Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores"

Transcrição

1 Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Licenciatura em Biologia Susana Isabel Soares Valente Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores Estação Zootécnica Nacional Departamento de Reprodução Animal Doutor João Pedro Barbas Doutora Rosa Lino Neto Mestre Frederico Almada 2007

2 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores Apresentação científica efectuada no âmbito deste trabalho Valente S., Pereira R.M., Baptista M.C., Marques C.C., Vasques M.I., Horta A.E.M., Barbas, J.P. (2007) Avaliação da capacidade fertilizante de sémen de carneiro congelado através da fertilização heteróloga. Resultados preliminares. In: Proceedings of Jornadas de reprodução Animal, VI Simpósio da Sociedade Portuguesa de Reprodução Animal e IV Jornadas da Associação de Estudantes de Medicina Veterinária de Évora, Universidade de Évora, Portugal, pp.78. (Anexo III) I

3 Susana Valente Agradecimentos Aos orientadores externos, Doutor Pedro Barbas e Doutora Rosa Lino Neto, pela total disponibilidade humana e de recursos, amizade e boa disposição no trabalho, bem como pela inesgotável paciência, sabedoria e dedicação com que me acompanharam durante todo o estágio. Ao orientador interno, Mestre Frederico Almada, pelo apoio constante, colaboração e dedicação e, sobretudo, pela amizade e grandeza de espírito ao aceitar este desafio. À equipa de trabalho do laboratório de embriologia da Estação Zootécnica Nacional, Drª Carla Marques, Drª Irene Vasques, Engª Maria da Conceição Baptista por todo o apoio, ajuda e carinho sem os quais não teria sido possível realizar este trabalho. À pessoa mais meiga que conheço, Drª Carla, sempre calma e com uma palavra amiga para dar. À Isabel Santos pelo companheirismo e ensinamento. Ao Dr Ramiro Mascaranhas e Drª Sandra Cavaco pelas oportunidades de novos conhecimentos. À Engª Marta Vacas de Carvalho pela preciosa ajuda no tratamento estatístico. Ao Doutor António Horta, Director do departamento de Reprodução Animal, por permitir a realização deste estágio, pelo seu espírito cientifico brilhante, pela disponibilidade, ajuda e amizade. Ao Luís Inácio pelas horas passadas no matadouro a recolher ovários, pela ajuda com o maneio dos animais, pela amizade e boa disposição. Ao Carlos, Vítor, Faíca e Paulo pela prestabilidade e ajuda. Ao Miguel Centeno pela inesgotável boa disposição. Ás Sras Perpétua e Maria José pela amizade. Ao Hélder, Mariana, Ingrid, Patrícia e Rosário pela disponibilidade, ajuda, apoio, simpatia e amizade. Ao Doutor Ribeiro, Director da Estação Zootécnica Nacional, pelas facilidades concedidas para a realização deste estágio. A todos os outros funcionários da Estação Zootécnica Nacional que contribuíram para a realização deste trabalho. Ao Luíz Raposo pela preciosa ajuda com as fotografias de microscópia de fluorescência. II

4 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores À família e amigos, em especial ao Daniel e à Isa pela ajuda, compreensão e carinho em todos os momentos. III

5 Susana Valente Resumo A criopreservação induz alterações estruturais e funcionais na membrana dos espermatozóides reduzindo a fertilidade após a inseminação artificial. Vários diluidores foram desenvolvidos para reduzir estes danos e melhorar a sua capacidade fertilizante. A previsão in vitro da fertilidade de ejaculados é vantajosa para a produção ovina. No 1º ensaio, o objectivo foi comparar a acção crioprotectora de dois diluidores (EZN e Aisen) utilizados na congelação de sémen de carneiro, através da avaliação de parâmetros seminais antes e depois da congelação. No sémen fresco, observaram-se diferenças (P = 0,001) entre carneiros para os parâmetros vitalidade e anomalias da peça intermédia. No sémen descongelado, observaram-se apenas diferenças entre diluidores. Com o diluidor EZN obtiveram-se valores superiores de mobilidade individual (MI) após descongelação (46,50 vs 38,89%, P = 0,001) e para o teste de termorresistência (47,86 vs 39,08%, P < 0,0001), e de endosmose positiva (40,57 vs 32,14%, P = 0,025). Pelo contrário, a vitalidade foi superior com o diluidor Aisen (66,54 vs 59,75%, P = 0,017). No 2º ensaio comparou-se a acção crioprotectora dos dois diluidores através da avaliação da capacidade fertilizante do sémen após descongelação, bem como se os resultados do 1º e 2º ensaio se encontram correlacionados com a fertilização in vitro (FIV) heteróloga. Após descongelacão e swim-up, o sémen foi avaliado e utilizado na FIV homóloga e heteróloga (oócitos bovinos). A MI pré (57, 88 vs 42,08%, P = 0,004) e pós (67,92 vs 56,67%, P = 0,003) swim-up, a taxa de clivagem (57,15% vs 33,50%, P = 0,023) e de FIV homóloga (85,27 vs 62,95%, P = 0,04) e heteróloga (64,31 vs 48,36%, P = 0,05) foram superiores com o diluidor EZN. A taxa de oócitos ovinos fertilizados com 2 pronúcleos foi superior (P 0,003) com o diluidor EZN (48,38 vs 28,15%), e a de espermatozóides em descondensação, com o diluidor Aisen (17,20% vs 3,39%). Também, os estadios após FIV heteróloga estavam mais avançados com o diluidor EZN (zigotos com uma célula: 15,13 vs 2,56%, P 0,003). A taxa de polispermia após FIV homóloga foi superior com o diluidor EZN (15,13 vs 2,56%, P 0,003). Foi identificada uma correlação (r = 0,6; P < 0,0001) entre as taxas de FIV heteróloga e de embriões ao dia 7/8. Conclui-se que o diluidor EZN tem uma acção crioprotectora superior ao diluidor Aisen, permitindo uma maior capacidade fertilizante dos espermatozóides após descongelação, confirmada não só pelos presentes resultados mas também pelas fertilidades após inseminação cervical. A FIV heteróloga poderá constituir uma mais valia na previsão da fertilidade do sémen de carneiro congelado IV

6 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores Abstract Cryopreservation induces structural and functional alterations in the membranes of spermatozoa imparing artificial insemination fertility. Several extenders have been developed to reduce freezing damages and improve post-thawing spermatozoa fertilizing ability. Therefore, predicting the in vitro fertility of individual ejaculates is desirable for the ovine production. On the first experiment, the aim of this study was to compare the cryopreservation capacity of two extenders of ram semen (EZN and Aisen) through sperm parameters evaluation before and after freezing. With fresh semen, differences (P= 0,001) between rams were detected for live spermatozoa and middlepiece abnormalities. For frozen/thawed semen traits, no differences between rams were observed. Motility after thawing (46,50% vs 38,89%, P = 0,001) and during termorresistance (47,86% vs 39,08%, P < 0,0001) and positive endosmose (40,57% vs 32,14%, P = 0,025) were higher with EZN extender, whereas Aisen extender showed better post-thawed vitality (66,54% vs 59,75%, P = 0,017). On the second experiment, the aim was to compare the capacitation status and fertilizing capacity of frozen ram semen using the two extenders, and to test if the results (1 st and 2 nd assays) were correlated with heterologous in vitro fertilization. After thawing and swim-up, semen was evaluated and used for homologous and heterologous (bovine oocytes) fertilization. Pre (57, 88% vs 42,08%, P = 0,004) and post (67,92% vs 56,67%, P = 0,003) swim-up motility, cleavage rate (57,15% vs 33,50%, P = 0,023) and homologous (85,27% vs 62,95%, P = 0,04) and heterologous (64,31% vs 48,36%, P = 0,05 ) fertilization rates were higher with EZN extender. Homologous fertilized oocytes reaching 2 pronucleous stage were higher when using EZN extender (48,38% vs 28,15%, P 0,003) but the presence of sperm head decondensation was higher with Aisen extender (17,20% vs 3,39%, P 0,003). Advanced stages of heterologous fertilization were also obtained with EZN extender (zygote: 18,98% vs 8,88%, P 0,003). Polyspermy was higher with EZN extender for homologous fertilization (15,13% vs 2,56%, P 0,003). A correlation (r = 0,6; P < 0,0001) between heterologous fertilization and 7/8 th day embryo rates were identified. It was concluded that the EZN extender has a better cryoprotective action as showned not only by the present seminal and fertilizing results but also by field fertility results. Heterologous fertilization seems to be an useful tool for predicting the fertility of frozen-thawed ram semen. V

