UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU PROJETO VEZ DO MESTRE

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU PROJETO VEZ DO MESTRE A inclusão de sujeitos portadores de necessidades educativas especiais nas classes regulares de ensino. Por: Rozelania Fernanda Rodrigues da Silva Profª Orientadora: Diva Nereida M. M. Maranhão Rio de Janeiro 2003

2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU PROJETO VEZ DO MESTRE A inclusão de sujeitos portadores de necessidades educativas especiais nas classes regulares de ensino. Monografia apresentada à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para conclusão do Curso de Pós-Graduação Latu Sensu em Psicopedagogia. Por :Rozelania Fernanda Rodrigues da Silva OBJETIVO: traçar uma análise crítica sobre a viabilidade de inclusão de sujeitos portadores de necessidades educativas especiais nas classes regulares de ensino. Rio de Janeiro

3 AGRADECIMENTOS: Ao Senhor Deus, autor da minha fé e meu escudo e fortaleza; Á minha querida mãe por confiar em mim e sempre vibrar com meu sucesso; Ao meu amor, pelo apoio e incentivo durante esses anos; A Vivian, amiga de todo tempo; Aos meus professores do Curso de Psicopedagogia, pela inestimável contribuição para a minha formação profissional; A minha orientadora, Prof. Diva Nereida, pela orientação segura e competente, e que me leva ao final deste trabalho. 3

4 DEDICATÓRIA A todos que, direta ou indiretamente, se dedicam ao árduo trabalho de educação e tratamento dos sujeitos portadores de necessidades educativas especiais. 4

5 RESUMO O movimento em direção à inclusão escolar e social da pessoa com necessidades educacionais especiais em nosso país vem tomando maior impulso a partir dos anos 80 com a promulgação da Constituição do Brasil de 1988 e, principalmente após a Conferência Mundial sobre Educação para todos ( 1990) e a Declaração de Salamanca ( 1994) que delinearam a novas filosofia e política mundiais voltadas para a Educação inclusiva. A Constituição Federal de 1988, através do artigo 208, Inciso III, prevê o estabelecimento de condições para o atendimento educacional de alunos com necessidades educativas especiais preferencialmente na rede regular de ensino, fundamentada na filosofia de democratização da educação, na qual a Educação Especial é uma modalidade de ensino inserida na Educação Geral. O documento divulgado em 1994 pela Secretaria de Educação Especial (SEESP) do MEC, contendo a atual Política Nacional de Educação Especial, define a Educação Especial como um processo de desenvolvimento global das potencialidades de pessoas portadoras de deficiências, condutas típicas ou de altas habilidades e que abrange os diferentes níveis e graus do sistema de ensino, fundamentado em referenciais teóricos e práticos compatíveis com as necessidades específicas do alunado. Esse processo deve ser integral, fluindo desde a estimulação essencial até os graus superiores de ensino. A Educação Especial integra o sistema educacional vigente, identificando-se com sua finalidade que é de formar cidadãos conscientes e participativos. A LDB 9394/96 reforça isso no Capítulo V, art. 58 específico da Educação Especial, reafirmando a preferência pela rede regular de ensino e os deveres do Estado e da educação pública. Ressalta-se que a leitura da expressão serviços de apoio especializado na escola regular (parágrafo 1º) não visa o atendimento exclusivo em classe especial ou classe comum, mas abrange planos de apoio interacional ou combinados, evitando assim a ocorrência de práticas segregadoras e anti-integradoras ou resistentes à inovação. 5

6 A inclusão é um fato e ao mesmo tempo uma necessidade, mas para que esse fato se concretize, é necessário se apresentar critérios, se avaliar caso por caso, tantos nas condições estruturais da Escola, de seus recursos humanos, levando-se em conta a capacitação de professores especialmente preparados, e sobretudo, as condições individuais de cada sujeito portador das necessidades educativas especiais, à partir do diagnóstico a ser emitido por uma equipe multidisciplinar. À partir de então se pode avaliar se a Escola da Rede Regular de Ensino está preparada para a inclusão. Com essa problematização, pretendemos desenvolver o presente trabalho, discutindo os aspectos positivos e negativas da proposta inclusiva, conforme os objetivos que delineamos. Concluímos o trabalho com algumas sugestões de ações para a inclusão de pessoas portadoras de necessidades educativas especiais nas classes da rede regular de ensino. 6

