Princípios de Direito Ambiental

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1 CURSO Delegado de Polícia Civil do Estado do Pará Nº 01 DATA 23/08/2016 DISCIPLINA Direito Ambiental PROFESSOR Romeu Thomé MONITOR Thaís da Mata AULA 01 - Princípios de Direito Ambiental e a Constituição Federal e o meio ambiente (competências e art. 225). Princípios de Direito Ambiental A interdisciplinaridade está presente no Direito Ambiental em relação ao Direito Constitucional, ao Direito Civil e a outras disciplinas. 1) Princípio do Desenvolvimento Sustentável A ideia é de harmonizar três pilares, são eles: 1. Crescimento econômico; 2. Preservação ambiental; 3. Equidade social. Os países, desde o ano de 1972, na Conferência de Stocolmo, chegaram à conclusão de que o crescimento econômico deve se dar com a utilização racional do meio ambiente, sem se esquecer da equidade social. Exemplo: grande empresa de carvão que respeita as normas relativas à preservação do meio ambiente, mas, abriga em seus fornos o trabalho escravo e o trabalho infantil. Essa ilegalidade fere a equidade social, de modo a não haver desenvolvimento sustentável. Assim, para que haja o desenvolvimento sustentável, os três pilares (econômico, ambiental e social) devem aparecer simultaneamente. Na Constituição Federal o desenvolvimento sustentável está previsto no art. 170, incisos II, III e VI, artigo esse que trata da ordem econômica e financeira. A propriedade privada de que trata o inciso II do art. 170 está ligada ao pilar do crescimento econômico do desenvolvimento

2 sustentável. O art. 170, III, fala que também é princípio da ordem econômica a função social da propriedade, a qual está ligada à função socioambiental do desenvolvimento sustentável. Exemplo: imagine uma propriedade rural que tem uma nascente. O código florestal fala que os 50 metros ao redor da nascente são considerados área de preservação permanente. Essa exigência está baseada no princípio social da propriedade, já que o meio ambiente equilibrado é interesse difuso, coletivo. Assim, há uma limitação da propriedade com base no princípio da função social ou sócio ambiental. O art. 170, em seu inciso VI, aborda sobre a defesa do meio ambiente. Art A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: I - soberania nacional; II - propriedade privada; III - função social da propriedade; IV - livre concorrência; V - defesa do consumidor; VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação; (grifo nosso). O art. 186 da CF aborda acerca da propriedade rural, acerca de quando a propriedade rural cumpre a sua função social. Art A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho; IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores. (grifo nosso). O aproveitamento racional e adequado presente no inciso I está ligado ao crescimento econômico (desenvolvimento sustentável), o inciso II está ligado à preservação do meio ambiente (desenvolvimento sustentável) e o inciso III está ligado à equidade social (desenvolvimento sustentável). Assim, os três requisitos do art. 186 estão ligados ao desenvolvimento sustentável. No art. 225, caput, da CF, há o desenvolvimento sustentável, que é considerado o prima princípio do Direito Constitucional. No caput, a ideia é de equilibrar os pilares do desenvolvimento sustentável e promover a proteção do meio ambiente para as futuras gerações, a qual só é possível se equilibrarmos os valores do art. 170 da CF. Nessa expressão futuras gerações o STJ já usou o termo equidade/conflito intergeracional, que aborda acerca do conflito entre gerações e

