O PENSAMENTO POLÍTICO E A FORMAÇÃO DO HOMEM IDEAL EM PLATÃO

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1 O PENSAMENTO POLÍTICO E A FORMAÇÃO DO HOMEM IDEAL EM PLATÃO SILVA, Ruy Gustavo da (PPE/UEM) PEREIRA MELO, José Joaquim (DFE/PPE/UEM) 1. INTRODUÇÃO Este estudo do pensamento político em Platão pretende apresentar, em linhas gerais, como, para o filósofo grego, melhor estaria organizada uma sociedade a fim de que houvesse harmonia e felicidade entre os seus membros. Para tanto, o texto foi dividido em dois momentos: em um primeiro, foi dada atenção para o que Platão considera como sendo o Estado perfeito e o tipo de homem que neste deveria viver; e, em um segundo momento, foi discutida a figura do filósofo e a educação que o mesmo deve desenvolver no Estado Ideal. Na filosofia de Platão, considera-se que sua motivação central provém do fato de que ele acreditava que a cura para os males da sociedade só seria possível mediante uma busca pelos princípios éticos que fundamentariam a polis, ou seja, a cidade justa. Para o cidadão grego, a polis é o espaço para desenvolver plenamente as suas capacidades e assim encontrar a sua realização pessoal. Platão buscava saber qual é o melhor modo de vida para os cidadãos e qual é a melhor maneira de organizar a polis para que ela e seus habitantes pudessem se desenvolver harmoniosamente. 2 O ESTADO IDEAL E O TIPO DE HOMEM QUE A ELE CORRESPONDE Para Platão, o Estado deve ser composto por cidadãos virtuosos. Destacando sempre que o bom governo é aquele que governa para o povo e não para si, tendo sempre em vista propiciar meios que leve os cidadãos ao bem em si. Platão deu grande importância à ciência política, em especial para que ela se efetuasse no campo da educação e da ética, no agir humano na cidade. Até porque, para Platão, pela política, educação e a ética, esses três pilares básicos, o homem grego 1

2 poderia ter uma formação integral, que o direcionava a contemplar a ideia de bem ontológico. Tal ideia de bem, para Platão, situava-se no mundo inteligível, mas, de acordo com o mesmo, nada impediria que os homens livres e sensatos obtivessem tal contemplação da ideia de bem, no mundo sensível, pela prática das virtudes e amor à sabedoria. E ainda, para atingir a contemplação do bem em si, que se situa no imutável, era necessário muito esforço, esforço esse que se adquiria somente através do conhecimento. Assim, a virtude é a manifestação da participação nas Ideias, a verdadeira ciência do Bem e do Mal. Ser justo significa acender ao conhecimento da harmonia das nossas forças interiores. Deste modo, a virtude essencial é a justiça, fundamento das virtudes próprias de cada uma das partes da alma: a temperança é a justiça dos sentidos, a coragem é a justiça do coração, a sabedoria é a justiça do espírito. Para Platão, apenas a filosofia permite uma prática política rigorosa, uma vez que o poder político não pode ser justo quando se ignora o que é a Justiça em si e as razões pelas quais ela constitui um ideal absoluto. Para que a Cidade seja bemaventurada, é preciso que os filósofos sejam reis ou que os reis sejam filósofos, a função do Estado deve ser conduzir todos os cidadãos ao conhecimento do verdadeiro Bem, ou seja, a virtude (DURANT, 1996). Tal como na alma, a justiça é a virtude que assegura a cada parte sua função em harmonia com o fim da parte superior o logos. Na Cidade, a justiça deve garantir o equilíbrio entre as classes sociais. Sendo que o melhor regime político será aquele que quem governa seja dos melhores entre os homens, os filósofos que tendo praticado a dialética ascendente, tal como é narrado por Platão no Mito da Caverna, voltam para ensinar aos que permaneceram prisioneiros. Platão diz que o Estado é a ampliação do homem e de sua alma. Sendo assim, pode-se realizar a seguinte pergunta, por que e como nasce o Estado em Platão? O Estado nasce porque o homem não é autárquico, ou seja, porque não basta a si mesmo. O Estado surge da necessidade do homem e essas são diversas, não necessitando apenas de um homem para supri-la, mas, de vários homens que atendam a tais necessidades. Entre as necessidades: a de todos aqueles que provêem às necessidades materiais; de homens responsáveis pela guarda e defesa da cidade; e de 2

