INSERÇÃO DOS SURDOS NO MUNICÍPIO DE DOIS VIZINHOS DO ENSINO AO MERCADO DE TRABALHO

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1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MEC SETEC INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO DEPARTAMENTO DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO VERIDIANA LÚCIA STACHOWSKI INSERÇÃO DOS SURDOS NO MUNICÍPIO DE DOIS VIZINHOS DO ENSINO AO MERCADO DE TRABALHO Cuiabá - MT Outubro 2009

2 2 2 INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA CONCLUSÃO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TECNOLÓGICA INCLUSIVA VERIDIANA LÚCIA STACHOWSKI INSERÇÃO DOS SURDOS NO MUNICÍPIO DE DOIS VIZINHOS DO ENSINO AO MERCADO DE TRABALHO Cuiabá - MT Outubro 2009

3 3 3 VERIDIANA LÚCIA STACHOWSKI INSERÇÃO DOS SURDOS NO MUNICÍPIO DE DOIS VIZINHOS DO ENSINO AO MERCADO DE TRABALHO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Pesquisa e Pós-Graduação do Curso de Especialização em Educação Profissional Tecnológica Inclusiva, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso, como exigência para a obtenção do título de Especialista. Orientadora: Prof. Esp. Mariana Gonçalves Ferreira de Castro Cuiabá MT Outubro 2009

4 4 VERIDIANA LÚCIA STACHOWSKI INSERÇÃO DOS SURDOS NO MUNICÍPIO DE DOIS VIZINHOS DO ENSINO AO MERCADO DE TRABALHO Trabalho de Conclusão de Curso em Educação Profissional Tecnológica Inclusiva, submetido à Banca Examinadora composta pelos Professores do Programa de Pós- Graduação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Especialista. Aprovado em: Prof. Esp. Mariana Gonçalves Ferreira de Castro (Orientadora) Prof. MSc. André Luiz Rezende (Membro da Banca) Prof. MSc. Woquinton Lima Fernandes (Membro da Banca) Cuiabá - MT Outubro 2009

5 5 DEDICATÓRIA Dedico aos meus familiares, namorado, amigos e a todas as pessoas que auxiliaram de alguma forma para o desenvolvimento deste trabalho.

6 6 AGRADECIMENTOS À Deus, nosso Pai e Criador pela força e pelo amparo nas horas difíceis. À minha orientadora. À todos os professores que tiveram paciência e entendimento durante o curso. Aos professores que compõe a banca. Em especial aos meus familiares que durante todas as etapas da minha vida estiveram do meu lado me apoiando, inclusive neste momento de tamanho labor.

7 7 Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência. Karl Marx

8 8 RESUMO A presente monografia procura desenvolver uma análise que possibilite a reflexão sobre o desenvolvimento tanto intelectual como social das pessoas com necessidades educacionais especiais; com ênfase na auditiva; e sua inserção no mercado de trabalho no município de Dois Vizinhos, região Sudoeste do Estado do Paraná. Para a realização do mesmo buscou-se fazer um resgate histórico sobre a educação especial, especificamente a de surdos, bem como sua formação educacional e profissional, vislumbrando a inclusão social através da educação no âmbito mercantil. Este trabalho justifica-se pela necessidade da conscientização de uma sociedade inclusiva, a qual vem aparada por uma legislação compromissada no desenvolvimento social e educacional de todos, sem exceções, tornando dever do Estado e da comunidade lutar por uma sociedade igualitária. Como resultado da pesquisa destaca-se o avanço das instituições de ensino buscando não somente a inclusão dos PNEEs 11, mas também a qualificação dos seus profissionais. Além disso, o presente diagnóstico visa demonstrar o potencial dos PNEEs junto ao mercado de trabalho, o que resulta no aumento da oferta de emprego às pessoas com necessidades educacionais especiais. Isso demonstra que o processo de inclusão não é somente inserir o indivíduo socialmente, mas sim, oferecer condições de igualdade no desempenho de suas habilidades e competências. Palavras-chave: surdos, mercado de trabalho, inclusão / inserção. 1 PNEEs Pessoas com necessidades educacionais especiais.

