Documento de Visão Sistema de Arrecadação de IPTU - SAI

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1 Sistema de Arrecadação de IPTU - SAI Versão 1.1R01

2 Histórico de Revisão Data Versão Descrição Autor (es) 12/08/ Documento inicial Márcio Roehe 26/08/ Revisão Ajustes e complementação Roberto Miyaba 30/08/ R01 Revisão, ajustes, complementação e adequação de layout Márcio Roehe Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 2 de 12

3 Sumário 1. Introdução Finalidade Escopo do Documento Definições, Acrônimos, e Abreviações Referências 4 2. Contextualização Tributação Fundamentos e aplicações IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana Descrição do Problema 6 3. Descrição dos Stakeholders e dos Usuários Resumo dos Stakeholders e dos Usuários 7 Necessidades Necessidades Chave dos Stakeholders e dos Usuários 8 4. Visão Geral do Produto Perspectiva do Produto Resumo das funcionalidades do Produto Premissas e Dependências Limites do Produto Requisitos Funcionais do Produto Processos de Operação Cadastro de Imóvel/Contribuinte Tabela de Vencimentos e Descontos Planta de Valores Pagamentos Emissão de Guias Relatórios Controle Precedência e Prioridades Requisitos Não-Funcionais do Produto Usabilidade Disponibilidade Segurança (Interna/Externa) Manutenibilidade Desempenho Confiabilidade Integração Restrições Técnicas Padrões Aplicáveis 12 Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 3 de 12

4 1. Introdução 1.1 Finalidade O documento tem por objetivo apresentar um contexto e definir a visão que os stakeholders têm quanto às necessidades de um sistema a ser construído, sendo também a base do acordo com o cliente. Contempla uma abordagem direta do que será feito para que o projeto de desenvolvimento de software possa ter seus objetivos atingidos. 1.2 Escopo do Documento Esta visão aplica-se ao, que descreve as macro-funcionalidades de uma solução integrada, modularizada e parametrizável, destinada a órgãos da administração pública municipal, com a finalidade da gestão tributária do IPTU Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. 1.3 Definições, Acrônimos, e Abreviações Ver Documento de Glossário, disponível no endereço Referências Título Versão Data Onde pode ser obtido Memória de /08/ reunião 1 Memória de /08/ reunião 2 Memória de /08/ reunião 3 Memória de /09/ reunião 4 Memória de /09/ reunião 5 Memória de /09/ reunião 6 Documento de 1.0R02 25/10/ Glossário Código Tributário /12/ Municipal Manual de Avaliação de Imóveis /07/ Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 4 de 12

5 2. Contextualização 2.1 Tributação Fundamentos e aplicações A Constituição Federal destaca que funções essenciais à prestação de serviços ao cidadão são prerrogativas do serviço público, podendo ser citados como exemplos a educação e a segurança pública. Para oferecer tais serviços e financiar transferências redistributivas, o governo precisa de recursos para financiá-los. Esses recursos podem ser obtidos de várias maneiras, incluindo impostos, taxas, empréstimos e até desapropriações. O financiamento através da tributação representa, de forma geral, a maior parcela das receitas fiscais do setor público. Sob a perspectiva tributária, pode-se destacar que o grande desafio dos gestores públicos está em garantir a legalidade, eficiência e economicidade, buscando otimizar os recursos necessários para o desenvolvimento de suas atividades, assim como a ampliação das ações já existentes, suprindo a demanda social presente no progresso das cidades. Imposto é a contribuição, não espontânea, que se paga ao Estado (União, Estado e Município) em função de suas atividades e não vinculada a serviço determinado. Tem, assim, o imposto o sentido de uma contribuição abstrata, sem vínculo com nenhum benefício ao contribuinte. 2.2 IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana A Constituição Federal de 1988, na Seção V, dos Impostos dos Municípios, em seu artigo 156, apresenta: Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I propriedade predial e territorial urbana; sendo portanto este tributo de competência dos Municípios, tendo como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como define a Lei Civil, devendo estar localizado em área urbana do município. O IPTU é um imposto que desconsidera os aspectos de cunho pessoal dos contribuintes, sendo um autêntico imposto sobre a existência de direitos sobre a propriedade de um bem imóvel. O possuidor de uma propriedade urbana deve pagar o tributo, pois tal possui um valor em seu patrimônio, portanto, uma riqueza. Em especial, o município tem no imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) um importante mecanismo de arrecadação, garantindo receitas tributárias para o investimento de ações municipais de promoção para o desenvolvimento local. Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 5 de 12