3 poucos homens que saibam governar adequadamente. Desta forma, nascem as diferentes profissões que somente homens diversos podem cumpri-las (REALE, 2007). 2.1 A divisão social no Estado Ideal O autor apresenta a divisão dos trabalhos a partir do mito dos três metais, segundo o qual, um deus revestiu a alma de cada homem com um tipo específico de metal: ouro, prata ou bronze. Os que nasceram com a alma revestida de bronze, a sua aptidão está para as atividades manuais; os que nasceram com a alma revestida de prata, estão aptos para o manuseio de armas e os revestidos de ouro, estão aptos para a atividade racional. Segundo Reale (2007), a primeira classe formada por camponeses, artesãos e comerciantes é constituída de homens nos quais prevalece o aspecto concupiscível da alma, que é o aspecto mais elementar. Essa classe é boa quando nela predomina a virtude da temperança, a qual consiste numa espécie de ordem, domínio e disciplina dos prazeres e desejos, supondo também a capacidade de se submeter às classes superiores de modo conveniente. As riquezas e os bens administrados exclusivamente pelos membros dessa classe não devem ser nem muitos nem excessivamente poucos. A segunda classe, a dos guardiões do Estado, é constituída de homens nos quais prevalece a força irascível da alma, dotados ao mesmo tempo de mansidão e ousadia. A virtude dessa classe social deve ser a fortaleza e a coragem. A fortaleza e coragem é a capacidade de conservar com constância a opinião reta em matéria de coisas perigosas ou não, sem deixar vencer pelos prazeres ou pelas dores. A fortaleza é, sobretudo, a virtude dos guerreiros e o Estado é forte pela classe dos guerreiros. Os guardas devem permanecer vigilantes, quer em perigos advindos do exterior, como a perigos originados no interior da Cidade. Por exemplo, deverão evitar que a primeira classe produza excessiva riqueza, na qual pode gerar ócio, luxo, ou demasiada pobreza, levando a outros vícios. Além disso, devem cuidar para que as tarefas confiadas aos cidadãos correspondam à índole de cada um e para que se proporcione a todos educação conveniente (PAVIANI, 2003). Por fim, a terceira classe, correspondente aos governantes, deve ser constituída pelos homens que se destacaram na educação em relação aos outros, e que cumpriram 3

4 com zelo sua própria missão e, especialmente, aprenderam a conhecer e contemplar a verdade, o Bem. Nestes, portanto, predomina a alma racional e sua virtude é a sabedoria. A sabedoria, o bom conselho, tendo como objetivo o modo correto de se comportar no Estado com relação a si mesmo e com relação aos outros, quem a possui são somente os guardiões perfeitos, ou seja, os governantes. O Estado é sábio pela classe dos seus governantes. A Cidade perfeita é, portanto, aquela em que predomina a temperança na primeira classe social, a fortaleza e coragem na segunda e a sabedoria na terceira. Sendo assim, a Justiça é a harmonia que se estabelece entre essas três virtudes. Quando cada cidadão e cada classe social desempenham as funções que lhes são próprias da melhor forma e fazem aquilo que por natureza e por lei são convocados a fazer, então a Justiça se realiza (REALE, 2007). Se o Estado é a ampliação da alma, na verdade, cabe destacar que, em cada homem, estão presentes as três faculdades da alma que se encontram nas três classes sociais do Estado. Dessa forma, assim como são três as classes do Estado, também são três as partes da alma, sendo: a apetitiva, a irascível e a racional (PECORARO, 2008). A irascível, por sua natureza, encontra-se predominantemente do lado da razão, mas pode aliar-se também à parte mais baixa da alma, caso seja corrompida por má educação. Existe, portanto, correspondência perfeita entre as virtudes da Cidade e as virtudes do indivíduo. O indivíduo é temperante quando as partes inferiores da alma se harmonizam com a parte superior e a ela obedecem; é forte ou corajoso quando a parte irascível da alma sabe manter com firmeza os ditames da razão em meio a todas as adversidades; e é sábio quando a parte racional da alma possui a verdadeira ciência daquilo que e útil a todas as partes. Assim, a justiça será aquela disposição da alma pela qual cada uma de suas partes realiza aquilo que deve e do modo como deve realizar. É por causa desse estado de coisas que vemos Platão, em seus diálogos, através do personagem Sócrates, perguntar aos seus ouvintes: o que é a justiça? O que é a piedade? O que é a coragem? O que é a virtude? Platão tenta demonstrar que só há uma única definição correta para esses termos. Os outros sentidos apresentam certos defeitos que uma investigação metodicamente conduzida deveria trazer à tona. Em termos éticos e políticos isto se torna decisivo, pois Platão, assim como Sócrates, compreendia que alguém 4

