Programa Moderfrota (Modernização da Frota de Máquinas e Equipamentos Agrícolas) Breves Informações

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1 Ano I Nº 7 Março de 2005 Programa Moderfrota (Modernização da Frota de Máquinas e Equipamentos Agrícolas) Breves Informações Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos

2 DIEESE Direção Executiva Carlos Andreu Ortiz Presidente STI. Metalúrgicas de São Paulo João Vicente Silva Cayres Vice-presidente Sind. Metalúrgicos do ABC Antonio Sabóia B. Junior Secretário SEE. Bancários de São Paulo Mônica Oliveira L. Veloso Diretora STI. Metalúrgicas de Osasco Paulo de Tarso G. Paixão Diretor STI. Energia Elétrica de Campinas Zenaide Honório Diretora APEOESP Pedro Celso Rosa Diretor STI. Metalúrgicas de Curitiba Paulo de Tarso G. B. Costa Diretor Sind. Energia Elétrica da Bahia Hugo Perez Diretor STI. Energia Elétrica de São Paulo Ivo Wanderley Matta Diretor SINDBAST SE. Centrais Abastec. Alimentos SP Mara Luzia Feltes Diretora SEE. Assessoria Perícias e Porto Alegre Célio Ferreira Malta Diretor STI. Metalúrgicas de Guarulhos Eduardo Alves Pacheco Diretor CNTT/CUT Direção técnica Clemente Ganz Lúcio diretor técnico Ademir Figueiredo coordenador técnico de relações sindicais Vera Lúcia Mattar Gebrim coordenadora de pesquisas Técnica responsável Adriana Marcolino Subseção CNM/CUT Elaborado para CNM/CUT e CNTM/Força Sindical 2

3 Programa Moderfrota Oano de 2005 vem apresentando, nestes primeiros meses, indicações de que o setor de máquinas e equipamentos agrícolas começa a enfrentar dificuldades em função de desaquecimento setorial provocado pela queda na venda das indústrias instaladas no país. Localizadas predominantemente nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, essas empresas de pequeno e médio porte quando se considera o número de trabalhadores vêm sofrendo conseqüências da redução do consumo interno e, ao mesmo tempo, queda no volume de exportações, o que acaba por se refletir na demissão de trabalhadores. Para tentar barrar este comportamento, as entidades sindicais nacionais dos metalúrgicos Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) da CUT e Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força Sindical (CNTM) bem como as federações regionais de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná estão se articulando com vistas à manutenção do emprego e defendendo que qualquer programa de financiamento com dinheiro público tenha contrapartidas sociais. Atos públicos vêm sendo organizados com vistas a denunciar o desaquecimento do setor. Breve painel Na década de 70, o setor de máquinas e equipamentos chegou a produzir 82 mil unidades por ano. No entanto, ao longo das décadas seguintes, o ritmo de produção recuou. Em 1999, o setor produzia apenas unidades por ano e contava com trabalhadores no país (segundo dados do Caged - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), deles nas empresas filiadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). 3

4 Para recuperar o setor, em 1999, foi criado o Programa Moderfrota (Modernização da Frota de Máquinas e Equipamentos Agrícolas), que possibilitou o financiamento de novas unidades para a agricultura, através do BNDES, com juros subsidiados, seguindo os seguintes parâmetros: Spread de 9,75% fixos ao ano (já incluso o percentual do agente de 2,95% a.a.) para o produtor com renda de até R$ ,00 Spread de 12,75% fixos ao ano (já incluso o percentual do agente de 2,95 a.a.) para renda igual ou superior a R$ ,00 Tempo do financiamento de cinco a seis anos com pagamentos semestrais ou anuais. A equalização dos juros tem como parâmetro a taxa de juros de longo prazo (TJLP) 1, garantida pelo Tesouro Nacional. Durante toda a existência do programa, os subsídios vêm sendo recuperados através do aumento da arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que, em 2002, pagou 80% do incentivo; e da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos estados, além de outros impostos. TABELA 1 Produção e IPI do segmento de máquinas e equipamentos agrícolas Brasil Variação 02/99 (%) Produção (unidades) IPI (em R$) 30 milhões 152 milhões 407 Fonte: Valor Econômico, 2003 Com a implementação do programa, essa indústria ganhou novo fôlego e chegou, no final de 2004, a uma produção de unidades (crescimento de 137%), com empregados nas indústrias filiadas à Anfavea e no setor inteiro, segundo o Caged (Tabela 2). Em outras palavras, houve um crescimento de 41,8% dos postos, no primeiro 1 Variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) no último ano: Jan/Mar 2002: 10%; Abr/Jun 2002: 9,5%; Jul/Set 2002:10%; Out/Dez 2002: 10%; Jan/Mar 2003: 11%; Abr/Jun 2003: 12%. 4

