Volatilidade cambial e commodities. Cenários para 2016

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1 Volatilidade cambial e commodities Cenários para 2016

2 jan-13 mar-13 mai-13 jul-13 set-13 nov-13 jan-14 mar-14 mai-14 jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15 set-15 nov-15 jan-16 mar-16 Trajetória do câmbio Histórico recente 4,25 Turbulências na China. Piora nas expectativas e aumento dos juros do Fed 3,75 Falta de articulação. Commodities em queda. Desaceleração China. 3,25 2,75 2,25 Real valorizado. Ciclo de alta das commodities Final do QE. China desacelera Desmonte QE. Desajuste Brasil Eleição Dilma. Deterioração fiscal e inflação. Commodities em queda. Com poucas notícias, mercado busca nível menor Calmaria política. Período de incerteza do Fomc. Chances maiores de impeachment. Melhora na BP. 1,75 Acomodação do Fed. PIB acima do esperado Cenário eleitoral Fonte: CMA.

3 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 ago-15 set-15 out-15 nov-15 dez-15 jan-16 fev-16 mar-16 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 ago-15 set-15 out-15 nov-15 dez-15 jan-16 fev-16 mar-16 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 ago-15 set-15 out-15 nov-15 dez-15 jan-16 fev-16 mar-16 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 ago-15 set-15 out-15 nov-15 dez-15 jan-16 fev-16 mar-16 Boletim Focus Reversão recente das perspectivas 8,0% 7,5% 7,0% 6,5% 6,0% 5,5% 5,0% IPCA (% 12 meses - Focus) 16,0% 15,0% 14,0% 13,0% 12,0% 11,0% Selic (% 12 meses - Focus) 3,0% 1,5% 0,0% -1,5% -3,0% -4,5% Taxa de crescimento (% - Focus) 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 Bal. Comercial (US$ bi - Focus) Fonte: Banco Central.

4 Cenários A encruzilhada do impeachment

5 Dilma vs. Temer Posicionamentos Política Monetária Neutra Sistema de metas de inflação com intervenções pontuais Política Fiscal Expansionista Ajuste gradual limitado por compromissos sociais Expectativas Deterioradas Manutenção do desajuste fiscal e inflação acima da meta Política Monetária Contracionista Sistema de metas de inflação com independência total Política Fiscal Contracionista Eliminação do déficit cavalo de pau Expectativas Otimistas Ajuste do setor público e estabilização da inflação

6 jan-13 mar-13 mai-13 jul-13 set-13 nov-13 jan-14 mar-14 mai-14 jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15 set-15 nov-15 jan-16 mar-16 Cenário 1 Temer assume a Presidência 4,25 3,75 3,25 2,75 2,25 1,75 R$3,10 Desafios: Construir base no congresso Cenário eleitoral dificulta alianças Centrão segue alvo da Lava Jato Reverter déficit fiscal PIB em queda afeta receitas Contração de gastos afeta governabilidade Legitimar o mandato Cúpula do PMDB é alvo de investigações Ausência de base popular Fonte: CMA.

7 jan-13 mar-13 mai-13 jul-13 set-13 nov-13 jan-14 mar-14 mai-14 jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15 set-15 nov-15 jan-16 mar-16 Cenário 2 Dilma sobrevive ao impeachment 4,25 R$4,20 3,75 3,25 2,75 2,25 1,75 Desafios: Aprovação do Governo Desemprego e corrupção levam a instabilidade social Ajuste fiscal afasta a base de movimentos sociais Recompor base no congresso Forte desgaste na articulação política Processo no TSE e Lava-Jato mantêm mandato em cheque Reversão econômica Persistência do déficit público Expectativas dos agentes mantém investimentos estagnados Fonte: CMA.

8 Açúcar Câmbio e mix produtivo

9 Preço da gasolina e seu impacto sobre o etanol Queda no dólar e no petróleo levou preço da gasolina vendida pela Petrobras a superar o custo de importação nos últimos seis meses, o prêmio médio nesse período foi de 23,7%. Cenário 1: Dólar a R$4,2 o preço da gasolina importada ficaria apenas 4% abaixo do doméstico, possibilitando manutenção do patamar atual. 1 2 Cenário 2: Com o dólar a R$3,1, a gasolina importada chegaria 40,1% mais barata estimulando redução do preço pelo Petrobras. Uma queda em R$0,23 na gasolina pode levar a uma queda de R$0,15 no preço do etanol Fonte: Platts, CMA, INTL FCStone.

