Desempenho Econômico-Financeiro de Operadoras de Plano de Saúde Suplementar

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1 Desempenho Econômico-Financeiro de Operadoras de Plano de Saúde Suplementar Victor Vieira Silva Universidade Federal de Uberlândia UFU Eduardo Loebel Universidade Federal de Uberlândia UFU Área Temática: Gestão de Saúde Resumo Com a regulamentação do setor de saúde suplementar brasileira, a partir da criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar, houve uma preocupação maior com a viabilidade financeira das empresas atuantes nesse setor, tanto por parte das próprias empresas, quanto por parte da Agência reguladora. Isso porque é exigida uma base financeira mínima para manter o registro ativo das empresas junto à Agência e, com o registro ativo, continuar a operar com a venda de planos privados de saúde. Entretanto, apesar da importância do conhecimento do desempenho econômico-financeiro dessas empresas, poucos tem sido os estudos feitos com foco nos seus respectivos desempenhos organizacionais. Portanto, o presente artigo tem como objetivo analisar o desempenho organizacional de operadoras de planos de assistência médica do sistema brasileiro de saúde suplementar, abrangendo as operadoras das seguintes modalidades: autogestão, cooperativa médica, filantropia, medicina de grupo e seguradora especializada em saúde. O recorte temporal de análise abrange os anos de 2008 a Foi criada uma base contendo os dados característicos e contábeis das empresas das supracitadas modalidades. O método de análise adotado é a Análise de Índices, cujo desempenho organizacional é analisado por meio de indicadores, que relaciona contas ou grupo de contas do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado da empresa. Os índices calculados foram: Retorno sobre o Ativo Total, Retorno Operacional sobre o Ativo Total, Retorno sobre o Patrimônio Líquido, Endividamento de Curto Prazo, Liquidez Corrente, Sinistralidade. Fez-se uso da Estatística Descritiva básica, calculando média e desvio-padrão para os índices calculados neste trabalho. Os resultados apontam as características gerais do setor, em relação a cada índice proposto, mostrando qual a tendência de desempenho organizacional das empresas desse setor. Identificou-se, também, quais operadoras se destacaram por condições favoráveis nos índices. Palavras-chave: Desempenho Organizacional; Gestão em Saúde; Análise de Indicadores de Desempenho. 1

2 1. Introdução Até os anos 1980, os pesquisadores brasileiros deram pouca atenção aos estudos sobre saúde. Esses estudos abordavam temas como processos de doença, medicina e sociedade, política de saúde, epidemiologia social e epidemiologia clínica. Foi a partir dos anos 1990 que os estudos sobre saúde se ampliaram, estando relacionados com os debates e as mudanças que ocorreram no setor de saúde suplementar, sendo a principal delas a regulamentação do setor, por meio da criação da Agência Nacional de Saúde (ANS). A Agência propicia uma segurança no setor, ao passo que promove a defesa do interesse público na assistência à saúde, monitora as empresas do setor e contribui para o desenvolvimento da saúde no país (ANS, 2014). Além disso, uma das preocupações da Agência é quanto aos aspectos financeiros das empresas atuantes no setor de saúde suplementar, exigindo de cada uma dessas empresas capital mínimo, reservas técnicas e provisões de risco (SALVATORI; VENTURA, 2012). A viabilidade financeira é uma forma de garantir aos beneficiários dos planos privados de saúde a prestação de serviços e possibilitar à empresa, por meio da continuidade do seu registro para operar no setor de saúde suplementar, a competição por novos mercados. Apesar de ser condição essencial à continuidade das operações das empresas, o desempenho organizacional das empresas atuantes no setor de saúde suplementar, com foco no desempenho econômico-financeiro, ainda tem despertado pouco interesse dos pesquisadores brasileiros. O conhecimento do desempenho organizacional das empresas é importante para a avaliação das tomadas de decisões anteriores, bem como para as próximas a serem tomadas. Um desempenho organizacional acima da média do setor em que atua pode evidenciar uma vantagem competitiva da empresa. Diante desse exposto, o artigo tem como problema de pesquisa: como é o desempenho das operadoras de planos de saúde suplementar? O objetivo consiste na análise do desempenho econômico-financeiro e operacional das operadoras atuantes no mercado brasileiro de saúde suplementar, restringindo a pesquisa às modalidades de autogestão, cooperativa médica, filantropia, medicina de grupo e seguradora especializada em saúde. Os anos compreendidos na análise são de 2008 a Para atingir esse objetivo, a etapa primordial e essencial para a realização deste trabalho, foi a elaboração de uma base de dados, contendo os dados característicos e contábeis das operadoras das modalidades acima citadas. Os dados foram coletados no próprio site da ANS, exigindo o trabalho de reorganização dos mesmos. A partir da base de dados, utilizou-se como método a Análise de Índices, que são calculados por meio da relação entre contas ou grupo de contas do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado das empresas. Os índices econômicos calculados e analisados foram Retorno sobre o Ativo Total, Retorno Operacional sobre o Ativo Total, Retorno sobre o Patrimônio Líquido. Os índices financeiros utilizados foram Endividamento de Curto Prazo e Liquidez Corrente. Utilizou-se a Sinistralidade como um indicador do desempenho operacional. Ainda, fez-se uso da Estatística Descritiva básica, por meio do cálculo da média e desvio padrão de cada índice ao longo dos anos, evidenciando a tendência do setor, e também para a identificação das operadoras que se destacaram nos índices, por meio de seus índices médios. O artigo ficou organizado com a seguinte estrutura: uma introdução sobre o tema que será abordado, destacando o problema de pesquisa, objetivo geral e o método utilizado; um referencial teórico sobre desempenho organizacional. Ainda, há uma seção que mostra um panorama atual do setor brasileiro de saúde suplementar, relatando sobre sua regulamentação, o número de operadoras com registro ativo e o número de beneficiários, que apresentam uma tendência oposta entre si. A seguir, destaca-se os métodos utilizados para a definição da amostra, cálculos e análises dos indicadores propostos. Em sequência, mostra os resultados 2

