UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Programa de Pós Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre Título: Manejo de paisagem em grande escala: estudo de caso no Corredor Ecológico da Mantiqueira, MG. Tese apresentada à Universidade Federal de Minas Gerais como parte dos pré-requisitos do Programa de Pósgraduação em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre, para obtenção do título de doutor. Gisela Herrmann Orientador: Prof. Ricardo Motta Pinto Coelho Belo Horizonte, setembro de 2008

2 Para Tarcísio Albuquerque Queiroz 2

3 AGRADECIMENTOS Ao meu orientador Ricardo Motta Pinto Coelho, por acreditar no meu trabalho e por me receber como orientanda no seu laboratório de gestão ambiental. À University of Central Florida (UCF), por meio do Dr. Reed Frederick Noss, que generosamente me recebeu como aluna da disciplina Conservation Biology I do doutorado em biologia da conservação e me possibilitou fazer o curso ArcGIS Spatial Analyst. Agradeço, ainda, a sua assistente, Sumi Singh, por todo apoio e alegria enquanto estive na Flórida. À amiga Cláudia Costa, pelo suporte técnico, interesse nas discussões e, acima de tudo, pela rica trajetória profissional que construímos ao longo dos últimos anos com o projeto para implantar o Corredor Ecológico da Mantiqueira. Aos colegas da Conservação Internacional: Luiz Paulo Pinto, Ivana Lamas, Lúcio Bedê e Mônica Fonseca, pelo interesse e pelas informações disponibilizadas; Adriana Paese, pelo apoio e suporte nas análises das bases cartográficas e no uso do programa Fragstats; Adriano Paglia, pela ajuda com as análises estatísticas e uso do programa Statistica e; Ricardo Bonfim Machado por sua contribuição fundamental nas análises e discussões. Ao geógrafo Diego Rodrigues Macedo pelo auxílio na interpretação de imagens de satélite e o apoio à execução das análises em ambiente SIG, fundamentais à realização desse trabalho. Aos colegas que contribuíram com informações para o diagnóstico do Corredor Ecológico da Mantiqueira, a economista Miriam M. Gomes, a geógrafa Graziela Rocha da Silva e os botânicos Leonardo Viana da Costa e Silva e Pedro Lage Viana. Ao gerente APA Serra da Mantiqueira, Clarismundo Benfica, pelas informações e fotografias da região. Ao chefe da Flona Passa Quatro, Edgard Andrade Júnior, e ao biólogo Mauro Guimarães Diniz, do núcleo de Fauna Silvestre do IBAMA, pelas informações sobre a fauna da Flona. Ao analista ambiental do Parque Nacional do Itatiaia Gustavo Tomzhinski, pelas 3

4 informações cartográficas e aos demais funcionários das unidades de conservarão da Mantiqueira pelo apoio. Aos consultores do Probio, María Olatz Cases, da Planamaz, e Leandro Valle Ferreira, do Museu Paraense Emílio Goeldi, pelas informações sobre corredores ecológicos no Brasil. Ao CETEC, por meio de Valéria Freitas, por possibilitar minha participação no curso de Ecologia das Paisagens: conceitos e métodos e ao Prof. Jean Paul Metzger do Laboratório de Ecologia da Paisagem da USP, pela atenção dispensada. Ao Instituto Estadual de Florestas, por meio do Ricardo Galeno, técnico do Promata, e Karla Cabral, coordenadora do CEDE, por viabilizarem o repasse das ortofotos de Minas Gerais e o mapeamento da vegetação nativa do Estado de Minas Gerais. Às demais instituições que disponibilizaram as bases cartográficas de cobertura vegetal e informações: Fundação SOS Mata Atlântica, por meio de sua diretora Márcia Hirota, Instituto de Estudos do Sul da Bahia (IESB), por meio de seu diretor executivo, Marcelo Araújo e Associação Mico Leão Dourado, por meio de sua diretora executiva Denise Marçal Rambaldi. Aos pesquisadores do Projeto Conservação da biodiversidade em fragmentos florestais na APA Fernão Dias, executado pelo Departamento de Botânica da UFMG / Fundep, por meio da sua coordenadora, Profa. Edivani Villaron Franceschinelli e do Prof. João Renato Stehmann, que disponibilizaram as informações do projeto. À Universidade Federal de Minas Gerais e à Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela bolsa concedida no Programa de Doutorado no País com Estágio no Exterior (PDEE). Ao pessoal do curso de Ecologia, Conservação da Vida Silvestre (ECMVS) por meio de seu coordenador, Prof. Marcos Callisto. Agradeço, ainda, o apoio nos assuntos administrativos de Mary das Graças Santos, secretária do curso. 4

