Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca PAN-Brasil

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1 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Secretaria de Recursos Hídricos Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca PAN-Brasil 2005

2 Secretaria de Recursos Hídricos SGAN Quadra 601 Lote 1 Edifício Sede da CODEVASF 4º andar CEP.: Brasília/DF Fones: Fax: portal: Coordenadoria Técnica de Combate à Desertificação Secretaria Executiva SGAN Quadra 601 Lote 1 Edifício Sede da CODEVASF 4º andar sala 401 CEP.: Brasília/DF Fones: Fax: sítio eletrônico: Edições MMA Ministério do Meio Ambiente MMA Centro de Informação, Documentação Ambiental e Editoração Esplanada dos Ministérios Bloco B térreo CEP.: Brasília/DF Tel: Fax:

3 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Secretaria de Recursos Hídricos Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca PAN-Brasil 2004

4 EQUIPE DE ELABORAÇÃO Coordenação Técnica de Combate à Desertificação José Roberto de Lima (Coordenador / SRH-MMA) Celso Marcatto (SRH-MMA) Eliana de Fátima Fernandes de Souza (SRH-MMA) Luiz Augusto Bronzatto (SRH-MMA) Marcelo Penalva Rufino do Nascimento (SRH-MMA) Marcos Oliveira Santana (SRH-MMA) Ruth Maria Bianchini de Quadros (SRH-MMA) Vânia Apolônio de Trajano (IICA) Apoio Bráulio Gottschalg Duque (SRH-MMA) Flávio Pereira Freitas (SRH-MMA) Vanessa Agustinho de Oliveira (SRH-MMA) Consultores/Colaboradores José Otamar de Carvalho (Consolidação final do texto) Gil Floro Azevedo (Consultor) Geraldo de Araújo Barreto Campelo (Consultor) Jean Marc von der Weid (Consultor) Anselm Duchrow (GTZ) Gertjan B. Beekman (IICA) João Otávio Malheiros (AMAVIDA/ASA) Sílvia Alcântara Picchioni (ASPAN/ASA) Sílvio Rocha Sant Ana (FGEB/ASA) EQUIPE EDITORIAL Coordenação Editorial: José Roberto de Lima Revisão: Nara Albuquerque (Ibama) Catalogação: Alderléia Milhomens Diagramação: Fernando Brandão Capa: Ricardo Crema dos Santos Fotos: Luís Gonzaga e Antonio Sérgio Tavares de Melo

5 PROGRAMA DE AÇÃO NACIONAL DE COMBATE À DESERTIFICAÇÃO E MITIGAÇÃO DOS EFEITOS DA SECA PAN-Brasil Grupo de Trabalho Interministerial João Bosco Senra (Coordenador, MMA) Alexandrina Sobreira de Moura (SECTMA-PE) Antônio Félix Domingues (ANA) Eliana Filomena Barbosa Nicolini (SAEI/GSI-PR) Eudoro Walter de Santana (DNOCS) Francisco José Araújo Bezerra (BNB) Ioman Leite Pedrosa (SEMARH-PB) João Otávio Malheiros (AMAVIDA/ASA) Jorge Almeida Guimarães (MCT) José Giácomo Baccarin (MDS) Luciano José de Oliveira Accioly (EMBRAPA) Luzineide Dourado Carvalho (RESAB) Maria de Fátima Gomes Brandalise (MDA) Maurício Carvalho de Oliveira (MAPA) Ramon Flávio Rodrigues (MI) Raquel Porto Mendes Fonseca (MPOG) Reginaldo Alves Paes (CODEVASF) Romeu Aldigueri de A. Coelho (SEMACE-CE) Sílvia Alcântara Picchioni (ASPAN/RIOD) Sílvio Rocha Sant Ana (FGEB/ASA) Tereza Lúcia Muricy de Abreu (CRA-BA) Colaboradores José Alberto de Almeida (DNOCS) Devanir Garcia dos Santos (ANA) Ivonice Aires Campos (MCT) Grupo de Trabalho Parlamentar Dep. Edson Gonçalves Duarte BA (Coordenador) Dep. João Alfredo Telles Melo CE Dep. Luiz Alberto Silva dos Santos BA Dep. José Francisco Paes Landim PI Dep. José Sarney Filho MA