3 das análises feitas e as considerações acerca do desempenho organizacional das operadoras de saúde. 2. Referencial Teórico A compreensão do conceito de desempenho e a sua operacionalização, para fins acadêmicos ou gerenciais, torna-se necessário. É por esse conhecimento do desempenho organizacional que as empresas podem avaliar as suas tomadas de decisão, bem como auxiliar nas próximas decisões a serem tomadas. Ademais, atribui-se às empresas com desempenho superior à média do setor em que atua a existência de uma vantagem competitiva (BRITO; LEDUR BRITO, 2014). Portanto, é necessário ressaltar que, além de conhecer qual é o seu desempenho, a empresa também precisa conhecer as causas desse seu desempenho. As três principais visões que tentam explicar as causas do desempenho organizacional serão abordadas ainda nesta seção. O conceito de desempenho possui compreensões unidimensionais e multidimensionais. Segundo Tchouaket e outros (2012), as compreensões unidimensionais de desempenho consideram este como a capacidade de atingir os objetivos esperados, de adaptação ao meio ambiente, de manter os valores da organização ou como a capacidade de produzir de forma adequada, a partir dos recursos disponíveis. A empresa teria êxito no seu desempenho se atingisse um dos aspectos ditos anteriormente. Já a compreensão multidimensional leva em consideração o desempenho a partir de dois ou mais aspectos da compreensão unidimensional e, assim, o êxito do desempenho organizacional viria por meio do equilíbrio entre esses aspectos. Como o próprio conceito de desempenho possui múltiplas dimensões, a sua operacionalização também se diverge. Entre 2005 e 2007, a maioria das pesquisas brasileiras sobre desempenho organizacional focou nos resultados econômico-financeiro-mercadológicos, evidenciando uma identificação do conceito de desempenho com os resultados da aplicação dos recursos da empresa. Para operacionalizar o conceito, as pesquisas utilizaram indicadores de desempenho. Além disso, os dados utilizados são secundários e quantitativos e a análise é a nível organizacional. Isso significa que as pesquisas foram sobre um desempenho passado, e não sobre uma prospecção de desempenho. Consideraram, ainda, determinantes do desempenho organizacional elementos relacionados à própria organização (MATITZ; BULGACOV, 2011). Como dito acima, é por meio dos indicadores de desempenho que grande parte das pesquisas brasileiras operacionaliza o conceito de desempenho. Segundo Diógenes (2004, apud NASCIMENTO et. al., 2011), os indicadores de desempenho são um conjunto de índices numéricos que representa as características dos produtos e processos de forma a medir seu desempenho. Nascimento e outros (2011) colocam que os indicadores de desempenho se configuram instrumentos capazes de fornecer informações importantes na avaliação de desempenho organizacional. Os indicadores podem ser econômico-financeiros, como crescimento de vendas e rentabilidade, e podem ser operacionais, como quota de participação de mercado, eficiência em propaganda, sinistralidade. Segundo Venkatraman e Ramanujam (1986), a combinação dos dois tipos de indicadores, financeiros e operacionais, possibilita a empresa ter uma visão ampla dos aspectos que respondem pelo seu desempenho organizacional. A Teoria da Organização Industrial coloca que o que determina o desempenho da empresa são as características do setor em que atua (PORTER, 1981). Portanto, o termo indústria conceitua um grupo de empresas que produzem mercadorias ou serviços e que competem entre si. As empresas, em busca de uma lucratividade sustentada, elaboram suas estratégias, 3

