NUANÇAS DO NARRADOR EM DOIS IRMÃOS DE MILTON HATOUM

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "NUANÇAS DO NARRADOR EM DOIS IRMÃOS DE MILTON HATOUM"

Transcrição

1 1 NUANÇAS DO NARRADOR EM DOIS IRMÃOS DE MILTON HATOUM Valdecir de Lima Santos 1 1 INTRODUÇÃO Ao longo da história da humanidade o homem passou por diversos processos de transformação comunicacional a fim de responder aos seus anseios e as novas necessidades que se originavam em consonância com o desenvolvimento tecnológico, político, social, econômico, cultural e literário. E assim, foi evoluindo, das pinturas de cavernas do paleolítico até a criação da escrita. Inserida neste contexto globalizado, onde cada vez mais as redes de comunicação e de poder se sedimentam, a literatura tornou-se um importante viés na (re)descoberta dos diversos espaços que a constitui, ao ampliar a percepção de mundo dos diferentes sujeitos. O romance Dois Irmãos do escritor Milton Hatoum(2000) traz, em sua narrativa essas marcas, sociais, políticas, econômicas e culturais que marcaram a cidade de Manaus do início do século XX até o ano de 1964, momento histórico em que o Brasil vivia sob a ação do regime militar. Além disso, destaca-se nesse período, na cidade de Manaus, um acelerado processo de transformações urbanistas, tornando-a organismo vivo, espaço fecundo a novas epistemes. Nesse contexto, esse romance considerado inovador aborda relações familiares conflituosa, marcada por profundas rupturas que ganham forma, cores e 1 Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e em Letras Vernáculas, pelo Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pós -Graduada em História Social e Cultura Afro-Brasileira pela União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME). Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens - PPGEL, na Universidade Estadual da Bahia. Professora da Escola Municipal Marechal Rondon, atuando no Segmento da Educação de Jovens e Adultos e como vice-gestora.

2 2 texturas à medida que a cidade vai se desenvolvendo, paradoxalmente e paralelamente, redesenhando o seu futuro. revisitando o seu passado, constituindo o seu presente e Na narrativa de Dois Irmãos, tem-se a relação antagônica entre os irmãos gêmeos Yakub e Omar, e suas relações com seus pais Zana e Halim, sua irmã Rânia, Domingas, a empregada da família, que vive com o casal desde a sua tenra infância, e o seu filho Nael. Neste trabalho, analisar-se-á apenas a personagem Nael, que cumpre o papel de narrar da história. Tal personagem é responsável por descrever as características humanas de cada personagem, pode ser assim encarado, como aquele que retira os véus da face de cada personagem-indivíduo, revelando seus vícios, defeitos, e suas relações antagônicas com a casa, a fim de responder ao questionamento que lhe aprisiona a alma: a incerteza quanto à sua paternidade. A partir dessa busca existencial, Nael torna-se uma figura singular, ao longo da narrativa, por ser, ao mesmo tempo, narrador-personagem e narrador-observador. Aquele que vive no quartinho localizado entre a casa e o cortiço, local no qual vai articulando seus pensamentos e costurando a colcha de retalhos que é a sua vida, na busca, incansável, pela identidade do seu pai. E assim, na medida em que ele se mobiliza entre os diversos mundos, o cortiço, a casa, a loja, a cidade, a escola, a casa dos vizinhos, a narrativa se movimenta, e se transforma, dando as personagens um novo renascimento, nova transitoriedade que provocam rupturas na narrativa, deixando, assim, marcas indeléveis. 2 NAEL: UM HOMEM QUE SABE CONTAR HISTÓRIA Fui sabendo de mim por aquilo que perdia pedaços que saíram de mim

3 3 com o mistério de serem poucos e valerem só quando os perdia[...]. Mia Couto A criação da escrita revolucionou a história da humanidade, dos escritos nas paredes das cavernas, aos pergaminhos, até a criação do códice [...] livros com páginas que são viradas (DARNTON, 2010, p. 40) o homem tem muita história para rememorar. No entanto, seus escritos, nunca puderam de fato manter-se isolado do processo da oralidade, porque estes de fato lhe procederam e lhe deram gestação. E assim, através da linguagem, o homem vem tecendo teias e construindo a sua história, ora usando a palavra, seja escrita ou oral, de forma dialógica, ou como forma de encobrir as desigualdades e as injustiças, alicerçando a manutenção da ordem vigente e o status quo de um grupo minoritário. A literatura, neste contexto da pós-modernidade, vem dando voz aos diversos sujeitos que compõem a narrativa, contribuindo para o desvelamento do mundo a partir de ações dialógicas. Cotejando as idéias de Paulo Freire (1987, p.90), a literatura [...] não pode ser muda, silenciosa, nem tampouco nutrir-se de falsas palavras, mas de palavras verdadeiras, com que os homens transformam o mundo, para não tornar-se mais uma arma das mais duras às mais sutis na manutenção do silêncio das camadas que vivem à margem da sociedade. Dizer e silenciar andam juntos... Há pois uma declinação de significados que resulta no silenciamento como forma não de calar mas de fazer dizer uma coisa, para não se deixar de dizer outras. Ou seja, o silêncio recorta o dizer. Esta é a sua dimensão política (ORLANDI apud SOUZA, 1995, p. 10). E é dessas relações antagônicas, de força do uso da palavra, que Nael desponta, com sua narrativa, no romance, Dois Irmãos(2000). Ele é um homem que sabe dar conselhos, carregando consigo o poder efêmero da rememoração, pois para construir a sua narrativa ele mergulha no passado, ele recorre à memória. Enquanto contador de história, Nael carrega consigo a arte de intercambiar experiências,

