para conceber certos tipos de tecnologia, importantes para seu desenvolvimento industrial, optou pela transferência da tecnologia dos países desenvolvidos industrialmente, sem. conseguir incentivar o desenvolvimento de tecnologias próprias. A compra da tecnologia parecia ser a saída mais rápida e efetiva para que suas empresas se mantivessem competitivas e em sintonia com as empresas pares em outras partes do mundo. Embora a transferência de tecnologia seja uma atividade muito antiga e freqüente, observa-se que muitas das tecnologias importadas não atendem as expectativas dos compradores, nem as da sociedade em geral. Uma das origens de tantas decepções pode estar ligada à não utilização de uma metodologia adequada no processo de transferência de tecnologia. São negligenciadas entre outras, características e particularidades do país comprador, da empresa compradora, do setor produtivo, do tipo de processo produtivo, das pessoas que lá trabalham e das operações que estas executam. Muitas vezes, após a implantação da nova tecnologia, demora-se muito tempo para se alcançar os resultados esperados sendo necessário investir em ajustes e adaptações não previstos para garantir um funcionamento satisfatório da tecnologia importada. A Figura 1.1 abaixo mostra que, normalmente, logo após a implantação de uma nova tecnologia as empresas sofrem uma queda no desempenho do seu processo produtivo, em função de uma

13 12 série de ajustes necessários para que' a nova tecnologia funcione da maneira esperada. Existe também a influência do aprendizado por parte dos funcionários que passam a lidar com uma nova tecnologia que ainda não está, em termos operacionais, totalmente dominada. Após algum tempo a expectativa é de que a nova tecnologia comece a dar os resultados esperados. O sucesso deste processo é avaliado pela rapidez com que a empresa alcança estes resultados. Figura 1.1: Curva de implantação de uma nova tecnologia Desempenho R3 RI R2 I I I I I I : Implantação I I I l dajlqya l ~. I : tecnologia: I I I I 1'---_-~--~~ : ~ I I I I I I I I I I. I I I I I I I I I I I ~ ~ _.. I. I I I I I TI T2 T3 Tempo Pode-se observar na figura acima que após a implantação da nova tecnologia o desempenho cai ao nível R2, levando um período (T2 - TI) para recuperar o desempenho normal anterior à transferência de tecnologia. Após o período T3 o desempenho volta a se estabilizar em R3 conforme metas estabelecidas pela empresa para a nova tecnologia. Sendo assim, o sucesso de uma transferência de tecnologia pode ser medido pelo tempo (T3 - TI) em que a empresa demora para alcançar suas metas previstas e, também, pela mínima queda no desempenho (R2) apresentada no momento da implantação da nova tecnologia. Sintomas bastante comuns em empresas que passaram por processos de transferência de tecnologia são: atrasos nos start-ups, baixa qualidade de produção, pouca

14 13 flexibilidade e interrupções constantes da produção com inevitável perda de produtividade, entre outros. Todas estas conseqüências estão normalmente ligadas a uma baixa taxa de utilização dos equipamentos (devido as constantes interrupções de trabalho); à não disponibilidade de peças de reposição; ao manuseio inadequado de máquinas e equipamentos; à manutenção insuficiente; à insuficiente formação de pessoal; ao absenteísmo e às altas taxas de turn-over de certas regiões, normalmente atribuída à baixa qualidade das condições de vida da população. São vários os casos de transferências de tecnologias que não alcançaram os resultados esperados inicialmente. Um estudo da OIT - Organização Internacional do Trabalho e da OMS - Organização Mundial de Saúde citado por SANTOS et ai. (1997) apresenta o caso deuma mina de extração de sulfato implantada no Iraque. De acordo com os autores, a tecnologia desta usina foi adquirida de um país do norte da Europa. Ela foi projetada inicialmente para o clima do país exportador e instalada sem qualquer modificação no país importador. O. projeto original não apresentava nenhuma precaução para reduzir o calor exigido para conforto térmico dos trabalhadores naquele ambiente. A altura das chaminés era inadequada ao tipo de vento da região pois este soprava os gases para cima da usina. Observou-se um nível de manutenção pobre resultando na rápida degradação dos equipamentos e em constantes vazamento de gases. Constatou-se ainda, que os manuais de manutenção não foram adaptados à língua local, os equipamentos de proteção individuais utilizados não eram adequados às condições climáticas da região e, por último, mas muito importante, o insuficiente treinamento técnico dado aos operadores e gerentes locais. Um segundo exemplo mostra que este problema não é exclusivo de transferências internacionais de tecnologia, o mesmo pode ocorrer dentro de um mesmo país. Num caso estudado, ABRAHÃO citado por SANTOS et ai. (1997, p.8l), comparou o funcionamento de duas destilarias de álcool de cana de açúcar idênticas localizadas uma na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e outra numa pequena cidade do interior de Goiás. Apesar de possuírem a mesma capacidade nominal de produção, a usina de Ribeirão Preto produz 40% mais que a usina do interior de Goiás. O estudo demonstra que a infraestrutura da região de Ribeirão Preto como estradas, proximidade com fornecedores e mão

