MORFOLOGIA DA CÉLULA; AGREGAÇÃO DA COLÔNIA; COMPOSIÇÃO DA PAREDE

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1 Classificação das Bactérias: As bactérias podem ser classificadas quanto a: RESPIRAÇÃO; MORFOLOGIA DA CÉLULA; AGREGAÇÃO DA COLÔNIA; COMPOSIÇÃO DA PAREDE CELULAR;Menores e mais

2 Quanto ao grau de agregação da colônia: Coco: De forma esférica ou subesférica (do género Coccus); Bacilo: Em forma de bastonete (do género Bacillus); Vibrião: Em forma de vírgula (do género Vibrio); Espirilo: de forma espiral/ondulada (do género Spirillum); Espiroqueta: Em forma acentuada de espiral.

3 Quanto a morfologia de sua célula: somente cocos e bacilos. Diplococo: De forma esférica ou subesférica e agrupadas aos pares; Diplococos Encapsulados: Agrupados aos pares dentro de uma cápsula; Estreptococos: Assemelha-se a um "colar de cocos ; Estafilococos: Uma forma desorganizada de agrupamento, formando cachos; Sarcina: De forma cúbica, formado por 4 ou 8 cocos simetricamente postos; Tétrades: quatro cocos;

4 Quanto a morfologia de sua célula: somente cocos e bacilos. Diplobacilos : Bacilos reunidos dois a dois. Estreptobacilos: Bacilos alinhados em cadeia. Paliçada: Bacilos alinhados lado a lado.

5 Quanto a respiração: Aeróbias: Realizam respiração celular, ou seja, só sobrevivem em presença de oxigênio. As Bactérias Aeróbicas tem que ter o Oxigênio para obter a energia. Ex.: Pseudomonas sp. Anaeróbias: Realizam Fermentação. São bactérias que podem até morrer na presença de oxigênio. Dividem-se em dois tipos: Estritas: Só sobrevivem na ausência de oxigênio. Ex.: Clostridium tetani e Clostridium botulinum Facultativas: Podem sobreviver tanto na ausência como na presença de oxigênio. Ex.: Escherichia coli

6 Quanto a Parede Celular: Podemos classificar as bactérias em dois grandes grupos: as Gram-positivas e as Gramnegativas. Essa classificação tem como critério a diferença na coloração das bactérias, obtida a partir do método de Gram, desenvolvido por Hans Christian Joachin Gram (microbiologista dinamarquês), em Podemos classificar as bactérias em dois grandes grupos: as Grampositivas e as Gram-negativas. Essa classificação tem como critério a diferença na coloração das bactérias, obtida a partir do método de Gram, desenvolvido por Hans Christian Joachin Gram (microbiologista dinamarquês), em 1884.

7 PLT Pag.; 74

8 A IMPORTÂNCIA TÉCNICA DE GRAM A técnica de Gram tem também uma grande importância clínica porque permite que as bactérias associadas a infecções sejam prontamente caracterizadas como Gram-positivas ou Gram-negativas, o que permite monitorar a infecção e adotar certas opções de tratamento, mesmo antes que seja feita uma cultura.

9 QUANTO A PAREDE CELULAR: Estrutura: Semi-rígida, responsável pela forma da bactéria A maioria dos procariontes apresentam parede celular; Função: Prevenir a ruptura das células bacterianas da pressão da água. Proteger o interior da célula do ambiente externo. Serve como local de ação p/ antibióticos.

10 QUANTO A PAREDE CELULAR: A composição da parede celular auxilia na identificação de bactérias e explica diferenças nas respostas a procedimentos de coloração. O método de coloração de Gram divide as células em gram-positivas e gram-negativas.

