Art. 564, I - Por incompetência, suspeição ou suborno do juiz; O inciso também fala em SUBORNO como causa de nulidade.

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1 1 DIREITO PROCESSUAL PENAL DIREITO PROCESSUAL PENAL PONTO 1: Artigo 564, cpp 1. Art. 564, cpp: Art. 564, I - Por incompetência, suspeição ou suborno do juiz; Esse inciso só menciona a SUSPEIÇÃO, que tem previsão no artigo do cpp, mas silencia quanto o Impedimento, que tem previsão no artigo do cpp. A suspeição do magistrado a doutrina majoritária diz que se trata de nulidade absoluta. São considerados absolutamente nulos os atos praticados a partir do momento que ocorrer uma causa que torne suspeito o juiz. No que diz respeito a suspeição dos jurados, se trata de nulidade relativa, assim entendido em vários acórdãos. Sua suspeição deve ser argüida em tempo oportuno sob pena de preclusão. No que tange o IMPEDIMENTO, a doutrina majoritária diz que o juiz impedido de atuar no processo, seus atos praticados constituem os chamados atos inexistentes (vício mais grave que a nulidade), não ingressando no plano da existência jurídica sequer para verificar sua validade. Vicente Greco Filho diz se tratar de uma nulidade absoluta. OBs.: A doutrina diz que se Juiz estiver em férias, estará privado de exercer jurisdição, impedido de atuar e, ato praticado por ele seria inexistente. Mas há decisão no sentido de que não há nulidade no ato praticado por juiz que estiver em férias o precedente não se trata de sentença proferida por juiz em férias e sim realização de audiência. O inciso também fala em SUBORNO como causa de nulidade. Art. 564, II - por ilegitimidade de parte; Esse inciso remete à 2 situações: 1 Art O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes: I - se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles; II - se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, estiver respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia; III - se ele, seu cônjuge, ou parente, consangüíneo, ou afim, até o terceiro grau, inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes; IV - se tiver aconselhado qualquer das partes; V - se for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes; Vl - se for sócio, acionista ou administrador de sociedade interessada no processo. 2 Art O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que: I - tiver funcionado seu cônjuge ou parente, consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, como defensor ou advogado, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxiliar da justiça ou perito; II - ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha; III - tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão; IV - ele próprio ou seu cônjuge ou parente, consangüíneo ou afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito.

2 - Ilegitimidade ad causam que é uma das condições da ação (possibilidade jurídica do pedido; legitimidade; interesse e justa causa) cuja na sua falta gera nulidade absoluta de todo o processo. Essa ilegitimidade poderá ser tanto no pólo ativo como no passivo. - Ilegitimidade ad processum, que é pressuposto processual a ser estudado quando visto o artigo do cpp. Art. 564, III - por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: a) a denúncia ou a queixa e a representação e, nos processos de contravenções penais, a portaria ou o auto de prisão em flagrante; A parte riscada não tem mais validade. A partir da constituição de 1988, a DENÚNCIA ou QUEIXA são peças imprescindíveis para existência de um processo válido, uma vez que estas são as iniciais acusatórias. A omissão acerca de dados essenciais da denúncia ou na queixa, poderá resultar em nulidade absoluta no processo se impossibilitar o réu de exercer sua ampla defesa; entretanto, será mera irregularidade se a omissão não causar esse prejuízo. Conforme o Art , as omissões de dados secundários poderão ser supridas a todo tempo, ates da sentença final, o que não inviabiliza o acusado de exercer a ampla defesa. E, se não forem supridos, não causará nulidade, já que não impede a ampla defesa. Exemplo de omissão de dado essencial numa denúncia: num crime culposo, não explicitar nos fatos em que consistiu a negligência, imprudência ou imperícia, impedindo o acusado de se defender. A chamada denúncia genérica tem sido permitida pela jurisprudência nos crimes societários. Porém deve-se cuidar para que não haja uma responsabilização objetiva, que pode anular todo o processo. Nesses crimes societários não é necessário detalhar as condutas, mas é de grande importância haver indicativo de contribuição (dolosa ou não) do agente. b) o exame do corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, ressalvado o disposto no Art. 167; O artigo 167 diz que quando não for possível fazer o exame do corpo de delito direto porque os vestígios desapareceram, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta. A prova testemunhal tem sentido amplo, o que abrange, inclusive, o depoimento da vítima, que não é testemunha. Na pratica, quando não tem o auto do exame do corpo de delito, não haverá nulidade do processo e sim a absolvição (pela falta de prova da materialidade), ou será afastada uma qualificadora. Nos crimes não transeuntes (aqueles que deixam vestígios materiais) é necessário o auto do exame do corpo de delito que pode ser direito ou indireto. Será direto quando o perito está diretamente tendo contato com o vestígio deixado pela pratica do crime; e será indireto quando o perito não tem contato com vestígio. Não será feito esse exame de corpo de delito direito quando não for possível fazer a perícia, se utilizando o artigo 167(a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta). 2 3 Art A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser a todo tempo sanada, mediante ratificação dos atos processuais. 4 Art As omissões da denúncia ou da queixa, da representação, ou, nos processos das contravenções penais, da portaria ou do auto de prisão em flagrante, poderão ser supridas a todo o tempo, antes da sentença final.