5 só pode ser justo, piedoso, sóbrio ou corajoso se souber o que é a justiça, a piedade, a sobriedade e a coragem (PECORARO, 2008, p.44-45). Portanto, segundo Platão, a Justiça se define no momento em que cada um faz o que lhe compete fazer, os cidadãos e as classes de cidadãos na Cidade e as partes da alma na alma. A Justiça só existe exteriormente, nas suas manifestações, quando existir interiormente, na alma do homem. 3 O FILÓSOFO E EDUCAÇÃO NO ESTADO IDEAL Na República, obra onde Platão idealiza seu Estado, o faz demonstrando seu ideal pedagógico, no qual o Estado tem o dever de ser facilitador na formação do homem sábio. Nesta, tem-se um Platão político-humanista, que pretende a aplicação de sua filosofia nos preceitos cívicos e o faz de forma educativa, através da política social de seu Estado ideal. Platão aproximou os conceitos de política e paidéia, trouxe as relações entre a formação do indivíduo, sua vida política e a do Estado. É através da paidéia que o homem pode alcançar o suficiente preparo para a ação consciente nos moldes da virtude, o que é pressuposto básico para o Estado ideal (PAVIANI, 2003). A formação humana está vinculada à noção de Justiça, a qual é tratada por Platão, primeiro, no Estado ideal, para, depois, fazer compreender sua essência e função no homem. Tal é o trajeto, do mais amplo, o Estado, ao particular, o homem. É no Estado que o homem poderá desenvolver-se plenamente, pois, conforme tratado anteriormente, o homem não é auto-suficiente, tendo naturalmente necessidades que poderão ser preenchidas apenas em uma vida organizada politicamente. Ocorre que o homem, por depender, para sua subsistência, de uma multiplicidade de tarefas, precisa do auxílio de outros, de modo que as atividades sejam divididas, cada um ocupando um posto, numa perfeita divisão do trabalho (PAVIANI, 2003). Platão pensa cada pessoa ocupando seu lugar, nutrindo-se do necessário, dos recursos disponíveis para que possam manter uma vida agradável, sem que perdure a penúria ou a guerra. Em todo este panorama que se abre, a educação é fundamental para proporcionar a convivência humana em harmonia. Os indivíduos, em sociedade, 5

6 apresentam qualidades que podem ser geridas para o bem do todo, proporcionando comum bem-estar. Para conseguir o equilíbrio do homem, em sua relação à comunidade e ao Estado, é preciso uma formação dirigida à alma humana. Sendo assim, Platão apresenta o filósofo como o governante ideal para o Estado, pois a Paidéia, ou seja, a educação é uma das características mais significativas para o filósofo assumir tal posto. No seu modo de ver, o filósofo deve tornar um governante e o governante tornar um filósofo. Essa é a condição necessária para a realização do Estado ideal. Da mesma forma, colocar o filósofo como construtor e regente do Estado, para Platão, significa colocar a verdade e o absoluto como medida suprema e, portanto, como fundamento do Estado. O filósofo, após ter alcançado a verdade, contempla e a imita, plasma a si mesmo de acordo com ela e, por conseguinte, coloca-se a frente do Estado. No que tange à formação, Reale (1994) argumenta que, para chegar ao Estado Ideal, desejado por Platão, é necessário que haja uma formação adequada de seus indivíduos. Segundo Platão, as crianças deveriam ser retiradas de seus pais logo nos primeiros meses de vida e o Estado ficaria responsável por sua educação, inserindo-as de volta à sociedade. Platão assevera que a educação é demasiadamente importante para deixar a criança sob a responsabilidade da família. Partindo do princípio que as pessoas são diferentes e que existe uma diversidade de funções na sociedade, o Estado e não a família deve ser responsável pela educação das crianças. É neste período que é feita a seleção dos jovens dotados de natureza filosófica autêntica, os quais devem ter a racionalidade superior as suas outras paixões, ou seja, os que mostrarem aptidão para ser filósofo e assim governantes (REALE, 1994). Para Platão (2002), os primeiros ensinamentos deverão ser propostos quase em forma de jogos e brincadeiras, sem nenhuma forma de imposição. Desta maneira, mostrar-se-á capaz e eficaz de revelar a natureza dos jovens. Ainda na fase inicial, que é até os vinte anos, recebem uma educação ginásticomusical que os tornam mais harmoniosos, mais bem ordenados, produzindo assim o efeito do bem, mas não o conhecimento do Bem. A ginástica tem a função de preparar o corpo para que este adquira uma condição necessária de ascensão da alma, pois esta se encontra aprisionada neste mundo físico e imperfeito. E por meio da música, o corpo 6