7 Susana Valente Índice geral Apresentação científica efectuada no âmbito deste trabalho...i Agradecimentos...II Resumo...IV Abstract...V Índice de tabelas...x Índice de figuras...xii Abreviaturas...XIII 1. Introdução Inseminação Artificial Vantagens da inseminação artificial Melhoramento genético e diminuição de efectivo Aumento da eficácia reprodutora Facilidade de transporte do material genético, prevenção e controlo de doenças Uso de outras tecnologias Desvantagens da inseminação artificial Sémen Plasma seminal Espermatozóides Espermatogénese Espermiogénese Espermiação Morfologia espermática Preparação do espermatozóide para a fertilização Maturação e adição de factores decapacitantes Capacitação e hiperactivação Reconhecimento e ligação ao oócito Reacção acrossómica e digestão da zona pelúcida Fusão dos gâmetas Criopreservação de espermatozóides Como proteger os espermatozóides durante a criopreservação Glicerol Trealose Lípidos Antioxidantes VI

8 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores Outros Avaliação laboratorial dos parâmetros seminais Volume e concentração Mobilidade Vitalidade Morfologia Funcionalidade do transporte espermático Integridade da membrana celular Capacidade de ligação e fertilização Testes de ligação do espermatozóide às células do oviducto Testes de ligação e penetração da zona pelúcida Fertilização in vitro Objectivos Material e métodos Delineamento experimental Ensaio Ensaio Capacitação dos espermatozóides após descongelação Fertilização in vitro homóloga Fertilização in vitro heteróloga Recolha de ovários Recolha de complexos cumulus-oócitos Bovinos Ovinos Maturação dos complexos cumulus-oócitos Bovinos Ovinos Recolha de sémen Diluição e acondicionamento de sémen Arrefecimento e congelação de sémen Descongelação de sémen Avaliação do sémen Mobilidade Mobilidade Massal Mobilidade Individual Vitalidade Morfologia VII

9 Susana Valente Formas normais/anormais Integridade do acrossoma Permeabilidade da membrana Osmolaridade Termorresistência Testes de fertilidade Capacitação dos espermatozóides após descongelação Swim-up Teste da clorotetraciclina Fertilização in vitro homóloga Fertilização in vitro heteróloga Análise estatística Ensaio Ensaio Resultados Ensaio Sémen fresco Sémen descongelado Diferenças entre sémen descongelado e sémen fresco Correlações Sémen fresco vs sémen fresco Sémen descongelado vs sémen descongelado Sémen EZN fresco vs sémen EZN descongelado Sémen Aisen fresco vs sémen Aisen descongelado Osmolaridade Termorresistência Ensaio Avaliação dos espermatozóides após descongelação e swim-up Fertilização in vitro homóloga Fertilização in vitro heteróloga Correlações Discussão e conclusão Ensaio Sémen fresco Sémen descongelado Sémen fresco vs sémen descongelado Correlações VIII

10 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores Osmolaridade e Termorresistência Ensaio Avaliação dos espermatozóides submetidos à técnica swim-up Fertilização in vitro Correlações Conclusão Perspectivas futuras Bibliografia Anexos IX

11 Susana Valente Índice de tabelas Tabela 1.1: Composição do sémen de algumas espécies domésticas (mg/100 ml excepto quando indicada outra unidade) Tabela 2.1: Classificação da Mobilidade Massal Tabela 3.1: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para os parâmetros mobilidade individual (MI) e espermatozóides (spz) vivos no sémen fresco Tabela 3.2: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para a percentagem (%) de espermatozóides normais e de anomalias (cabeça, PI:peça intermédia e cauda) no sémen fresco Tabela 3.3: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para a percentagem (%) de espermatozóides com endosmose positiva (endosmose +) e acrossoma intacto no sémen fresco Tabela 3.4: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para a mobilidade individual (MI) e espermatozóides (spz) vivos no sémen descongelado Tabela 3.5: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para a percentagem (%) de espermatozóides normais e de anomalias (cabeça, PI: peça intermédia e cauda) no sémen descongelado Tabela 3.6: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para a percentagem (%) de espermatozóides com endosmose positiva (endosmose +) e acrossoma intacto no sémen descongelado Tabela 3.7: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para as diferenças (Dif.: SD SF) entre o sémen descongelado (SD) e o sémen fresco (SF) para os parâmetros mobilidade individual (Dif. MI) e espermatozóides vivos (Dif. vivos) Tabela 3.8: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para as diferenças (Dif: SD SF) entre o sémen descongelado (SD) e o sémen fresco (SF) para os parâmetros espermatozóides normais (Dif. Normais) e de anomalias da cabeça (Dif. anomalias da cabeça), da peça intermédia (Dif. anomalias da PI) e da cauda (Dif. anomalias da cauda) Tabela 3.9: Análise dos efeitos Carneiro (factores: SE1; SE4) e Diluidor (factores: EZN; Aisen) para as diferenças entre o sémen descongelado e o sémen fresco (SD SF) para os parâmetros espermatozóides com endosmoses positivas (Dif. Endosmose +) e acrossomas intactos (Dif. Acrossoma intacto) Tabela 3.10: Correlação de Pearson entre os diferentes parâmetros avaliados no sémen fresco.53 Tabela 3.11: Correlação de Pearson entre os diferentes parâmetros avaliados no sémen descongelado Tabela 3.12: Correlação de Pearson entre os diferentes parâmetros avaliados no sémen EZN fresco e descongelado Tabela 3.13: Correlação de Pearson entre os diferentes parâmetros avaliados no sémen Aisen fresco e descongelado X

12 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores Tabela 3.14: Valores médios (χ) e desvios padrão (σ) correspondentes das osmolaridades (mosm/l) de vários parâmetros em fresco Tabela 3.15: Valores médios (χ), desvios padrão (σ) e Vosm [(SD + S/A) SD)] correspondentes da osmolaridade (mosm/l) de várias soluções após descongelação (D). (S: soro; A: fracção A) Tabela 3.16: Avaliação da mobilidade individual (MI) após descongelação dos espermatozóides (spz) e da MI, vigor e concentração após swim-up (SW) Tabela 3.17: Determinação do estado acrossómico dos espermatozóides (spz) pelo teste de clorotetraciclina após descongelação e swim-up Tabela 3.18: Taxa de clivagem e produção de embriões em vários estadios de desenvolvimento (clivagem, embriões D7/8 e embriões eclodidos) pós-inseminação com espermatozóides congelados nos diluidores EZN e Aisen XI

13 Susana Valente Índice de figuras Figura 1.1: Esquema ilustrativo dos processos de formação do espermatozóide (Adaptado de 6 Figura 2.1: Diferentes estadios dos oócitos/embriões fixados Figura 2.2: Diferentes estadios de desenvolvimento dos embriões ovinos produzidos in vitro.. 45 Figura 3.1: Variação da mobilidade individual (MI, %) em função do tempo (minutos), do sémen (EZN, Aisen) e do meio de descongelação (A: fracção A; S: soro) Figura 3.2: Estadios dos oócitos/zigotos fixados em aceto-lacmóide 1% 18 horas após fertilização homóloga com o sémen EZN e sémen Aisen Figura 3.3: Estadios dos oócitos/zigotos fixados obtidos por fertilização heteróloga com o sémen EZN e sémen Aisen Figura 3.4: Regressão linear entre os parâmetros taxa de fertilização heteróloga (taxa fert H) e de embriões ao dia 7/8 (D7/8) XII

14 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores Abreviaturas %: percentagem µl: microlitros 2 pro: dois pronúcleos A: fracção A do diluidor Aisen Acro int: acrossoma intacto Atm: atmosferas BL: blastócito BLexp: blastócito expandido BSA: albumina sérica bovina (do inglês bovine serum albumine) Ca 2+ : cálcio Cab: anomalias da cabeça CAP: meio de capacitação in vitro CASA: computer assisted sperm analysis CM oócitos: meio de cultura de oócitos CO 2 : dióxido de carbono COC`s: complexos cúmulos-oócitos (do inglês cumulus-oocyte complexes) CTC: clorotetraciclina D: descongelado D7/8: dia 7/8 DABCO: 1,4 Diazabicyclo [2.2.2] octan Desc: descondensação da cabeça do espermatozóide Dif: diferença entre o sémen descongelado e o sémen fresco DRA: Departamento de Reprodução AnimalDMSO: dimetil sufoxido EDTA: ácido etileno-diamino-tetracético EGF: epidermal growth factor End +: endosmose positiva EZN: Estação Zootécnica Nacional F: fresco FCS: soro fetal bovino (do inglês fetal calf serum) FIV: fertilização in vitro HOST: teste de endosmose (do inglês hipoosmotic swelling test) IA: inseminação artificial IVP: produção in vitro (do inglês in vitro production) XIII

15 Susana Valente JBL: jovem blastócito Mat ñ fert: oócito maturado não fertilizado MI: mobilidade individual ml: mililitros MM: mobilidade massal N 2 : azoto Norm: espermatozóides normais NS: não significativo O 2 : oxigénio ºC: graus centigrados p.e.: por exemplo PBS: solução fosfatada salina (do inglês Phosphate Buffered Saline) PI: peça intermédia Polis: polispérmico ROS: espécies reactivas de oxigénio (do inglês reactive oxygene species) Rpm: rotações por minuto S: soro SD: sémen descongelado SE1: carneiro nº1 de raça Serra da Estrela SE4: carneiro nº4 de raça Serra da Estrela Sémen Aisen: sémen diluido com o diluidor Aisen Sémen EZN: sémen diluido com o diluidor EZN SF: sémen fresco SOC: soro de ovelha em cio SOF: fluido sintético do oviducto Spz: espermatozóide SW: swim-up VI: espermatozóides vivos Vosm: variação de osmolaridade W 1 : meio para recolha e selecção de oócitos primários W 2 : meio para selecção de oócitos ovinos primários ZP: zona pelúcida XIV