11 QUANTO A PAREDE CELULAR: Bactérias Gram Negativas e Bactérias Gram Positivas

12 QUANTO A PAREDE CELULAR Bactérias Gram-Positivas: Bactérias que possuem parede celular com uma única e espessa camada de peptidoglicanos (açúcares e aminoácidos). Pelo emprego da coloração de Gram, tingem-se na cor púrpura ou azul quando fixadas com cristal violeta, porque retêm esse corante mesmo sendo expostas a álcool. Ex.: Stafilococcus aureus,, Streptococcus pneumoniae, Clostridium tetani e Enterococcus faecalis. OBS: são mais sensíveis a penicilina

13 QUANTO A PAREDE CELULAR Bactérias Gram-Positivas

14 QUANTO A PAREDE CELULAR Bactérias Gram-Negativas: Bactérias que apresentam uma ou algumas camadas finas de peptideoglicano e uma segunda membrana externa de Lipopolisacarídeos (LPS Lipídio + Açúcar). No processo de coloração adquirem a tonalidade rosa-avermelhada através do corante safranina. Ex.: Haemophilus influenzae, Escherichia coli, Vibrio colerae, Treponema pallidum, Salmonella. OBS: são mais sensíveis a penicilina

15 QUANTO A PAREDE CELULAR Bactérias Gram-Negativas

16 QUANTO A PAREDE CELULAR As bactérias agem patogenicamente por meio de toxinas. As toxinas das bactérias patogênicas são substâncias que causam danos aos tecidos animais. Elas são de dois tipos: endotoxinas e exotoxinas. Ambas alteram o metabolismo normal das células ou dos tecidos do hospedeiro, danificando-os.

17 QUANTO A PAREDE CELULAR As endotoxinas secretadas pelas bactérias Gramnegativas geralmente estão ligadas à membrana externa da parede da célula, só sendo liberadas após destruição das mesmas. Quando ocorre o rompimento da célula bacteriana e liberação da toxina, há uma resposta do sistema imune que, em geral, causa febre, dores, choques e vasodilatação. Em grandes quantidades, a toxina pode levar à septicemia (infecção generalizada) e à morte.

18 QUANTO A PAREDE CELULAR Quando a infecção é causada por uma bactéria Grampositiva, a toxina liberada na corrente sanguínea pela parede bacteriana tem efeito semelhante à provocada pelas endotoxinas. Entre elas estão as infecções de maior virulência, como a toxina diftérica, a toxina colérica, a toxina botulínica, a toxina tetânica, a toxina pertussis.

19 APROFUNDANDO: VIRULÊNCIA(variável): Grau com que um M.O. tem de causar determinada patogenia. PLT Pag.; 286 Expressa Patogenia Ex.: cepas virulentas e cepas não virulentas Expressa grau de Patogenicidade Ex.: quantidade de bactéria necessária para causar doença (Shiguela x Salmonella) Expressa gravidade da doença Ex.: meningite (Meningococcus), pneumonia (S. pneumoniae)

20

21 REPRODUÇÃO BACTERIANA Reprodução Bacteriana A reprodução bacteriana pode ser classificada em dois grupos, quanto a ocorrência ou não de variabilidade genética. Na reprodução assexuada, não ocorre troca de material genético e por isso não há variabilidade. Já na reprodução sexuada ocorre troca de material genético e por conseqüência há variabilidade genética. Tipos de reprodução: a) Assexuada I. Bipartição (Divisão Binária/Cissiparidade) b) Sexuada I. Conjugação II. Transformação III. Transdução

22 REPRODUÇÃO BACTERIANA Reprodução Bacteriana Bactéria Cromossomo Duplicação cromossônica Estrangulamento citoplasmático Bactérias-filhas

23 REPRODUÇÃO BACTERIANA Reprodução Bacteriana Reprodução Assexuada Bactéria Cromossomo Bipartição ou Cissiparidade Células filhas idênticas a célula mãe Não ocorre variabilidade genética Permite a rápida colonização de bactérias,em meio ambiente favorável, num pequeno intervalo de tempo. Duplicação cromossônica Estrangulamento citoplasmático Podemos afirmar que bipartição é a mesma coisa que mitose? Não!!! O termo mitose refere-se a cariogamia (divisão do núcleo), como bactérias não tem núcleo não sofrem mitose. Bactérias-filhas

24 REPRODUÇÃO BACTERIANA Reprodução Bacteriana Reprodução Sexuada: Conjugação. Ocorre quando duas ou até três bactérias se unem, normalmente, por uma ponte formada através das pili sexuais, sendo os plasmídeos passados de uma bactéria para outra.