4 4 porque têm muito que contar, histórias vindas do além-mar, do longe espacial, pois ele é ao mesmo tempo o marinheiro comerciante, mas também a partir de vivências, tradições, assume as características do camponês sedentário (BENJAMIN, 1994, p. 198). Ele é um homem que (objetiva viajar) ou que viaja através das suas narrativas. E como afirma Otavio Ianni em A metáfora da viagem : Toda viagem se destina a ultrapassar fronteiras, tanto dissolvendo-as como recriando-as. Ao mesmo tempo em que demarca diferenças, singularidades ou alteridades, demarca semelhanças, continuidades, ressonâncias. Tanto singulariza como universaliza. Projeta no espaço e no tempo um eu nômade, reconhecendo as diversidades e tecendo as continuidades. Nessa travessia, pode reafirmar-se a identidade e a intolerância, simultaneamente à pluralidade e à intoçerância. Sob vários aspectos, a viagem desvenda alteridades, recria identidades e descortina pluralidades (IANNI, 1995, p ). Enquanto marinheiro comerciante, Nael tem experiência em dois tipos de rotas. A primeira, é que ele conhece o mundo através das histórias contadas por Halim, personagem estrangeiro, que deixou o seu país e aportou no Brasil, a fim de estabelecer uma nova trajetória de vida; ou por Yakub, brasileiro, que partiu do país e regressou com um novo olhar sobre o mundo, constituído a partir dessas novas vivências, dessa relação de troca de conhecimentos o que o tornou estrangeiro na sua terra natal. A segunda é quando ele viaja, mergulhando em si mesmo para desvelar o seu passado, estabelecendo um contato com o outro, com o diferente e consigo mesmo. Enquanto camponês sedentário, ele se apropria das histórias contadas pelos mais velhos da casa: sua mãe Domingas, seu avô Halim, e as demais personagens. E é estabelecendo esta troca, que Nael vai reconstruindo a sua identidade, que é recorrente dessa multiplicidade e pluralidade étnica de que é composto o povo brasileiro. E assim passo a passo uma simbiose se instaura no romance, há uma religação entre a tradição oral e a escrita, porque Nael se apropria da primeira e faz o que se pode denominar de movimento antropofágico literário, ou seja, passa a se

5 5 alimentar dessas narrativas orais para construir a sua narrativa, enquanto história escrita. A personagem Nael possibilita, na narrativa, uma interpenetração entre o velho e o novo, suscitando reflexões de caráter ímpar, acerca das diversas culturas que o circunscreve (indígena, libanesa, manauara). Embora viva no quarto dos fundos com a sua mãe Domingas, ele encontra-se no entre-lugar, espaço privilegiado onde testemunha inúmeros acontecimentos no romance: as desigualdades sociais do qual é vítima, junto ao sofrimento silencioso de sua mãe Domingas; o amor obsessivo de Zana por seu filho Omar; a estranha relação de Rânia com os irmãos; o desassossego de Halim ao vê o amor da esposa, Zana, se diluindo em detrimento do amor ao filho; e o jogo de poder entre os gêmeos Omar e Yakub. Nesta presença, que também é ausência, Nael busca nas suas lembranças, no seu passado desconhecido, jogado sei lá em que praia do rio (HATOUM, 2000), alcançar uma imagem de si mesmo ( BENJAMIN,1994, p ), pois embora transite livremente na casa, e todos sabem sê-lo filho de Omar, não é verdadeiramente reconhecido pela família como parte dela, embora possa algumas vezes sentar-se a mesa e alimentar-se com eles. Ele é o outro fragmentado, um incluído-excluído, que como sua mãe não tem os seus direitos assegurados e são tratados como indivíduos desprovidos do seu arkhé, eidos e ethos. E assim, o menino se torna homem, e continua a ocupar um lugar desigual junto a família, pois ao longo dos dias, ao invés de ter acesso a determinados bens e serviços, como debruçar-se sobre os seus estudos, ele tem que cumprir inúmeras tarefas que lhe são impostas, influenciando negativamente no seu desempenho escolar. Nestes momentos, Nael apenas desejava, distanciar-se o máximo possível da família de Halim e Zana. Suas aspirações poderiam parecer simplórias aos olhos de um expectador desatento, mas tudo que ele almejava era poder descansar, sentar no seu quartinho, e afastar de si, as inúmeras ordens, solicitações e pedidos da família (HATOUM, 2000).

6 6 Dialogando com as concepções de Martín-Barbero(2004), tudo que Nael aspirava, era garantir melhores condições de vida, de produção e de acesso ao saber, sem apagar as memórias, sem transtornar o sentido do tempo, a percepção do espaço, nem tão pouco ameaçar as identidades. E assim, Nael conta a sua história, e a de cada um deles, revelando seus pertencimentos étnicos, suas trajetórias de vida, suas culturas, seus saberes acumulados, assumindo para si as características da figura do narrador proposta por Walter Benjamin(1994). Nesta perspectiva, o ato de narrar, no romance Dois Irmãos ganha uma dimensão utilitária, ao dar visibilidade aos diferentes personagens que compõe a obra, permitindo principalmente aos que se encontram em locais periféricos rememorar o passado para se construir e compreender. SOCORRO, NÃO TÔ CONSEGUINDO CONCLUIR! CASA: LOCUS DO NADA A casa foi vendida com todas as lembranças todos os móveis todos os pesadelos todos os pecados cometidos ou em vias de cometer a casa foi vendida com seu bater de portas com seu vento encanado sua vista do mundo seus imponderáveis [...] (Carlos Drummond de Andrade, 1985, p.2). O universo ficcional, em uma narrativa, encontra-se em constante processo de transformação que se constituem de fatos múltiplos e plurais com características ímpares. Metamorfoseando-se, ele ganha novas cores, sons, texturas e acompanha as mudanças e os avanços de ordem tecnológica e social. E é desta forma que o romance Dois Irmãos se estrutura, transitando entre (des)construções identitárias, apropriandose de um espaço geográfico real e dando-lhe um caráter de verossimilhança. Este

7 7 espaço ficcional, geográfico, só ganha forma na medida em que outros espaços vão se constituindo. Nesta perspectiva o espaço torna-se elemento basilar para a narrativa, ao se delinear como se fosse um mosaico, em que os cenários, isoladamente, a escola, a loja, o orfanato, o cortiço, a casa são apenas partes de um todo. Apropriando-se do conceito da mecânica apresentado nos estudos de Irene Machado (2010) estas partes se orientam pelas coisas em si, que tomadas isoladamente, não iriam produzir nenhuma interação. No entanto, quando reagrupados, eles se situam numa relação dialógica e encontram respaldo nas concepções de Bakhtin, a exemplo da sua ênfase no [...] mundo do homem que fala, que se interroga sobre si, sobre seu entorno e, ao fazê-lo, articula relações interativas capazes de enunciar respostas a partir das quais constrói conhecimentos (BAKHTIN, 1998 apud MACHADO, 2010, p.2). São diversos mundos que transitam dentro de um único mundo, e assim, o romance Dois irmãos, abre um leque de possibilidades para estudos, que aqui neste momento se restringirá ao imbricado continuum espaço ficcional da casa. A palavra casa é originária do latim e significa cabana, casebre, lar, morada, moradia, local onde se habita. Desta forma a casa no romance se constitui um dos principais cenários dos acontecimentos da história, é nela que o desejo utópico impera, do lar doce lar. A casa é o nosso canto do mundo. Ela é como diz amiúde, o nosso primeiro universo. É um verdadeiro cosmos. A casa é uma das maiores (forças) de integração para os pensamentos, as lembranças e os sonhos do homem [...]. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. É o corpo e é a alma. É o primeiro mundo do ser humano (BACHELARD, 2000, p ). A casa é locus do encontro, é onde vivem a família dos gêmeos, Omar e Yakub, seu pai Halin, sua mãe Zana e sua irmã Rania, onde, respectivamente, trabalha e transitam Domingas e seu filho Nael, o narrador-personagem da história. Um espaço que abriga uma família ligada por laços de amor que, passo a passo vai se fragmentando em face dos conflitos familiares instalados pelos gêmeos. Além disso,

