Microeconomia - Prof. Ms. Marco A. Arbex

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1 Produção Conceitos Básicos Microeconomia: Produção Prof. Ms. Marco A. Produção: o processo pelo qual uma firma transforma os fatores de produção adquiridos em produtos ou serviços para a venda no mercado. Insumos Mão-de-obra Máquinas e equipamentos Instalações Matériasprimas Processo de Produção Produtos Bens e Serviços Finais 2 Tipos de bens produzidos pelas empresas Tipos de bens produzidos pelas empresas Bens de capital ou bens de produção: equipamentos e instalações necessários para a produção de outros bens ou serviços. Exemplos: aço, petróleo, etc... Carros são considerados bens de consumo, pois são geralmente adquiridos para uso pessoal; porém um trator é considerado um bem de capital, pois é utilizado por na produção de outros produtos. Tanto os bens de capital como de consumo são chamados de Bens Finais (já estão acabados) Bens de consumo: tem o objetivo de satisfazer as necessidades de consumo final de um indivíduo. A quantidade de bens de consumo que são comercializados em cada país reflete o nível de vida da população e também permitem avaliar os gostos e as características da sociedade. Os bens de consumo estão divididos em duráveis, semi-duráveis e não duráveis. Não duráveis: feitos para serem consumidos imediatamente, como alimentos; Duráveis: podem ser utilizados várias vezes durante longos períodos, como um automóvel; Semi-duráveis: bens que se desgastam com o tempo, mas não imediatamente, como calçados e roupas. 1

2 Tipos de bens produzidos pelas empresas Bens intermediários: ainda precisam ser transformados para atingir a sua forma definitiva. Estes são consumidos na produção de outros bens, como os bens de consumo duráveis. Exemplos: minério de ferro; celulose, gordura hidrogenada, açúcar (para uma indústria de sorvetes); água (para uma indústria de bebidas);. Função de produção: é a relação técnica entre a quantidade física de fatores de produção e a quantidade física do produto em determinado período de tempo. q = f (C, T) onde: Produção Conceitos Básicos q = quantidade total produzida C = capital físico (máquinas e equipamentos) T = mão-de-obra utilizada A combinação desses fatores e alterações nas respectivas quantidades influenciam diretamente o que a microeconomia considera como curto ou longo prazo. 6 Diferença entre curto e longo prazo Diferença entre curto e longo prazo Para a microeconomia, curto prazo e longo prazo não se diferenciam pelo tempo, mas pela existência de fatores fixos de produção. Em economia, a expressão curto prazo designa um período de tempo em que não é possível alterar completamente todos os fatores produtivos (capital e trabalho). Em microeconomia o fator trabalho é geralmente considerado como variável no curto prazo devido ao seu mais fácil ajustamento à quantidade produzida. Contudo, o fator capital (instalações e equipamentos, por exemplo) é mais difícil de alterar. Assim, o curto prazo é identificado como o período de tempo suficiente para que o fator produtivo trabalho se possa alterar, mas não suficiente para que a quantidade utilizada do fator produtivo capital possa ser ajustada. Exemplo: uma fábrica pode decidir contratar em um mês, 200 novos funcionários. Porém, ela não consegue adequar sua capacidade produtiva (instalações, equipamentos) em um período menor que seis meses, por exemplo. Nesse caso, até que a empresa consiga alterar todos os seus fatores de produção, esta permanecerá no curto prazo. -Curto prazo (CP): período no qual existe pelo menos um fator de produção fixo; -Longo prazo (LP): todos os fatores de produção podem ser alterados. 2

3 Produção no curto prazo: a lei dos rendimentos decrescentes Mantendo-se um dos fatores fixos no processo produtivo (CURTO PRAZO), ocorrerá a Lei dos rendimentos decrescentes : Suponha que a produção de um bem seja realizada com dois ou mais insumos e que somente a quantidade de um deles seja aumentada enquanto os outros permanecem fixos. Além de certo ponto chamado o ponto dos retornos decrescentes a produção aumentará a uma taxa decrescente. Veja o exemplo no slide a seguir. Capital físico (C) Produto total e marginal Trabalho (T) Produto total (PT) Produto marginal (PMg): acréscimo no resultado final após o aumento do fator trabalho C permanece fixo T varia PT sobe até certo ponto Pmg sobe até certo ponto Produto total e marginal (gráfico utilizando os dados anteriores) A lei dos rendimentos decrescentes Exemplo: Pizza Ruth A Pizza Ruth é uma pequena pizzaria que possui apenas um forno e um pizzaiolo para a produção das pizzas. A proprietária, dona Ruth, já está estudando a mudança da pizzaria para um local maior, onde terá dois fornos e mais espaço para atender ao público. Mas até ocorrer essa mudança, ela precisa tomar alguma medida para não perder a clientela. Ao perceber que sua demanda está aumentando além do esperado, decide contratar mais dois pizzaiolos para dar conta da demanda. 3