15 14 de obra qualificada, influi significativamente nestes resultados. Além disto, observou-se que, enquanto na usina de Ribeirão Preto há uma grande flexibilidade na execução das tarefas e no trabalho realizado pelos operadores, na usina de Goiás segue-se estritamente a descrição do funcionamento tal como está nos manuais tornando-se uma organização bastante burocrática com baixa comunicação entre setores e entre pessoas de diferentes níveis hierárquicos. MOUSTAFA (1990), em seu estudo sobre gerenciamento de transferência de tecnologia em países em desenvolvimento, relata que as empresas se preocupam mais com os aspectos técnicos das máquinas e equipamentos e somente mais tarde reconhecem a necessidade de um melhor gerenciamento da tecnologia a fim de evitar problemas na sua implantação e no decorrer de suas operações. Estes problemas, segundo ele, podem ter origem na própria cultura da empresa (resistência a mudança), nos estudos de viabilidade, na escolha de uma tecnologia inadequada, nas políticas governamentais, nos fatores de infra-estrutura (energia elétrica, atendimento hospitalar, mão de obra qualificada, rede de transportes) e na disponibilidade dos recursos naturais. Desta maneira pode-se considerar que, além dos aspectos técnicos de uma. transferência de tecnologia, existem também os de caráter administrativos, tais como os sistemas de controle, a divisão do trabalho, o planejamento e controle da produção, as formas de incentivos aos trabalhadores, a gestão de custos, as estratégias para atender as necessidades dos clientes, a maneira de comercialização, as questões mercadológicas, os fatores logísticos e muitos outros. WISNER (1982) sugere que os processos de transferência de tecnologia são na maior parte das vezes transferências parciais. Os equipamentos são importados, mas a organização, os serviços de manutenção, a formação dos operadores ou técnicos e a documentação que acompanha os dispositivos técnicos são inadequadas ou incompletas. Quando a transferência se restringe apenas às máquinas e instalações, observa-se um desempenho inferior no novo ambiente, caracterizado pela baixa produtividade, má qualidade. dos produtos, rápida degradação das máquinas, alto índice de acidentes e outros fatores negativos que não são observados no ambiente no qual foram concebidas as tecnologias.

16 - Desta forma é fundamental que toda transferência de tecnologia passe por um processo de reconcepção, ou seja, uma adaptação à realidade organizacional, 15 administrativa, tecnológica e social da unidade produtiva receptora da tecnologia. No caso da indústria de processo contínuo, como a indústria vidreira, a indústria de papel e celulose, as siderúrgicas e as petroquímicas, os fatores negativos citados acima podem ser agravados devido suas próprias características e particularidades. Neste tipo de indústria o bom andamento da produção depende de que todas as etapas do processo estejam funcionando de acordo com o especificado em projeto. Devido a interdependência e continuidade do processo produtivo, se uma etapa deste processo estiver apresentando problemas, todo o fluxo de produção será afetado e a produtividade e qualidade serão penalizadas. O reparo em uma válvula, por exemplo, pode parar toda uma linha de produção. Estas paradas podem ser extremamente caras e perigosas, principalmente em indústrias com alto-fomos como é o caso da indústria vidreira e da indústria siderúrgica. Na indústria vidreira, mais especificamente, uma longa parada na produção, sem um controle adequado, pode gerar um superaquecimento do vidro ocasionando um vazamento no fomo, gerando. com isto enormes prejuízos. Da mesma maneira o seu resfriamento pode provocar trincas nos refratários comprometendo do fomo. a vida úti] Além disto, trata-se de uma indústria de capital intensivo, com equipamentos de alta tecnologia, funcionamento ininterrupto e baixa flexibilidade de processo. Outro aspecto importante levantado por TOLEDO et ai. (1989), mostra que a indústria de processo contínuo representa o estágio mais avançado da automação industrial. A produtividade deste tipo de trabalho depende menos do ritmo de trabalho dos operadores e mais do rendimento global das instalações. A intervenção humana se restringe basicamente às atividades de monitoração, controle e manutenção das máquinas, equipamentos e dispositivos, além de algumas atividades de apoio. Seu desempenho é avaliado pela taxa de utilização da capacidade instalada. Desta maneira, qualquer interrupção na produção para que sejam feitas intervenções de ordens técnicas (manutenção de equipamentos ou introdução de novos equipamentos) podem representar riscos e custos elevados, além de comprometer. a qualidade final do produto. Muitos dos riscos associados à indústria de processo contínuo estão relacionados ao tipo de insumo utilizado (produtos químicos,

17 16 minérios; e outros que podem ser prejudiciais às pessoas e ao meio ambiente) e também às condições de processamento (altas temperaturas, pressões, volumes, etc.). Os processos de produção em massa, que normalmente trabalham com o lay-out em linha como é o caso das montadoras de automóveis, também apresentam uma continuidade e dependência nas etapas de seu processo produtivo, porém, uma parada neste tipo de indústria normalmente representa riscos menores, custos menos elevados e pouco afetam a qualidade final do produto. Já numa indústria de processo discreto, como a de autopeças e a de equipamentos eletrônicos, a parada de uma etapa de produção, mesmo provocando prejuízos, pode ser contornada momentaneamente com a subcontratação dos serviços de um fornecedor capacitado sem ter necessariamente que interromper ou afetar as outras fases do processo. Neste tipo de processo, uma parte do sistema produtivo pode ser desviado, permitindo que o processo de introdução de uma nova tecnologia possa ser feito sem maiores riscos de comprometer a qualidade do produto final, até que a nova tecnologia esteja adequadamente dominada. Deve-se ressaltar ainda que. autores como STALK (1988) colocam a questão do tempo como um dos elementos de competitividade mais importantes nos dias atuais. Desta forma, toma-se importantíssimo que os processos de transferência de tecnologia, em especial nas indústrias de processo contínuo, sejam conduzidos com uma metodologia adequada para que se consiga alcançar, o mais rapidamente possível, os índices de qualidade e produtividade planejados, e ainda, provar num curto espaço de tempo que os investimentos foram bem realizados e estão dando retomo. Neste trabalho pretende-se estudar os processos de transferência de tecnologia na 7- indústria de processo contínuo, com um estudo de caso na indústria de vidro e outro n~ indústria de papel e celulose. Espera-se, com isto, gerar recomendações para o gerenciamento de projetos de transferência de tecnologia tendo em vista reduzir os custos e recursos necessários para se atingir os objetivos estratégicos, quantitativos e qualitativos estabelecidos pela empresa receptora.