16 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores 1. Introdução Desde o início do século XX, a criopreservação de sémen tem sido amplamente utilizada para a produção animal de interesse zootécnico tal como para a conservação de espécies em perigo (Pesch e Bergmann, 2006). A raça ovina Serra da Estrela, uma das principais raças leiteiras nacionais, é explorada pela transformação do leite em queijo na região da Serra da Estrela. O uso de programas de inseminação artificial (IA) que melhorem a fertilidade podem contribuir consideravelmente para promover e rentabilizar esta raça autóctone de grande impacto sócio-económico nesta região. A difusão da IA na espécie ovina e a realização do seu total potencial depende do uso de sémen congelado e assim das técnicas disponíveis para a obtenção de uma fertilidade aceitável (Papadopoulos et al., 2005). Em ovinos, a taxa de fertilidade após inseminação cervical com sémen congelado/descongelado é geralmente baixa (8-30%) (Aisen, 2001). Dentro da problemática da IA ovina com sémen congelado encontra-se o facto do sémen de carneiro não possuir uma capacidade antioxidante adequada (diferença em relação a outras espécies) (Aisen et al., 2000) e também diferenças na composição da membrana do espermatozóide, nomeadamente nos lípidos (Bucak et al., 2007), dificultando o sucesso da sua criopreservação. Associada encontra-se a complexa e particular anatomia do cérvix nesta espécie (Holt, 2000). A sua abertura e anéis restringem a penetração do pistolet de inseminação o que limita a realização de inseminações intra-uterinas por via cervico-vaginal (menos invasivas que as intrauterinas realizadas por laparoscopia) (Halbert et al., 1990; Watson, 2000) Inseminação Artificial A IA foi a primeira grande biotecnologia aplicada para promover a reprodução e a genética nos animais domésticos (Foote, 2002). Esta consiste num método de reprodução onde se obtém o sémen de um macho para posteriormente ser introduzido no aparelho genital da fêmea, por meio de instrumentos especiais. Neste tipo de sistema não existe contacto directo entre macho e fêmea (Evans e Maxwell, 1990). Nenhuma outra técnica foi tão bem aceite, sendo utilizada mundialmente há mais de meio século. No final do século XX, o avanço no seu desenvolvimento deveuse à descoberta de métodos de colheita de sémen e, posteriormente, com o 1

17 Susana Valente desenvolvimento de diluidores apropriados de sémen (King, 1993). Em bovinos, a IA obteve uma expansão excepcional com a produção leiteira. Nos pequenos ruminantes tal não aconteceu, principalmente porque os custos para implementar um programa de IA ultrapassavam os benefícios económicos e os resultados obtidos com sémen congelado/descongelado terem um sucesso limitado (Evans e Maxwell, 1990). Actualmente, com os sucessivos avanços tecnológicos na área, a IA é uma técnica de baixo custo e de uso massivo, que garante uma fertilidade razoável do ponto de vista produtivo (Aisen, 2001) Vantagens da inseminação artificial Melhoramento genético e diminuição de efectivo O melhoramento genético é o principal interesse da IA (Papadopoulos et al., 2005). A sua utilização permite avaliar e escolher bons reprodutores por mérito genético em programas de selecção e, posteriormente, disseminá-los geneticamente, aumentando-se a eficiência de cruzamentos planeados utilizando os melhores machos com as melhores fêmeas. Alguns genótipos podem ser intensiva e rapidamente multiplicados (Chemineau e Cagnié, 1991). Desta forma a IA permite a multiplicação de genótipos sem multiplicar o número de reprodutores no rebanho ou mesmo eliminando-os, reduzindo os custos com a sua manutenção (Evans e Maxwell, 1990). A IA permite também o crossbreeding, de forma a mudar o tipo de produção, como mudar de produção leiteira para carne (Hafez, 1993) Aumento da eficácia reprodutora A IA permite a reprodução mesmo quando os machos não estão disponíveis para a cobrição natural. Fora da época de reprodução, a libido e a qualidade do sémen tende a ser baixa. Nos centros de inseminação, os machos são sujeitos a um fotoperíodo artificial produzindo sémen de boa qualidade mesmo fora da época de reprodução (Evans e Maxwell, 1990). Através desta técnica, o sémen de machos de elevado potencial genético com traumatismos ou idade avançada pode ser utilizado (Hafez, 1993). Em comparação com a cobrição natural, a IA permite um aumento no número de crias por reprodutor e uma dissociação temporal e espacial (no caso do sémen 2

18 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores criopreservado) entre a colheita e a utilização do sémen. A descendência de cada macho é espalhada por vários rebanhos e o seu sémen pode ser utilizado muitos anos depois da sua colheita ou mesmo após a sua morte, preservando-se deste modo linhas seleccionadas e assegurando o controlo da paternidade (Bailey et al., 2000) Facilidade de transporte do material genético, prevenção e controlo de doenças Do ponto de vista económico e sanitário, a importação de sémen de um determinado reprodutor é mais viável do que o animal em si. Desta forma, a IA contribui para o desenvolvimento de um comércio internacional de sémen, especialmente de sémen congelado, através de bancos de sémen, onde o material genético de reprodutores valiosos é conservado (Bucak et al., 2007). Esta técnica reprodutiva evita a transmissão de doenças, uma vez que os machos utilizados para a inseminação são mantidos em programas de controlo sanitário e não circulam de um rebanho para outro (Evans e Maxwell, 1990; Bailey et al., 2000) Uso de outras tecnologias A aceitação mundial da IA proporcionou o ímpeto para o desenvolvimento de outras tecnologias, tais como: bioquímica inerente à composição dos diluidores de sémen, criopreservação e sexagem dos espermatozóides; sincronização de cios; colheita, congelação, cultura, transferência ou clonagem de embriões (Bailey et al., 2000; Foote, 2002). Através destas tecnologias é possível também recuperar espécies em vias de extinção (Pérez-Garnelo et al., 2006) Desvantagens da inseminação artificial Apesar desta técnica ser claramente uma ferramenta poderosa para a detecção e gestão de características genéticas, a sua eficácia é contrabalançada com o elevado poder de difusão de um macho, o que por sua vez pode diminuir a variabilidade genética (risco mais comum), aumentar a taxa de inbreeding, bem como a disseminação de 3

19 Susana Valente características hereditárias negativas ou doenças desconhecidas daquele reprodutor (Evans e Maxwell, 1990). A IA depende de outras técnicas como a sincronização de cios e o processamento do sémen (que necessita de equipamento e de mão-de-obra especializada), o que encarece o seu uso. Associado a este factor está também a fertilidade inferior à obtida aquando da cobrição natural, devido à má execução da técnica ou baixa propensão do animal para a IA (Chemineau e Cognié, 1991) Sémen O sémen é uma suspensão celular semi-gelatinosa que contem os gâmetas masculinos e o meio líquido em que estes se encontram suspensos, o plasma seminal (Hafez, 1993). Tabela 1.1: Composição do sémen de algumas espécies domésticas (mg/100 ml excepto quando indicada outra unidade). Touro Carneiro Varrasco Garanhão Sémen Volume (ml) 5-8 0,8-1, Concentração espermatozóides (10 9 /ml) 0, ,2-0,3 0,15-0,3 ph 6,4-7,8 5,9-7,3 7,3-7,8 7,2-7,8 Plasma seminal Frutose Sorbitol Ácido citrico Inositol Glicerofosforilcolina Ergotioneína Sódio Potássio Cálcio Magnésio Cloreto Proteína (g/100 ml) 6,8 5 3,7 1 (Adaptado de Hafez, 1993) Plasma seminal O plasma seminal é composto por uma mistura de secreções produzidas pelas glândulas vesiculares, epidídimo, ducto deferente e outras glândulas sexuais acessórias (Junqueira e Carneiro, 2004). 4