9 9 ABSTRACT The present monographic looked for develop one analyze that possibility one reflection about de developing with people with some difficulties that intellectual like the social; in especial the heard; and his begin in the work in the Dois Vizinhos city, South West Paraná. For do this looked do relate about the historic about the Special Education, specifically the people that don t hear, like too his education formation and professional. This monographic is necessary for conscientious the society more inclusion, what come with one legislation very good where the government should have one social and education compromise with all the people, without exceptions. That source result one advance about that the school that are looking don t only de inclusion but too a professional qualification the people. Too, showed one diagnostic the potencies about the PNEs together the job, in this source resulted that the offer about the job is upping. This shows that the inclusion process isn t only to put the people in the society, but yes, offer the same condition the develop theirs competencies and abilities. Key-words: people that don t hear, job, inclusion

10 SUMÁRIO RESUMO ABSTRACT INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO E SEUS AVANÇOS HISTÓRICOS O que é inclusão? Evolução histórica sobre as políticas de inclusão no mundo Análise histórica sobre as políticas de inclusão no Brasil DEFICIÊNCIA AUDITIVA E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENSINO O que caracteriza uma pessoa com deficiência auditiva? Evolução histórica da educação de Surdos no Brasil A Educação Inclusiva Dificuldades de Inclusão Escola e Família O papel do educador A inclusão do aluno surdo no ensino regular AS POLÍTICAS PÚBLICAS INCLUSIVA NO MUNICÍPIO DE DOIS VIZINHOS TANTO NO ÂMBITO EDUCACIONAL QUANTO EMPRESARIAL Histórico do município de Dois Vizinhos A educação no município de Dois Vizinhos Ensino Fundamental e Médio Educação regular para pessoas com necessidades educacionais especiais do ensino fundamental ao ensino médio Educação no Ensino Superior para pessoas com necessidades educacionais especiais Educação na busca pela inserção dos surdos no mercado de trabalho Inserção dos deficientes no mercado de trabalho, especificando o Município de Dois Vizinhos CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICE

11 11 1INTRODUÇÃO Não são poucos os direitos alcançados pelas pessoas com necessidades educacionais especiais. Porém, vamos partir dos primórdios da história universal, onde as teorias e práticas sociais eram segregadoras, inclusive quanto ao acesso ao saber e à sociedade em seu todo. Poucas eram os indivíduos que podiam participar dos espaços sociais nos quais se encontravam a qualidade de vida e a produção do conhecimento. A pedagogia da exclusão teve suas origens remotas, e vivenciadas de acordo com as condições humanas em determinado momento histórico. Os indivíduos com deficiências eram vistos como incapazes e "doentes", e, consequentemente acabavam à margem da sociedade, sendo somente considerados como pessoas que necessitavam da caridade popular e da assistência social, e não sujeitos de direitos sociais, entre os quais se inclui o direito à educação, cultura e inserção no mercado de trabalho. Ainda hoje, constata-se a dificuldade de aceitação do diferente na família e na comunidade, principalmente das pessoas com deficiências múltiplas e graves, ou mesmo aquelas aparentemente graves. Para alcançarmos o processo de inclusão um vasto caminho foi delineado, o qual passou pela segregação; atendimento especializado, em suas próprias casas ou instituições especiais (sem acesso às pessoas ditas normais ), o que demonstra um grande preconceito; a integração (integrar socialmente, sem adequações e adaptações) e finalmente a inclusão social, a teoria e a prática fazem valer os direitos legais. A construção de uma sociedade inclusiva é um processo de fundamental importância para o desenvolvimento e a manutenção de uma sociedade democrática. Entende-se por inclusão a garantia, a todos, do acesso contínuo ao espaço comum da vida em sociedade, sociedade essa que deve estar orientada por relações de acolhimento à diversidade humana, de aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de oportunidades de desenvolvimento, com qualidade, em todas as dimensões da vida.

