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1 FILOSOFIA E EDUCAÇÃO APROXIMAÇÕES E CONVERGÊNCIAS Paulo Eduardo de Oliveira (organizador)

2 2 FILOSOFIA E EDUCAÇÃO APROXIMAÇÕES E CONVERGÊNCIAS Paulo Eduardo de Oliveira (organizador) Círculo de Estudos Bandeirantes 2012

3 3 Com a educação presente, o homem não atinge plenamente a finalidade da sua existência. [...] Podemos trabalhar num esboço de educação mais conveniente e deixar indicações aos pósteros, os quais poderão pô-las em prática pouco a pouco. Immanuel Kant

4 4 Copyright 2012 Todos os direitos desta edição reservados ao CÍRCULO DE ESTUDOS BANDEIRANTES OLIVEIRA, Paulo Eduardo de (org.) Filosofia e educação: aproximações e convergências / Paulo Eduardo de Oliveira (org.). Curitiba: Círculo de Estudos Bandeirantes, ISBN Filosofia. 2. Educação. 3. História da Filosofia. 4. Filosofia da Educação. Inclui bibliografia.

5 5 CÍRCULO DE ESTUDOS BANDEIRANTES Afiliado à Pontifícia Universidade Católica do Paraná Rua XV de Novembro, Curitiba Paraná Fone: (41) Presidente: Prof. Dr. Clemente Ivo Juliatto Diretor: Prof. Sebastião Ferrarini Conselho Editorial Prof. Dr. Agemir de Carvalho Dias FEPAR Prof. Dr. Edilson Soares de Souza FTBP Prof. Dr. Eduardo Rodrigues Cruz PUCSP Prof. Drª Etiane Caloy Bovkalovski PUCPR Prof. Dr. Euclides Marchi UFPR Prof. Dr. Gerson Albuquerque de Araújo Neto UFPI Prof. Dr. Jean Lauand USP Prof. Dr. Jean-Luc Blaquart Universidade Católica de Lille (França) Prof. Dr. João Carlos Corso UNICENTRO Prof. Dr. Joaquín Silva Soler PUC-Chile Prof. Drª Karina Kosicki Bellotti UFPR Prof. Dr. Lafayette de Moraes PUCSP Prof. Drª Márcia Maria Rodrigues Semenov UNISANTOS Prof. Drª Maria Cecília Barreto Amorim Pilla PUCPR Prof. Dr. Paulo Eduardo de Oliveira PUCPR Prof. Dr. Silas Guerriero PUCSP Prof. Dr. Uipirangi Franklin da Silva Câmara FTBP Prof. Drª Wilma de Lara Bueno UTP

6 6 Nota do Organizador A sequência dos capítulos obedece, na medida do possível, a própria cronologia dos pensadores aqui contemplados. Esta mesma sequência é utilizada para a apresentação da breve biografia dos respectivos autores dos capítulos, na sessão Sobre os Autores. Procurou-se, ao longo de toda a obra, dar certa homogeneidade aos formatos das citações e referências bibliográficas utilizadas. Contudo, respeitou-se também o estilo de cada autor e, sobretudo, tomou-se o cuidado para manter as peculiaridades na forma de citação dos textos clássicos da Filosofia que, em muitos casos, não se alinham às normas técnicas vigentes. As notas de rodapé têm numeração sequencial em toda a obra, independentemente do capítulo, de modo a manter a unidade do trabalho.

7 7 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO [10] SOBRE OS AUTORES [13] A PEDAGOGIA ANTES DA PEDAGOGIA [19] Barbara Botter SÓCRATES E A FORMAÇÃO DO MESTRE: VIRTUDE, ÉTICA E ESPIRITUALIDADE [32] Ricardo Tescarolo AGOSTINHO DE HIPONA: A VERDADE, OS SENTIDOS E O MESTRE INTERIOR [42] Rogério Miranda de Almeida TOMÁS DE AQUINO: FILOSOFIA E PEDAGOGIA [57] Jean Lauand BOAVENTURA E A FILOSOFIA: O ENSINO UNIVERSITÁRIO [74] Eduardo Vieira da Cruz MONTAIGNE: CETICISMO E EDUCAÇÃO [100] Celso Martins Azar Filho DESCARTES, MÉTODO E CONHECIMENTO [121] Ethel Menezes Rocha