5 À banca examinadora, composta pelo Prof. Dr. Adriano Garcia Chiarelo (PUC/MG), Prof. Dr. Efraim Rodrigues (UEL/PR), Prof. Dr. João Renato Stehmann (Depto de Botânica/UFMG), Prof. Dr. Adriano Pereira Paglia (CI/MG) e Prof. Dr. Ricardo Motta Pinto Coelho (Depto de Bio Geral/UFMG). Agradeço, ainda, ao público presente à minha apresentação e discussões. Às amigas e associadas da Valor Natural, Miriam Esther Soares, Lívia Lins, Sônia Riqueira, Ângela Lutterbach, Ana Elisa Brina, Cláudia Costa, Miram Pimentel e Sílvia Magalhães, pelo estímulo constante. À minha equipe na Valor Natural, Paula Azevedo, Cláudia Costa, Isabel Pinto e Dalmácia, pelo carinho e paciência. Aos meus amigos queridos e à minha família, pela motivação e descontração. Esse projeto foi desenvolvido no âmbito do Projeto Corredor Ecológico da Mantiqueira, executado pela associação civil Valor Natural com apoio financeiro do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e do Centro para Conservação da Biodiversidade (CBC), gerenciados pela Conservação Internacional do Brasil, e do Programa de Projetos Demonstrativos (PDA) do Ministério do Meio Ambiente. 5

6 SUMÁRIO RESUMO... 9 ABSTRACT INTRODUÇÃO GERAL CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO CAPÍTULO 1 - O ESTADO DA ARTE DO MODELO CORREDOR ECOLÓGICO COMO FERRAMENTA PARA O PLANEJAMENTO REGIONAL BASES CIENTÍFICAS DOS CORREDORES ECOLÓGICOS Biogeografia de Ilhas Dinâmica de metapopulações A Biologia da Conservação e a Ecologia das Paisagens A conectividade e os corredores CORREDOR COMO FERRAMENTA DE PLANEJAMENTO REGIONAL Introdução Planejamento da conservação em grande escala O Corredor ecológico como uma ferramenta de planejamento regional: a experiência no Brasil CAPÍTULO 2 - SITUAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA NA REGIÃO DO CORREDOR ECOLÓGICO DA MANTIQUEIRA INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS MAPEAMENTO DA COBERTURA E USO DO SOLO INTERPRETAÇÃO DA IMAGEM DE SATÉLITE E MONTAGEM DA BASE CARTOGRÁFICA COBERTURA E USO DO SOLO NA REGIÃO DO CORREDOR ECOLÓGICO DA MANTIQUEIRA Mata Floresta Ombrófila Densa Floresta Ombrófila Mista Floresta Estacional Semidecidual Campos Pastagem Agricultura Várzea Urbano Água Reflorestamento Afloramento rochoso Solo exposto COMPARAÇÃO DAS BASES E VALIDAÇÃO DO MAPEAMENTO RESULTADOS MAPEAMENTO DA COBERTURA E USO DO SOLO COMPARAÇÃO DAS BASES E VALIDAÇÃO DOS MAPEAMENTOS DISCUSSÃO MAPEAMENTO DA COBERTURA E USO DO SOLO COMPARAÇÃO DAS BASES E VALIDAÇÃO DO MAPEAMENTO

7 2.5. CONCLUSÕES CAPÍTULO 3 - CONFIGURAÇÃO ESPACIAL DA PAISAGEM DO CORREDOR ECOLÓGICO DA MANTIQUEIRA INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS RESULTADOS Descrição da estrutura da paisagem no Corredor Ecológico da Mantiqueira A paisagem nos dois domínios florestais: floresta ombrófila e estacional Descrição da paisagem nos núcleos de planejamento DISCUSSÃO Descrição da estrutura da paisagem do Corredor Ecológico da Mantiqueira A paisagem nos dois domínios florestais: floresta ombrófila e estacional Descrição da paisagem nos núcleos de planejamento CONCLUSÕES CAPÍTULO 4 - PLANEJAMENTO PARA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE: INDICAÇÃO DE ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA RECUPERAÇÃO, FORMAÇÃO DE MICRO-CORREDORES E CRIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS Definição de estratégias de manejo a partir dos índices da paisagem Definição de prioridades por categoria de manejo a partir de indicadores de biodiversidade, complementaridade e vulnerabilidade Indicadores da biodiversidade Complementaridade Vulnerabilidade Análise dos dados e priorização das ações Ação de Manejo: Proteção Ação de manejo: Criação de Micro-Corredores Ação de manejo: Recuperação RESULTADOS Definição das estratégias de manejo a partir dos índices da paisagem Definição de prioridades por categoria de manejo a partir de indicadores de biodiversidade, complementaridade e vulnerabilidade Indicadores da biodiversidade Complementaridade Vulnerabilidade Análise dos dados e priorização das ações DISCUSSÃO Recomendações para o manejo Núcleo Fernão Dias