4 levando em consideração dois fatores: a estrutura da indústria, que tem efeito sobre a sustentabilidade do desempenho da empresa, e a posição dentro da indústria, que reflete a habilidade da empresa em estabelecer vantagem competitiva sobre seus concorrentes. Porter (1981), ao desenvolver essa teoria, levou em consideração que a estrutura da indústria é constante. Dessa forma, o desempenho da empresa será dado pelo seu posicionamento no setor, que pode vir pela eficiência nos custos ou pela diferenciação. Essas são as fontes de vantagem competitiva (PORTER, 1991). A empresa pode, então, optar por operar com custos mais baixos e, em consequência, comercializar seus produtos a um preço inferior ao dos concorrentes. A empresa pode, ainda, optar pela diferenciação, ofertando ao consumidor um valor superior ao dos concorrentes, em termos de qualidade, características ou serviços mais eficientes. Além disso, a empresa ofertará o produto de acordo com as necessidades do seu público-alvo. Segundo Wernefelt (1984; 1995), a Visão Baseada em Recursos postula que o desempenho das empresas está relacionado com recursos intrínsecos da organização. Tais recursos referem-se a quaisquer ativos que representem pontos fortes ou pontos fracos da organização, podendo ser tangíveis ou intangíveis. Como os recursos das empresas se diferem entre si e não são facilmente transferidos de uma para outra, ao longo do tempo ter-se-ia uma heterogeneidade de desempenho. A vantagem competitiva da empresa estaria nos seus próprios recursos, já que, conforme Barney (1991), quanto mais valiosos, raros, inimitáveis e insubstituíveis forem, maior será a vantagem da empresa. Wernerfelt (1984) acrescenta que os recursos podem constituir uma barreira contra os concorrentes e proporcionar maior lucratividade à empresa que os detém, além da empresa que desenvolve um recurso de knowhow sobre um dado processo de trabalho pode desfrutar deste diferencial em outros mercados. Segundo Camargo e Meireles (2014), o conceito de capacidade dinâmica possui várias definições, surgindo controvérsias. Em uma análise dessas definições, os mesmos autores as classificaram em duas visões: a primeira, define que as capacidades dinâmicas seriam criadas pela combinação do conjunto de comportamentos, habilidades e capacidades organizacionais; a segunda, define as capacidades dinâmicas como processo que as organizações devem usar para se adaptar e manter uma vantagem competitiva no mercado. Esta segunda classificação é mais difundida, tendo como destaque os autores Eisenhardt e Martin (2000), Teece, Pisano e Shuen (1997). Consonante às visões acima, pode-se dizer que a teoria das Capacidades Dinâmicas retoma a análise de fatores ambientais no processo de decisão estratégica de uma empresa; análise que ficou em segundo plano na teoria dos recursos. Dessa forma, a teoria coloca que as mudanças no ambiente externo afetam as empresas, que precisam responder a essas mudanças com diferentes recursos a cada mudança. Isso, porque, uma das premissas da teoria é de que nem todas as competências são igualmente importantes para a vantagem competitiva da empresa (VASCONCELOS; CYRINO, 2000). De acordo com Eisenhardt e Martin (2000), o padrão de capacidades dinâmicas efetivas depende do da intensidade do dinamismo do mercado e de conhecimento existente. Ou seja, em um mercado moderadamente dinâmico, as capacidades dinâmicas efetivas dependem fortemente de conhecimento existente. Os gestores analisam situações em contexto conhecido, planejam e organizam atividades ordenadamente. Se o mercado apresenta alto nível de dinamismo, as mudanças não são lineares e são pouco previsíveis. Nesse caso, as capacidades dinâmicas dependem menos do conhecimento existente. Teece, Pisano e Shuen (1997) coloca que a aprendizagem organizacional precisa ser praticada frequentemente. Vista assim, como um processo, a capacidade dinâmica da empresa é difícil de ser replicada no mercado, constituindo-se uma vantagem competitiva dessa empresa. 4

5 Dentre os principais estudos sobre o desempenho econômico-financeiro das empresas do setor de Saúde Suplementar apontados por Baldassare (2014), verifica-se a predominância do cálculo de índices como técnica para avaliar o desempenho organizacional. A predominância do uso de índices não se restringe apenas ao setor de Saúde Suplementar. Conforme Matarazzo (2010), a Análise através de Índices é uma das técnicas mais empregadas, ao fornecer uma visão ampla da situação da empresa. Os índices consistem na relação entre contas ou grupo de contas do Balanço Patrimonial ou da Demonstração de Resultado do Exercício da empresa. Esses índices podem evidenciar uma situação econômica ou uma situação financeira da empresa. Os índices que evidenciam a situação econômica da empresa são chamados de Índices de Rentabilidade. Os índices que evidenciam a situação financeira da empresa são divididos em dois grupos, sendo eles: Índices de Estrutura de Capital e Índices de Liquidez. Para compreender as diferenças entre esses índices, torna-se necessário suas conceituações, baseado em Matarazzo (2010). Os Índices de Rentabilidade avaliam o rendimento da empresa em relação às vendas e aos investimentos. São exemplos de índices de Rentabilidade: Retorno sobre o Ativo total (ROA), Retorno operacional sobre o Ativo Total (OROA), Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE). Os Índices de Estrutura de Capitais indicam o grau de comprometimento financeiro da empresa perante seus credores. O índice de Endividamento de Curto Prazo (ENDIVCP) é um exemplo. Os Índices de Liquidez procuram medir o quão sólida é a base financeira da empresa, indicando a capacidade de pagamento da empresa com terceiros. Tem-se como exemplo o índice de Liquidez Corrente (LC). Essa capacidade de pagamento das dívidas com terceiros não significa, necessariamente, que as dívidas serão pagas. Além desses, há os índices operacionais, como a Sinistralidade, índice que faz a relação das despesas com as receitas. Quadro 1 Quadro-resumo dos índices Índice Indica Interpretação Quanto a empresa analisada obtém de lucro Quanto maior, melhor. ROA líquido para cada R$100 de investimento total Quanto a empresa analisada obtém de lucro Quanto maior, melhor. OROA operacional para cada R$100 de investimento total. Quanto a empresa analisada obtém de lucro Quanto maior, melhor. ROE líquido para cada R$100 de capital próprio investido no exercício social. Quanto a empresa possui de Ativo Quanto maior, melhor. LC Circulante para cada R$1 de Passivo Acima de 1 é o ideal. Circulante. Quanto a empresa tem de dívida no curto Quanto menor, melhor. ENDIVCP prazo para cada R$100 de investimento total. SINISTRALIDADE Quanto da receita será destinada para cobrir Próximo e até 75% é o ideal. as despesas. Fonte: adaptado de Matarazzo (2010). 3. Panorama do Setor O setor de Saúde Suplementar é regulado pelo Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), vinculada ao Ministério da Saúde. Com atuação em todo território nacional, a Agência visa promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regular as operadoras setoriais e contribuir para o desenvolvimento da saúde no país (ANS, 2014). Sua criação foi um passo importante para a segurança do setor, já 5

