Sistema de Informações de Crédito SCR

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1 Sistema de Informações de Crédito SCR Consultas às Informações do Cliente Cidadão Versão 2.0

2 Este manual descreve a forma como os cidadãos e as pessoas jurídicas não financeiras acessam as informações sobre as operações de crédito registradas em seus nomes no SCR, pelas instituições financeiras, no Sistema de Informações de Crédito SCR. 1. Os clientes do Sistema Financeiro Nacional podem acessar, pela internet, as informações sobre operações e títulos com características de crédito e coobrigações (fianças e avais prestados pelas instituições financeiras) de suas responsabilidades contidas na base de dados do Sistema de Informações de Crédito (SCR). 2. O acesso ao SCR é realizado mediante credenciamento do cliente no Sisbacen, conforme orientação disponível no endereço 3. Maiores informações a respeito dos procedimentos necessários para se obter acesso ao SCR, bem como sua utilização, podem ser obtidas pelo telefone , nos dias úteis, das 9h às 16h, pelo correio eletrônico BC Fale conosco, ou no endereço eletrônico 4. De posse de sua senha, o cliente deve acessar na internet o endereço https://www3.bcb.gov.br/scr2/dologin, que é a página de login do SCR, mostrada abaixo. Nessa página, o cliente informa os campos unidade, dependência, operador e senha. Página: 2 de 10

3 5. Para cliente Pessoa Física o campo Unidade deve ser preenchido com 98000, o campo Dependência com 0001, o campo Operador com o seu CPF (nove primeiros dígitos) e o campo Senha com a sua senha. 6. Autorizado o acesso, o cidadão deve trocar a senha 7. Alterada a senha por uma nova, o cidadão verá a seguinte tela: Página: 3 de 10

4 8. Para consultar os dados de suas operações de crédito registradas, selecionar, no menu consultas, a opção Consultar Informações do Cliente - Cliente 9. O SCR disponibiliza os dados do último dia do mês (data-base), dos últimos 60 meses (60 datas-base). Deve-se salientar que os dados são informados com uma defasagem de Página: 4 de 10

5 cerca de 20 dias, e ainda há de se considerar o tempo para processamento das informações. Por exemplo, os dados da data-base de mar/12 (31/03/12) estarão disponíveis, provavelmente, apenas no final do mês de abril/12. Logo ao consultar as informações de mar/12, no princípio do mês de abril/12 é provável que nenhum dado seja apresentado simplesmente por que os dados ainda não foram disponibilizados. Por essas razões, sugere-se que as consultas que tomem como referência a última data-base disponível sejam analisadas com cuidado. 10. O cliente pode optar por consultar seus dados em todo Sistema Financeiro Nacional, ou restringir a pesquisa a um Conglomerado Financeiro ou determinada Instituição Financeira, para isso deve selecionar a opção desejada no campo Instituição. 11. Para as consultas de operações em um Conglomerado ou Instituição deve-se informar o código do Conglomerado ou o CNPJ da Instituição (oito primeiros dígitos). Se necessário, o usuário poderá fazer uma pesquisa nominal. Para isso, o usuário deve digitar sua pesquisa no campo e selecionar a IF na lista. Pressionando o botão Consultar, a pesquisa será concluída e retornará automaticamente à tela Informações Detalhadas do Cliente 12. O Sistema mostra a tela Informações Detalhadas do Cliente, para a data-base selecionada, onde são apresentadas, para o Sistema Financeiro Nacional, Conglomerado ou Instituição, conforme a opção inicial, as seguintes informações: a) Quantidade de Operações b) Quantidade de Instituições em que o Cliente possui operações c) Exposição em Moeda Estrangeira (ME) d) Quantidade de Operações Amparadas por Sub-judice e) Operações Amparadas por Sub-judice f) Quantidade de Operações com Manifestação de Discordância g) Operações com Manifestação de Discordância h) Data de Início de Relacionamento com a IF i) Valor total das operações de crédito concedidas ao cliente distribuído por vencimentos tanto em aberturas a vencer, vencidas e baixadas como prejuízo. Adicionalmente são exibidos os valores de Limites de Crédito, Risco Indireto, Repasses Interfinanceiros e Coobrigações Página: 5 de 10

6 13. Com base nas últimas datas-base disponíveis, o SCR informa a data de início de relacionamento do cliente com o Sistema Financeiro Nacional, Conglomerado ou Instituição pesquisada. Todas as telas de consulta do SCR apresentam os valores monetários em milhares de reais (R$ mil), arredondados. 14. Pressionando o botão + ao lado da data base, o Sistema abre uma tela detalhando informações por instituições que enviaram ao SCR dados sobre o cliente, apresentando informações detalhadas por modalidade e submodalidade 15. Pressionando a data-base a que se referem as informações, o Sistema apresenta a tela "Fluxo de Vencimentos Consolidados", em que todas as operações do cliente na database são somadas e exibidas segundo a distribuição do fluxo de vencimentos. Também são exibidos os valores da Responsabilidade Total sujeitos a variação cambial, na coluna Moeda Estrangeira: 16. A mesma tela Fluxo de Vencimentos Consolidados" também é exibida quando na tela Informações Detalhadas do Cliente o usuário pressionar o nome da instituição financeira, ao invés da data base. Entretanto neste caso serão consideradas apenas as operações na instituição selecionada. Página: 6 de 10