18 Objetivos do Trabalho Para LAKATOS et al (1987), o objetivo geral do trabalho está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o conteúdo intrínseco quer dos fenômenos e eventos, quer das idéias estudadas. Está vinculado diretamente à própria significação do projeto proposto. Os objetivos específicos apresentam caráter mais concreto, têm função intermediária e instrumental, permitindo de um lado, atingir o objetivo geral, e, de outro, aplicar este a situações particulares. Esta dissertação tem como objetivo geral contribuir para o entendimento do processo de transferência de tecnologia em especial na indústria de processo contínuo. De modo específico esse estudo procurará: a) Compreender o processo de transferência de tecnologia como um mero de capacitação tecnológica em empresas de processo contínuo; b) Caracterizar a indústria de processo continuo;. c) Identificar dificuldades, conseqüências e condicionantes de sucesso num processo de transferência de tecnologia na indústria de processo contínuo; d) Gerar recomendações para o gerenciamento de projetos de transferência de tecnologia em indústrias de processo contínuo. Buscou-se alcançar estes objetivos através: a) De uma ampla revisão bibliográfica sobre o tema transferência de tecnologia, bem como os assuntos tratados no decorrer desta dissertação como tecnologia,. inovação, capacitação tecnológica e indústria de processo contínuo;

19 18 b) De dois estudos de caso de transferência de tecnologia, um ocorrido numa indústria vidreira e outro numa indústria de papel e celulose Limitações do Trabalho Em primeiro lugar, este trabalho foca no receptor, no usuário da tecnologia adquirida e não no desenvolvedor da tecnologia. Comenta-se a relação entre estes dois agentes mas a visão estudada é a da empresa receptora da nova tecnologia. Uma segunda limitação deste estudo refere-se á complexidade e abrangência do tema transferência de tecnologia. O estudo proposto não abordará a escolha da tecnologia e nem seus aspectos juridicos, políticos ou de viabilidade econômico-financeira. Este estudo se restringe aos aspectos organizacionais, operacionais e técnicos da implantação da nova tecnologia; A terceira limitação está relacionada ao método do estudo de caso utilizado neste trabalho. Esta limitação refere-se à 'dificuldade de generalização dos resultados obtidos. Segundo GIL (1996), pode. ocorrer que as unidades escolhidas para investigação sejam bastante anormais em relação à muitas de sua espécie ~, consequentemente, os resultados da pesquisa tomar-se-ão bastante equivocados. A escolha por apenas dois estudos de caso se dá em função da natureza da pesquisa. As empresas aqui analisadas precisavam ter passado por uma grande transformação de seu processo produtivo, via uma transferência de tecnologia internacional. Além disto, seria necessário ter o histórico dos seus índices durante e após o processo de implantação da nova tecnologia. Por último, seria importante. que o processo de transferência de tecnologia já estivesse terminado pois, assim, poderia ser avaliada a evolução de alguns índices alcançados pela empresa. Uma quarta limitação deste trabalho ocorre pelo próprio fato do pesquisador ter vivenciado o processo de transferência de tecnologia descrito em um dos estudos de caso, o da indústria vidreira. Esta vivência poderia ter levado o pesquisador tirar suas próprias conclusões, ou seja, a ser parcial nas suas análises e conclusões. A utilização de fatos, evidências e dados concretos foram alguns dos cuidados tomados para se evitar a parcialidade nas conclusões do estudo.

20 Estrutura do Trabalho o presente trabalho esta organizado em oito capítulos mais as referências bibliográficas, cuja estrutura é mostrada na Figura 1.2. O trabalho é dividido em introdução,corpo teórico (com 4 capítulos), metodologia, estudos de caso e conclusão. O Capítulo I apresenta uma introdução geral ao assunto a ser analisado, justifica e apresenta o tema de pesquisa. É neste capítulo que se conhece quais os objetivos desta dissertação e quais suas limitações de análise. O Capítulo 2 apresenta conceitos básicos sobre ciência, tecnologia e inovação, definições, tipos, diferenças e inter-relações. Diferentes autores analisam e contribuem para um entendimento mais amplo destes conceitos.básicos auxiliando a compreender a complexidade do processo de transferência de tecnologia.. O terceiro capítulo analisa a fundo a questão da transferência de tecnologia, sua importâricia no mundo atual, seus conceitos, modelos, etapas, e seus diferentes tipos e fontes. São apresentadas diversas áreas que tratam do tema, da administração, passando pela engenharia, sociologia e economia, cada uma delas enfocando ufl? ponto de vista... diferente, porém, importantes para o entendimento do assunto estudado. São tratados os efeitos e as dificuldades de uma transferência de tecnologia se conduzida de maneira inadequada. Por fim, são apresentados alguns autores que estudaram diferentes fatores condicionantes para o sucesso de uma transferência de tecnologia. Uma análise conjunta destes autores permite encontrar pontos em comuns que serão mais tarde confrontados o estudo de caso analisado. Este capítulo propõe uma classificação, fatores detenninantes nos processos de transferência de tecnologia. com baseada na literatura, de O Capítulo 4 procura contextualizar os processos de capacitação e acumulação tecnológica nos países em desenvolvimento como o Brasil. Estes processos são fundamentais para se entender a importância da transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento. O processo de acumulação tecnológica pode ser realizado de diferentes maneiras pelas empresas, dependendo do tipo de processo e do setor em que atuam. Dentre estes setores, definidos por BELL e PA VITT (1993), destaca-se as empresas intensivas em escala (Scale Intensive Firms) na qual se enquadram as indústrias de processo contínuo. suas

