Cabeamento Estruturado. Prof. Marciano dos Santos Dionizio

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1 Cabeamento Estruturado Prof. Marciano dos Santos Dionizio

2 Norma ANSI/EIA/TIA 568B Divide um sistema de cabeamento em subsistemas: 1. Facilidades de Entrada (pela NBR14565: Sala de Entrada de Telecomunicações SET) 2. Sala de Equipamentos (ABNT - SEQ) 3. Cabeamento Vertical ou Backbone (NBR 14565: Cabeamento Primário) 4. Sala de Telecomunicações (NBR 14565:AT- Armário de Telecomunicações) 5. Cabeamento Horizontal (NBR 14565: Cabeamento Secundário) 6. Área de Trabalho (NBR 14565: ATR)

3 NBR e ANSI/TIA/EIA 568 NBR ANSI/TIA/EIA Área de trabalho ( ATR ) Work Area ( WA ) 2 Cabeamento Horizontal ou secundário 3 Salas ou armários de Telecomunicações (AT) Horizontal Cabling ( HC ) Telecomunications Closets (TCs) ou Telecomunications Room ( TRs) 4 Cabeamento vertical ou primário Cabeamento tronco ou Backbone 5 Sala de equipamentos (SEQ ) Equipament Room ( ER) 6 Entrada da edificação ou Sala de entrada de telecomunicações (SET) Entrance Facilities ( EF )

4 01- Entrada de Telecomunicações Interface entre a cabeamento externo e o cabeamento intraedifício. Também conhecida por ser o local que abriga o DG ( Distribuidor Geral ) e reúne os cabos que vem da parte externa do prédio e das concessionárias de Telecomunicações

5 01- Entrada de Telecomunicações 5

6 2- Sala de Equipamentos Sala onde ficam os equipamentos de telecomunicações: PABX, Modens, swithcs core, roteadores, servidores. Também conhecida como Sala Técnica Ponto em que se faz a transição dos cabos de entrada para o cabeamento primário.

7 2- Sala de Equipamentos Recomendações: Evitar locais restritos a expansão e que possam comprometer o crescimento da rede Manter ambiente com temperatura controlada Utilizar dispositivos de proteção e aterramento Observar distanciamento de fontes de EMI (No Breacks > 80kva devem ficar em outra sala) Piso anti-estático e de fácil limpeza Definir políticas de segurança e manter acesso restrito a sala

8 2- Sala de Equipamentos Considerar instalações físicas, tais como infiltração, inundação

9 2- Sala de Equipamentos Para seu dimensionamento multiplica-se o número de áreas de trabalho por 0,07m2, sendo que para locais com menos de 100 áreas de trabalho, considera-se o tamanho de 14m2. 9

10 3 -Cabeamento Backbone/Vertical Cabeamento Vertical Conjunto de cabos que faz a conexão entre os vários pontos de administração ou sala de telecomunicações dos andares até a sala de equipamentos Em função do crescimento das redes e da velocidade de comunicação, recomenda-se especificar o Cabeamento Vertical com no mínimo o dobro da capacidade da planta atual instalada, sempre que possível com fibra óptica.

11 3 -Cabeamento Backbone/Vertical Os cabos homologados na norma EIA/TIA 568A Cabo coaxial (500 metros) Cabo UTP de 100 Ohms: 800 metros para voz (20 a 300 Mhz); 90 metros para dados. Fibra óptica multímodo de 62,5/125 m: metros para dados.. Fibra óptica monomodo de 9/125 m: metros para dados.

12 Topologia em Estrela Hierárquica Sala de Equipamentos Core Router

13 3 -Cabeamento Backbone/Vertical Utiliza patch panel, blocos 110 e distribuidores ópticos de acordo com os tipos de cabos a serem dimensionados. : A utilização de blocos 110 permite o gerenciamento do cabeamento par-apar. desta forma, aplicações que não utilizem os 4 pares do cabo são favorecidas.

14 Diagrama Unifilar O diagrama unifilar consiste em apresentar esquematicamente os meios físicos e os cabos que partem do Distribuidor Geral ou da Sala de Equipamento e atingem os Armário de Telecomunicação no pavimento. As extremidades destes cabos devem ser conectadas em blocos ou painéis de conexão, localizados nos Armário de Telecomunicação e Distribuidor Geral. Cada pavimento pode ser conectado aos de cima e aos de baixo através de cabos, de acordo com a demanda desejada. Devem ser representados todos os cabos que partem dos Armário de Telecomunicação, até a Área de Trabalho. 14

15 Diagrama unifilar tipo 15

16 Diagrama unifilar tipo 2 16

17 4 Sala ou Armário de Telecomunicações Ponto onde estão localizados os equipamentos ativos intermediários do sistema. Local onde se encontram os painéis de distribuição e interconexões com o cabeamento horizontal. Pode ser uma sala ou simplesmente um quadro ou armário. Distinta da sala de equipamentos devido à natureza ou complexidade dos equipamentos que elas contém. Qualquer uma ou todas as funções de um Armário de Telecomunicações podem ser atendidas por uma Sala de Equipamentos.

