Reino Animalia. Desenvolvimento Embrionário

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1 Reino Animalia Características Gerais Seres eucariontes (seres vivos que possuem o núcleo de suas células delimitado por uma membrana, a carioteca); Maioria desses seres possui capacidade de locomoção - permite uma forma mais eficiente de sua distribuição nos ambientes mais diversos; Somente nesse reino presença de tecidos nervosos e musculares. Grande variedade de organismos - desde os muito simples, como as esponjas, até os mais complexos, como os cordados, grupo ao qual pertencemos. O reino Animalia (animais) inclui grande variedade de organismos, distribuídos em cerca de 35 filos. São cerca de um milhão de espécies catalogadas, mas acredita-se que possa haver em três e 30 milhões de espécies animais viventes. São seres multicelulares (ou pluricelulares), isto é, cada indivíduo é constituído por grande número de células, que vão de algumas centenas até trilhões, dependendo da espécie. Heterotróficos, ou seja, eles obtêm substâncias nutrientes e energia da matéria orgânica produzida por outros seres vivos. Desenvolvimento Embrionário Em alguns filos de animais existe a reprodução assexuada, na qual um único organismo genitor origina descendentes, não ocorrendo mistura genética com outros indivíduos da espécie. Reprodução sexuada - forma mais comum de reprodução entre todos os filos animais. Nela o ciclo

2 reprodutivo consiste na união de duas células sexuais haplóides: o gameta feminino conhecido como óvulo e o gameta masculino, o espermatozoide. Dessa união surge uma célula chamada zigoto diplóide, que contém material genético de dois gametas. Seu desenvolvimento dá origem à blástula, uma bola de células com uma cavidade interna. Ausente entre todos os outros grupos de seres vivos, essa novidade evolutiva é conhecida como apomorfismo (característica mais recente derivada de uma característica primitiva de uma espécie ancestral). Animais diblásticos e triblásticos O desenvolvimento da blástula leva à formação da gástrula. Já nessa etapa, ocorre a diferenciação dos tecidos embrionários básicos, conhecidos como folhetos germinativos. Dependendo do número de folhetos, os animas podem ser diblásticos ou triblásticos. No primeiro, acontece a formação do ectoderma e o endoderma. Já no segundo caso, a gástrula, além de formar o ectoderma e o endoderma, gera o mesoderma, que fica situado entre eles. Ectoderma reveste o embrião, origina a pele e o sistema nervoso. Mesoderma origina esqueleto, músculos, sistema circulatório, excretor e reprodutor. Endoderma origina órgãos do aparelho digestivo e o revestimento interno do sistema respiratório. Animais acelomados, pseudocelomados e celomados Alguns animais como os vermes achatados, o mesoderma preenche todo o espaço entre o ectoderma e o endoderma, resultando em um corpo maciço. Além da digestória, nesses animais não

3 apresentam outras cavidades corporais. A isso dá-se o nome de acelomados. Já nos vermes cilíndricos, por exemplo, o mesoderma cresce aderido ao ectoderma, deixando um espaço entre si e o endoderma. A esse espaço, dá-se o nome de pseudoceloma. Ele é preenchido por líquido, onde se alojam os diversos órgãos do animal. Os animais que se incluem nesse grupo são chamados de pseudocelomados. Já os representantes de todos os outros filos de animais apresentam uma cavidade corporal chamada cela, que é completamente revestida por mesoderma. Todos os animais que estão incluídos nesse grupo são chamados de celomados. Animais protostômios e deuterostômios A cavidade interna da gástrula, conhecida como arquêntero, e o meio externo dão origem ao blastóporo, que é justamente a abertura de comunicação entre essas duas estruturas que podem originar a boca e o ânus do indivíduo, dependendo do grupo de animais em que ele se inclui. Àqueles em que o blastóporo dá origem à boca, são chamados protostômios. Já os animais em que o blastóporo dá origem ao ânus, são chamados de deuterostômios. Simetria Poucos animais são assimétricos. A maioria é simétrica, ou seja, se cortada a estrutura corporal do animal ao centro, podemos obter duas metades equivalentes. Tipos de simetria dos animais: Simetria radial: Metades esféricas são obtidas apenas por planos de corte longitudinais, orientados como os raios de uma circunferência. Essas ocorrem em poucas esponjas, cnidários e nas formas adultas de equinodermos. Animais com essa simetria não possuem cabeça, cauda, lado direito, esquerdo, dorso ou ventre. Simetria bilateral: Um único plano que divide o corpo nas metades esquerda e direita. O corpo humano, por exemplo, apresenta esse tipo de simetria. Nesse caso, o único plano de simetria possível, capaz de dividir o corpo nas metades esquerda e direita, é o longitudinal. Os animais que possuem simetria bilateral apresentam região anterior e posterior, lado esquerdo e lado direito, região ventral e região dorsal. É característica de animais que nadam, cavam, rastejam, voam ou andam ativamente, estando associada à movimentação ativa e direcionada.

4 Filos do Reino Animalia Filo Porifera: esponjas sem tecidos verdadeiros.

5 Filo Cnidaria: corais, anêmonas e águas-vivas de simetria radial. Filo Platyhelmintes: vermes achatados (planárias e tênias). Filo Nemathelmintes: vermes cilíndricos como a lombriga (ascáris).

6 Filo Mollusca: organismos de corpo mole, com as classes Bivalvia (mexilhões), Gastropoda (caramujos) e Cephalopoda (polvo). Filo Annelida: segmentados, com as classes Oligochaeta (minhocas), Polychaeta (poliquetos) e Hirudinea (sanguessugas). Filo Arthropoda, com pernas articuladas e exoesqueleto, que inclui os crustáceos (caranguejos, camarões), a classe Arachnida (aranhas, escorpiões e ácaros), a classe Insecta e as classes Chilopoda (lacraias) e Diplopoda (piolho de cobra).

7 Filo Echinodermata, com espinhos (estrelas-do-mar, ouriços). Filo Chordata: inclui os subfilos Urochordata (ascídias), Cephalochordata (anfioxo) e Vertebrata, sendo que este último inclui os peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

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