8 8 LOCKE, O CONHECIMENTO E A EDUCAÇÃO [144] Gustavo Araújo Batista KANT E A TAREFA DA EDUCAÇÃO [162] Vera Cristina de Andrade Bueno ROUSSEAU: A EDUCAÇÃO DOS SENTIMENTOS E DAS VIRTUDES [178] Ericson Falabretti HEGEL, HISTÓRIA DA FILOSOFIA E EDUCAÇÃO [198] Luiz Fernando Barrére Martin AS CRÍTICAS DE MARX E HUME À FILOSOFIA COMO FUNDAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO [208] Samuel Mendonça GOTTLOB FREGE E O ENSINO DA MATEMÁTICA [239] Lafayette de Moraes Carlos Roberto Teixeira Alves NIETZSCHE: PARA UMA PEDAGOGIA DA AMIZADE [256] Jelson Roberto de Oliveira FREUD E O IMPOSSÍVEL OFÍCIO DA EDUCAÇÃO [286] Fátima Caropreso EDUCAÇÃO, VIDA E COTIDIANO: UMA LEITURA A PARTIR DA PRAGMÁTICA DE LUDWIG WITTGENSTEIN [300] Bortolo Valle GASTON BACHELARD: ESPÍRITO DE ESCOLA E SOCIEDADE [329] Fábio Ferreira de Almeida

9 FOUCAULT, A EDUCAÇÃO E AS RESISTÊNCIAS AGONIZANDO A MÁQUINA PANÓPTICA [345] Gilmar José De Toni 9 REFLEXÕES A PARTIR DO TEXTO RACIONALIDADE E REALISMO DE JOHN SEARLE [367] Kleber Bez Birollo Candiotto SARTRE, EXISTENCIALISMO E EDUCAÇÃO [389] Daniela Ribeiro Schneider CONSIDERAÇÕES SOBRE A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA GRAMSCIANA NO PENSAMENTO DE DERMEVAL SAVIANI [405] Célia Kapuziniak ÉTICA E EDUCAÇÃO: UMA REFLEXÃO A PARTIR DA NOÇÃO DE CONHECIMENTO FALÍVEL EM KARL POPPER [422] Paulo Eduardo de Oliveira

10 10 APRESENTAÇÃO O empenho filosófico destina-se não somente à compreensão do mundo e do homem, mas também, ainda que implicitamente, à educação deste mesmo homem, cuja vida se desenrola na relação com o mundo. A prática educativa, por sua vez, encerra em seu interior uma determinada visão do homem e do mundo e, portanto, inclui uma posição filosófica definida, mesmo que tal posição nem sempre seja objeto da consciência dos atores envolvidos no processo educativo. Não se pode negar, portanto, as íntimas relações que se estabelecem entre Filosofia e Educação. Trata-se, certamente, não de sobreposições ou interferências arbitrárias, mas, isso sim, de mesclas teórico-conceituais que se foram tecendo juntas (o que corresponde ao sentido literal da palavra complexo ou complexidade), como os diferentes fios que se juntam para constituir uma única peça. Dos antigos gregos aos filósofos dos nossos dias, percebem-se muitas trilhas de aproximação entre os distintos campos do saber filosófico e da ciência pedagógica, evidenciando-se, desse modo, as possibilidades inauditas de entrecruzamento e de diálogo, de convergências e de aproximações entre os habitantes destes dois espaços de teorização-compreensão da vida, do homem e do mundo. Dos Pré-Socráticos a Popper, os mais destacados filósofos também se dedicaram, de uma forma ou de outra, a atividades de ensino e docência; por outro lado, a maior parte dos grandes pensadores da educação, como Rousseau, Vygotsky, Piaget,

