O eclipse total do Sol de 1947 no escuro do cinema: uma análise da construção discursiva do Cine Jornal Informativo O eclipse solar

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O eclipse total do Sol de 1947 no escuro do cinema: uma análise da construção discursiva do Cine Jornal Informativo O eclipse solar"

Transcrição

1 O eclipse total do Sol de 1947 no escuro do cinema: uma análise da construção discursiva do Cine Jornal Informativo O eclipse solar Heráclio Duarte Tavares * Resumo Em 20 de maio de 1947 ocorreu um eclipse do Sol que teve sua faixa de totalidade cruzando o território brasileiro. A cidade de Bocaiuva (MG) recebeu diversas expedições científicas para a realização de observações, coleta de dados e posteriores estudos deste fenômeno. As circunstâncias do imediato pós Segunda Guerra Mundial conferiram um grande destaque na imprensa nacional e internacional a este evento, produzindo registros em diferentes mídias. Visamos analisar o registro fílmico: Cine Jornal Informativo. vol. 1, nº 40. O eclipse solar, na medida em que este documento aborda uma produção científica específica e suas imbricações com as circunstâncias históricas. Palavras chave: eclipse total do Sol, Cinejornal Informativo, ciência e sociedade. Abstract On May 20, 1947 an eclipse of the Sun occurred that had its path of totality crossing the Brazilian territory. The city of Bocaiuva (MG) had received several scientific expeditions to the achievement of observations, data collection and subsequent studies of this phenomenon. The circumstances of the immediate post second war gave a great emphasis on national and international media to this event, producing records in different medias. We aim to analyze the film: Cinejornal Informativo. vol. 1, nº 40. O eclipse solar, in the understanding that this document approach a specific scientific production and its interplay with the historical circumstances. Keywords: total eclipse of the Sun, Cinejornal Informativo, science and society. * Mestrando do Programa de Pós Graduação em História Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bolsista CNPq. O autor agradece ao Museu de Astronomia e Ciências Afins (RJ) e à Cinemateca Brasileira (SP) por terem oferecido o respaldo e apoio institucional necessários à elaboração deste artigo.

2 2 Sobre o Cinejornal Informativo Cinejornais eram filmes jornalísticos de curta duração, que tratavam de forma dinâmica as principais notícias dos últimos dias. Os primeiros cinejornais remontam ao início do século XX, época em que eram produzidos por pequenas produtoras e não havia qualquer tipo de apoio institucional. Por volta dos anos 1930 existiam diferentes produtoras realizando cinejornais, e em 1932 suas exibições passaram a contar com apoio legal (Decreto nº ), como a obrigatoriedade de exibição de curtas brasileiros antes das sessões de filmes de longa metragem. O Cinejornal Informativo foi uma série de filmes de caráter jornalístico produzida pela Agência Nacional de 1946 a Os filmes do Cinejornal Informativo produzidos a partir do ano de 1950 encontram-se no Arquivo Nacional (RJ), enquanto que na Cinemateca Brasileira (SP) estão depositados os números produzidos de 1946 a A Cinemateca Brasileira publicou em 1992 o Catálogo do Cinejornal Informativo, que contém, além da divulgação do acervo, uma apresentação geral dos temas tratados e um pouco de sua história. O Cinejornal Informativo substituiu o Cinejornal Brasileiro, que foi criado em 1938 durante o Estado Novo e atuou, principalmente, na construção de uma representação da figura de Getúlio Vargas almejando a busca por apoio populacional ao regime. O Cinejornal Brasileiro retratou Getúlio Vargas de maneira onipresente e associado a um carisma populacional. Já o Cinejornal Informativo, segundo José Inácio de Melo Souza, [...] respeitou as linhas gerais daquilo que havia sido estatuído pelo Cinejornal Brasileiro no período da ditadura. (CINEMATECA BRASILEIRA, 1992: 3) Porém, acompanhando as transformações de seu tempo, o progresso nacional, por exemplo, que era retratado no Cinejornal Brasileiro a partir da siderurgia, passou a ter o foco na eletrificação. Além disso, observou-se uma inclinação anticomunista a partir de 1947, o que nos leva a crer que através de análises do Cinejornal Informativo podemos ter uma melhor compreensão da produção e circulação de representações fílmicas de um certo período histórico. Renata Gomes nos oferece um panorama que abarca desde o processo de produção do Cinejornal Informativo à sua distribuição pelas salas de cinema no país. Segundo Gomes, o processo de produção seguia a seguinte ordem: 1) Escolha do assunto 2) Produção do roteiro 3) Captação das imagens 4) Criação da sonorização: música e narração 5) Edição do filme 6) União

3 3 da narração, música e imagens. O resultado deste processo era um filme de cerca de 7 a 10 minutos de duração em que até quatro reportagens, às vezes apenas uma, eram exibidas. Do processo de construção do filme, é importante destacar que a locução do Cinejornal Informativo assume o papel de legitimadora de verdades, pois interpreta e dá sentido às imagens, que são entendidas como ilustração daquilo que se ouve. (GOMES, 2007). O Cine Jornal Informativo. vol 1, nº 40. O eclipse solar é fruto desta construção. Nosso interesse por este arquivo é devido, antes de tudo, ao tema tratado e por ser um dos poucos registros fílmicos, talvez o único, realizados por cinegrafistas brasileiros sobre o eclipse total do Sol de 1947 que resistiu às adversidades do tempo e chegou até nós. 1 Através de sua análise, as relações entre a produção científica e a sociedade da época, sob a ótica da Agência Nacional, ganham em compreensão. Além disso, a própria materialidade deste arquivo é um patrimônio a ser preservado nos acervos científicos e vem contribuindo para, por exemplo, ações de resgate da história da Cidade de Bocaiuva (MG) cidade que recebeu a maioria das expedições científicas para a observação do fenômeno e para a auto afirmação de sua identidade como um local de produção de conhecimento. 2 Eclipses totais do Sol e suas relações com a sociedade no pós Segunda Guerra Mundial Eclipses totais do Sol obedecem a grandes coincidências naturais. 3 Todavia, apesar das coincidências serem grandes, elas não são raras. Os eclipses obedecem a um ciclo de cerca de 18 anos, chamado de Ciclo de Saros. Há mais de 150 tábuas de Saros, as quais cada uma contém uma série que varia de 39 a 47 eclipses do Sol (que podem ser totais, parciais ou anulares). Isso significa que não temos um eclipse do Sol a cada 18 anos, mas que a cada 18 anos assiste-se à 1 Encontramos referências à realização de outros filmes sobre o eclipse de 1947 no sítio da Cinemateca Brasileira. Porém, a instituição não os possui em seu acervo. Trata-se de uma edição do Bandeirantes na Tela e outra do Notícia da Semana. Tivemos ciência, também, de um registro fílmico sobre o eclipse de 1947 feito por Herbert Richers. 2 A Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Bocaiuva reproduziu o Cine Jornal Informativo. vol. 1, nº 40. O eclipse solar e o exibe em sessões nas escolas da região. Esta ação visa recuperar a memória do acontecimento e reforçar a ideia de que a cidade é, também, um local de produção de conhecimento. Esta atitude esta vinculada à divulgação da abertura de pólos universitários da UNIMONTES, com os cursos de Química e Física, em Bocaiuva. 3 A distância entre a Terra e a Lua é 400 vezes menor que a entre o Sol e a Terra. O diâmetro do Sol é cerca de 400 vezes maior do que o da Lua. Esta coincidência faz com que o Sol e a Lua tenham aparentemente o mesmo diâmetro quando observados da Terra e é um dos determinantes que propicia os eclipses totais do Sol..