8 8 percebem-se, no romance, as mudanças socioeconômicas que perpassam o país e que também atinge os negócios da família. E assim a casa vai incorporando na sua narrativa uma sucessão de mudanças, de caminhos percorridos, de encontros e desencontros reformas, declínios e venda em consonância com as transformações da cidade e de cada personagem da narrativa. A casa é [...] um espaço de construção, de movimento em que tudo se implica mutuamente e os elementos em ação interferem uns sobre os outros (BAKHTIN, 1998 apud MACHADO, 2010, p.2). É o local no qual lado a lado se manifesta, em relações dialógicas, o sagrado e o profano, o amor e o ódio, o público e o privado, a família e o social (FOCAULT, 1984). Neste espaço de mundos e micromundos, sociais e históricos, o romance organiza diferenciadas vozes dialógicas, que se incorporam umas as outras, coexistindo, confrontando-se, permutando-se (BAKHTIN, 1988, p. 357). Desta forma a casa, se constitui um espaço coletivo, onde várias histórias se contam ou se escrevem. Localizada em um ponto central da cidade, entre a igreja e o porto, na Rua dos Barés, ela é demarcada por diferenças sociais e afetivas. E é a partir deste universo ficcional que Nael, o personagem-narrador, rememora o passado e o vai desvelando e interligando ao presente, a partir das características de cada uma das personagens. A casa revela detalhes da vida cotidiana das personagens, e se configura como espaço sacralizado, na medida em que Zana nos seus devaneios, tenta sedimentar na narrativa a idéia de unidade familiar, fechando as portas da sua residência as mazelas do mundo exterior. Como se fosse possível dissociar da casa essa [...] mistura de gente, de línguas, de origens, trajes e aparências (HATOUM, 2000, p.53), essa ambivalência na qual os indivíduos, enquanto ser social, necessariamente precisa viver, em convivência com as diferenças e os diferentes, construindo alteridades.

9 9 No entanto, nos diálogos estabelecidos entre as personagens Yakub e Omar, observa-se que este lugar primeiro, que segundo Gaston Bachelard deveria ser um espaço feliz, de encontro, torna-se espaço de hostilidade, que no romance se ritualiza assumindo um caráter de desencontro. Cada um imprime no espaço marcas identitárias, pois [...] a casa é a própria pessoa, sua forma e seu esforço mais imediato (BACHELARD, 1993, p ), delineada a partir do próprio eu do sujeito e do seu desejo do vir a ser. Nesta perspectiva, a casa assume uma dupla função, ela se configura como um espaço de acolhimento, mas também como um espaço de isolamento, levando as personagens a se sentirem estrangeiros no seu próprio espaço, ou no espaço do outro. Dialogando com as ideias de Bakhtin (1988, p.222) as personagens do romance [...] não se encontram, porque não estavam em dado lugar ao mesmo tempo, ou ao mesmo tempo encontravam-se em lugares diferentes. E assim, vão formando essa tríade, origem, transformação e declínio, dessacralizando o continuum espaçoficcional da casa, nela. por estarem todos fisicamente mergulhados, (impregnados dela) Nessa tentativa de dar um sentido real a narrativa, a casa possui um valor ideológico, utópico. Quando é vendida, finda-se a possibilidade de recuperação dessa essência, deste tempo perdido, registrado através das paredes, da rede, do altar, do espelho, de cada cômodo. Concretiza-se a morte, real e simbólica, a esperança do resgate do amor entre os gêmeos e toda a família. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Adentrar neste universo ficcional do romance, Dois Irmãos, remete-nos a possibilidade de compreensão de que o homem encontra-se em constante processo de transformação identitária e espacial. Porque ele é um ser histórico, que abarca dentro de si anseios, necessidades e valores que vão transformando-se e revelando-se no seu modo de ver a vida.

10 10 A temática desenvolvida por Milton Hatoum (2000), questiona a realidade, (des)organiza a convivência e expressa diversos modos de encarar a vida, na medida em que as personagens vão sendo construídas, tornando-os, polêmicos, silenciosos ou reticentes, na ambiguidade existencial da sua subjetividade. E assim, Nael, através do seu aguçado senso crítico, levanta as contradições sociais e emocionais que constituem a casa, criando a possibilidade de apreensão da realidade, sem máscaras, nem disfarces. E, neste contexto, possibilita o desvelamento de verdades, tornando possível a compreensão da (des)construção do espaço ficcional a partir das diversas vozes dialógicas que compõe a narrativa. O romance, mesmo sendo uma obra de ficção, se origina de coisas que já aconteceram, que acontecem, ou que podem acontecer. Tal proposição decorre da compreensão de que as práticas discursivas encontram respaldo e sentido no cotidiano na medida em que o autor não corrobora com a morte do narrador, reflexões (ou reflexões que circunscrevem o pensamento de Walter Benjamin, (1994)) que nos envolve a essência de Walter Benjamin (1994)a luz de Benjamin (1994), e que esta narrativa acontece em um constante processo interacional implicando na indissociação de todos os sujeitos envolvidos ao longo da narrativa. Além disso, sinaliza caminhos a serem trilhados, é um convite a tornar o invisível visível, que é necessário manter a comunicabilidade, pois é justamente a incomunicabilidade que os levam ao não exercício da alteridade e a fragmentação das relações, a desconstrução da casa. REFERÊNCIAS ANDRADE, Carlos Drummond de. Boitempo. Rio de Janeiro: José Olympio, AMORIM, Marília. Cronotopo e exotopia. In: BRAIT, Beth. Bakhtin: outrosconceitoschaves. São Paulo: Contexto, BACHELARD, G. A Poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

