A Parceria CPCJ e Escolas na Garantia dos Direitos das Crianças

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1 A Parceria CPCJ e Escolas na Garantia dos Direitos das Crianças Setembro 2014

2 NENHUMA ESCOLA PODE SER UMA BOA ESCOLA A NÃO SER QUE SEJA UMA ESCOLA SEGURA E PROTETORA.

3 Pressupostos gerais O reconhecimento inequívoco de que a criança é um sujeito de direito plasmado em vários documentos legislativos do direito nacional e internacional; A existência de um sistema de promoção e proteção implantado em Portugal e efetivado pela Lei 147/99, de 1 de setembro ( Lei de proteção das crianças e jovens em perigo que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2001) que cria mecanismos de proteção para as crianças /jovens em perigo; A assunção jurídica de que a garantia de efetivação dos direitos das crianças/jovens compete a todos ( família, Estado - central, CNPCJR,CPCJ, MP, Tribunal, Entidades com competência em matéria de infância e juventude, cada cidadão em particular);

4 Pressupostos gerais A evidente definição da escola como entidade (privilegiada) com competência em matéria de infância e juventude o que a vincula à intervenção em matéria de promoção e proteção das crianças/jovens como entidade de primeira linha; A verificação de situações de violação dos direitos das crianças/jovens e, assim, da colocação dos mesmos em perigo; A possibilidade de se agir preventivamente, evitando/colmatando o risco com ações de prevenção primária e secundária, eliminando o perigo.

5 Criança em RISCO Risco Conceito mais lato e abrangente. O risco implica a existência de uma situação de vulnerabilidade, um perigo potencial para a concretização dos direitos ( por ex. situação de pobreza), não atingindo o elevado grau de probabilidade de ocorrência que o conceito de perigo encerra. Nestas situações, a legitimidade de intervenção circunscreve-se aos esforços para a sua superação e prevenção de forma a evitar o eclodir do perigo potencial com medidas de prevenção primária.

6 Criança em situação de PERIGO Perigo O grau de risco já se tornou efetivo ou tão elevado que constitui perigo para a segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral da criança ( por omissão ou ação direta dos progenitores, de terceiros ou da própria criança sem que ninguém se lhe oponha eficazmente).registam-se maus tratos efetivos ou iminentes.

7 E QUANDO OS DIREITOS NÃO SÃO RESPEITADOS? Aplica-se a : Lei 147/99, de 1 de setembro, a chamada Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo ( aceda ao documento, clicando na imagem)

8 A INTERVENÇÃO deve ser subsidiária TRIBUNAL CPCJ Entidades com competência na área da Infância ou Juventude

9 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais O reconhecimento de constrangimentos vários: a. Dificuldades das escolas em assumirem o seu papel primordial na prevenção, remoção dos riscos/perigos com o subsequente envio de sinalizações para a CPCJ sem isso se justificar; b. O desconhecimento do quadro normativo e legislativo da promoção e proteção de crianças/jovens por parte dos profissionais da educação; c. A dificuldade de ação em situações não previstas no Estatuto do Aluno ou no Regulamento Interno dos Estabelecimentos; d. Preconceitos sociais e receios dos profissionais;

10 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais e. Um desconhecimento generalizado sobre o sistema de promoção e proteção e sobre o papel da CPCJ; f. Uma intervenção focalizada nos perigos ocorridos intramuros; g. Poucas ações programadas conscientemente para a promoção dos direitos e prevenção dos riscos/perigos; h. Parca formação dos profissionais em matéria de promoção e proteção; i. Um grande desconhecimento pelas crianças/jovens dos seus próprios direitos e deveres; j. A existência de riscos/perigos recorrentes ( por ex. a violência doméstica, modelos educativos muito autoritários, negligências graves associadas a lacunas económicas ).

11 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais SOLUÇÕES IMPLEMENTADAS: a. Elaboração por parte da CPCJ de um plano de ação que fosse ao encontro das necessidades e lacunas diagnosticadas ; b. Divulgação do que é a CPCJ e do seu papel; c. Cooperação com os estabelecimentos de educação no sentido de criar estruturas internas vocacionadas para a promoção e proteção de crianças/jovens, em concordância com o recomendado pela CNPCJR no guião para os profissionais da educação publicado.