12 12 O princípio fundamental da inclusão independente de suas dificuldades ou talentos, deficiência, origem sócio-econômica ou cultural, mas sim que todos gozem dos mesmos direitos e deveres enquanto cidadão. Para que, realmente haja o processo inclusivo, a sociedade deve ser modificada, transformada a partir do entendimento de que ela é que precisa tender às necessidades de seus membros, conforme a Declaração de Salamanca de 1994 deixa explícita. Hoje, através da política de inclusão, a legislação brasileira posiciona-se pelo atendimento das pessoas com necessidades educacionais especiais no âmbito escolar preferencialmente em classes comuns das escolas, em todos os níveis, etapas e modalidades de educação e ensino, preparando os mesmos para a inserção no mercado de trabalho. A educação, juntamente com o Estado tem hoje um grande desafio: educar com qualidade, garantindo o acesso aos conteúdos básicos a todos os indivíduos inclusive àqueles com necessidades educacionais especiais, desde o superdotado até o individuo com deficiências múltiplas; inatos ou ambientais; de caráter temporário ou permanente e que, em interação dinâmica com fatores socioambientais, resultam em necessidades muito diferenciadas da maioria das pessoas. Ao pensar nesta política inclusiva, deve-se ter clareza que as instituições e sociedades precisam estar preparadas estruturalmente (com profissionais capacitados, adequação física, materiais didáticos, etc.) para receber e manter os PNEE s ativos socialmente. Outrossim, a formação de profissionais, sejam eles docentes, técnicos administrativos, empresários possibilitará que a instituição/empresa seja reorganizada, para que se efetive como um espaço de construção de conhecimento e busca de alternativas que promovam o desenvolvimento das potencialidades e a valorização das diferenças dos indivíduos envolvidos no processo. De fato, o mundo está aberto a todas as pessoas sem exceções, pois as leis atribuem isso à sociedade. Porém, é vivenciando a realidade que percebemos as discriminações causadas pelas diferenças. Ou seja, não basta termos leis a serem seguidas, mas sim atitudes que visem uma sociedade inclusiva, respeitando os direitos e cumprindo com seus deveres. Cabe ainda, à comunidade includente proporcionar aos PNEE s, uma das classes excluídas, adaptações

13 13 necessárias para uma educação de qualidade (com foco profissional), uma melhor adequação física (locomoção), lingüística (comunicação) e tudo o que for primordial para que as mesmas sejam cumpridas e os direitos humanos respeitados. Dessa forma, acreditando na inclusão social, desde o ensino até o mercado de trabalho, das pessoas com necessidades educacionais especiais, especificamente os surdos, foi desenvolvida a presente pesquisa, a qual tem como tema Inserção dos surdos no mercado de trabalho no município de Dois Vizinhos do ensino ao mercado de trabalho, Neste sentido realizou-se um estudo baseado nos dados da Secretaria Municipal de Educação de Dois Vizinhos, Núcleo Regional de Educação de Dois Vizinhos, Associação Comercial de Dois Vizinhos, Colégio Estadual Dois Vizinhos e Escola Municipal Presidente Vargas, Ministério da Fazenda de Dois Vizinhos, Agência de Empregos, bem como dados resgatados através do IBGE. O presente estudo tem como objetivo geral analisar a inserção dos surdos no mercado de trabalho em Dois Vizinhos. Além deste, os objetivos específicos: analisar evolução das políticas inclusivas; a educação dos surdos (qualificação profissional); o perfil das empresas ao contratar um PNEE (conhecimento e habilidades); o cumprimento da legislação; os preconceitos encontrados; as condições para acessibilidade e o seio familiar. Também, buscouse verificar a preservação da dignidade e à busca da identidade como cidadãos. Dessa forma, este estudo foi organizado em quatro tópicos, de acordo com os objetivos supracitados. Assim, no primeiro capítulo é realizada uma análise histórica sobre as políticas inclusivas, seus pontos positivos e aplicáveis no município de Dois Vizinhos. No segundo capítulo é observada a realidade da pessoa surda, entre elas, família, escola, preconceitos e inclusão. Já no terceiro capítulo verifica-se um histórico do município de Dois Vizinhos, tanto no âmbito escolar como empresarial, vislumbrando as políticas inclusivas, especificamente para surdos, bem como a apresentação dos resultados tanto da educação inclusiva como da inserção dos surdos no mercado de trabalho no Brasil, e em especial em Dois Vizinhos