4 A lei dos rendimentos decrescentes Exemplo: Pizza Ruth Como o pizzaiolo atual produz em 10 pizzas por hora, ela espera produzir 30 pizzas por horas com mais dois pizzaiolos. Você acha que essa previsão se concretizará? A lei dos rendimentos decrescentes Exemplo: Pizza Ruth - Com um pizzaiolo, são produzidas 10 pizzas em uma hora. -Com dois pizzaiolos, são produzidas 18 pizzas em uma hora; -Com três pizzaiolos são produzidas 23 pizzas. - A produtividade marginal do primeiro trabalhador é 10 pizzas. - A produtividade marginal do segundo trabalhador é 8 pizzas (e não 10!); - A produtividade marginal do terceiro trabalhador é 5 pizzas (e não 10!). Problema: a fábrica de cadeiras Problema: a fábrica de cadeiras Uma empresa fabrica cadeiras e tem cinco funcionários que conseguem produzir 20 cadeiras por dia cada um. Ao contratar o sexto funcionário, a produção de cadeiras por funcionário cai para 18. Com sete funcionários a produção cai para 16 cadeiras por pessoa. Já com oito funcionários, a produção cai para 13 cadeiras por pessoa. Suponha que cada cadeira é vendida por R$ 20 reais e que haja demanda para todas as cadeiras produzidas no mês. Suponha que cada funcionário custe R$ 500,00 por mês e que eles trabalhem 20 dias no mês. Responda: com quantos funcionários você ficaria: cinco, seis, sete ou oito? Funcionários Produção individual (média diária x dias no mês x valor da cadeira) Produção total (produção individual x número de funcionários) Custo: Custo: 500 reais x número de funcionários Resultado: R$ Análise: fábrica de cadeiras 5 func. 6 func. 7 func. 8 func. Funcionários Receita Custo Resultado 4

5 Produção no longo prazo: rendimentos de Já sabemos que no longo prazo há a possibilidade de se alterar todos os fatores de produção. Nesse caso, a lei dos rendimentos decrescentes não ocorrerá. No caso da pizzaria, por exemplo, pode-se aumentar também a quantidade de fornos proporcionalmente à quantidade de pizzaiolos, evitando que haja queda da produtividade marginal. Assim, no longo prazo, analisamos um outro aspecto da produção: os rendimentos de (ou economias de ). Existem economias de (ou rendimentos de ) quando, ao aumentar a quantidade de bens produzidos, é possível diminuir o custo desses produtos. Isso ocorre porque os custos fixos de produção diluem-se por um número maior de unidades produzidas, fazendo baixar o custo médio de produção. Além disso, pode-se comprar quantidades maiores de suprimentos e negociar melhores preços. A existência de economias de é a razão que justifica a grande dimensão de empresas pertencentes a setores de atividade com elevados custos fixos. Veja o caso da fusão no setor de Educação Superior (grupos Anhanguera e Kroton, realizada em abril de 2013: 15/anhanguera-e-kroton-estimam-ganhos-de-superiores-a-r-150-milhoes.html Anhanguera e Kroton estimam que a fusão trará economias de de R$ 150 milhões a R$ 300 milhões para a empresa combinada. Com isso, a capacidade de investimento da companhia será de R$ 262,2 milhões, valor 9,25% maior que soma da previsão para este ano nas empresas separadas Parte dessas economias deve vir da redução de gastos com publicidade. Se você consegue juntar duas, o investimento é menor. Além disso, os desembolsos da área tecnológica também devem ser reduzidos na integração Uma fabricante de automóveis, por exemplo, necessita de equipamentos de grande dimensão e complexidade tornando os custos fixos muito elevados. Esses custos fixos elevados obrigam as empresas a produzir grandes quantidades de forma a diluírem esses custos fixos, baixando assim o custo médio de produção. 5

6 Para não confundir os conceitos Porém, os ganhos com economias de têm limites: primeiro porque a queda nos custos fixos se estabiliza em determinado momento (o aumento da produção apresenta pouco impacto na redução dos custos); em segundo lugar, porque a partir de certa altura, os custos de complexidade gerencial pelo aumento da capacidade ultrapassam os ganhos obtidos com a economia de. O Presiente da GM mencionou que existem deseconomias de na produção de automóveis, em grande parte, devido a problemas de coordenação (O Sullivan, 2004) Quando analisamos à produção de uma empresa no CURTO PRAZO (mantendo algum fator fixo), nos deparamos com a Lei dos Rendimentos Decrescentes. Quando analisamos a produção de uma empresa no LONGO PRAZO (onde todos os fatores de produção são variáveis), nos deparamos com o conceito de Rendimentos de Escala. Ambas as abordagens servem como base para as empresas analisarem as vantagens e desvantagens de demandar mais fatores de produção. Textos-base O' SULLIVAN, Arthur; SHEFFRIN, S.; NISHIJIMA, M. Introdução à Economia - Princípios e ferramentas. São Paulo. Pearson Edit VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Economia: micro e macro. (ed. 4ª.). São Paulo: Atlas,

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