20 Criopreservação de sémen ovino: comparação entre dois diluidores A contribuição das diferentes glândulas varia largamente não só entre espécies, mas também entre indivíduos da mesma espécie e, dependendo da ocasião, entre ejaculados do mesmo indivíduo (King, 1993). Independentemente de variações individuais existem outros factores como a idade, as condições climáticas, o estado nutricional e a frequência de ejaculação que afectam, notavelmente, a quantidade e a qualidade do sémen (Evans e Maxwell, 1990). O plasma seminal é normalmente um líquido isotónico, com um ph perto da neutralidade, sendo o seu principal componente a água (Alberts et al., 2002). Este possui três funções principais (Evans e Maxwell, 1990): - veículo de transporte dos espermatozóides do sistema reprodutor do macho para o da fêmea, durante a ejaculação; - activador dos espermatozóides, previamente imóveis; e - proporciona a sobrevivência dos espermatozóides por ser um meio tamponado e rico em nutrientes Espermatozóides Os espermatozóides férteis resultam de uma série de complexas modificações morfológicas e de superfície (Gatti et al., 2004) (figura 1.1). A maioria das alterações morfológicas decorre durante a espermatogénese Espermatogénese Os gâmetas masculinos são formados dentro dos tubos seminíferos, nos testículos, por um processo denominado espermatogénese. Em todos os embriões de vertebrados, algumas células são escolhidas no início do desenvolvimento como precursoras dos gâmetas. Estas células germinais primordiais (espermatogónias) migram da base da alantoíde até à gónada em desenvolvimento (King, 1993; Alberts et al., 2002). Atingida a puberdade e após um período de proliferação mitótica, as espermatogónias dão origem a espermatogónias de tipo A. Estas podem manter-se indiferenciadas funcionando como células mãe ou continuar a divisão mitótica e, por diferenciação, originar as espermatogónias de tipo B e, posteriormente, os espermatócitos primários (Aberts et al., 2002; Junqueira e Carneiro, 2004). 5

21 Susana Valente Por divisão meiótica, os espermatócitos primários (2n) passam a espermatócitos secundários (n), e estes a espermatídios (n) (Aberts et al., 2002; Junqueira e Carneiro, 2004). Figura 1.1: Esquema ilustrativo dos processos de formação do espermatozóide (Adaptado de Espermiogénese A espermiogénese é o processo pelo qual os espermatídios se diferenciam em espermatozóides. A espantosa evolução de uma célula redonda sem núcleo distinto para um espermatozóide altamente organizado deve-se ao alongamento e achatamento do núcleo condensado, dando forma à cabeça do espermatozóide; à eliminação de grande parte do citoplasma; à organização da superfície da célula em domínios específicos, constituídos por grupos distintos de lípidos e proteínas, desprovidos de mobilidade; e à reorganização dos organelos citoplasmáticos: fusão das vesículas do complexo de Golgi para a formação do acrossoma, reorganização dos centríolos para formação do flagelo e repartição das mitocôndrias em torno da base da cauda (Junqueira e Carneiro, 2004; Gatti et al., 2004). 6

FECUNDAÇÃO FECUNDAÇÃO OU FERTILIZAÇÃO

FECUNDAÇÃO FECUNDAÇÃO OU FERTILIZAÇÃO FECUNDAÇÃO Prof. Dr. Wellerson Rodrigo Scarano Departamento de Morfologia 1 FECUNDAÇÃO OU FERTILIZAÇÃO Processo pelo qual o gameta masculino (espermatozóide) se une ao gameta feminino (ovócito) para formar

Leia mais

FECUNDAÇÃO E BLOQUEIO DA POLISPERMIA

FECUNDAÇÃO E BLOQUEIO DA POLISPERMIA FECUNDAÇÃO E BLOQUEIO DA POLISPERMIA Disciplina: Fecundação em mamíferos: Mecanismos e controle artificial Prof. Dr. Joaquim Mansano Garcia LONGEVIDADE DO GAMETA Bovinos Equinos Ovinos Suínos SPTZ 30-48

Leia mais

MEMBRANA PLASMÁTICA (Modelos da Ultra-Estrutura)

MEMBRANA PLASMÁTICA (Modelos da Ultra-Estrutura) MEMBRANA PLASMÁTICA (Modelos da Ultra-Estrutura) A membrana plasmática é uma estrutura altamente diferenciada, que delimita a célula e lhe permite manter a sua individualidade relativamente ao meio externo.

Leia mais

TECNICAS DE AMPLIFICAÇÃO REPRODUTIVA E DE BIOTECNOLOGIA APLICADAS AO MELHORAMENTO ANIMAL

TECNICAS DE AMPLIFICAÇÃO REPRODUTIVA E DE BIOTECNOLOGIA APLICADAS AO MELHORAMENTO ANIMAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE AGRONOMIA ELISEU MACIEL DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA MELHORAMENTO ANIMAL TECNICAS DE AMPLIFICAÇÃO REPRODUTIVA E DE BIOTECNOLOGIA APLICADAS

Leia mais

CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA. capacitação. Vaca: 6 a 7 horas Porca: 1 a 2 horas

CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA. capacitação. Vaca: 6 a 7 horas Porca: 1 a 2 horas CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA Ejaculação sptz fêmea aptos a fertilização capacitação Vaca: 6 a 7 horas Porca: 1 a 2 horas CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA Processo mediado por proteínas das glândulas sexuais acessórias

Leia mais

GAMETOGÊNESES & SISTEMAS REPRODUTORES HUMANOS PROF. CARLOS FREDERICO

GAMETOGÊNESES & SISTEMAS REPRODUTORES HUMANOS PROF. CARLOS FREDERICO GAMETOGÊNESES & SISTEMAS REPRODUTORES HUMANOS PROF. CARLOS FREDERICO GAMETOGÊNESES O processo de formação de gametas, na maioria dos animais, se dád através s da meiose e recebe a denominação de gametogênese..

Leia mais

TECNOLOGIA DO SÊMEN ANÁLISE DO SÊMEN

TECNOLOGIA DO SÊMEN ANÁLISE DO SÊMEN TECNOLOGIA DO SÊMEN ANÁLISE DO SÊMEN Características físicas c) Motilidade (progressiva) % de sptz viáveis uma gota de sêmen em aumento de 100 a 400x na propriedade: 50% para doação de sêmen: 70% para

Leia mais

Módulo de Embriologia Geral

Módulo de Embriologia Geral Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP Módulo de Embriologia Geral Responsável: Prof. Ricardo G. P. Ramos -Introdução à Embriologia Humana -Gametogênese e Fertilização Bibliografia recomendada Aspectos

Leia mais

GAMETOGÊNESE MASCULINA: ESPERMATOGÊNESE ESPERMATOGÊNESE

GAMETOGÊNESE MASCULINA: ESPERMATOGÊNESE ESPERMATOGÊNESE GAMETOGÊNESE MASCULINA: ESPERMATOGÊNESE Prof. Dr. Wellerson Rodrigo Scarano 1 ESPERMATOGÊNESE Definição Processo pelo qual se formam os gametas masculinos, os espermatozóides, a partir de células germinativas

Leia mais

BIOLOGIA 12ºano Parte I Reprodução Humana. A estrutura anatómica reprodutiva do homem

BIOLOGIA 12ºano Parte I Reprodução Humana. A estrutura anatómica reprodutiva do homem BIOLOGIA 12ºano Parte I Reprodução Humana Mitose / Meiose Mitose Processo que decorre na divisão do núcleo das células eucarióticas, pelo que se formam núcleos com o mesmo número de cromossomas do núcleo

Leia mais

O que é gametogênese?

O que é gametogênese? O que é gametogênese? É o processo pelo qual os gametas são produzidos nos organismos dotados de reprodução sexuada. Nos animais, a gametogênese acontece nas gônadas, órgãos que também produzem os hormônios

Leia mais

Técnicas de isolamento de organelos

Técnicas de isolamento de organelos Técnicas de isolamento de organelos Estudo de processos metabólicos Fraccionamento celular e isolamento de organelos ou partículas 1 Estrutura duma célula animal Estrutura duma célula vegetal 2 Organelos

Leia mais

Criopreservação de sêmen. Dr: Ribrio Ivan T.P. Ba1sta

Criopreservação de sêmen. Dr: Ribrio Ivan T.P. Ba1sta Criopreservação de sêmen Dr: Ribrio Ivan T.P. Ba1sta Sumário 1. Introdução 2. Criopreservação de sêmen 3. Efeito da criopreservação 1. No metabolismo dos espermatozoides 2. Na ultra- estrutura dos espermatozoides

Leia mais

Punção Folicular, Denudação e Classificação Oocitária

Punção Folicular, Denudação e Classificação Oocitária Punção Folicular, Denudação e Classificação Oocitária PUNÇÃO FOLICULAR Inicialmente, os oócitos eram obtidos, individualmente, por via laparoscópica, porém este tipo de procedimento exige anestesia geral

Leia mais

BIOFÍSICA MEMBRANAS BIOLÓGICAS

BIOFÍSICA MEMBRANAS BIOLÓGICAS BIOFÍSICA MEMBRANAS BIOLÓGICAS CÉLULA Unidade fundamental dos seres vivos Menor estrutura biológica capaz de ter vida autônoma Átomos Moléculas Estruturas supramoleculares Células tecidos órgãos Sistemas

Leia mais

Técnicas de manipulação cromossomica

Técnicas de manipulação cromossomica Técnicas de manipulação cromossomica Introdução Genética Contribuição Aquacultura Moderna Utilização de técnicas usadas em biotecnologia e engenharia genética Facilmente aplicadas nos peixes: Geralmente,

Leia mais

Disciplina de BIOQUÍMICA do Curso de MEDICINA da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 1º Ano 2007/2008 SEMINÁRIOS ORIENTADOS APOIO SO10