7 METODOLOGIA Muito se discute sobre a proposta de inclusão de sujeitos portadores de necessidades educativas especiais na escola regular de ensino. A elaboração das atuais políticas públicas, todas dão indicativos dessa inclusão a partir da Declaração de Salamanca, e perpassando pela adequação desses pressupostos em todos os países, principalmente nos subdesenvolvidos do terceiro mundo, onde grassa a marginalidade social, que anda bem próximo aos problemas de desenvolvimento pessoal. Foram utilizadas com referência, levantamento e leituras bibliográficas, coleta de dados em bibliotecas e serviços de informações como pesquisas na Internet, periódicos e artigos relacionados ao tema. Enriquecemos o trabalho com observações pessoais em ambiente de trabalho e entrevistas com alunos portadores de necessidades educativas especiais e seus responsáveis, e alunos não portadores de necessidades educativas especiais e responsáveis que participam do processo de inclusão. Entrevistamos também, professores e diretores, além de profissionais técnicos ( psicóloga e psicopedagoga) que vivenciam tal proposta. 7

8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 9 CAPÍTULO I EDUCAÇÃO ESPECIAL: ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA 11 CAPÍTULOI I A POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 14 CAPÍTULO III AS POLÍTICAS PÚBLICAS E A PROPOSTA DE INCLUSÃO DOS SUJEITOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NAS ESCOLAS REGULARES 26 CAPÍTULOI IV A INCLUSÃO DOS SUJEITOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NAS ESCOLAS REGULARES : ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS 38 CAPÍTULO V SUGESTÕES PARA A INCLUSÃO DOS SUJEITOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NAS ESCOLAS REGULARES 42 CONCLUSÃO 46 BIBLIOGRAFIA 47 ÍNDICE 51 ANEXO 53 FOLHA DE AVALIAÇÃO 54 8

9 INTRODUÇÃO A Educação especial trata-se de um conjunto de recursos e serviços educacionais especiais organizados para apoiar, suplementar e em alguns casos, substituir os serviços educacionais comuns de modo a garantir a educação formal dos educandos que apresentam necessidades educativas muito diferentes da maioria das crianças e jovens ( MAZZOTA, M.J.S. Educação Especial. 1996). Considerando tal definição, podemos entender a educação especial numa perspectiva de inclusão dos educandos que apresentam necessidades educativas especiais nas classes regulares de ensino, baseada no princípio de igualdade de condições e educação para todos, favorecendo uma inserção social ampla, voltada para prática de cidadania, que valorize e respeite as diversidades individuais. Partindo do princípio de que a educação é um direito de todos garantido por disposistivos legais ( Constituição Federal, Lei de Diretrizes e Bases, etc), o sujeito portador de necessidades educativas especiais tem o direito a educação amparado por leis tal como os outros sujeitos. Há ainda, leis específicas relativas à educação especial, que vem favorecendo o acesso dessas pessoas às escolas regulares e já podemos perceber inovações e uma maior abertura do sistema educacional nesse sentido, assegurando maiores possibilidades de inclusão não só na escola, mas também na sociedade. Para que esta inclusão seja realmente eficaz, é necessário possibilitar ao portador de necessidades educativas especiais o desenvolvimento dentro de suas condições reais e não de padrões socialmente impostos. É muito importante que acreditemos que há possibilidade de acontecer uma aprendizagem rica e construtiva. Faz-se necessário, portanto, um conhecimento do alunado de educação, tal como seus princípios e modalidades de atendimento, para que se possa estar ciente e lançar mão dos recursos que mais vão favorecer o desenvolvimento dos alunos. 9