11 Gramsci e Paulo Freire, por exemplo, também se revestiu de uma bagagem filosófica significativa. Os ensaios reunidos neste volume estão assentados, precisamente, nesta perspectiva dialógica e convergente entre Filosofia e Educação. Objetivam, desse modo, servir aos intelectuais que se dedicam aos dois campos do saber, porque são filósofos-educadores ou educadores-filósofos. Destinamse, ainda, aos estudantes de Filosofia e de Educação que, no esforço rigoroso e específico de suas áreas de investigação, sentem a necessidade de compreender sempre mais as interconexões entre o amor ao saber e a dedicação em educar. Não se trata de uma obra que encerra todas as questões nem que apresenta uma visão exaustiva de toda a história do pensamento filosófico em suas relações com o saber pedagógico. Mesmo assim, tem-se aqui uma abordagem bastante ampla de toda a filosofia, dos filósofos pré-socráticos aos pensadores atuais, em 22 diferentes perspectivas. Como o leitor poderá verificar, na sessão Sobre os Autores, os co-autores desta obra têm a mais alta qualificação em seus respectivos campos de investigação, o que confere a este trabalho um elevado grau de profundidade dos temas tratados. Quero ressaltar, ainda, que todos estes co-autores são profissionais profundamente comprometidos ao mesmo tempo com a Filosofia e com a Educação, não só na tarefa de elaboração teórica destes dois campos, mas na própria atividade profissional de pesquisa e de ensino. A cada um dos co-autores, quero manifestar minha mais profunda gratidão por todo o empenho na construção desta obra coletiva. Sem a presença generosa de cada um deles, este livro seria apenas mais um habitante do mundo da utopia. Mas, em razão de seu comprometimento, esta obra tornou-se realidade e, hoje, pode ser oferecida ao público brasileiro. Agradeço também ao Círculo de Estudos Bandeirantes, Órgão Cultural afiliado à Pontifícia Universidade Católica do 11

12 Paraná, que acolheu este trabalho para publicação. Ressalto, com esta referência, que o Círculo de Estudos Bandeirantes, nas primeiras horas do século XX, foi a instituição responsável pelo surgimento das primeiras escolas superiores de Filosofia em Curitiba e no Estado do Paraná, contribuindo para fazer nascer a Universidade Federal do Paraná e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Esta entidade é um exemplo vivo do quanto a Filosofia e a Educação andam de mãos dadas nas trilhas da história. Fazemos votos de que as propostas aqui apresentadas sejam como sementes plantadas em terreno fértil, permitindo que brotem novos horizontes para a Filosofia e para a Educação neste nosso país, tão carente de ambas. Prof. Paulo Eduardo de Oliveira Pontifícia Universidade Católica do Paraná 12

13 13 SOBRE OS AUTORES BARBARA BOTTER Licenciada em Filosofia e Doutorado em Filosofia Antiga pela Universidade Ca Foscari de Veneza, desenvolvido em co-tutel na Universidade Charles de Gaulle-Lille III. Pós-doutoramento na Universidade de São Paulo. Foi Professora da PUC-Rio entre os anos de 2008 a RICARDO TESCAROLO Possui doutorado em Educação pela USP, mestrado em Educação pela PUC-SP, graduação em Letras Português-Inglês e em Pedagogia. É professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUCPR, onde também exerce o cargo de Pró- Reitor Comunitário. ROGÉRIO MIRANDA DE ALMEIDA Doutor em filosofia pela Universidade de Metz e em teologia pela Universidade de Estrasburgo, ambas na França. É professor no programa de Pós-Graduação de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, professor de filosofia na FASBAM (Faculdade São Basílio Magno) e de teologia sistemática no Studium Theologicum, em Curitiba.