3 diz que o meio ambiente deve estar equilibrado para as presentes e para as futuras gerações. Esse contato intergeracional está no art. 225, caput. Art Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. (grifo nosso). No direito ambiental há princípios que são aplicados após o dano, porém, sabemos que é muito difícil, em várias situações trazer o meio ambiente ao estágio anterior em que ele se encontrava. Assim, a tendência do direito ambiental atualmente é evitar que o dano ocorra, sendo melhor evitá-lo do que tentar repará-lo. Nessa tentativa de evitar o dano temos o Princípio da Prevenção e o Princípio da Precaução, em que ambos têm como objetivo evitar o dano ambiental. 2) Princípio da Prevenção O objetivo desse princípio é evitar o dano ambiental. O Princípio da Prevenção é aplicado quando HÁ CERTEZA CIENTÍFICA sobre o impacto ambiental de uma atividade sobre o meio ambiente. Exemplo 1: atividade de mineração. É uma atividade impactante ao meio ambiente, a qual já se sabe qual o seu impacto, o qual decorre da escavação, da supressão de vegetação que estiver no solo, da criação de uma barreira de resíduos, etc., de modo que devem ser tomadas medidas preventivas para evitar ou minimizar os danos. O órgão ambiental irá exigir, por exemplo, que se utilize a melhor tecnologia disponível para a exploração daquele determinado tipo de recurso mineral. O E.P.I.A. - Estudo Prévio de Impacto Ambiental - é elaborado quando a atividade produz grande impacto ao meio ambiente, segundo o art. 225, parágrafo primeiro, inciso IV. O termo prévio é nesse sentido de que antes do início da operação apresente-se um E.P.I.A. que deve comprovar quais serão os impactos e quais serão as medidas tomadas para evitá-los ou minimizá-los. IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; (grifo nosso). 3) Princípio da Precaução O objetivo desse princípio é evitar o dano ambiental. Aplicado na FALTA DE CERTEZA CIENTÍFICA. Há impactos decorrentes de determinadas atividades que ainda não são explicados pela ciência, como no caso dos transgênicos. Há uma corrente científica que alega a prejudicialidade do consumo de transgênicos à saúde humana. Há outra corrente, porém, que afirma que não há problema em seu consumo. Assim, se há correntes científicas contrárias,

4 podemos concluir a falta de certeza científica, em que a ciência não consegue responder acerca dessa questão. Nesse contexto há o Princípio da Precaução, que diz que, na falta de certeza científica, deve-se restringir ou proibir determinada atividade. Não se pode pagar para ver o que ocorrerá futuramente. Tal princípio está na Declaração do Rio de 1992, em seu Princípio 15. Princípio 15. Com o fim de proteger o meio ambiente, o princípio da precaução deverá ser amplamente observado pelos Estados, de acordo com suas capacidades. Quando houver ameaça de danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza científica absoluta não será utilizada como razão para o adiamento de medidas economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental. (grifo nosso). Assim, a falta de certeza científica não é motivo para adiar a adoção de uma medida restritiva que pode ser adotada hoje. Exemplo: a radiofrequência das antenas celulares é fator científico de risco para alguns cientistas, para outros não. Com base no Princípio da Precaução, a legislação da Suíça e da Itália determinou que essas antenas fossem instaladas longe de áreas residenciais e áreas hospitalares. 4) Princípio do Poluidor Pagador Há duas interpretações a esse princípio, são elas: Reparação Aquele que polui, deve pagar. Aquele que causa o dano é obrigado à reparação do mesmo. Há a ideia de reparação baseada no direito civil, em que quem causa um dano a um terceiro é obrigado a repará-lo. Não podemos interpretar essa vertente do princípio como quem paga, pode poluir, pois poluir é um ilícito. Preventiva Pagar para evitar o dano. Exemplo: fábrica está soltando fumaça e não instalou o filtro de poluentes. Ao lado da fábrica há uma lavanderia de roupa que é prejudicada com essa fumaça, e que terá custo adicional para a relavagem das roupas. Exemplo 2: pai de família que terá custo adicional para levar seu filho ao médico em decorrência da fuligem advinda da fábrica. Em ambos os casos, a fábrica deve investir na colocação do filtro antipoluente em sentido preventivo, de modo que a fábrica deve pagar para evitar que o dano aconteça, e, caso ele ocorra, a mesma deverá arcar com esse dano (ideia de reparação). Há uma expressão que diz internalizar as externalidades negativas, que pode ser exemplificada no caso da empresa que deve colocar o seu filtro antipoluente para evitar danos aos terceiros. Tal empresa deve internalizar no seu custo de produção as externalidades negativas, ou seja, deve internalizar aqueles valores que terceiros iriam gastar pelos danos que