21 20 _.. o quinto capítulo define e caracteriza a indústria de processo contínuo. Neste capítulo compreende-se que algumas peculiaridades da indústria de processo contínuo devem ser consideradas na condução de projetos de transferência de tecnologia. O sexto capítulo faz explanações a respeito da descrição do estudo e da metodologia de pesquisa empregada. O objetivo deste capítulo é deixar claro como foi desenvolvida esta pesquisa. Um ponto importante deste capítulo é esclarecer como foi conduzido o estudo de caso realizado numa indústria vidreira.!. No Capítulo 7 inicia-se a discussão e descrição dos estudos de caso objetos de nosso estudo. Para cada estudo de caso, é feita uma análise do setor e das empresas estudadas. seguir, é feito uma descrição do processo de transferência de tecnologia e os objetivos esperados. Por fim, são apresentados os resultados alcançados e as dificuldades enfrentadas por engenheiros e técnicos nos ajustes e adaptações necessárias à nova tecnologia adquirida. Por fim, o último capítulo procura contemplar as informações conclusivas desta dissertação, colocadas em relação aos objetivos definidos e às contribuições científicas A deste estudo, discorre-se ainda recomendações para trabalhos futuros.

22 21 Figura 1.2: Estrutura do Trabalho Can. J Introdução Formulação do problema Objetivos do trabalho Limitações do trabalho + CORPO TEÓRICO, Cao.2 Cao.3 Can.4 Conceitos Básicos Transferência de Teenología Capacitação Tecnológica. Ciência e Tecnologia Definição Definição Tecnologia ' O Processo (modos e fontes) Características Setoriais Inovação Os Efeitos da TI Acumulação tecnológica nos Tecnologia e Competitividade Fatores de Sucesso países em desenvolvimento Análise Critica dos Fatores, Can.S. A Indústria de Processo Contínuo. Definição. Características Tecnológicas Características Econômicas Características Organizacionais Riscos de Parada Can. 6 ~r Metodologia Classificação da Pesquisa Pesquisa Bibliográfica Estudo de Caso Cao.7 t Estudos de Caso Caso I: T. de tecnologia na indústria vidreira Caso 2: T. de tecnologia na indústria de papel e celulose + Cao. 8 Conclusão

2. Função Produção/Operação/Valor Adicionado

2. Função Produção/Operação/Valor Adicionado 2. Função Produção/Operação/Valor Adicionado Conteúdo 1. Função Produção 3. Administração da Produção 1 Bibliografia Recomenda Livro Texto: Introdução à Administração Eunice Lacava Kwasnicka - Editora

Leia mais

ALTERAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO DE UMA INDÚSTRIA ARTESANAL PARA UMA PRODUÇÃO DEDICADA

ALTERAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO DE UMA INDÚSTRIA ARTESANAL PARA UMA PRODUÇÃO DEDICADA ALTERAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO DE UMA INDÚSTRIA ARTESANAL PARA UMA PRODUÇÃO DEDICADA Edson Augusto Lopes RESUMO Atualmente com a globalização as indústrias vem investindo em máquinas e equipamentos modernos

Leia mais

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ Acadêmica de Administração Geral na Faculdade Metropolitana de Maringá /PR - 2005 RESUMO: A atividade comercial

Leia mais

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

LOGÍSTICA MADE DIFFERENT LOGÍSTICA

LOGÍSTICA MADE DIFFERENT LOGÍSTICA LOGÍSTICA MADE DIFFERENT LOGÍSTICA ENTREGA ESPECIAL Na economia globalizada 24/7 de hoje, a logística e a gestão de armazéns eficientes são essenciais para o sucesso operacional. O BEUMER Group possui

Leia mais

T2Ti Tecnologia da Informação Ltda T2Ti.COM http://www.t2ti.com Projeto T2Ti ERP 2.0 Autor: Marco Polo Viana. Bloco Suprimentos

T2Ti Tecnologia da Informação Ltda T2Ti.COM http://www.t2ti.com Projeto T2Ti ERP 2.0 Autor: Marco Polo Viana. Bloco Suprimentos Bloco Suprimentos Controle de Produção PCP Objetivo O objetivo deste artigo é dar uma visão geral sobre o Módulo Controle de Produção PCP, que se encontra no Bloco Suprimentos. Todas informações aqui disponibilizadas

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos carlos@oficinadapesquisa.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Estrutura de um Sistema de Informação Vimos

Leia mais

Módulo 07 Gestão de Conhecimento

Módulo 07 Gestão de Conhecimento Módulo 07 Gestão de Conhecimento Por ser uma disciplina considerada nova dentro do campo da administração, a gestão de conhecimento ainda hoje tem várias definições e percepções, como mostro a seguir:

Leia mais

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 141 A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Douglas Fernandes 1, Josélia Galiciano Pedro 1 Docente do Curso Superior

Leia mais

CAPÍTULO 4 Projeto e organização do trabalho e dos recursos físicos

CAPÍTULO 4 Projeto e organização do trabalho e dos recursos físicos ADMINISTRAÇÃO GESTÃO DA PRODUÇÃO CAPÍTULO 4 Projeto e organização do trabalho e dos recursos físicos 4.1 Arranjo físico GESTÃO DA PRODUÇÃO É a maneira segundo a qual se encontram dispostos fisicamente

Leia mais

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES AVALIAÇÃO DE COLABORADORES RESUMO A preocupação com o desempenho dos colaboradores é um dos fatores que faz parte do dia-a-dia da nossa empresas. A avaliação de desempenho está se tornando parte atuante