14 14 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO E SEUS AVANÇOS HISTÓRICOS O que é inclusão? A partir da concepção de homem como ser social, que se constrói na relação com os outros homens, faz-se necessário pensar nas formas de relacionamento com as pessoas com deficiência como algo que deve ser perseguido e buscado incondicionalmente, pois já não mais se pode prescindir da convivência/interação de todas as pessoas na amplitude da vida social. Hoje, a sociedade está se adequando e educando aos poucos, buscando romper as barreiras da exclusão, porém o preconceito e a discriminação existem, muitas vezes oculto, mas existe. As pessoas diferentes são tratadas normalmente com diferença, sendo muitas vezes deixadas à margem da sociedade, sem ao menos oportunizarmos a elas o mero convívio social. Passada algumas décadas muito se ouve falar sobre inclusão, porém poucos sabem o significado real da palavra, De acordo com Forest & Pearpoint (1997) apud Ministério da Educação: "Inclusão significa convidar aqueles que (de alguma forma) têm esperado para entrar e pedirlhes para ajudar a desenhar o nosso sistema e que encorajem todas as pessoas a participar da completude de suas capacidades como companheiros e como membros" (p. 137). No entanto, podemos entender que a finalidade da inclusão é a inserção das pessoas com necessidades especiais na sociedade, proporcionando a elas uma qualidade de vida. É sabido ainda que, o direito a igualdade para as pessoas com deficiência intelectual não se limita à equiparação de oportunidades, mas requerem também disponibilidade de recursos específicos, adequações, adaptações e apoio; sabemos ainda que as pessoas com deficiências, assim como demais, têm direito à inclusão social, e a uma vida com qualidade com acesso à educação inclusiva, a um trabalho remunerado e equiparado, e acesso aos serviços integrados da comunidade. Segundo PASTORE (2001, p.13), em muitos casos a pessoa deixa de ser deficiente no momento em que a sociedade proporciona condições

15 15 adequadas, ou seja, a inclusão só acontece de fato, se a comunidade estiver aberta a ela, buscando quebrar as barreiras não só arquitetônicas como também atitudinais Evolução histórica sobre as políticas de inclusão no mundo A busca por uma sociedade igualitária, onde as pessoas possam se expressar naturalmente, indiferente de suas crenças, raças, classe social, ou necessidades particulares, onde o mundo as reconhece como cidadãos dignos de respeito e passivos de direitos vêm acontecendo de forma mais intensa desde a década de 80, por meio da Declaração Universal de Direitos Humanos. Mas, para chegarmos à legislação atual inclusiva, a sociedade passou por algumas fases críticas. De acordo com PESSOTTI, pouco se pode afirmar, com base documental, referente aos conceitos e atitudes aplicados às deficiências, anteriores à idade média. Partindo de alguns relatos históricos da Idade Antiga, é sabido que em Esparta, as crianças com deficiência eram consideradas subhumanas, sendo assim, ao detectarem que a criança ao nascer possuía alguma diferença, a criança acabava sendo eliminada, pois a medicina não reconhecia as causas da doença ; muitas vezes ainda era julgada como um bebê amaldiçoado, e as pessoas tentavam tirar os supostos demônios que a deixaram daquela forma. Já para as pessoas que adquiriam a deficiência no decorrer de sua vida eram simplesmente abandonadas, uma vez que eram consideradas pessoas que não serviam mais á comunidade, ou seja, seu período de validade tinha expirado. E, de acordo com PESSOTTI, convém lembrar que pessoas cuja deficiência não fosse acentuada podiam, dependendo de seus familiares, sobreviver e crescer, como ocorreu, na Grécia Antiga,..., ou seja nestas situações a decisão cabia à família e suas condições de criação. Ao chegar à Idade Média o indivíduo deficiente encontra aparato do Cristianismo, sendo agora, o PNEE, considerado como um ser humano, e, segundo PESSOTTI, o indivíduo ganha alma, e não pode mais ser abandonado ou eliminado, como anteriormente. Sendo assim, sua deficiência após ter sido julgada como algo do demônio passa a ser uma dádiva divina. Nessa época também, é que surgem os primeiros abrigos e casas de caridade destinadas às pessoas com necessidades