10 O sistema educacional como um todo deve ter como parte integrante do processo de ensino/aprendizagem, o respeito às diferenças e o exercício de atividades solidárias. A inclusão depende do compromisso de todos e cabe à escola buscar métodos e técnicas que propiciem a aquisição necessária de conhecimentos e habilidades, tal como a formação de valores que identifiquem os portadores de necessidades educativas especiais como sujeitos únicos e com características únicas, mas também como parte integrante da sociedade, como ser pensante que tem o direito e é capaz de participar do convívio social independente de suas limitações e necessidades. O presente trabalho monográfico pretende analisar criticamente as questões que norteiam a proposta de inclusão de pessoas portadoras de necessidades educativas especiais nas classes regulares de ensino, estabelecendo relações entre teoria e prática, que proporciona uma visão real da proposta de inclusão. 10

11 CAPÍTULO I EDUCAÇÃO ESPECIAL : ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA 11

12 1-EDUCAÇÃO ESPECIAL : ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA A sociedade criou uma imagem que fragiliza o portador de deficiência, seja ela física ou mental, o que dificulta em demasia a inclusão do mesmo, tanto na educação como no trabalho ou em qualquer outra esfera social. Muito mais que uma educação inclusiva, precisamos pensar em uma sociedade inclusiva, ou seja, se eu penso em uma sociedade inclusiva, aí sim posso pensar na inclusão no sistema educacional. Os passos para se formar na sociedade uma visão mais ampla em relação às pessoas portadoras de necessidades educativas especiais, não os enxergando apenas por suas limitações, já são longos. O deficiente era totalmente afastado do convívio social. Havia um mito em relação à deficiência, ligado à crença, demônios que geravam medo e medo gerando afastamento e preconceito, o que acabou por resultar a exclusão. Mais ou menos no século XIX, começa a se pensar em um atendimento a essas pessoas (até então, elas não mereciam nem isso) através de segregação institucional, ajudas, pessoas fazendo atendimentos de forma filantrópica. A exclusão familiar e social ainda se manteve até meados do século XIX. Em 1842, D. Pedro funda a escola de atividades I.I.M.C. (Imperial Institucional para meninos cegos). Daí a diante surgem algumas escolas para deficientes mentais também. A partir de 1970, começou a acontecer uma política nacional organizada pelo MEC de Educação Especial, mas ainda visto em separado, como algo à parte do sistema educacional, excluída. O portador de deficiência deveria estar apto para freqüentar as escolas públicas e não elas aptas para recebê-los, uma mão única. 12

13 Em 1986, muda-se a nomenclatura. Deixamos de chamar as pessoas portadoras de necessidades educativas especiais de excepcionais e passamos a chamá-las de especiais. A partir daí, a criança especial começa a fazer parte da escola como um todo. Porém, essa inclusão não é tão fácil, passa-se a se pensar, não só na importância do aluno especial estar na escola regular, mas também em uma maneira dele se tornar mais participante (entendendo a inclusão como um processo que permite ao portador de deficiência pertencer ao grupo de deficiência, sendo cidadão de direito e deveres, etc...) O sistema que se desenvolve na política de ensino deve colocar em estreita ação o ensino especial com o ensino oficial regular, tornando este mais flexível, de acordo com as necessidades especiais de algumas crianças, adaptando-se às condições de uma sociedade justa. ( FONSECA ) Com a constituição de 1988, a Declaração de Salamanca (grande assembléia acontecida na Espanha / 1994) e a L.D.B (Lei de Diretrizes e Bases), novos rumos e novos valores foram tomando a Educação Especial. 13

14 CAPÍTULO II A POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 14

15 2-A POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL Hoje, no Brasil, cerca de 10% da população é portadora de algum tipo de deficiência ( dados da ONU em relação a países subdesenvolvidos como o nosso). Tal estatística torna imprescindível que o sistema educacional seja organizado de forma que ofereça a essas pessoas educação, e educação de qualidade. A Política Nacional de Educação Especial visa estabelecer objetivos que permitam satisfazer as necessidades educativas dos portadores de deficiência, bem como de orientar as ações governamentais para a conquista e manutenção dos objetivos estabelecidos. Nesse sentido, proponho as seguintes questões: A quem se destina a educação especial? O que, como e por quem a educação especial é oferecida? E, finalmente, a que princípios ela está baseada? questões. Este tópico propõe nas próximas linhas, comentar e refletir sobre tais 2.1- O alunado da Educação Especial Na esfera de educação especial, são consideradas pessoas portadoras de necessidades educativas especiais crianças, jovens e adultos que necessitam de metodologias educacionais e recursos pedagógicos específicos, no decorrer de seu processo de ensino/aprendizagem. Estas pessoas podem ser classificadas em : portadores de deficiências mental, física, auditiva, visual ou múltiplas; pessoas com condutas típicas, ou seja, distúrbios de comportamento; portadores de altas habilidades. 15