25 REPRODUÇÃO BACTERIANA Reprodução Bacteriana Reprodução Sexuada: Transformação Uma bactéria pode absorver DNA livre no meio ambiente, proveniente de outra bactéria morta, e inseri-lo ao seu material genético.

26 REPRODUÇÃO BACTERIANA Reprodução Bacteriana Reprodução Sexuada: Transdução Transferência de material genético entre bactérias através de um vírus bacteriófago.

27 CRESCIMENTO MICROBIANO As bactérias podem se reproduzir com grande rapidez, dando origem a um número muito grande de descendentes em apenas algumas horas.

28 CRESCIMENTO MICROBIANO Crescimento microbiano: aumento do número de Microrganismos (MO) e não do tamanho das células; Colônias: grupo de células que podem ser visualizadas sem o microscópio; Porque estudar? Controlar o crescimento de microrganismos patogênicos ou daqueles que degradam os alimentos; Entender como estimular o crescimento de MO que estamos interessados em estudar.

29 CRESCIMENTO MICROBIANO Fatores que Afetam o Crescimento Microbiano FATORES FÍSICOS FATORES QUÍMICOS TEMPERATURA PH PRESSÃO HIDROSTÁTICA UMIDADE FONTES DE CARBONO, NITROGÊNIO, FÓSFORO E ENXOFRE; OXIGÊNIO; ÁGUA; FATORES ORGÂNICOS DE CRESCIMENTO; PLT Pag.; 133,156

30 CRESCIMENTO MICROBIANO Curva de crescimento (cultura descontínua) Quando uma cultura microbiana desenvolve-se em um sistema fechado, pode-se confeccionar uma curva de crescimento. Esta pode ser dividida em diferentes etapas: lag, log, estacionária e de declínio. Curva de Crescimento Padrão, em um sistema fechado

31 CRESCIMENTO MICROBIANO Lag: período variável, onde ainda não há um aumento significativo da população. Ao contrário, é um período onde o número de organismos permanece praticamente inalterado. A fase lag pode ser observada quando as células sofrem traumas físicos (choque térmico, radiações) ou químicos (produtos tóxicos), ou quando são transferidas de um meio rico para outro de composição mais pobre, devido a necessidade de síntese de várias enzimas. Assim, durante este período observa-se um aumento na quantidade de proteínas e no tamanho celular.

32 CRESCIMENTO MICROBIANO Log ou exponencial: nesta etapa, as células estão plenamente adaptadas, absorvendo os nutrientes, sintetizando seus constituintes, crescendo e se duplicando. A taxa de crescimento exponencial é variável, de acordo com o tempo de geração do organismo em questão. Geralmente, procariotos crescem mais rapidamente que eucariotos. Nesta fase são realizadas as medidas de tempo de geração.

33 CRESCIMENTO MICROBIANO Estacionária: Nesta fase, os nutrientes estão escasseando e os produtos tóxicos estão tornando-se mais abundantes. Nesta etapa não há um crescimento líquido da população, ou seja, o número de células que se divide é equivalente ao número de células que morrem. Na fase estacionária que são sintetizados vários metabólitos secundários, que incluem antibióticos e algumas enzimas. Nesta etapa ocorre também a esporulação das bactérias.

34 CRESCIMENTO MICROBIANO Declínio: A maioria das células está em processo de morte, embora outras ainda estejam se dividindo. A contagem total permanece relativamente constante, enquanto a de viáveis cai lentamente. Em alguns casos há a lise celular (destruição celular por arrebentamento das células, devido à destruição da membrana celular). Culturas descontínuas tendem a sofrer mutações que podem repercutir na população como um todo. As próprias condições ambientais tendem a promover variações de caráter fenotípico (reversível) nas culturas.

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