5 seriam causados por ela, aqueles custos que iriam onerar os terceiro, como no caso da falta do filtro de poluentes. 5) Princípio do Usuário Pagador Está ligado ao pagamento pela utilização de um RECURSO NATURAL ESCASSO, em que se atribui valor econômico ao bem natural, como por exemplo, ao uso da água, segundo a Lei 9.433/1997. Tal lei fala expressamente que a água tem valor econômico com o objetivo de evitar o seu desperdício. Observa-se uma diferença do Princípio do Usuário Pagador em relação ao Princípio do Poluidor Pagador. O Princípio do Usuário Pagador não está ligado a nenhum ilícito, e o sujeito vai pagar pela utilização de um recurso natural escasso. O Princípio do Poluidor Pagador está ligado a um ilícito, isso é, quem polui é obrigado a pagar, a recuperar a área degradada. 6) Princípio da Obrigatoriedade da Atuação Estatal Art Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. (grifo nosso). Não é facultado a sim devido ao poder público e à coletividade a defesa e a preservação do meio ambiente. Essa obrigatoriedade da atuação estatal está muito ligada à indisponibilidade do meio ambiente, em que não é possível transacionar com o bem ambiental, e nem defendê-lo e preservá-lo de maneira discricionária. O poder público tem uma série de instrumentos para atuar da defesa ambiental, são eles: Poder de polícia ambiental: os órgãos ambientais do SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente - têm poder de polícia ambiental quando previsto em lei específica. Exemplo: IBAMA pode fiscalizar e multar atividades poluidoras. Licenciamento ambiental de atividade: é uma análise prévia da atividade. 7) Princípio da Participação Comunitária ou Princípio Democrático O mesmo art. 225 diz que incumbe ao poder público e à coletividade o dever de proteger e preservar o meio ambiente, em que não é facultada à coletividade a proteção do meio ambiente. Os instrumentos de proteção advindos da sociedade são: Ação Popular - art. 5º, inciso LXXIII da CF: qualquer cidadão é parte legítima para ajuizar uma ação popular ambiental;

6 Plebiscito, Referendo, Iniciativa de lei ambiental - art. 14, I, II e III da CF; Audiência Pública ambiental: ocorre quando a sociedade é chamada para opinar sobre o impacto de determinada atividade. 8) Princípio da Cooperação entre os Povos em matéria ambiental É a necessidade de atuação conjunta dos países e estados em relação à preservação do meio ambiente. 9) Princípio da Vedação ao retrocesso ambiental Uma vez consolidada a proteção ambiental no nosso ordenamento jurídico, não é possível diminuí-la, ela deve ser mantida ou ampliada. Há também o Princípio da Educação Ambiental, que não é um princípio, e sim uma regra específica que está no art. 225, parágrafo primeiro, inciso VI da CF. VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; Competências Constitucionais 1. Competência Legislativa: diz respeito a quem pode legislar sobre a proteção do meio ambiente. É a competência legislativa para criar normas acerca da proteção ao meio ambiente. a) Competência legislativa Exclusiva. b) Competência legislativa Privativa: a competência é própria de um ente federado com possibilidade de delegação. c) Competência legislativa Concorrente: presente no art. 24, inciso VI da Constituição Federal, engloba a União, os Estados e o Distrito Federal. Os Municípios não estão no art. 24, pois eles têm competência suplementar e estão no art. 30 da CF, em seus incisos I e II. Assim, União, Estados, Distrito Federal e Municípios podem legislar sobre proteção ambiental, porém, a União, os Estados e o Distrito Federal podem legislar concorrentemente sobre o tema, e a competência do Município é suplementar. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (grifo nosso). VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;