6 que passou a exigir das empresas capital mínimo, reservas técnicas e provisões de risco (SALVATORI; VENTURA, 2012). As empresas que fazem parte do setor de Saúde Suplementar são conhecidas por operadoras de planos privados de saúde, definidas pela Lei nº 9.656, de 3 de junho de O papel dessas operadoras é estruturar a prestação sistêmica dos serviços de saúde, por meio da contratação de redes de assistência para o atendimento aos seus clientes, contratante desses serviços (VIEIRA; VILARINHO, 2005). As operadoras de planos privados de saúde são classificadas, por meio da Resolução de Diretoria Colegiada nº 39 (ANS, 2000). Em dezembro de 2013, havia operadoras em atividade no Brasil, sendo que 909 atuam no Sudeste. Acrescentado a isso, tem-se que o número de operadoras é decrescente desde 2001, como mostrado no Gráfico 1 (ANS, 2014). Isso evidencia uma concentração do setor, oriundo da própria regulamentação deste. Outra característica importante a ser citada desse setor refere-se aos beneficiários, que são os contratantes dos serviços ofertados pelas operadoras de planos de saúde. Em 2013, o setor contou com a entrada de quase 3,8 milhões de novos beneficiários. Os planos de assistência médica, somados, possuíram 50,3 milhões de beneficiários. Já os planos exclusivamente odontológicos, somados, possuíram 20,7 milhões de beneficiários. Há, portanto, uma tendência de crescimento no número de contratantes de planos privados de saúde, como mostra o Gráfico 2. A faixa etária que possui a maior cobertura de planos de assistência médica é de 30 a 39 anos (ANS, 2014). Gráfico 1 - Operadoras de planos privados de saúde em atividade (Brasil dez./2001- dez./2013) dez/01 dez/02 dez/03 dez/04 dez/05 dez/06 dez/07 dez/08 dez/09 dez/10 dez/11 dez/12 dez/13 Médico-hospitalares Médico-hospitalares sem beneficiários Exclusivamente odontológicos Exclusivamente odontológicos sem beneficiários Fonte: ANS,

7 Gráfico 2 Beneficiários de planos privados de saúde por cobertura assistencial do plano (Brasil ) 60 Beneficiários (em milhões) ,4 33,8 31,7 31,5 32,1 3,1 3,7 4,3 5,3 6,2 37,2 7,3 39,3 9,2 41,5 11,1 42,6 13,3 45,1 14,6 46, ,1 19,2 50,3 20,7 0 dez/01 dez/02 dez/03 dez/04 dez/05 dez/06 dez/07 dez/08 dez/09 dez/10 dez/11 dez/12 dez/13 Assistência médica com ou sem odontologia Exclusivamente odontológicos 4. Metodologia Fonte: ANS, O presente artigo consiste em uma das atividades finais previstas no projeto de Iniciação Científica, aprovado na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A bibliografia utilizada abrangeu os temas de desempenho organizacional, por meio de artigos eletrônicos, características do setor, por meio do próprio site da ANS, que possui um espaço destinado a materiais para pesquisas, e análise financeira, por meio de livros disponíveis na Biblioteca da supracitada Universidade. A proposta do artigo consiste na Análise através de Índices de empresas do setor de Saúde Suplementar, que pertencesse a uma das seguintes modalidades: Autogestão; Cooperativa Médica; Filantropia; Medicina de Grupo; Seguradora Especializada em Saúde. O horizonte temporal de análise abrange os anos de 2008 a O trabalho contou com a criação de uma base de dados, feita em conjunto com Baldassare (2014). A base foi feita no aplicativo Excel, do pacote Office da Microsoft. Essencial para essa etapa foi a disponibilidade dos dados contábeis das operadoras de planos privados de saúde no site da ANS, que, como já dito, possui um espaço destinado a materiais para pesquisa. O envio desses dados é de responsabilidade da empresa e, com isso, verificou-se, durante a realização da coleta dos dados, a ausência de parte dos dados contábeis dessas empresas ao longo dos anos de coleta. Essa coleta de dados abrangeu os anos de 2001 a Por meio do registro de cada operadora na ANS, foi possível caracterizá-las quanto ao porte, modalidade, região e sinistralidade por ano, coletados, também, no site da ANS. Cabe ressaltar que não foram deixadas na base todas as contas ou grupo de contas do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício. Definido em conjunto, as variáveis contábeis que permaneceram na base de dados foram: Ativo Total; Ativo Circulante; Ativo Não-Circulante; Passivo Circulante; Patrimônio Líquido; Resultado Líquido; Resultado Operacional. O principal critério para a escolha dessas variáveis contábeis foi a exigência de divulgação, por parte da ANS, em todos os anos, de 2001 a Com as variáveis contábeis selecionadas, estudou-se quais os índices que poderiam ser calculados por meio dessas. Os 7

