Comissão Nacional. de Protecção das Crianças. e Jovens em Risco (CNPCJR) Que actividade em dois anos. de existência? Junho de 2000

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2 Decorridos dois anos na existência da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR), criada pelo Decreto Lei nº98/98, de 18 de Abril 1, é chegado o momento de dar a conhecer em que consistiu a sua actividade ao longo deste período que, ainda que curto, se revelou dinâmico e produtivo. I N T R O D U Ç Ã O A informação que agora se apresenta resulta da síntese dos dois relatórios anuais da actividade desta Comissão já publicados, conforme previsto pelo artigo 6º do referido Decreto Lei e será estruturada em torno de cinco grandes temáticas de intervenção: I. Comissões de Protecção de Menores II. Respostas Sociais III. Programa Ser Criança IV. Acompanhamento de Legislação V. Publicações da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco 2 1 Nos termos do artigo 2º do referido Decreto-Lei. 3

3 I. C O M I S S Õ E S D E P R O T E C Ç Ã O D E M E N O R E S Instalação de novas Comissões de Definição de instrumentos de acom- Medidas tendentes à melhoria da de contacto com a Comissão Nacional de Protecção Protecção de Menores panhamento e avaliação da activida- qualidade do desempenho das das Crianças e Jovens em Risco, com vista à divulga- de das Comissões de Protecção de Comissões de Protecção de Menores ção dos atributos e competências da Comissão - Preparação em conjunto, na fase inicial, com o Menores e operacionalização dos através de acções de acompanhamen- Nacional (1998/1999); Instituto de Reinserção Social (IRS) das reuniões pre- mesmos to, avaliação e apoio técnico. - Comemoração do Dia Mundial da Criança - 1 de paratórias de lançamento de novas Comissões de Junho de através da organização de um Protecção de Menores (1998/1999); - Uniformização de informação estatística referente - Criação de canais de comunicação com as Comissões Seminário abordando a temática A Criança em - Instalação de 19 novas Comissões de Protecção de às situações em acompanhamento pelas Comissões de Protecção de Menores, através de um atendi- Risco: da instituição à família (2000). Menores, dando resposta a solicitações locais, regra de Protecção de Menores (1998); mento permanente, por escrito, por telefone ou em geral, das Câmaras Municipais (1998/1999); - Elaboração de Ficha de Caracterização das presença, com vista a dar resposta a questões sobre - Lançamento das Comissões de Protecção de Crianças Comissões de Protecção de Menores (1998); organização, funcionamento e intervenção, bem Procedimentos tendentes à reorgani- e Jovens nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra, - Elaboração do Modelo de Recolha Mensal de como a apoiar o encaminhamento de casos 2 zação das Comissões de Protecção de com a divulgação pública deste lançamento (2000); Informação referente aos processos das Comissões (1998/1999); Menores existentes em Comissões de - Preparação e apresentação para aprovação superior de Protecção de Menores (1998); - Elaboração de proposta de conteúdos de formação Protecção de Crianças e Jovens dos respectivos diplomas legais de criação e de ins- - Elaboração dos Modelos de Relatório Anual de técnica específica a ministrar aos membros das talação (1998/1999); Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção Comissões de Protecção de Menores (1999); - Implementação de 14 novas Comissões de Protecção - Realização de Encontros Sectoriais de iniciativa dos de Menores (1998/1999); - Participação da Comissão Nacional de Protecção das de Menores que serão instaladas já como Comissões representantes da Comissão Nacional de Protecção das - Criação de modelo de Processo Individual da Crianças e Jovens em Risco em iniciativas locais de de Protecção de Crianças e Jovens, de acordo com o Crianças e Jovens em Risco com os representantes das Criança/Jovem, instrumento de suporte à interven- abordagem de várias problemáticas de que se des- modelo definido na Lei de Protecção de Crianças e Misericórdias, da Segurança Social, das IPSS, da Saúde ção técnica das Comissões de Protecção de tacam o Abandono e o Insucesso Escolar, nomea- Jovens em Risco Lei nº.147/99 (1999); e da Educação (estes últimos da área da Grande Menores/Comissões de Protecção de Crianças e damente em Vila Nova de Gaia, Vila do Conde e - Elaboração e aprovação do documento orientador Lisboa) nas Comissões de Protecção de Menores (1999); Jovens (em fase de pré-teste) (1999). Alcobaça (1999); para todas as Comissões de Protecção de Menores - Realização dos Encontros Anuais Regionais de do processo de reorganização de Comissões de Avaliação da Actividades das Comissões de Protecção de Menores em Comissões de Protecção Protecção de Menores nos anos de 1998 e de Crianças e Jovens - modelo funcional de reorga- - Promoção de encontros distritais de Comissões de nização das Comissões de Protecção de Menores em Protecção de Menores para a promoção de espaços Comissões de Protecção de Crianças e Jovens e mapa 4 2 Esta articulação foi operacionalizada pelo órgão executivo da Comissão, o Instituto para o Desenvolvimento Social (IDS) através do seu Núcleo de Crianças e Jovens em Risco. 5

