O Ensino de Ciências no Brasil na década de 1970

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1 O Ensino de Ciências no Brasil na década de 1970 Estrutura e Funcionamento da Educação Básica Brasileira Discentes: Ana Julia Ruis RA Beatriz Silva Campanhol RA Catharina dos Santos Silva RA Eleonore Skrepnek Tosin RA Jane Caroline Veríssimo de Souza RA Lucas Benedito Gonsales Rosa RA Luciana Mulero RA Rafaela Amanda Victorino RA Thai Luporini Petilo RA

2 Contexto Social, Político e Econômico

3 Contexto A partir da década de 1930: transformações políticas sociais e econômicas. Constituição de necessidade de um Plano Nacional de Ensino.

4 Contexto Após a Segunda Guerra Mundial ( ) Criação da Organização Mundial para a Educação, Ciência e Cultura. Democratização do acesso à Educação: Preocupação com a expansão quantitativa e com a modernização

5 Contexto Transição entre as décadas de Capitalismo monopolista Internacionalização da economia Reduz influência nacionalista e populista

6 Contexto Ensino de ciências na década de 1960: Programa oficial para o ensino, estabelecido pelo Ministério da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN nº 4024/61. Golpe Militar em 1964 convênios MEC/USAID. MEC cria centros de Ciências nos estados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, em 1965.

7 A década de 1970 Marcada pelo "milagre econômico"; O ensino de ciências era uma peça chave para o desenvolvimento do país; Lei nº 5692/71; Preocupação com ensino e aprendizagem das ciências "Guerra Tecnológica. Final dos anos 70: crise econômica e movimentos populares; Esgotamento do autoritarismo

8 Currículo, Metodologia de Ensino, Material Didático e Concepção de Ciência

9 Currículo - Organização LDB de 1971 apresenta nova nomenclatura: Ensino primário Ensino Ginasial Ensino Colegial 1º grau 1º grau 2º grau 1º grau - duração de 8 anos; 2º grau - duração de 3 ou 4 anos

10 Propostas educativas para o ensino de ciências da década de 70 Em 1964 na USP foi criado o IBCC (Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura) juntamente com a FUNBEC (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento de Ensino de Ciências) através de recursos da UNESCO; A FUNBEC ganhava dinheiro com a venda de produtos (Eletrocardiógrafo e desfibrilador) e gastava esse dinheiro com o ensino de ciências.

11 Propostas educativas para o ensino de ciências da década de 70 A USP sediava o espaço para a área educacional e administrativa e a FUNBEC tinha uma fábrica de 15 mil metros quadrados em Alphavile; Sem fontes de renda própria, a FUNBEC ficou dependente de fontes de financiamentos do governo para sustentar os programas de ensino de ciências e em 1988 a empresa faliu.

12 Propostas educativas para o ensino de ciências da década de 70 A FUNBEC promovia cursos de aperfeiçoamento para os professores de ciências, ensinando-os a usar material prático em suas aulas; Para tanto, desenvolveram kits que eram distribuídos nas bancas de revistas pela editora Abril tiragem de 1 milhão de kits; Coleção mirim com 30 kits; Coleção cientistas do amanhã com 21 kits; Projeto ciências para o curso primário 4 livros textos para os alunos e 4 guias para os professores; 1972 Coleção Os cientistas 51 kits; Transformação da sala de aula em um laboratório.

13 Propostas educativas para o ensino de ciências da década de 70 Figura1. Funcionárias da Divisão de Fascículos da Editora Abril embalando os kits Os Cientistas em 1972

14 Propostas educativas para o ensino de ciências da década de 70 Figura 2. Titulo impactante do kit Os Cientistas

15 Propostas educativas para o ensino de ciências da década de 70 Figura 3. Quatro exemplares de kits Os Cientistas

16 Propostas educativas para o ensino de ciências da década de 70 Figura 4. Kits e fascículos Os Cientistas

17 Propostas educativas para o ensino de ciências da década de 70 Principais características: Transformar a sala de aula em laboratório de Física, Química e Biologia; Despertar interesse pelos estudantes e entusiasmo com aulas práticas com foco no objeto ( Concepção empirista); Fundamentada no ensino-aprendizagem comportamentalista.