7 17. Nas telas de "Fluxo de Vencimentos Consolidados" e Informações Detalhadas do Cliente, pode-se acessar uma versão adequada para impressão, basta pressionar o botão Imprimir Relatório 18. Essa versão poderá conter também um Glossário e Texto Explicativo, que poderá ser visualizado em tela por meio do botão Glossário e Texto Explicativo, ou ser impresso juntamente com o relatório, neste caso, basta marcar a opção Imprimir Glossário e Texto Explicativo e pressionar o botão Imprimir Relatório. 19. Para sair do sistema, o usuário poderá a qualquer momento selecionar a opção Logout, localizado no canto superior direito da tela (ao lado da aba Consultas). Página: 7 de 10

8 Dúvidas Freqüentes 1. Dados referem-se a uma instituição financeira ou ao Sistema Financeiro Nacional? Se o campo Instituição informar Sistema Financeiro, os dados se referirão ao total deste campo em todas as instituições financeiras cujos dados, para a data-base pesquisada, já tenham sido incorporados ao SCR. Se o campo Instituição informar uma instituição financeira ou conglomerado financeiro específico, os dados das tabelas se referirão apenas àquela instituição ou conglomerado. 2. O que é crédito a vencer? É o valor (presente) resultante da soma das parcelas cujas datas de pagamento ainda não venceram, ou venceram até 14 dias, dias transcorridos até o último dia da data-base informada. Observação: parcelas pagas somente deixarão de constar quando for consultada a data-base correspondente ao mês de pagamento. 3. O que é crédito vencido? É o valor resultante da soma das parcelas cujas datas de pagamento venceram há mais de 14 dias (dias transcorridos até o último dia da data-base informada). O valor da dívida vencida informado ao SCR somente incorpora os juros calculados até 60 dias de atraso. Após este período, a IF continuará calculando e cobrando os juros das parcelas atrasadas normalmente, conforme previsto no contrato, apenas não os informará ao SCR. 4. O que é prejuízo? Quando parte de uma operação está vencida (atrasada), o Banco Central exige que a instituição financeira reconheça uma pequena probabilidade de que toda a operação não seja paga. Se o tempo vai passando e as parcelas atrasadas não são quitadas, a instituição tem que reconhecer que essa probabilidade está aumentando. Ao fim de no mínimo 6 meses e no máximo 1 ano de atraso de alguma parte da operação, a instituição tem que reconhecer todo o valor da operação como prejuízo. Operações com atraso demoram de 6 a 12 meses para serem reconhecidas como prejuízo. As instituições financeiras devem informar operações em prejuízo por 4 anos. 5. O que é carteira de crédito? Carteira de crédito é a soma dos créditos a vencer, créditos vencidos e prejuízo. Carteira de crédito = créditos a vencer + créditos vencidos + prejuízo. 6. O que são repasses interfinanceiros? São operações, em sua maioria, oriundas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES e de instituições estrangeiras, em que os recursos são repassados para instituições financeiras emprestarem a seus clientes. Outro tipo de repasse interfinanceiro é o realizado entre as instituições financeiras. 7. O que são coobrigações? Coobrigações não são dívidas. São coobrigações assumidas mais as garantias prestadas exclusivamente por instituições financeiras a seus clientes. Não incluem garantias prestadas por pessoas físicas ou pessoas jurídicas não-financeiras. Por exemplo, se uma instituição financeira conceder uma carta de fiança para garantir um contrato de locação de imóveis ou um contrato com um fornecedor, o valor deste contrato será exibido como coobrigação na consulta ao cliente que recebeu a carta de fiança. É uma informação positiva: mostra que o cliente tem credibilidade junto à instituição com que se relaciona. 8. E se uma coobrigação for executada? Em geral, a instituição financeira que se coobrigou paga o valor devido ao credor e transforma o contrato de coobrigação em contrato de empréstimo (ou financiamento). Nesse caso, a informação de coobrigação desaparecerá do SCR e aparecerá um empréstimo (ou financiamento). Há outras possibilidades, dependendo das cláusulas contratadas. A instituição que honrou a garantia não poderá, contudo, informar a mesma operação duas vezes, uma em coobrigação e outra em carteira de crédito. Página: 8 de 10