8 Núcleo Mantiqueira Núcleo Mantiqueira Núcleo Ibitipoca CONCLUSÕES LITERATURA CITADA ANEXOS

9 RESUMO A erosão da biodiversidade e a acelerada fragmentação dos ecossistemas levaram a constatação de que a conservação da biodiversidade não poderia ficar restrita às unidades de conservação, muitas vezes constituídas por pequenas ilhas de vegetação natural. Para encontrar soluções para os impactos negativos decorrentes da fragmentação e insularização, os pesquisadores da ecologia aplicada desenvolveram um arcabouço conceitual que considera também os ambientes modificados vizinhos aos fragmentos de vegetação original. A Biologia da Conservação e a Ecologia da Paisagem demonstraram que o tipo e a qualidade da matriz onde os fragmentos estão localizados irão influenciar na sustentabilidade para as diferentes espécies que vivem nos fragmentos e na própria matriz. Baseado nesse arcabouço conceitual foi desenvolvido o modelo de planejamento bioregional Corredor Ecológico. O modelo visa proporcionar o fluxo de indivíduos e o intercâmbio genético entre os fragmentos por meio da ampliação da conectividade entre os fragmentos, num mosaico de uso de terras protegidas e modificadas. No Brasil a sua introdução é relativamente recente e só começou a ser amplamente divulgado durante a elaboração do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG-7 / Ministério do Meio Ambiente). A grande expectativa gerada no país em torno dos corredores ecológicos justifica a realização de estudos científicos que visem analisar os métodos mais adequados para o seu planejamento, visando a efetividade em termos de conservação da diversidade biológica. Amparado nos preceitos da Biologia da Conservação e da Ecologia da Paisagem, o presente estudo analisou a situação dos fragmentos de Mata Atlântica no sul do estado de Minas Gerais e propôs estratégias de manejo da paisagem para consolidação de um corredor ecológico na região, onde estão localizados 20% dos remanescentes de Mata Atlântica do Estado. De maneira similar ao restante do país, a situação da Mata Atlântica mineira é crítica, restando menos de 15% de sua cobertura original (Fundação SOS Mata Atlântica / INPE, 2002). Esse quadro ilustra a necessidade de traçar estratégias tecnicamente consistentes para se tentar conservar o pouco que restou e ampliar a chances de sobrevivência de uma parcela significativa da biodiversidade do Estado. A análise da estrutura da paisagem, da qualidade e conformação dos fragmentos de Mata Atlântica, das principais ameaças e de indicadores biológicos, realizada pelo presente estudo, irá subsidiar o estabelecimento de um modelo de planejamento bioregional, identificando as áreas prioritárias para recuperação, formação de micro-corredores e criação de unidades de conservação. 9

10 ABSTRACT The erosion of the biodiversity and the fragmentation of the ecosystems confirmed that the biodiversity conservation could not be restricted to the units of conservation, which are mostly constituted of small islands of natural vegetation. In order to find solutions for the negative impacts arising from fragmentation and isolation, the researches of applied ecology have developed a conceptual frame that also considers the modified neighboring to the fragments of the original vegetation. Conservation Biology and Landscape Ecology showed that the type and quality of the matrix where the fragments are located will influence the sustainability for the different species that live in the fragments and in the matrix itself. The bioregional plan model Ecological Corridor has been developed based on this conceptual frame. The model aims to provide the flux of individuals and the genetic exchange between fragments through the extension of the connectivity between the fragments, composing a mosaic of use of protected and modified areas. In Brazil its introduction is rather recent and it has only started to be widely known during the development of the Pilot Program for the Protection of the Brazilian Tropical Forests (PPG-7/Ministry of the Environment). The great expectation generated in the country around the ecological corridors issue justifies the execution of scientific studies aiming to assess the most adequate methods for their planning frameworks, seeking effectiveness in terms of biodiversity conservation. The present study, supported by the principles of Conservation Biology and Landscape Ecology, examined the situation of the Atlantic Forest fragments, in the south of Minas Gerais state, and proposed strategies of conservation for the consolidation of an ecological corridor in the region, where 20% of the remaining Atlantic Forest in the state is located. Similarly to the rest of the country, the situation of the Atlantic Forest in Minas Gerais is critical and only 15% of its original coverage has remained (Fundação SOS Mata Atlântica / INPE, 2002). Such panorama shows the need for drawing technically consistent strategies in order to try to preserve the small remaining portion and broaden the chances of survival for a significant part of the State biodiversity. The analysis of the landscape structure, the quality and the configuration of the Atlantic Forest fragments, the major threats and the biological indicators carried out by this present study will subsidy the implementation of a model for a bioregional plan, identifying the primary areas considered for recovery, formation of micro-corridors and the creation of protected areas. 10