6 PONTOS FOCAIS ESTADUAIS Governos Estaduais Aldo Carvalho de Andrade BA Alexandrina Saldanha S. de Moura PE Sueli Passoni Tonini ES Socorro Liduina Carvalho Costa CE Gleidineides Teles dos Santos SE Ioman Leite Pedrosa PB José do Carmo Neves MG José Roberto Valois Lobo AL Milcíades Gadelha de Lima PI Othelino Nova Alves Neto MA Vera Lúcia Lopes de Castro RN Sociedade Civil Conceição Aparecida Luciano MG Emídio Gonçalves de Medeiros RN Leandro Andrade Figueiredo PI Carlos da Silva Matias SE João Otávio Malheiros MA José Rego Neto PB Paulo Pedro de Carvalho PE Jorge Izidro AL Rodrigo César Vaz CE Selvo Antônio dos Reis ES Eleno Pereira Machado BA Parlamentares Augusto Bezerra SE Fernando Mineiro RN Francisco Tenório AL Helder Salomão ES Herbert Lamarca PE Íris Tavares CE Paulo Henrique Paes Landim PI Ricardo Duarte MG Sargento Denis PB Telma Pinheiro MA Zilton Rocha BA

7 Sumário Lista de Figuras... xi Lista de Abreviaturas e Siglas... xiii Lista de Tabelas... xix Apresentação... xxi Sumário Executivo... xxiii Introdução...1 Capítulo I Semi-aridez, Desertificação e Alterações Climáticas Dimensões e Fatores Responsáveis pelo Processo de Desertificação Os Espaços Afetados pelas Secas e a Região Semi-árida Oficial Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD Núcleos de Desertificação Áreas Semi-áridas e Áreas Subúmidas Secas Áreas do Entorno das Áreas Semi-áridas e das Áreas Subúmidas Secas Novas Áreas em Processo de Desertificação Características Principais das Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD Relação das ASD com o Bioma Caatinga, o Polígono das Secas e a Região Semi-árida do FNE PAN-Brasil, Aquecimento Global e Mudanças Climáticas Capítulo II Combate à Desertificação Antecedentes O Que Foi Realizado no Nordeste Até Iniciativas do Período 1994/1998 no Brasil Ações Postas em Prática no Brasil no Período 1999/ Capítulo III Processo de Construção do PAN-Brasil Bases Metodológicas Engenharia Institucional Coordenação Técnica de Combate à Desertificação CTC Grupos de Trabalho Grupo de Trabalho Interministerial GTIM Grupo de Trabalho Parlamentar Grupo de Trabalho da Asa GTCD Pontos Focais Estaduais O Processo de Construção vii

8 Capítulo IV Estratégia do Programa de Ação de Combate à Desertificação Marcos Estratégicos do PAN-Brasil Orientações da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação Orientação Estratégica do Governo Federal Declaração do Semi-árido DSA Outras Orientações Eixos Temáticos do PAN-Brasil Expressão dos Eixos Temáticos Redução da Pobreza e da Desigualdade Ampliação Sustentável da Capacidade Produtiva Preservação, Conservação e Manejo Sustentável dos Recursos Naturais Gestão Democrática e Fortalecimento Institucional O Significado da Concepção dos Eixos Temáticos no Combate à Desertificação Foco do Programa Objetivos do PAN-Brasil Desafios Capítulo V Ações do PAN-Brasil Síntese dos Principais Problemas do Semi-árido Brasileiro e Critérios para a Seleção de Programas Redução da Pobreza e da Desigualdade Principais Desafios para a Reestruturação Fundiária nas ASD Políticas e Estratégias Existentes Principais Ações Propostas Educação Políticas e Estratégias Existentes Principais Ações Propostas Fortalecimento da Agricultura Familiar e Segurança Alimentar Políticas e Estratégias Existentes Principais Ações Propostas Seguridade Social Saúde Assistência Social Previdência Social Ampliação Sustentável da Capacidade Produtiva Principais Problemas e Desafios Atividades Agropecuárias Atividades Industriais Serviços Políticas Existentes Principais Ações Melhoria da Infra-estrutura Fortalecimento das Atividades Produtivas Aprimoramento do Fluxo de Investimentos Preservação, Conservação e Manejo Sustentável dos Recursos Naturais Principais Problemas e Desafios Políticas e Estratégias Existentes viii