7 Art. 30. Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; (grifo nosso). A competência concorrente ocorre quando todos os entes podem legislar sobre os temas, em especial aqueles temas do art. 24 da CF. Há a primazia da União para estabelecer norma geral mais ampla, e os estados e os municípios podem suplementar essa norma geral. d) Competência legislativa Suplementar: é a possibilidade de elaborar normas que especifiquem o conteúdo genérico das normas criadas pela União. 2. Competência Material: diz respeito à atuação administrativa; como fiscalizar, autuar, multar uma atividade poluidora. Há dois tipos de competência material: a) Exclusiva: quando é atribuída a um ente federado com a exclusão dos demais. b) Comum (art. 23, CF): atuação conjunta dos entes federados, sem que a iniciativa de um macule a competência de outro. Em matéria ambiental há a competência material comum, em que todos os entes - União, Estados, Distrito Federal e Municípios - podem atuar administrativamente em matéria ambiental, segundo o art. 23 da CF, inciso VI. Não confunda na hora da prova a competência concorrente com a competência legislativa comum. A competência comum é a competência material ou administrativa. Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; Artigo 225 da Constituição Art Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; (Regulamento) II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; (Regulamento) (Regulamento) III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; (Regulamento)

8 IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; (Regulamento) V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; (Regulamento) VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. (Regulamento) 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato- Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. 6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas. Segue análise de todos os incisos e parágrafos do art. 225 da CF. Parágrafo Primeiro Inciso I I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; (grifo nosso). Nos incisos da Constituição há normas mais genéricas, e depois há normas infraconstitucionais que regulamentam esses incisos. Estão presentes no inciso I do art. 225: Processos ecológicos essenciais: processos ecológicos de maneira geral. Manejo ecológico: manejo é a utilização racional dos recursos naturais, é a utilização de forma racional. A CF não proíbe a utilização de recursos, mas ela fala que essa utilização deve ser racional e deve se dar através manejo. Assim, no Código Florestal, ao se dizer manejo florestal sustentável quer-se dizer que a área pode ser explorada, mas de forma racional, equilibrada. Exemplo: limpar área florestal através de tratores ligados a uma corrente não é

9 manejo florestal sustentável, em que se deveria retirar da área apenas o que pode ser retirado e manter o restante. Inciso II II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; (Regulamento) Patrimônio genético do país: espécies de fauna e de flora, a exemplo da Lei de Biossegurança - Lei /2005, Lei do Snuc - Lei 9.985/00. Inciso III Inciso muito cobrado nas provas. III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; (grifo nosso). Trata de áreas ambientalmente protegidas, que, em razão da relevância ambiental que apresentam, dispõem de uma proteção especial. Exemplo: área de preservação permanente (A.P.P.) e área de reserva legal (R.L.) da lei /12. Exemplo 2: unidades de conservação da natureza da lei 9.985/2000. A área de preservação permanente (A.P.P.) diz que, em qualquer parte do curso de água do rio e nos 50 metros de raio ao redor de uma nascente deve-se ter vegetação nativa. Reserva legal (R.L.) diz respeito aos percentuais dentro da propriedade rural que devem manter vegetação nativa. As unidades de conservação preveem uma limitação ao uso. No inciso III fala-se que a alteração (diminuir proteção) e a supressão de uma área ambientalmente protegida só é permitida através de LEI. Assim, alterar ou suprimir uma área ambientalmente protegida é possível, mas só se pode fazê-lo através de lei. Exemplo: poder público quer diminuir o tamanho de uma unidade de conservação. Ele poderá fazê-lo através de lei. Exemplo 2: unidade de conservação foi criada, e, depois de um tempo, o poder público decide por desafetar (suprimir) essa área. O poder público deverá fazê-lo através de lei específica. Nesse contexto, há um ponto importante acerca da criação de uma área protegida. Deveria a criação ser feita por lei (poder legislativo) ou por decreto (poder executivo)? O inciso III é silente a respeito de como criar uma área protegida. Sendo assim, a interpretação correta é que a área de preservação pode ser criada por lei ou por decreto, pois quanto mais instrumentos parar criar áreas de preservações, melhor será. E, uma vez criada uma unidade de preservação por decreto, caso futuramente se queira diminuir o tamanho da mesma ou suprimi-la, será necessária