11 INTRODUÇÃO GERAL A acelerada erosão da biodiversidade do planeta demandou a busca de soluções factíveis de serem aplicadas para tentar reverter este quadro. Tradicionalmente, a criação de espaços protegidos vem sendo considerada uma das medidas mais adequadas para a conservação de parcelas significativas do patrimônio biológico mundial. O Brasil conta com cerca de 8,4% de seu território em unidades de conservação (UC), incluindo unidades federais e estaduais, de proteção integral e de uso sustentável (Santos & Câmara, 2002). Esse valor está significativamente abaixo do que foi sugerido pelo Congresso Mundial de Parques de 1992, em Caracas. Ali, foi proposto que cada país deve ter no mínimo 10% de seu território representado por áreas protegidas. Além disso, ao analisarmos o total brasileiro coberto por unidades de conservação, verificamos que 2,91% são representados por unidades de proteção integral e 5,58% por unidades de uso sustentável (Santos & Câmara, 2002). Ou seja, grande parte da área coberta por unidades de conservação no Brasil é constituída por categorias de manejo que permitem o uso dos recursos naturais, sendo que a maioria destas áreas ainda não foi implementada e enfreta problemas tais como ausência de zoneamento e de plano de manejo e deficiência na infraestrutura e pessoal. Esse quadro reforça a necessidade de se desenvolver estratégias alternativas para viabilizar a conservação da biodiversidade brasileira. Outro aspecto a ser considerado é que em regiões mais densamente ocupadas do país, como a área de distribuição original da Mata Atlântica, as unidades de conservação de proteção integral são em sua grande maioria pequenas e isoladas. Ao longo do tempo, essas pequenas ilhas poderão sofrer diversos impactos negativos decorrentes da fragmentação e insularização, tais como uma maior suscetibilidade a espécies invasoras e parasitas de espécies nativas, perda de espécies com maiores requerimentos ambientais, resultados deletérios da endogamia e efeitos de borda, entre outros. Além disso, o sistema brasileiro de unidades de conservação (SNUC), em geral direcionado à proteção de algumas espécies e ecossistemas, não é suficiente para conservar a totalidade da sua diversidade biológica. A Teoria Biogeografia de Ilhas, ramo da ciência que investigou o comportamento das populações e comunidades em ambiente insularizados, demonstrou o declínio de 11

12 populações ou mesmo a extinção de espécies em ambientes altamente fragmentados. Para encontrar soluções para este problema, os pesquisadores da ecologia aplicada desenvolveram um arcabouço conceitual que considera também as paisagens naturais modificadas, pois a tendência mundial é que áreas naturais não modificadas passam a ser cada vez mais reduzidas em tamanho e número. Segundo Forman (1997), menos de 10% da superfície terrestre encontra-se em estado não alterado, sendo que apenas 4% estão dentro de reservas naturais. Diante deste cenário, a partir da década de 80 o escopo da conservação começou a se transformar e hoje parece ser consenso entre os especialistas que a conservação só terá sucesso a longo prazo se tratada numa escala regional, incorporando diferentes unidades da paisagem natural e modificada (Miller et al., 1996; Noss, 1996a; Forman, 1997; Peck, 1998; Sanderson & Harris, 2000). Para tratar o tema de sustentabilidade em grandes escalas, diversos autores reconhecem que os esforços de conservação precisam considerar também os ambientes modificados vizinhos aos fragmentos de vegetação original, ou seja a matriz onde os fragmentos estão distribuídos, e as influências das atividades humanas sobre o ambiente ao longo do tempo (Forman, 1997). As abordagens que antes integravam uma ou duas disciplinas, e tratavam a conservação em fragmentos isolados, passaram a incorporar metodologias e informações de diversos campos do conhecimento. Atualmente, a conservação da biodiversidade, tratada numa escala regional, integra não só os aspectos das ciências biológicas e ecológicas, mas várias disciplinas correlatas, tais como geomorfologia, hidrologia, pedologia, economia, sociologia e história. Diferentemente dos modelos clássicos da Biogeografia de Ilha, os estudos de fragmentação em paisagens reais, demonstram que o tipo e a qualidade da matriz onde os fragmentos estão localizados irão influenciar na sustentabilidade para as diferentes espécies que vivem nos fragmentos e na própria matriz (Noss, 1996a). Essa constatação é de fundamental importância nos modelos de planejamento regional voltados para conservação da biodiversidade, uma vez que o tipo e ocupação do uso do solo no entorno das unidades de conservação, ou nas zonas tampão, exercem uma influência definitiva na capacidade das mesmas manterem populações viáveis a longo prazo. Uma unidade de conservação rodeada por pastagens sujeitas a fogos freqüentes, por exemplo, sofrerá muito mais com os 12