9 5.4.3 Principais Ações Melhoria dos Instrumentos de Gestão Ambiental Zoneamento Ecológico-econômico Áreas Protegidas Manejo Sustentável dos Recursos Florestais Manejo Sustentável de Terras no Sertão Revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco Gestão Democrática e o Fortalecimento Institucional Atividades de Monitoramento e Avaliação Subsistema de Monitoramento e Avaliação da Desertificação Subsistema de Monitoramento e Avaliação do Processo de Implementação Subsistema de Monitoramento e Avaliação dos Impactos Atividades de Melhoria dos Conhecimentos Zoneamento Ecológico-Econômico ZEE Sistemas de Alarme Precoce Estudos e Pesquisas Básicas e de Desenvolvimento Melhoria do Sistema de Gestão Ambiental Ampliação das Atividades de Formação e Capacitação Ampliação da Capacidade de Participação da Sociedade Civil Fortalecimento das Dinâmicas Estaduais Recursos Requeridos para a Implementação do PAN-Brasil Capítulo VI Sistema de Gestão do PAN-Brasil Bases para o Estabelecimento do Modelo de Gestão do PAN-Brasil Estrutura de Gestão do PAN-Brasil Conselho Nacional de Combate à Desertificação CNCD Secretaria Executiva do PAN-Brasil SEPB Coordenadoria Técnica de Combate à Desertificação CTCD Seminário Nacional de Combate à Desertificação SNCD Comitê de Revisão da Implementação do PAN-Brasil CRIPAN Comitê de Ciência, Tecnologia e Inovação CCTI Capítulo VII Providências para a Implementação do PAN-Brasil Sinergia com as Convenções sobre Mudanças Climáticas e sobre Diversidade Biológica Providências Imediatas Providências Jurídico-legais Providências Ligadas à Mobilização Popular Providências Políticas Providências Administrativas e Operacionais Bibliografia Anexos Anexo 1. Área e População das Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD (Áreas Semi-áridas, Subúmidas Secas e Áreas do Entorno), nos Anos de 1991 e ix

10 Anexo 2. Municípios das Áreas Semi-áridas das Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD Anexo 3. Municípios das Áreas Subúmidas Secas das Áreas Susceptíveis à Desertificação Anexo 4. Municípios das Áreas do Entorno das Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD Anexo 5. Antecedentes Históricos de Eventos Relacionados ao Combate à Desertificação Anexo 6. Quadro-resumo com as Contribuições das Oficinas Estaduais Anexo 7. Indicadores de Desertificação Consensuados x

11 Lista de Figuras FIGURA 1.1 Nordeste. Áreas de Incidência de Secas FIGURA 1.2 Polígono das Secas Original, Polígono das Secas Final e Região Semi-árida do FNE FIGURA 1.3 Áreas Semi-áridas, Áreas Subúmidas Secas e Polígono das Secas de FIGURA 1.4 Áreas Semi-áridas, Áreas Subúmidas Secas e Região Semi-árida do FNE...23 FIGURA 1.5 Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD FIGURA 1.6 Núcleo de Desertificação Aureolar em Solos Bruno não Cálcico e Litólico, no Município de Coxixola, Paraíba FIGURA 1.7 Núcleo de Desertificação, Estrada São João do Cariri cabaceiras, Paraíba FIGURA 1.8 Ponte do Boqueirão (80,0 M X 3,0 M X Metros), sobre o Rio do Mesmo Nome, no Município de Gilbués, Piauí FIGURA 1.9 Ecorregiões Propostas para o Bioma Caatinga FIGURA 3.1 Articulação Institucional, Política e Operacional para a Elaboração do PAN-Brasil FIGURA 5.1 Títulos Minerários nas Áreas Susceptíveis à Desertificação FIGURA 5.2 Biodiversidade do Bioma Caatinga FIGURA 6.1 Estrutura de Gestão do PAN-Brasil xi