4 4 ocorrência de um eclipse pertencente à mesma tábua, o que não impede que diferentes eclipses do Sol ocorram em pequenos intervalos de anos, ou, até mesmo, em um mesmo ano. No contexto do imediato pós-guerra o status social dos cientistas, principalmente os da natureza, cresceu bastante. O uso militar da energia nuclear recrudesceu a corrida pelos meios de sua produção, conferindo à pesquisa científica, especialmente à física, um caráter de possibilitadora de aumento de poder dos governos frente a outras nações. Há de se considerar, também, que a imprensa, de uma forma geral, passava por uma renovação adquiria um caráter mais empresarial e passou a contar com equipamentos mais modernos na segunda metade da década de 1940, o que ajudou a construir e a disseminar uma imagem dos cientistas como celebridades. Neste cenário favorável ao desenvolvimento da ciência, houve a criação de importantes instituições científicas como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) em 1949 e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) em Na circunstância histórica esboçada acima, foi identificada a circulação de notícias, em alguns periódicos, que estabeleciam relações entre as observações científicas do eclipse de 1947 e os aspectos beligerantes da recém terminada Segunda Guerra Mundial. 4 Por mais que a divulgação do plano de trabalho dos cientistas que vieram ao Brasil observar o eclipse total do Sol de 1947 apontasse para estudos da atmosfera, da incidência dos raios cósmicos, da variação do magnetismo terrestre e, principalmente, para a coleta de dados para comprovação da Teoria da Relatividade as circunstâncias históricas da época indicam que, talvez, os cientistas tivessem, também, interesse no aperfeiçoamento de armas. 5 Durante a primeira metade da década de 1940 as áreas de influência russa e estadunidense iam sendo definidas através de encontros como o de Yalta e Potsdam. O quadro de abertura política desenhado no Brasil em 1946 não durou muito tempo, deteriorando-se pouco a pouco frente a famosos discursos do então primeiro ministro inglês W. Churchill, em março de 1946, e, principalmente, diante do discurso do Presidente dos E.U.A. Harry Truman, em março de 1947, 4 Estes resultados foram apresentados no 11º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia no painel: As expedições astronômicas na imprensa brasileira: o caso do eclipse de Bocaiúva, de autoria do autor deste artigo. 5 Este é um dos possíveis desdobramentos da pesquisa que aqui é apresentada. Para ilustrar essa ideia, lembro que o cientista que liderou a expedição dos E.U.A. em Bocaiuva, o físico Lymann Briggs, esteve à frente de uma Comissão especial, Briggs Advisory Committee on Uranium, para o estudo das condições de aquisição e de fissão do Urânio 235, ao final dos anos 1930, quando Albert Einstein enviou uma carta ao Presidente Franklin Delano Roosevelt alertando-o de que os alemães estavam estudando formas de desenvolvimento de uma bomba atômica.

5 5 que colocou os E.U.A. como defensores das democracias ocidentais e oficializou a ofensiva contra o comunismo. Aproximando estes acontecimentos ao nosso objeto de estudo, essa dicotomia política foi apropriada e gerou representações relacionadas ao eclipse total do Sol de 1947 em diversas mídias, inclusive no Cinejornal Informativo que será trabalhado a seguir. Por dentro do Cinejornal Informativo: O eclipse solar Ao analisarmos a construção discursiva do filme em questão, a ideia de que o encadeamento das cenas seguiu a cronologia dos acontecimentos foi tomada como base. As imagens para o documentário foram coletadas a partir da chegada dos jornalistas ao acampamento em Bocaiuva, que foi exatamente na manhã em que ocorreu o eclipse. Logo, cremos que mesmo com o trabalho de edição, o encadeamento temporal das imagens obedeceu, na maior parte, à ordem dos fatos. Isso fortalece a ideia de verdade que o documento fílmico transmite, ainda mais se levarmos em conta o fator novidade que o cinema ainda continha naquele período. Desde o início do filme, o eclipse total do Sol é espetacularizado. No discurso do Cinejornal Informativo o encantamento e fascínio do fenômeno se sobrepõem aos estudos que foram realizados. Do plano de observação dos cientistas, que havia sido distribuído a toda imprensa, apenas a tentativa de comprovação da Teoria da Relatividade tem espaço no discurso: Nenhum detalhe foi esquecido pelos homens da ciência, todos ansiosos pelo momento em que iriam colher elementos da maior significação, dados preciosos e concretos para aquilatar com segurança e base sólida sobre a Teoria de Einstein. [...] Precisamente às oito horas e vinte e dois minutos inicia-se o eclipse [inaudível] aceleram-se. Os cientistas entregam-se a estudos que hão de proporcionar o controle comprobatório sobre a validade da Teoria da Relatividade de Einstein, a qual é de suma importância no estudo da estrutura do átomo e do universo como um todo. (Transcrição. Cinejornal Informativo: 1947). A Teoria da Relatividade é mencionada, primeiro, em um trecho no qual a ciência é detalhista e detentora de uma base sólida e concreta. Posteriormente, a mesma Teoria da Relatividade, nesta chave, a representação maior da ciência, tem um uso universal, abarcando a

6 6 totalidade da existência - do átomo ao Universo. Vale lembrar que, naquele período, a figura de Albert Einstein era mundialmente conhecida e que através de observações de um eclipse total do Sol realizadas em Sobral (CE), em 1919, os primeiros dados que confirmaram a deflexão da luz estelar e a curvatura do espaço foram coletados. (COLES: 1999). No Cinejornal Informativo que analisamos há uma ideia central, que perpassa todo o filme, de que a ciência é um bem para a humanidade. 6 Entretanto, a ideia de universalizar os resultados da ciência não foi usada quando para a universalização de seus possíveis praticantes. A prática científica no discurso do Cinejornal Informativo estava restrita aos gênios. A mesma restrição da prática científica a grandes mentes também foi observada no periódico O Cruzeiro (ANDRADE, 1994), dando a esta representação restritiva da prática científica uma circulação pelo país. E isso não é só. Nos trechos em que o locutor fala do povo as imagens do documentário mostram a cerca que marca os limites do acampamento de observação e o povo além dela. 7 Obviamente que para se focalizar o povo, teria que se focalizar também esta cerca, já que ela servia para delimitar uma área de trabalho isenta de interferências dos populares aos cientistas e assegurar a integridade dos instrumentos. Mas, e quando a câmera faz uma tomada a partir da perspectiva do telespectador, enquadra uma grade que põe de um lado o nosso olhar e do outro lado um balão científico? 8 Figura A Figura B 6 Esta representação positiva sobre a produção científica circulou em diversos periódicos e foi observada no projeto de pesquisa, cujo o autor deste artigo foi bolsista PIBIC: Expedições Astronômicas no Brasil ( ), coordenado pela Professora Drª Christina Helena da Motta Barboza, da Coordenação da História da Ciência/ Mast. 7 Figura A. 8 Figura B.