14 14 JEAN LAUAND Professor Titular Sênior da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Professor do Programa de Pós- Graduação em Educação da FEUSP. Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista de São Paulo. Fundador e Presidente do CEMOrOc Centro de Estudos Medievais Oriente e Ocidente, do EDF-FEUSP. EDUARDO VIEIRA DA CRUZ Possui doutorado em Filosofia e mestrado em História da Filosofia pela Université de Paris IV; tem ainda mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo e graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, é Professor na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. CELSO MARTINS AZAR FILHO Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal Fluminense e Professor Colaborador no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trabalhou como Pesquisador Convidado pela École Normale Supérieure de Lyon em 2009 e em 2011, e é líder do Laboratório de Estudos Renascentistas (LERen-UFF). ETHEL MENEZES ROCHA Possui graduação pela PUC-Rio, mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutorado pela Boston University e pós-doutorado pela Yale University. Atualmente é Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro de corpo editorial e revisora de periódico da Revista Analytica (UFRJ).

15 15 GUSTAVO ARAÚJO BATISTA Professor do Programa de Mestrado em Educação da Universidade de Uberaba-MG. Professor titular da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Fundação Carmelitana Mário Palmério, em Monte Carmelo-MG. Possui graduação nas áreas de Letras e Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pela qual também é Mestre em Educação; Doutor em Educação pela UNICAMP, tem pós-doutorado em Educação pela Universidade Federal de Uberlândia. VERA CRISTINA DE ANDRADE BUENO Possui graduação em Filosofia e mestrado em Filosofia pela PUC-Rio; tem doutorado em Filosofia e Estética das Formas pela Université de Paris X, Nanterre, e pós-doutorado na University of Pennsylvania. Atualmente é professora assistente da PUC-Rio. ERICSON FALABRETTI Possui graduação em Filosofia pela UFPR, mestrado e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é Professor Titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUC-PR. LUIZ FERNANDO BARRÉRE MARTIN Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo, graduação em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, mestrado em Filosofia e doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente, é professor da Universidade Federal do ABC.

16 SAMUEL MENDONÇA Samuel Mendonça tem doutorado em Educação (Filosofia da Educação) pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente, é Professor Pesquisador e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Campinas. É assessor científico da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. LAFAYETTE DE MORAES Possui graduação em Física pela Universidade de São Paulo, graduação em Matemática pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, especialização em Filosofia e mestrado em Filosofia (Lógica) pela Universidade de São Paulo. Tem doutorado em Filosofia (Lógica) pela PUC- SP e pós-doutorado pela Universidade de Munchen. Atualmente, é professor titular da PUC-SP e da Faculdade São Bento. CARLOS ROBERTO TEIXEIRA ALVES Mestre em Filosofia pela PUC-SP, pesquisando na área de lógica, em especial semântica da verdade de Alfred Tarski. Atualmente, é professor no Colégio de São Bento, no Colégio Mundo Atual e da Escola Estadual Joaquim Eugênio Lima Neto, em São Paulo. JELSON ROBERTO DE OLIVEIRA Doutor em Filosofia, professor do Programa de Pós- Graduação em Filosofia da PUC-PR, onde é coordenador do Curso de Licenciatura em Filosofia. Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas e dos livros A solidão como virtude moral em Nietzsche (Curitiba: Champagnat, 2010) e Para uma ética da amizade em Friedrich Nietzsche (Rio de Janeiro: 7Letras, 2011), entre outros. 16

17 FÁTIMA CAROPRESO Professora do Curso de Psicologia e do Programa de Pós- Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Bacharel em Psicologia e Psicóloga pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Mestre em Filosofia e Metodologia das Ciências e Doutora em Filosofia pela mesma instituição. Realizou estágio de pós-doutoramento no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas. BORTOLO VALLE Possui graduação em Filosofia e Especialização em Filosofia da Educação e em Didática do Ensino Superior pela PUC-PR. Tem mestrado em Filosofia e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atualmente, é Professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCPR, e docente do UNICURITIBA e da FAVI. FÁBIO FERREIRA DE ALMEIDA Professor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Goiás. Possui graduação em Filosofia e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás; doutorado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, desenvolvido em co-tutel com a Université de Bourgogne- França. GILMAR JOSÉ DE TONI Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas, Mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba, Bacharel e Licenciado em Filosofia e Licenciado em História pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Atualmente é professor da Universidade Federal da Integração Latino Americana. 17

