Medidas de Apoio ao Uso da Bicicleta

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1 Estoril, 5 a 7 de Abril 2006 Medidas de Apoio ao Uso da Bicicleta Ana Bastos Silva, Dep. Engª Civil da FCTUC da Universidade de Coimbra João Pedro Silva, Dep. Engª Civil da ESTG, Instituto Politécnico Leiria

2 Introdução A interligação entre as formas de transporte e os seus efeitos ao nível da saúde é actualmente reconhecida como um domínio com potencialidades de exploração pelos profissionais quer da área do planeamento de transportes quer da saúde. O aumento da taxa de motorização, tem-se vindo a reverter numa crescente perda da qualidade de vida urbana; As transferências modais devem ser encaradas como um potencial objectivo da gestão da mobilidade; Nas viagens de curta distância, importa promover a substituição do veículo automóvel pelos modos de transportes considerados sustentáveis. É incontestável que a actividade física regular é benéfica ao equilíbrio emocional dos indivíduos: do foro físico; do foro psiquiátrico; um aumento da esperança de vida das pessoas.

3 Os factores que afectam o uso subjectivos (aceitação social, sentimento de vuilnerabilidade, associação da bicicleta ao meio de transporte de crianças, etc.) objectivos (rapidez, conforto, topografia, clima, distância do percurso, segurança, etc.) a bicicleta é compatível com a maioria das actividades diárias (30% das viagens abrangem distâncias inferiores a 3 kms e 50% inferiores a 5 kms); uma das principais razões que contribui para a não utilização da bicicleta resulta da sensação de insegurança oferecida pela infra-estrutura!

4 Princípios de Dimensionamento Coerência e acessibilidade A infra-estrutura deve formar um todo coerente, ligando os principais pontos de origem e destino com interesse; Minimização da extensão dos percursos Os pontos de interesse devem ser ligados de uma forma directa, suave e sem recorrer a percursos demasiado extensos; Continuidade Importa minimizar o número e extensão de eventuais quebras nas ligações. Eventuais descontinuidades não devem ocorrer em espaços com segurança deficiente ou pouco aprazíveis;. Atractividade e conforto A rede ciclista deve ser atractiva e confortável. Isso inclui aspectos ligados ao impacto visual, à estética, ao sentimento real ou induzido de segurança, à qualidade do pavimento, à iluminação artificial e às características do traçado, etc.; Segurança Garantia da segurança pessoal e de circulação ao longo de toda a rede quer para o ciclista quer para os restantes utilizadores do mesmo espaço.

5 Características dos Ciclistas o ciclista distingue-se dos outros modos de transporte pela sua dimensão, vulnerabilidade e velocidade 1,65-1,75 m 250 mm 1,5 m 1,0 m 600 mm 200 mm um ciclista em movimento necessita de uma faixa com pelo menos 1 metro de largura; Altura 2,5 m Altura do guiador 0,75-1,10 m ±500 mm o cruzamento de dois ciclistas em sentidos opostos, em condições de segurança e conforto, é desejável disponibilizar 3,0 metros de largura. pé direito mínimo de 2,5m a salvaguardar em todos os pontos do circuito (túneis, passagens inferiores); os ciclistas podem manter velocidades de cruzeiro de 20/30km/h, embora nas descidas essa velocidade possa atingir mais de 50km/h mm

6 Espaços partilhados partilha de via de tráfego Vias locais de pouca procura de tráfego (TMDa<3000veíc.) Zona rural sujeita a pequenos volumes de tráfego Vias de baixa velocidade (<40km/h); face velocidades inapropriadas ou volumes excessivos, deve-se prever a aplicação de técnicas de acalmia de tráfego

7 Espaços partilhados largura adicional largura de 4,2 de largura por forma a facilitar a ultrapassagem do ciclista dentro da via; para velocidades superiores a 65 km/h e sempre que o TMDA seja superior a veículos a largura da via deve aumentar para 4,5 a 4,8m;

8 Espaços individualizados aproveitamento das bermas a largura de bermas previstas nas normas de traçado já respondem às necessidades dos ciclistas (>1,2m); perante elementos de vedação, ou face a inclinações longitudinais acentuadas essa largura deve aumentar para 1,5m; aplicação em espaços rurais ou suburbanos.

9 Espaços individualizados ciclovias a prever nas vias colectoras e distribuidoras principais; em zona rural, a prever na aproximação das zonas urbanas, onde exista um elevado potencial para o uso da bicicleta. a ciclovia deve ter no mínimo 1,8m com um mínimo absoluto de 1,2m; para inclinações longitudinais acentuadas ou face a vedações, deve garantir-se no mínimo 1,5m de largura;

10 Inclinações Longitudinais inclinações longitudinais inferiores a 5% (se em calçada) Para inclinações superiores deve limitar-se a extensão do trainel: Inclinação long. Comprimento do trainel (m) (%) Aceitável Máximo Em paralelo, são recomendáveis outras medidas mitigadoras: aumentar em 1,2 a 1,8m a largura das vias, por forma a permitir que os desistentes possam marchar sem bloquear a ciclovia; alertar mediante sinalização os ciclistas para as inclinações que se seguem; aumentar as distâncias de visibilidade (tendo por base o aumento da velocidade); prever áreas de repouso; prever pequenos patamares para conter a velocidade dos ciclistas em marcha descendente.

11 Outras Medidas de Apoio medidas de apoio em cruzamentos; medidas de acalmia de tráfego (controlo de volume e controlo de velocidade);

12 Outras Medidas de Apoio utilização de materiais cores diferentes ciclovias em contra-mão vias partilhadas

13 Outras Medidas de Apoio ligação aos outros subsistemas de transporte estacionamento de longa duração! locais que possibilitem a troca de roupas

14 Outras Medidas de Apoio o transporte da biclicleta!

15 Outras Medidas de Apoio uma manutenção e limpeza constante...

16 Outras Medidas de Apoio Educar os condutores e ciclistas e a policia onde circular em segurança e o que a lei realmente diz! Campanhas de sensibilização

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