7 7 A premissa desta indagação vale também para a locução de um trecho mais adiante, no qual há uma ideia de separação entre duas categorias de homens promovida pelos produtores do Cinejornal Informativo: O espetáculo é surpreendente, belo, extraordinário, único quase indescritível. Não apaixona apenas aos que mergulharam no oceano da ciência, impressiona também e profundamente a quantos tem a aventura de assisti-lo. Sua fascinação envolve igualmente aos leigos que apenas veem e sentem a grandiosidade espetacular do fenômeno, sem, no entanto, compreender-lhe ou avaliar sequer o imensurável valor científico, o alcance intraduzível. (Transcrição. Cinejornal Informativo: 1947). Ou seja, além das representações imagéticas anteriormente citadas, há a verbalização de duas categorias de homens: o homem que se apaixona pelo fenômeno e é capaz de compreendê-lo cientificamente e uma outra categoria de homem que é movido apenas pelas paixões e sentimentos. Mais uma vez a ideia, subjacente a este enunciado, de que existe uma grande distância entre o homem comum e a prática científica toma forma. Seria imprudente imputar uma intencionalidade aos funcionários da Agência Nacional em construir uma representação que desse conta deste distanciamento entre a população e o fazer científico. A análise das etapas de produção deste Cinejornal Informativo, principalmente do roteiro (se ainda existir), poderá nos esclarecer este ponto. Pretendemos desenvolver esta abordagem futuramente. Enquanto ainda não possuímos elementos para responder a esta questão, ficamos com a hipótese de que a circulação, no mesmo período, de outras representações com o mesmo cunho restritivo do fazer científico talvez tenham alcançado os responsáveis pela produção do Cinejornal Informativo, e tomadas, por estes, como verdadeiras, o que pode ter causado a reprodução da mesma ideia equivocada. Outros trechos significativos neste filme são os que mostram a aproximação entre o Brasil e E.U.A. Em dois momentos específicos essa aproximação é construída. Primeiro, quando a locução fala do embaixador norte americano William Pawley, que estaria presente no campo de observação entre os cientistas. Logo após esta fala, entra uma cena na qual tremulam juntos os

8 8 pavilhões do Brasil, dos E.U.A. e da National Geografic Society sobre os cientistas que, segundo a locução, estariam a poucos instantes de darem início aos trabalhos. 9 Figura C O segundo momento, que é ao final do filme, difere um pouco do primeiro, pois há uma clara edição de imagens que não segue a cronologia dos acontecimentos. As imagens 10 seguem a uma ordem estabelecida pela seguinte locução: Locutores do rádio internacional transmitem para o mundo tudo quanto lhes foi dado a assistir. Todos os detalhes do impressionante fenômeno, toda a atividade valiosa dos homens da ciência e toda magnitude do eclipse solar, então observado, são proclamados ao ouvido do universo inteiro. E depois, pouco e pouco o Sol começa a fulgurar sobre Buki Uki, a cidade erguida em duas semanas, onde cem cientistas realizaram estudos dos mais proveitosos para a ciência e para a humanidade. (Transcrição. Cinejornal Informativo: 1947). 9 Figura C. 10 Figuras D, E e F. O encadeamento das imagens é o mesmo da ordenação das figuras.

9 Figura D Figura E Figura F 9 Os elementos que permearam todo o filme estão presentes no trecho final. A espetacularização da ciência, que é levada a todo o mundo pela imprensa internacional, e a valiosa contribuição da ciência são enunciadas pela voz do locutor, que ainda ressalta, pela segunda vez no filme, o fato do acampamento ter sido construído em duas semanas. Temos, aqui, uma representação da ciência geradora de progresso, que era um dos objetivos dos governos brasileiros daquela circunstância histórica. Por outro lado, enquanto o espectador ouvia o trecho citado através da voz convincente do locutor voz essa treinada e de caráter radiofônico, o encadeamento das cenas se apoia na ligação entre a produção de saber científico e a relação entre o Brasil e os E.U.A., atravessada pelo eclipse total do Sol. Uma das proposições de José Inácio de Melo Souza sobre o Cinejornal Informativo é: Se o imaginário social deste filhote de ditadura, cujo contorno geral estamos traçando, já estava dado, é obrigatório nuançar este quadro para apontar as marcas deixadas pelo seu tempo, fazer notar os sinais daquilo que lhe é único e diferente do que vinha antes. O primeiro deles é o anticomunismo. (CINEMATECA BRASILEIRA, 1992: 3) Conclusão A análise tão e somente interna de qualquer representação é uma armadilha que procuramos fugir. Além da tentativa de entender o documento nas suas circunstâncias históricas, lançamos mão de hipóteses e intenções de pesquisas quando nossas fontes eram, ainda, insuficientes para visualisarmos respostas às questões que surgiam. O fato dos principais temas abordados neste Cine Jornal Informativo não terem sido, até onde sabemos, novamente tratados em outras edições, isola nosso documento em sua série de produção e impede uma visão de conjunto que poderia revelar continuidades ou rupturas. De uma forma geral, o Cine Jornal Informativo. vol 1, nº 40. O eclipse solar nos permite compreender os modos de criação de significados, que, como vimos, tinha a locução

10 10 como orientadora da sequência de imagens, usava determinados enquadramentos para transmitir uma ideia e fazia uso da edição de imagens para montar um encadeamento com um determinado sentido. Esta edição do Cine Jornal Informativo contém elementos que dizem respeito às relações entre a sociedade e a pesquisa científica na segunda metade da década de A espetacularização da ciência e do próprio eclipse contribuíram para dar à prática científica uma grande importância social. Por outro lado, o deslumbre oferecido pelo espetáculo na tela grande pode ter contribuído para tornar a prática científica algo inalcançável e ininteligível. Cremos que o Cine Jornal Informativo em foco é produto e produtor de representações que circulavam à sua época. Produto porque muito do seu conteúdo estava de acordo com ideias contemporâneas, o que, muito provavelmente, orientou sua construção. Produtor porque ao (re)produzir as ideias que circulavam em um novo formato e suporte sua característica criadora é ressaltada. Talvez, pesquisas futuras revelem elementos que afastem a ideia de que este Cine Jornal Informativo seja o resultado de ideias que circulavam, e o coloquem na esfera das intenções. Por fim, entendemos que os acervos científicos, nas suas mais variadas naturezas, só cumprem seu pleno papel como patrimônio histórico, a partir do momento em que estão disponíveis ao público. Os usos e apropriações que emergem do contato entre a sociedade e seus patrimônios históricos são múltiplos, e o Cine Jornal Informativo. vol 1, nº 40. O eclipse solar enquadra-se nesta perspectiva. Referências bibliográficas ANDRADE, Ana Maria Ribeiro de. O Cruzeiro e a Construção de um Mito da Ciência. Rio de Janeiro: Perspicillum. Vol. 8, nº 1, 1994, p BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: Contraponto 2 ed., Cine Jornal Informativo Catálogo. Cinemateca Brasileira, COLES, Peter. Einstein and the total eclipse. New York : Totem Books, 1999.

11 11 GLASS, Bentley. The academic scientists: Science 132, nº 3427 (2 September 1960), p GOMES, Renata Vellozo. Cotidiano e cultura: as imagens do Rio de Janeiro nos cinejornais da Agência Nacional nos anos 50. Rio de Janeiro: Dissertação de mestrado UFRJ, GUILLERMIER, Pierre; KOUTCHMY, Serge. Total eclipses: science, observations, myths and legends. New York: Springer, RÊGO, Daniela Domingues Leão. Imagem e Política: estudo sobre o Cinejornal Brasileiro. Campinas: Dissertação de mestrado - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, SOUZA, José Inácio Melo. Trabalhando com cinejornais: relato de uma experiência. História. Questões e Debates. v. 38, p , Disponível em Acessado no dia 07/08/2009.

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA Margarete Maria da Silva meghamburgo@yahoo.com.br Graduanda em Pedagogia e membro do NEPHEPE Universidade Federal de

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA PROJETO DE LEI N o 3.771, DE 2004 Dispõe sobre a identificação obrigatória da localização de paisagens de interesse turístico nas condições que

Leia mais

Como elaborar um relatório de pesquisa

Como elaborar um relatório de pesquisa Como elaborar um relatório de pesquisa Profa. Dra. Maria José B. Finatto - UFRGS - Instituto de Letras www.ufrgs.br/textecc Seminários Temáticos PROPESQ - 2012 Preâmbulo - sério! O Programa Institucional

Leia mais

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados,

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados, Dircurso proferido Pela Dep. Socorro Gomes, na Sessão da Câmara dos Deputados do dia 08 de novembro de 2006 acerca da 19ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CURTAS METRAGENS DOCUMENTÁRIOS REPORTAGENS JORNALÍSTICAS PARA VEÍCULOS IMPRESSOS (CDC) e TIRAS DE DESENHO EM QUADRINHOS (QCiência) - INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Leia mais

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO 1. AUDIOVISUAL NO ENSINO MÉDIO O audiovisual tem como finalidade realizar-se como crítica da cultura,

Leia mais

PLANO DE AULA/ROTINA DIÁRIA

PLANO DE AULA/ROTINA DIÁRIA EJA - Ensino Fundamental 2º Segmento GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS PLANO DE AULA/ROTINA DIÁRIA Fase/Ano: 4ª Fase -6º e 7º Ano Ano Letivo: 2014 Componente Curricular: História Professores do Estúdio: Cláudio

Leia mais

A VIOLÊNCIA DA NOTÍCIA NA GLOBALIZAÇÃO: AS AGÊNCIAS TRANSNACIONAIS E O COMANDO DOS CÍRCULOS DE INFORMAÇÕES

A VIOLÊNCIA DA NOTÍCIA NA GLOBALIZAÇÃO: AS AGÊNCIAS TRANSNACIONAIS E O COMANDO DOS CÍRCULOS DE INFORMAÇÕES A VIOLÊNCIA DA NOTÍCIA NA GLOBALIZAÇÃO: AS AGÊNCIAS TRANSNACIONAIS E O COMANDO DOS CÍRCULOS DE INFORMAÇÕES André B. Pasti AGB-Campinas pasti@cotuca.unicamp.br INTRODUÇÃO No atual período da globalização

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social (Dirco) Políticas Públicas de Comunicação

Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social (Dirco) Políticas Públicas de Comunicação Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social Políticas Públicas de Comunicação...a presença ativa duma universidade, revigorada ao contato de seu núcleo mais vivo e ciosa do seu espaço

Leia mais

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Ilmo. Sr. Presidente Prof. Glaucius Oliva

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Ilmo. Sr. Presidente Prof. Glaucius Oliva Campinas, 15 de junho de 2013. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Ilmo. Sr. Presidente Prof. Glaucius Oliva Em primeiro lugar, antes de argumentar sobre a importância

Leia mais

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior.

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior. Cotas Pra Quê? 1 Sarah Rocha MARTINS 2 Luan Barbosa OLIVEIRA 3 Camilla Alves Ribeiro PAES LEME 4 Instituto de Ensino Superior de Rio Verde, Rio Verde, Goiás RESUMO Este documentário foi planejado e desenvolvido

Leia mais

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE NOVEMBRO DE 2012 EREM ANIBAL FERNANDES

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE NOVEMBRO DE 2012 EREM ANIBAL FERNANDES UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO PIBID PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA HENRIQUE BEZERRA IGOR FERNANDES PAULO HENRIQUE WILMA DE ANDRADE WILLIAM FREIRE RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE

Leia mais

Mostra de Projetos 2011 PROJETO "DIREITO E CINEMA"

Mostra de Projetos 2011 PROJETO DIREITO E CINEMA Mostra de Projetos 2011 PROJETO "DIREITO E CINEMA" Mostra Local de: Cornélio Procópio. Categoria do projeto: Projetos finalizados. Nome da Instituição/Empresa: (Campo não preenchido). Cidade: Cornélio

Leia mais

Arquitetura e Urbanismo na Cidade Brasileira Contemporânea Jacareí

Arquitetura e Urbanismo na Cidade Brasileira Contemporânea Jacareí Arquitetura e Urbanismo na Cidade Brasileira Contemporânea Jacareí A produção literária referente à arquitetura e urbanismo sempre foi caracterizada pela publicação de poucos títulos, baixa diversidade

Leia mais

SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO *

SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO * 1 SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO * Denise Franciane Manfré Cordeiro Garcia (UNESP/São José do Rio Preto) Fernanda Correa Silveira Galli (UNESP/São José

Leia mais

A Bandeira Brasileira e Augusto Comte

A Bandeira Brasileira e Augusto Comte A Bandeira Brasileira e Augusto Comte Resumo Este documentário tem como ponto de partida um problema curioso: por que a frase Ordem e Progresso, de autoria de um filósofo francês, foi escolhida para constar

Leia mais

Arqueologia em construção

Arqueologia em construção Carta produzida pelo Grupo de Trabalho Arqueologia de Contrato Coletivo de estudantes do PPGARQ- MAE-USP Arqueologia em construção A Semana de Arqueologia tem como objetivos o debate, a troca de informações

Leia mais

Definições. Órgãos de Documentação. Classificação dos Arquivos. Quanto à Abrangência

Definições. Órgãos de Documentação. Classificação dos Arquivos. Quanto à Abrangência Definições Informação: Produto de um documento. Documento: Tudo aquilo que pode transmitir uma idéia, pensamento ou acontecimento, ou seja, uma informação. Arquivo: Lugar onde se guardam os documentos

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CURTAS METRAGENS DOCUMENTÁRIOS REPORTAGENS JORNALÍSTICAS PARA VEÍCULOS IMPRESSOS (CDC) e TIRAS DE DESENHO EM QUADRINHOS (QCiência) - INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Leia mais

RAIOS, RELÂMPAGOS E TROVÕES. Resumo. Introdução

RAIOS, RELÂMPAGOS E TROVÕES. Resumo. Introdução RAIOS, RELÂMPAGOS E TROVÕES Resumo Angelita Ribeiro da Silva angelita_ribeiro@yahoo.com.br O tema do trabalho foi Raios, Relâmpagos e Trovões. Os alunos investigaram como se dá a formação dos três fenômenos.

Leia mais

São partes integrantes do respectivo projeto as seguintes atividades:

São partes integrantes do respectivo projeto as seguintes atividades: REDESCOBRINDO A ASTRONOMIA: UMA NOVA JANELA PARA O CÉU DO CERRADO SANTOS, Dener Pereira.; MARTINS, Alessandro.; PRADO, Valdiglei Borges.; LIMA, Thiago Oliveira. 1 Palavras-chaves: Divulgação científica,

Leia mais

ASPARMIG- Pelo que você corre? 1

ASPARMIG- Pelo que você corre? 1 ASPARMIG- Pelo que você corre? 1 Nayara CAMPOS 2 Bárbara CAROLINA 3 Brenda SIQUEIRA 4 Emília RODRIGUES 5 Elisa FERRARI 6 Flávia POLASTRI 7 Gabriela NEVES 8 Laísa ANRADE 9 Luiza CHEIB 10 Lamounier LUCAS

Leia mais

WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS

WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS 2014 Gisele Vieira Ferreira Psicóloga, Especialista e Mestre em Psicologia Clínica Elenise Martins Costa Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade

Leia mais

COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº, DE 2006

COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº, DE 2006 COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº, DE 2006 Redação final do Projeto de Lei da Câmara nº 79, de 2004 (nº 708, de 2003, na Casa de origem). A Comissão Diretora apresenta a redação final do Projeto de Lei da Câmara

Leia mais

3 METODOLOGIA DA PESQUISA

3 METODOLOGIA DA PESQUISA 43 3 METODOLOGIA DA PESQUISA Medeiros (2005) esclarece que a pesquisa científica tem por objetivo maior contribuir para o desenvolvimento humano. Para isso, conta com métodos adequados que devem ser planejados

Leia mais

2007 Para Francisco livro em 2008 cinemas em 2015 Hoje Vou Assim 2013, lançou o livro Moda Intuitiva

2007 Para Francisco livro em 2008 cinemas em 2015 Hoje Vou Assim 2013, lançou o livro Moda Intuitiva CR I S G U E R R A p u b l i c i tá r i a, e s c r i to r a e pa l e s t r a N t e PERFIL Começou sua trajetória na internet em 2007, escrevendo o blog Para Francisco, que virou livro em 2008 e irá para

Leia mais

O PAPEL DA AGÊNCIA DE JORNALISMO DA UEPG NO FOMENTO À PRODUÇÃO DE NOTÍCIAS INSTITUCIONAIS NA WEB

O PAPEL DA AGÊNCIA DE JORNALISMO DA UEPG NO FOMENTO À PRODUÇÃO DE NOTÍCIAS INSTITUCIONAIS NA WEB 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( X ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA O PAPEL DA

Leia mais

LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança.

LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança. LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança. Jaquelaine SOUSA 1 Dalva Borges de SOUZA 2 Programa de Pós-Graduação em Sociologia/Faculdade de Ciências

Leia mais

17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO. 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo

17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO. 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo 17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo APRESENTAÇÃO O 17º Festival Brasileiro de Cinema Universitário acontecerá de 6 a 12 de agosto de 2012,

Leia mais

INTRODUÇÃO À ÓPTICA GEOMÉTRICA 411EE

INTRODUÇÃO À ÓPTICA GEOMÉTRICA 411EE 1 T E O R I A 1. SOMBRA Define se sombra como uma região do espaço desprovida de luz. Uma sombra é produzida quando um objeto opaco impede que raios de luz provenientes de uma fonte luminosa iluminem uma

Leia mais

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º Designamos atividades complementares o conjunto de eventos oferecidos aos alunos de

Leia mais

II. Atividades de Extensão

II. Atividades de Extensão REGULAMENTO DO PROGRAMA DE EXTENSÃO I. Objetivos A extensão tem por objetivo geral tornar acessível, à sociedade, o conhecimento de domínio da Faculdade Gama e Souza, seja por sua própria produção, seja

Leia mais

História e imagem: O historiador e sua relação com o cinema

História e imagem: O historiador e sua relação com o cinema História e imagem: O historiador e sua relação com o cinema Luciana Ferreira Pinto 1 1.Introdução Desde o início da Escola dos Anais, na França, os objetos de estudo da História vêm se modificando, exigindo

Leia mais

Patrocínio Institucional Parceria Apoio

Patrocínio Institucional Parceria Apoio Patrocínio Institucional Parceria Apoio InfoReggae - Edição 79 Memória Institucional - Documentação 17 de abril de 2015 O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através

Leia mais

Índios do Brasil. Episódio 7: Nossas Terras. Modalidade Educação de Jovens e adultos Fundamental e Médio.

Índios do Brasil. Episódio 7: Nossas Terras. Modalidade Educação de Jovens e adultos Fundamental e Médio. Índios do Brasil Episódio 7: Nossas Terras Resumo A série "Índios no Brasil", com duração média de 20 minutos, traça um perfil da população indígena brasileira e mostra a relação dessa população com a

Leia mais

Vídeo Institucional Casa da Esperança

Vídeo Institucional Casa da Esperança Vídeo Institucional Casa da Esperança JOSGRILBERG, Clarissa 1 CARDINAL, Milena de Jesus 2 CARBONARI, Will 3 OTRE, Maria Alice Campagnoli 4 MEDEIROS, Cristine 5 Centro Universitário da Grande Dourados UNIGRAN

Leia mais

REVISTA pensata V.4 N.2 OUTUBRO DE 2015

REVISTA pensata V.4 N.2 OUTUBRO DE 2015 Ara Pyaú Haupei Kyringue Paola Correia Mallmann de Oliveira Este ensaio fotográfico é uma aproximação ao ara pyaú (tempo novo) e às kiringue (crianças) no nhanderekó, modo de ser tradicional entre os mbyá

Leia mais

PROJETOS ÁREA COMUNICAÇÃO

PROJETOS ÁREA COMUNICAÇÃO Comunicação Christina Ferraz Musse estratégica Comunicação Social para grupos de economia popular solidária de Juiz de Fora e região (Núcleo de Comunicação Social da INTECOOP/ UFJF) Website da Liga Acadêmica

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: FORTALECIMENTO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA Assunção, Paraguay Abril 2015 POLÍTICAS PÚBLICAS

Leia mais

UESB ASSESSORIA DE COMUNICACAO

UESB ASSESSORIA DE COMUNICACAO ASSESSORIA DE COMUNICACAO Assessoria de Comunicacão 14. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO No ano de 2007, a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia deu prosseguimento ao

Leia mais

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Prof. Dr. Cássio Tomaim Departamento de Ciências da Comunicação Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)/Cesnors Adaptação: Prof. Claudio Luiz Fernandes

Leia mais

A Comunicação Organizacional e a Mídia o papel dos meios de comunicação na construção da imagem empresarial para o público externo 1

A Comunicação Organizacional e a Mídia o papel dos meios de comunicação na construção da imagem empresarial para o público externo 1 A Comunicação Organizacional e a Mídia o papel dos meios de comunicação na construção da imagem empresarial para o público externo 1 Bárbara Fernandes Valente da Cunha 2 * Palavras-chaves: Comunicação

Leia mais

PREFEITURA DO RECIFE PRONASCI GOVERNO FEDERAL

PREFEITURA DO RECIFE PRONASCI GOVERNO FEDERAL SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS E SEGURANÇA CIDADÃ PREFEITURA DO RECIFE PRONASCI GOVERNO FEDERAL RELATÓRIO DA OFICINA DE GRAFFITI NOS VIADUTOS DA CIDADE DE RECIFE/PE Períodos: Comunidade: Joana Bezerra

Leia mais

O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO. Maria Angélica Zubaran

O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO. Maria Angélica Zubaran O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO Maria Angélica Zubaran Sabemos que, no âmbito das ciências humanas, a memória está relacionada aos processos da lembrança

Leia mais

Vila Esperança: De Bem Com o Mangue 1. Jefferson de Lima CHAVES 2 Profª. Chrystianne Leite PIMENTEL 3 Centro Universitário Monte Serrat, Santos, SP

Vila Esperança: De Bem Com o Mangue 1. Jefferson de Lima CHAVES 2 Profª. Chrystianne Leite PIMENTEL 3 Centro Universitário Monte Serrat, Santos, SP Vila Esperança: De Bem Com o Mangue 1 Jefferson de Lima CHAVES 2 Profª. Chrystianne Leite PIMENTEL 3 Centro Universitário Monte Serrat, Santos, SP APRESENTAÇÃO O presente trabalho se propõe a mostrar,

Leia mais

CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO

CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO 1. Oficina de Produção CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO Duração: 03 dias Público ideal: grupos de até 15 pessoas Objetivo: Capacitar indivíduos ou grupos a produzirem pequenas peças

Leia mais

Plano de Fiscalização de Unidades de Conservação - SIM

Plano de Fiscalização de Unidades de Conservação - SIM Plano de Fiscalização de Unidades de Conservação - SIM Formação Socioambiental 3º Encontro Planejando intervenções Polo 6 P.E. Serra do Mar Núcleo Caraguatatuba Algo que pode provocar ou, também, inspirar...

Leia mais

SocialDB Social Digital Library

SocialDB Social Digital Library Social Digital Library Laboratório L3P NARRATIVA DO PROJETO SOCIALDB 06/2015 Gestor de uma coleção "Sou produtor cultural (ou fotógrafo) e quero criar um lugar na internet com uma seleção de obras artísticas

Leia mais

Utilização do vídeo, CD e DVD na sala de aula

Utilização do vídeo, CD e DVD na sala de aula Utilização do vídeo, CD e DVD na sala de aula José Manuel Moran A seguir são apresentadas sugestões de utilização de vídeo, CD e DVD. Vídeo como produção Como documentação, registro de eventos, de aulas,

Leia mais

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento S. M. R. Alberto 38 Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento Solange Maria Rodrigues Alberto Pedagoga Responsável pelo

Leia mais

CINEMA, CULTURA E TRANSMISSÃO DA PSICANÁLISE. aspecto, a Arte e, principalmente, o Cinema, percebemos uma questão recorrente entre

CINEMA, CULTURA E TRANSMISSÃO DA PSICANÁLISE. aspecto, a Arte e, principalmente, o Cinema, percebemos uma questão recorrente entre CINEMA, CULTURA E TRANSMISSÃO DA PSICANÁLISE Tereza Raquel Tomé Adeodato Laéria Bezerra Fontenele Miguel Fernandes Vieira Filho Orlando Soeiro Cruxên Quando nos deparamos com a interseção entre Psicanálise

Leia mais

4 Metodologia. 4.1. Primeira parte

4 Metodologia. 4.1. Primeira parte 4 Metodologia [...] a metodologia inclui as concepções teóricas de abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a apreensão da realidade e também o potencial criativo do pesquisador. (Minayo, 1993,

Leia mais

ARTE E LINGUAGEM UNIVERSAL

ARTE E LINGUAGEM UNIVERSAL ARTE E LINGUAGEM UNIVERSAL ANGELO JOSÉ SANGIOVANNI - Professor da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR)/CAMPUS II FAP) Email: ajsangiovanni@yahoo.com.br Resumo: A partir da análise da tragédia antiga,

Leia mais

Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3

Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3 Cultura, história e gastronomia: análise de enquadramento do jornalismo gastronômico 1 RESUMO Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3 O texto parte de uma pesquisa que tem como proposta realizar

Leia mais

Astrofotografia com camera fixa

Astrofotografia com camera fixa Astrofotografia com camera fixa José Carlos Diniz - dinizfam@uninet.com.br Ao escrever sobre este tema pretendemos estimular o uso da astrofotografia, desmistificando e apresentando de forma simples e

Leia mais

Estruturas curriculares dos Cursos de Cinema e Audiovisual no Brasil

Estruturas curriculares dos Cursos de Cinema e Audiovisual no Brasil Estruturas curriculares dos Cursos de Cinema e Audiovisual no Brasil Encontro Estruturas Curriculares do Curso de Rádio, TV e Internet no Brasil SOCICOM São Paulo, fevereiro 2014 Luciana Rodrigues Presidente

Leia mais

Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores

Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores Rosália Diogo 1 Consideramos que os estudos relacionados a processos identitários e ensino, que serão abordados nesse Seminário,

Leia mais

CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares

CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares MATERIAL DE APOIO MONITORIA Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas

Leia mais

Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional

Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional Painel: Visão da Indústria e da Universidade Hotel Naoum, Brasília, 26 de novembro

Leia mais

O eclipse solar e as imagens do Sol observadas no chão ou numa parede

O eclipse solar e as imagens do Sol observadas no chão ou numa parede O eclipse solar e as imagens do Sol observadas no chão ou numa parede The solar eclipse and the Sun s images observed on the ground or on a wall Caderno Brasileiro de Ensino de Física, n. 24, v. 3: p.

Leia mais

CINEMA BRASILEIRO E SUAS POSSIBILIDADES COMO FORMA DE PENSAMENTO ENSAÍSTICO Um percurso através de São-Bernardo, Vidas secas e Insônia

CINEMA BRASILEIRO E SUAS POSSIBILIDADES COMO FORMA DE PENSAMENTO ENSAÍSTICO Um percurso através de São-Bernardo, Vidas secas e Insônia Rodrigo Cazes Costa CINEMA BRASILEIRO E SUAS POSSIBILIDADES COMO FORMA DE PENSAMENTO ENSAÍSTICO Um percurso através de São-Bernardo, Vidas secas e Insônia Dissertação de Mestrado Dissertação de Mestrado

Leia mais

MARCAS DA AVALIAÇÃO DA MATEMÁTICA MODERNA: O SIGNIFICADO DAS PROVAS FRANÇA, Iara da Silva. PUCPR isfranca@gmail.com

MARCAS DA AVALIAÇÃO DA MATEMÁTICA MODERNA: O SIGNIFICADO DAS PROVAS FRANÇA, Iara da Silva. PUCPR isfranca@gmail.com MARCAS DA AVALIAÇÃO DA MATEMÁTICA MODERNA: O SIGNIFICADO DAS PROVAS FRANÇA, Iara da Silva. PUCPR isfranca@gmail.com Resumo Historicamente o ensino da Matemática passou por diversas transformações e entre

Leia mais

Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos

Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos 44 5. Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos As rodas de conversa tiveram como proposta convidar os participantes a debater o tema da violência

Leia mais

OBSERVANDO AS FASES DA LUA, AS ESTAÇÕES DO ANO E OS ECLIPSES DE OUTRO PONTO DE VISTA

OBSERVANDO AS FASES DA LUA, AS ESTAÇÕES DO ANO E OS ECLIPSES DE OUTRO PONTO DE VISTA OBSERVANDO AS FASES DA LUA, AS ESTAÇÕES DO ANO E OS ECLIPSES DE OUTRO PONTO DE VISTA Autores : Edson KARSTEN; Irene WEHRMEISTER. Identificação autores: Acadêmico do curso Física Licenciatura, IFC-Campus

Leia mais

O Desenvolvimento da Criatividade e da Percepção Visual

O Desenvolvimento da Criatividade e da Percepção Visual O Desenvolvimento da Criatividade e da Percepção Visual Fernanda de Morais Machado Para nós, designers, a criatividade é a principal ferramenta. Devemos saber como usá-la, como aproveitá-la integralmente,

Leia mais

Patrocínio Institucional Parceria Apoio

Patrocínio Institucional Parceria Apoio Patrocínio Institucional Parceria Apoio InfoReggae - Edição 80 Memória Oral 24 de abril de 2015 O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte,

Leia mais

Capacitação em Educação em Direitos Humanos. FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8

Capacitação em Educação em Direitos Humanos. FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8 Capacitação em Educação em Direitos Humanos FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8 1 FUNDAMENTOS HISTÓRICO-FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Direitos Humanos: sua origem e natureza

Leia mais

O Projeto. Polo Rio de Cine e Video Rua Carlos Machado, 155, 2º andar 21. 2439 3667 www.cineticafilmes.com.br

O Projeto. Polo Rio de Cine e Video Rua Carlos Machado, 155, 2º andar 21. 2439 3667 www.cineticafilmes.com.br O Projeto O Homem e a Bolsa é uma investigação documental a partir das principais bolsas de valores mundiais, incluindo-se aí a do Brasil. Em nossos levantamentos preliminares, buscamos as Bolsas de Nova

Leia mais

Prefeitura Municipal de Florianópolis Secretaria de Educação Escola Básica Municipal Osmar Cunha

Prefeitura Municipal de Florianópolis Secretaria de Educação Escola Básica Municipal Osmar Cunha Prefeitura Municipal de Florianópolis Secretaria de Educação Escola Básica Municipal Osmar Cunha Disciplina: Geografia Professora: Bianca de Souza PLANEJAMENTO ANUAL 2012 8ª SÉRIE - TURMAS 83 e 84 Primeiro

Leia mais

COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB

COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE: o programa COOPERJOVEM em turmas da EJA na Escola Municipal Maria Minervina de Figueiredo em Campina Grande-PB Monaliza Silva Professora de ciências e biologia da rede estadual

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 DO ACONTECIMENTO

Leia mais

Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo - UFMG

Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo - UFMG Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo - UFMG Programa de Pós- Graduação em Arquitetura e Urbanismo - UFMG O Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFMG- NPGAU foi criado

Leia mais

Pedro de Almeida CANTO 2 Universidade Federal do maranhão

Pedro de Almeida CANTO 2 Universidade Federal do maranhão Conexão Brasil: presença de educação com música através da radiodifusão e formação de rede 1 Pedro de Almeida CANTO 2 Universidade Federal do maranhão RESUMO Contextualiza a educação dentro da história

Leia mais

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL COMUNITÁRIA FORMIGUENSE FUOM CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA UNIFOR-MG CONSELHO UNIVERSITÁRIO

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL COMUNITÁRIA FORMIGUENSE FUOM CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA UNIFOR-MG CONSELHO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO EDUCACIONAL COMUNITÁRIA FORMIGUENSE FUOM CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA UNIFOR-MG CONSELHO UNIVERSITÁRIO REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO DE FISIOTERAPIA (Ato de Aprovação:

Leia mais

PROPAGANDA INSTITUCIONAL

PROPAGANDA INSTITUCIONAL 1 www.oxisdaquestao.com.br PROPAGANDA INSTITUCIONAL Praga da mentira sustentada com dinheiro público Texto de CARLOS CHAPARRO O Brasil que nos é vendido pela comunicação institucional dos governos federal,

Leia mais

TOXICOMANIAS* COSTA, Priscila Sousa 1 ; VALLADARES, Ana Cláudia Afonso 2

TOXICOMANIAS* COSTA, Priscila Sousa 1 ; VALLADARES, Ana Cláudia Afonso 2 1 EFEITOS TERAPÊUTICOS DA COLAGEM EM ARTETERAPIA NAS TOXICOMANIAS* COSTA, Priscila Sousa 1 ; VALLADARES, Ana Cláudia Afonso 2 Palavras-chave: Arteterapia, Enfermagem psiquiátrica, Toxicomania, Cuidar em

Leia mais

SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO: PRÁTICAS INTEGRATIVAS SOBRE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO: PRÁTICAS INTEGRATIVAS SOBRE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO: PRÁTICAS INTEGRATIVAS SOBRE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Renata de Barros Oliveira (UFPE/CAV) José Phillipe Joanou Santos (UFPE/CAV) Janaina Patrícia Dos Santos (Escola Estadual

Leia mais

A AÇÃO-REFLEXÃO NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES

A AÇÃO-REFLEXÃO NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES A AÇÃO-REFLEXÃO NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES PINTO 1,SIMONE P; VIANNA 2,DEISE M. 1 Programa de Pós Graduação em Ensino de Biociências e Saúde. Instituto Oswaldo Cruz. 2 Instituto de Física. Universidade

Leia mais

A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE

A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE Autora: Lorena Valin Mesquita Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - lm_valin@hotmail.com Coautora: Roberta Souza

Leia mais

Política de Línguas na América Latina 1

Política de Línguas na América Latina 1 Política de Línguas na América Latina 1 Eduardo Guimarães * Num momento como o atual, em que as relações internacionais vêm mudando rapidamente e que se caracteriza, entre outras coisas, pelo fato político

Leia mais

PROCESSO SELETIVO VESTIBULAR 2012 DIREITO

PROCESSO SELETIVO VESTIBULAR 2012 DIREITO Questão 0 Leia o texto abaixo: HISTÓRIA O dia em que o presidente sumiu. Veja - /0/0. Há 0 anos, a renúncia de Jânio Quadros desencadeou a sucessão de crises que condenou à morte a democracia brasileira

Leia mais

Sociologia no ensino médio. A categoria trabalho

Sociologia no ensino médio. A categoria trabalho 1 Sociologia no ensino médio. A categoria trabalho: Uma leitura a partir do conteúdo programático e dos procedimentos teórico-metodológicos nos colégios da rede pública estadual em Goiânia * Heloiza Souza

Leia mais

EDITAL 2012 PARA APOIO À REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES ARTÍSTICO - CULTURAIS NA UFSCar - CCult

EDITAL 2012 PARA APOIO À REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES ARTÍSTICO - CULTURAIS NA UFSCar - CCult EDITAL 2012 PARA APOIO À REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES ARTÍSTICO - CULTURAIS NA UFSCar - CCult JUSTIFICATIVA O estatuto da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) no Capítulo 1, artigo 3º. define como finalidade

Leia mais

CHAMADA PARA SELEÇÃO DE TRABALHOS COMUNICAÇÕES

CHAMADA PARA SELEÇÃO DE TRABALHOS COMUNICAÇÕES CHAMADA PARA SELEÇÃO DE TRABALHOS COMUNICAÇÕES Convidamos a comunidade acadêmica e profissionais na área de paisagem, patrimônio paisagístico e jardins a participarem das sessões de comunicações temáticas

Leia mais

CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS

CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS CTCH Centro de Teologia e Ciências Humanas CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS Cíntia dos Santos Gomes, 1 Rosália Maria Duarte. 2 Departamento de Educação PUC-RIO 2007 1 Aluno de Graduação

Leia mais

Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano

Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano Produção de vídeos pelos Educandos da Educação Básica: um meio de relacionar o conhecimento matemático e o cotidiano SANTANA, Ludmylla Siqueira 1 RIBEIRO, José Pedro Machado 2 SOUZA, Roberto Barcelos 2

Leia mais

COMITÊ BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA ARTE CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA ANPUH E AOS COLEGAS HISTORIADORES

COMITÊ BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA ARTE CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA ANPUH E AOS COLEGAS HISTORIADORES CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA ANPUH E AOS COLEGAS HISTORIADORES História Prezado Prof. Benito Bisso Schmidt Presidente da Associação Nacional dos Professores Universitários de Tendo tomado conhecimento

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE LiteraRádio. Rádio. Literatura. Introdução

PALAVRAS-CHAVE LiteraRádio. Rádio. Literatura. Introdução 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( x ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

PROJETO DE RESOLUÇÃO DO SENADO Nº, DE 2013

PROJETO DE RESOLUÇÃO DO SENADO Nº, DE 2013 PROJETO DE RESOLUÇÃO DO SENADO Nº, DE 2013 Regulamenta a divulgação institucional das atividades político-parlamentares dos Senadores nos Estados e no Distrito Federal. O SENADO FEDERAL resolve: Art. 1º

Leia mais

Martha Falcão Devry, Manaus AM

Martha Falcão Devry, Manaus AM RESUMO VIDEOCLIPE SEMANA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL¹ Angelo Daniel Coutinho TEXEIRA² Anthony Andrade NOBRE³ Edmilson da Silva GUSMÃO 4 Heloisa Rhodius ANDRADE 5 MarlaEglaea da Silva FREIRE 6 Rodolfo Carlos

Leia mais

Tribunal do Trabalho da Paraíba 13ª Região

Tribunal do Trabalho da Paraíba 13ª Região Tribunal do Trabalho da Paraíba 13ª Região Apresentação 1.Identificação do órgão:tribunal do Trabalho da Paraíba/ Assessoria de Comunicação Social 2.E-mail para contato:rdaguiar@trt13.jus.br, rosa.jp@terra.com.br

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

OFICINA EDUCOMUNICATIVA EM FOTOGRAFIA

OFICINA EDUCOMUNICATIVA EM FOTOGRAFIA OFICINA EDUCOMUNICATIVA EM FOTOGRAFIA Uma proposta para aplicação no Programa Mais Educação Izabele Silva Gomes Universidade Federal de Campina Grande UFCG izabelesilvag@gmail.com Orientador (a): Professora

Leia mais

PROJETO INTEGRANDO: A MATEMÁTICA NA REALIDADE

PROJETO INTEGRANDO: A MATEMÁTICA NA REALIDADE PROJETO INTEGRANDO: A MATEMÁTICA NA REALIDADE Manuella Heloisa de Souza Carrijo- UFG - bolsista-manuella_heloisa@hotmail.com Humberto Chaves Ribeiro-UFG -bolsista- humbertoribeiro87@gmail.com José Pedro

Leia mais

Balanço SEMESTRAL da Gestão (Fev/Agosto 2012) Secretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas/SPM

Balanço SEMESTRAL da Gestão (Fev/Agosto 2012) Secretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas/SPM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 ANEXO II ATA DA 10ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA MULHER REALIZADA NOS DIAS 04 E 05 DE SETEMBRO

Leia mais

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009)

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) Consulta nº 159.756/08 Assuntos: - Filmagem em interior de UTI. - Legalidade de contratação de médicos plantonistas como pessoa jurídica.

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 88 Discurso na cerimónia de inauguração

Leia mais

Produzindo e divulgando fotos e vídeos. Aula 1 Criando um vídeo

Produzindo e divulgando fotos e vídeos. Aula 1 Criando um vídeo Produzindo e divulgando fotos e vídeos Aula 1 Criando um vídeo Objetivos 1 Conhecer um pouco da história dos filmes. 2 Identificar a importância de um planejamento. 3 Entender como criar um roteiro. 4

Leia mais

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO Juliana Ponqueli Contó (PIBIC/Fundação Araucária - UENP), Jean Carlos Moreno (Orientador),

Leia mais

As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL

As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL Profa. Dra. Ana Barbara A. Pederiva Professora da Universidade Cruzeiro

Leia mais