18 KLEBER BEZ BIROLLO CANDIOTTO Possui graduação em Filosofia e Especialização em Ética pela PUCPR; mestrado em Educação pela mesma universidade e doutorado em Filosofia pela UFSCar. Co-autor dos livros Filosofia da linguagem, Filosofia da Ciência e Fundamentos da pesquisa científica, pela Editora Vozes, e do livro Da psicologia às ciências cognitivas, pela editora CRV. Atualmente, é professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUC-PR. DANIELA RIBEIRO SCHNEIDER Psicóloga, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, Mestre em Educação, Doutora em Psicologia Clínica, Pós-Doutora pela Universidade de Valência (Espanha), autora de vários capítulos de livros e artigos sobre psicologia existencialista, saúde mental, álcool e outras drogas. Autora do livro Sartre e a Psicologia Clínica (Editora da UFSC, 2011). CÉLIA KAPUZINIAK Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Uberlândia. Foi professora de Filosofia da PUCPR. É co-autora de Docência: uma construção ético-profissional (Papirus). PAULO EDUARDO DE OLIVEIRA Doutor e Mestre em Filosofia das Ciências Humanas pela PUCSP, com Pós-Doutorado pela UFPR. Graduado em Filosofia pela PUCPR e especialista em Filosofia Política pela UFPR. Atualmente, é professor titular do Departamento de Filosofia da PUCPR. Autor de Introdução ao pensamento de Karl Popper (Champagnat, 2010, em parceria com o Prof. Bortolo Valle); Da ética à ciência: uma nova leitura de Karl Popper (Paulus, 2011). 18

19 19 Capítulo 1 A PEDAGOGIA ANTES DA PEDAGOGIA Barbara Botter FILOSOFIA, PEDAGOGIA E POLÍTICA: UMA UNIDADE O título deste capítulo carrega uma ambiguidade: ao falar da pedagogia antes da pedagogia, falamos de que exatamente? Pretendemos tratar de uma pedagogia que, afastada de nós o suficiente para ser considerada só filosofia, ainda assim não abandona as características peculiares que a definem como pedagogia, compartilhando conosco um mesmo ethos e um mesmo território conceitual? Ou, antes, vamos nos ocupar de um conjunto de ideias, de noções, de sentidos e de valores que nasceram na Grécia Antiga e que serão utilizados para definir e delimitar o âmbito conceitual da hodierna pedagogia? Na verdade, uma e outra coisa: ao falar da pedagogia na primeira ocorrência do termo mencionado no título, falamos da paideia grega que se sobrepõe à filosofia e continua a viver na pedagogia contemporânea (segunda acepção do termo) como repertório de pensamentos e ações. No período da Grécia clássica, filosofia, educação, antropologia e política coincidem. A filosofia grega não precisou criar uma nova disciplina chamada pedagogia, pois a convergência entre os dois pensamentos era algo natural. A filosofia é pedagógica e a pedagogia é filosófica, assim como a filosofia-pedagogia é política e a política é filosófico-

20 pedagógica. A educação de um indivíduo perpassa as finalidades da retórica ou da matemática, pois o objetivo maior concentra-se no desenvolvimento das potencialidades do homem em si e como indivíduo da Polis. Esta convicção pode ser vista neste trecho da República de Platão A presente discussão indica a existência dessa faculdade na alma e de um órgão pelo qual se aprende. Como um olho que não fosse possível voltar das travas para a luz, senão juntamente com todo o corpo, do mesmo modo esse órgão deve ser desviado juntamente com a alma toda das coisas que se alteram, até ser capaz de suportar a contemplação do Ser e da parte mais brilhante do Ser. A isso chamamos o bem. Ou não? - Chamamos. - A educação seria, por conseguinte, a arte desse desejo, a maneira mais fácil e mais eficaz de fazer dar a volta a esse órgão, não a de fazer obter a visão, pois já a tem, mas uma vez que ele não está na posição correta e não olha para onde deve, dar-lhe os meios para isso (PLATÃO, 1993, 518 C-D). Somente na época atual a filosofia e a pedagogia se definem como processos distintos. Na sua origem, a filosofia é propriamente um projeto educativo; num segundo momento, a filosofia fornece os fundamentos do projeto pedagógico e a pedagogia vira uma consequência do progresso filosófico; num terceiro momento, a filosofia assume a tarefa crítica relativa às teorias educacionais (PAVIANI, 2008, p. 5-25). Para entender esta evolução da relação entre filosofia e educação, é necessário voltar ao passado e à figura dos antigos filósofos. É importante compreender em que grau dependemos dos conhecimentos herdados dos antigos, ao invés de achar que o passado, por simples necessidade cronológica, não vive conosco. Na realidade, nosso entendimento do passado, além de ser um acontecimento cristalizado no tempo, é também a vivência do passado em nós, através do nosso jeito de pensar e