12 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais SOLUÇÃO a): Reuniões com o Diretor do Agrupamento de modo a se operacionalizar um organograma/ um manual de ação em casos de intervenção para a promoção e proteção e criação de documentação de apoio para os profissionais ( por ex. guiões, fichas de sinalização, etc ); Realização de sessões de formação junto dos professores e auxiliares dos estabelecimentos privados e públicos por ciclo de ensino; Articulação na elaboração do Plano de Atividades das escolas com a proposta de ações direcionadas para a superação dos riscos/perigos identificados no contexto de cada escola;

13 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais SOLUÇÃO a): Articulação com parceiros na realização dessas ações ( por ex. a ASMAB, a Escola Segura, a Rádio Vinhais ) ; Ações de formação parental ( por ex. Educar sem bater, Amo-te, mas ), umas abertas à comunidade em geral, outras vocacionadas para casos de risco/perigo; Sessões de informação sobre os Direitos e Deveres das crianças direcionadas para todos as crianças dos 3º, 4º anos de todos os polos das escolas em parceria com a ESEB e a Biblioteca Escolar;

14 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais SOLUÇÃO a): Sessões de leitura de contos associados à problemática dos Direitos e deveres das crianças/jovens com a parceria da BE; Sessão temática e exposição sobre Maus Tratos Infantis para as crianças do primeiro ciclo no Centro Cultural de Vinhais ( a exposição foi aberta ao público em geral durante três semanas); Realização de um programa de rádio pelas crianças dos 3º e 4º anos com base no que aprenderam sobre os seus direitos e deveres,divulgado durante um mês pela Rádio Vinhais, com três repetições diárias);

15 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais SOLUÇÃO b): Criação de flyers e sua distribuição pela comunidade sobre o que é a CPCJ e as suas funções; Criação de um site; Realização de jogos solidários em parceria com Associações Desportivas; Divulgação de atividades através dos meios de comunicação social; Participação em órgãos locais ( Por ex. o CLDS, a Rede Social, a Assembleia Municipal ).

16 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais SOLUÇÃO c): Implementação de tutorias na escola acompanhados pela CPCJ ; para os alunos Nomeação de um professor interlocutor no Agrupamento D. Afonso III de Vinhais; Implementação da equipa multidisciplinar; Proposta para integração no programa EPIS ( a realizar numa segunda fase); Reuniões quinzenais com o professor interlocutor e a Presidente da CPCJ e mensais com as mesmas e o Diretor do Agrupamento.

17 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais RESULTADOS OBTIDOS ATÉ AO MOMENTO: Um maior número de sinalizações por parte dos profissionais das escolas; Sinalizações com maior qualidade o que permite uma maior eficiência na ação da CPCJ; Progressiva aplicação de primeiras intervenções ao nível das escolas ao invés de sinalização imediata à CPCJ; Diminuição significativa de ocorrências de alguns perigos ( por ex. bullying) nas turmas intervencionadas ; Maior capacidade de denúncia por parte das crianças/jovens de situações de risco ou perigo com o aumento da sua consciencialização sobre os seus direitos e deveres;

18 Um exemplo concreto de articulação: Vinhais RESULTADOS OBTIDOS ATÉ AO MOMENTO: Anulação da taxa de abandono no ano 2013/14 e diminuição do insucesso nos casos acompanhados pela CPCJ; Maior articulação entre as entidades de primeira linha, elegendo a prevenção como prioridade, desenvolvendo múltiplas ações na intervenção em perigo, evitando a intervenção desnecessária da CPCJ; A assunção consciente da promoção e proteção de crianças/jovens como linha de ação do Agrupamento com a sua inscrição no Projeto Educativo para o próximo triénio; Criação de um Banco de Bens; Constante comunicação e articulação entre as escolas e a CPCJ.

19 A INTERVENÇÃO DOS EEEF: PORQUÊ INTERVIR NAS ESCOLAS? As crianças passam muito tempo nos estabelecimentos de educação e ensino; A existência de pessoal técnico treinado e com formação adequada; Os docentes e restantes profissionais têm mais acesso às crianças e aos pais comparativamente a outros profissionais de outras instituições; A idade das crianças torna-as recetivas à mudança de atitudes e à aquisição de novos valores e hábitos; Maior eficácia nos resultados dos programas aplicados em contexto educativo; Menor estigmatização das crianças e das famílias.

20 A INTERVENÇÃO DOS EEEF: O QUE FAZER NAS ESCOLAS?

21 A INTERVENÇÃO DOS EEEF: O QUE FAZER NAS ESCOLAS?

22 A INTERVENÇÃO DOS EEEF: O QUE FAZER NAS ESCOLAS? In Guião para os profissionais da educação para a abordagem de situações de maus tratos ou outras situações de perigo

23 FIM Apresentação realizada pela Presidente da CPCJ de Vinhais, Elisabete Vaz Afonso.

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