8 índices calculados foram: Taxa de Retorno sobre o Ativo Total (ROA); Taxa de Retorno Operacional sobre o Ativo Total (OROA); Taxa de Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE); Endividamento de Curto Prazo (ENDIVCP); Liquidez Corrente (LC) e Sinistralidade. Utilizará a abordagem de Matarazzo (2010) para a análise desses índices. Ressalta-se que as variáveis constantes na base de dados foram corrigidas pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M). Com a base de dados elaborada, partiu-se para a definição da amostra, a fim de se atingir os objetivos deste trabalho. Para definir a amostra, utilizou-se os seguintes filtros: Primeiro filtro: exclusão dos dados referentes a modalidades não pesquisadas, deixando apenas os dados referentes às operadoras das modalidades de autogestão, cooperativa médica, filantropia, medicina de grupo e seguradora especializada em saúde; Segundo filtro: exclusão das operadoras que não tiveram todos os dados contábeis constantes na base de dados no período dos anos de 2008 a 2012, que é o horizonte temporal de análise desse artigo; Terceiro filtro: exclusão das observações das operadoras que tiveram o Patrimônio Líquido negativo, já que, se considerássemos esses valores, a análise poderia distorcer; Quarto filtro: exclusão de observações consideradas outliers. Para isso, foi analisada cada variável contábil, excluindo aquelas observações acima de 3 desvios-padrão acima ou abaixo da média. Após a definição da amostra, e seguindo a abordagem de Tavares (2007), utilizou-se a Estatística Descritiva Básica nas etapas descritas a seguir. A primeira etapa foi o cálculo da medida de posição média, que evidencia a concentração dos dados em torno de um valor central, e da medida de dispersão desvio-padrão, que evidencia a dispersão dos dados em relação a um valor central, para cada um dos índices propostos neste trabalho. Nessa etapa, foi feito recortes na base de dados, separando os índices em planilhas do Excel, visando a facilitação dos cálculos. Os cálculos da medida de posição e de dispersão obedeceu cada ano de análise, o que possibilitou a construção de um gráfico de tendências dos índices. A segunda etapa consistiu na construção de histogramas dos índices, levando em consideração todas as observações ao longo dos anos de análise, para verificar a distribuição desses índices e comparar com uma distribuição normal. A terceira etapa consistiu no cálculo dos índices médios de cada operadora, visando criar uma lista das 10 operadoras com melhor desempenho nos índices e, a partir dessa lista, apresentar aquelas que se destacaram em mais de um índice calculado. A análise dos índices seguirá o Quadro Análise dos Resultados A análise dos resultados, obtidos por meio do método acima explicado, será apresentada da seguinte forma: descrição da amostra final, separando as empresas por suas respectivas modalidades; análise dos gráficos das médias de cada índice, tratando-o como um gráfico de tendências; análise das distribuições das observações, considerando todo horizonte temporal analisado; análise das operadoras que se destacaram em mais de um índice, por meio dos seus respectivos índices médios. 5.1 Descrição da Amostra A amostra final é composta por 779 operadoras de planos privados de saúde, com 3039 observações, ao longo dos anos de 2008 a O Gráfico 3 mostra o número de operadoras por modalidade estudada. 8

9 Gráfico 3 Composição da amostra, por modalidade estudada 35% 1% 14% Autogestão Cooperativa médica Filantropia 10% 40% Medicina de grupo Seguradora A modalidade de maior representação percentual na amostra é a Cooperativa médica (40%), seguida da Medicina de grupo (35%). As empresas da modalidade Autogestão corresponde a 14% da amostra. Já as empresas da modalidade Filantropia corresponde a 10% da amostra. As empresas da modalidade Seguradora tem a menor representação percentual na amostra, correspondendo apenas a 1% da amostra analisada. Cabe ressaltar que não foi finalidade desse estudo fazer uma amostra estratificada em relação à totalidade de operadoras registradas junto à ANS. Quanto às observações, procurou-se fazer a relação dessas por ano e por modalidade. O Gráfico 4 mostra a quantidade de observações em cada ano de análise, agrupadas por modalidade. O Gráfico 4 ainda permite afirmar que a amostra varia, durante os anos de análise. Isso porque uma mesma empresa pode ter observação em um ano, e em outro não. Em cada ano, cada observação representa uma empresa. Em 2008, teve-se 733 observações de empresas. Em 2009, teve-se 711 observações. Em 2010, 722 observações. Em 2011, 479 observações. Em 2012, 394 observações. Ao todo, foram 3039 observações. É válido ressaltar que, em 2012, não houve observações de empresas das modalidades autogestão e seguradora. As demais modalidades tiveram observações em todos os anos de análise. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Gráfico 4 Número de observações por ano e por modalidade Autogestão Cooperativa médica Filantropia Medicina de grupo Seguradora 9