6 2.3 Descrição do Problema Problemas Pessoas Atingidas Impacto Uma solução bem sucedida traria A arrecadação tributária do IPTU não vem sendo realizada há dois anos, comprometendo a realização de ações públicas; A administração tributária não dispõe dos recursos necessários ao exercício pleno de suas atribuições; Inexistência de sistema informatizado integrado com base de dados cadastrais dos contribuintes, imóveis, benfeitorias, atividades econômicas e outras informações de teor relevante; Descontrole dos lançamentos de receitas, prejudicando a fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias e inscrição dos inadimplentes em dívida ativa e respectiva cobrança amigável ou judicial; Não há informações atualizadas sobre os prédios existentes na cidade sujeitos a impostos e alíquotas desses tributos referentes a cada área da cidade; Método arcaico dos lançamentos, feitos arbitrariamente pelas autoridades fiscais, e que não contemplam as benfeitorias das construções (acessórios do terreno); Falta do acompanhamento dos índices de valorização imobiliária; Não são aplicados critérios para isenção ou desconto do IPTU; Ausência de ação regularizadora do governo municipal quanto ao uso e ocupação do solo. Prefeitura da cidade; Toda a comunidade do município. Viabilização das receitas tributárias, face à sua imprescindibilidade e expressão na estratégia de sustentabilidade da administração pública; Problemas de gestão e de administração financeira; Ações de promoção para o desenvolvimento local. Automatização de processos e ganhos de produtividade; Aprimoramento da fiscalização tributária e a melhoria da arrecadação do tributo; Substituição de planilhas eletrônicas e pequenos aplicativos de apoio à gestão por ferramenta integrada; Melhora nos níveis de arrecadação dos recursos necessários para financiar as ações públicas, promovendo o desenvolvimento social e econômico; Transparência na gestão do setor público; Crescimento ordenado de ocupação da área urbana. Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 6 de 12

7 3. Descrição dos Stakeholders e dos Usuários 3.1 Resumo dos Stakeholders e dos Usuários Identificação Responsabilidades Stakeholders (nomes dos contatos) Secretário Municipal de Finanças Divisão de Previsão e Controle da Arrecadação e Cobrança Divisão de Cadastro de Pessoas e Imóveis Divisão de Atendimento ao Contribuinte Divisão de Acompanhamento do Contencioso Administrativo e Judicial Administrar a estrutura organizacional da Secretaria de Finanças; Liberar recursos para o projeto; Validar as macrofuncionalidades do sistema. Contabilizar as contas do Município, arrecadar, guardar e aplicar os recursos financeiros; Administrar, fiscalizar e arrecadar os tributos municipais; Co-responsável pela validação dos requisitos básicos da área financeira. Fiscalizar dados cadastrais dos contribuintes, imóveis, benfeitorias, atividades econômicas e outras informações de teor relevante Co-responsável pela validação dos requisitos básicos de cadastro. Atendimento a consultas e orientações diversas aos contribuintes. Co-responsável pela validação dos requisitos básicos de consultas e pagamentos. Inscrever inadimplentes em dívida ativa e promover cobrança amigável ou judicial; Co-responsável pela validação dos requisitos básicos de consultas e pagamentos. Wilson Ana Maria João Joaquim Necessidades Relatórios Gerenciais. Controle de arrecadação. Cadastro de pessoas e imóveis. Consultas diversas; Cálculos de valores atualizados; Emissão de guias. Controle de pagamentos; Cálculos de valores atualizados. Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 7 de 12

8 Divisão de Mapas e Valores Divisão de Auditoria Geral Definir a metodologia de cálculo, alíquotas, índices e regras para isenção e descontos do imposto. Co-responsável pela validação dos requisitos básicos de alíquotas e cálculos. Fiscalizar o controle interno da Administração, que recebe recursos do Município; Co-responsável pela validação dos requisitos do sistema. José Paulo Planta de Valores. Relatórios Gerenciais. 3.2 Necessidades Chave dos Stakeholders e dos Usuários No. Descrição Prioridade Observações do Cliente (Crítico, Útil e Importante) 1 Cadastro do Imóvel/Contribuinte Crítico 2 Tabela de Vencimentos e Descontos Crítico Por Ano Base 3 Planta de Valores Crítico 4 Pagamentos do IPTU Crítico 5 Relatório Financeiro Crítico 6 Emissão de Guias e 2ª. Via Crítico 7 Controle de Pagamentos do IPTU Crítico 8 Controle de Arrecadação do IPTU Crítico 9 Relatório de Arrecadação Prévia Importante 10 Relatório Total da Arrecadação Crítico Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 8 de 12

9 4. Visão Geral do Produto 4.1 Perspectiva do Produto Implementada a solução, esperam-se os seguintes benefícios: a) Informatização dos processos com aprimoramento da fiscalização tributária e a melhoria da arrecadação do imposto; b) Prover as informações necessárias à gestão e tomada de decisão; c) Diminuição do custo de manutenção e ganhos de produtividade pela substituição de planilhas eletrônicas e pequenos aplicativos de apoio à gestão por ferramenta integrada; d) Avanço tecnológico em ferramentas de gestão de arrecadação e fluxo de caixa, necessários à plena administração dos recursos públicos; e) Relação custo/benefício largamente favorável, face do retorno oferecido. 4.2 Resumo das funcionalidades do Produto Necessidades Cadastro de Imóvel/Contribuinte Tabela de Vencimentos e Descontos Planta de Valores Pagamentos Emissão de Guias Relatórios Controle Funcionalidades correspondentes Incluir imóvel Incluir contribuinte Incluir logradouro Incluir terreno Incluir edificação Pesquisar imóvel Alterar imóvel Alterar contribuinte Alterar logradouro Alterar terreno Alterar edificação Incluir Ano Base Incluir parcelamento Incluir datas de vencimento Incluir descontos Alterar parcelamento Alterar datas de vencimento Alterar descontos Parametrizar o cálculo do valor venal do imóvel Parametrizar as alíquotas do imposto Consulta pagamento Importa arquivo retorno bancário Imprimir guias de recolhimento Imprimir 2ª. Via de guia Exibir relatório financeiro Imprimir relatório financeiro Imprimir relatório de pagamentos Imprimir relatório de arrecadação Imprimir relatório de arrecadação prévia Imprimir total arrecadado Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 9 de 12

10 4.3 Premissas e Dependências O sistema depende da coleta de informações prévias pelas autoridades fiscais, que atualizem as informações relativas aos imóveis da localidade; O sistema necessita que a Divisão de Mapas e Valores estabeleça a metodologia de cálculo, alíquotas, índices e regras para isenção e descontos do imposto, para emissão das guias de arrecadação do tributo. O sistema depende, anualmente, da aprovação da planta de valores pelo legislativo municipal. 4.4 Limites do Produto Não haverá integração com outros sistemas externos; O sistema não efetuará recálculo de débitos de inadimplentes em situação de dívida ativa. 5. Requisitos Funcionais do Produto 5.1 Processos de Operação Cadastro de Imóvel/Contribuinte Esta funcionalidade permite ao operador do sistema incluir imóvel, contribuinte, logradouro, terreno, edificação; pesquisar imóvel; alterar imóvel, contribuinte, logradouro, terreno e edificação. Esta operação será feita solicitando o número de inscrição do imóvel ou nome, completo ou parcial, do contribuinte Tabela de Vencimentos e Descontos Esta funcionalidade permite ao operador do sistema incluir Ano Base, parcelamento, datas de vencimento, descontos; alterar parcelamento, datas de vencimento, descontos Planta de Valores Esta funcionalidade permite ao operador do sistema parametrizar o cálculo do valor venal do imóvel e alíquotas do imposto Pagamentos Esta funcionalidade permite ao operador do sistema consultar pagamentos e importar arquivo de retorno bancário Emissão de Guias Esta funcionalidade permite ao operador do sistema imprimir guias de recolhimento de IPTU e 2ª. via Relatórios Esta funcionalidade permite ao operador do sistema consultar ou imprimir o relatório financeiro. Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 10 de 12

11 5.1.7 Controle Esta funcionalidade permite ao operador do sistema imprimir relatórios afetos ao recebimento de pagamentos e arrecadação do IPTU. 6. Precedência e Prioridades No. Funcionalidade Prioridade do Cliente 1 Cadastro de Imóvel/Contribuinte 1 2 Tabela de Vencimentos e Descontos 3 3 Planta de Valores 2 4 Pagamentos 5 5 Emissão de Guias 4 6 Relatórios 6 7 Controle 7 7. Requisitos Não-Funcionais do Produto Usabilidade Interface gráfica amigável, com o uso de cores para destacar informações críticas para tomada de decisão; Possibilidade de parametrização das fórmulas de cálculo; Help Online que permita ao usuário resolver algumas dúvidas em relação à operação do sistema Disponibilidade Atualizações em tempo real; O sistema deverá estar disponível 24 horas, durante os dias úteis. Documentação do Sistema Disponível através do site do projeto Segurança (Interna/Externa) Confidencialidade na transmissão dos dados; O sistema utilizará os procedimentos padrões de backup e segurança de dados; O sistema deverá garantir o sigilo das informações, bem como o acesso restrito por meio de perfis de usuário; Gerar informações rastreáveis (log) para atendimento as auditorias. Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 11 de 12

12 7.1.4 Manutenibilidade O sistema deverá ser parametrizado com o intuito de reduzir a quantidade de versionamentos; Deverão ser utilizadas técnicas de modularização para otimizar a reusabilidade de funcionalidades. A interface gráfica deverá seguir as regras de padronização Desempenho Informações e acesso em tempo real Confiabilidade Todas os registros devem ser mantidos com acesso on-line pelo período de 3 anos e depois armazenadas por 25 anos Integração Contabilização mediante conciliação de arquivo de retorno bancário; Integração com outras ferramentas de análise (exportação de dados). 8. Restrições Técnicas 8.1 Padrões Aplicáveis Os seguintes padrões técnicos serão seguidos: Processo de Desenvolvimento de Software da empresa IBM/Rational; Padrões de codificação em Java; Padrão de Arquitetura Java em 3 camadas. Assessoria de Tecnologia da Informação, 2008 Página 12 de 12

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