Disciplina de BIOQUÍMICA do Curso de MEDICINA da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 1º Ano 2007/2008 SEMINÁRIOS ORIENTADOS APOIO SO10 Disciplina de BIOQUÍMICA do Curso de MEDICINA da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 1º Ano 2007/2008 SEMINÁRIOS ORIENTADOS APOIO SO10 VÍDEO I Estrutura da célula e isolamento dos organelos

Leia mais

Biologia 12ºAno. Autor: Francisco Cubal. Unidade da Reprodução Humana até Anexos Embrionários

Biologia 12ºAno. Autor: Francisco Cubal. Unidade da Reprodução Humana até Anexos Embrionários Biologia 12ºAno Autor: Francisco Cubal Unidade da Reprodução Humana até Anexos Embrionários 1. Aparelho Reprodutor Masculino Aparelho Reprodutor Masculino Órgãos Externos Órgãos Internos Escroto (Envolve

Leia mais

Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação. Isabel Dias CEI Biologia 12

Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação. Isabel Dias CEI Biologia 12 Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação Formação de um novo ser encontro do oócito II com espermatozóides Fecundação formação de um ovo desenvolvimento contínuo e dinâmico, com a duração em

Leia mais

Membranas biológicas. Profa Estela Rossetto

Membranas biológicas. Profa Estela Rossetto Membranas biológicas Profa Estela Rossetto Membranas Biológicas Delimitam e permitem trocas entre compartimentos http://www.accessexcellence.org/rc/vl/gg/pmembranes.html Composição e Estrutura Lipídios

Leia mais

GAMETOGÊNESE. especializadas chamadas de GAMETAS. As células responsáveis pela formação desses gametas são chamadas de GÔNIAS

GAMETOGÊNESE. especializadas chamadas de GAMETAS. As células responsáveis pela formação desses gametas são chamadas de GÔNIAS Embriologia GAMETOGÊNESE É o processo de formação e desenvolvimento de células especializadas chamadas de GAMETAS As células responsáveis pela formação desses gametas são chamadas de GÔNIAS Espermatogônias

Leia mais

APARELHO REPRODUTOR MASCULINO. É constituído pelos testículos, dutos genitais, glândulas acessórias e pênis.

APARELHO REPRODUTOR MASCULINO. É constituído pelos testículos, dutos genitais, glândulas acessórias e pênis. REPRODUÇÃO HUMANA APARELHO REPRODUTOR MASCULINO É constituído pelos testículos, dutos genitais, glândulas acessórias e pênis. TESTÍCULO O testículo produz espermatozóides e hormônio masculino e localiza-se

Leia mais

GENÉTICA APLICADA AO MELHORAMENTO ANIMAL

GENÉTICA APLICADA AO MELHORAMENTO ANIMAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE AGRONOMIA ELISEU MACIEL DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA MELHORAMENTO ANIMAL GENÉTICA APLICADA AO MELHORAMENTO ANIMAL 1. DIVISÃO DO MATERIAL

Leia mais

Qualidade de Vegetais Congelados. Novas Técnicas de Avaliação

Qualidade de Vegetais Congelados. Novas Técnicas de Avaliação . Novas Técnicas de Avaliação Elsa Gonçalves Ano 2003 Objectivos Revisão crítica do estado de conhecimento sobre: A influência do processo de congelação na qualidade dos produtos vegetais; Novas técnicas

Leia mais

Escola Secundária do Monte de Caparica Disciplina de Biologia 10 º Ano

Escola Secundária do Monte de Caparica Disciplina de Biologia 10 º Ano Escola Secundária do Monte de Caparica Disciplina de Biologia 10 º Ano Teste de avaliação Nome ----------------------------------------------------------------------- Numero -------------------------------

Leia mais

Prof. José Antonio Ribas

Prof. José Antonio Ribas 1 CRIOPRESERVAÇÃO DE SÊMEN E INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM EQUINOS Prof. José Antonio Ribas 2 INTRODUÇÃO Viabilidade da criação de cavalos = sucesso na reprodução Industria do cavalo - movimenta cerca de R$

Leia mais

1.1 Revisão de tópicos da morfologia e fisiologia do sistema genital feminino, sob o aspecto clínico nas diferentes espécies domésticas.

1.1 Revisão de tópicos da morfologia e fisiologia do sistema genital feminino, sob o aspecto clínico nas diferentes espécies domésticas. PROGRAMA PARA O CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DAS VAGAS PARA O CARGO DE PROFESSOR ADJUNTO, EDITAL Nº 764, DE 23 DE NOVEMBRO DE 2015, NA ÁREA DE REPRODUÇÃO ANIMAL 1) FÊMEA - PARTE TEÓRICA: 1.1 Revisão

Leia mais

N1001 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Biologia.

N1001 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Biologia. N1001 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Biologia. Questão 01 B100010RJ Observe o esquema abaixo. 46 23 46 23 46 23 23 Disponível em: . Acesso

Leia mais

1- Considere as características das células A, B e C da tabela: ela indica a presença (+) ou ausência (- ) de alguns componentes.

1- Considere as características das células A, B e C da tabela: ela indica a presença (+) ou ausência (- ) de alguns componentes. Membrana Plasmática 1- Considere as características das células A, B e C da tabela: ela indica a presença (+) ou ausência (- ) de alguns componentes. Componentes celulares Célula A Célula B Célula C Membrana

Leia mais

Classificação: valores

Classificação: valores ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO 1º Teste Sumativo DISCIPLINA DE BIOLOGIA 12ºano Turma A TEMA : Reprodução Humana 20 de Outubro de 2011 90 minutos Nome: Nº Classificação: valores A professora:

Leia mais

ESPERMOGRAMA e BANCO DE SÊMEN BS-HIAE

ESPERMOGRAMA e BANCO DE SÊMEN BS-HIAE ESPERMOGRAMA e BANCO DE SÊMEN BS-HIAE ESPERMOGRAMA! COLETA DO SÊMEN! ANÁLISE MACROSCÓPICA! ANÁLISE MICROSCÓPICA! ANÁLISE DA VITALIDADE! ANÁLISE MORFOLÓGICA! ANÁLISE DAS CÉLULAS REDONDAS! ANÁLISE BIOQUÍMICA!

Leia mais

Tipo de itens. O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano.

Tipo de itens. O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano. Tipo de itens O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano. 1. Quais são as suas principais funções? Transporte de nutrientes, defesa, regulação térmica e controlo 2. Quais os seus constituintes?

Leia mais

Fertilização in vitro: Aspectos Laboratoriais e Controle de Qualidade

Fertilização in vitro: Aspectos Laboratoriais e Controle de Qualidade Simpósio Gestão da Qualidade em BCTG, ANVISA, São Paulo, Nov-2012 Fertilização in vitro: Aspectos Laboratoriais e Controle de Qualidade Sidney Verza Jr Biólogo, Responsável pelo Laboratório de FIV ANDROFERT-

Leia mais

A descoberta da célula

A descoberta da célula A descoberta da célula O que são células? As células são a unidade fundamental da vida CITOLOGIA A área da Biologia que estuda a célula, no que diz respeito à sua estrutura e funcionamento. Kytos (célula)

Leia mais

INFLUENCE OF MECHANICAL AGITATION AND HYALURONIDASE PERFORMED ON BOVINE OOCYTES AFTER IN VITRO FERTILIZATION ON EMBRYO CLEAVAGE AND DEVELOPMENT.

INFLUENCE OF MECHANICAL AGITATION AND HYALURONIDASE PERFORMED ON BOVINE OOCYTES AFTER IN VITRO FERTILIZATION ON EMBRYO CLEAVAGE AND DEVELOPMENT. INFLUENCE OF MECHANICAL AGITATION AND HYALURONIDASE PERFORMED ON BOVINE OOCYTES AFTER IN VITRO FERTILIZATION ON EMBRYO CLEAVAGE AND DEVELOPMENT. Pereira, R.M., Marques, C.C., Vasques, M.I., Baptista, M.C.

Leia mais

As membranas são os contornos das células, compostos por uma bicamada lipídica

As membranas são os contornos das células, compostos por uma bicamada lipídica Células e Membranas As membranas são os contornos das células, compostos por uma bicamada lipídica Organelas são compartimentos celulares limitados por membranas A membrana plasmática é por si só uma organela.