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13 Lista de Abreviaturas e Siglas ADENE AL AMAVIDA ANA APLs APNE ASA ASD ASPAN ATER BA Agência de Desenvolvimento do Nordeste Alagoas Associação Maranhense para a Conservação da Natureza Agência Nacional de Águas Arranjos Produtivos Locais Associação de Plantas do Nordeste Articulação no Semi-Árido Brasileiro Áreas Susceptíveis à Desertificação Associação Pernambucana de Defesa da Natureza Assistência Técnica e Extensão Rural Bahia BNB Banco do Nordeste do Brasil S. A. BNDES CCC CCD CDB CE CEF CEPAL CHESF CNA CNIR CNPq CNSAN CNUMAD CODEVASF Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação Convenção sobre Diversidade Biológica Ceará Caixa Econômica Federal Comissão Econômica para a América Latina e Caribe Companhia Hidrelétrica do São Francisco Confederação Nacional da Agricultura Cadastro Nacional de Imóveis Rurais Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba xiii

14 CONAB CONAMA CONSLAD COP CPATSA CPTEC CRA-BA CTC CTHidro CVSF DED DNOCS DNPM DSA EMATER EMBRAPA ENOS ES ESALQ FADURP FAO FGEB FGV FIDA FINEP FNE FNMA FUNDEF Companhia Nacional de Abastecimento Conselho Nacional do Meio Ambiente Conferência Internacional e Seminário Latino-Americano da Desertificação Conferência das Partes Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Semi-Árido Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos Centro de Recursos Ambientais da Bahia Coordenação Técnica de Combate à Desertificação Fundo Setorial de Recursos Hídricos Comissão do Vale do São Francisco Deutscher Entwicklungsdienst (Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social) Departamento Nacional de Obras Contra as Secas Departamento Nacional de Produção Mineral Declaração do Semi-Árido Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária El Niño-Oscilação Sul Espírito Santo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Fundação Apollonio Salles de Desenvolvimento Educacional Food and Agriculture Organization of the United Nations (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) Fundação Grupo Esquel do Brasil Fundação Getúlio Vargas Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola Financiadora de Estudos e Projetos Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste Fundo Nacional do Meio Ambiente Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério xiv

15 GEDS GEF GTCD GTIM GTZ IBAMA IBGE ICID ICMS IDH-M IICA INCRA INPE IOCS IPCC IPEA IPEANE MA MCT MDA MDIC MDL MDS MG MI MM MMA MPME Grupo de Estudos de Desertificação do Seridó Global Environment Facility (Fundo Mundial do Meio Ambiente) Grupo de Trabalho de Combate à Desertificação da ASA Grupo de Trabalho Interministerial Deutsche Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit (Agência de Cooperação Técnica Alemã) Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Conferência Internacional sobre Impactos de Variações Climáticas e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semi-Áridas Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Inspetoria de Obras Contra as Secas Intergovernamental Panel on Climate Change (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada Instituto de Pesquisa e Experimentação Agrícola do Nordeste Maranhão Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério do Desenvolvimento Agrário Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Mecanismo de Desenvolvimento Limpo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Minas Gerais Ministério da Integração Nacional Global Mechanism (Mecanismo Mundial) Ministério do Meio Ambiente Micro, Pequenas e Médias Empresas xv

16 MPOG NEAD OCB OCBs OEA OMS ONG ONU P1MC PAN-Brasil PB PBHCF PDHC PE PFEs PGPM PI PIB PIMC PNAD PNAP PNCD PNF PNMA PNRA PNRH PNUD PNUMA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural Organização das Cooperativas Brasileiras Organizações Comunitárias de Base Organização dos Estados Americanos Organização Mundial de Saúde Organização Não-Governamental Organização das Nações Unidas Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: um Milhão de Cisternas Rurais Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca Paraíba Plano Decenal de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco Projeto Dom Helder Câmara Pernambuco Pontos Focais Estaduais para o Combate à Desertificação Política de Garantia de Preços Mínimos Piauí Produto Interno Bruto Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas Pesquisa Nacional de Amostra por Domicilios Programa Nacional de Áreas Protegidas Plano Nacional de Combate à Desertificação Programa Nacional de Florestas Programa Nacional do Meio Ambiente Plano Nacional de Reforma Agrária Política Nacional de Recursos Hídricos Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente xvi

