Trajetória Histórica da Enfermagem Brasileira Séc. XVI

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1 BACHARELADO EM ENFERMAGEM HISTÓRIA E TEORIAS DA ENFERMAGEM Prof. Eurípedes Gil de França Aula 8 A Enfermagem no Brasil Trajetória Histórica da Enfermagem Brasileira Séc. XVI

2 REFORMA PROTESTANTE

3 Martinho Lutero

4 RENASCIMENTO CULTURAL

5 Michelângelo

6 Leonardo da Vinci

7 Isaac Newton Cientista; Físico; Matemático; Astrônomo; Alquimista; Filósofo natural Teólogo.

8 Galileu Galilei Físico; Matemático; Astrônomo; Filósofo italiano.

9 E a Enfermagem... Começava ser vítima de um processo sociocultural que resultaria, mais tarde, em um decaimento moral (na Inglaterra) e desvalorização de suas práticas (Europa).

10 Invenções da época Bússola; Impressora; Mapas; Armamentos de guerra.

11 AS GRANDES NAVEGAÇÕES (1.500)

12 Desembarque da esquadra de Cabral em Porto Seguro BRASIL PRÉ-COLONIAL

13 Chegada dos Portugueses Pero Vaz de Caminha, escrivão da corte e da esquadra, relata ao rei D. Manuel I o que encontraram na nova terra. A Carta de Pero Vaz de Caminha é tida como a certidão de nascimento do Brasil.

14 Tribos Indígenas Figuras importantes nas tribos Cacique

15 Tribos Indígenas Figuras importantes nas tribos Cacique Pajé (Xamã ou feiticeiro)

16 Processo Saúde-doença dos índios Acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Utilizavam amuletos, abusavam de superstições e rituais. Utilizavam vastamente os recursos da flora. A arte de cuidar estava diretamente vinculada aos rituais místicos. A maioria das doenças era tratável.

17 Brasil COLÔNIAL Em uma nova expedição foi-nos enviada. Desta vez vieram para explorar. Trouxeram: exploradores portugueses, soldados de guerra, jesuítas, escravos africanos, estudiosos e escrivães.

18 Pe. José de Anchieta Relatou os costumes indígenas (1553)

19 Cartas Carta XLII de Anchieta Os índios no Brasil [possuem estilo de vida descansado. São cooperativos. No aspecto sexual] parecem que nunca têm ânimo de se obrigar, nem o marido a mulher, nem a mulher ao marido, quando se casam: e por isso a mulher nunca se agasta porque o marido tome outra ou outras, reste com elas muito ou pouco tempo (MOREAU. Os índios nas cartas de Nóbrega e Anchieta, 2003, p.104, acrescentado).

20 Cartas Carta do catequista Gabriel Soares de Sousa ( ): São os tupinambás tão luxuriosos que não há pecado de luxúria que não cometam; os quais sendo de muita pouca idade têm conta com mulheres [...] as mulheres de idade ensinam aos meninos a fazerem o que eles não sabem; [esses homens são] tão luxuriosos que poucas vezes tem respeito às irmãs e tias [...] dormem com elas pelos matos e alguns com suas próprias filhas.

21 Cartas Carta do catequista Gabriel Soares de Sousa ( ): São tão amigos da carne que não se contentam com o membro genital como a natureza o formou; mas há muitos que lhe costumam por o pelo de um bicho não peçonhento, que lho faz inchar... Os machos destes tupinambás não são [ciumentos]; e ainda que achem outrem com as mulheres, não matam ninguém por isso [...] E[as mulheres] que querem bem aos maridos [...] buscamlhe moças com que eles se desafadem, às quais lhes levam às redes onde dormem (MOREAU. Os índios nas cartas de Nóbrega e Anchieta, 2003, p.100).

22 Diante do quadro de promiscuidade, começou-se a miscigenação, em que os estrangeiros se davam em intimidade com os nativos.

23 Mas os nativos não eram imunes às doenças que os estrangeiros traziam consigo. Muitos desembarcavam repletos de doenças.

24 José de Anchieta relatou o quadro nosológico da época: Devido a falta de imunidade, somente em 1562, indígenas morreram em três meses.

25 Necessitar-se-ia cumprir a obra de catequização, mas também era necessário cuidar dos doentes, indígenas e estrangeiros.

26 SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA (1.543)

27 Santas Casas de Misericórdias Eram atendidos doentes que vinham dos navios e nas cidades, nas enfermarias em conventos e escolas clericais. A assistência prestada acabou desenvolvendo-se conforme as características da Enfermagem da época: Características medievais europeias; Empírica, ensinada por ordens religiosas; Puramente tecnicista; Características domésticas; Baseada em obras de caridade...

28 NO BRASIL, CONTUDO... REALIZADA POR HOMENS

29 Brasil Colonial Santa Casa de Misericórdia de Avaré, SP

30 Brasil Colonial Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, RJ

31 Brasil Colonial Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, RS

32 Brasil Colonial Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, GO

33 Brasil Colonial Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, MG

34 Brasil Colonial Santa Casa de Misericórdia de Recife, Hospital Santo Amaro, PE

35 E DESTA FORMA CONTINUARAM OS CUIDADOS EM SAÚDE ATÉ MEADOS DO SÉC. XIX

36 Brasil Imperial Quando novos governos se estabeleceram no Brasil, o país deixou de ser colônia para ser metrópole. A realeza residia agora no Brasil, a população crescia... Era necessária nova estrutura para os cuidados em saúde.

37 Datas importantes 1822 Primeira escola de parteiras Primeiras escolas de ensino médico Criou-se o Hospital de Alienados Dom Pedro II Chegada das irmãs de caridade ao Brasil : Guerra do Paraguai: Atuação de Anna Nery.

38 ESCOLA PROFISSIONAL DE ENFERMEIROS E ENFERMEIRAS (1.543)

39 ESCOLA DE ENFERMAGEM ALFREDO PINTO - UFRJ HOJE

40 MODELO DE ENSINO DA EPEE (FRANCÊS) VS ESTADUNIDENSE (NIGHTINGALIANO)

41 EUA Treinamento da enfermeira é tão importante quanto a de outro profissional da saúde Escolas foram vinculadas às universidades Coordenação e ensino nas mãos de enfermeiras Nightingale Mulheres escolhidas conforme aptidão para a Enfermagem Curso com três anos de duração, exigência de secundário completo, práticas obrigatórias nos diversos serviços hospitalares BRASIL As enfermeiras seriam profissionais capacitadas para a resolução de problemas de saúde, sob ordens médicas Escola possuiria estreita ligação com o hospital e sob custeio do Estado Ensino gerenciado por médicos e ensinado por médicos e enfermeiras francesas Dada a urgência, muitas mulheres foras escolhidas casualmente Dois anos de curso, formação voltada preferencialmente para cuidar dos alienados, noções básicas de anatomia, fisiologia, medicamentos, higiene e administração

42 ESPECIALIDADES EM ENFERMAGEM VER ANEXO RES. COFEN 389/2011

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