Leia mais

,1)/8È1&,$'$9$5,('$'((1Ó0(52'(3$572 (03$5Ç0(75265(352'87,926 180$(;3/25$d 2'(29,1266(55$'$(675(/$ &2087,/,=$d 2'$,16(0,1$d 2$57,),&,$/

,1)/8È1&,$'$9$5,('$'((1Ó0(52'(3$572 (03$5Ç0(75265(352'87,926 180$(;3/25$d 2'(29,1266(55$'$(675(/$ &2087,/,=$d 2'$,16(0,1$d 2$57,),&,$/ ,1)/8È1&,$'$9$5,('$'((1Ó0(52'(3$572 (03$5Ç0(75265(352'87,926 180$(;3/25$d 2'(29,1266(55$'$(675(/$ &2087,/,=$d 2'$,16(0,1$d 2$57,),&,$/ -25*(%(/$50,122/,9(,5$ )(51$1'2(67(9(6 0È5&,$62%5$/ 58,',1,6 &, '(76(VFROD6XSHULRU$JUiULDGR,QVWLWXWR3ROLWpFQLFRGH9LVHX

Leia mais

Biotecnologias Reprodutivas em Felinos. Profa.Dra. Maria Denise Lopes. denise@fmvz.unesp.br

Biotecnologias Reprodutivas em Felinos. Profa.Dra. Maria Denise Lopes. denise@fmvz.unesp.br Biotecnologias Reprodutivas em Felinos Profa.Dra. Maria Denise Lopes. denise@fmvz.unesp.br INTRODUÇÃO Cães e gatos além de considerados animais de estimação são também modelos comparativos importantes

Leia mais

ASPECTOS PECULIARES DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM OVINOS

ASPECTOS PECULIARES DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM OVINOS ASPECTOS PECULIARES DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM OVINOS Bicudo, S.D.*; Azevedo, H.C.; Silva Maia, M.S.; Sousa, D.B.; Rodello, L. DRARV - FMVZ UNESP Botucatu - *sony@fmvz.unesp.br Características reprodutivas

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE 1ª SÉRIE TURMA: 1101 DATA: NOME: Nº

EXERCÍCIOS ON LINE 1ª SÉRIE TURMA: 1101 DATA: NOME: Nº EXERCÍCIOS ON LINE 3º Bimestre DISCIPLINA: BIOLOGIA PROFESSOR(A): LEANDRO 1ª SÉRIE TURMA: 1101 DATA: NOME: Nº 1. Qual a composição química da membrana plasmática? 2. A célula apresenta membrana plasmática

Leia mais

Existem diversos tipos de transporte que podem ocorrer através da membrana plasmática. Vejamos abaixo:

Existem diversos tipos de transporte que podem ocorrer através da membrana plasmática. Vejamos abaixo: MEMBRANA PLASMÁTICA E TRANSPORTES MEMBRANA PLASMÁTICA A membrana plasmática é constituída de uma camada dupla de lipídeos. Nesta camada, existem moléculas de proteínas encaixadas. Essas moléculas de proteínas

Leia mais

FISIOLOGIA REPRODUTIVA DO MACHO BOVINO

FISIOLOGIA REPRODUTIVA DO MACHO BOVINO FISIOLOGIA REPRODUTIVA DO MACHO BOVINO O sistema reprodutivo masculino é constituído de diversos órgãos peculiares que atuam em conjunto para produzir espermatozóides e liberá- los no sistema reprodutor

Leia mais

Ilustração Olaff Behrend

Ilustração Olaff Behrend Autora José Luiz Jivago de Paula Rôlo Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade de Brasília (2009). Atualmente é médico veterinário da Universidade de Brasília. Tem experiência na área

Leia mais

Embriologia humana: primeira semana de desenvolvimento embrionário

Embriologia humana: primeira semana de desenvolvimento embrionário Embriologia humana: primeira semana de desenvolvimento embrionário Prof. Dr. Daniel F. P. Vasconcelos (Professor Adjunto de Histologia e Embriologia Colegiado de Biomedicina Campus de Parnaíba - UFPI )

Leia mais

Grupo de Protecção e Segurança Radiológica Octávia Monteiro Gil

Grupo de Protecção e Segurança Radiológica Octávia Monteiro Gil Grupo de Protecção e Segurança Radiológica 1st Workshop for Stakeholders - 6 de Dezembro de 2013 Radioactividade A radioactividade existe desde a formação do Universo, e os seres humanos viveram sempre

Leia mais

BIOTECNOLOGIAS EMPREGADAS NA MEDICINA VETERINÁRIA. Biotecnologia

BIOTECNOLOGIAS EMPREGADAS NA MEDICINA VETERINÁRIA. Biotecnologia BIOTECNOLOGIAS EMPREGADAS NA MEDICINA VETERINÁRIA Biotecnologia O que é isso??? É qualquer técnica que utilize organismos vivos ou suas partes, para fazer ou modificar produtos, melhorar plantas ou animais

Leia mais

Reprodução humana. Aula 01. Sistema genital masculino Sistema genital feminino Gametogênese. Espermatogênese Ovogênese UNIDADE 3 ESPÉCIE HUMANA

Reprodução humana. Aula 01. Sistema genital masculino Sistema genital feminino Gametogênese. Espermatogênese Ovogênese UNIDADE 3 ESPÉCIE HUMANA Reprodução humana UNIDADE 3 ESPÉCIE HUMANA Sistema genital masculino Sistema genital feminino Gametogênese CAPÍTULO 11 Espermatogênese Ovogênese Aula 01 1. SISTEMA GENITAL MASCULINO ÓRGÃOS DO SISTEMA GENITAL

Leia mais

BIOQUÍMICA E BIOLOGIA MOLECULAR 1º S_2010_2011_1º Teste 25/10/2010

BIOQUÍMICA E BIOLOGIA MOLECULAR 1º S_2010_2011_1º Teste 25/10/2010 BIOQUÍMICA E BIOLOGIA MOLECULAR 1º S_2010_2011_1º Teste 25/10/2010 (Duração: 1,5 h) Nome do Aluno: Nº: Curso: Cada uma das questões de escolha múltipla (1 à 40) tem a cotação de 0,5 valores. Será descontado

Leia mais

Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida

Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida Ficha de trabalho de Biologia - 12º Ano Fermentação e actividade enzimática Nome: N º: Turma: Data: 1. A figura 1 representa um tipo de fermentação. Figura

Leia mais

REPRODUÇÃO HUMANA. Profª Fernanda Biazin

REPRODUÇÃO HUMANA. Profª Fernanda Biazin REPRODUÇÃO HUMANA Profª Fernanda Biazin Puberdade: período de transição do desenvolvimento humano, correspondente à passagem da fase da infância para adolescência. Alterações morfológicas e fisiológicas

Leia mais

Os microrganismos são essenciais na produção de alimentos.

Os microrganismos são essenciais na produção de alimentos. Os microrganismos são essenciais na produção de alimentos. Vinho Queijo Cerveja Pão Vinagre Iogurte Louis Pasteur (1822-1895) Primeiro cientista a defender e comprovar a existência de microrganismos na

Leia mais

FISIOLOGIA ANIMAL II

FISIOLOGIA ANIMAL II DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DE COIMBRA FISIOLOGIA ANIMAL II AULAS e 3 DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE GLICOSE E LÍPIDOS NO SANGUE POR COLORIMETRIA CAETANA CARVALHO,

Leia mais

Utilização da Inseminação Artificial em Raças Ovinas Autóctones do Sul de Portugal

Utilização da Inseminação Artificial em Raças Ovinas Autóctones do Sul de Portugal Utilização da Inseminação Artificial em Raças Ovinas Autóctones do Sul de Portugal Bettencourt 1, E. M. V., Bettencourt 1, C. M. V., Simões 2, J. P. C. e Matos 1, C. A. P. 1 Centro de Experimentação do

Leia mais

Introdução ao desenvolvimento humano. Profa. MSc. Valeska Silva Lucena valeskasl@hotmail.com

Introdução ao desenvolvimento humano. Profa. MSc. Valeska Silva Lucena valeskasl@hotmail.com Introdução ao desenvolvimento humano Profa. MSc. Valeska Silva Lucena valeskasl@hotmail.com Introdução Como surgiu a embriologia? Curiosidade em entender como começamos É o estudo das etapas e dos mecanismos

Leia mais

Reprodução. Revisão: O que é reprodução? Importância de se reproduzir? O que é reprodução sexuada? Etapas da reprodução sexuada:

Reprodução. Revisão: O que é reprodução? Importância de se reproduzir? O que é reprodução sexuada? Etapas da reprodução sexuada: Reprodução Revisão: O que é reprodução? Importância de se reproduzir? O que é reprodução sexuada? Etapas da reprodução sexuada: 1) Introdução O sistema reprodutor humano possui uma série de órgãos e estruturas

Leia mais

OBJECTIVOS PRODUTIVOS

OBJECTIVOS PRODUTIVOS I CICLO DE PALESTRAS TEMÁTICAS Gestão reprodutiva em bovinos de carne 5 e 6 de Dezembro de 2008 Associação de Criadores de Bovinos de Raça Alentejana MANEIO REPRODUTIVO EM EXPLORAÇÕES DE BOVINOS DE CARNE

Leia mais

MELHORAMENTO GENÉTICO

MELHORAMENTO GENÉTICO MELHORAMENTO GENÉTICO Mudança do material hereditário do rebanho de forma a capacitá-lo para produzir leite, mais economicamente em um determinado ambiente. Genética é a ciência que estuda a variação e

Leia mais

Profa. Josielke Soares josisoares@ig.com.br

Profa. Josielke Soares josisoares@ig.com.br Profa. Josielke Soares josisoares@ig.com.br A célula é a menor unidade estrutural básica do ser vivo. A palavra célula foi usada pela primeira vez em 1667 pelo inglês Robert Hooke. Com um microscópio muito