3 Há câmaras criminais que distinguem perícia de exame. Perícia seria a constatação que dependa de conhecimentos técnicos, específicos ex.: auto de necropsia para saber a causa mortis deve ser feito por médico. Exame dispensa conhecimento técnico, seria mera constatação, podendo ser feita por pessoa sem curso superior. Diferente do que dita a lei. O STF exige curso superior tanto para realização de perícia como para mera constatação, assim como a lei. Entretanto, numa decisão da 2ª Turma, Min. Rel. Ellen Gracie, julgado em 2009: auto de exame de corpo de delito, especificamente auto que atesta a eficácia de arma e fogo feita por policiais que tem conhecimento técnico decorrente da própria profissão, não é nulo, ainda que não tenha curso superior. O STJ em 2010, numa decisão da 5ª Turma se deu no mesmo sentido. c) a nomeação de defensor ao réu presente, que o não tiver, ou ao ausente, e de curador ao menor de 21 anos; Defensor ou réu presente em obediência ao princípio do contraditório, ampla defesa e devido processo legal é indispensável a presença de um defensor. O gênero ampla defesa abrange a defesa técnica e a auto defesa. A auto defesa é renunciável (pode o réu, ser revel, por exemplo); já a defesa técnica é irrenunciável art. 563 e 566. A lei 10743/03 alterou varias disposições no CPP inclusive sobre o interrogatório judicial que passou a ter o contraditório (antes dessa lei, o ato de interrogatório judicial não tinha contraditório e só o juiz fazia perguntas, a presença do defensor e MP seria uma espécie de fiscalização). Atualmente, na pratica, o juiz interroga o réu e ao final dá a palavra ao MP e a Defesa; portanto, indispensável a presença do defensor após Se o defensor constituído do réu não comparecer, será nomeado um defensor dativo, pois sem um defensor não se realiza o ato sob pena de nulidade absoluta. Se num mesmo processo há dois réus com dois defensores distintos, no interrogatório enquanto um dos réus for ouvido o outro não poderá estar presente, mas seu defensor sim. Vem sendo debatido se este defensor poderá fazer reperguntas ao réu que está sendo interrogado. A 5ª turma do STJ entende que não, pois só poderia fazer pergunta ao réu que está defendendo; diferentemente, a 1ª turma do STF entendeu que há nulidade quando o defensor do co-réu é impedido de fazer perguntas ao co-réu que não é seu cliente. É direito de o acusado falar com seu defensor antes do interrogatório, e o STJ já entendeu que a entrevista feita entre defensor e acusado na presença da escolta quando o réu é perigoso, gera no máximo gera uma nulidade relativa que precisa ser argüida em momento oportuno (pedido para constar em ata) sob pena de preclusão e deve ficar demonstrado efetivo prejuízo. Há precedente do Supremo que diz que, quando o acusado que na fase policial constituiu defensor (no caso de flagrante ou não), quando chegar na fase judicial o juiz, antes de nomearlhe um defensor dativo, deve determinar a intimação do advogado anteriormente constituído sob pena de nulidade absoluta. A parte final dessa alínea, Curador ao menos de 21 anos, não tem mais aplicação assim como a sumula 352 do supremo. O artigo 194 foi revogado. d) a intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos da intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação pública; Toda vez que numa ação penal publica não tiver intervenção do MP em todos os termos, haverá nulidade. 3