10 5.2 Análise dos Índices Nesta seção, é útil ressaltar que se tomará como medida para a análise dos índices a interpretação constante no Quadro 1. A apresentação dos índices dar-se-á pelo agrupamento dos mesmos quanto à sua classificação. Ou seja, serão apresentados, primeiramente, os índices de rentabilidade Retorno sobre Ativo Total (ROA), Retorno Operacional sobre o Ativo Total (OROA) e Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE). Em seguida, os índices financeiros Liquidez Corrente (LC) e Endividamento de Curto Prazo (ENDIVCP). Por último, o índice operacional Sinistralidade. O índice ROA faz uma relação entre o lucro líquido e o investimento total da empresa. Ela indica a taxa de retorno líquido para os investimentos feitos pela empresa e, dessa forma, quanto maior o retorno da empresa, melhor será. O ROA médio da amostra analisada foi de 3,55%. No Gráfico 5, tem-se a evolução do índice ROA nos anos de 2008 a foi o ano em que o índice apresentou menor valor, indicando que as empresas tiveram um retorno de 0,99% sobre o investimento total. Em outras palavras, dos R$100 investidos, as empresas, em média, tiveram apenas R$0,99 de lucro líquido. É necessário ressaltar que, em uma análise do desvio-padrão, esse foi o ano em que os dados apresentaram maior dispersão foi o ano em que as empresas tiveram um maior retorno líquido sobre seus investimentos. Para cada R$100 investidos nesse ano, as empresas tiveram, em média, R$4,49 de lucro líquido. Analisando a tendência do índice, pode-se dizer que a tendência é de queda; o que não é bom. Em uma interpretação geral, apresentada no Quadro 1, diz que quanto maior o índice ROA, melhor é para a empresa, já que significa que a empresa consegue recuperar, pelo lucro líquido o que foi destinado para investimento na empresa. Se compararmos a média do ano 2008 com a média do ano 2012, a queda do retorno líquido foi de 15,22%. 0,0500 0,0400 0,0300 0,0200 0,0100 0,0000 Gráfico 5 Médias do ROA, por ano 4,27% 0,99% 4,49% 4,38% Média 3,62% O OROA faz uma relação entre o lucro operacional e o investimento total da empresa. É um índice que indica a taxa de retorno operacional para os investimentos feitos pela empresa e, dessa forma, quanto maior, melhor. O Gráfico 6 mostra a evolução do índice no horizonte temporal analisado. O OROA médio da amostra foi de -0,29%, ou seja, as empresas, em média, não tiveram retorno operacional sobre seus investimentos, o que evidencia prejuízos. Assim como o ROA, em 2009 foi o ano em que o índice apresentou menor valor, indicando que as empresas não tiveram retorno, mas prejuízos de 14,70% sobre os seus investimentos. Isso significa que, para cada R$100 investidos, a empresa teve um prejuízo operacional de R$14, também foi o ano em que os dados tiveram maior dispersão. Em 2010, teve-se a maior média de OROA, com o índice de 3,81%. Isso indica que, para cada R$100 investidos, obteve-se um lucro operacional de R$3,81. 10

11 Analisando a tendência do índice, pode-se dizer que a tendência é de estabilidade, como se vê nos anos 2010, 2011 e 2012, cujos índices apresentaram pouca variação. Se compararmos o índice de 2008 com o índice de 2012, houve um crescimento de 11,4%; o que é bom, já que, quanto maior o retorno operacional que as empresas conseguirem, melhor será para as mesmas. 0,0500 0,0000-0,0500-0,1000-0,1500-0,2000 Gráfico 6 Médias do OROA, por ano 0,0287-0,1470 0,0381 0,0337 0, Média O ROE faz uma relação entre o lucro líquido e o Patrimônio Líquido da empresa. O índice indica a taxa de retorno líquido da empresa sobre o capital próprio investido no exercício social. O Gráfico 7 mostra a evolução do índice, durante os anos de 2008 a O ROE médio da amostra foi de -59,04%, indicando que as empresas, em média, não tiveram retorno líquido sobre o capital próprio investido, mas prejuízo. O ano de 2009 foi o de menor valor, cujo prejuízo médio foi de R$313,56 para cada R$100 de capital próprio investido. Ressaltase, também, que neste ano a dispersão dos dados foi maior que nos outros anos foi o ano de maior valor, cujo retorno médio foi de R$18,22 para cada R$100 de capital próprio investido. A tendência do índice ROE é de queda; o que não é bom, já que, quanto maior o retorno líquido sobre o capital próprio investido, melhor será para as empresas. Se compararmos o índice de 2008 com o índice de 2012, houve uma queda de 102,7%. 1,0000 0,0000-1,0000-2,0000 Gráfico 7 Médias do ROE, por ano 0,0723 0,1822-0,0687-0, ,0000-4,0000-3,1356 Média O índice de LC faz uma relação entre o capital circulante e as obrigações de curto prazo. É um índice que indica a capacidade da empresa cumprir suas obrigações, não necessariamente as cumprindo. O gráfico 8 mostra a evolução do índice, durante os anos de 2008 a Pode-se dizer, pelas suas médias, que o índice é satisfatório, ao passo que está acima de 1, que é considerado o parâmetro para este índice foi o ano em que o índice apresentou menor valor, indicando que as empresas, em média, possuíam R$1,47 de capital circulante para cada 11