16 16 especiais, com o simples objetivo de proteção e compaixão por suas características diferenciadas. Segundo PESSOTI, ainda na Idade Média, a sociedade na procura pela hegemonia do acúmulo de bens e centralização do poder, a inquisição classificou centenas de pessoas com deficiência como hereges, confiscando seus bens, e disponibilizando prêmios aos delatores que os entregassem ao tribunal, ou seja, neste período início de inserção da pessoa com necessidade especial ainda acaba acontecendo muitas discriminações e enganações. Já nos séculos XVIII e XIX, a deficiência parte da visão supersticiosa e chega à Institucionalista, neste período surgem os primeiros estudos sobre o funcionamento de alguns órgãos dos sentidos, ou seja, a medicina passa a entender a deficiência, e a torna algo plausível de tratamento. Em se tratando de Educação, a mesma passa a ser oferecida, de forma segregatória, ou seja, à parte por algumas Instituições. E, de acordo com Fonseca, é na França, com Henrique II que surgem as primeiras iniciativas de assistência à pessoa com necessidades especiais, onde no ano de 1547 surge a assistência social obrigatória para dar amparo aos deficientes, através da coleta de taxas. Ainda de acordo com Fonseca, em 1723, foi criada na Inglaterra, a Work House (Casa do trabalho), a qual visava oportunizar trabalho às pessoas com necessidades especiais. Porém a mesma não teve muito sucesso, pois acabou mais tarde sendo ocupada pelos pobres, deixando de lado os PNEs. E, de acordo com PESSOTTI, a Educação para pessoas com necessidades educacionais especiais, teve seu início em 1784, onde foi fundado o Instituto Real de Cegos em Paris, e foi também na França a expedição de um dos documentos mais importantes historicamente para as políticas de inclusão a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, na qual é afirmado em seu primeiro artigo que Todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos, ou seja, todos devem gozar de sua liberdade e lutar pelos seus direitos em situação de equidade. Com o tempo também para a integração dos deficientes visuais no mundo da linguagem escrita foi criado o Braille, o que proporcionou para os cegos uma maior participação na sociedade em que está inserido.

17 17 E, de acordo com estudos é na segunda metade do século XIX e meados do século XX que surgem as primeiras escolas e associações de pais sob o enfoque médico e clínico, com isso a Educação especial passa a ganhar espaço no âmbito educacional. No século XIII ocorrera o surgimento da primeira instituição para abrigar pessoas com deficiência mental. Na Inglaterra, é criada, em 1534, a jurisprudência que define a deficiência intelectual e a loucura como doença, como algo resultante de causas naturais (CECCIN, 1997). E, durante o Renascimento se confira uma visão mais humanista da deficiência, mas foram os estudos de Teofrasto Paracelso ( ), Jerônimo Cardano ( ) e John Locke ( ) que, pela primeira vez, estabeleceram que as pessoas com deficiência mental podiam ser treinadas ou educadas e que aprendiam e tinham direito a isso. E baseado nesses estudos, em Rousseau e Condillac, Pinel, inicia o processo de Educação Especial de pessoas com deficiência intelectual. No século XX ainda persistem as tendências segregacionistas, e segundo Carvalho a segregação em colônia parece, no atual estado dos conhecimentos, um método ideal e perfeitamente satisfatório. Sabemos também quem neste século ainda, o modelo médico, negava a possibilidade da aprendizagem das crianças com deficiência intelectual. Porem, graças aos estudos e esforços empreendidos, paradoxalmente, por dois médicos: Seguin e Maria Montessori, este modelo é rompido. E, no século XXI dá-se inicio a Educação Inclusiva, onde a deficiência intelectual não é mais vista como entrave para a aprendizagem. E através da Declaração De Montreal Sobre Deficiência Intelectual, realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde realizaram um evento (no qual o Brasil participou) em Montreal, Canadá, em outubro de 2004, fica aprovado os direitos de igualdade da pessoa com deficiência. Neste sentido, através da linha histórica inclusiva, percebe-se que a inclusão das pessoas com necessidades especiais, de fato teve um avanço imensurável no decorrer dos séculos, e nas últimas décadas, vem ganhando espaço na sociedade, espaços esses resultados do trabalho e da luta das próprias pessoas deficientes, propostas a romper com os tradicionais paradigmas segregativos e a