Leia mais

e) O indivíduo X é o esporófito proveniente da multiplicação celular mitótica.

e) O indivíduo X é o esporófito proveniente da multiplicação celular mitótica. Aula n ọ 05 01. A meiose é um processo de divisão celular que ocorre na natureza e que visa à produção de esporos ou gametas. Esta divisão celular produz células-filhas com a metade dos cromossomos da

Leia mais

7ª série / 8º ano 2º bimestre U. E. 10

7ª série / 8º ano 2º bimestre U. E. 10 7ª série / 8º ano 2º bimestre U. E. 10 Tipos de reprodução Reprodução é a capacidade que os seres vivos têm de gerar descendentes da mesma espécie. A união dos gametas é chamada fecundação, ou fertilização,

Leia mais

Fisiologia Endócrina do Sistema Reprodutivo

Fisiologia Endócrina do Sistema Reprodutivo Fisiologia Endócrina do Sistema Reprodutivo Profa. Letícia Lotufo Função Reprodutiva: Diferenciação sexual Função Testicular Função Ovariana Antes e durante a gravidez 1 Diferenciação sexual Sexo Genético

Leia mais

SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Professor: João Paulo

SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Professor: João Paulo SISTEMA REPRODUTOR FEMININO Professor: João Paulo SISTEMA REPRODUTOR FEMININO É constituído por: uma vulva (genitália externa), uma vagina, um útero, duas tubas uterinas (ovidutos ou trompas de Falópio),

Leia mais

Capítulo 3 Clonagem de plantas proliferação de meristemas e organogénese... 75 3.1. Introdução... 75 3.2. Tipos de meristemas... 76 3.2.1.

Capítulo 3 Clonagem de plantas proliferação de meristemas e organogénese... 75 3.1. Introdução... 75 3.2. Tipos de meristemas... 76 3.2.1. Sumário 7 Apresentação... 13 Lista de abreviaturas... 16 Capítulo 1 Introdução Geral... 19 1.1. O problema da alimentação à escala planetária... 19 1.2. O conceito de Biotecnologia... 27 1.3. A utilização

Leia mais

Prova de Química e Biologia

Prova de Química e Biologia Provas Especialmente Adequadas Destinadas a Avaliar a Capacidade para a Frequência dos Cursos Superiores do IPVC dos Maiores de 23 Anos Prova de Química e Biologia Prova modelo Prova Específica de Química

Leia mais

ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS. Prof. Emerson

ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS. Prof. Emerson ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS Prof. Emerson Algumas considerações importantes: Apesar da diversidade, algumas células compartilham ao menos três características: São dotadas de membrana plasmática; Contêm

Leia mais

Outubro 2013 VERSÂO 1. 1. Observe a figura a lado que representa o sistema reprodutor masculino.

Outubro 2013 VERSÂO 1. 1. Observe a figura a lado que representa o sistema reprodutor masculino. BIOLOGIA 1 12º A Outubro 2013 VERSÂO 1 1. Observe a figura a lado que representa o sistema reprodutor masculino. Figura 1 1.1. Complete a legenda da figura 1. 1.2. Identifique a estrutura onde ocorre a

Leia mais

Biologia 12ºA Outubro 2013

Biologia 12ºA Outubro 2013 Biologia 12ºA Outubro 2013 1 VERSÂO 2 1. Observe a figura a lado que representa o sistema reprodutor masculino. Figura 1 1.1. Complete a legenda da figura. 1.2. Identifique a estrutura onde ocorre a maturação

Leia mais

Reprodução Medicamente Assistida. Grupo: Ana Sofia Ramalhete Nº3 Bárbara Mello Nº23 Beatriz Luz Nº7 Bruno Alberto Nº31 Carina Fernandes Nº8

Reprodução Medicamente Assistida. Grupo: Ana Sofia Ramalhete Nº3 Bárbara Mello Nº23 Beatriz Luz Nº7 Bruno Alberto Nº31 Carina Fernandes Nº8 Reprodução Medicamente Assistida Grupo: Ana Sofia Ramalhete Nº3 Bárbara Mello Nº23 Beatriz Luz Nº7 Bruno Alberto Nº31 Carina Fernandes Nº8 Introdução A reprodução medicamente assistida é um tipo de reprodução

Leia mais

Sistema reprodutivo Alexandre P. Rosa

Sistema reprodutivo Alexandre P. Rosa Fisiologia das aves Sistema reprodutivo Aparelho Reprodutor da Fêmea Espécie Gallus gallus domesticus Até o sétimo dia do desenvolvimento embrionário não existe uma diferenciação entre macho e fêmea. As

Leia mais

Centríolos. Ribossomos

Centríolos. Ribossomos Ribossomos Os ribossomos são encontrados em todas as células (tanto eucariontes como procariontes) e não possuem membrana lipoprotéica (assim como os centríolos). São estruturas citoplasmáticas responsáveis

Leia mais

NEWS BRASIL SEM FRONTEIRAS ABC & ANO IV N o 04 R$ 19,50

NEWS BRASIL SEM FRONTEIRAS ABC & ANO IV N o 04 R$ 19,50 ASSOCIAÇÃO 1 DORPER BRASIL SEM FRONTEIRAS NEWS ANO IV N o 04 R$ 19,50 9 771414 620009 0 2 ORGÃO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO ABC & DORPER B R A S I L BRASILEIRA DOS CRIADORES DE DORPER BIOTECNOLOGIAS REPRODUTIVAS

Leia mais

QUÍMICA CELULAR NUTRIÇÃO TIPOS DE NUTRIENTES NUTRIENTES ENERGÉTICOS 4/3/2011 FUNDAMENTOS QUÍMICOS DA VIDA

QUÍMICA CELULAR NUTRIÇÃO TIPOS DE NUTRIENTES NUTRIENTES ENERGÉTICOS 4/3/2011 FUNDAMENTOS QUÍMICOS DA VIDA NUTRIÇÃO QUÍMICA CELULAR PROFESSOR CLERSON CLERSONC@HOTMAIL.COM CIESC MADRE CLÉLIA CONCEITO CONJUNTO DE PROCESSOS INGESTÃO, DIGESTÃO E ABSORÇÃO SUBSTÂNCIAS ÚTEIS AO ORGANISMO ESPÉCIE HUMANA: DIGESTÃO ONÍVORA

Leia mais

MANEJO REPRODUTIVO DE CAPRINOS E OVINOS

MANEJO REPRODUTIVO DE CAPRINOS E OVINOS MANEJO REPRODUTIVO DE CAPRINOS E OVINOS Prof. Dr. Jurandir Ferreira da Cruz Eng. Agr. Rita de Cássia Nunes Ferraz Introdução A eficiência da produção de um rebanho está diretamente relacionada com o número

Leia mais

Transmissão da Vida... Fisiologia do aparelho reprodutor Ciclos Sexuais Gravidez e Parto

Transmissão da Vida... Fisiologia do aparelho reprodutor Ciclos Sexuais Gravidez e Parto Transmissão da Vida... Fisiologia do aparelho reprodutor Ciclos Sexuais Gravidez e Parto Transmissão da Vida... - Morfologia do Aparelho Reprodutor Feminino Útero Trompa de Falópio Colo do útero Vagina

Leia mais

INFLUÊNCIA DO SÉMEN DE DIFERENTES TOUROS SOBRE AS TAXAS DE FERTILIZAÇÃO IN VITRO E DESENVOLVIMENTO DE EMBRIÕES EM CO-CULTURA.

INFLUÊNCIA DO SÉMEN DE DIFERENTES TOUROS SOBRE AS TAXAS DE FERTILIZAÇÃO IN VITRO E DESENVOLVIMENTO DE EMBRIÕES EM CO-CULTURA. C.C. Marques et al. INFLUÊNCIA DO SÉMEN DE DIFERENTES TOUROS SOBRE AS TAXAS DE FERTILIZAÇÃO IN VITRO E DESENVOLVIMENTO DE EMBRIÕES EM CO-CULTURA. C.C. Marques, M.C. Baptista, R.M. Pereira, M.I. Vasques,

Leia mais

SELEÇÃO DE REPRODUTORES PARA A UTILIZAÇÃO DA PRODUÇÃO IN VITRO DE EMBRIÕES VITRIFICADOS

SELEÇÃO DE REPRODUTORES PARA A UTILIZAÇÃO DA PRODUÇÃO IN VITRO DE EMBRIÕES VITRIFICADOS SELEÇÃO DE REPRODUTORES PARA A UTILIZAÇÃO DA PRODUÇÃO IN VITRO DE EMBRIÕES VITRIFICADOS Orivaldo Rodrigues de Oliveira 1 ; Francisca Elda Ferreira Dias 2 ; Andréa Azevedo Pires de Castro 3. 1 Aluno do

Leia mais

VITRIFICAÇÃO DE SÊMEN SUÍNO

VITRIFICAÇÃO DE SÊMEN SUÍNO I Mostra de Iniciação Científica I MIC 30/09 e 01/10 de 2011 Instituto Federal Catarinense Campus Concórdia Concórdia SC INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE CAMPUS CONCÓRDIA MEDICINA VETERINÁRIA VITRIFICAÇÃO

Leia mais

Questões complementares

Questões complementares Questões complementares 1. Definir célula e os tipos celulares existentes. Caracterizar as diferenças existentes entre os tipos celulares. 2. Existe diferença na quantidade de organelas membranares entre

Leia mais

2. Como devo manusear o sêmen durante a sua retirada do botijão?

2. Como devo manusear o sêmen durante a sua retirada do botijão? CUIDADOS NO MANUSEIO DO SÊMEN CONGELADO O manuseio adequado do sêmen congelado é essencial para manter ótimos resultados nos programas de inseminação artificial, tanto no sêmen sexado como no sêmen convencional.