16 I - Portadores de deficiências: Deficiência mental - é caracterizada pelo funcionamento intelectual abaixo da média originado no período de desenvolvimento, causando limitações que desfavoreçam ( ou prejudicam ) a capacidade do indivíduo de realizar atividades simples como comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais, desempenho na família e na comunidade, independência na locomoção, saúde e segurança, desempenho escolar, lazer e trabalho. Deficiência visual - refere-se à redução ou perda total da visão. Suas manifestações sob enfoque educacional: - Cegueira: perda total ou resíduo mínimo da visão, que leva o indivíduo a lançar mão do método Braile como meio de leitura e escrita, além de outros recursos didáticos e equipamentos especiais para sua educação. - Visão reduzida : resíduo visual que permite ao aluno que o possui a ler, desde que sejam utilizados recursos didáticos e equipamentos especiais, com exceção de óculos usados para corrigir deficiências como miopia, astigmatismo, etc. Deficiência auditiva: trata-se da perda total ou parcial da audição. Suas manifestações : - Surdez leve/moderada : perda auditiva até 70 decibéis. O portador desse ripo de surdez tem dificuldade, mas não é impedido de falar ou compreender a fala de outras pessoas pela audição, com ou sem a ajuda de aparelhos auditivos. - Surdez severa/profunda : perda auditiva acima de 70 decibéis, que impossibilita o indivíduo a ouvir ou expressar-se através da linguagem oral, seja como ou sem o auxílio de aparelho auditivo, necessitando de métodos, recursos didáticos e equipamentos especiais para que se desenvolva a fala e a linguagem. Deficiência física : é uma variedade de condições não sensoriais que dificultam o indivíduo em termos de mobilidade, de coordenação motora geral e de fala, 16

17 como decorrência de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas ou de mal formações congênitas ou adquiridas. Deficiências múltiplas: refere-se a associações, no mesmo indivíduo de duas ou mais deficiências ( menta, visual, auditiva, física0, que vão causar atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa. II - Condutas típicas: São manifestações de comportamentos típicos de síndromes de quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atraso no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social III - Altas habilidades: Caracteriza-se por elevada potencialidade na capacidade intelectual, geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para artes e/ou capacidade psicomotora. Os portadores de altas habilidades são também chamados de superdotados e podem apresentar as manifestações de habilidades isoladamente ou combinadas entre si. É preciso que se tenha considerações de atendimento quando nos referimos ao alunado de educação especial, tais como o grau de deficiência e as potencialidades de cada aluno, a idade cronológica, o histórico de seu desenvolvimento escolar, etc. É importante também, que se leve em consideração os recursos humanos e materiais que se podem lançar mão durante a execução do trabalho com cada tipo de deficiência Modalidades de atendimento em Educação Especial Há uma hierarquia de serviços, ou modalidades de atendimento, em Educação Especial. Estas modalidades de atendimentos podem ser: 17