Leia mais

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que Supply Chain Management SUMÁRIO Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) SCM X Logística Dinâmica Sugestões Definição Cadeia de Suprimentos É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até

Leia mais

Gerenciamento da produção

Gerenciamento da produção 74 Corte & Conformação de Metais Junho 2013 Gerenciamento da produção Como o correto balanceamento da carga de dobradeiras leva ao aumento da produtividade e redução dos custos (I) Pedro Paulo Lanetzki

Leia mais

Instalações Máquinas Equipamentos Pessoal de produção

Instalações Máquinas Equipamentos Pessoal de produção Fascículo 6 Arranjo físico e fluxo O arranjo físico (em inglês layout) de uma operação produtiva preocupa-se com o posicionamento dos recursos de transformação. Isto é, definir onde colocar: Instalações

Leia mais

GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO

GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO Indicadores e Diagnóstico para a Inovação Primeiro passo para implantar um sistema de gestão nas empresas é fazer um diagnóstico da organização; Diagnóstico mapa n-dimensional

Leia mais

PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO

PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL - CTAE

Leia mais

Conceitos ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO. Comunicação; Formas de escritas; Processo de contagem primitivo;

Conceitos ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO. Comunicação; Formas de escritas; Processo de contagem primitivo; Conceitos Comunicação; Formas de escritas; Bacharel Rosélio Marcos Santana Processo de contagem primitivo; roseliomarcos@yahoo.com.br Inicio do primitivo processamento de dados do homem. ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO As Empresas e os Sistemas Problemas locais - impacto no sistema total. Empresas como subsistemas de um sistema maior. Uma empresa excede a soma de

Leia mais

Sistemas de Transformação e Estratégia de produção

Sistemas de Transformação e Estratégia de produção Sistemas de Transformação e de produção A seleção do Processo de produção depende: -Tecnologia dos Processos de Transformaçã ção -Tecnologia dos meios auxiliares (dispositivos, ferramentas) -Tecnologia

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Agenda Conceitos de Governança de TI Fatores motivadores das mudanças Evolução da Gestão de TI Ciclo da Governança

Leia mais

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Planejamento do Gerenciamento das Comunicações (10) e das Partes Interessadas (13) PLANEJAMENTO 2 PLANEJAMENTO Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 5 ABRIL

Leia mais

SI- Sistemas de Informação. Professora: Mariana A. Fuini

SI- Sistemas de Informação. Professora: Mariana A. Fuini SI- Sistemas de Informação Professora: Mariana A. Fuini INTRODUÇÃO A informação é tudo na administração de uma organização. Mas para uma boa informação é necessário existir um conjunto de características

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

1. Introdução. 1.1 Apresentação

1. Introdução. 1.1 Apresentação 1. Introdução 1.1 Apresentação Empresas que têm o objetivo de melhorar sua posição competitiva diante do mercado e, por consequência tornar-se cada vez mais rentável, necessitam ter uma preocupação contínua

Leia mais

Implementação de estratégias

Implementação de estratégias Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4 Etapa 5 Disciplina Gestão Estratégica e Serviços 7º Período Administração 2013/2 Implementação de estratégias Agenda: Implementação de Estratégias Visão Corporativa sobre

Leia mais

EVOLUÇÃO DA MANUTENÇÃO

EVOLUÇÃO DA MANUTENÇÃO EVOLUÇÃO DA MANUTENÇÃO 1.1. INTRODUÇÃO Nos últimos 20 anos a atividade de manutenção tem passado por mais mudanças do que qualquer outra. Estas alterações são conseqüências de: a) aumento, bastante rápido,

Leia mais

Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória

Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória Não há mais dúvidas de que para as funções da administração - planejamento, organização, liderança e controle

Leia mais

Inteligência Competitiva

Inteligência Competitiva Inteligência Competitiva Prof. Patricia Silva psilva@univercidade.br Aula 6 Objetivos da aula 6 n Análise SWOT n Bibliografia: Estratégia de Marketing O C. Ferrell Cap. 4 Strenghts (forças), Weaknesses

Leia mais

Ementa e Cronograma Programático...

Ementa e Cronograma Programático... Prof. Fabrício Rogério Parrilla Ementa e Cronograma Programático... AULA 01 Estratégia de Operações e Planejamento Agregado AULA 02 Planejamento e Controle de Operações AULA 03 Gestão da Demanda e da Capacidade

Leia mais

GESTÃO EMPRESARIAL FUNDAMENTOS DA GESTÃO ESTRATÉGICA. Profª. Danielle Valente Duarte

GESTÃO EMPRESARIAL FUNDAMENTOS DA GESTÃO ESTRATÉGICA. Profª. Danielle Valente Duarte GESTÃO EMPRESARIAL FUNDAMENTOS DA GESTÃO ESTRATÉGICA Profª. Danielle Valente Duarte 2014 Abrange três componentes interdependentes: a visão sistêmica; o pensamento estratégico e o planejamento. Visão Sistêmica

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

Unidade III GESTÃO ESTRATÉGICA DE RECURSOS HUMANOS. Profa. Ani Torres

Unidade III GESTÃO ESTRATÉGICA DE RECURSOS HUMANOS. Profa. Ani Torres Unidade III GESTÃO ESTRATÉGICA DE RECURSOS HUMANOS Profa. Ani Torres Desenvolvendo pessoas O desenvolvimento e a manutenção de pessoas estão relacionados com a evolução das equipes de trabalho e com a

Leia mais

Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1

Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1 Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1 Aula 3 Disponibilidade em Data Center O Data Center é atualmente o centro nervoso