11 11 BAKHTIN, M. M. Questões de literatura e de estética: a teoria do romance. Tradução do russo por Aurora Fornoni Bernardini et al. São Paulo: UNESP; Hucitec, BENJAMIN, Walter. O narrador: Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, COUTO, Mia. Raiz de Orvalho e outros poemas. Lisboa: Caminho, 2001, v. 3. DARNTON, Robert. A Questão dos livros: passado, presente, e futuro. São Paulo: Compainha das Letras FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, HATOUN, Milton. Dois Irmãos. São Paulo: Companhia das Letras, HUTCHEON, Linda. Poética do Pós-Modernismo. Rio de Janeiro: Imago,1998. IANNI, Octavio. A metáfora da viagem. Caxambu: Anpocs, MACHADO, Irene. A Questão espaço-temporal em Bakhtin: cronotopia e exotopia. In: Luviane de Paula; GrenissaStafuzza. (Org.). Círculo de Bakhtin: teoria inclassificável. São Paulo: Mercado de Letras, 2010, v. 1, p MARTÍN-BARBERO, Jésus. Uma agenda para a mudança de século. Ofício decartógrafo. Travessias latino-americanas da comunicação na cultura. Tradução de Eidelina González. São Paulo: Loyola, MORAES, Alfredo de Oliveira. Encontro. Revista Symposium, Recife, v. 35, n. 1, p Jan-Jun/1993. MOTA, Sérgio Vicente. O Engenho da narrativa e sua árvore genealógica: Das origens a Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. São Paulo: Editora UNESP, OLIVIERI-GODET. Rita. Entre discursos: Literatura e história em Meu Querido Canibal. In: NOVAES, Cláudio Cledson, SEIDEL, Roberto Henrique (Org.). EspaçoNacional, fronteiras e deslocamentos na obra de Antonio Torres. Feira de Santana: UEFS Ed., 2010.

12 12

O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1

O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1 Glauce Souza Santos 2 O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1 Resumo Esta resenha objetiva analisar a relação local/global e a construção da identidade nacional na obra Luanda Beira Bahia do escritor

Leia mais

UMA POÉTICA DOS ESPELHOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS CONTOS O ESPELHO, DE MACHADO DE ASSIS E GUIMARÃES ROSA

UMA POÉTICA DOS ESPELHOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS CONTOS O ESPELHO, DE MACHADO DE ASSIS E GUIMARÃES ROSA UMA POÉTICA DOS ESPELHOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS CONTOS O ESPELHO, DE MACHADO DE ASSIS E GUIMARÃES ROSA Glenda Duarte 1 glenda_idilios@hotmail.com O principal objetivo deste ensaio é a realização

Leia mais

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA Kellen Millene Camargos RESENDE (Faculdade de Letras UFG; kellenmil@gmail.com); Zênia de FARIA (Faculdade de Letras UFG; zenia@letras.ufg.br).

Leia mais

AS CRIANÇAS E SUAS NARRATIVAS AUDIOVISUAIS: UMA PESQUISA EM PROCESSO Renata Gazé UNIRIO

AS CRIANÇAS E SUAS NARRATIVAS AUDIOVISUAIS: UMA PESQUISA EM PROCESSO Renata Gazé UNIRIO AS CRIANÇAS E SUAS NARRATIVAS AUDIOVISUAIS: UMA PESQUISA EM PROCESSO Renata Gazé UNIRIO Resumo Hoje muitas crianças convivem com narrativas audiovisuais na tv, no cinema e na Internet. Como se relacionam

Leia mais

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE É Preciso saber Viver Interpretando A vida na perspectiva da Espiritualidade Cristã Quem espera que a vida seja feita de ilusão Pode até ficar maluco ou morrer na solidão É

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

Todo processo de ensino-aprendizagem carece de um ponto de partida, algo que serve para desencadear a ação educativa. Os profissionais educadores

Todo processo de ensino-aprendizagem carece de um ponto de partida, algo que serve para desencadear a ação educativa. Os profissionais educadores Temas geradores Todo processo de ensino-aprendizagem carece de um ponto de partida, algo que serve para desencadear a ação educativa. Os profissionais educadores têm à sua disposição algumas estratégias

Leia mais

A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte.

A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte. A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte. Doutorando: Laudo Rodrigues Sobrinho Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP e-mail: laudinho@bol.com.br

Leia mais

Contribuição da metodologia de pesquisa na Educação Tutorial: A formação dos petianos do PET Pedagogia da UFOP

Contribuição da metodologia de pesquisa na Educação Tutorial: A formação dos petianos do PET Pedagogia da UFOP Contribuição da metodologia de pesquisa na Educação Tutorial: A formação dos petianos do PET Pedagogia da UFOP ALVES, Crislaine 1; CARVALHO, Daiane 1; CRUZ, Júlia 1, FÉLIX, Michelle 1; FERREIRA, Juliane

Leia mais

Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores

Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores Rosália Diogo 1 Consideramos que os estudos relacionados a processos identitários e ensino, que serão abordados nesse Seminário,

Leia mais

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra!

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra! ROTEIRO DE ESTUDOS DE LITERATURA PARA A 3ª ETAPA 2ª SÉRIE Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à

Leia mais

PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA

PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA Karin Comerlatto da Rosa kcomerlattodarosa@yahoo.com.br Resumo: A história da Lapa está presente

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 FORMAÇÃO

Leia mais

Universalização do acesso, com permanência e aprendizagem em tempo adequado no ensino fundamental: ELSIO J. CORÁ

Universalização do acesso, com permanência e aprendizagem em tempo adequado no ensino fundamental: ELSIO J. CORÁ Universalização do acesso, com permanência e aprendizagem em tempo adequado no ensino fundamental: possibilidades a partir do espaço escolar e do espaço habitado ELSIO J. CORÁ JUNHO/ 2015 Universalização

Leia mais

O MUNDO É A CASA DO HOMEM

O MUNDO É A CASA DO HOMEM O MUNDO É A CASA DO HOMEM Nichan Dichtchekenian Há dois motivos principais que me levam a fazer esta apresentação: O primeiro é fazer um esclarecimento e uma defesa da Fenomenologia, buscando, este esclarecimento,

Leia mais

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 Daiana Marques Sobrosa 2 1. Introdução Em 26 de março de 1991, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção

Leia mais

LEONARDO KOURY MARTINS ENSAIO DISCURSIVO. Concepções acerca de uma nova ordem societária

LEONARDO KOURY MARTINS ENSAIO DISCURSIVO. Concepções acerca de uma nova ordem societária LEONARDO KOURY MARTINS ENSAIO DISCURSIVO Concepções acerca de uma nova ordem societária LEONARDO KOURY MARTINS ENSAIO DISCURSIVO CONCEPÇÕES ACERCA DE UMA NOVA ORDEM SOCIETÁRIA O passado não se pode ser