13 impactos negativos dos efeitos de borda do que uma unidade circundada por sistemas agroflorestais que não utilizam o fogo como forma de manejo. Para ocorrer esta mudança de paradigma, vários conceitos foram desenvolvidos e testados. O modelo de corredores ecológicos, que teve sua origem nos estudos clássicos da Biogeografia de Ilhas e posteriormente da biologia da conservação, começou a ser aplicado em diversos países para se tentar minimizar os problemas decorrentes da fragmentação dos ambientes naturais (Herrmann, 1999; Anderson & Jenkins, 2005). Ao fundamentar o conceito de corredores ecológicos, a biologia da conservação forneceu as bases teóricas para a criação de um instrumento de planejamento regional que visa proporcionar o fluxo de indivíduos entre os fragmentos, aumentando a área disponível para sua sobrevivência e garantindo o intercâmbio genético. De uma maneira geral, um corredor ecológico pode ser definido como um espaço em que a conectividade entre espécies, ecossistemas e processos ecológicos é mantida ou restaurada (Anderson & Jenkins, 2005). Compreendendo um mosaico de uso de terras protegidas e modificadas, um corredor ecológico tem as unidades de conservação como áreas núcleo de onde se irradiam as ações de conservação e manejo. Embora o conceito de corredor venha sendo discutido há vários anos por pesquisadores da biologia da conservação, a sua aplicação para o planejamento regional da conservação é relativamente recente, sendo que quase não existem estudos e informações técnicas para subsidiar a implementação das iniciativas em curso (Anderson e Jenkins, 2006). No Brasil, esse modelo de planejamento regional só começou a ser amplamente divulgado durante a elaboração do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG-7), no início dos anos 90. Atualmente é possível verificar uma ampla divulgação do termo corredor ecológico no país e algumas iniciativas práticas para a sua adoção. A grande expectativa observada em torno dos corredores ecológicos justifica a realização de estudos sobre os métodos mais adequados para o planejamento e priorização de ações, visando aumentar a sua efetividade em termos de conservação da diversidade biológica, objetivo final do modelo. O presente projeto foi desenvolvido numa região de Mata Atlântica no extremo sul de Minas Gerais. Quinto bioma mais ameaçado do mundo (Mittermeier et al. 1999), a Mata Atlântica cobria originalmente 100 milhões de hectares distribuídos ao longo da costa brasileira com 13

14 algumas penetrações mais continentais. Devido à extensão e diversidade de clima, solos e relevo, o bioma abriga uma grande diversidade biológica. Na Mata Atlântica ocorrem cerca de espécies de plantas (27% do total de espécies do mundo), sendo endêmicas (Myers et al., 2000). A riqueza e diversidade de espécies de vertebrados também é significativa, ocorrendo em todo bioma 251 espécies de mamíferos (160 espécies endêmicas), 620 espécies de aves (73 endêmicas), 200 répteis (60 endêmicos) e 280 anfíbios (253 endêmicos) (Myers et al., 2000). Visando avaliar o estado de fragmentação da Mata Atlântica e fornecer informações para subsidiar a elaboração de estratégias de manejo para conservação de sua biodiversidade, durante o presente estudo foi realizado o mapeamento do uso e ocupação do solo na região do Corredor Ecológico da Mantiqueira. Na área de estudo estão sendo desenvolvidas as ações para implantação do Corredor Ecológico da Mantiqueira, que compreende 42 municípios (Costa et al., 2006), numa das áreas indicadas como prioritárias para conservação da biodiversidade do Estado de Minas Gerais (Costa et al., 1998; Drummond et al., 2005). A área de estudo está localizada, ainda, dentro de um dos sete corredores ecológicos definidos pelo PPG-7, conhecido como Corredor Ecológico da Serra do Mar. A área de estudo também abrange importantes áreas protegidas localizadas no sul de Minas Gerais. A análise da representatividade dessas unidades para a conservação do conjunto de tipologias vegetais e ecossistemas presentes na área de estudo é um importante suporte para o modelo de planejamento regional. As diferentes formas de relevo, somadas a características específicas dos solos e climas variados, propiciam uma diversidade de tipologias vegetais e paisagens, com diferentes ambientes a serem preservados (Costa et al. 1998). A importância da região sul mineira para a conservação da Mata Atlântica do Estado é significativa. Aí se encontram cerca de 20% dos remanescentes de Mata Atlântica de Minas Gerais e as nascentes da bacia do rio Grande e do rio Jaguari, que contribuem para o abastecimento da cidade de São Paulo. Grande parte dos remanescentes é composta por fragmentos florestais em uma matriz composta por propriedades rurais de pequeno porte, sendo fundamental o estabelecimento de estratégias específicas para esse modelo de distribuição da vegetação nativa. 14