5 caso, e de 50%, nacionalmente. Estima-se que, até 2003, 20% da frota de máquinas e equipamentos havia sido renovada. Ano TABELA 2 Produção, vendas internas, exportação e emprego no setor de máquinas e equipamentos agrícolas Brasil Produção Vendas internas Exportação Emprego Anfavea (1) Emprego Caged (1) ,2 24,7 4, ,5 31,1 5, ,3 35,5 8, ,2 42,6 10, ,8 38,0 21, ,9 37,8 31, Fonte: Anfavea, Caged, 2005 Nota: 1) Em dezembro de cada ano Entre 2000 e 2004, foram realizadas 51 mil operações que envolveram o desembolso de R$ 10 bilhões (Tabela 3). Somente para o ano-safra 2003/2004, foram disponibilizados R$ 5,5 bilhões, patamar semelhante (R$ 5,46 bilhões) destinado para a safra 2004/2005. TABELA 3 Desembolsos do BNDES para o Programa Moderfrota (em R$) Anos Desembolsos TOTAL Fonte: BNDES, 2005 Estudo da Anfavea, órgão que representa algumas das empresas produtoras de tratores, está realizando estimativa da demanda por tratores até 2007 e estabelecendo a 5

6 necessidade de R$ 5 bilhões anuais para o programa Moderfrota cumprir a renovação necessária da frota atual. Na proposta da Anfavea, essa verba anual já deveria estar assegurada até 2007, para que os empresários tenham previsibilidade e possam investir com segurança. O desempenho nos últimos anos é positivo, o que tem levado as empresas a investir em ampliação da capacidade produtiva, modernização da produção (por exemplo, a CNH inaugurou recentemente a nova unidade para produção de colheitadeiras em Curitiba, PR) e tem havido algum crescimento no nível de emprego. Mas como não há contrapartidas sociais acordadas, o bom desempenho não tem garantindo reflexos positivos compatíveis com os ganhos das empresas para os trabalhadores, ou seja, os reflexos positivos ficam apenas para a iniciativa privada e não para a sociedade, que na verdade, arca com esse sucesso através de financiamento público. Os problemas atuais Com o desaquecimento das exportações de máquinas agrícolas, principalmente com a retração do mercado argentino (responsável por 66% das exportações de colheitadeiras e 30% dos tratores), e a queda nas vendas no mercado interno, as empresas estão revendo suas projeções para 2005 (produção igual a 2004, crescimento nas exportações de 7% e queda nas vendas internas de 10,5%); A queda de preço de commodities tem resultado na retração do mercado. A previsão é que isso cause impacto no mercado argentino e resulte na queda na procura por máquinas agrícolas entre 30% e 40%, em Apesar desse medo, no primeiro bimestre, as exportações cresceram 19,2%, segundo a Anfavea (comparando com o primeiro bimestre de 2004), como mostra a Tabela 4. 6

7 TABELA 4 Indicadores do setor para os meses de janeiro e fevereiro 2004 e 2005 Mês e Ano Produção Vendas internas Exportação Emprego Anfavea Jan ,0 2,4 1,9 - Fev ,5 2,5 2, Jan ,1 1,7 1, Fev ,6 1,8 3, Fonte: Anfavea, Caged, 2005 Por outro lado, as vendas no mercado interno caíram 28,5%. Existe ainda uma probabilidade de que os produtores estejam esperando as medidas do governo de ajuda ao setor agrícola, que vem enfrentado dificuldades em diversas regiões do país. 7

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