4 A parte final dessa alínea trata da ação penal privada subsidiária da pública, cuja natureza é pública. Tourinho Filho e Eráclito entendem que é causa de nulidade absoluta a não intervenção do MP em todos os termos do processo da ação penal pública (a jurisprudência não entende dessa forma). E embora a lei não fale nada, há parte da doutrina que entende que se essa falta de intervenção na ação penal privada será nulidade relativa. Há muitos julgados entendo que a falta de atuação do MP em atos da ação pública não gera nem nulidade relativa, se não houver prejuízo. Porém, conforme mandamento legal, o MP intimado que não comparecer no pleno do Júri e não justificar sua ausência, o magistrado não realizará os trabalhos e oficiará o procurador geral para que tome as devidas providenciar, marcando o julgamento para outro dia. No caso dos debates orais em audiência, o MP que intimado não comparecer na audiência de instrução e julgamento, ou não justificar sua ausência, o juiz pode abrir os debates (ou invés de substituir por memoriais) ouvir só a defesa e sentenciará, o que não vem sendo anulado pelo Tribunal (TJRS) art , cpp -, pois o juiz ao fazer a instrução conhece todo o processo conhece toda a prova judicializada e presume-se que também conhece a prova não judicializada. Podendo condenar o réu ou não, neste último caso, não há impedimento para que o MP recorra. e) a citação do réu para ver-se processar, o seu interrogatório, quando presente, e os prazos concedidos à acusação e à defesa; Citação por hora certa art. 362, cpp - Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa, na forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de Código de Processo Civil. Art Feita a citação com hora certa, o escrivão enviará ao réu carta, telegrama ou radiograma, dando-lhe de tudo ciência. A ausência do envio dessa carta ou telegrama gera nulidade, mas não há necessidade de ser provado que o réu recebeu efetivamente, bastando a prova de sua expedição. O pressuposto de validade da citação por hora certa é o indicativo de que o réu esteja se ocultando para não ser citado, caso contrário será considerada absolutamente nula. Se o réu não for encontrado para ser citado pessoalmente, e não constitui advogado, será citado por edital e, se ainda assim não comparecer, haverá suspensão do processo e o curso do prazo prescricional - art do cpp. A citação por hora certa (mesmo ficta), quando se perfectibiliza, haverá seguimento do processo (não se fala em suspensão processual), sendo nomeado defensor, haverá audiência e seguirá o processo. Súmula do STJ diz que é desnecessária intimação da defesa a cerca da carta precatória pelo juízo deprecado quando o juiz deprecante expede uma precatória para ouvir testemunha, as partes precisam ser intimadas (da expedição), e quando o juízo deprecado receber a precatória e marcar a audiência, comunicará somente ao juízo deprecante que não 5 Art Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse. 6 Art Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art Sumula 273, STJ. Intimação da Defesa - Expedição da Carta Precatória - Intimação da Data da Audiência - Intimada a defesa da expedição da carta precatória, torna-se desnecessária intimação da data da audiência no juízo deprecado. 4

5 precisa intimar as partes, não sendo caso de nulidade. Cabe as partes (MP e defensor do acusado) acompanhar no juízo deprecado o dia da realização do ato. Se o juízo deprecante não intimar as partes da expedição da precatória, será caso de nulidade relativa sumula do STF. Citação por requisição era a aplicação do Art. 360 antes de sua alteração e não era caso de nulidade. Mas após a lei 10792/03 que alterou o artigo - Se o réu estiver preso, será pessoalmente citado são necessários dois atos: a citação, por oficial de justiça no presídio, e a requisição do juiz ao diretor do estabelecimento prisional para liberação no dia e hora marcada para a audiência. Mas já houve julgado já na vigência dessa lei que alterou o artigo 360, num caso de citação por requisição - o preso não foi citado como mandamento legal e mesmo assim a 6ª turma do STJ entendeu que não houve prejuízo, pois o réu compareceu em audiência, negou os fatos e tinha defensor. Interrogatório atualmente o interrogatório do réu é o ultimo ato. Ates de 2008 havia uma audiência só para o interrogatório do réu que, não comparecendo se tornava revel. E era comum seu comparecimento na audiência marcada para ouvir testemunhas, que com um defensor, ao final da instrução, assinava a ata e não era ouvido. Era caso de nulidade. Todas as decisões, anteriores a reforma, afirmam ser caso de nulidade relativa. A doutrina afirma que tanto a ausência quanto a diminuição dos prazos concedidos à acusação e à defesa, via de regra acarreta nulidade relativa. Porém não há como diminuir um prazo legal, que seria caso de nulidade absoluta, quando demonstrado prejuízo. 5 8 Sumula 155 do STF. Nulidade do Processo Criminal - Falta de Intimação - Expedição de Precatória para Inquirição de Testemunha - É relativa a nulidade do processo criminal por falta de intimação da expedição de precatória para inquirição de testemunha.

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