Promoção de escolhas alimentares saudáveis

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1 Promoção de escolhas alimentares saudáveis recente em ambiente para o setor universitário da restauração Menus. Dietas e obesidade. uma problemálca IX Ciclo de Conferências de Química Universidade de Aveiro 26 de Maio de Nutricionista Nutricionista Faculdade de Ciências Faculdade Nutrição e Alimentação de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Universidade do Porto Escola de Hotelaria e Turismo de Lamego - 28 de março de 2012

2 CONTEXTUALIZAÇÃO Evolução da despesa média anual dos agregados familiares com os bens alimentares tem vindo a sofrer uma diminuição 1989/ ,5% 2010/ ,3% A despesa anual média dos agregados familiares no que se refere aos gastos com hotéis, restaurantes, cafés e similares 2000 para o ano 2005/2006 um aumento de 1,3% 2006 para o ano 2010/2011 uma recessão de 0,5%. (INE, 2011)

3 CONTEXTUALIZAÇÃO Tabela 2 Estrutura da despesa anual média por divisões da COICOP, Portugal, 1989/ / / / / /2011 Pº Despesa anual média por agregado Alimentos e bebidas não alcoólicas 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 29,5 21,0 18, ,3 Hotéis, restaurantes, cafés e similares 9,9 9,1 9,5 10,8 10,3 Fonte: Inquérito aos Orçamentos Familiares (1989/90, 1994/95 e 2000) e Inquérito às despesas das famílias, 2005/ 2006 e 2010/2011. Pº- valores provisórios

4 Nas úlkmas décadas, o aumento do consumo alimentar fora de casa foi notório a nível mundial, estando associado a um padrão alimentar menos adequado. Alimentos/refeições elevada densidade energékca, elevado teor de gordura, açúcar e sal, baixo teor de ferro, cálcio e fibra e menor consumo de hortofrutcolas.

5 ADOÇÃO DE UM PADRÃO ALIMENTAR OCIDENTAL Consumo excessivo de energia, gorduras ricas em ácidos gordos saturados e colesterol, açúcares simples, carne, produtos lácteos, produtos pré- confecionados, bolos e biscoitos e bebidas alcoólicas. Diminuição da ingestão de alimentos ricos em hidratos de carbono complexos e de hortofrutcolas. Estas alterações têm Kdo um impacto significakvo na saúde das populações, nomeadamente na epidemia da obesidade e no desenvolvimento de doenças crónicas.

6 Obesidade no Mundo

7 Obesidade InfanKl em Portugal º País na Europa com maior taxa de Obesidade Infantil 36 31, % Itália Portugal Grécia Espanha Alemanha C.PADEZ et al,2004.prevalence of Overweight and Obesity in 7-9 Year Old Portuguese Children: Trend in Body Mass Index from American Journal of Human Biology 16:

8 ADOÇÃO DE UM PADRÃO ALIMENTAR OCIDENTAL Obesidade impôs- se como um dos maiores problemas de saúde pública. Europa: a prevalência do excesso de peso e da obesidade no adulto 32,0 e 79,0% nos homens e 28,0 e 78,0% nas mulheres. Portugal: 31,5% crianças (7-10 anos) 54,0% dos homens 46,0% das mulheres. Segundo a Plataforma Portuguesa contra a Obesidade, os custos diretos da obesidade correspondem a 3,5% das despesas totais da saúde, não contabilizando os indiretos, que juntos deverão duplicar este valor.

9 Vários estudos sugerem que o consumo fora de casa está associado a uma maior inadequação nutricional da alimentação. As refeições consumidas fora de casa contêm um maior valor energékco, elevadas quankdades de gordura, nomeadamente gordura saturada, elevados teores de sal e baixa quankdade de fibra, cálcio e ferro. A elevada densidade energékca das refeições servidas nos restaurantes, associada ao elevado tamanho das porções, contribui para um balanço energékco posikvo e consequentemente para a epidemia da obesidade.

10 Adultos e crianças em idade escolar têm um consumo alimentar excessivo quando o tamanho das porções é maior; A elevada densidade energékca associada ao grande tamanho das porções contribuem para o aumento da ingestão alimentar. Nos indivíduos que apresentam um maior consumo fora de casa nota- se um menor consumo de hortcolas e de fruta. maior consumo de doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

11 Os restaurantes, usualmente, oferecem uma grande variedade de alimentos de elevada palatabilidade, o que pode contribuir para o consumo alimentar excessivo. O consumo alimentar em restaurantes está associado à ingestão energékca e de gordura bem como à percentagem de gordura corporal nas mulheres, e ao Índice de Massa Corporal em adultos (USA, McCrory et al) O consumo fora de casa contribui para um maior consumo de gorduras do que proteína e hidratos de carbono, em mulheres. (Europa, Orfanos et al). No sul da Europa, o consumo fora de casa para ambos os géneros, parece contribuir para um maior consumo de açúcar e um menor consumo de fibra, cálcio e vitamina C.

12 Vários são os estudos a nível mundial que suportam a associação entre o consumo alimentar fora de casa e um consumo alimentar de risco para o desenvolvimento da obesidade. Apesar de não exiskr evidência cientfica que suporte esta mesma associação, acredita- se que Portugal segue as tendências do resto da Europa.