Leia mais

Sistemas de Gestão da Qualidade. Introdução. Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade. Tema Sistemas de Gestão da Qualidade

Sistemas de Gestão da Qualidade. Introdução. Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade. Tema Sistemas de Gestão da Qualidade Tema Sistemas de Gestão da Qualidade Projeto Curso Disciplina Tema Professor Pós-graduação Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade Sistemas de Gestão da Qualidade Elton Ivan Schneider Introdução

Leia mais

Programa de Serviços

Programa de Serviços Programa de Serviços Um Parceiro da Heidelberg Sucesso e segurança para o convertedor de rótulos A maior diversidade de substrato. Um marca de qualidade emerge: um sistema de máquina Gallus garante a mais

Leia mais

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS 0 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS AS FUNÇÕES DA CONTROLADORIA E O PERFIL DO CONTROLLER NAS EMPRESAS INTEGRANTES DOS PRINCIPAIS

Leia mais

GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES

GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES CAPÍTULO 1 Gestão da produção: história, papel estratégico e objetivos Prof. Glauber Santos 1 GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES 1.1 Gestão da produção: apresentação Produção

Leia mais

IF685 Gerenciamento de Dados e Informação - Prof. Robson Fidalgo 1

IF685 Gerenciamento de Dados e Informação - Prof. Robson Fidalgo 1 IF685 Gerenciamento de Dados e Informação - Prof. Robson Fidalgo 1 Banco de Dados Introdução Por: Robson do Nascimento Fidalgo rdnf@cin.ufpe.br IF685 Gerenciamento de Dados e Informação - Prof. Robson

Leia mais

Amboretto Skids. Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel e água

Amboretto Skids. Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel e água Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, celulose e água 1 Disponível para Locação, Leasing e Cartão Amboretto Skids Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel

Leia mais

Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo

Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo Estudo de viabilidade As perguntas seguintes terão que ser respondidas durante a apresentação dos resultados do estudo de viabilidade e da pesquisa de campo FOFA.

Leia mais

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS WALLACE BORGES CRISTO 1 JOÃO CARLOS PEIXOTO FERREIRA 2 João Paulo Coelho Furtado 3 RESUMO A Tecnologia da Informação (TI) está presente em todas as áreas de

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Planejamento e Gestão

Leia mais

Importância do GED. Implantação de um Sistema de GED

Importância do GED. Implantação de um Sistema de GED Implantação de um Sistema de GED Gerenciamento Eletrônico de Documentos Importância do GED O GED tem uma importante contribuição na tarefa da gestão eficiente da informação; É a chave para a melhoria da

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

Sistemas de Informação I

Sistemas de Informação I + Sistemas de Informação I Dimensões de análise dos SI Ricardo de Sousa Britto rbritto@ufpi.edu.br + Introdução n Os sistemas de informação são combinações das formas de trabalho, informações, pessoas

Leia mais

Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual

Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual Objetivos da aula: Estudar a remuneração por habilidades; Sistematizar habilidades e contrato de desenvolvimento contínuo.

Leia mais

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Processo de EO Procedimentos que são, ou podem ser, usados para formular as estratégias de operações que a empresa deveria adotar (SLACK,

Leia mais

Sistemas de Informação CEA460 - Gestão da Informação

Sistemas de Informação CEA460 - Gestão da Informação Sistemas de Informação CEA460 - Gestão da Informação Janniele Aparecida Conceitos Sistema de Informação Conjunto de componentes interrelacionados que coletam (ou recuperam), processam e armazenam e distribuem

Leia mais

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação O Valor da TI Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação 2010 Bridge Consulting

Leia mais

GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH. PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO

GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH. PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO O QUE É NÍVEL DE SERVIÇO LOGÍSTICO? É a qualidade com que o fluxo de bens e serviços

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS 1 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS John F. Eichstaedt, Toni Édio Degenhardt Professora: Eliana V. Jaeger RESUMO: Este artigo mostra o que é um SIG (Sistema de Informação gerencial) em uma aplicação prática

Leia mais

FUNDAMENTOS PARA A ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA

FUNDAMENTOS PARA A ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA FUNDAMENTOS PARA A ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA Abordagem da estratégia Análise de áreas mais específicas da administração estratégica e examina três das principais áreas funcionais das organizações: marketing,

Leia mais

EDITAL SENAI SESI DE INOVAÇÃO. Caráter inovador projeto cujo escopo ainda não possui. Complexidade das tecnologias critério de avaliação que

EDITAL SENAI SESI DE INOVAÇÃO. Caráter inovador projeto cujo escopo ainda não possui. Complexidade das tecnologias critério de avaliação que ANEXO II Caráter inovador projeto cujo escopo ainda não possui registro em base de patentes brasileira. Também serão considerados caráter inovador para este Edital os registros de patente de domínio público

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL 2015 Sabemos que as empresas atualmente utilizam uma variedade muito grande de sistemas de informação. Se você analisar qualquer empresa que conheça, constatará que existem

Leia mais

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS - FAN CEUNSP SALTO /SP CURSO DE TECNOLOGIA EM MARKETING TRABALHO INTERDISCIPLINAR

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS - FAN CEUNSP SALTO /SP CURSO DE TECNOLOGIA EM MARKETING TRABALHO INTERDISCIPLINAR APRESENTAÇÃO DO TI O Trabalho Interdisciplinar é um projeto desenvolvido ao longo dos dois primeiros bimestres do curso. Os alunos tem a oportunidade de visualizar a unidade da estrutura curricular do

Leia mais

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1 Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva 1 Resposta do Exercício 1 Uma organização usa algumas ações para fazer frente às forças competitivas existentes no mercado, empregando

Leia mais

5. Análise conjunta dos casos

5. Análise conjunta dos casos 5. Análise conjunta dos casos Após analisar como tem ocorrido o processo de institucionalização da responsabilidade social corporativa nas empresas farmacêuticas estudadas concluiu-se que nas quatro empresas

Leia mais

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO 1 DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO Cesar Simões Salim Professor e Autor de livros de empreendedorismo cesar.salim@gmail.com Visite meu blog: http://colecaoempreendedorismo.blogspot.com/

Leia mais

O Supply Chain Evoluiu?