12 R$1,00 de dívida. Já 2010 foi o ano em que o índice apresentou maior valor, indicando que as empresas, em média, tinham R$2,99 de capital circulante para cada R$1,00 de dívida. O índice tem uma tendência de queda; o que não é bom, já que, quanto maior a liquidez da empresa, melhor. Comparando os índices de 2008 a 2012, a queda foi de 30,6%. 3,5000 3,0000 2,5000 2,0000 1,5000 1,0000 0,5000 0,0000 Gráfico 8 Médias da LC, por ano 2,1215 2,1189 2,9989 2, Média 1,4742 O índice de ENDIVCP faz uma relação entre as obrigações de curto prazo e os investimentos totais da empresa, indicando quanto de dívida a empresa tem para cada R$1 de investimento total. O Gráfico 9 mostra a evolução do índice no horizonte temporal de análise. É um índice que, quanto menor, melhor. Assim, o ano em que as empresas, em média, tiveram menor endividamento no curto prazo foi Nesse ano, para cada R$100 investido, as empresas contraíram dívidas de curto prazo de R$0, foi o ano de maior endividamento de curto prazo dessas empresas, cujo chegou a 44,16% do investimento total. O índice apresenta uma tendência de alta; o que não é bom, já que, quanto menor o endividamento de curto prazo, melhor para a empresa. Se compararmos os índices de 2008 e 2012, o crescimento foi de 13,6%. 0,4600 0,4400 0,4200 0,4000 0,3800 0,3600 0,3400 0,3200 Gráfico 9 Médias do ENDIVCP, por ano 0,3885 0,4099 0,3686 0, Média 0,4416 O índice de Sinistralidade faz uma relação entre as despesas das operadoras com suas receitas. Verificou-se que quanto mais próximo e até 75% é o ideal para a empresa, já que evidencia que a empresa consegue cobrir suas despesas, por meio das receitas, e ainda tem uma margem de lucro. O Gráfico 10 mostra a evolução da Sinistralidade ao longo dos anos de análise foi o ano em que o índice teve o pior valor, onde 78,9% das receitas teriam de ser destinadas a cobrir todas as despesas foi o ano de melhor desempenho, cujas despesas totais correspondiam a 74,5% das receitas adquiridas. 12

13 O índice apresenta tendência de alta; o que não é bom, já que indica um aumento das despesas em relação às receitas. Se compararmos os índices de 2008 e 2012, o crescimento foi de 5,9%. 0,8000 0,7800 0,7600 0,7400 0,7200 Gráfico 10 Médias da Sinistralidade, por ano 0,7451 0,7648 0,7520 0, Média 0, Histogramas dos índices A Figura 1 mostra a distribuição dos índices, considerando todas as observações, de 2008 a Figura 1 Histograma dos índices Os histogramas dos índices OROA, ENDIVCP, SINISTRALIDADE, apresentaram uma distribuição mesocúrtica, isto é, assemelharam-se a uma distribuição normal. O histograma do ROA, ROE, LC, apresentaram uma distribuição leptocúrtica, isto é, os dados se concentraram próximo à média desses dados. Porém, os dados do ROE e da LC apresentam maior 13

14 dispersão, indicando que o histograma é assimétrico. Verificou-se que os dados não seguiram uma distribuição normal. 5.4 Operadoras que se destacaram em mais de um índice O Quadro 2 traz uma relação das operadoras que se destacaram em mais de um índice aqui analisado. Na sua construção, propôs-se caracterizar essas operadoras, quanto ao porte, modalidade e região da sede, possibilitando a comparação com outros estudos posteriores. Foram encontradas 12 operadoras. O porte que mais se destacou foi o pequeno porte. A modalidade que mais se destacou foi Medicina de Grupo. A região que mais se destacou foi a Sudeste, seguida pela região Sul. Uma característica importante a citar é que há uma relação entre os índices nos quais as empresas se destacaram. Na relação do Quadro 2, ou teve empresas que se destacaram nos índices Econômicos ou de Rentabilidade, ou teve empresas que se destacaram nos índices Financeiros. Não houve empresas que se destacaram, também, no índice operacional Sinistralidade. Quadro 2 - Operadoras com melhor desempenho em mais de um índice Operadora Porte Modalidade Região Índices de destaque Pequeno Autogestão Sudeste ROA, OROA ROE Pequeno Medicina de grupo Sul ROA, OROA Pequeno Medicina de grupo Nordeste ROA, OROA, ROE Pequeno Autogestão Sudeste ENDIVCP, LC Pequeno Medicina de grupo Sudeste ENDIVCP, LC Pequeno Medicina de grupo Sudeste ENDIVCP, LC Pequeno Medicina de grupo Centro-Oeste ROA, OROA Pequeno Medicina de grupo Sudeste ROA, OROA Pequeno Autogestão Sul ENDIVCP, LC Pequeno Medicina de grupo Norte ENDIVCP, LC Pequeno Medicina de grupo Sul ENDIVCP, LC Médio Filantropia Sul ROA, OROA 6. Considerações Finais O conhecimento do desempenho organizacional é de importância para as empresas, pois permite a avaliação das tomadas de decisão anteriores, bem como nas próximas decisões a serem tomadas. Avaliar o desempenho é avaliar os resultados das atividades das empresas. O uso de indicadores de desempenho é uma forma de medir e avaliar o desempenho organizacional, que relaciona contas ou grupo de contas do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício. O uso de índices tem sido amplamente utilizado em estudos de desempenho organizacional. Para uma visão mais abrangente do desempenho da empresa, aconselha-se a combinação de indicadores econômico-financeiros e indicadores operacionais. No que se refere ao setor de Saúde Suplementar, poucos tem sido os estudos que focam no desempenho organizacional das empresas atuantes nesse setor, apesar da importância acima já citada. Por conta da regulamentação que o setor passou, por meio da criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a viabilidade financeira não é só uma questão estratégica da empresa, mas condição essencial para manter seu registro ativo junto à Agência. A medida é para assegurar aos beneficiários dos planos privados de saúde a prestação do serviço contratado. Dessa forma, este artigo se propôs analisar, por meio da análise de indicadores de desempenho, as operadoras das modalidades Autogestão, Cooperativa Médica, Filantropia, Medicina de Grupo, Seguradora Especializada em Saúde, abrangendo os anos de 2008 a