17 PPA PROÁGUA PROBIO PRODES PROINFA PRONABIO PRONAF RESAB RIOD RN RPAA SAB SAF SE SEBRAE SECTMA-PE SEMA-SE SEMACE SEMARH-PB SIAPREH SIG SINGREH SISNAMA SNUC SRH SUDENE TNC UFP Plano Plurianual de Investimentos Programa de Desenvolvimento de Recursos Hídricos Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira Programa Nacional de Despoluição de Bacias Hidrográficas Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica Programa Nacional da Diversidade Biológica Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Rede de Educação do Semi-Árido Brasileiro Rede Internacional das ONGs sobre Desertificação Rio Grande do Norte Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada Semi-árido Brasileiro Sistema Agroflorestal Sergipe Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco Secretaria do Meio Ambiente Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará Secretaria Extraordinária do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e Minerais da Paraíba Sistema de Acompanhamento e Avaliação da Implementação da Política de Recursos Hídricos no Brasil Sistema de Informação Geográfica Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos Sistema Nacional do Meio Ambiente Sistema Nacional de Unidades de Conservação Secretaria de Recursos Hídricos Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste The Nature Conservancy Universidade Federal do Piauí xvii

18 UNICEF UC USA ZCIT ZEE Fundo das Nações Unidas para a Infância Unidade de Conservação United States of America (Estados Unidos da América) Zona de Convergência Intertropical Zoneamento Ecológico-Econômico

19 Lista de Tabelas TABELA 1.1 Relações entre População, Área e PIB do Nordeste da SUDENE e do Nordeste Semi-árido, em Vários Anos TABELA 1.2 Áreas Piloto para Investigação sobre a Desertificação no Semi-árido Brasileiro TABELA 1.3 Aspectos Demográficos das Áreas Semi-áridas, Subúmidas Secas, do Entorno e das Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD TABELA 1.4 Classificação da Susceptibilidade à Desertificação, em Função do Índice de Aridez TABELA 1.5 Trópico Semi-árido do Nordeste. Níveis de Degradação Ambiental por Classe de Solo TABELA 1.6 Desertificação no Semi-árido; Área e População Afetada TABELA 1.7 Área, População e Número de Municípios no Nordeste da SUDENE, nas Diferentes Delimitações do Semi-árido e nas Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD, em TABELA 1.8 Número de Municípios das Áreas Susceptíveis à Desertificação, Por Estado TABELA 3.1 Cronograma das Oficinas Estaduais Realizadas em TABELA 3.2 Metodologia para a Elaboração do PAN-Brasil TABELA 5.1 Situação Atual do Processo de Implementação dos Instrumentos da Política de Recursos Hídricos nos Estados Inseridos na Região do PAN-Brasil TABELA 5.2 Área Irrigada pelos Diferentes Métodos de Irrigação no Nordeste Brasileiro (1999/2000) TABELA 5.3 Indicadores Consensuados pelos Três Países xix

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21 Apresentação As áreas susceptíveis à desertificação no Brasil caracterizam-se por longos períodos de seca, seguidos por outros de intensas chuvas. Ambos os processos, secas ou chuvas intensas, costumam provocar significativos prejuízos econômicos, sociais e ambientais, que tendem a atingir com maior rigor a parcela da população menos favorecida. Assim, os mais pobres são os mais afetados pela variabilidade climática da região. O processo de elaboração do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca PAN-Brasil levou em consideração os conhecimentos acumulados pela população local, o que representa um avanço metodológico e uma demonstração de maturidade do governo e da sociedade civil. O resultado final, transcrito neste documento, demonstra que a luta contra a desertificação deve ser um processo onde todos, governos e sociedade, compartilham vivências, conhecimentos, obrigações e responsabilidades. Isto atende a demandas recorrentes, principalmente quanto à necessidade de avançar das ações emergenciais contra os efeitos da seca ou das enchentes para ações duradouras, que integrem as diversas áreas de atuação do Poder Público e dos diferentes grupos sociais. Em acordo com as diretrizes do Ministério do Meio Ambiente política ambiental integrada; participação e controle social; desenvolvimento sustentável; e fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente o PAN-Brasil procurou integrar ações e programas dos vários ministérios, considerando as demandas de governos locais e da sociedade, e, portanto, o pressuposto da democracia participativa. Com o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, o Brasil está dando um grande passo em relação a seus compromissos frente à Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e passa a contar com um instrumento norteador do processo de transformação da realidade das áreas susceptíveis à desertificação, no âmbito das políticas de desenvolvimento sustentável. O PAN-Brasil nasce fortalecido pelos pactos estabelecidos entre os atores sociais relevantes, que muito contribuíram no processo de elaboração e que irão desempenhar um papel central na sua implementação. A comunhão de esforços entre pessoas e instituições com atuação efetiva na região é a fórmula mais simples, eficaz e duradoura para a construção de uma sociedade melhor para todos. Marina Silva Ministra do Meio Ambiente xxi