18 18 adotar de procedimentos que possam contribuir para garantir condições necessárias à sua participação em sociedade como sujeitos Análise histórica sobre as políticas de inclusão no Brasil Nos primórdios do Brasil, assim como em todo o mundo, não foi diferente a aceitação do diferente no meio comum. Por muito tempo as pessoas com necessidades especiais passaram por abandono, exploração, sacrifícios, pois no mundo dos normais elas eram consideradas inúteis. Porém com o passar dos tempos e a criação de associações e adequações às pessoas com alguma deficiência, o Brasil também passa a agir buscando o processo de integração. E, em 1854 é criado o Imperial Instituto de Meninos Cegos (hoje Instituto Benjamim Constant - IBC) e três anos depois, em 1857 o Instituto Imperial de Educação de Surdos (hoje Instituto Nacional de Educação para Surdos - INES) no Rio de Janeiro. Um grande passo na inclusão das pessoas com deficiência no Brasil foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), pois através dela as pessoas passaram a ter direitos e garantias individuais, indiferentes de suas características, raças, classes sociais e particularidades, sendo esses também considerados, posteriormente na Constituição de Como já vimos, os principais avanços nas políticas públicas de inclusão acontecerão a partir da década de oitenta. E, através da Constituição de 1988 que o Brasil passou a se mobilizar efetivamente para a integração e/ou inclusão das pessoas com necessidades especiais (seja no mercado de trabalho, na escola, na comunidade em geral) com a edição de normas, regras de cotas e imposição de sanções tanto na esfera do setor público como no âmbito do setor privado. Com o passar dos tempos as leis foram sendo criadas e adaptadas, visto que a necessidade era emergente. Neste sentido a legislação brasileira baseia-se em algumas orientações internacionais para a difusão da educação, além da Declaração dos Direitos Humanos, as seguintes: Declaração Jomtien (Tailândia), onde aconteceu a Conferência Mundial sobre Educação para Todos, onde a educação foi vista como direito fundamental de todos sem distinção de gêneros (1990); Declaração de Salamanca (UNESCO) Conferência Mundial sobre

19 19 Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade, uma das principais garantias ao acesso e qualidade tanto dos estudos quando qualidades de vida (1994); e Convenção da Guatemala - Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência, ou seja, esta visa quebrar definitivamente as barreiras do preconceito (1999). Durante todo este processo participativo do Brasil, em 1988 o com a Constituição Federal, o país start quanto às políticas publicas e práticas sociais, onde além da educação visa o direito das pessoas com deficiência em todos os sentidos, além dos seguintes progressos educacionais: - em 1990 cria também o Estatuto da criança e do adolescente, onde, em seu Art. 53, assegura a educação para todas as crianças e adolescentes, dando direito a igualdade de condição para acesso e permanência nas escolas, bem como, o direito de ser respeitado pelos educadores, além de em outros artigos, declarar que a Educação é dever do Estado e que os pais têm a obrigação de matricular seus filhos nas escolas regulares; - em 1996 foi criada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB /9394, legislação esta, que garante o ensino para todas as pessoas, ensino este de qualidade; - em 1999 é promulgado pelo decreto nº (1999) a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, a qual visa assegurar a integração das PNEEs tanto no contexto socieconômico como no cultural, além de assegurar os plenos direitos legais, sendo respeitadas e gozando das mesmas oportunidades que a sociedade em geral; - em 2001, pela Lei nº /01 é aprovado o Plano Nacional de Educação, a qual enfatiza a oferta da educação de forma planejada, realizando adaptações necessárias e recursos didáticos para o atendimento especializado, além de articulação das ações de educação especial com a política da educação para o trabalho, entre outros; - ainda em 2001, o Brasil através do Decreto 3.956, promulgou a Convenção Interameticana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência, a qual busca eliminar a discriminação das

20 20 PNEEs e além da plena integração junto à sociedade, além de trabalhar a prevenção, detecção das deficiências e visa ainda sensibilização a comunidade; - em 2001, através da resolução da CNE/CEB nº 02/2001, instituiu as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, a busca atender a todos os alunos nas suas diversidades. Com relação às políticas públicas referente ao trabalho a Constituição Federal em seus artigos, além de proibir a discriminação de salários e critérios de admissões do PNEEs, também atribui ao Estado a responsabilidade de cuidar da saúde, da integração social, por meio de treinamento para o trabalho e a convivência; bem como, criar programas de prevenção e atendimento especializado, além de facilitar o acesso a serviços coletivos, visando à eliminação de preconceitos e quebrando as barreiras arquitetônicas e atitudinais. Analisando o histórico, percebe-se que a legislação passou por algumas adaptações, saindo de um momento crítico, do abandono dos PNEEs, e chegando à realidade atual, que é uma mão de via dupla, e, está aberta a todos, sem exceções. Neste sentido, a inclusão está vinculada à ética devido a sua complexidade, pois envolve diferentes ações que deve ser desenvolvida não somente através das instituições, mas também do cumprimento efetivo da legislação, buscando a construção de um pensamento inclusivo, reconhecendo e valorizando as diferenças individuais.