O Supply Chain Evoluiu? O Supply Chain Evoluiu? Apresentação - 24º Simpósio de Supply Chain & Logística 0 A percepção de estagnação do Supply Chain influenciada pela volatilidade do ambiente econômico nos motivou a entender sua

Leia mais

Migração de sistemas antigos. Avançando para um futuro competitivo

Migração de sistemas antigos. Avançando para um futuro competitivo Migração de sistemas antigos Avançando para um futuro competitivo A automação e controle é um dos mais importantes investimentos para garantir o sucesso da manufatura de qualquer indústria. Porém, por

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro

PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro Anexo 3 PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro 1. Capa 2. Sumário 3. Sumário executivo 4. Descrição da empresa 5. Planejamento Estratégico do negócio 6. Produtos e Serviços 7. Análise de Mercado 8. Plano de Marketing

Leia mais

ASSUNTO DO MATERIAL DIDÁTICO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS DECISÕES GERENCIAIS NA ERA DA INTERNET

ASSUNTO DO MATERIAL DIDÁTICO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS DECISÕES GERENCIAIS NA ERA DA INTERNET AULA 05 ASSUNTO DO MATERIAL DIDÁTICO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS DECISÕES GERENCIAIS NA ERA DA INTERNET JAMES A. O BRIEN MÓDULO 01 Páginas 26 à 30 1 AULA 05 DESAFIOS GERENCIAIS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001. Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Curso: Ciências Biológicas - UFAM

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001. Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Curso: Ciências Biológicas - UFAM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001 Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Conceitos Gerais A gestão ambiental abrange uma vasta gama de questões, inclusive aquelas com implicações estratégicas

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

SERVIÇO DE ANÁLISE DE REDES DE TELECOMUNICAÇÕES APLICABILIDADE PARA CALL-CENTERS VISÃO DA EMPRESA

SERVIÇO DE ANÁLISE DE REDES DE TELECOMUNICAÇÕES APLICABILIDADE PARA CALL-CENTERS VISÃO DA EMPRESA SERVIÇO DE ANÁLISE DE REDES DE TELECOMUNICAÇÕES APLICABILIDADE PARA CALL-CENTERS VISÃO DA EMPRESA Muitas organizações terceirizam o transporte das chamadas em seus call-centers, dependendo inteiramente

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA EMPRESA BENEFICIADORA DE VIDROS EM TERESINA PI GEDAÍAS RODRIGUES VIANA 1 FRANCISCO DE TARSO RIBEIRO CASELLI 2 FRANCISCO DE ASSIS DA SILVA MOTA 3

Leia mais

Sistemas de Informação I

Sistemas de Informação I + Sistemas de Informação I Tipos de SI Ricardo de Sousa Britto rbritto@ufpi.edu.br + Introdução 2 n As organizações modernas competem entre si para satisfazer as necessidades dos seus clientes de um modo

Leia mais

1 - Por que a empresa precisa organizar e manter sua contabilidade?

1 - Por que a empresa precisa organizar e manter sua contabilidade? Nas atividades empresariais, a área financeira assume, a cada dia, funções mais amplas de coordenação entre o operacional e as expectativas dos acionistas na busca de resultados com os menores riscos.

Leia mais

A importância da Educação para competitividade da Indústria

A importância da Educação para competitividade da Indústria A importância da Educação para competitividade da Indústria Educação para o trabalho não tem sido tradicionalmente colocado na pauta da sociedade brasileira, mas hoje é essencial; Ênfase no Direito à Educação

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001 INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, Eng. MBA Maio de 2001 Apresentação Existe um consenso entre especialistas das mais diversas áreas de que as organizações bem-sucedidas no século XXI serão

Leia mais

M A N U A L TREINAMENTO. Mecânica de Veículos Piçarras Ltda. Manual Prático de Procedimento do Treinamento

M A N U A L TREINAMENTO. Mecânica de Veículos Piçarras Ltda. Manual Prático de Procedimento do Treinamento M A N U A L TREINAMENTO 1. Introdução A velocidade das mudanças tecnológicas, o aumento da diversidade nos locais de trabalho e a acentuada mobilidade dos trabalhadores atuais são aspectos do mundo contemporâneo

Leia mais

Definição. Kaizen na Prática. Kaizen para a Administração. Princípios do Just in Time. Just in Time 18/5/2010

Definição. Kaizen na Prática. Kaizen para a Administração. Princípios do Just in Time. Just in Time 18/5/2010 Uninove Sistemas de Informação Teoria Geral da Administração 3º. Semestre Prof. Fábio Magalhães Blog da disciplina: http://fabiotga.blogspot.com Semana 15 e 16 Controle e Técnicas de controle de qualidade

Leia mais

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI)

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) APARECIDA DE GOIÂNIA 2014 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Áreas de processo por

Leia mais

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL COLÓQUIO EMPREGOS VERDES E CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS 20.08.2009

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA)

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) A administração participativa é uma filosofia ou política de administração de pessoas, que valoriza sua capacidade de tomar decisões e resolver problemas,

Leia mais

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS - FAN CEUNSP SALTO /SP CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL TRABALHO INTERDISCIPLINAR