Leia mais

AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: (AINDA) ALGUMAS REFLEXÕES

AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: (AINDA) ALGUMAS REFLEXÕES AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: (AINDA) ALGUMAS REFLEXÕES RESUMO Cleuma Regina Ribeiro da Rocha Lins (UEPB) cleumaribeiro@yahoo.com.br Orientador: Prof. Dr. Juarez Nogueira

Leia mais

A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea

A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea Érica Fróis O objetivo deste trabalho é discutir o brincar na internet e a construção da Imagem do corpo na criança a

Leia mais

LETRAMENTO, AMBIENTE E ORALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

LETRAMENTO, AMBIENTE E ORALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL LETRAMENTO, AMBIENTE E ORALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL 42 Luciene Rodrigues Ximenes lrximenes@hotmail.com Pós-Graduada em Alfabetização, leitura e escrita pela UFRJ. Atualmente é professora e coordenadora

Leia mais

Educação escolar indígena

Educação escolar indígena Educação escolar indígena O principal objetivo desta apresentação é fazer uma reflexão sobre a cultura indígena kaingang, sobre as políticas educacionais integracionistas e sobre a política atual, que

Leia mais

O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO. Reflexões sobre as dimensões teórico-metodológicas da educação profissional

O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO. Reflexões sobre as dimensões teórico-metodológicas da educação profissional O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO Reflexões sobre as dimensões teórico-metodológicas da educação profissional O louco No pátio de um manicômio encontrei um jovem com rosto pálido, bonito e transtornado.

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANTECEDENTES Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum

Leia mais

A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se

A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se VOZ DO LEITOR ANO 4 EDIÇÃO 30 On/off-line: entreolhares sobre as infâncias X, Y e Z Amanda M. P. Leite A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se prende a uma espécie de saudosismo da

Leia mais

Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1

Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1 Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1 A mudança na graduação das profissões da saúde segue sendo um tema fundamental para todos aqueles preocupados

Leia mais

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua É a palavra que identifica o ser humano, é ela seu substrato que possibilitou a convivência humana

Leia mais

COMPRE AQUI E MORE BEM : A LINGUAGEM PUBLICITÁRIA E OS DISCURSOS DA PROPAGANDA IMOBILIÁRIA

COMPRE AQUI E MORE BEM : A LINGUAGEM PUBLICITÁRIA E OS DISCURSOS DA PROPAGANDA IMOBILIÁRIA COMPRE AQUI E MORE BEM : A LINGUAGEM PUBLICITÁRIA E OS DISCURSOS DA PROPAGANDA IMOBILIÁRIA Maria Eliane Gomes Morais (PPGFP-UEPB) Linduarte Pereira Rodrigues (DLA/PPGFP-UEPB) Resumo: Os textos publicitários

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

SABERES BIOGRÁFICOS E SABERES DOCENTES: A DIMENSÃO HEURÍSTICA E AUTOPOIÉTICA NAS NARRATIVAS DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS

SABERES BIOGRÁFICOS E SABERES DOCENTES: A DIMENSÃO HEURÍSTICA E AUTOPOIÉTICA NAS NARRATIVAS DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS SABERES BIOGRÁFICOS E SABERES DOCENTES: A DIMENSÃO HEURÍSTICA E AUTOPOIÉTICA NAS NARRATIVAS DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS Maximiano Martins de Meireles /UEFS 1 maxymuus@hotmail.com 1 APROXIMAÇÕES INICIAIS

Leia mais

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul 1919 X Salão de Iniciação Científica PUCRS Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul Pâmela de Freitas Machado 1, Helena B.K.Scarparo 1 (orientadora) 1 Faculdade Psicologia,

Leia mais

O TESTE PILOTO: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA E DIALÓGICA NA PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO

O TESTE PILOTO: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA E DIALÓGICA NA PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO O TESTE PILOTO: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA E DIALÓGICA NA PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO Cristiane Lisandra Danna (FURB) crisdanna@gmail.com RESUMO O teste piloto é um momento em que o pesquisador

Leia mais

Romance familiar poesia familiar

Romance familiar poesia familiar Romance familiar poesia familiar Em busca de imagens para uma apresentação, dou com a foto, feita em estúdio, de um garoto de 11 anos de idade chamado Walter Benjamin (1892-1940). Serve de ilustração a

Leia mais

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Marta Quintanilha Gomes Valéria de Fraga Roman O planejamento do professor visto como uma carta de intenções é um instrumento articulado internamente e externamente

Leia mais

PORTFÓLIO: UMA ABORDAGEM DE REGISTRO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INFANTIL

PORTFÓLIO: UMA ABORDAGEM DE REGISTRO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INFANTIL PORTFÓLIO: UMA ABORDAGEM DE REGISTRO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INFANTIL Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. UEPB E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br Aldeci Luiz de Oliveira Profa. Dra. PMCG E-mail:

Leia mais

GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS. 3º Encontro - 31 de agosto 2015. No começo era o amor (Cap.

GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS. 3º Encontro - 31 de agosto 2015. No começo era o amor (Cap. GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS 3º Encontro - 31 de agosto 2015 No começo era o amor (Cap.I) No primeiro capítulo do Livro 8, Lacan (1960-1961) inicia com

Leia mais

O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL

O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL O DIÁLOGO COM AS CRIANÇAS PEQUENAS - REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO INFANTIL Viviane Cardoso¹ Resumo: O objetivo desse artigo é refletir como os ideais da pedagogia freireana tem contribuído para as práticas

Leia mais

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES Silvia Eula Muñoz¹ RESUMO Neste artigo pretendo compartilhar os diversos estudos e pesquisas que realizei com orientação do Prof. Me. Erion

Leia mais

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO Instituto Federal Farroupilha Câmpus Santa Rosa ledomanski@gmail.com Introdução Ler no contexto mundial globalizado

Leia mais

O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE

O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE 1930 Jorge Eschriqui Vieira PINTO Alberto Torres foi um intelectual vanguardista entre

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA

UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA Módulo 1 - Aspectos gerais da educação e das relações étnico-raciais Unidade 10 - Para uma educação antirracista Objetivos: Analisar o conceito de multiculturalismo;

Leia mais

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO INTRODUÇÃO Francisca das Virgens Fonseca (UEFS) franciscafonseca@hotmail.com Nelmira Santos Moreira (orientador-uefs) Sabe-se que o uso

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO 1 MESTRADO: EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO A) DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DAS LINHAS 1 e 2: Estudos Organizacionais e Sociedade e Marketing e Cadeias

Leia mais

Palavras-chave: Mediação Cultural; Autonomia; Diversidade.