18 Metodologia de ensino e Concepção de Ciências A década de 70 foi marcada pela forte influência da concepção empirista de ciências; Na concepção empirista as teorias são originadas a partir da experimentação, de observações seguras e da objetividade e neutralidade dos cientistas. Objetivo principal das aulas Vivência do procedimento científico pelos alunos

19 Figura retirada do fascículo Volume 1: Os Cientistas concepção empirista - indutivista de ciências

20 Manuais didáticos de ciências Os manuais didáticos tornam-se necessários e determinantes no ensino-aprendizagem, norteando a estrutura do currículo nas escolas e auxiliando os professores no planejamento e prática pedagógica em sala de aula. Produções didáticas de 5ª a 8ª série.

21 Manuais didáticos de ciências De 5ª a 8ª série A Terra 5ª série - Abordavam o ar e a importância que ele exerce na vida diária do ser vivo, na formação dos ventos, pressão atmosférica e explorações espaciais; 6ª série Zoologia e Botânica e os Seres vivos 7ª série O Corpo humano e O homem 8ª série A energia (Química, Física)

22 Formação de Professores de Ciências no Brasil

23 A Formação de Professores de Ciências no Brasil Os cursos de formação de professores eram precários e tinham como embasamento as teorias comportamentalistas de ensino-aprendizagem; Ensino extremamente tecnicista; O professor como técnico;

24 A Formação de Professores de Ciências no Brasil Devido a precariedade dos cursos de formação, os professores dependiam de livros-textos para o exercício profissional Desenvolviam suas atividades de planejamento com base em programas elaborados por autoridades educacionais, porém, não participavam das decisões curriculares;

25 A Formação de Professores de Ciências no Brasil Em 1968, a lei nº 5.540/68 reestruturou o ensino universitário e possibilitou a criação dos institutos que passaram a se responsabilizar pela formação dos professores de ciências, ficando a formação pedagógica sob as faculdades de educação;

26 A Formação de Professores de Ciências no Brasil Muitas críticas surgiram devido a formação oferecida aos professores, originando assim, muitos movimentos de oposição e rejeição aos enfoques técnicos e funcionalista da formação do professorado da época; Chegava ao Brasil às ideias construtivistas...

27 Conclusões

28 CONCLUSÕES Após a Segunda Guerra mundial houve a expansão de ideias de democratização do ensino devido a modernização com a entrada das multinacionais; A partir de 1964 o ensino de ciências sofreu forte influencia dos Estados Unidos e da Inglaterra; De meados de o IBCC FUNBEC desenvolveu vários kits que proporcionavam uma sala de aula em um ambiente laboratorial;

29 CONCLUSÕES Ensino e aprendizagem eram embasados no comportamentalismo e a concepção de ciências era empírica; A lei nº 5.540/68 reestruturou o ensino universitário possibilitando a criação de institutos que passaram a se responsabilizar pelo ensino de ciências, ficando a formação pedagógica para as faculdades de educação.

30 Referências GASPAR, A. Museus e Centros de Ciências Conceituação e proposta de um referencial teórico. Tese de doutorado. USP, HAMBURGER, E. W. Apontamento sobre o ensino de Ciências nas series escolares iniciais. Estudos avançados 21 (60), LONGHINI, I. M. Diferentes contextos do ensino de biologia no Brasil de Educação e fronteiras On-line, Dourados/MS v2, n.6, p.56-72, set/dez LÜBKE, J. V. R; COSTA, R. R. Manuais didáticos: a produção de livros didáticos de ciências na década de 1970 e Seminário internacional de representações sociais, subjetividade e educação. SIRSSE, 2011.

31 Referências NASCIMENTO, F; FERNADES, H. L; MENDONÇA, V. M. O ensino de ciências no Brasil: história, formação de professores e desafios atuais. Revista Histedbr on-line, n.39, p , set Os cientistas. Disponível em: Acesso em 20 de maio de SANTOS, M. A abordagem das políticas publicas educacionais para além da relação estado e sociedade. Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul, 2012.

32 Obrigado pela atenção.

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