10 uma lei. Assim, não importa como foi criada a unidade de preservação ambientalmente protegida (se por lei ou por decreto). Mesmo se criada por decreto, no momento de suprimir ou alterar essa área, só se poderá fazê-lo por lei, pois essa é uma determinação constitucional. Ademais, no caso de aumentar uma área de preservação, pode-se fazê-lo por lei ou por decreto, pois aumentar uma área é o mesmo que criá-la. Por fim, caso o poder público diga que irá suprimir uma parte da área de conservação e que no mesmo ato irá duplicar o tamanho da unidade de preservação, só se poderá fazê-lo por lei, pois, qualquer alteração só pode ser feita por lei. Não importa se o poder público irá aumentar o tamanho, pois qualquer alteração para diminuir já leva para a CF e só pode ser feita através de lei, visto que a área de pequena extensão que será suprimida pode ser a área mais rica ambientalmente falando. Inciso IV Muito cobrado nas provas. IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; (Regulamento) Para toda atividade que utiliza recurso natural deve-se realizar uma avaliação de impacto ambiental (A.I.A.) que é o gênero. Desse gênero decorrem várias espécies, vários tipos de avaliação de A.I.A., já que há vários níveis de impacto. O inciso IV aborda sobre o Estudo Prévio de Impacto Ambiental (E.P.I.A.), que é uma espécie do A.I.A.. O E.P.I.A. é um estudo elaborado pelo próprio empreendedor, que será entregue ao órgão ambiental para que esse analise o impacto do procedimento e licencie ou não a atividade. Para cada nível de impacto ambiental há um tipo de estudo diferente, sendo alguns deles: Estudos ambientais simplificados: estudo mais simples. Estudo prévio de impacto ambiental; E.P.I.A: é o estudo mais complexo, exigido para atividade de grande impacto, ao qual deve ser dado publicidade. O E.P.I.A. é uma espécie de impacto ambiental muito famosa e cobrada nas provas, pois está retratado na Constituição. Ademais, a CF frisa o requisito de o E.P.I.A. não ser exigido em toda atividade que cause impacto, mas apena naquela que cause significativos impactos ambientais, naquela de grande impacto ambiental. Para as outras atividades de menor impacto, outros estudos são apresentados pelo empreendedor. Ademais, ao E.P.I.A. deve ser dada publicidade, e aplica-se o Princípio da Informação em que todos devem ter acesso às

11 informações relacionadas ao meio ambiente, para garantir a aplicação do Princípio da Participação em matéria ambiental. Há também o E.P.I.A./R.I.M.A. em que o R.I.M.A. é um relatório de impacto ambiental, é um resumo do E.P.I.A. em uma linguagem acessível à população. Junto ao E.P.I.A., o qual apresenta uma liguangem técnica, deve estar o R.I.M.A., que é um relatório em uma linguagem simplificada, de modo a proporcionar a efetiva informação à sociedade que poderá questionar o impacto ambiental do empreendimento. Inciso V V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; (grifo nosso). Pode ser relacionado com o Princípio do Limite, pois, o poder público coloca um limite, um padrão de utilização de recursos naturais, e depois fiscaliza se todos estão utilizando o meio ambiente de acordo com o padrão, de acordo com o limite que fora colocado. Inciso VI VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; Alguns autores falam em Princípio da Educação Ambiental, e, tal princípio é transversal, pois a educação ambiental deve ser ensinada dentro de outras disciplinas. E a transversalidade do meio ambiente na educação. Exemplo: o professor de matemática deve dar exemplos falando da proteção do meio ambiente. A conscientização pública está ligada ao Princípio da Participação. Inciso VII VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. Há normas infraconstitucionais que regulamentam a fauna e a flora, como no caso da Lei de Crimes Ambientais - Lei 9.605/98. Essa lei diz, em seus arts. 29 e 32, que é crime ambiental realizar experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, que é a vidissecação, ainda que para fins didáticos e científicos quando existirem recursos alternativos. Há decisões do STF que se relacionam aos crimes contra a fauna, como no caso de leis que regulamentaram a rinha de galo, a farra do boi ou a vaquejada. Essas leis foram