21 se comportar. Dessa maneira, a paideia 1 dos antigos se manifesta em nós como atitude de agir e de raciocinar. Herdamos uma forma de reflexão que foi inaugurada pela filosofia, isto é, um jeito de procurar as respostas para aquelas questões relevantes que os gregos também consideraram importantes. Em primeiro lugar, destaca-se a importância que damos à razão, considerada pelos filósofos o instrumento para buscar e compreender o elemento responsável (aitia) pelos acontecimentos naturais e pelas ações humanas. É importante lembrar que o exercício da razão rende o homem independente do recurso à tradição, a qual tem autoridade apenas pelo fato mesmo de ser tradição e por não aceitar ser colocada em dúvida. A relevância da tradição perde progressivamente a supremacia com as invasões dos povos vindos do norte da península balcânica, por volta do século XII antes de Cristo e, com isso, perde importância a figura do basileus, o rei, exaltada nos versos da Ilíada e da Odisséia. Uma vez emudecidas as palavras do rei, e com elas a verdade depositada na tradição, os discursos míticos, poéticos e religiosos deixam de satisfazer as exigências pedagógicas dos gregos. Essa carência é o que fará os homens procurarem outros caminhos e buscarem perguntas que nunca precisaram ser feitas antes: qual é a origem de todas as coisas? O que é o homem? Como o homem deve se comportar na cidade? Os pré-socráticos e os sofistas contribuíram para a formação do novo homem, nascido das cinzas da tradição, o qual repõe a fé apenas na autoridade do logos, na dúplice acepção que este termo possui, isto é, de razão e de discurso. Enquanto detentor da razão, o homem não recorre à palavra indiscutida dos deuses; enquanto detentor do discurso, o homem compartilha a sua palavra com os outros homens e se torna animal politicus A palavra paideia foi criada pelos Sofistas para indicar a natureza do seu ensino.

22 O NOVO JEITO DE OLHAR PARA O MUNDO Os pré-socráticos descobriram aquela maneira de olhar para o mundo que é a maneira científica ou racional. Viam o mundo como algo ordenado e inteligível, cuja história obedecia a um desenvolvimento explicável, organizado, compreensível. O mundo não é considerado um conjunto arbitrário de partes ou de eventos, nem responde a uma ordem determinada apenas pela vontade e pelo capricho da divindade. O mundo natural tem a sua ordem intrínseca, a qual é suficiente para explicar a sua estrutura. As explicações dos pré-socráticos são marcadas por três características: são internas, isto é, explicam o universo a partir das características que o constituem; são sistemáticas, isto é, explicam todos os eventos empregando os mesmos termos e métodos; são econômicas, isto é, empregam poucos conceitos e poucas operações. Os filósofos pré-socráticos não são personagens inúteis na gênese da elaboração de uma nova imagem do homem. Com isso, não estamos dizendo que todos os argumentos que eles apresentaram foram bons argumentos, nem isso nos parece algo relevante. O que nos parece relevante é que os pré-socráticos apresentaram argumentos sobre o cosmo, o homem e o convívio dos homens na cidade. Os primeiros filósofos enfatizaram o domínio da faculdade racional. A razão é a faculdade capaz de estabelecer relações lógicas, isto é, de dar conta dos fenômenos naturais e antropológicos através da busca pelas causas. Ao alcançar este objetivo, a razão produz inferências. A inferência manifesta em primeiro lugar as razões, revela as causas e indica o responsável pelo efeito experimentado. Da inferência deriva a ciência demonstrativa, a saber, o processo de conhecimento que não se satisfaz apenas com a apreensão da existência dos fatos, mas também toma conta do porquê, dos motivos de sua existência. 22