18 4 Sala ou Armário de Telecomunicações Dimensionamento: 1 por andar ate 1000m2 Armários adicionais deverão ser fornecidos caso: A área do andar a ser servido exceder 1000 m2 A distância da subsistema horizontal à ATR exceder 90 m. Aterramento, controle de temperatura, piso anti-estático, Racks fechados, se for instalada em áreas de uso comum e fluxo de pessoas

19 4 Sala ou Armário de Telecomunicações Dimensionamento da sala de telecomunicações 19

20 4 Sala ou Armário de Telecomunicações Como principais características propostas por norma para o Armário de Telecomunicações (Telecommunication Room), temos: AT não deverá ser suportado por teto falso, pois este pode dificultar o acesso e a distribuição do cabeamento horizontal; Tamanho mínimo da porta deverá ter 900mm de largura por 2.000mm de altura e sua abertura voltada para fora do Sala de Telecomunicação; 20

21 4 Sala ou Armário de Telecomunicações Recomendações para sala de telecomunicações Ao projetar a sala de telecomunicações deve-se observar algumas características principais, para que ela possa atender as suas funções: a)a altura mínima da sala deverá ser de 2,6 m b) Recomenda-se utilizar a codificação padrão de cores dos dispositivos de conectividade ( tabela a seguir) c) Para permitir o máximo de flexibilidade não devese utilizar rebaixamentos de teto 21

22 4 Sala ou Armário de Telecomunicações Cores para terminações

23 4 Sala ou Armário de Telecomunicações Recomendações para Sala ou armário de telecomunicações 23

24 4 Sala ou Armário de Telecomunicações Deve ser deixado um espaço de 1,2 m do rack tanto para frente como para trás. 24

25 5- Cabeamento Horizontal/Secundário Conjunto de cabos, construídos normalmente no teto ou piso, que faz a conexão entre a Área de Trabalho e a sala de Telecomunicações. Topologia física em estrela Por recomendação da norma, cada ponto de Telecomunicações deve ser ligado no Path Panel do respectivo local onde se encontra.

26 5- Cabeamento Horizontal/Secundário Não deverão em qualquer hipótese existir emendas nos cabos. Os cabos devem terminar em painéis e conectores de mesma categoria A norma recomenda não utilizar path cords com crimpagem manual. Utilizar somente Path Cords injetados (conexão realizada de fábrica)

27 5- Cabeamento Horizontal/Secundário Existem 2 esquemas reconhecidos para conexão do cabeamento horizontal: Conexões cruzadas Interconexões. 27

28 5- Cabeamento Horizontal/Secundário 28

29 5- Cabeamento Horizontal/Secundário Conexões cruzadas ( Cross-connections ) : os cabos vindos das tomadas de telecomunicações e dos equipamentos ativos, são ligados a dispositivos de conexão diferentes, sendo necessário a utilização de cordões de manobra para fazer a sua interligação. Isto pode ser motivado pelo uso de espelhamento do ativos ou para integrar equipamentos que não possuem portas baseadas em conectores reconhecidos pelas normas Switch Path Pannel ou Bloco

30 5- Cabeamento Horizontal/Secundário 90 metros Área de Trabalho 5 metros Para possibilitar manutenção do ponto, deve-se deixar na tomada fêmea uma folga mínima de 30 cm no caso de cabo UTP e 1 metro quando for utilizado fibra optica Switch 5 metros Na conexáo com o Path Panel, deve-se deixar uma folga mínima de 3 m no caso de cabo UTP e 7 metros quando for utilizado fibra optica

31 Meios físicos reconhecidos Cabos STP são reconhecidos mas já existe uma orientação para se utilizar F.O em redes novas 31

32 Classificação dos cabos quanto a Flamabilidade CMR (Cabos Riser- comunicação vertical) - O CMR é testado por suas características de resistência ao fogo em uma posição vertical(shafts) sem fluxo de ar forçado. Normalmente, os cabos CMR têm uma cobertura externa de PVC CMP- Cabos plenum - Projetado para operar em instalações com fluxo de ar forçado. Demonstra uma propagação limitada do fogo e uma baixa produção de fumaça. Em geral, o cabo pleno contém uma cobertura especial, como Teflon. CMG (Cabos de uso Geral) Com pouca proteção contra incêndios. Deve atender testes da norma UL 1685

33 Simbologia

34 Simbologia

35 6- Área de Trabalho Local onde o usuário interage com a rede Compreende conectores, tomadas, adaptadores, plugs e pontos de saída no local de trabalho do usuário que possibilitam a conexão entre os micros ou telefones á rede. Deve-se ter no mínimo 2 tomadas de telecomunicação / 10 m2

36 6- Área de Trabalho Porem, estas adaptações não são recomendadas pelas normas.

37 Pontos na Área de Trabalho e Cabeamento Horizontal A cada dois pontos na área de trabalho, no mínimo 1 deve ser para cabos do tipo UTP. Logo, no cabeamento horizontal pode-se usar cabos UTP, STP ou fibra, desde que respeitada a regra acima.

38 Tomadas de telecomunicações Terminações dos cabos na área de trabalho 38

39

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