18 Sala comum com serviços de apoio especializado A sala comum com serviços de apoio especializado é a modalidade de ensino que mais favorece o convívio das crianças portadoras de necessidades educativas especiais com as outras crianças, já que oferece atendimento educacional para essas crianças na própria classe regular, favorecendo o convívio diário entre as crianças especiais e as ditas normais. Todos lucram com esse convívio na medida em que ele é bem trabalhado e tem a sua disposição recursos materiais e humanos necessários. Sala de recursos: A sala de recursos funciona em escola regular e dispõe de equipamentos, recursos pedagógicos específicos e professor especializado, onde se realiza um trabalho específico para auxiliar a integração do aluno com necessidades educativas especiais, que já está incluído na classe regular de ensino. O aluno deve freqüentar a sala de recursos em horário diferente do horário que freqüenta a classe regular de ensino. O aluno deve freqüentar a sala de recursos em horário diferente do horário que freqüenta a classe regular de ensino. Professor itinerante O professor itinerante trabalha com o aluno portador de necessidades educativas especiais e o professor da classe comum onde ele está integrado. Ele é especializado para desenvolver seu trabalho em mais de uma escola, onde houverem alunos portadores de necessidades educativas especiais matriculados, buscando suprir as necessidades de cada um desses alunos. 18

19 Classe especial A classe especial é segregativa, ou seja, apesar de se situar nas escolas regulares de ensino, só comporta alunos portadores de necessidades educativas especiais. O aluno portador de necessidades educativas especiais recebe todos os conteúdos acadêmicos em classe especial, porém deve participar de todas as outras atividades da escola juntamente com os outros alunos das classes regulares como na hora da merenda e recreio, festas, passeios, etc. Escola especial A escola especial (bastante segregativa) é destinada a alunos portadores de necessidades educativas especiais que não têm condições de freqüentar a escola regular porque esta não está preparada para recebê-los, mesmo lançando mão das modalidades citadas acima. As escolas especiais visam certos cuidados como adaptação curricular, eliminação de barreiras arquitetônicas, a preparação do pessoal de apoio, merenda, entre outros. Escola residencial Na escola residencial, o aluno portador de necessidades educativas especiais mora na escola, juntamente com outros alunos portadores de necessidades educativas especiais. Trata-se de uma modalidade de atendimento altamente excludente, não só porque o aluno não tem contato com os outros alunos ditos normais, mas também porque estão longe do convívio da família e da comunidade. Esta é a forma mais antiga de atendimento aos portadores de necessidades educativas especiais. Classe hospitalar 19

20 A classe hospitalar é uma modalidade de atendimento segregativa, porém transitória; pois visa oferecer escolaridade ao aluno que, por motivos de doenças circunstanciais que o levaram a ser hospitalizado, está temporariamente impedido de freqüentar a escola. O aluno poderá necessitar ser assistido por essa modalidade de atendimento por um curto ou longo prazo, a depender de sua recuperação. A classe hospitalar pode ser coletiva ou, eventualmente, individual no próprio leito do aluno/paciente que está impedido de deslocar-se. Atendimento domiciliar O atendimento domiciliar presta serviços escolares na casa do aluno portador de necessidades educativas especiais quando há impossibilidade deste em freqüentar a escola por determinado período de tempo devido a problemas de saúde e que não estão hospitalizados. Esta modalidade de atendimento em casa também é segregativa, já que o atendimento é bastante individualizado, porém não se trata de uma segregação duradoura, ou seja, o aluno poderá voltar à escola assim que tiver se recuperado a doença. Centro Integrado de Educação Especial O Centro Integrado de Educação Especial conta com o apoio de equipe interdisciplinar que se utiliza de equipamentos, materiais e recursos didáticos específicos, visando oferecer serviços de avaliação diagnóstica, estimulação essencial, escolarização e preparação para o trabalho. Essa modalidade de atendimento também viabiliza a segregação, de modo que seus atendimentos são exclusivamente oferecidos a pessoas portadoras de necessidades educativas especiais. 20