23 Embora seja exato afirmar que a filosofia introduz os fundamentos da paideia, do ethos e da episteme ocidentais, ou seja, do jeito de viver, de portar-se e de compreender característicos do Ocidente europeu, ela mantém um atributo que lhe é essencial e que desapareceu na época atual. A filosofia é a apreensão desinteressada da natureza. O historiador Heródoto, que viveu no século V a.c., narra uma primeira manifestação da atividade filosófica da seguinte forma. Heródoto narra o encontro de Sólon, o legislador de Atenas (VII-VI a.c.), um dos que são denominados Sete Sábios, com Creso, o rei de Lídia. Creso dirige-se a Sólon nestes termos: Meu caro ateniense, a notícia da tua sabedoria e de tuas viagens chegou até nós. Não ignoro absolutamente que, por amar a sabedoria (philosopheon), percorreste muitos países, por causa de teu desejo de conhecer. Naquele momento, o que representava a filosofia eram as viagens que Sólon realizou e que tinham como fim conhecer, adquirir vasta experiência da realidade e dos homens, descobrir países e costumes diferentes. Tal experiência pode fazer daquele que a possui um bom juiz nas coisas humanas e um homem apto ao convívio social. Filosofia é o desejo pelo saber em si mesmo de uma maneira desinteressada e engloba tudo o que se refere à cultura intelectual. A filosofia é um bios, um estilo de vida e uma opção que não se situa no momento conclusivo da atividade filosófica, como uma consequência de um percurso de conversão. Ao contrário, esta escolha existencial se posiciona logo no começo, em uma complexa relação e interação entre a crítica a outras atitudes existenciais, a visão global do mundo, e a própria decisão voluntária e responsável. É a opção escolhida que determina até certo ponto a doutrina filosófica professada e o jeito de transmiti-la para os discípulos (HADOT, 1999, p. 167). As mutações que a filosofia produz aparecem em quem a pratica, no filósofo, ou seja, naquele que vive no estilo filosófico. A filosofia não possui nenhuma 23

24 utilidade prática: ela é livre, pois não se submete a qualquer fim que lhe seja alheio. Todas as outras ciências serão mais necessárias do que esta, diz Aristóteles, mas nenhuma lhe será superior. Isto pelo fato de que a tarefa da filosofia é uma tarefa essencialmente pedagógica: a produção do homem. Hoje em dia parece estranho falar deste jeito, pelo fato de que na época atual o que impõe a sua força é justamente o interesse, o útil. A partir do pensamento marxista, a filosofia tem como escopo a transformação da realidade; a filosofia se propõe a mudar e fazer mudar a realidade. O ato de transformar não é em si mesmo ruim: com efeito, pode ser considerado um empenho político ou mesmo educativo (HÜHNE, 2006, p. 54). Porém, o filósofo grego objetaria que tudo isso não pode ser o fim último da filosofia. Quem filosofa tendo o útil como objetivo perde a liberdade. A ânsia de transformar perturba o momento do conhecimento. A filosofia, o amor desinteressado ao saber, se submeteria à prática e deixaria de ser filosofia. Contudo, o que é mais novo na filosofia está em relação ao jeito particular de viver que é a escolha própria do filósofo. Existe uma enorme diferença entre a representação que os antigos faziam da filosofia e a representação hodierna da mesma disciplina, pelo menos na imagem transmitida aos estudantes por conta das necessidades do ensino universitário. Normalmente, os estudantes têm a impressão de que todos os filósofos esforçam-se sucessivamente para arquitetar, cada um de uma maneira original, uma nova construção sistemática e abstrata, destinada a explicar, de uma maneira ou de outra, o universo. O jogo das interpretações parece um conjunto de movimentos arbitrários no qual o sujeito, conscientemente ou até abandonando-se ao próprio inconsciente criativo, cria imagens da realidade para opor às dos outros. Isso não entra na perspectiva do discurso filosófico antigo. Evidentemente, não estamos negando a extraordinária capacidade dos filósofos antigos de desenvolver uma reflexão 24