21 DEFICIÊNCIA AUDITIVA E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENSINO O que caracteriza uma pessoa com deficiência auditiva? Muito se tem estudado sobre a deficiência auditiva, e segundo Ziliotto (2007, p.84), as causas mais freqüentes da surdez estão relacionadas às viroses maternas (rubéola, sarampo), doenças tóxicas das gestantes (sífilis ou toxoplasmose), ingestão de medicamentos tóxicos durante a gestação. Considera-se uma pessoa deficiência auditiva, aquela que tem alguma limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade de audição com perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (db) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz (DECRETO 5296 DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004). Neste sentido, como a deficiência auditiva se caracteriza pela perda total ou parcial da capacidade de ouvir, mesmo com o uso de aparelhos, em nosso relacionamento com a pessoa surda, devemos compreender que ela não é muda e que os surdos podem se comunicar com as demais pessoas por meio da oralidade e/ou dos gestos, ou ainda podem utilizar diferentes meios de acordo com sua experiência de vida, entre elas, lingüístico, libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial Evolução histórica da educação de Surdos no Brasil Ao se tratar, em especifico, do histórico da evolução das políticas públicas dos surdos, especialmente da educação, percebe-se que as principais mudanças aconteceram na década de 1990, através das motivações das próprias pessoas com necessidades especiais auditivas. A comunidade surda organizada politicamente, tornou-se uma bandeira de luta e respeito à sua situação linguística diferenciada, com o reconhecimento da língua de sinais como seu símbolo identitário, e somado a isso o direito ao aprendizado escolar da língua oficial do país, como segunda língua. (FERNANDES, 2007). Porém, sabe-se que a surdez existe desde os tempos remotos, e, para chegar às grandes evoluções o Brasil teve início com sua primeira escola de atendimento o atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), fundado no Rio de Janeiro, em De acordo com o FERNANDES (2007, p.43), as atividades curriculares eram desenvolvidas através da língua de sinais, porém para

22 22 poucos alunos, uma vez que na época os surdos ainda não eram reconhecidos como cidadãos. Com o passar do tempo e com a influência mundial, o Instituto passa por muitas mudanças, administrativas e pedagógicas, segundo FERNANDES (2007, p.44), em 1911, foram assimilados os pressupostos que fundamentavam as práticas desenvolvidas no resto do mundo, e o oralismo foi estabelecido como metodologia oficial de ensino para surdos, ou seja, a língua de sinais perde seu espaço no contexto escolar, exceto em algumas escolas que continuavam a trabalhar às escondidas. É no século XX, que iniciam as primeiras experiências médicas referentes ao pessoa com deficiência auditiva, e de acordo com esses estudos foram constituídos os fundamentos da educação especial. Porém com a medicalização também veio a tendência ao fazer suprimir a deficiência, ou seja, acabar com a deficiência auditiva, eliminando os gestos e agindo somente através da oralidade para com os surdos, tratando-os como ouvintes. Medicalizar a surdez significa orientar toda a atenção à cura do problema auditivo, à correção do efeito da fala, ao treinamento de certas habilidades menores, como a leitura labial e a articulação, mais que a interiorização de instrumentos culturais significativos, como a língua de sinais (Skliar apud FERNANDES (2007, p. 47)). Neste sentido a medicalização passa a tornar a vida dos surdos uma grande complexidade, deixado de lado sua primeira língua, a de sinais, partindo assim para a oralidade imposta pela comunidade médica, a qual promulgava o tratamento clínico-terapêutico e a cura da deficiência, justificando os casos onde a surdez era total e investindo nas tecnologias, como aparelhos auditivos às pessoas com deficiência auditiva parcial. No decorrer dos tempos a deficiência auditiva passou pelo oralismo ligado à medicalização, a falta de comprovação médica, em conseqüência sofreu o fracasso educacional, além de danos causados à vida dos surdos, fatores esses que evidenciaram a desestabilidade do modelo de tratamento clínico-terapêutico tão pregado naquele momento histórico. Sendo assim, de acordo com FERNADES (2007), os surdos não concordando com o oralismo acima proposto, apoiados pela família e professores passam a pressionar o governo, com o objetivo de fazer valer seus direitos perante a sociedade, e serem tratados como todas as pessoas ditas normais. Na busca

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