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23 Sumário Executivo Este documento reflete o trabalho realizado, ao longo de 2003 e 2004, por entidades governamentais e não-governamentais dedicadas à construção do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca PAN-Brasil. Além de atender a um compromisso assumido pelo governo brasileiro, quando da ratificação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (CCD), este trabalho reflete também o compromisso do atual governo com o processo de transformação da sociedade brasileira, centrado na busca da erradicação da pobreza e da desigualdade, e tendo como paradigma a ética do desenvolvimento sustentável, conceito explicitado na Agenda 21. O PAN-Brasil assume maior significado na medida em que faz referência e busca criar condições de prosperidade para uma região com grandes déficits sociais e produtivos, resultantes de uma história ambiental, social, econômica e política, que configuraram um quadro muitas vezes desolador de pobreza e miséria. Segundo as definições da CCD aplicadas ao caso brasileiro, as Áreas Susceptíveis à Desertificação ASD concentram-se, predominantemente, na região Nordeste do país, incluindo os espaços semi-áridos e subúmidos secos, além de algumas áreas igualmente afetadas pelos fenômenos da seca nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, na região do sudeste brasileiro adjacente aos espaços subúmidos secos ou semi-áridos. A desertificação, segundo a Convenção, é a degradação de terras nas zonas áridas, semi-áridas e subúmidas secas do planeta. Significa a destruição da base de recursos naturais, como resultado da ação do homem sobre o seu ambiente, e de fenômenos naturais, como a variabilidade climática. É um processo, quase sempre lento, que mina, que corrói pouco a pouco a capacidade de sobrevivência de uma comunidade. Vale salientar que no caso brasileiro o grau de conhecimento desses processos e de sua extensão são ainda precários e necessitam de aprimoramentos. No entanto, esse reconhecimento não exclui a existência dos fenômenos nem a sua gravidade. Em conjunto, as ASD, objeto da ação do PAN-Brasil, representam km² (15,72% do território brasileiro) e abrigam uma população de mais de 31,6 milhões de habitantes (18,65% da população do país). Em termos relativos, têm uma pluviosidade maior que as outras regiões semelhantes do planeta, e apresentam, também, uma demografia elevada; além disso, seu espaço abriga um bioma único, a Caatinga. xxiii