10 Impacto do dólar sobre o mix Enquanto a maior parte do etanol brasileiro é vendido no mercado doméstico, o grosso do açúcar é exportado. Dessa forma, a queda do dólar tende reduzir a produção do adoçante, e vice-versa. Cenário-Base INTL FCStone: Dólar ~ R$3,6 Mix açúcar: 42,8% Exportações: 26,1 m ton. Tendência dos preços em R$: Ligeira alta Cenário 1: Dólar: R$4,2 Mix açúcar: 44,9% Exportações: 27,3 m ton. Tendência de preços em R$: Alta Cenário de stress: Dólar: R$3,1 e queda no preço da gasolina Mix açúcar: 41,8% Exportações: 25,5 m ton. Tendência dos preços: Forte queda Cenário 2: Dólar: R$3,1 Mix açúcar: 40,8% Exportações: 24,9 m ton. Tendência dos preços em R$: Queda

11 Impacto sobre o mercado internacional de açúcar A elevada participação dos produtores brasileiros na exportação global de açúcar leva a forte correlação entre os preços do açúcar e dólar/real. Preços do açúcar e Dólar (R$) 2012 a 2016 Saldo global de açúcar (out-set) Dólar R$4,2: Déficit: 5,6 mt Dólar R$3,1: Déficit: 8,2 mt Fonte: Thomson Reuters, CMA, INTL FCStone.

12 Milho Competitividade sob ameaça

13 Preço, frete e dólar Peso do frete Remuneração das exportações e ilusão dos estoques levaram a saída recorde do produto. Em 2016, os preços do milho continuaram subindo, mesmo com a queda do dólar, diante da disponibilidade restrita do cereal. Enquanto os preços em Sorriso chegaram a dobrar em relação ao ano passado, o aumento do frete foi de apenas 7,15%. Com isso, o peso do frete (que não é dolarizado) nos custos do cereal a ser exportado recuou consideravelmente. Fonte: Safras; CMA; Fretebrás.

14 Preço atual Sorriso/MT RS 33,00 Competitividade, dólar e preço Dólar Peso do frete R$ 4,10 Preço R$ 19,66 Dólar R$ 3,60 Preço R$ 15,07 Dólar R$ 3,10 Preço R$ 10,47 Os preços atuais do milho, em níveis recordes, tornam o produto pouco competitivo em relação aos EUA nas exportações para o Japão Com o dólar mais elevado, o milho do Centro-Oeste é rentável para o produtor e competitivo nas exportações. Com o dólar mais baixo, o peso do frete no custos de exportações restringe o mercado do cereal brasileiro. Fonte: USDA; Safras; CMA; Fretebrás.

15 Soja Evolução das exportações

16 Impactos do dólar Diferentes cenários para o mercado de soja Curto prazo Exportações de soja do Brasil em 2016 apesar do alto nível de comercialização da safra 2015/16, ainda resta uma parte importante, que poderá ser determinada pelo câmbio. Médio prazo A decisão de produção da safra 2016/17 também poderá ser afetada, uma vez que o câmbio influencia os custos e o preço de venda da soja.

17 Curto prazo: competitividade internacional Conjuntura atual e cenários prováveis Dólar a R$ 3,10 Dólar a R$ 3,60 Dólar a R$ 4,10 Soja brasileira fica ainda menos competitiva +R$ 84/t em relação à soja dos EUA Soja brasileira não está competitiva +R$ 34/t em relação à soja dos EUA Soja brasileira fica mais competitiva -R$ 15/t em relação à soja dos EUA

18 Curto prazo: competitividade internacional Cenário das exportações de soja em 2016 com dólar a R$ 3,10 Fonte: MDIC, INTL FCStone.

19 Curto prazo: competitividade internacional Cenário das exportações de soja em 2016 com dólar a R$ 4,10 18,5% entre mai e dez/16 Fonte: MDIC, INTL FCStone.

20 Perspectivas para a safra 2016/17 Cenários prováveis de área plantada para a soja (referência MT) Dólar a R$ 3,10 Dólar a R$ 3,60 Dólar a R$ 4,10 Custo de Produção R$ 53/saca R$ 58/saca R$ 63/saca Preço de Venda R$ 55/saca R$ 63/saca R$ 71/saca Margem R$ 2/saca R$ 5/saca R$ 8/saca Área Plantada 33,5 milhões ha 33,9 milhões ha 34,4 milhões ha

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