4 I I. R E S P O S T A S S O C I A I S de priorização de instalação de Comissões (1999); funções do membros da comissão restrita, para a Coligir e divulgar as respostas sociais - Promoção, em articulação com o Instituto Português - Dinamização de processo tendente à instalação de qual foram solicitados contributos a todas as existentes da Juventude e com a Movijovem, dos Programas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Comissões de Protecção de Menores (1999); Férias de Carnaval (que envolveu 100 crianças e Lisboa, Porto e Coimbra, com recolha e tratamento - Realização de reuniões com todas as Comissões de - Sistematização da informação referente às respos- jovens) e Sem Fronteiras Verão 99 (que envolveu de informação de suporte ao diagnóstico da situa- Protecção de Menores com vista à reorganização, tas sociais existentes no âmbito das crianças e jovens 777 crianças e jovens), dirigidos a jovens acolhidos ção de crianças e jovens em perigo, com aprovação tendo sido concretizada uma reunião com os repre- em risco (1998/1999). em lares, Centros de Acolhimento Temporários, de uma proposta final de instalação (1999); sentantes das Comissões de Protecção de Menores famílias de acolhimento e beneficiários do RMG - Elaboração e aprovação da proposta de critérios da Região Autónoma dos Açores (1999). (1999); genéricos de ponderação do regime de exercício de Acolhimento - Avaliação dos Programas Férias de Carnaval e Sem Fronteiras Verão 99 (1999). - Aprovação do documento orientador sobre conceito e critérios de actuação em Centros de Acolhimento Temporários (1998); Sistema de Acolhimento de - Sistematização de informação sobre os Centos de Emergência Acolhimento Temporários existentes (1998); - Criação e Acompanhamento de 13 novos Centros de - Elaboração do documento orientador sobre o con- Acolhimento Temporários (1998); ceito e critérios de actuação em Unidade de - Realização de reuniões com todos os equipamentos Emergência (UE) (1998); identificados como Centros de Acolhimento - Aprovação do Modelo Organizativo do Sistema de Temporários, nos quais se envolveram dirigentes, Acolhimento de Emergência no distrito de Lisboa elementos da equipa técnica, responsáveis da segu- (1999); rança social e representantes das Comissões de - Estabelecimento de protocolo para a criação do Protecção de Menores (1999); Sistema de Acolhimento de Emergência do distrito - Elaboração do Primeiro Relatório de Avaliação do de Lisboa com a Santa Casa da Misericórdia de funcionamento dos Centros de Acolhimento Lisboa, Casa Pia e Centro Regional de Segurança Temporários, decorrente dos contributos e reflexões Social de Lisboa e Vale do Tejo, tendo como eixos produzidas nas reuniões (1999); orientadores a criação de uma Equipa de 6 7

5 Acolhimento de Emergência com funcionamento permanente, a criação de Unidades de Emergência e de Saídas de Emergência garantidas pelas entidades envolvidas (1999); - Acompanhamento da instalação da casa de Acolhimento de Emergência criada para a cidade de Lisboa no âmbito do Sistema de Acolhimento de Emergência (2000); - Acompanhamento da operacionalização do Sistema de Acolhimento de Emergência através de uma avaliação sistemática (1999); - Implementação dos procedimentos iniciais para implementação de um Sistema de Acolhimento de Emergência no Porto (1999); - Acompanhamento da integração do Projecto de Apoio à Família e à Criança (PAFAC) no Instituto para o Desenvolvimento Social e avaliação do desempenho (2000). Estudos - Realização do estudo de caracterização das crianças e jovens actualmente enquadrados em lares, que envolveu os 257 lares existentes e as 9561 crianças e jovens neles acolhidos. O estudo foi desenvolvido em parceria entre o Instituto para o Desenvolvimento Social (IDS), a Inspecção-Geral do Ministério do Trabalho e da Solidariedade (IGMTS), os Centros Regionais de Segurança Social (CRSS) e Direcções Regionais de Segurança Social (DRSS) das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira (1998/1999); - Promoção da realização do estudo de caracterização das famílias de acolhimento existentes e das crianças e jovens que nelas vivem. Reformulação do regulamento do Programa, Ser Criança aprovada pelo Senhor Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Trabalho e da Solidariedade em 17 de Janeiro de 2000 (1999); Concepção de novos instrumentos técnicos de suporte ao Programa (1999); Acompanhamento do Relançamento do Programa Ser Criança (1999). I I I. P R O G R A M A S E R C R I A N Ç A 8 9

6 IV. A C O M P A N H A M E N T O D E L E G I S L A Ç Ã O V - P U B L I C A Ç Õ E S D A C O M I S S Ã O N A C I O N A L D E P R O T E C Ç Ã O D A S C R I A N Ç A S E J O V E N S E M R I S C O Realização de Workshops de discussão pública da proposta de Projecto de Lei de Protecção das Crianças e Jovens em Perigo (1998); Promoção do acompanhamento da discussão na Assembleia da República da Lei de Protecção das Crianças e Jovens em Perigo (1999); Promoção da reunião com a Assembleia Nacional de Municípios para discussão das implicações da Lei de Protecção das Crianças e Jovens em Perigo (1999); Participação em diversas reuniões de trabalho e seminários relativos à discussão e reflexão sobre a Lei de Protecção, organizadas por diversas entidades a nível nacional (2000). 10 Publicação e divulgação do Boletim da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (1999); Concepção, elaboração e Publicação do Guia de Recursos para Apoio ao Acompanhamento de Crianças e Jovens, dirigido aos técnicos das Comissões de Protecção de Menores (1999); Publicação dos Relatórios de Actividades da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco e Planos de Acção nos anos de 1998 e 1999; Publicação dos Relatórios de Actividades das Comissões de Protecção de Menores nos anos de 1998 e 1999; Publicação do estudo Lares de Crianças e Jovens: Caracterização e dinâmicas de funcionamento; Publicação do estudo Crianças e Jovens em lar: Caracterização sociográfica e percursos de vida. 11

7 Uma edição do Instituto para o Desenvolvimento Social Rua Castilho, nº5-3º Lisboa Tel.: Fax: e.mail: Data de Edição Junho 2000 Projecto Criativo marcad água, designers, Lda. Impressão Scarpa Impressores, Lda. Tiragem 500 exemplares 12 Depósito Legal Nº

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