15 O presente estudo tem como objetivo avaliar a situação da Mata Atlântica na porção mineira da Serra da Mantiqueira e identificar as áreas prioritárias para a conservação, recuperação e ampliação da conexão florestal. Durante o estudo foram examinadas as diferentes unidades de paisagens e avaliado como a distribuição espacial dos fragmentos florestais pode afetar a biodiversidade regional, visando selecionar ações de manejo prioritárias para conservação da biodiversidade de uma área considerada relevante para conservação nos níveis global, como um hotspot (Myers, 1988), nacional (Ministério do Meio Ambiente, 2002) e estadual (Costa et al, 1988; Drummond et al., 2005). Devido à escala de análise, os resultados desses exercícios mundiais, nacionais ou estaduais são pouco elucidativos para o trabalho no nível regional ou local, onde as ações de conservação são implementadas. A partir dos parâmetros da estrutura da paisagem e da avaliação das informações disponíveis sobre a biodiversidade da área de estudo, foram propostos critérios para seleção de áreas prioritárias para criação de áreas protegidas e outras ações de manejo a serem implementadas regionalmente. O presente estudo é apresentado em quatro capítulos. No primeiro capítulo é apresentada a base conceitual do modelo corredor ecológico, aqui compreendido como uma unidade de planejamento regional. São apresentados alguns exemplos da aplicação do modelo no Brasil e no mundo. Os dois capítulos seguintes são descritivos e visam avaliar e descrever a situação da Mata Atlântica, baseado na análise da configuração espacial dos fragmentos da floresta. O último capítulo é propositivo e apresenta uma proposta de metodologia para seleção de áreas para conservação e alternativas de manejo em grande escala. Parte do presente estudo será publicada em um livro, a ser editado pela Valor Natural, com o título Incorporando a teoria ao planejamento regional da conservação da biodiversidade: a experiência do Corredor Ecológico da Mantiqueira. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO O presente trabalho foi desenvolvido no sul do Estado de Minas Gerais numa região de Mata Atlântica, localizada na Serra da Mantiqueira (46º28'10" W e 43º34'00" W; 22º55'10" S e 21º38'50" S). Na área de estudo estão sendo desenvolvidas as ações para implantação do Corredor Ecológico da Mantiqueira, que compreende 42 municípios em Minas Gerais (Anexo 1). 15

16 A área de estudo está localizada dentro de um dos dois corredores ecológicos identificados pelo Ministério do Meio Ambiente para conservação da biodiversidade da Mata Atlântica brasileira, definido como Corredor Ecológico da Serra do Mar (Figura 1). Os corredores ecológicos foram introduzidos no país com o objetivo de se buscar procedimentos que viabilizassem a conservação da biodiversidade a longo prazo, a partir do manejo de grandes extensões de terra, envolvendo as unidades de conservação e seu entorno, com ações de planejamento, gestão participativa e integração da zona de amortecimento (Ministério do Meio Ambiente et al. 2006). Figura 1 - Localização do Corredor Ecológico da Mantiqueira A importância biológica da área de estudo foi destacada pelo projeto Avaliação e Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos (Conservation International et al, 2000; MMA, 2002), tendo sido indicada como área de importância biológica especial, ou seja, com ocorrência de espécies e/ou ambientes únicos restritos à área. No nível estadual, a importância biológica foi destacada pela primeira vez pelo projeto Definição de Prioridades para Conservação da Biodiversidade do Estado de Minas Gerais (Costa et al., 1998), cujos resultados indicaram o Complexo da Mantiqueira 16