7 desenvolverá o ritmo e o condicionamento corporal necessário para o bom desenvolvimento da educação. Segundo Platão (1973, p. 187): aquêle que mistura com mais beleza a ginástica à música e as aplica na melhor medida à própria alma, aquêle, diremos nós mui justamente, é perfeito músico e perfeito harmonista, muito mais do que regula entre si as cordas de um instrumento. A esta educação ministrada através da ginástica e da música, soma-se a educação matemática que deve acompanhar todo o processo formativo, desde a infância: Assim, deverão ser ensinadas aos nossos alunos desde a infância a aritmética, a geometria e todas as ciências que hão de servir de preparação para a dialética, mas este ensino deverá ser ministrado de maneira a não haver constrangimento. (PLATÃO, 1993, p. 251). O conhecimento pleno do Bem se realiza através de um longo caminho, que deve passar pela educação filosófica, a qual busca o conhecimento máximo das coisas. Também, deve passar pela aritmética, geometria plana e espaço, astronomia e pela ciência da harmonia. Mas, é através da dialética que a alma se desliga completamente do sensível para alcançar o puro Ser das Ideias, chegando assim ao conhecimento pleno do Bem. A segunda etapa da educação platônica se dá a partir dos vinte anos de idade, indo até os trinta anos, mas só permanecem, nessa segunda etapa, os que se tiverem destacado nesses estudos, nas fadigas e na capacidade de enfrentar perigos de várias naturezas, serão educados para compreender as relações entre as disciplinas antes estudadas e a natureza do Ser. É nesse período que vai se descobrir quais são os jovens dotados de natureza dialética (TEIXEIRA, 2003). A educação dialética pode libertar do orgulho e de toda a pretensão, o discípulo poderia fazer o caminho de volta, reconstruindo suas próprias ideias e, consequentemente, rever onde errou, e corrigir seus erros. Para Platão, a dialética tem como centro o diálogo com a vida, educar implica aprender a perguntar sobre a vida e com a experiência da vida. A dialética tem como objetivo último elevar até a ciência suprema. Se a maioria dos homens é incapaz de ir além da opinião, o filósofo por meio da dialética é capaz de alcançar o Bem (PLATÃO, 1979). O primeiro passo inicia-se pela ironia, que tem por finalidade desconstruir o que está constituído no mundo sensível, isto é, eliminar as opiniões e as hipóteses daquilo 7