9 9. O que é responsabilidade total? Responsabilidade total é a soma da carteira de crédito, repasses interfinanceiros e coobrigações. Responsabilidade Total = carteira de crédito + repasses interfinanceiros + coobrigações. Relembrando: clientes com responsabilidade total igual ou superior a R$ 1.000,00 (mil reais) devem ser informados ao SCR. 10. O Que é Crédito a Liberar? Parcelas de crédito que foram efetivamente contratadas e que serão liberadas mediante o cumprimento de alguma exigência (etapa de projeto, cronograma, etc); 11. O que é Limite de Crédito? É um limite contratado e não utilizado em alguma modalidade, ou conjunto de modalidades de crédito, tipicamente atribuído a modalidades como cheque especial, cartão de crédito, capital de giro, etc. O limite de crédito pode se tornar uma operação de crédito a qualquer momento ou pode nunca se tornar em uma operação de crédito. Para fins de informação no SCR, não se enquadram em limite de crédito os limites gerenciais (não contratados). Exemplo: um cliente que possui limite de cheque especial igual a R$ 3.000,00 (três mil reais) vamos considerar que a parte utilizada do cheque especial seja R$ 500,00 (quinhentos reais), e vamos supor que quando essa parte seja somada a outras operações totalizem responsabilidade total superior a R$ 1.000,00 (mil reais), nesse caso R$ 500,00 será informado como empréstimo - cheque especial e conta garantida e a parte não utilizada do cheque especial, os R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), será informada como Limite de Crédito. 12. O que é risco total? Risco total é a soma da responsabilidade total com limites de crédito e o crédito a liberar. Risco total = responsabilidade total + limite de crédito + crédito a liberar. 13. O que é quantidade de IFs em que o cliente possui operações? Nas consultas a um cliente no Sistema Financeiro Nacional, é o total de instituições financeiras que informaram o cliente na data-base pesquisada. 14. O que é exposição em moeda estrangeira (ME)? É o somatório de todas as operações vinculadas a moeda estrangeira. A conversão para reais é feita pela taxa de câmbio do último dia útil da data-base pesquisada. 15. O que são operações amparadas por medida judicial (responsabilidade total)? É a soma dos valores, na data-base pesquisada, de todas as operações do cliente que estejam marcadas sub judice em atendimento a uma ordem judicial. Os valores das operações sub judice são exibidos normalmente no SCR, conforme determinação da ordem judicial. Diferentemente, se a ordem judicial determinar que a operação deva ser excluída, a operação desaparece totalmente do SCR. 16. O que é quantidade de operações amparadas por medida judicial? É a quantidade total de operações do cliente marcadas sub judice, em atendimento a uma ordem judicial, na data-base pesquisada. 17. O que é Operações com Manifestação de Discordância? É a soma dos valores, na data-base pesquisada, de todas as operações do cliente que estejam marcadas com manifestação de discordância, na esfera administrativa. Observando-se que é responsabilidade da Instituição Financeira a marcação, se for o caso, de tais manifestações de discordância, conforme o Art. 9º da Res. Nº 3.658, de 17 de Dezembro de 2008: As informações remetidas para fins de registro no SCR são de exclusiva responsabilidade das instituições de que trata o art. 4º, inclusive no que diz respeito às inclusões, às correções, às exclusões, às marcações sub judice e ao registro de medidas judiciais e de manifestações de discordância apresentadas pelos contratantes. Página: 9 de 10

10 18. O que é Quantidade de Operações com Manifestação de Discordância? É a quantidade total de operações do cliente marcadas com manifestação de discordância. 19. O que é início do relacionamento com a IF ou início do relacionamento com as IF informantes do SFN? É a menor data informada pela IF/SFN como a data de início de relacionamento do cliente com a IF/SFN. 20. O que são modalidades? São agrupamentos definidos pelo Banco Central do Brasil nos quais as instituições financeiras devem enquadrar suas operações, dependendo das características de cada produto bancário oferecido no mercado de crédito. As principais modalidades informadas ao SCR são adiantamentos a depositantes, empréstimos, títulos descontados, financiamentos, financiamentos à exportação, financiamentos à importação, financiamentos com interveniência, financiamentos rurais e agroindustriais, financiamentos imobiliários, financiamentos de títulos e valores mobiliários, financiamentos de infraestrutura e desenvolvimento, operações de arrendamento, outros créditos, repasses interfinanceiros, coobrigações, Títulos de crédito (fora da carteira classificada) e limite e Retenção de Risco. 21. Porque um relatório sem dados não pode ser interpretado como um nada consta? Porque existem várias situações em que ainda existem dados do cliente e que, contudo, o relatório retorna vazio. Exemplos: - O Banco Central do Brasil ainda não recebeu/aprovou os dados enviados pela instituição financeira credora; - O cliente quitou parcialmente a dívida, ficando com responsabilidade total menor que R$ 1.000,00 (mil reais); - Uma medida judicial determinou que os dados não fossem exibidos no SCR; - Uma dívida vencida há mais de 60 meses deixa de ser informada ao SCR. Página: 10 de 10

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