24 As múltiplas e complexas razões da ocorrência do fenômeno da desertificação são tratadas nos vários capítulos e seções deste documento. Por agora, basta salientar que o modelo de desenvolvimento empregado ao longo de várias décadas tem contribuído, infelizmente, para o estabelecimento dos processos de desertificação e determinado a velocidade de sua ocorrência. De maneira bem sumária, pode-se assinalar que sobre uma variada gama de unidades geoambientais, em sua maioria bastante vulneráveis à ação humana, ocorre uma uniforme e inadequada distribuição fundiária, aliada a uma expansão urbana desordenada, sobre as quais incidem, também uniformemente, a destruição da cobertura vegetal, o manejo inadequado de recursos florestais, o uso de práticas agrícolas e pecuárias inapropriadas e os efeitos socioeconômicos da variabilidade climática. A conseqüência dessa constatação é a degradação ou a desertificação em vários graus de severidade. Como resultado, ampliam-se as mazelas sociais e reduz-se a capacidade produtiva, fazendo com que, na atualidade, as ASD apresentem, apesar das pressões antrópicas, um quadro de baixo dinamismo ou estagnação da atividade econômica, com o conseqüente rosário de problemas sociais. Na busca de sobrevivência, os habitantes das ASD, assim como o meio ambiente, tornam-se cada vez mais vulneráveis e frágeis. Apesar dos problemas identificados e da vulnerabilidade apontada, existem êxitos e razões para esperanças. Nos últimos anos, surgiram novas oportunidades econômicas na região, representadas pela introdução da soja na porção subúmida seca das ASD e pela fruticultura irrigada no semi-árido. Essas atividades criam novas riquezas, mas, ao mesmo tempo, geram preocupações e reações quanto a sua forma e seus impactos socioambientais. De um lado, a expansão da soja foi fundada na monocultura intensiva em capital e a fruticultura gera problemas adicionais de concentração de renda. Em contrapartida, os atores sociais e as instituições governamentais testam e implementam, no âmbito produtivo, ações inovadoras, centradas sobre tecnologias apropriadas para as ASD e catalogadas sob a denominação Convivência com o Semi-Árido. Essas experiências e práticas partem da constatação de que todas as civilizações que floresceram nas regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas respeitaram limites e potencialidades de seus ambientes naturais e humanos, e definiram padrões específicos, típicos, de alocação de população, de uso de recursos naturais e socioeconômicos. Esses padrões têm como elemento comum o manejo cuidadoso dos recursos escassos (principalmente o solo e a água), a valorização dos conhecimentos das populações tradicionais e a dinamização de capital social, ancorada em redes de indivíduos e entidades solidárias, procedimentos bastante diferenciados dos padrões sociais, de produção e de consumo vivenciados nas regiões temperadas. xxiv

25 Esse esforço apóia-se na percepção estratégica de que as ASD no Brasil precisam ser espaços dinâmicos e de prosperidade produtiva e social. As ASD, por sua situação atual, muitas vezes têm sido vistas como áreas problemas ou deprimidas, requerendo políticas, tratamentos e intervenções de caráter emergencial ou práticas assistencialistas. Na nova perspectiva, essas áreas são percebidas como capazes de contribuir, de maneira eficaz e eficiente, para o desenvolvimento do País. Em razão desse quadro, os governos federal, estaduais e a sociedade civil, em parceria, empreenderam a construção deste documento, cujo processo caracterizouse pela mobilização das energias sociais das ASD, busca de recuperação da capacidade de planejamento em bases participativas, reafirmação e consolidação de esperanças e de reivindicações, e por lançar as bases para a construção de novos pactos sociais. Questões operacionais, financeiras e o prazo relativamente curto para a realização desse esforço constituíram-se nos elementos que dificultaram avanços ainda mais significativos. A necessária articulação metodológica entre os aspectos científicos, técnicos e os conhecimentos práticos e tradicionais emergentes da sociedade civil foi um grande desafio, nem sempre superado. Ainda assim, nesse processo, centenas de indivíduos e instituições governamentais e não-governamentais, tanto da esfera federal quanto da estadual, estiveram envolvidas, contribuindo com dedicação e com o melhor da sua capacidade. Essa dinâmica foi orientada por alguns documentos norteadores, que são: A CCD além da atenção ao cumprimento das obrigações assumidas pelo Brasil ante a CCD, o processo de construção do PAN-Brasil se ateve ao conceito de um Programa voltado à inserção da temática no planejamento global do País, bem como na busca de pactos sociais e institucionais; A Agenda 21 das várias contribuições e dos compromissos dela derivados, foram adotados conceitos fundamentais e recomendações para o desenvolvimento sustentável em toda a sua amplitude, e, ainda, foi dada uma atenção renovada às políticas específicas de proteção do meio ambiente; A Declaração do Semi-Árido configura-se como o instrumento central das contribuições da sociedade civil, incorporando proposições construídas a partir da realização da COP 3 (Recife PE, 1999), pela rede denominada Articulação no Semi-Árido ASA; A Conferência Nacional do Meio Ambiente realizada pela primeira vez na história do País em 2003, tratou das questões relativas ao combate à desertificação, levando em consideração as várias proposições oriundas dos debates estaduais; e As estratégias e os macrobjetivos de desenvolvimento sustentável propostos na Orientação Estratégica do Governo, que é o instrumento que rege a formulação e a seleção dos programas que integram o Plano Plurianual de Investimentos (PPA ). Representam o resgate dos compromissos assumidos pelo atual presidente da República durante a campanha eleitoral xxv

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