Palavras-chave: Mediação Cultural; Autonomia; Diversidade. Um olhar sobre a diversidade dos educativos da Fundaj 1 Maria Clara Martins Rocha Unesco / MG Maria José Gonçalves Fundaj / PE RESUMO Os programas educativos nos diferentes equipamentos culturais da Fundação

Leia mais

O CONTO AFRICANO NA SALA DE AULA: PROPOSTA EDUCATIVA DOS SABERES AFRICANOS E LITERÁRIOS NA SALA DE AULA

O CONTO AFRICANO NA SALA DE AULA: PROPOSTA EDUCATIVA DOS SABERES AFRICANOS E LITERÁRIOS NA SALA DE AULA O CONTO AFRICANO NA SALA DE AULA: PROPOSTA EDUCATIVA DOS SABERES AFRICANOS E LITERÁRIOS NA SALA DE AULA INTRODUÇÃO Rafael Nóbrega Araújo, graduando em História (UEPB) 1 e-mail: rafaelnobreg@hotmail.com

Leia mais

18/3/2011 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE. Temas Principais. Tema 5: Sexualidade em sala de aula Tema 6: Religiosidade e Educação

18/3/2011 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE. Temas Principais. Tema 5: Sexualidade em sala de aula Tema 6: Religiosidade e Educação Para ajudar a proteger sua privacidade, o PowerPoint impediu o download automático desta imagem externa. Para baixar e exibir esta imagem, clique em Opções na Barra de Mensagens e clique em Habilitar conteúdo

Leia mais

Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos.

Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos. Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos. Diogo Vieira do Nascimento 1 (UERJ/EDU) Fabiana da Silva 2 (UERJ/EDU)

Leia mais

Comunicação LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO DE IMAGENS EM MÍDIAS DIGITAIS - ESPAÇO DE (RE)SIGNIFICAÇÃO DO OLHAR POR VIA DE IMAGENS TÉCNICAS

Comunicação LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO DE IMAGENS EM MÍDIAS DIGITAIS - ESPAÇO DE (RE)SIGNIFICAÇÃO DO OLHAR POR VIA DE IMAGENS TÉCNICAS Comunicação LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO DE IMAGENS EM MÍDIAS DIGITAIS - ESPAÇO DE (RE)SIGNIFICAÇÃO DO OLHAR POR VIA DE IMAGENS TÉCNICAS SANTOS, Noeli Batista dos 1 Palavras-chave: imagem, ensino, tecnologia.

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO 1

PROJETO PEDAGÓGICO 1 PROJETO PEDAGÓGICO 1 Projeto Pedagógico Por Beatriz Tavares de Souza* Título: Maricota ri e chora Autor: Mariza Lima Gonçalves Ilustrações: Andréia Resende Formato: 20,5 cm x 22 cm Número de páginas: 32

Leia mais

A IMERSÃO DO CORPO NAS ESPACIALIDADES

A IMERSÃO DO CORPO NAS ESPACIALIDADES 1223 A IMERSÃO DO CORPO NAS ESPACIALIDADES Agda Carvalho - UAM RESUMO: Esta abordagem observa o espaço como um envoltório ampliado, um lugar que envolve o corpo e causa a imersão na vivência espacial.

Leia mais

COMUNICAÇÃO EDUCAÇÃO - EXPOSIÇÃO: novos saberes, novos sentidos. Título de artigo de SCHEINER, Tereza.

COMUNICAÇÃO EDUCAÇÃO - EXPOSIÇÃO: novos saberes, novos sentidos. Título de artigo de SCHEINER, Tereza. COMUNICAÇÃO EDUCAÇÃO - EXPOSIÇÃO: novos saberes, novos sentidos Título de artigo de SCHEINER, Tereza. Nova Teoria do Museu onde este é pensado já não mais apenas como instituição (no sentido organizacional),

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

IDENTIDADE Equipe docente da disciplina Ser Humano em relações Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix

IDENTIDADE Equipe docente da disciplina Ser Humano em relações Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix IDENTIDADE Equipe docente da disciplina Ser Humano em relações Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix Traduzir- se (FERREIRA GULLAR) é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. é multidão:

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido

Leia mais

Titulo Ver e olhar: dois pólos que instrumentalizam a construção da significação no design de moda

Titulo Ver e olhar: dois pólos que instrumentalizam a construção da significação no design de moda Titulo Ver e olhar: dois pólos que instrumentalizam a construção da significação no design de moda Autor Lourdes Maria Puls Introdução As imagens são utilizadas como meio de comunicação e expressão cultural

Leia mais

Tradução/interpret(ação) de Libras/Língua Portuguesa em salas de aula do ensino regular... Atividade ética e estética

Tradução/interpret(ação) de Libras/Língua Portuguesa em salas de aula do ensino regular... Atividade ética e estética Tradução/interpret(ação) de Libras/Língua Portuguesa em salas de aula do ensino regular... Atividade ética e estética Adriane de Castro Menezes Sales 1 Traduzir não é atividade restrita ao estritamente

Leia mais

ENSINANDO DIREITOS HUMANOS NA EJA: LIMITES E DESAFIOS DE UMA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA

ENSINANDO DIREITOS HUMANOS NA EJA: LIMITES E DESAFIOS DE UMA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA ENSINANDO DIREITOS HUMANOS NA EJA: LIMITES E DESAFIOS DE UMA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA Maria Elizete Guimarães Carvalho 1 Resumo Discute as experiências vivenciadas no Projeto de Extensão Educando Jovens

Leia mais

EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ

EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ Geane Apolinário Oliveira Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) - Geane-cg@hotmail.com RESUMO: Este

Leia mais

O PROCESSO DA ESCOLARIZAÇÃO NO CAMPO, INGRESSO NA UNIVERSIDADE E O TRABALHO COM A EDUCAÇÃO POPULAR

O PROCESSO DA ESCOLARIZAÇÃO NO CAMPO, INGRESSO NA UNIVERSIDADE E O TRABALHO COM A EDUCAÇÃO POPULAR O PROCESSO DA ESCOLARIZAÇÃO NO CAMPO, INGRESSO NA UNIVERSIDADE E O TRABALHO COM A EDUCAÇÃO POPULAR Henrique Bocalon; Lisiane Costa Claro; Vilmar Alves Pereira Resumo O presente trabalho é um relato de

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

Introdução ao Programa de Língua Portuguesa

Introdução ao Programa de Língua Portuguesa 1 MAPLE BEAR INTERMEDIATE - LP Introdução ao Programa de Língua Portuguesa Português é a língua falada no Brasil e é, primeiramente, com ela que pensamos, falamos, brincamos, cantamos e escrevemos. É a

