DOR E CEFALEIA. Profa. Dra. Fabíola Dach. Divisão de Neurologia FMRP-USP

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1 DOR E CEFALEIA Profa. Dra. Fabíola Dach Divisão de Neurologia FMRP-USP

2 Dor Experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através das suas experiências anteriores.

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6 Por que sentimos dor? 1. Mecanismo de sobrevivência 2. Disfunção do sistema nervoso Ann Intern Med. 2004;140:

7 E a anamnese?

8 Classificação Temporal: Aguda minutos a 3 meses. Crônica maior de 3 meses. Recorrente períodos de curta duração que se repetem com frequência variável.

9 Classificação Fisiopatologia: Nociceptiva somática visceral Não-nociceptiva neuropática psicogência

10 Dor Nociceptiva Ann Intern Med. 2004;140:

11 Dor Nociceptiva Ann Intern Med. 2004;140:

12 Dor Neuropática Ann Intern Med. 2004;140:

13 Outra Dor funcional Ex: fibromialgia, cólon irritável, cefaléia do tipo tensional Ann Intern Med. 2004;140:

14 Balanço homeostático

15 Mecanismos da dor

16 Nocicepção Níveis Peter Duus, 1997

17 Nocicepção Processos percepção modulação condução transmissão transdução Ann Intern Med. 2004;140:

18 Nocicepção Estimulação dos nociceptores Ann Intern Med. 2004;140:

19 Sensibilização periférica Mediadores inflamatórios ativam as quinases intracelulares que fosforilam canais de transdução reduzindo seu limiar ou canais de sódio aumentando sua excitabilidade. Ann Intern Med. 2004;140:

20 Sensibilização periférica Diminuição do limiar das respostas. Aumento de respostas aos estímulos supralimiares. Descargas na ausência de estímulos. Consequência: Hiperalgesia primária - aumento da dor percebida no local.

21 Alterações no gânglio dorsal Ativação da cascata de transdução de sinais que controla fatores que modulam a expressão de genes, levando a alterações em nível de receptores, canais iônicos e na função de outras proteínas. Ann Intern Med. 2004;140:

22 Sensibilização central Aumento ou diminuição na expressão de genes. Mudanças na função de neurotransmissores. Ann Intern Med. 2004;140:

23 Sensibilização central Glu GABA Desinibição Morte de interneurônios inibitórios Ann Intern Med. 2004;140:

24 Sensibilização central Amplificação e facilitação da transmissão sináptica. Consequência Hiperalgesia secundária -locais sem lesão tornam-se dolorosos. Ann Intern Med. 2004;140:

25 Hiperalgesia e alodínea Jour Clin Rheumat, 2005;11(2)

26 Via inibitória descentente Substância Cinzenta Periaquedutal Inibição no corno dorsal da medula espinal Hipotálamo Mesencéfalo Ponte Bulbo Medula espinal

27 Resposta comportametal Chorar Gritar Medo Pressão arterial Frequência cardíaca Pupilar Suor

28 Dor é o resultado...

29 Cefaleia

30 Cefaleia = Dor de cabeça

31 Classificação Aguda emergente

32 Classificação Aguda recorrente

33 Classificação Crônica progressiva

34 Classificação Crônica não-progressiva

35 Classificação Etiologia Cefaleias primárias a cefaleia é a doença (ex: migrânea) Cefaleias secundárias a cefaleia é um dos sintomas de uma doença. (ex: cefaleia da sinusite) Ann Intern Med. 2004;140:

36 Classificação

37 Migrânea (enxaqueca)

38 Migrânea cefaleia recorrente duração 4 a 72 h pelo menos 2 de: unilateral moderada a forte intensidade pulsátil piora com atividade física pelo menos 1 de: náuseas e/ou vômitos foto e fonofobia Exame neurológico normal

39 Migrânea Aura Sinal/sintoma neurológico reversível; Desenvolve-se de modo gradual em 5 min; Dura 5 min e 60 min; Precede a cefaléia em até 60min.

40 Migrânea

41

42

43

44

45 Migrânea Fatores desencadeantes - estresse - sono prolongado - jejum - traumas cranianos - alimentos - medicamentos - alterações hormonais - ruídos altos, odores fortes, temperaturas elevadas - mudanças de pressão atmosférica - alterações climáticas - exercícios intensos - privação de cafeína

46 Fisiopatologia da migrânea

47 Migrânea Tratamento Da crise para acabar com a dor. Analgésicos, AINHs. Profilático para prevenir o surgimento da dor. Amitriptilina. Ácido valpróico topiramato. Propranolol. Flunarizina.

48 Sinais de alarme A cefaleia pode fazer parte do cortejo sintomatológico de uma doença qualquer, seja do SNC ou sistêmica.

49 Sinais de alarme Quando pensar em cefaleia secundária? a dor for de instalação súbita, principalmente se acompanhada a vômitos, tonturas, alterações da consciência, convulsão; a dor se associa a transtornos neurológicos, como rigidez de nuca, dificuldades para falar, fraqueza ou alterações de sensibilidade em braço, perna ou face; a dor se associa à febre;

50 Sinais de alarme Quando pensar em cefaleia secundária? trata-se da pior dor já experimentada pelo paciente ; a dor se iniciou após os 50 anos; houver aparecimento de uma dor de cabeça nova e diferente daquela já experimentada pelo paciente;

51 Sinais de alarme Quando pensar em cefaleia secundária? o paciente encontra-se em tratamento de algum tipo câncer ou de síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA); há história de queda ou trauma de crânio recente; a dor tem caráter progressivo, não respondendo mais a analgésicos.

52

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