17 e a área de Camanducaia como áreas prioritárias para conservação da biodiversidade do Estado. A ocorrência de endemismos de répteis e anfíbios e a alta riqueza de espécies de outros grupos faunísticos e florísticos foram as justificativas para a indicação do Complexo da Mantiqueira como de importância biológica especial (Costa et al., 1998). A área de Camanducaia foi indicada como de importância biológica muito alta devido aos endemismos de plantas, a ocorrência de mamíferos e aves ameaçados de extinção, a presença de significativos remanescentes de vegetação nativa e a beleza paisagística (Costa et al., 1998). Na segunda edição do projeto Definição de Prioridades para Conservação da Biodiversidade do Estado de Minas Gerais (Drummond et al., 2005), as duas áreas prioritárias citadas acima foram agregadas e classificadas como uma única área de importância biológica especial. A alta riqueza de espécies de fauna e flora raras, endêmicas e ameaçadas continuou como a justificativa para classificação da região da serra da Mantiqueira como especial para conservação da biodiversidade em Minas Gerais. Dentro dos limites do Corredor Ecológico da Mantiqueira estão localizadas unidades de proteção integral (Parque Nacional de Itatiaia, Parque Estadual da Serra do Papagaio e Parque Estadual do Ibitipoca) e unidades de conservação de uso sustentável (APA da Serra da Mantiqueira, APA Fernão Dias e Floresta Nacional de Passa Quatro) (Anexo 2), além de 21 reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs). As unidades de proteção integral, mais efetivas em termos de conservação da biodiversidade, protegem cerca de 4,9% ( ha) da área total do Corredor Ecológico da Mantiqueira ( ha). Ao sul do Corredor, no Estado de São Paulo, estão localizados, ainda, dois parques estaduais (dos Mananciais de Campos de Jordão e de Campos de Jordão), cinco APAS (Mananciais do Rio Paraíba do Sul, Campos de Jordão, Sapucaí Mirim, São Francisco Xavier e Municipal de Campos de Jordão) e uma Floresta Nacional (Flona de Lorena). No Estado do Rio de Janeiro, no limite com o Corredor, estão situados, ainda, dois parques municipais (da Serrinha do Alambari e da Cachoeira da Fumaça) e uma APA municipal (da Serrinha do Alambari) (Anexo 2). A presença desse conjunto de unidades de conservação levou o Ministério do Meio Ambiente a criar, através da Portaria n o. 351, de 11 de dezembro de 2006, o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra da Mantiqueira, cujo objetivo é a gestão integrada dessas unidades de conservação. Uma vez que o tema gestão integrada é 17

18 extremamente novo no país, as iniciativas para compreender o conceito, e posteriormente viabilizar a sua implantação no dia a dia da gestão das unidades de conservação, estão apenas começando na região. A existência dessa rede de unidades de conservação confirma a relevância da área para conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos. Entretanto, quase todas as unidades de conservação presentes no Corredor Ecológico da Mantiqueira enfrentam sérios problemas para fazer cumprir o seu papel de proteção da natureza. O Parque Nacional do Itatiaia ( ha), o mais antigo do Brasil, com quase 70 anos, possui apenas 30% de sua área regularizada, fator gerador de conflitos entre o parque e a população residente em seu interior ou no entorno. O Parque Estadual da Serra do Papagaio ( ha), com 15 anos de criação, desde a sua criação anterior como Estação Ecológica, tem apenas 3% da área regularizada. Apesar dos esforços empenhados nos últimos cinco anos para se criar uma infra-estrutura mínima para sua gestão e para elaborar o seu plano de manejo (em andamento), o parque ainda não foi implementado. A APA Serra da Mantiqueira ( ha), criada em 1985, apesar de possuir um conselho consultivo ativo, até hoje não possui o instrumento de planejamento e ordenamento territorial, conforme previsto na Lei que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei de 18 de julho de 2000). A APA Fernão Dias ( ha), criada em 1997 como medida compensatória pela duplicação da rodovia Fernão Dias (BR 381), para garantir a conservação dos recursos hídricos frente ao esperado crescimento urbano e industrial advindo da obra, só começou a ser implantada em 2007 com a contratação de uma gerente e com o início dos estudos para elaboração de seu zoneamento. O Parque Estadual Serra do Ibitipoca, implementado e com situação fundiária resolvida, sofre com a pressão crescente da visitação pública, que é intensa para o seu reduzido tamanho (1.488ha). Apesar de não sofrer com a pressão da visitação, e de não apresentar conflitos com o entorno, a Floresta Nacional de Passa também apresenta um tamanho reduzido (348 ha), representado em grande parte por monocultivos de Araucaria, Pinus e Eucaliptus. Localizada numa região de relevo bastante acidentado, a área de estudo apresenta um grande gradiente altitudinal, com cotas altimétricas variando de 800 a metros. As cotas mais elevadas concentram-se na porção sul da área de estudo onde estão localizados os picos Pedra da Mina, com m (no município de Passa Quatro); Agulhas Negras, 18