21 Oficina pedagógica A oficina pedagógica, tal como o Centro Integrado de Educação Especial, somente é destinada ao portador de necessidades educativas especiais. Esta tem o objetivo de desenvolver as habilidades e aptidões do portador de necessidades educativas especiais, lançando mão de atividades laborativas, sob orientação de professores capacitados. Estão disponíveis para uso na oficina pedagógica equipamentos e materiais para o ensino/aprendizagem nas diversas áreas do desempenho profissional. Sala de estimulação essencial Na sala de estimulação essencial, crianças de 0 a 3 anos consideradas como portadores de necessidades educativas especiais são assistidas com atividades terapêuticas e educacionais voltados para o desenvolvimento global da criança. É imprescindível a participação da família nos programas de estimulação desenvolvidos na sala de estimulação essencial. Nem todas essas modalidades são oferecidas pelo sistema de ensino público. Modalidades mais segregativas ( requerem uma maior disponibilidade financeira) geralmente são oferecidas pela rede particular, enquanto a rede pública se dedica a modalidades que mais favorecem a integração Princípios da Educação Especial Já se evoluiu bastante a visão sobre as pessoas portadoras de necessidades especiais e com isso a terminologia foi sofrendo alterações: Excepcionais; Pessoas deficientes; 21

22 Pessoas portadoras de necessidades especiais ; e a mais atual Pessoas portadoras de necessidades educativas especiais. A partir de estudos científicos, ideológicos e culturais, foram surgindo novas reflexões sobre pessoa portadora de necessidades educativas especiais, que passaram a ser vistas como sujeitos pensantes, sociais e extremamente prejudicados quando segregados e rotulados por suas limitações. Deste momento em diante, o acesso de pessoas portadoras de necessidades educativas especiais à rede regular de ensino foi se tornando mais freqüente. A Educação Especial hoje, já é vista não à parte da Educação global, mas como parte integrante dela., o que vem a favorecer os alunos com necessidades educativas especiais que passam a ter os mesmos direitos de todos, incluindo o estudo em escolas regulares de ensino. Porém, há casos em que não só a sociedade, mas também a educação, apresentam características excludentes quando excluem, separam os alunos portadores de necessidades educativas especiais do convívio com os alunos ditos normais, formando turmas especiais alegando que separados eles serão melhor assistidos. Educação Especial: São princípios básicos da proposta pedagógica que direcionam a 1. Integração: Processo que visa ao estabelecimento de condições que facilitam a participação da pessoa portadora de necessidades educativas especiais na sociedade, obedecendo aos valores democráticos de igualdade, participação ativa e respeito a direitos e deveres socialmente estabelecidos que pode acontecer em três níveis: Integração temporal: refere-se a disponibilidade de oportunidades para que alunos com necessidades educativas especiais e alunos não portadores dessas necessidades passem o maior tempo possível juntos e aos resultados esperados através das ações institucionais e sociais. 22

23 Integração instrucional: trata-se de disponibilidade de oportunidades e condições de estímulos que facilitam o processo de ensino-aprendizagem do aluno portador de necessidades educativas especiais, encontrados na rede regular de ensino. Integração social: está relacionada ao relacionamento entre pessoas portadoras de necessidades educativas especiais e pessoas ditas normais no grupo em que estão inseridos. O processo de integração é bastante complexo e não se refere somente a colocar os aluno portador de necessidades educativas especiais em classes da rede regular de ensino. Trata-se de um processo que busca a aceitação e respeito às diferenças de cada um pelo grupo a que está inserido e, mais amplamente, que busca uma sociedade mais justa e igualitária. 2. Normalização: Refere-se à questão de se proporcionar a esses alunos condições de vida as mais próximas possíveis das de outras pessoas, a fim de que possam desenvolver suas potencialidades. Baseando-se nesse princípio, as escolas regulares devem tomar certos cuidados como,por exemplo, a adaptações no espaço físico ( criar rampas, alargar portas, colocação de corrimão nos banheiros), para que o aluno com deficiência física possa desempenhar suas funções cotidianas o mais parecido possível com os outros alunos e ser incentivado à independência. 3. Individualização: A individualização valoriza as diferenças individuais, sejam as diferenças entre os portadores de necessidades educativas especiais se comparados aos ditos normais, sejam as diferenças entre os portadores de necessidades educativas especiais, quando comparados entre si. 23