Leia mais

Isabel Dias CEI Biologia 12

Isabel Dias CEI Biologia 12 Ciclo biológico do Homem A espécie humana reproduz-se sexuadamente com participação de indivíduos de sexo diferente. A recombinação genética assegura descendência com grande variabilidade. O ciclo de vida

Leia mais

Técnico em Biotecnologia Módulo I. Biologia Celular. Aula 4 - Sistema de Endomembranas. Prof. Leandro Parussolo

Técnico em Biotecnologia Módulo I. Biologia Celular. Aula 4 - Sistema de Endomembranas. Prof. Leandro Parussolo Técnico em Biotecnologia Módulo I Biologia Celular Aula 4 - Sistema de Endomembranas Prof. Leandro Parussolo SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS Se distribui por todo o citoplasma É composto por vários compartimentos

Leia mais

Conceitos Básicos de Reprodução Assistida

Conceitos Básicos de Reprodução Assistida Conceitos Básicos de Reprodução Assistida Mariana Antunes Ribeiro ribeiro.mantunes@gmail.com Tratamentos IIU - Inseminação intra-uterina FIV - Fertilização in vitro convencional ICSI - Intracytoplasmic

Leia mais

CITOPLASMA. Características gerais 21/03/2015. Algumas considerações importantes: 1. O CITOPLASMA DAS CÉLULAS PROCARIÓTICAS

CITOPLASMA. Características gerais 21/03/2015. Algumas considerações importantes: 1. O CITOPLASMA DAS CÉLULAS PROCARIÓTICAS CITOPLASMA Algumas considerações importantes: Apesar da diversidade, algumas células compartilham ao menos três características: Biologia e Histologia São dotadas de membrana plasmática; Contêm citoplasma

Leia mais

BIOLOGIA 12º ANO. Prof. Ângela Morais UNIDADE 1 REPRODUÇÃO E MANIPULAÇÃO DA FERTILIDADE

BIOLOGIA 12º ANO. Prof. Ângela Morais UNIDADE 1 REPRODUÇÃO E MANIPULAÇÃO DA FERTILIDADE Escola B+S Bispo D. Manuel Ferreira Cabral Ano Letivo 2011/2012 BIOLOGIA 12º ANO Prof. Ângela Morais UNIDADE 1 REPRODUÇÃO E MANIPULAÇÃO DA FERTILIDADE 2. Manipulação da Fertilidade 2.2 Infertilidade Humana

Leia mais

OSMORREGULAÇÃO um exemplo de regulação hormonal

OSMORREGULAÇÃO um exemplo de regulação hormonal OSMORREGULAÇÃO um exemplo de regulação hormonal A composição química do nosso meio interno está continuamente sujeita a modificações (principalmente devido ao metabolismo celular), pelo que é importante

Leia mais

Propriedades Físicas das Soluções

Propriedades Físicas das Soluções Propriedades Físicas das Soluções Solução (def): é uma mistura homogénea de duas ou mais substâncias. Solvente: componente da solução do mesmo estado físico, por exemplo água numa solução aquosa Soluto:

Leia mais

PROFESSOR GUILHERME BIOLOGIA

PROFESSOR GUILHERME BIOLOGIA Laranjeiras do Sul: Av. 7 de Setembro, 1930. Fone: (42) 3635 5413 Quedas do Iguaçu: Pça. Pedro Alzide Giraldi, 925. Fone: (46) 3532 3265 www.genevestibulares.com.br / contato@genevestibulares.com.br PROFESSOR

Leia mais

P R O G R A M A D E E N S I N O. Carga horária total: 60 Teórica: 45 Prática: 15 Estágio:

P R O G R A M A D E E N S I N O. Carga horária total: 60 Teórica: 45 Prática: 15 Estágio: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 P R O G R A M A D E E N S I N O

Leia mais

Células procarióticas

Células procarióticas Pró Madá 1º ano Células procarióticas Citosol - composto por 80% de água e milhares de tipos de proteínas, glicídios, lipídios, aminoácidos, bases nitrogenadas, vitaminas, íons. Moléculas de DNA e ribossomos

Leia mais

Inseminação artificial em caprinos de raças autóctones

Inseminação artificial em caprinos de raças autóctones Inseminação artificial em caprinos de raças autóctones Ramiro Mascarenhas (1) e João Simões (2) (1) Investigador Principal. Estação Zootécnica Nacional (INIAP) Vale de Santarém. (2) Docente e Investigador.

Leia mais

Prof.: Ramon L. O. Junior 1

Prof.: Ramon L. O. Junior 1 CURSO: ENGENHARIA AMBIENTAL DISCIPLINA: BIOLOGIA UNIDADE II NOÇÕES DE MORFOLOGIA E FISIOLOGIA CELULAR Prof.: Ramon Lamar de Oliveira Junior TIPOS CELULARES CÉLULA PROCARIOTA X 1 a 2 micrômetros (mm) Ausência

Leia mais

EFEITO INDIVIDUAL DE FERTILIDADE DE TOUROS DA RAÇA HOLANDESA

EFEITO INDIVIDUAL DE FERTILIDADE DE TOUROS DA RAÇA HOLANDESA EFEITO INDIVIDUAL DE FERTILIDADE DE TOUROS DA RAÇA HOLANDESA ZANATTA, Guilherme Machado 1 ; SCHEEREN, Verônica Flores da Cunha 2 ; ARAUJO, Laurence Boligon de 3; PESSOA, Gilson Antônio 4 ; RUBIN, Mara

Leia mais

Núcleo Celular. Carlos Moura

Núcleo Celular. Carlos Moura Núcleo Celular Carlos Moura Características do núcleo: Descoberta do núcleo celular por Robert Brown 1833; Presente nas células eucariontes; Delimitado pelo envoltório celular Carioteca. Regular as reações

Leia mais

Exercícios de Biologia Divisões Celulares - Gametogênese

Exercícios de Biologia Divisões Celulares - Gametogênese Exercícios de Biologia Divisões Celulares - Gametogênese Esta lista foi feita para complementar as vídeo-aulas sobre Divisões Celulares disponibilizadas em Parceria com O Kuadro www.okuadro.com TEXTO PARA

Leia mais

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM PEQUENOS RUMINANTES NA REGIÃO NOROESTE DO PARANÁ, BRASIL

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM PEQUENOS RUMINANTES NA REGIÃO NOROESTE DO PARANÁ, BRASIL ISBN 978-85-61091-05-7 V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM PEQUENOS RUMINANTES NA REGIÃO NOROESTE DO PARANÁ, BRASIL Caroline

Leia mais

Ácido Cítrico Líquido Seminal. Análise Seminal Computadorizada

Ácido Cítrico Líquido Seminal. Análise Seminal Computadorizada Ácido Cítrico Líquido Seminal O ácido cítrico é produzido pela próstata. Tem sua produção dependente da atividade hormonal e está ligado ao processo de coagulação e liquefação do esperma. Colorimétrico

Leia mais

ESTUDO BASE 8 ANO. Prof. Alexandre

ESTUDO BASE 8 ANO. Prof. Alexandre ESTUDO BASE 8 ANO Prof. Alexandre FORMA E FUNÇÃO Natureza FORMA E FUNÇÃO Artificiais FORMA E FUNÇÃO Todos os objetos apresentam uma relação intíma entre sua forma e função Relação = FORMA/FUNÇÃO BIOLOGIA

Leia mais

Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro

Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro 1 Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária www.ufpel.edu.br/nupeec Efeitos do estresse calórico sobre a produção e reprodução do gado leiteiro Marcelo Moreira Antunes Graduando em Medicina Veterinária

Leia mais

Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis Matriz da Prova do Regime de Frequência Não Presencial

Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis Matriz da Prova do Regime de Frequência Não Presencial Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis Matriz da Prova do Regime de Frequência Não Presencial AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR.ª LAURA AYRES Matriz do exame de Biologia - módulos 1,2,3 (12ºano)

Leia mais

Sêmen refrigerado e congelado para inseminação artificial em ovinos

Sêmen refrigerado e congelado para inseminação artificial em ovinos UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL Disciplina: SEMINÁRIOS APLICADOS Sêmen refrigerado e congelado para inseminação artificial em

Leia mais