Leia mais

REUNIÃO DE CONDOMINIO: UMA (RE) INVENÇÃO À SAÚDE MENTAL

REUNIÃO DE CONDOMINIO: UMA (RE) INVENÇÃO À SAÚDE MENTAL REUNIÃO DE CONDOMINIO: UMA (RE) INVENÇÃO À SAÚDE MENTAL Bárbara Leite 1 Paula Filippom 2 Francilene Raimone 3 Stelamaris Gluck 4 O problema é procurar aquilo que sai da terra, isto é, o que acontece quando

Leia mais

PROCESSO DE INGRESSO NA UPE

PROCESSO DE INGRESSO NA UPE PROCESSO DE INGRESSO NA UPE SOCIOLOGIA 2º dia 1 SOCIOLOGIA VESTIBULAR 11. A Sociologia surgiu das reflexões que alguns pensadores fizeram acerca das transformações ocorridas na sociedade do seu tempo.

Leia mais

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes Árabes Componentes: Sabrina, Lucille,Giovana, M, Lucas C, João Vitor Z, Samuel. Disciplina: Estudos Sociais, Informática Educativa, Língua Portuguesa. Professores: Uiliam Michael, Cristiane Keller, Daniele

Leia mais

De ratos a Super-Homens : Nietzsche e o romance de Dyonélio Machado

De ratos a Super-Homens : Nietzsche e o romance de Dyonélio Machado FLORINDO PEIXOTO NETO De ratos a Super-Homens : Nietzsche e o romance de Dyonélio Machado Trabalho temático sobre o livro Os Ratos, de Dyonelio Machado, objetivando a conclusão do segundo semestre do curso

Leia mais

Roteiro. Espaço. Curso: Pedagogia Prof: Silvia Perrone. Espaços e processos pedagógicos da escola. Físico Sideral Político Arquitetônico

Roteiro. Espaço. Curso: Pedagogia Prof: Silvia Perrone. Espaços e processos pedagógicos da escola. Físico Sideral Político Arquitetônico Curso: Pedagogia Prof: Silvia Perrone Espaços e processos pedagógicos da escola Roteiro Pensando sobre conceitos de espaço O espaço escolar Reflexões sobre as concepções que permeiam a organização dos

Leia mais

ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE A PARTIR DO JOGO TRAVESSIA DO RIO. Palavras-chave: resolução de problemas; jogo; problematizações.

ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE A PARTIR DO JOGO TRAVESSIA DO RIO. Palavras-chave: resolução de problemas; jogo; problematizações. ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE A PARTIR DO JOGO TRAVESSIA DO RIO Cidinéia da Costa Luvison SME Bragança Paulista/SP; SEE - Morungaba/SP E-mail: cidineiadacosta.luvison@gmail.com Cleane Aparecida dos Santos

Leia mais

RESENHA DO LIVRO A COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO, DE JESÚS MARTÍN-BARBERO

RESENHA DO LIVRO A COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO, DE JESÚS MARTÍN-BARBERO RESENHA DO LIVRO A COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO, DE JESÚS MARTÍN-BARBERO Sannya Fernanda Nunes Rodrigues MARTÍN-BARBERO, J. A Comunicação na Educação. São Paulo: Contexto, 2014. 155 p. Palavras-chave: Comunicação.

Leia mais

COLÉGIO INTERNATO DOS CARVALHOS Equipa de Animação Pastoral

COLÉGIO INTERNATO DOS CARVALHOS Equipa de Animação Pastoral COLÉGIO INTERNATO DOS CARVALHOS Equipa de Animação Pastoral Advento 2014 (Campanha de Preparação para o Natal) A ALEGRIA E A BELEZA DE VIVER EM FAMÍLIA. O tempo do Advento, que devido ao calendário escolar

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM GEOGRAFIA: O USO DA CHARGE COMO INSTRUMENTO DE ANÁLISE PARA AS NECESSIDADES ATUAIS

EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM GEOGRAFIA: O USO DA CHARGE COMO INSTRUMENTO DE ANÁLISE PARA AS NECESSIDADES ATUAIS EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM GEOGRAFIA: O USO DA CHARGE COMO INSTRUMENTO DE ANÁLISE PARA AS NECESSIDADES ATUAIS Kaio Santos Diniz Graduado em Geografia pela Universidade Estadual da Paraiba, professor da disciplina

Leia mais

TUDO BEM SER DIFERENTE?!? A PRÁTICA CURRICULAR COMO ESPELHO DA CULTURA.

TUDO BEM SER DIFERENTE?!? A PRÁTICA CURRICULAR COMO ESPELHO DA CULTURA. Culturas e Conhecimentos Disciplinares Débora Barreiros TUDO BEM SER DIFERENTE?!? A PRÁTICA CURRICULAR COMO ESPELHO DA CULTURA. Numa sociedade em que o discurso sobre o respeito à diferença ganha cada

Leia mais

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1 Juliana Dionildo dos Santos 2 e Eliane Marquez da Fonseca Fernandes 3 Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

Leia mais

POLO ARTE NA ESCOLA: FORMAÇÃO CONTINUADA DE ENSINO DA ARTE PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA DE BANANEIRAS/PB

POLO ARTE NA ESCOLA: FORMAÇÃO CONTINUADA DE ENSINO DA ARTE PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA DE BANANEIRAS/PB POLO ARTE NA ESCOLA: FORMAÇÃO CONTINUADA DE ENSINO DA ARTE PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA DE BANANEIRAS/PB ANDRADE, Luciene de 1 BARBOSA,Jamylli da Costa 2 FERREIRA, Jalmira Linhares Damasceno 3 SANTOS,

Leia mais

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Silvana Laurenço Lima 1 Deise Nanci de Castro Mesquita 2 RESUMO: O objetivo desta comunicação é apresentar e discutir

Leia mais

ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA

ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA Rubens Prawucki (Centro Universitário - Católica de SC) 1- Iniciando as reflexões: O objetivo

Leia mais

Imagens da cidade de Manaus em A cidade ilhada, de Milton Hatoum e em A caligrafia de Deus, de Márcio Souza

Imagens da cidade de Manaus em A cidade ilhada, de Milton Hatoum e em A caligrafia de Deus, de Márcio Souza Imagens da cidade de Manaus em A cidade ilhada, de Milton Hatoum e em A caligrafia de Deus, de Márcio Souza Neire Márzia RINCON (PG/FL/UFG) neiremarzia@hotmail.com Marilúcia Mendes RAMOS (D/FL/UFG) profamariluciaramos@gmail.com