8 que temos como sendo verdades na realidade material sobre as coisas e os objetos. Chega-se a esta finalidade por meio do diálogo entre os indivíduos que reconhecerão a sua própria ignorância diante do mundo em que habitam (TEIXEIRA, 2003). A partir do momento em que o indivíduo reconhece sua ignorância e tem a necessidade de superar as contradições que estão postas, inicia um caminho de volta à suas origens no sentido de rever o momento em que errou, para, a partir daí, buscar o caminho da verdade absoluta. Essa trajetória em busca da verdade, no interior do ser, caracteriza-se pela maiêutica, isto é, a arte de trazer a luz ou arte do parto. A terceira e última etapa se dá entre os trinta e os cinquenta anos de idade, onde os governantes-filósofos estarão completamente formados e serão testados ou provados. Podendo dedicar-se inteiramente à contemplação filosófica, também assumir comandos militares e diversos cargos para provar a realidade empírica, os quais são necessários para a manutenção da pólis. (...) ao atingir os cinqüenta anos, os que tiverem se saído bem destas provas e se tiverem distinguido em tudo e de toda maneira, no seu agir e nas ciências, deverão ser levados até o limite e forçados a elevar a parte luminosa da sua alma ao Ser que ilumina todas as coisas. Então, quando tiverem vislumbrado o bem em si mesmo, usa-lo-ão como um modelo para organizar a cidade, os particulares e a sua própria pessoa, cada um por sua vez, pelo resto da sua vida. (PLATÃO, 1993, p. 255). Conforme Reale (1997), o filósofo tendo chegado à contemplação do Bem e do Ser supremo, desejaria viver o resto de sua vida contemplando. No entanto, isso não lhe é permitido devido a sua dívida com o Estado, pois ele chegou às alturas, onde poucos chegam e realizou a sua natureza, graças à Paidéia e aos cuidados do Estado. Por isso, nada mais justo que ele volte e ocupe-se de outros, fornecendo-lhes a mesma vantagem que é alcançar a visão do Bem. Pode-se observar isso na alegoria da Caverna. Através da alegoria da caverna, Platão ilustra a hierarquia das formas do Ser e a conversão ao inteligível: os habitantes de uma gruta, prisioneiros acorrentados desde sempre com as costas voltadas para a entrada, vêem projectadas ao fundo as sombras dos objectos transportados por homens que circulam lá fora e tomam estas sombras por realidades. Os objectos reais são para as sombras o que o mundo das idéias é para o mundo visível. Por isso, a conversão é penosa: ao deslocar-se para a luz, o prisioneiro é por ela ofuscado mas, ao voltar para junto dos seus antigos companheiros da caverna, passa por mentiroso ou desordeiro. Este é, segundo Platão, o significado 8

9 filosófico da morte de Sócrates, o justo imcompreendido pelos seus semelhantes porque viu a verdade (BARAQUIN, 2000, p. 308). O mito da caverna é o ideal da nova educação proposta por Platão. A caverna representa o domínio da opinião, ou seja, do senso-comum. Imaginemos homens que vivem numa caverna, cuja entrada se abre para a luz em toda a sua largura, com amplo saguão de acesso. Imagine que os habitantes dessa caverna tenham as pernas e o pescoço amarrados de tal modo que não possam mudar de posição e tenham de olhar apenas para o fundo da caverna. Imagine ainda que, imediatamente fora da caverna, exista um pequeno muro e que, por trás desse muro e, portanto, inteiramente escondidos por ele, se movam homens carregando sobre os ombros estátuas trabalhadas em pedra e em madeira, representando os mais diversos tipos de coisas. Imagine também que, por trás desses homens, esteja acesa uma grande fogueira e que, no alto, brilhe o sol. Finalmente, que a caverna produza eco e que os homens que passam por trás do muro estejam falando de modo que suas vozes ecoem no fundo da caverna (PLATÃO, 2002). Continuando, Platão (2002) discorre, que se isso acontecesse, os prisioneiros da caverna poderiam ver além das sombras das pequenas estatuetas projetadas no fundo da caverna e ouviriam apenas o eco das vozes. Entretanto, acreditariam, por nunca terem visto coisa diferente, que aquelas sombras eram a única e verdadeira realidade e que o eco das vozes representasse as vozes emitidas por aquelas sombras. Suponha-se, agora, que um daqueles prisioneiros consiga desvencilhar-se dos grilhões que o aprisionavam. Com dificuldade, ele se habituaria à nova visão que lhe apareceria. Habituando-se, porém, veria as estatuetas se moverem por sobre o muro e compreenderia que elas são muito mais verdadeiras do que as coisas que antes via e que agora lhe parecem sombras. Suponha-se ainda, que alguém traga o prisioneiro para fora da caverna e do outro lado do muro. Pois bem, primeiramente ele ficaria com a visão ofuscada pelo excesso de luz, depois, habituando-se, veria as coisas em si mesmas, por último veria, inicialmente de forma reflexa e posteriormente em si mesma, a própria luz do sol. Compreenderia, então, que estas e somente estas são as realidades verdadeiras e que o sol é a causa de todas as outras coisas visíveis. O sol representa o Bem. A educação adequada ao governante-filósofo do Estado ideal é semelhante à formação do prisioneiro da caverna. De modo que compete ao 9

10 governante-filósofo persuadir os habitantes da cidade, a empreender a subida em direção ao Bem (REALE, 1997). O governante não pode ser apenas um detentor do saber, deve ser um homem de bom caráter para a comunidade, não apenas para si. O importante não é a felicidade do governante, mas a da pólis ou Estado. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao valorizar a alma em detrimento do corpo, Platão considera a filosofia (que é um exercício para a alma) como melhor instrumento para se desenvolver o homem. Neste sentido, não se pode desconsiderar o fato de que, para o pensamento grego antigo, o homem era exclusivamente a sua alma e nela estavam fixadas todas as virtudes e as possibilidades de seu desenvolvimento. Visto que a alma humana racional se acha, de fato, neste mundo, unida ao corpo e aos sentidos, deve principiar a sua vida moral sujeitando o corpo ao espírito, para impedir que o primeiro seja obstáculo ao segundo, à espera de que a morte solte definitivamente a alma dos laços corpóreos. Noutras palavras, para que se realize a sabedoria, a contemplação, a filosofia, a virtude suma, a única virtude verdadeiramente humana e racional, é necessário que a alma racional domine, antes de tudo, a alma concupiscível, derivando daí a virtude da temperança, e domine também a alma irascível, donde a virtude da fortaleza. Tal harmônica distribuição de atividade na alma conforme a razão, constituiria, pois, a justiça, virtude fundamental, juntamente com a sapiência, embora a esta naturalmente inferior. Temos, destarte, uma classificação, uma dedução das famosas quatro virtudes naturais, chamadas depois cardeais - prudência, fortaleza, temperança, justiça - sobre a base da metafísica platônica da alma. Conforme Platão, o estado ideal deveria ser dividido em classes sociais, as quais cada uma referente as virtudes que lhe são próprias. Três são, pois, estas classes: a dos governates filósofos, a dos guerreiros, e a dos produtores, as quais, no organismo do estado, corresponderiam respectivamente às almas racional, irascível e concupiscível no organismo humano. À classe dos filósofos, cabe dirigir a república. Com efeito, contemplam eles o mundo das ideias, conhecem a realidade das coisas, a ordem ideal do mundo e, por conseguinte, a ordem da sociedade humana, e estão, portanto, a altura de 10

11 orientar racionalmente o homem e a sociedade para o fim verdadeiro. Tal atividade política, constitui um dever para o filósofo, não, porém, o fim supremo, pois este fim supremo é unicamente a contemplação das ideias. Portanto, o Estado ideal para Platão seria aquele que oferecesse as condições necessárias para o desenvolvimento do pensamento filosófico. É a partir da razão (logos) que o indivíduo deveria elaborar as leis e regras que melhor organizariam a sociedade. Com a ascensão de um filósofo ao poder, ter-se-ia, então, a perfeição do Estado. Contudo, o Estado, governado por homens, não estaria livre da corrupção e da consequente degeneração. REFERÊNCIAS BARAQUIN, N.; LAFFITTE, J. Dicionário de Filósofos. Lisboa: Ed. Edições 70, DURANT, Will. A história da filosofia. São Paulo: Nova Cultural, PAVIANI, Jayme. Platão e a república. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, PECORARO, Rossano. Os Filósofos: Clássicos da Filosofia. Vol. I. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, PLATÃO. A República. São Paulo: Abril Cultural, coleção Os Pensadores.. A república. Traduzido por Enrico Corvisieri. São Paulo: Editora Best Seller, Diálogos: O Banquete - Fédon Sofista - Político. Trad. J. Paleikat e J. Cruz Costa. São Paulo: Abril Cultural, REALE, Giovanni. Platão. Traduzido por Henrique Cláudio de Lima Vaz e Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, Para uma nova interpretação de Platão. São Paulo: Loyola, História da filosofia antiga, V.II. Trad. H. C. de L.Vaz e M. Perine. São Paulo: Loyola,

12 TEIXEIRA, Evilázio, F.B. A educação do homem segundo Platão. 3. ed. São Paulo: Paulus, TRABATTONI, Franco. Platão. São Paulo: Ed. Annablume,

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