19 com 2.787m (em Itamonte); Três Estados, com m (em Passa Quatro) e Prateleiras, com m (em Itamonte). O clima, segundo a classificação de Köppen, é do tipo Cwb tropical de altitude, com inverno frio e seco e chuvas elevadas no verão. No inverno, principalmente nos meses de junho e julho as temperaturas podem ser negativas. No município de Maria da Fé, reconhecido por registrar as maiores baixas do Estado de Minas Gerais, as temperaturas registradas por Andrade & Vieira (2003) em uma estação meteorológica situada a metros de altitude, num período de 10 anos (1990 a 1999), atingiram uma mínima de 4,9ºC e 18 dias de geadas por ano, em média. A precipitação média anual ultrapassa mm, variando com a altitude (Simas et al., 2005; Andrade & Vieira, 2003). No Parque Nacional do Itatiaia, localizado nos limites dos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, o índice pluviométrico anual registrado na altitude de metros foi de mm, enquanto que na estação meteorológica de Maria da Fé (1.258 metros), foram registrados mm (Andrade & Vieira, 2003). A precipitação elevada associada ao relevo fortemente acidentado favorece a ocorrência de eventos catastróficos de deslizamentos e enchentes. No verão de 2000, por exemplo, o município de Passa Quatro foi assolado por um excepcional evento pluviométrico. Em apenas quatro dias houve um acumulado de 600,6 mm de chuvas, sendo que só no terceiro dia foram acumulados 322,6mm (Conti, 2001), acarretando deslizamentos de vertentes e inundações com fortes conseqüências sociais, econômicas e ambientais. O sistema de montanhas da Mantiqueira, que se estende pelos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, sem uma delimitação bem definida, constitui juntamente com a Serra do Mar, na mais destacada feição orográfica da borda atlântica do continente sulamericano (Almeida & Carneiro, 1998). Os relevos da Mantiqueira são formados principalmente por rochas do complexo cristalino, tais como gnaisses, xistos cristalinos, quartzitos, ocorrendo também intrusões de rochas eruptivas alcalinas como as que formaram o maciço do Itatiaia (Mendes Jr. et al. 1991). Quanto ao controle litológico do relevo, desempenham papel importante rochas resistentes como os maciços alcalinos mesozóicos que sustentam as mais altas elevações da Mantiqueira, tal como o planalto alcalino do Itatiaia, onde estão localizados os picos das Agulhas Negras e da Pedra (Almeida & Carneiro, 1998). 19

20 Nas cumeeiras quartzíticas da Serra da Mantiqueira, os solos em geral são rasos, arenosos, ácidos, pobres em nutrientes e ricos em ferro e alumínio trocáveis (Benites, 2002; Benites et al., 2005; Schaefer, 2006). Devido às restrições nutricionais desses solos, associadas às baixas temperaturas médias diárias que reduzem a atividade de microorganismos, a decomposição da matéria orgânica é lenta, ocorrendo grandes acúmulos de substâncias húmicas, principalmente nas áreas acima de 2000 m, onde podem ocorrer pequenas lagoas e turfeiras (Mendes Jr. et al. 1991; Benites, 2002; Simas et al., 2005). A área de estudo está dentro da macrobacia do Prata, abrangendo parte das bacias hidrográficas do Rio Grande, do Rio Paraíba do Sul e do Rio Tietê (Rio Jaguari no território mineiro) (Figura 2). A região abriga as nascentes do Rio Grande e vários afluentes ainda bem preservados desses três rios. O potencial hídrico associado aos declives topográficos resulta na presença de várias cachoeiras e corredeiras de expressiva beleza cênica bastante explorada pelo turismo. A riqueza hídrica da região é refletida no próprio nome da Serra da Mantiqueira, que tem sua origem na língua Tupi e significa serra das vertentes, do Mann coisa grande e Tiquira que verte (Rodrigues, 2003). A disponibilidade hídrica, associada à sua localização geográfica, perto de grandes centros urbanos, confere à área um importante papel. As águas geradas na Mantiqueira abastecem grande parte da cidade de São Paulo e várias outras cidades no vale do Paraíba do Sul. A bacia hidrográfica do rio Jaguari, localizada nos municípios de Extrema, Camanducaia, Itapeva e Toledo, é responsável pela produção da maior quantidade de água que abastece o Sistema Cantareira. Esse sistema, um dos maiores de abastecimento público do mundo, fornece água para 8,8 milhões de pessoas, ou seja, 46% da população da Região Metropolitana de São Paulo (Whately & Cunha, 2007). Apesar do expressivo papel para o abastecimento de regiões densamente ocupadas do país, a região enfrenta problemas relacionados ao assoreamento, poluição e contaminação química das águas. Merece destaque, o plantio da batata inglesa, que é a cultura agrícola de maior importância econômica em alguns municípios dessa porção do corredor, tais como Maria da Fé, Extrema, Camanducaia, Toledo e Virgínia (IBGE, 2003). O uso intensivo de produtos químicos e a tradição do cultivo em áreas com alta declividade durante o período chuvoso e nas várzeas dos rios durante as secas, causam um grande impacto ambiental e comprometem a qualidade das águas. 20

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