12 consideradas inconstitucionais por ferir o inciso VII do art. 225 da CF, em que, aqueles que defendem essas práticas o fazem com argumento constitucional, que é o argumento cultural, visto que a CF protege a cultura, a tradição dos povos. Parágrafo segundo 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. Pagador. Aborda a exploração dos recursos minerais e está ligado a ideia do Princípio do Poluidor Parágrafo terceiro 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Aborda acerca da Tríplice Responsabilização em Caráter Ambiental, que diz respeito à sanção nos âmbitos: Penal; Administrativo; Civil (reparação dos danos). Pelo mesmo ilícito ambiental, o degradador pode responder penalmente (Lei de Crimes Ambientais), administrativamente (Lei de Crimes Ambientais) e civilmente. A lei de Crimes Ambientais aborda tanto os crimes quanto as sanções administrativas. Esse poluidor, pelo mesmo ilícito ambiental, pode ser responsabilizado nas três esferas, e não há bis in idem, não se está cobrando duas vezes do mesmo poluidor. Parágrafo quarto 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato- Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. (grifo nosso). O parágrafo quarto trata de cinco biomas, e os cita como sendo patrimônio nacional. O primeiro ponto importante é lembrarmos quais são os cinco biomas tratados no parágrafo quarto: 1. Floresta Amazônica;

13 2. Mata Atlântica; 3. Serra do Mar; 4. Pantanal Mato-Grossense; 5. Zona Costeira. Ademais, importante salientar que patrimônio nacional não significa bens da União. A Constituição chama esses cinco biomas de patrimônio nacional apenas para chamar a atenção da relevância ambiental dessas áreas, e não significa que eles são bens da União. Exemplo: o pantanal mato grossense tem várias propriedades particulares, as quais não são bens da União. Assim, caso ocorra um dano em uma dessas cinco áreas, esse será julgado pela justiça estadual comum, e não pela justiça federal, pois patrimônio nacional não significa bem da união. Parágrafo quinto 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. (grifo nosso). As terras devolutas podem ser vistas na classificação tradicional, que é a classificação do Direito Administrativo, e também na classificação das terras devolutas com função de proteção ambiental, que é a classificação do Direito Ambiental. Segue a classificação do Direito Administrativo: Bem de uso comum do povo: ruas, praças, praias. São bens afetados (são aqueles que têm uma destinação pública), sendo indisponíveis. Bem de uso especial: prédio público de assembleia legislativa, viatura policial, são bens utilizados pela própria administração pública para alcança seus objetivos. São bens afetados (tem uma destinação pública específica), sendo indisponíveis. Bens dominicais ou bens dominiais: prédio público abandonado, viatura policial que pegou fogo, terras devolutas. Esses bens dominicais são os únicos bens desafetados, pois não têm destinação pública específica, e são os únicos bens disponíveis. Terra devoluta é classificação tradicional do direito administrativo, sendo bem dominical, desafetado e disponível. As terras devolutas pertencem aos Estados. As terras devolutas com função de proteção ambiental passam a ter uma afetação, pois elas têm a função de proteção ambiental, de modo a mudarem de classificação, e saírem de bens dominicais para bens de uso especial. E, se elas são bens de uso especial, passam a serem bens afetados e indisponíveis. Ademais, terra devoluta com função de proteção ambiental

14 é bem da União, segundo o art. 20, II da CF. Assim, as terras devolutas necessárias à proteção ambiental são bens afetados e indisponíveis. Parágrafo sexto 6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas. As usinas que operam com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal. De acordo com o art. 177 da CF, tudo que envolve atividade nuclear é monopólio da União. Assim, quem define a localização de um reator nuclear é uma lei federal. Questão: as usinas que operem com reator nuclear devem ter a sua localização nuclear de acordo com lei estadual. Falsa. Esgotamos todo o art. 225 da CF, em que passamos pelos princípios, competências constitucionais. Contatos do professor: Prof. Romeu Thomé Bibliografia: THOMÉ, Romeu. Manual de Direito Ambiental, editora Juspodim.

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