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

HÁBITOS NO HABITAR: UM ESTUDO SOBRE OS HÁBITOS DE MORAR EM DIFERENTES PERFIS HABITACIONAIS Alice de Almeida Barros, Maria Emília de Gusmão Couto

HÁBITOS NO HABITAR: UM ESTUDO SOBRE OS HÁBITOS DE MORAR EM DIFERENTES PERFIS HABITACIONAIS Alice de Almeida Barros, Maria Emília de Gusmão Couto HÁBITOS NO HABITAR: UM ESTUDO SOBRE OS HÁBITOS DE MORAR EM DIFERENTES PERFIS HABITACIONAIS Alice de Almeida Barros, Maria Emília de Gusmão Couto Mestranda Universidade Federal de Alagoas Faculdade de Arquitetura

Leia mais

a d o n i s Poemas Organização e tradução Michel Sleiman Apresentação Milton Hatoum

a d o n i s Poemas Organização e tradução Michel Sleiman Apresentação Milton Hatoum a d o n i s Poemas Organização e tradução Michel Sleiman Apresentação Milton Hatoum Copyright Adonis for the Arabic text Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que

Leia mais

6. Considerações Finais

6. Considerações Finais 6. Considerações Finais O estudo desenvolvido não permite nenhuma afirmação conclusiva sobre o significado da família para o enfrentamento da doença, a partir da fala das pessoas que têm HIV, pois nenhum

Leia mais

Apresentação. Práticas Pedagógicas Língua Portuguesa. Situação 4 HQ. Recomendada para 7a/8a ou EM. Tempo previsto: 4 aulas

Apresentação. Práticas Pedagógicas Língua Portuguesa. Situação 4 HQ. Recomendada para 7a/8a ou EM. Tempo previsto: 4 aulas Práticas Pedagógicas Língua Portuguesa Situação 4 HQ Recomendada para 7a/8a ou EM Tempo previsto: 4 aulas Elaboração: Equipe Técnica da CENP Apresentação Histórias em quadrinhos (HQ), mangás e tirinhas

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. Conheça: est.edu.br

O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. Conheça: est.edu.br O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. EXTENSÃO Conheça: est.edu.br PROGRAMA DE EXTENSÃO A Faculdades EST é vinculada à Rede Sinodal de Educação, identificada com a Igreja Evangélica de Confissão Luterana

Leia mais

Na sala de aula com as crianças

Na sala de aula com as crianças O CD Rubem Alves Novas Estórias, volume 3, abre novas janelas de oportunidade para quem gosta da literatura. Através do audiolivro podemos apreciar encantadoras histórias e deixar fluir a imaginação. Rubem

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

2 Público não é político. É o espaço coletivo, do cidadão.

2 Público não é político. É o espaço coletivo, do cidadão. A MÚSICA NA SOCIALIZAÇÃO DAS MENINAS DE SINHÁ GIL, Thais Nogueira UFMG thaisgil@terra.com.br GT: Movimentos Sociais e Educação / n.03 Agência Financiadora: CAPES O que acontece quando os sujeitos excluídos

Leia mais

TIPO DE AVALIAÇÃO: Lista de Exercícios - Recuperação

TIPO DE AVALIAÇÃO: Lista de Exercícios - Recuperação TIPO DE AVALIAÇÃO: Lista de Exercícios - Recuperação Nome: Nº 8º ano / Ensino Fundamental Turma: Disciplina(s): Português Data: Professor(a): Érica Beatriz Nota: Leia o texto de Clarice Lispector e veja

Leia mais

CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS

CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS Irmgard Birmoser de Matos Ferreira 1 Apresento aqui algumas reflexões sobre aspectos presentes na experiência do brincar que me parecem merecer

Leia mais

FOTOGRAFIA: Uma experiência entre arte e vida

FOTOGRAFIA: Uma experiência entre arte e vida FOTOGRAFIA: Uma experiência entre arte e vida Mariete Taschetto Uberti 1 Resumo: A proposição deste ensaio originou-se de um projeto desenvolvido junto a uma turma de 7º ano, de uma Escola Rural de Ensino

Leia mais

UM MINUTO PRA FALAR DO MUNDO Davina Marques Ludmila Alexandra dos Santos Sarraipa

UM MINUTO PRA FALAR DO MUNDO Davina Marques Ludmila Alexandra dos Santos Sarraipa CULTURAS E CONHECIMENTOS DISCIPLINARES ANO 3 EDIÇÃO 16 UM MINUTO PRA FALAR DO MUNDO Davina Marques Ludmila Alexandra dos Santos Sarraipa O sabiá Teco vai fugir da gaiola em busca de um lugar melhor para

Leia mais

A LEITURA E A ESCRITA NO COTIDIANO ESCOLAR: DESCOBERTAS, ENCANTOS E DESENCANTOS

A LEITURA E A ESCRITA NO COTIDIANO ESCOLAR: DESCOBERTAS, ENCANTOS E DESENCANTOS A LEITURA E A ESCRITA NO COTIDIANO ESCOLAR: DESCOBERTAS, ENCANTOS E DESENCANTOS Alessandra da Paixão de Jesus Santos Universidade do Estado da Bahia UNEB alessandrav70@hotmail.com Lucinea Costa de Jesus

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

A TRAJETÓRIA DA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO NA CONTEMPORANEIDADE: DILEMAS E INDEFINIÇÕES

A TRAJETÓRIA DA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO NA CONTEMPORANEIDADE: DILEMAS E INDEFINIÇÕES A TRAJETÓRIA DA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO NA CONTEMPORANEIDADE: DILEMAS E INDEFINIÇÕES Introdução Vilma Fernandes Neves Maria Auxiliadora Cavazotti Patrícia Andréia Fonseca de Carvalho Pitta Programa de Pós-Graduação

Leia mais

Anna Júlia Pessoni Gouvêa, aluna do 9º ano B

Anna Júlia Pessoni Gouvêa, aluna do 9º ano B DEPOIMENTOS A experiência que tive ao visitar o Centro Islâmico de Campinas foi diferente e única. É fascinante conhecer novas culturas e outras religiões, poder ver e falar com outro povo e sentir o que

Leia mais

AS TRÊS EXPERIÊNCIAS

AS TRÊS EXPERIÊNCIAS Nome: N.º: endereço: data: Telefone: E-mail: Colégio PARA QUEM CURSA O 8 Ọ ANO EM 2014 Disciplina: PoRTUGUÊs Prova: desafio nota: Texto para as questões de 1 a 7. AS TRÊS EXPERIÊNCIAS Há três coisas para

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais