O eclipse total do Sol de 1947 no escuro do cinema: uma análise da construção discursiva do Cine Jornal Informativo O eclipse solar

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O eclipse total do Sol de 1947 no escuro do cinema: uma análise da construção discursiva do Cine Jornal Informativo O eclipse solar"

Transcrição

1 O eclipse total do Sol de 1947 no escuro do cinema: uma análise da construção discursiva do Cine Jornal Informativo O eclipse solar Heráclio Duarte Tavares * Resumo Em 20 de maio de 1947 ocorreu um eclipse do Sol que teve sua faixa de totalidade cruzando o território brasileiro. A cidade de Bocaiuva (MG) recebeu diversas expedições científicas para a realização de observações, coleta de dados e posteriores estudos deste fenômeno. As circunstâncias do imediato pós Segunda Guerra Mundial conferiram um grande destaque na imprensa nacional e internacional a este evento, produzindo registros em diferentes mídias. Visamos analisar o registro fílmico: Cine Jornal Informativo. vol. 1, nº 40. O eclipse solar, na medida em que este documento aborda uma produção científica específica e suas imbricações com as circunstâncias históricas. Palavras chave: eclipse total do Sol, Cinejornal Informativo, ciência e sociedade. Abstract On May 20, 1947 an eclipse of the Sun occurred that had its path of totality crossing the Brazilian territory. The city of Bocaiuva (MG) had received several scientific expeditions to the achievement of observations, data collection and subsequent studies of this phenomenon. The circumstances of the immediate post second war gave a great emphasis on national and international media to this event, producing records in different medias. We aim to analyze the film: Cinejornal Informativo. vol. 1, nº 40. O eclipse solar, in the understanding that this document approach a specific scientific production and its interplay with the historical circumstances. Keywords: total eclipse of the Sun, Cinejornal Informativo, science and society. * Mestrando do Programa de Pós Graduação em História Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bolsista CNPq. O autor agradece ao Museu de Astronomia e Ciências Afins (RJ) e à Cinemateca Brasileira (SP) por terem oferecido o respaldo e apoio institucional necessários à elaboração deste artigo.

2 2 Sobre o Cinejornal Informativo Cinejornais eram filmes jornalísticos de curta duração, que tratavam de forma dinâmica as principais notícias dos últimos dias. Os primeiros cinejornais remontam ao início do século XX, época em que eram produzidos por pequenas produtoras e não havia qualquer tipo de apoio institucional. Por volta dos anos 1930 existiam diferentes produtoras realizando cinejornais, e em 1932 suas exibições passaram a contar com apoio legal (Decreto nº ), como a obrigatoriedade de exibição de curtas brasileiros antes das sessões de filmes de longa metragem. O Cinejornal Informativo foi uma série de filmes de caráter jornalístico produzida pela Agência Nacional de 1946 a Os filmes do Cinejornal Informativo produzidos a partir do ano de 1950 encontram-se no Arquivo Nacional (RJ), enquanto que na Cinemateca Brasileira (SP) estão depositados os números produzidos de 1946 a A Cinemateca Brasileira publicou em 1992 o Catálogo do Cinejornal Informativo, que contém, além da divulgação do acervo, uma apresentação geral dos temas tratados e um pouco de sua história. O Cinejornal Informativo substituiu o Cinejornal Brasileiro, que foi criado em 1938 durante o Estado Novo e atuou, principalmente, na construção de uma representação da figura de Getúlio Vargas almejando a busca por apoio populacional ao regime. O Cinejornal Brasileiro retratou Getúlio Vargas de maneira onipresente e associado a um carisma populacional. Já o Cinejornal Informativo, segundo José Inácio de Melo Souza, [...] respeitou as linhas gerais daquilo que havia sido estatuído pelo Cinejornal Brasileiro no período da ditadura. (CINEMATECA BRASILEIRA, 1992: 3) Porém, acompanhando as transformações de seu tempo, o progresso nacional, por exemplo, que era retratado no Cinejornal Brasileiro a partir da siderurgia, passou a ter o foco na eletrificação. Além disso, observou-se uma inclinação anticomunista a partir de 1947, o que nos leva a crer que através de análises do Cinejornal Informativo podemos ter uma melhor compreensão da produção e circulação de representações fílmicas de um certo período histórico. Renata Gomes nos oferece um panorama que abarca desde o processo de produção do Cinejornal Informativo à sua distribuição pelas salas de cinema no país. Segundo Gomes, o processo de produção seguia a seguinte ordem: 1) Escolha do assunto 2) Produção do roteiro 3) Captação das imagens 4) Criação da sonorização: música e narração 5) Edição do filme 6) União

3 3 da narração, música e imagens. O resultado deste processo era um filme de cerca de 7 a 10 minutos de duração em que até quatro reportagens, às vezes apenas uma, eram exibidas. Do processo de construção do filme, é importante destacar que a locução do Cinejornal Informativo assume o papel de legitimadora de verdades, pois interpreta e dá sentido às imagens, que são entendidas como ilustração daquilo que se ouve. (GOMES, 2007). O Cine Jornal Informativo. vol 1, nº 40. O eclipse solar é fruto desta construção. Nosso interesse por este arquivo é devido, antes de tudo, ao tema tratado e por ser um dos poucos registros fílmicos, talvez o único, realizados por cinegrafistas brasileiros sobre o eclipse total do Sol de 1947 que resistiu às adversidades do tempo e chegou até nós. 1 Através de sua análise, as relações entre a produção científica e a sociedade da época, sob a ótica da Agência Nacional, ganham em compreensão. Além disso, a própria materialidade deste arquivo é um patrimônio a ser preservado nos acervos científicos e vem contribuindo para, por exemplo, ações de resgate da história da Cidade de Bocaiuva (MG) cidade que recebeu a maioria das expedições científicas para a observação do fenômeno e para a auto afirmação de sua identidade como um local de produção de conhecimento. 2 Eclipses totais do Sol e suas relações com a sociedade no pós Segunda Guerra Mundial Eclipses totais do Sol obedecem a grandes coincidências naturais. 3 Todavia, apesar das coincidências serem grandes, elas não são raras. Os eclipses obedecem a um ciclo de cerca de 18 anos, chamado de Ciclo de Saros. Há mais de 150 tábuas de Saros, as quais cada uma contém uma série que varia de 39 a 47 eclipses do Sol (que podem ser totais, parciais ou anulares). Isso significa que não temos um eclipse do Sol a cada 18 anos, mas que a cada 18 anos assiste-se à 1 Encontramos referências à realização de outros filmes sobre o eclipse de 1947 no sítio da Cinemateca Brasileira. Porém, a instituição não os possui em seu acervo. Trata-se de uma edição do Bandeirantes na Tela e outra do Notícia da Semana. Tivemos ciência, também, de um registro fílmico sobre o eclipse de 1947 feito por Herbert Richers. 2 A Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Bocaiuva reproduziu o Cine Jornal Informativo. vol. 1, nº 40. O eclipse solar e o exibe em sessões nas escolas da região. Esta ação visa recuperar a memória do acontecimento e reforçar a ideia de que a cidade é, também, um local de produção de conhecimento. Esta atitude esta vinculada à divulgação da abertura de pólos universitários da UNIMONTES, com os cursos de Química e Física, em Bocaiuva. 3 A distância entre a Terra e a Lua é 400 vezes menor que a entre o Sol e a Terra. O diâmetro do Sol é cerca de 400 vezes maior do que o da Lua. Esta coincidência faz com que o Sol e a Lua tenham aparentemente o mesmo diâmetro quando observados da Terra e é um dos determinantes que propicia os eclipses totais do Sol..

4 4 ocorrência de um eclipse pertencente à mesma tábua, o que não impede que diferentes eclipses do Sol ocorram em pequenos intervalos de anos, ou, até mesmo, em um mesmo ano. No contexto do imediato pós-guerra o status social dos cientistas, principalmente os da natureza, cresceu bastante. O uso militar da energia nuclear recrudesceu a corrida pelos meios de sua produção, conferindo à pesquisa científica, especialmente à física, um caráter de possibilitadora de aumento de poder dos governos frente a outras nações. Há de se considerar, também, que a imprensa, de uma forma geral, passava por uma renovação adquiria um caráter mais empresarial e passou a contar com equipamentos mais modernos na segunda metade da década de 1940, o que ajudou a construir e a disseminar uma imagem dos cientistas como celebridades. Neste cenário favorável ao desenvolvimento da ciência, houve a criação de importantes instituições científicas como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) em 1949 e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) em Na circunstância histórica esboçada acima, foi identificada a circulação de notícias, em alguns periódicos, que estabeleciam relações entre as observações científicas do eclipse de 1947 e os aspectos beligerantes da recém terminada Segunda Guerra Mundial. 4 Por mais que a divulgação do plano de trabalho dos cientistas que vieram ao Brasil observar o eclipse total do Sol de 1947 apontasse para estudos da atmosfera, da incidência dos raios cósmicos, da variação do magnetismo terrestre e, principalmente, para a coleta de dados para comprovação da Teoria da Relatividade as circunstâncias históricas da época indicam que, talvez, os cientistas tivessem, também, interesse no aperfeiçoamento de armas. 5 Durante a primeira metade da década de 1940 as áreas de influência russa e estadunidense iam sendo definidas através de encontros como o de Yalta e Potsdam. O quadro de abertura política desenhado no Brasil em 1946 não durou muito tempo, deteriorando-se pouco a pouco frente a famosos discursos do então primeiro ministro inglês W. Churchill, em março de 1946, e, principalmente, diante do discurso do Presidente dos E.U.A. Harry Truman, em março de 1947, 4 Estes resultados foram apresentados no 11º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia no painel: As expedições astronômicas na imprensa brasileira: o caso do eclipse de Bocaiúva, de autoria do autor deste artigo. 5 Este é um dos possíveis desdobramentos da pesquisa que aqui é apresentada. Para ilustrar essa ideia, lembro que o cientista que liderou a expedição dos E.U.A. em Bocaiuva, o físico Lymann Briggs, esteve à frente de uma Comissão especial, Briggs Advisory Committee on Uranium, para o estudo das condições de aquisição e de fissão do Urânio 235, ao final dos anos 1930, quando Albert Einstein enviou uma carta ao Presidente Franklin Delano Roosevelt alertando-o de que os alemães estavam estudando formas de desenvolvimento de uma bomba atômica.

5 5 que colocou os E.U.A. como defensores das democracias ocidentais e oficializou a ofensiva contra o comunismo. Aproximando estes acontecimentos ao nosso objeto de estudo, essa dicotomia política foi apropriada e gerou representações relacionadas ao eclipse total do Sol de 1947 em diversas mídias, inclusive no Cinejornal Informativo que será trabalhado a seguir. Por dentro do Cinejornal Informativo: O eclipse solar Ao analisarmos a construção discursiva do filme em questão, a ideia de que o encadeamento das cenas seguiu a cronologia dos acontecimentos foi tomada como base. As imagens para o documentário foram coletadas a partir da chegada dos jornalistas ao acampamento em Bocaiuva, que foi exatamente na manhã em que ocorreu o eclipse. Logo, cremos que mesmo com o trabalho de edição, o encadeamento temporal das imagens obedeceu, na maior parte, à ordem dos fatos. Isso fortalece a ideia de verdade que o documento fílmico transmite, ainda mais se levarmos em conta o fator novidade que o cinema ainda continha naquele período. Desde o início do filme, o eclipse total do Sol é espetacularizado. No discurso do Cinejornal Informativo o encantamento e fascínio do fenômeno se sobrepõem aos estudos que foram realizados. Do plano de observação dos cientistas, que havia sido distribuído a toda imprensa, apenas a tentativa de comprovação da Teoria da Relatividade tem espaço no discurso: Nenhum detalhe foi esquecido pelos homens da ciência, todos ansiosos pelo momento em que iriam colher elementos da maior significação, dados preciosos e concretos para aquilatar com segurança e base sólida sobre a Teoria de Einstein. [...] Precisamente às oito horas e vinte e dois minutos inicia-se o eclipse [inaudível] aceleram-se. Os cientistas entregam-se a estudos que hão de proporcionar o controle comprobatório sobre a validade da Teoria da Relatividade de Einstein, a qual é de suma importância no estudo da estrutura do átomo e do universo como um todo. (Transcrição. Cinejornal Informativo: 1947). A Teoria da Relatividade é mencionada, primeiro, em um trecho no qual a ciência é detalhista e detentora de uma base sólida e concreta. Posteriormente, a mesma Teoria da Relatividade, nesta chave, a representação maior da ciência, tem um uso universal, abarcando a

6 6 totalidade da existência - do átomo ao Universo. Vale lembrar que, naquele período, a figura de Albert Einstein era mundialmente conhecida e que através de observações de um eclipse total do Sol realizadas em Sobral (CE), em 1919, os primeiros dados que confirmaram a deflexão da luz estelar e a curvatura do espaço foram coletados. (COLES: 1999). No Cinejornal Informativo que analisamos há uma ideia central, que perpassa todo o filme, de que a ciência é um bem para a humanidade. 6 Entretanto, a ideia de universalizar os resultados da ciência não foi usada quando para a universalização de seus possíveis praticantes. A prática científica no discurso do Cinejornal Informativo estava restrita aos gênios. A mesma restrição da prática científica a grandes mentes também foi observada no periódico O Cruzeiro (ANDRADE, 1994), dando a esta representação restritiva da prática científica uma circulação pelo país. E isso não é só. Nos trechos em que o locutor fala do povo as imagens do documentário mostram a cerca que marca os limites do acampamento de observação e o povo além dela. 7 Obviamente que para se focalizar o povo, teria que se focalizar também esta cerca, já que ela servia para delimitar uma área de trabalho isenta de interferências dos populares aos cientistas e assegurar a integridade dos instrumentos. Mas, e quando a câmera faz uma tomada a partir da perspectiva do telespectador, enquadra uma grade que põe de um lado o nosso olhar e do outro lado um balão científico? 8 Figura A Figura B 6 Esta representação positiva sobre a produção científica circulou em diversos periódicos e foi observada no projeto de pesquisa, cujo o autor deste artigo foi bolsista PIBIC: Expedições Astronômicas no Brasil ( ), coordenado pela Professora Drª Christina Helena da Motta Barboza, da Coordenação da História da Ciência/ Mast. 7 Figura A. 8 Figura B.

7 7 A premissa desta indagação vale também para a locução de um trecho mais adiante, no qual há uma ideia de separação entre duas categorias de homens promovida pelos produtores do Cinejornal Informativo: O espetáculo é surpreendente, belo, extraordinário, único quase indescritível. Não apaixona apenas aos que mergulharam no oceano da ciência, impressiona também e profundamente a quantos tem a aventura de assisti-lo. Sua fascinação envolve igualmente aos leigos que apenas veem e sentem a grandiosidade espetacular do fenômeno, sem, no entanto, compreender-lhe ou avaliar sequer o imensurável valor científico, o alcance intraduzível. (Transcrição. Cinejornal Informativo: 1947). Ou seja, além das representações imagéticas anteriormente citadas, há a verbalização de duas categorias de homens: o homem que se apaixona pelo fenômeno e é capaz de compreendê-lo cientificamente e uma outra categoria de homem que é movido apenas pelas paixões e sentimentos. Mais uma vez a ideia, subjacente a este enunciado, de que existe uma grande distância entre o homem comum e a prática científica toma forma. Seria imprudente imputar uma intencionalidade aos funcionários da Agência Nacional em construir uma representação que desse conta deste distanciamento entre a população e o fazer científico. A análise das etapas de produção deste Cinejornal Informativo, principalmente do roteiro (se ainda existir), poderá nos esclarecer este ponto. Pretendemos desenvolver esta abordagem futuramente. Enquanto ainda não possuímos elementos para responder a esta questão, ficamos com a hipótese de que a circulação, no mesmo período, de outras representações com o mesmo cunho restritivo do fazer científico talvez tenham alcançado os responsáveis pela produção do Cinejornal Informativo, e tomadas, por estes, como verdadeiras, o que pode ter causado a reprodução da mesma ideia equivocada. Outros trechos significativos neste filme são os que mostram a aproximação entre o Brasil e E.U.A. Em dois momentos específicos essa aproximação é construída. Primeiro, quando a locução fala do embaixador norte americano William Pawley, que estaria presente no campo de observação entre os cientistas. Logo após esta fala, entra uma cena na qual tremulam juntos os

8 8 pavilhões do Brasil, dos E.U.A. e da National Geografic Society sobre os cientistas que, segundo a locução, estariam a poucos instantes de darem início aos trabalhos. 9 Figura C O segundo momento, que é ao final do filme, difere um pouco do primeiro, pois há uma clara edição de imagens que não segue a cronologia dos acontecimentos. As imagens 10 seguem a uma ordem estabelecida pela seguinte locução: Locutores do rádio internacional transmitem para o mundo tudo quanto lhes foi dado a assistir. Todos os detalhes do impressionante fenômeno, toda a atividade valiosa dos homens da ciência e toda magnitude do eclipse solar, então observado, são proclamados ao ouvido do universo inteiro. E depois, pouco e pouco o Sol começa a fulgurar sobre Buki Uki, a cidade erguida em duas semanas, onde cem cientistas realizaram estudos dos mais proveitosos para a ciência e para a humanidade. (Transcrição. Cinejornal Informativo: 1947). 9 Figura C. 10 Figuras D, E e F. O encadeamento das imagens é o mesmo da ordenação das figuras.

9 Figura D Figura E Figura F 9 Os elementos que permearam todo o filme estão presentes no trecho final. A espetacularização da ciência, que é levada a todo o mundo pela imprensa internacional, e a valiosa contribuição da ciência são enunciadas pela voz do locutor, que ainda ressalta, pela segunda vez no filme, o fato do acampamento ter sido construído em duas semanas. Temos, aqui, uma representação da ciência geradora de progresso, que era um dos objetivos dos governos brasileiros daquela circunstância histórica. Por outro lado, enquanto o espectador ouvia o trecho citado através da voz convincente do locutor voz essa treinada e de caráter radiofônico, o encadeamento das cenas se apoia na ligação entre a produção de saber científico e a relação entre o Brasil e os E.U.A., atravessada pelo eclipse total do Sol. Uma das proposições de José Inácio de Melo Souza sobre o Cinejornal Informativo é: Se o imaginário social deste filhote de ditadura, cujo contorno geral estamos traçando, já estava dado, é obrigatório nuançar este quadro para apontar as marcas deixadas pelo seu tempo, fazer notar os sinais daquilo que lhe é único e diferente do que vinha antes. O primeiro deles é o anticomunismo. (CINEMATECA BRASILEIRA, 1992: 3) Conclusão A análise tão e somente interna de qualquer representação é uma armadilha que procuramos fugir. Além da tentativa de entender o documento nas suas circunstâncias históricas, lançamos mão de hipóteses e intenções de pesquisas quando nossas fontes eram, ainda, insuficientes para visualisarmos respostas às questões que surgiam. O fato dos principais temas abordados neste Cine Jornal Informativo não terem sido, até onde sabemos, novamente tratados em outras edições, isola nosso documento em sua série de produção e impede uma visão de conjunto que poderia revelar continuidades ou rupturas. De uma forma geral, o Cine Jornal Informativo. vol 1, nº 40. O eclipse solar nos permite compreender os modos de criação de significados, que, como vimos, tinha a locução

10 10 como orientadora da sequência de imagens, usava determinados enquadramentos para transmitir uma ideia e fazia uso da edição de imagens para montar um encadeamento com um determinado sentido. Esta edição do Cine Jornal Informativo contém elementos que dizem respeito às relações entre a sociedade e a pesquisa científica na segunda metade da década de A espetacularização da ciência e do próprio eclipse contribuíram para dar à prática científica uma grande importância social. Por outro lado, o deslumbre oferecido pelo espetáculo na tela grande pode ter contribuído para tornar a prática científica algo inalcançável e ininteligível. Cremos que o Cine Jornal Informativo em foco é produto e produtor de representações que circulavam à sua época. Produto porque muito do seu conteúdo estava de acordo com ideias contemporâneas, o que, muito provavelmente, orientou sua construção. Produtor porque ao (re)produzir as ideias que circulavam em um novo formato e suporte sua característica criadora é ressaltada. Talvez, pesquisas futuras revelem elementos que afastem a ideia de que este Cine Jornal Informativo seja o resultado de ideias que circulavam, e o coloquem na esfera das intenções. Por fim, entendemos que os acervos científicos, nas suas mais variadas naturezas, só cumprem seu pleno papel como patrimônio histórico, a partir do momento em que estão disponíveis ao público. Os usos e apropriações que emergem do contato entre a sociedade e seus patrimônios históricos são múltiplos, e o Cine Jornal Informativo. vol 1, nº 40. O eclipse solar enquadra-se nesta perspectiva. Referências bibliográficas ANDRADE, Ana Maria Ribeiro de. O Cruzeiro e a Construção de um Mito da Ciência. Rio de Janeiro: Perspicillum. Vol. 8, nº 1, 1994, p BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: Contraponto 2 ed., Cine Jornal Informativo Catálogo. Cinemateca Brasileira, COLES, Peter. Einstein and the total eclipse. New York : Totem Books, 1999.

11 11 GLASS, Bentley. The academic scientists: Science 132, nº 3427 (2 September 1960), p GOMES, Renata Vellozo. Cotidiano e cultura: as imagens do Rio de Janeiro nos cinejornais da Agência Nacional nos anos 50. Rio de Janeiro: Dissertação de mestrado UFRJ, GUILLERMIER, Pierre; KOUTCHMY, Serge. Total eclipses: science, observations, myths and legends. New York: Springer, RÊGO, Daniela Domingues Leão. Imagem e Política: estudo sobre o Cinejornal Brasileiro. Campinas: Dissertação de mestrado - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, SOUZA, José Inácio Melo. Trabalhando com cinejornais: relato de uma experiência. História. Questões e Debates. v. 38, p , Disponível em Acessado no dia 07/08/2009.

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO 1. AUDIOVISUAL NO ENSINO MÉDIO O audiovisual tem como finalidade realizar-se como crítica da cultura,

Leia mais

17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO. 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo

17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO. 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo 17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo APRESENTAÇÃO O 17º Festival Brasileiro de Cinema Universitário acontecerá de 6 a 12 de agosto de 2012,

Leia mais

A Bandeira Brasileira e Augusto Comte

A Bandeira Brasileira e Augusto Comte A Bandeira Brasileira e Augusto Comte Resumo Este documentário tem como ponto de partida um problema curioso: por que a frase Ordem e Progresso, de autoria de um filósofo francês, foi escolhida para constar

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA PROJETO DE LEI N o 3.771, DE 2004 Dispõe sobre a identificação obrigatória da localização de paisagens de interesse turístico nas condições que

Leia mais

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO Clip Histórico: As Tecnologias e as Guerras Mundiais. Cursistas: Jean Carlos

Leia mais

Palavras-chave: 1. Artes; 2. Audiovisual 3. Educação; 4. Rádio; 5. Vídeo

Palavras-chave: 1. Artes; 2. Audiovisual 3. Educação; 4. Rádio; 5. Vídeo Artes Audiovisuais: Estratégia cooperativa na modalidade Educação Jovem e Adulta - EJA STEFANELLI, Ricardo 1 Instituto Federal de Educação Tecnológica de São Paulo RESUMO O presente trabalho na disciplina

Leia mais

A essa altura, você deve estar se perguntando qual é a diferença entre cinema e vídeo, audiovisual e multimídia, não é mesmo?

A essa altura, você deve estar se perguntando qual é a diferença entre cinema e vídeo, audiovisual e multimídia, não é mesmo? Pré-Vestibular Social Grupo SOA Suporte à Orientação Acadêmica Ela faz cinema Ela faz cinema Ela é demais (Chico Buarque) CINEMA Chegou o momento de escolher um curso. Diante de tantas carreiras e faculdades

Leia mais

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior.

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior. Cotas Pra Quê? 1 Sarah Rocha MARTINS 2 Luan Barbosa OLIVEIRA 3 Camilla Alves Ribeiro PAES LEME 4 Instituto de Ensino Superior de Rio Verde, Rio Verde, Goiás RESUMO Este documentário foi planejado e desenvolvido

Leia mais

PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA ESPECIALIZADA

PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA ESPECIALIZADA Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 492 PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA

Leia mais

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Prof. Dr. Cássio Tomaim Departamento de Ciências da Comunicação Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)/Cesnors Adaptação: Prof. Claudio Luiz Fernandes

Leia mais

Instituto Roerich da Paz e Cultura do Brasil

Instituto Roerich da Paz e Cultura do Brasil COMITÊS DA BANDEIRA DA PAZ E DO PACTO ROERICH CARTA DE PRINCÍPIOS SALVADOR/BA BRASIL 2012 CARTA DE PRINCÍPIOS PARA INSTALAÇÃO DE COMITÊS DA BANDEIRA DA PAZ E DO PACTO ROERICH NO BRASIL E NOS PAÍSES DA

Leia mais

GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS DO GEPHE - GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM CAMPINA GRANDE PARAIBA

GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS DO GEPHE - GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM CAMPINA GRANDE PARAIBA GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS DO GEPHE - GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM CAMPINA GRANDE PARAIBA Autora: Regina Coelli Gomes Nascimento - Professora do curso de História

Leia mais

Resumo. GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP

Resumo. GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP Resumo O 2ª Opinião - Espaço cultural é um jornal-laboratório que vem sendo

Leia mais

A IMAGEM NA SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DE PROJETO DE TRABALHO

A IMAGEM NA SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DE PROJETO DE TRABALHO A IMAGEM NA SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DE PROJETO DE TRABALHO Gabriela Gonçalves da Silva 1 Jonney Gomes de Freitas Abreu 2 Marielli Gomes Mendonça 3 Mônica Mitchell de Morais Braga 4 Murilo Raphael Dias

Leia mais

Análise sobre a circulação da história da ciência em revistas de divulgação científica

Análise sobre a circulação da história da ciência em revistas de divulgação científica Análise sobre a circulação da história da ciência em revistas de divulgação científica Tema: História da Eletricidade Episódio: Do primeiro motor elétrico à transmissão de eletricidade Fontes: revistas

Leia mais

Programacao. programacao de aniversario

Programacao. programacao de aniversario Programacao programacao de aniversario Teatro de Tabuas comemora 13 anos com temporada em Campinas Duas estruturas itinerantes estarao em atividade O grupo Teatro de Tábuas, sediado na cidade de Campinas,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 66 Discurso na solenidade de comemoração

Leia mais

Astrofotografia com camera fixa

Astrofotografia com camera fixa Astrofotografia com camera fixa José Carlos Diniz - dinizfam@uninet.com.br Ao escrever sobre este tema pretendemos estimular o uso da astrofotografia, desmistificando e apresentando de forma simples e

Leia mais

ATIVIDADES COMPLEMENTARES: REGULAMENTO CONCLUINTES EM 2015/1

ATIVIDADES COMPLEMENTARES: REGULAMENTO CONCLUINTES EM 2015/1 CENTRO UNIVERSITÁRIO BELAS ARTES DE SÃO PAULO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Publicidade e Propaganda Rádio e Televisão Relações Públicas ATIVIDADES COMPLEMENTARES: REGULAMENTO CONCLUINTES EM 2015/1 DEFINIÇÃO

Leia mais

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE NOVEMBRO DE 2012 EREM ANIBAL FERNANDES

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE NOVEMBRO DE 2012 EREM ANIBAL FERNANDES UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO PIBID PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA HENRIQUE BEZERRA IGOR FERNANDES PAULO HENRIQUE WILMA DE ANDRADE WILLIAM FREIRE RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE

Leia mais

Trabalhadores do Brasil: Circularidade e apropriação. Pedro Henrique da Silva Carvalho 1

Trabalhadores do Brasil: Circularidade e apropriação. Pedro Henrique da Silva Carvalho 1 116 Trabalhadores do Brasil: Circularidade e apropriação Pedro Henrique da Silva Carvalho 1 FERREIRA, Jorge Luiz. Trabalhadores do Brasil: o imaginário popular: 1930-45. Rio de Janeiro: Fundação Getulio

Leia mais

LENDO, ESCREVENDO E PRODUZINDO JORNAL: A APROPRIAÇÃO DA ESCRITA POR ALUNOS DE EJA

LENDO, ESCREVENDO E PRODUZINDO JORNAL: A APROPRIAÇÃO DA ESCRITA POR ALUNOS DE EJA LENDO, ESCREVENDO E PRODUZINDO JORNAL: A APROPRIAÇÃO DA ESCRITA POR ALUNOS DE EJA CENTRO MUNICIPAL DE REFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PROFESSORA FABÍOLA DANIELE DA SILVA A lingüística moderna

Leia mais

UMA EXPERIÊNCIA COM A MODELAGEM MATEMÁTICA POR MEIO DO ESTUDO DA RITALINA NO ORGANISMO

UMA EXPERIÊNCIA COM A MODELAGEM MATEMÁTICA POR MEIO DO ESTUDO DA RITALINA NO ORGANISMO UMA EXPERIÊNCIA COM A MODELAGEM MATEMÁTICA POR MEIO DO ESTUDO DA RITALINA NO ORGANISMO Renata Karoline Fernandes Universidade do Norte do Paraná/Universidade Estadual de Londrina renatakaroline@hotmail.com

Leia mais

Cinema como ferramenta de aprendizagem¹. Angélica Moura CORDEIRO². Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB.

Cinema como ferramenta de aprendizagem¹. Angélica Moura CORDEIRO². Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB. Cinema como ferramenta de aprendizagem¹ Angélica Moura CORDEIRO² Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB. RESUMO Este artigo pronuncia o projeto Criancine que

Leia mais

COMUNICAÇÃO COORDENADA UM OLHAR SOBRE O CONHECIMENTO E A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO EIXO RIO/SÃO PAULO: O CASO CÂNCER

COMUNICAÇÃO COORDENADA UM OLHAR SOBRE O CONHECIMENTO E A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO EIXO RIO/SÃO PAULO: O CASO CÂNCER II ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM JORNALISMO SOCIEDADE BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM JORNALISMO SBPJor FACULDADE DE COMUNICAÇÃO - UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA 26 E 27 DE NOVEMBRO DE 2004 SALVADOR

Leia mais

PROGRAMA RADIOZINE 1 Sâmila Braga CHAVES 2 Faculdade 7 de Setembro FA7, Fortaleza, CE

PROGRAMA RADIOZINE 1 Sâmila Braga CHAVES 2 Faculdade 7 de Setembro FA7, Fortaleza, CE PROGRAMA RADIOZINE 1 Sâmila Braga CHAVES 2 Faculdade 7 de Setembro FA7, Fortaleza, CE Resumo O programa Radiozine é um projeto desenvolvido para a disciplina de Projeto Experimental em Jornalismo Eletrônico,

Leia mais

A participação do rádio no cotidiano da sociedade brasileira (1923-1960)

A participação do rádio no cotidiano da sociedade brasileira (1923-1960) A participação do rádio no cotidiano da sociedade brasileira (1923-1960) Lia Calabre NO APAGAR DAS LUZES DO SÉCULO XX, podemos dizer que este foi o tempo da revolução das formas de comunicação à distância.

Leia mais

Estruturas curriculares dos Cursos de Cinema e Audiovisual no Brasil

Estruturas curriculares dos Cursos de Cinema e Audiovisual no Brasil Estruturas curriculares dos Cursos de Cinema e Audiovisual no Brasil Encontro Estruturas Curriculares do Curso de Rádio, TV e Internet no Brasil SOCICOM São Paulo, fevereiro 2014 Luciana Rodrigues Presidente

Leia mais

1. Conceito Guerra improvável, paz impossível - a possibilidade da guerra era constante, mas a capacidade militar de ambas potências poderia provocar

1. Conceito Guerra improvável, paz impossível - a possibilidade da guerra era constante, mas a capacidade militar de ambas potências poderia provocar A GUERRA FRIA 1. Conceito Conflito político, econômico, ideológico, cultural, militar entre os EUA e a URSS sem que tenha havido confronto direto entre as duas superpotências. O conflito militar ocorria

Leia mais

Pronac Nº 1111032 Você em Cenna é um concurso cultural que irá eleger atores e atrizes amadores de todo o país, que enviarão vídeos de suas performances para votação popular e de júri especializado. Os

Leia mais

Reestruturação Produtiva em Saúde

Reestruturação Produtiva em Saúde Trabalho em Saúde O trabalho Toda atividade humana é um ato produtivo, modifica alguma coisa e produz algo novo. Os homens e mulheres, durante toda a sua história, através dos tempos, estiveram ligados,

Leia mais

O PAPEL DA AGÊNCIA DE JORNALISMO DA UEPG NO FOMENTO À PRODUÇÃO DE NOTÍCIAS INSTITUCIONAIS NA WEB

O PAPEL DA AGÊNCIA DE JORNALISMO DA UEPG NO FOMENTO À PRODUÇÃO DE NOTÍCIAS INSTITUCIONAIS NA WEB 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( X ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA O PAPEL DA

Leia mais

Eclipse. (www.seara.ufc.br/astronomia/fenomenos/eclipses.htm. Acesso em: 03.10.2012.)

Eclipse. (www.seara.ufc.br/astronomia/fenomenos/eclipses.htm. Acesso em: 03.10.2012.) Eclipse 1. (G1 - ifsp 2013) Mecanismos do Eclipse A condição para que ocorra um Eclipse é que haja um alinhamento total ou parcial entre Sol, Terra e Lua. A inclinação da órbita da Lua com relação ao equador

Leia mais

Vídeo Institucional Casa da Esperança

Vídeo Institucional Casa da Esperança Vídeo Institucional Casa da Esperança JOSGRILBERG, Clarissa 1 CARDINAL, Milena de Jesus 2 CARBONARI, Will 3 OTRE, Maria Alice Campagnoli 4 MEDEIROS, Cristine 5 Centro Universitário da Grande Dourados UNIGRAN

Leia mais

Utilização do vídeo, CD e DVD na sala de aula

Utilização do vídeo, CD e DVD na sala de aula Utilização do vídeo, CD e DVD na sala de aula José Manuel Moran A seguir são apresentadas sugestões de utilização de vídeo, CD e DVD. Vídeo como produção Como documentação, registro de eventos, de aulas,

Leia mais

MUSEU DA CIDADE OCA RECEBE A MAIOR EXPOSIÇÃO JÁ REALIZADA SOBRE A CIVILIZAÇÃO MAIA

MUSEU DA CIDADE OCA RECEBE A MAIOR EXPOSIÇÃO JÁ REALIZADA SOBRE A CIVILIZAÇÃO MAIA MUSEU DA CIDADE OCA RECEBE A MAIOR EXPOSIÇÃO JÁ REALIZADA SOBRE A CIVILIZAÇÃO MAIA Mayas: revelação de um tempo sem fim reúne pela primeira vez mais de 380 objetos e homenageia esta civilização em todo

Leia mais

V Prêmio AMRIGS de Jornalismo

V Prêmio AMRIGS de Jornalismo 1. CONSIDERAÇÕES GERAIS 1.1 Conceitos V Prêmio AMRIGS de Jornalismo REGULAMENTO O Prêmio AMRIGS de Jornalismo, quinta edição, é uma iniciativa da Associação Médica do Rio Grande do Sul, com o apoio do

Leia mais

Manutenção, por 01 (um) ano, das atividades de bandas de música com histórico de 1. atividades comprovadas há, pelo menos, 01 (um) ano.

Manutenção, por 01 (um) ano, das atividades de bandas de música com histórico de 1. atividades comprovadas há, pelo menos, 01 (um) ano. Artistas, bandas de música, produtores culturais, arte-educadores, pesquisadores e demais interessados podem apresentar propostas de projetos de música dentro das linhas de ação abaixo, conforme Resolução

Leia mais

POVOS INDÍGENAS E A MÍDIA ESCRITA SUL-MATO-GROSSENSE. Renata Guerreiro Barbosa¹; Beatriz dos Santos Landa²

POVOS INDÍGENAS E A MÍDIA ESCRITA SUL-MATO-GROSSENSE. Renata Guerreiro Barbosa¹; Beatriz dos Santos Landa² POVOS INDÍGENAS E A MÍDIA ESCRITA SUL-MATO-GROSSENSE Renata Guerreiro Barbosa¹; Beatriz dos Santos Landa² 1. 2. Bolsista UEMS, Acadêmica do Curso de Enfermagem da UEMS Professora do Curso de Ciências Biológicas

Leia mais

r é v lco. A K K to o F

r é v lco. A K K to o F APRESENTAÇÃO O FATU, realizado desde 2004, é um festival de filmes diferente, sendo pioneiro no Brasil em diversos aspectos. Ele é o único focado nos temas Aventura, Turismo e Sustentabilidade, livre em

Leia mais

Mostra de Projetos 2011 PROJETO "DIREITO E CINEMA"

Mostra de Projetos 2011 PROJETO DIREITO E CINEMA Mostra de Projetos 2011 PROJETO "DIREITO E CINEMA" Mostra Local de: Cornélio Procópio. Categoria do projeto: Projetos finalizados. Nome da Instituição/Empresa: (Campo não preenchido). Cidade: Cornélio

Leia mais

Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX

Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX Jorge Luiz de FRANÇA * Nesta comunicação, pretendemos, por intermédio das publicações

Leia mais

Produzindo e divulgando fotos e vídeos. Aula 1 Criando um vídeo

Produzindo e divulgando fotos e vídeos. Aula 1 Criando um vídeo Produzindo e divulgando fotos e vídeos Aula 1 Criando um vídeo Objetivos 1 Conhecer um pouco da história dos filmes. 2 Identificar a importância de um planejamento. 3 Entender como criar um roteiro. 4

Leia mais

O ENSINO DE ESPANHOL NO MUNICÍPIO DO RJ: RELATOS DE PROFESSORES RAABE COSTA ALVES

O ENSINO DE ESPANHOL NO MUNICÍPIO DO RJ: RELATOS DE PROFESSORES RAABE COSTA ALVES O ENSINO DE ESPANHOL NO MUNICÍPIO DO RJ: RELATOS DE PROFESSORES RAABE COSTA ALVES Atualmente pode-se afirmar que a Língua Espanhola é a segunda língua mais importante do território nacional se considerarmos

Leia mais

CATAVENTO CULTURAL I. UNIVERSO II. VIDA III. ENGENHO IV. SOCIEDADE

CATAVENTO CULTURAL I. UNIVERSO II. VIDA III. ENGENHO IV. SOCIEDADE CATAVENTO CULTURAL VIVÊNCIAS ABORDAGENS FOCO DISCPLINAR ENFOQUE PEDAGÓGICO Exposições com experimentos, artefatos, cenários, maquetes, painéis, aquários, réplicas, material multimídia e atividades interativas,

Leia mais

ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR.

ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR. ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR. Autor: Wagner de Araújo Baldêz 1 - UFOP. Orientador: William Augusto Menezes 2 - UFOP. O objetivo desse artigo é relatar

Leia mais

SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO AS PERSPECTIVAS POLÍTICAS PARA UM CURRÍCULO INTERDISCIPLINAR: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Professor Doutor Carlos Henrique Carvalho Faculdade

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 DO ACONTECIMENTO

Leia mais

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador MOZARILDO CAVALCANTI I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador MOZARILDO CAVALCANTI I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2012 Da COMISSÃO DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTES, sobre o Projeto de Lei da Câmara nº 65, de 2012 (Projeto de Lei nº 1.263, de 2003, na origem), de autoria do Deputado Leonardo Monteiro,

Leia mais

Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3

Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3 Cultura, história e gastronomia: análise de enquadramento do jornalismo gastronômico 1 RESUMO Bianca Arantes dos Santos 2 Célio José Losnak 3 O texto parte de uma pesquisa que tem como proposta realizar

Leia mais

é um a pro d u ç ã o cu lt u r a l i n d e p e n d e n t e.

é um a pro d u ç ã o cu lt u r a l i n d e p e n d e n t e. é um a pro d u ç ã o cu lt u r a l i n d e p e n d e n t e. Uma sessão semanal de cinema, gratuita onde serão exibidos 96 filmes em 48 semanas (sessão dupla, projetada em DVD), todas as quartas feiras.

Leia mais

Canal 100 e a Construção do Imaginário

Canal 100 e a Construção do Imaginário Canal 100 e a Construção do Imaginário Quem tem mais de 30 anos sabe que ir ao cinema, nas décadas de 1960, 1970 e início de 1980, não significava apenas assistir um filme. Era a oportunidade de ver, em

Leia mais

CINEARES: CINEMA, CULTURA E INTEGRAÇÃO SOCIAL

CINEARES: CINEMA, CULTURA E INTEGRAÇÃO SOCIAL CINEARES: CINEMA, CULTURA E INTEGRAÇÃO SOCIAL Área Temática: Cultura Vânia Lionço (Coordenadora da Ação de Extensão) Vânia Lionço 1 Lowrrane Paollo Pinheiro 2 Valquíria Gandolpho Maciel do Nascimento 3

Leia mais

EXPOSIÇÕES FOTOJORNALÍSTICAS DO FOCA FOTO: UMA MUDANÇA NA PERCEPÇÃO DA IMAGEM

EXPOSIÇÕES FOTOJORNALÍSTICAS DO FOCA FOTO: UMA MUDANÇA NA PERCEPÇÃO DA IMAGEM 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( x ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA EXPOSIÇÕES

Leia mais

Alzheimer: de Volta ao Começo 1

Alzheimer: de Volta ao Começo 1 Alzheimer: de Volta ao Começo 1 Marcelo de Paula LEMOS 2 Marcela Terra Cunha MATARIM 3 Mariana Alves MENDES 4 Celi CAMARGO 5 Universidade de Uberaba, Uberaba, MG RESUMO Alzheimer: de Volta ao Começo é

Leia mais

2007 Para Francisco livro em 2008 cinemas em 2015 Hoje Vou Assim 2013, lançou o livro Moda Intuitiva

2007 Para Francisco livro em 2008 cinemas em 2015 Hoje Vou Assim 2013, lançou o livro Moda Intuitiva CR I S G U E R R A p u b l i c i tá r i a, e s c r i to r a e pa l e s t r a N t e PERFIL Começou sua trajetória na internet em 2007, escrevendo o blog Para Francisco, que virou livro em 2008 e irá para

Leia mais

INVESTIGANDO A PRODUÇÃO DE VÍDEOS POR ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO NO CONTEXTO DO LABORATÓRIO DE FÍSICA

INVESTIGANDO A PRODUÇÃO DE VÍDEOS POR ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO NO CONTEXTO DO LABORATÓRIO DE FÍSICA IX CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE INVESTIGACIÓN EN DIDÁCTICA DE LAS CIENCIAS Girona, 9-12 de septiembre de 2013 COMUNICACIÓN INVESTIGANDO A PRODUÇÃO DE VÍDEOS POR ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO NO CONTEXTO DO

Leia mais

A VIOLÊNCIA DA NOTÍCIA NA GLOBALIZAÇÃO: AS AGÊNCIAS TRANSNACIONAIS E O COMANDO DOS CÍRCULOS DE INFORMAÇÕES

A VIOLÊNCIA DA NOTÍCIA NA GLOBALIZAÇÃO: AS AGÊNCIAS TRANSNACIONAIS E O COMANDO DOS CÍRCULOS DE INFORMAÇÕES A VIOLÊNCIA DA NOTÍCIA NA GLOBALIZAÇÃO: AS AGÊNCIAS TRANSNACIONAIS E O COMANDO DOS CÍRCULOS DE INFORMAÇÕES André B. Pasti AGB-Campinas pasti@cotuca.unicamp.br INTRODUÇÃO No atual período da globalização

Leia mais

CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO

CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO 1. Oficina de Produção CANAL SAÚDE REDE DE PARCEIROS OFICINAS DE MULTIPLICAÇÃO Duração: 03 dias Público ideal: grupos de até 15 pessoas Objetivo: Capacitar indivíduos ou grupos a produzirem pequenas peças

Leia mais

NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA

NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA Juliana de Oliveira Meirelles Camargo Universidade Candido Mendes/ Instituto Prominas e-mail: Ju_meirelles@yahoo.com.br Léa Mattosinho

Leia mais

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Crianças do Brasil Suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos elaborada por ANA CAROLINA CARVALHO livro de JOSÉ SANTOS ilustrações

Leia mais

ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes,

ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes, ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes, 2009. Editora Práxis, 2010. Autêntica 2003. 11 Selma Tavares Rebello 1 O livro Cineclube, Cinema e Educação se apresenta

Leia mais

Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica

Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica Luis Ricardo Silva Queiroz Presidente da ABEM presidencia@abemeducacaomusical.com.br

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca Goiânia, 24 de outubro de 1962. Na

Leia mais

Edital Nº 11/2010 MESTRADO INTERINSTITUCIONAL UFRRJ/IFMA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS

Edital Nº 11/2010 MESTRADO INTERINSTITUCIONAL UFRRJ/IFMA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS 1 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO MARANHÃO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO

Leia mais

Palestra - "GESTÃO DE PROGRAMAS E SISTEMAS DE EAD - ADOÇÃO DE FORMAS INSTITUCIONAIS E GERENCIAIS COMPATÍVEIS COM A EAD"

Palestra - GESTÃO DE PROGRAMAS E SISTEMAS DE EAD - ADOÇÃO DE FORMAS INSTITUCIONAIS E GERENCIAIS COMPATÍVEIS COM A EAD Palestra - "GESTÃO DE PROGRAMAS E SISTEMAS DE EAD - ADOÇÃO DE FORMAS INSTITUCIONAIS E GERENCIAIS COMPATÍVEIS COM A EAD" PALESTRANTE: Maria Luiza Angelim Coordenadora do Curso de Especialização em Educação

Leia mais

CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS

CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS CTCH Centro de Teologia e Ciências Humanas CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS Cíntia dos Santos Gomes, 1 Rosália Maria Duarte. 2 Departamento de Educação PUC-RIO 2007 1 Aluno de Graduação

Leia mais

ATIVIDADES COMPLEMENTARES: REGULAMENTO CONCLUÍNTES EM 2014/1

ATIVIDADES COMPLEMENTARES: REGULAMENTO CONCLUÍNTES EM 2014/1 CENTRO UNIVERSITÁRIO BELAS ARTES DE SÃO PAULO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Publicidade e Propaganda Rádio e Televisão Relações Públicas ATIVIDADES COMPLEMENTARES: REGULAMENTO CONCLUÍNTES EM 2014/1 DEFINIÇÃO

Leia mais

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL COMUNITÁRIA FORMIGUENSE FUOM CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA UNIFOR-MG CONSELHO UNIVERSITÁRIO

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL COMUNITÁRIA FORMIGUENSE FUOM CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA UNIFOR-MG CONSELHO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO EDUCACIONAL COMUNITÁRIA FORMIGUENSE FUOM CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA UNIFOR-MG CONSELHO UNIVERSITÁRIO REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO DE FISIOTERAPIA (Ato de Aprovação:

Leia mais

MAM: sua história, seu patrimônio

MAM: sua história, seu patrimônio Elizabeth Catoia Varela Curadora da Pesquisa e Documentação MAM RJ Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ MAM: sua história, seu patrimônio Em abril de

Leia mais

Insígnia de Competência de Astrónomo Alguns apontamentos para Exploradores

Insígnia de Competência de Astrónomo Alguns apontamentos para Exploradores Insígnia de Competência de Astrónomo Alguns apontamentos para Exploradores 1 Conhecer a influência do sol, terra e lua nas estações do ano (exs: culturas, flores, frutos, árvores, entre outros) 2 Conhecer

Leia mais

LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i. Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática.

LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i. Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática. LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática. Justificativa A Matemática faz parte do cotidiano das pessoas. Nas diversas atividades

Leia mais

REGULAMENTO. A decisão da comissão julgadora será incontestável.

REGULAMENTO. A decisão da comissão julgadora será incontestável. REGULAMENTO 1 - OBJETIVOS A 11ª Mostra Nacional de Audiovisual Universitário realizada em Mato Grosso visa: a) identificar, reunir, exibir e discutir a produção audiovisual e cinematográfica realizada

Leia mais

Palavra: Dispositivo/ Word: Device

Palavra: Dispositivo/ Word: Device 39 Palavra: Dispositivo/ Word: Device Mozahir Salomão Bruck 1 Resumo O objetivo do texto é resgatar os olhares múltiplos que o termo dispositivo recebeu nos últimos anos nos diversos campos de conhecimento

Leia mais

XXXV SEMANA DA QUÍMICA "RIO DE JANEIRO: PRODUZINDO CIÊNCIA HÁ 450 ANOS" REGULAMENTO DO CONCURSO PARA SELEÇÃO DE LOGOTIPO

XXXV SEMANA DA QUÍMICA RIO DE JANEIRO: PRODUZINDO CIÊNCIA HÁ 450 ANOS REGULAMENTO DO CONCURSO PARA SELEÇÃO DE LOGOTIPO XXXV SEMANA DA QUÍMICA "RIO DE JANEIRO: PRODUZINDO CIÊNCIA HÁ 450 ANOS" REGULAMENTO DO CONCURSO PARA SELEÇÃO DE LOGOTIPO 1. DO CONCURSO E DE SEU OBJETIVO 1.1. O campus Rio de Janeiro do Instituto Federal

Leia mais

MULHERES DA PESCA E DO CINEMA UM EXPERIMENTO CINEMATOGRÁFICO NO MUNICIPIO DE ITAPISSUMA - PE

MULHERES DA PESCA E DO CINEMA UM EXPERIMENTO CINEMATOGRÁFICO NO MUNICIPIO DE ITAPISSUMA - PE MULHERES DA PESCA E DO CINEMA UM EXPERIMENTO CINEMATOGRÁFICO NO MUNICIPIO DE ITAPISSUMA - PE Silvana Marpoara 1, Maria do Rosário de Fátima de Andrade Leitão 2 1 Silvana Marpoara é jornalista, produtora

Leia mais

CONSIDERAÇÕE SOBRE A RENOVAÇÃO DO PLANEJAMENTO ATRAVÉS DA MUDANÇA DO LIVRO DIDÁTICO

CONSIDERAÇÕE SOBRE A RENOVAÇÃO DO PLANEJAMENTO ATRAVÉS DA MUDANÇA DO LIVRO DIDÁTICO CONSIDERAÇÕE SOBRE A RENOVAÇÃO DO PLANEJAMENTO ATRAVÉS DA MUDANÇA DO LIVRO DIDÁTICO Elizabeth Christina Rodrigues Bittencourt, EE Rui Bloem e EE Alberto Levy. exrbittencourt@yahoo.com.br Introdução Nos

Leia mais

Pandemia no ar: a cobertura da gripe AH1N1 no Jornal Nacional

Pandemia no ar: a cobertura da gripe AH1N1 no Jornal Nacional Pandemia no ar: a cobertura da gripe AH1N1 no Jornal Nacional Flavia Natércia da Silva Medeiros & Luisa Massarani Núcleo de Estudos da Divulgação Científica, Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fundação

Leia mais

UESB ASSESSORIA DE COMUNICACAO

UESB ASSESSORIA DE COMUNICACAO ASSESSORIA DE COMUNICACAO Assessoria de Comunicacão 14. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO No ano de 2007, a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia deu prosseguimento ao

Leia mais

O Rádio Educativo no Brasil

O Rádio Educativo no Brasil Série Memória 1 Cadernos da Comunicação Série Memória O Rádio Educativo no Brasil Secretaria Especial de Comunicação Social 2 Cadernos da Comunicação Agradecemos a colaboração da Sociedade dos Amigos Ouvintes