15 Por meio dos índices aqui calculados, pôde-se fazer uma análise da tendência de cada índice. Verificou-se uma situação financeira média pouco favorável, ao passo que os índices que deveriam crescer, diminuíram, e os índices que deveriam diminuir, cresceram. Ou seja, os índices apresentaram uma tendência inversa à ideal. Os índices financeiros merecem destaque, apesar de suas tendências. As empresas, em média, apresentaram capacidade de pagamento de dívidas de curto prazo, visto que seu endividamento de curto prazo não superou seus investimentos totais. Portanto, pode-se falar que as empresas desse setor, em média, apresentaram uma liquidez satisfatória, acima de 1, que é o ideal. Referências AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (ANS). Foco Saúde Suplementar, mar Resolução Normativa n 196, que Dispõe sobre a definição, a segmentação e a classificação das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde. Agência Nacional de Saúde Suplementar, 27 out BALDASSARE, R. M. Análise do desempenho econômico-financeiro das operadoras de planos de saúde no mercado de saúde suplementar brasileiro Dissertação: (Mestrado Administração de Empresas) Escola de Administração de Empresas de São Paulo BARNEY, J. Firm Resources and Sustained Competitive Advantage. Journal of Management, v. 17, n. 1, p , BRITO, R. P.; LEDUR BRITO, L. A. Medindo Vantagem Competitiva pelos seus Efeitos sobre o Desempenho Financeiro. XXXVI ENANPAD Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, 2011, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro, CAMARGO, A. A. B.; MEIRELES, D. B. Capacidades Dinâmicas: o que são e como identificá-las? XXXVI ENANPAD Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, 2012, Rio de Janeiro. Anais Rio de Janeiro, ANPAD, EISENHARDT, K. M.; MARTIN, J. A. Dynamic Capabilities: what are they? Strategic Management Journal, v. 21, p , MATARAZZO, D. C. Análise Financeira de Balanços: abordagem básica e gerencial. São Paulo: Altas, p. MATITZ, Q. R. S.; BULGACOV, S. O conceito Desempenho em Estudos Organizacionais e Estratégia: um modelo de Análise Multidimensional. RAC, Curitiba, v. 15, n. 4, p , jul./ago NASCIMENTO, S. et al. Mapeamento dos indicadores de desempenho organizacional em pesquisas da área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo no período de 2000 a R.Adm., São Paulo, v. 46, n. 4, p , out./dez

16 PORTER, M. E. The Contributions of Industrial Organization to Strategic Management. The Academy of Management Review, v. 6, n. 4, pp , Towards a dynamic theory of strategy. Strategic Management Journal, v. 12, pp , SALVATORI, R.T.; VENTURA, C. A. A. A agência nacional de saúde suplementar - ANS: onze anos de regulação dos planos de saúde. Organizações & Sociedade, v. 19, p , TAVARES, M. Estatística aplicada a Administração. EaD - UFSC, p. TCHOUAKET, E.N. et al. Health care system performance of 27 OECD countries. The International journal of health planning and management, v. 27, n. 2, p , TEECE, D. J.; PISANO, G.; SHUEN, A. Dynamic Capabilities and Strategic Management. Strategic Management Journal, v. 18, n. 7, p , VASCONCELOS, F. C.; CYRINO, A. B. Vantagem competitiva: os modelos teóricos atuais e a convergência entre estratégia e teoria organizacional. RAE Revista de Administração de Empresas, v. 40, n. 4, p , out./dez VENKATRAMAN, V.; RAMANUJAM, V. Measurement of business performance in strategy research: a comparison of approaches. Academy of Management Review, v. 11, n. 4, p , VIEIRA, M. M. F.; VILARINHO, P. F. O campo da saúde suplementar no Brasil. Revista Ciências da Administração, n. 11, v.6, p , WERNERFELT, B. A Resourse-based View of the firm. Strategic Management Journal, v. 5, , The Resource-based of the firm: Ten years after. Strategic Management Journal, v. 16, n. 3, p ,

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