25 sobre os problemas mais sutis da realidade natural e humana. Porém, essa atividade teórica deve ser situada em uma perspectiva diferente daquela que a filosofia indica hoje. Em primeiro lugar, a opção pelo modo de vida filosófico se situa na origem do caminho de pesquisa, e isso determina o processo educativo do filósofo e dos seus discípulos (HADOT, 1999, p. 169). A Escola Eleata, fundada por Parmênides, e a Escola Pitagórica foram dois focos importantes do desenvolvimento e da transmissão deste tipo de saber (FERREIRA, 1993, p ). No domínio educativo interessa de modo especial a Escola Pitagórica, seja pelo seu ideal de vida que reveste a procura do saber com um caráter iniciático e religioso, seja pela sua contribuição na criação do currículo de estudos que foi considerado o fundamento das artes liberais, ou artes do trivium e do quadrivium, como foram chamadas na Idade Média. A filosofia como opção de vida determina a doutrina adotada pelo pensador e seu modo de ensino. Esta escolha não é tomada na solidão: nunca houve filosofia nem filósofos fora de um grupo, de uma comunidade, de uma escola filosófica e, precisamente, uma escola filosófica corresponde, na época antiga, a uma maneira de viver, a uma atitude de pensamento e de vida (hairesis 2 ), um desejo de ser e de viver de certa maneira. Essa conversão existencial implica, por seu turno, certa visão do mundo, e será tarefa do discurso filosófico revelar e justificar racionalmente tanto essa opção de vida quanto essa representação do mundo. O discurso filosófico teórico, que normalmente se encontra na História da Filosofia não está na origem, mas no final dessa opção existencial (HADOT, 1999, p. 172). O discurso filosófico deve ser compreendido na perspectiva do modo de vida e a escolha de vida particular do filósofo determina o seu ensino, sua paideia. Esta apuração nos leva a dizer que não se pode considerar o discurso filosófico 25 2 O termo significa propriamente eleição, escolha.

26 como uma realidade existente em si e por si mesma, como uma disciplina a ser transmitida do alto de um púlpito. Não é possível estudar Sócrates separando o discurso de Sócrates da vida e da pedagogia de Sócrates. Claro, hoje o filósofo, ou talvez fosse melhor se contentar em dizer o professor de filosofia, não pode retomar exatamente o modelo da filosofia antiga. Hoje parece impossível fazer de uma universidade uma comunidade pedagógica no sentido filosófico do termo, na qual mestres e discípulos vivem juntos experiências em comum num comum ideal. Mas, hoje, o discurso do professor de filosofia ainda pode se apresentar sob uma forma tal que o estudante possa percorrer um caminho de amadurecimento intelectual e espiritual e transformar-se interiormente. 26 LUGARES E MESTRES DA PAIDEIA Como vimos, a nova definição de homem que aparece na Grécia, depois das invasões dos povos vindos da península balcânica, carrega o advento de um novo modo de pensar, alicerçado na racionalidade. O exercício da razão, antes de tudo, é um discurso público e compartilhado. A grande escola dos antigos é o convívio social, e isso é particularmente evidente em Atenas. O novo arquétipo da cidade grega, a polis, criada depois do desaparecimento do basileus, pressupõe novas instituições e a autoridade é espalhada entre diferentes delegados. A autoridade não repousa mais na tradição, mas na lei, nomos, fruto da ação do homem, regida pelo discurso elaborado, argumentado e persuasivo (PAGOTTO-EUZEBIO, 2010, p. 199). A mudança política carrega a necessidade de formar um homem diferente. A polis não necessita do chefe guerreiro ou do sacerdote que encarna a voz da verdade. Com esta mudança política, os gregos criam uma nova definição de

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