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS - FAN CEUNSP SALTO /SP CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL TRABALHO INTERDISCIPLINAR APRESENTAÇÃO DO TI O Trabalho Interdisciplinar é um projeto desenvolvido ao longo dos dois primeiros bimestres do curso. Os alunos tem a oportunidade de visualizar a unidade da estrutura curricular do

Leia mais

MRP / MRP II / ERP (capítulos 11 e 12)

MRP / MRP II / ERP (capítulos 11 e 12) MRP / MRP II / ERP (capítulos 11 e 12) As siglas MRP, MRP II e ERP são bastante difundidas e significam: MRP Materials Requirements Planning Planejamento das Necessidades de Materiais; MRP II Resource

Leia mais

Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas

Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas Aula 1 Ementa Fases do Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software, apresentando como os métodos, ferramentas e procedimentos da engenharia de software, podem

Leia mais

Evolução da Disciplina. Logística Empresarial. Aula 1. O Papel dos Sistemas Logísticos. Contextualização. O Mundo Atual

Evolução da Disciplina. Logística Empresarial. Aula 1. O Papel dos Sistemas Logísticos. Contextualização. O Mundo Atual Logística Empresarial Evolução da Disciplina Aula 1 Aula 1 O papel da Logística empresarial Aula 2 A flexibilidade e a Resposta Rápida (RR) Operadores logísticos: conceitos e funções Aula 3 Prof. Me. John

Leia mais

Visão Geral dos Sistemas de Informação

Visão Geral dos Sistemas de Informação Visão Geral dos Sistemas de Informação Existem muitos tipos de sistemas de informação no mundo real. Todos eles utilizam recursos de hardware, software, rede e pessoas para transformar os recursos de dados

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA

A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA Elaine Schweitzer Graduanda do Curso de Hotelaria Faculdades Integradas ASSESC RESUMO Em tempos de globalização, a troca de informações

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012 O RISCO DOS DISTRATOS O impacto dos distratos no atual panorama do mercado imobiliário José Eduardo Rodrigues Varandas Júnior

Leia mais

CEAP CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA COMÉRCIO ELETRÔNICO PROF. CÉLIO CONRADO

CEAP CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA COMÉRCIO ELETRÔNICO PROF. CÉLIO CONRADO Contexto e objetivos CEAP CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA COMÉRCIO ELETRÔNICO PROF. CÉLIO CONRADO O desenvolvimento do plano de negócios, como sistematização das idéias

Leia mais

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Artigo para a Revista Global Fevereiro de 2007 DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT O conceito de Supply Chain Management (SCM), denominado Administração da Cadeia de Abastecimento

Leia mais

Governança de TI. ITIL v.2&3. parte 1

Governança de TI. ITIL v.2&3. parte 1 Governança de TI ITIL v.2&3 parte 1 Prof. Luís Fernando Garcia LUIS@GARCIA.PRO.BR ITIL 1 1 ITIL Gerenciamento de Serviços 2 2 Gerenciamento de Serviços Gerenciamento de Serviços 3 3 Gerenciamento de Serviços

Leia mais

COMO TORNAR-SE UM FRANQUEADOR

COMO TORNAR-SE UM FRANQUEADOR COMO TORNAR-SE UM FRANQUEADOR O que é Franquia? Objetivo Esclarecer dúvidas, opiniões e conceitos existentes no mercado sobre o sistema de franquias. Público-Alvo Empresários de pequeno, médio e grande

Leia mais

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP 6. Procedimento de gerenciamento de risco O fabricante ou prestador de serviço deve estabelecer e manter um processo para identificar

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção Curso de Engenharia de Produção Manutenção dos Sistemas de Produção Informações sobre a disciplina: Professor: Eng. Carlos Bernardo Gouvêa Pereira Site: www.carlosbernardo.com Email: prof_carlospereira@camporeal.edu.br

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática A Abiquim e suas ações de mitigação das mudanças climáticas As empresas químicas associadas à Abiquim, que representam cerca

Leia mais

Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO. Profa. Leonor Cordeiro Brandão

Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO. Profa. Leonor Cordeiro Brandão Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO Profa. Leonor Cordeiro Brandão Relembrando Vimos alguns conceitos importantes: O que são dados; O que é informação; Quando uma informação se transforma em conhecimento;

Leia mais

Remuneração e Avaliação de Desempenho

Remuneração e Avaliação de Desempenho Remuneração e Avaliação de Desempenho Objetivo Apresentar estratégias e etapas para implantação de um Modelo de Avaliação de Desempenho e sua correlação com os programas de remuneração fixa. Programação

Leia mais

A importância da Manutenção de Máquina e Equipamentos

A importância da Manutenção de Máquina e Equipamentos INTRODUÇÃO A importância da manutenção em máquinas e equipamentos A manutenção de máquinas e equipamentos é importante para garantir a confiabilidade e segurança dos equipamentos, melhorar a qualidade

Leia mais

Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto

Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto Prof. Walter Cunha falecomigo@waltercunha.com http://waltercunha.com PMBoK Organização do Projeto Os projetos e o gerenciamento

Leia mais

Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas?

Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas? Metas e Objetivos Muito se confunde a respeito destes dois conceitos quando se faz um planejamento estratégico do negócio. A diferença entre Meta e Objetivo, no entanto, é bastante clara como será apresentada

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

ü Curso - Bacharelado em Sistemas de Informação

ü Curso - Bacharelado em Sistemas de Informação Curso - Bacharelado em Sistemas de Informação Nome e titulação do Coordenador: Coordenador: Prof. Wender A. Silva - Mestrado em Engenharia Elétrica (Ênfase em Processamento da Informação). Universidade

Leia mais