Patrícia Santiago Carvalho Supervisora Bloco Operatório Patrícia do Carmo Lourenço Enfermeira da Central de Material e Esterilização

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1 Patrícia Santiago Carvalho Supervisora Bloco Operatório Patrícia do Carmo Lourenço Enfermeira da Central de Material e Esterilização Unimed São José dos Campos - SP

2 INTRODUÇÃO A origem da Campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas ª Assembléia Mundial da Saúde aprovou a criação de uma aliança internacional para melhorar a segurança do paciente globalmente lançada em outubro de O objetivo da Aliança é favorecer as normas e práticas de segurança do paciente. As ações são organizadas sob a forma de campanhas de segurança denominadas Desafios Globais para a Segurança do Paciente. Em , a área escolhida foi a segurança da assistência cirúrgica.

3 INTRODUÇÃO Por que esse movimento pela Segurança em Cirurgias é tão importante?

4 INTRODUÇÃO Os dados sobre incidentes em pacientes cirúrgicos são preocupantes 1 milhão chega ao óbito durante ou imediatamente após a cirurgia. Antibioticoterapia profilática, são aplicados de maneira inconsistente. Nos casos em que o processo cirúrgico levou a lesões, pelo menos metade delas era evitável. A taxa de mortalidade após cirurgia varia de 0,4 a 0,8% em países desenvolvidos e de 5 a 10% em países em desenvolvimento Para cada 4 pacientes cirúrgicos internados, pelo menos 1 sofre alguma complicação no pósoperatório. Quase 50% de todos os eventos adversos em pacientes hospitalizados estão relacionados à assistência cirúrgica. 7 milhões de pacientes cirúrgicos sofrem complicações significativas a cada ano.

5 INTRODUÇÃO A campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas tem 10 objetivos essenciais.

6 INTRODUÇÃO 1 - Operar o local correto do paciente correto. 2 - Métodos conhecidos para evitar danos pela administração de agentes anestésicos, ao mesmo tempo em que garante analgesia ao paciente. 3 - Se preparar efetivamente para o risco de perda da via aérea ou função respiratória. 7 - Impedir a retenção inadvertida de instrumentos ou compressas em feridas cirúrgicas. 6 - Usar métodos conhecidos para minimizar os riscos de infecção do sítio cirúrgico. 5 - Evitar induzir qualquer alergia ou reação adversa a medicamento conhecido. 4 - Se preparar efetivamente para o risco de elevada perda de sangue. 8 - Garantir a identificação precisa de todos os espécimes cirúrgicos. 9 - Comunicar efetivamente e trocará informações críticas sobre o paciente para garantir uma condução segura da cirurgia Hospitais e sistemas de saúde pública estabelecerão uma rotina de vigilância quanto à capacidade cirúrgica, volume cirúrgico e os resultados cirúrgicos.

7 OBJETIVOS DESAFIOS Aprimorar a qualidade da assistência cirúrgica prestada ao cliente Aplicar o protocolo proposto pela OMS Cirurgia segura salvam vidas no seu contexto

8 DESENVOLVIMENTO Como implantar a Campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas no SDH?

9 DESENVOLVIMENTO No consultório médico cirurgião solicita no sistema SAE (Sistema de Autorização Eletrônica) a cirurgia a se realizar, informando sua lateralidade.

10 DESENVOLVIMENTO No ato do agendamento equipe da CAC Central de Agendamento de Cirurgias alimenta a agenda de cirurgia do TASY conforme lateralidade informada pelo cirurgião no SAE (Sistema de Autorização Eletrônica)

11 No momento da internação o cliente preenche e assina Termo de Consentimento cirúrgico descrevendo a lateralidade do procedimento cirúrgico.

12 Na admissão do cliente na Unidade de internação e/ou UTI - UCO a enfermagem dará inicio ao preenchimento do Checklist Cirurgia Segura Checagem do enfermeiro em cirurgias de grande porte

13 DESENVOLVIMENTO Após o preenchimento do checklist pedir para o próprio paciente marcar a LATERALIDADE do procedimento fazendo uma seta no local da incisão. Escolhido a seta pois não gera ambiguidade

14 DESENVOLVIMENTO Na admissão do centro cirúrgico equipe de enfermagem verifica o preenchimento: Checklist Cirurgia Segura Termo de Consentimento Cirúrgico Presença de exames de imagens e laboratoriais

15 DESENVOLVIMENTO Responsável pela aplicação do Checklist cirurgia Segura em SO transcreve todas as informações para o quadro.

16 Protocolo maqueiros Anotado todos os exames levados para o centro cirúrgico Checagem pré - indução anestésica Responsável pela aplicação do checklist realiza a checagem pré-indução anestésica. Ao final equipe assina (anestesista, cirurgião e enfermagem)

17 CHECAGEM PRÉ - INDUÇÃO ANESTESICA Pulseira de identificação confrontando com o número do atendimento; Procedimento a ser realizado; Consentimento cirúrgico e anestésico devidamente preenchido; Lateralidade demarcado? Alergia conhecida? Exames relacionados (laboratoriais, imagens, entre outros) Há risco de perda sanguínea? (superior a 500ml) Materiais de vias aéreas disponíveis? Via aérea difícil? Equipamento anestésico funcionante? Disponível na sala operatória os instrumentais necessários para o procedimento? Disponível na sala operatória os OPME s necessários e os implantes com o resultado do indicador biológico? Equipamentos disponíveis para o procedimento, checados? Neste momento todos da equipe estão presentes: cirurgião, anestesista e circulante de SO. Os 13 itens são questionados e respondidos por toda a equipe.

18 Antes da incisão cirúrgica responsável pela aplicação do checklist realiza o checagem pré- incisão cirúrgica.

19 CHECAGEM PRÉ - INCISÃO CIRÚRGICA Placa de bisturi posicionada adequadamente? Posicionamento correto e com proteções? Antibiótico profilático nos últimos 60 min.? Todos os profissionais da equipe confirmar seus nomes e profissões. Checado esterilização (instrumentais e implantes) com todos os integradores disponíveis?

20 Checagem pós cirurgia responsável pela aplicação do checklist realiza o checagem pós cirurgia.

21 CHECAGEM PÓS CIRURGIA Contagem de Compressas Contagem de Gazes Contagem de Agulhas Contagem de instrumentais Congelação (biópsia intra-operatório) Identificação da peça cirúrgica para anatomia

22 APLICAÇÃO Inicio em junho 2011 Treinamento com toda a equipe do bloco operatório (1 hora treinamento) Conversas com os anestesistas Teste piloto em 1 sala operatória Aplicação do checklist com a presença da enfermeira, passando mais segurança para a equipe

23 APLICAÇÃO Dificuldades enfrentadas Não envolvimento de toda a equipe na aplicação do checklist Soluções encontradas Checklist aplicado com assinatura dos envolvidos Resultados obtidos Comprometimento de toda equipe Dificuldades do técnico de enfermagem na aplicação Reunir equipe para aplicação do checklist (Cirurgião e Anestesista) Preparo inadequado Participação efetiva da enfermeira Checklist realizado no momento da abordagem dos médicos com o paciente Checagem enfermeira do setor Naturalidade na aplicação do checklist Checklist realizado com sucesso Diminuição falhas preparo pré operatório

24 RESULTADOS CREDIBILIDADE FERRAMENTA VISUAL DIFERENCIADA SEGURANÇA QUALIDADE DA ASSISTENCIA CONFIABILIDADE DO PROCESSO

25 "A persistência é o caminho do êxito." Charles Chaplin Tel.: (12) (12)

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