13 A prevalência alarmante da obesidade na população portuguesa requer intervenções com vista à promoção e manutenção de hábitos alimentares saudáveis. Considerando que o consumo alimentar fora de casa passou a fazer parte da vida moderna, o setor alimentar passou a ter um papel central na promoção de uma alimentação saudável.

14 Na Estratégia Global da OMS para a alimentação, akvidade jsica e saúde, no Segundo Plano de Ação Europeu em políkcas de alimentação e nutrição e na Plataforma Europeia de Ação para a Alimentação, AKvidade Física e Saúde, está patente a responsabilidade que os operadores económicos do setor alimentar devem assumir na promoção de esklos de vida saudáveis.

15 O Livro Branco sobre uma estratégia para a Europa em matéria de problemas de saúde ligados à nutrição, ao excesso de peso e à obesidade também dá ênfase ao papel do setor alimentar na promoção de esklos de vida saudáveis: papel importante a desempenhar no desenvolvimento da escolha saudável para os consumidores e em responsabilizá- los para que tomem decisões sobre esklos de vida saudáveis; as suas ações nesta área podem complementar as políkcas do governo e as iniciakvas legislakvas a nível europeu e nacional. A Plataforma contra a Obesidade também considera o setor alimentar com um importante stakeholder nas suas estratégias de intervenção.

16 A Federação Europeia de Contrato de Organizações de Catering (FERCO) contrata empresas de catering para trabalhar a nível Europeu na promoção de esklos de vida saudáveis. As empresas de catering têm a responsabilidade de fornecer um modelo de equilíbrio nutricional, especialmente no que diz respeito aos grupos mais vulneráveis, como jovens, crianças, idosos e pacientes hospitalizados. É de salientar que as grandes distâncias entre a habitação e o local de trabalho ou estudo, horários dijceis e as pressões de tempo são, muitas vezes, obstáculos para a prákca de uma alimentação saudável. Ultrapassar estes obstáculos torna- se um grande desafio.

17 A FERCO pretende saksfazer as necessidades dos consumidores através da oferta de alimentos saudáveis e seguros para os Europeus, quer em ambiente empresarial, educacional ou de saúde. ParKcipa akvamente com a Plataforma de Ação da União Europeia sobre dieta, akvidades e saúde na promoção quer de uma alimentação saudável, quer da akvidade jsica. Compete à FERCO descrever as políkcas que podem ser desenvolvidas pelos europeus e/ou autoridades nacionais de modo a apoiar ou coordenar medidas nacionais existentes para redução dos níveis de obesidade. Contribui juntamente com o Livro Verde para a Promoção de regimes alimentares saudáveis e da akvidade jsica: uma dimensão Europeia para prevenção de excesso de peso, obesidade e doenças crónicas.

18 Uma alimentação saudável requer uma ingestão de alimentos equilibrada, adequada às necessidades energékcas individuais e uma correta reparkção da energia ao longo do dia. Um esklo de vida saudável pressupõe a prákca de akvidade jsica regular e a adoção de uma alimentação equilibrada, completa e variada. As orientações para um esllo de vida saudável sugerem a realização de pelo menos 30 minutos de akvidade jsica diariamente, a ingestão de uma ampla variedade de frutas e hortcolas e a diminuição da quankdade de gordura, açúcar, sal e álcool ingerida. J Amer Diet Assoc (2010)

19 A expansão abrupta deste novo Kpo de serviço associado às crescentes exigências legislakvas relakvas à higiene e segurança alimentar impõem que este Kpo de empresas disponha de pessoal técnico habilitado para a gestão e controlo do serviço prestado. Como consequência surgiram no mercado português um grande número de empresas de alimentação colekva com o intuito de dar resposta a este novo requisito de mercado. Os empregadores neste setor devem repensar conknuamente as suas prákcas de emprego, bem como os programas de formação parkcularmente na área de higiene e segurança. (Arduser and Brown, 2004).

20 ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO Bases de dados nutricionais, Redução do tamanho das porções; Vários tamanhos das porções/ preços diferenciados, Sensibilização para diminuição do desperdício, RotaKvidade de menus, Formação do staff, Controlo de qualidade, são algumas das áreas que os serviços de catering estão a tornar mais eficientes graças a soluções web.

21 Serão necessárias estratégias que permitam atuar junto dos consumidores / clientes no senkdo de diminuir a ingestão proteica e simultaneamente a quankdade de gordura uklizada na confeção dos alimentos e aumentar o fornecimento das fontes glicídicas viabilizando a efekvação destas alterações no senkdo da aproximação às capitações ideais contribuindo para a promoção de bons hábitos alimentares da população

22 Ações junto dos consumidores sobre prákcas de alimentação saudável Cursos de culinária saudável Rotulagem alimentar MarkeKng nutricional Promover a akvidade jsica Valorização nutricional das ementas servidas Segurança alimentar e nutricional

23 Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto SPARE Cursos de culinária saudável, culinária vegetariana, gastronomia molecular Educação contnua Projetos e sessões de sensibilização Protocolos/ parcerias com autarquias, industria alimentar, escolas Associação Portuguesa de Nutricionistas e books comissão da especialidade de ACH workshops cursos de formação DGS/ Plataforma contra a Obesidade Newsle0er Projetos (RFE, Sal, 100%, Movimento Hiper saudável, Regresso às aulas com energia) Ministério da Educação Circular 14 Referencial

24 Obrigada pela vossa atenção

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