24 O ensino individualizado é de extrema importância para o princípio de individualização, pois refere-se ao trabalho visando suprir as necessidades de cada um, buscando seu desenvolvimento pleno. 4. Legitimidade: Visa a participação de pessoas com necessidades educativas especiais, ou representantes legais, na elaboração e formulação de políticas públicas, planos e programas. 5. Efetividade dos modelos de atendimentos educacionais : A efetividade dos modelos de atendimentos educacionais embasa a qualidade das ações educativas. Esse princípio envolve três elementos básicos: Infra-estrutura ( administrativa, recursos humanos e materiais); Hierarquia do poder ( interno e externo às instituições envolvidas);e Consenso político ( ideologias educacionais) 6. Interdependência: O princípio sociológico da interdependência visa o pleno desenvolvimento das pessoas com necessidades educativas especiais, através de um trabalho em parceria, envolvendo educação, saúde, ação social e trabalho. 7. Epistemologia: O princípio epistemológico da construção do real, refere-se à conciliação entre o que é necessário fazer para atender às aspirações e interesses dos portadores de necessidades educativas especiais e à aplicação dos meios de toda ordem, que estão disponíveis. 24

25 8. Ajuste econômico: O princípio do ajuste econômico com a dimensão humana refere-se ao valor que se deve atribuir à dignidade dos portadores de necessidades especiais, como seres integrais. Os três primeiros princípios tem como principal objetivo o preparo para o exercício da cidadania. Os princípios seguintes estão relacionados a questões burocráticas e administrativas que envolvem a educação especial. 25

26 CAPÍTULO III AS POLÍTICAS PÚBLICAS E A PROPOSTA DE INCLUSÃO DOS SUJEITOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NAS ESCOLAS REGULARES. 26

27 3-AS POLÍTICAS PÚBLICAS E A PROPOSTA DE INCLUSÃO DOS SUJEITOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NAS ESCOLAS REGULARES. A educação especial enquanto parte integrante do sistema educacional global, está subordinada e amparada pela legislação, organizando-se de maneira a promover uma maior aproximação dos pressupostos da prática pedagógica social da inclusão de sujeitos portadores de necessidades educativas especiais na rede regular de ensino. O objetivo principal das políticas é a formação do cidadão por parte dos diferentes poderes. São diversas as estratégias do fazer pedagógico e os dispositivos legais relacionados à educação especial. Entretanto, não são as leis que definem o projeto educacional. É preciso constatar a prática dessas leis na realidade escolar vigente. prática nas escolas. Este capítulo propõe a análise de Políticas públicas e a relação com a 3.1- A Declaração de Salamanca Quando nos deparamos com o assunto Educação Especial, podemos pensar sobre a realidade vivida neste campo e avaliar seus princípios políticos e prática. A isso se propõe a Declaração de Salamanca, documento a ser comentado nas próximas linhas. 27

28 A Declaração de Salamanca é fruto de uma estrutura de ação em Educação Especial adotada pela Conferência Mundial de Educação Especial organizada pelo Governo da Espanha em parceria com a UNESCO. A assembléia ocorreu em Salamanca, Espanha, entre os dias 07 e 10 de junho de 1994, e contou com a presença de delegados da Conferência Mundial de Educação Especial representando 88 governos e 25 organizações internacionais, comunidades e pais; com o propósito de reafirmar o compromisso para com A educação para todos e pensar sobre necessidades urgentes de providências a serem tomadas para a educação de crianças, jovens e adultos portadores de necessidades especiais na rede regular de ensino. Seu principal objetivo é informar sobre políticas guias de ações governamentais, de organizações internacionais ou agências nacionais de auxílio, organizações não-governamentais e outras instituições na implementação da Declaração de Salamanca sobre princípios, Política e prática em educação. Segundo os delegados toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem. O que significa que os portadores de necessidades especiais tem o igual direito à educação de qualidade, que venha estar de encontro às características, interesses e necessidades de aprendizagem individuais e únicas de cada criança, direito esse garantido constitucionalmente ( Constituição Federal de 1988) e na LDB ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). E para que aconteça essa educação de qualidade, sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades, promovendo, preferencialmente na rede regular de ensino, uma pedagogia centrada na criança. Acredita-se que escolas regulares que possuem a proposta de inclusão, que tem a proposta pedagógica, é capaz de (...) combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos(...) (Declaração de Salamanca, 1994). 28

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