Leia mais

Cubismo. 9º Ano 2015 1º Bimestre Artes Prof. Juventino

Cubismo. 9º Ano 2015 1º Bimestre Artes Prof. Juventino Cubismo 9º Ano 2015 1º Bimestre Artes Prof. Juventino Guernica Cidade... Loucura... Ou...Arte? Pablo Picasso Nome: Pablo Picasso Nascimento : Andaluzia 1881 Filho de: José Ruiz Blasco E de: Maria Picasso

Leia mais

PORTARIA n. 177/ PRES, de 16 de fevereiro de 2006

PORTARIA n. 177/ PRES, de 16 de fevereiro de 2006 PORTARIA n. 177/ PRES, de 16 de fevereiro de 2006 O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO FUNAI, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelo Estatuto, aprovado pelo Decreto n. 4.645, de 25 de

Leia mais

FESTIVAL DE AUDIOVISUAL DE BELÉM FAB 2015 REGULAMENTO CURTAS METRAGENS

FESTIVAL DE AUDIOVISUAL DE BELÉM FAB 2015 REGULAMENTO CURTAS METRAGENS FESTIVAL DE AUDIOVISUAL DE BELÉM FAB 2015 REGULAMENTO CURTAS METRAGENS 01. O FESTIVAL Criado em 2013, o Festival de Audiovisual de Belém FAB é uma promoção do CLIC, empreendimento sociocultural especializado

Leia mais

COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº, DE 2006

COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº, DE 2006 COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº, DE 2006 Redação final do Projeto de Lei da Câmara nº 79, de 2004 (nº 708, de 2003, na Casa de origem). A Comissão Diretora apresenta a redação final do Projeto de Lei da Câmara

Leia mais

A Escola Livre de Teatro e O alfabeto pegou fogo Vilma Campos dos Santos Leite Preâmbulo

A Escola Livre de Teatro e O alfabeto pegou fogo Vilma Campos dos Santos Leite Preâmbulo A Escola Livre de Teatro e O alfabeto pegou fogo Vilma Campos dos Santos Leite UFU Universidade Federal de Uberlândia Palavras chave : Formação Teatral; Pedagogia do Teatro; História do Teatro Preâmbulo

Leia mais

A imprensa de Belo Horizonte sob o olhar de Maria Ceres Pimenta Spínola. SILVA, Sandra Mara. JARDIM, Simonia Dias (UNIPAC MG).

A imprensa de Belo Horizonte sob o olhar de Maria Ceres Pimenta Spínola. SILVA, Sandra Mara. JARDIM, Simonia Dias (UNIPAC MG). A imprensa de Belo Horizonte sob o olhar de Maria Ceres Pimenta Spínola Castro SILVA, Sandra Mara. JARDIM, Simonia Dias (UNIPAC MG). Resumo O Presente artigo trata da autora Maria Ceres Pimenta Spínola

Leia mais

O Jornalista como divulgador das informações científicas: o caso do Programa Vida & Saúde

O Jornalista como divulgador das informações científicas: o caso do Programa Vida & Saúde O Jornalista como divulgador das informações científicas: o caso do Programa Vida & Saúde Resumo Priscila Mathias Rosa ¹ Paula Regina Puhl² Universidade Feevale, Novo Hamburgo, RS O artigo trata de que

Leia mais

Prefeitura Municipal de Florianópolis Secretaria de Educação Escola Básica Municipal Osmar Cunha

Prefeitura Municipal de Florianópolis Secretaria de Educação Escola Básica Municipal Osmar Cunha Prefeitura Municipal de Florianópolis Secretaria de Educação Escola Básica Municipal Osmar Cunha Disciplina: Geografia Professora: Bianca de Souza PLANEJAMENTO ANUAL 2012 8ª SÉRIE - TURMAS 83 e 84 Primeiro

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 020/2006-CONSU de 22 de agosto de 2006

RESOLUÇÃO Nº 020/2006-CONSU de 22 de agosto de 2006 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ CONSELHO UNIVERSITÁRIO RESOLUÇÃO Nº 020/2006-CONSU de 22 de agosto de 2006 EMENTA: Normatiza os Afastamentos de Curta, Média e Longa Duração de Docentes.

Leia mais

Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional

Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional Ciência, Tecnologia, Inovação e Defesa Nacional Seminário sobre Diretrizes Estratégicas de C,T&I para a Defesa Nacional Painel: Visão da Indústria e da Universidade Hotel Naoum, Brasília, 26 de novembro

Leia mais

Universalização do acesso, com permanência e aprendizagem em tempo adequado no ensino fundamental: ELSIO J. CORÁ

Universalização do acesso, com permanência e aprendizagem em tempo adequado no ensino fundamental: ELSIO J. CORÁ Universalização do acesso, com permanência e aprendizagem em tempo adequado no ensino fundamental: possibilidades a partir do espaço escolar e do espaço habitado ELSIO J. CORÁ JUNHO/ 2015 Universalização

Leia mais

CONQUISTASAVANÇOS SOLIDARIEDADE DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO TRANSPORTE AVANÇOS SOLIDARIEDADE CRÉDITO DESENVOLVIMENTO RENDA COOPERAÇÃO COMUNICAÇÃO

CONQUISTASAVANÇOS SOLIDARIEDADE DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO TRANSPORTE AVANÇOS SOLIDARIEDADE CRÉDITO DESENVOLVIMENTO RENDA COOPERAÇÃO COMUNICAÇÃO PRORROGADO 06/NOV I N S C RI Ç Ã O E V EIC U L A Ç Ã O TRANSPORTE C OMU NID ADE AGRONEGÓCIO E DUC A Ç Ã O RENDA C OMU NID A D E FELICIDADE CRÉDITO RENDA COMUNICAÇÃO CONSUMO EQUIDADE DEMOCRACIA S A Ú D

Leia mais

REDES COMUNITÁRIAS: PARCERIAS PARA FORMAÇÃO DE CAPITAL SOCIAL

REDES COMUNITÁRIAS: PARCERIAS PARA FORMAÇÃO DE CAPITAL SOCIAL REDES COMUNITÁRIAS: PARCERIAS PARA FORMAÇÃO DE CAPITAL SOCIAL GILBERTO FUGIMOTO 1 LUIZ FERNANDO SARMENTO 2 1 Engenheiro. Agrônomo - UFV e Assessor de Projetos Comunitários - SESC / RJ 2 Economista e Técnico

Leia mais

REGULAMENTO 2015. A 7ª edição do Festival será realizada em São Paulo, de 01/05/2015 a 10/05/2015.

REGULAMENTO 2015. A 7ª edição do Festival será realizada em São Paulo, de 01/05/2015 a 10/05/2015. I - SOBRE O FESTIVAL DESCRIÇÃO E OBJETIVOS O IN- EDIT~BRASIL - Festival Internacional do Documentário Musical - é um evento cinematográfico que tem como objetivo fomentar a produção e a difusão de filmes

Leia mais

COMISSÃO NACIONAL DE FOLCLORE

COMISSÃO NACIONAL DE FOLCLORE CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO O VIII Congresso Brasileiro de Folclore, reunido em Salvador, Bahia, de 12 a 16 de dezembro de 1995, procedeu à releitura da Carta do Folclore Brasileiro, aprovada no I Congresso

Leia mais

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO Juliana Ponqueli Contó (PIBIC/Fundação Araucária - UENP), Jean Carlos Moreno (Orientador),

Leia mais