CURSO DE BACHARELADO EM EXPRESSÃO GRÁFICA DISCIPLINA: CEG201-INTRODUÇÃO À EXPRESSÃO GRÁFICA. Professora Vaz. 1º semestre 2015

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1 CURSO DE BACHARELADO EM EXPRESSÃO GRÁFICA DISCIPLINA: CEG201-INTRODUÇÃO À EXPRESSÃO GRÁFICA Professora Vaz 1º semestre

2 AULA 01 (03 DE MARÇO) Professora Vaz 1º semestre

3 EMENTA Definição e conceitos fundamentais da Expressão Gráfica Elementos da linguagem gráfica História do desenho e da representação gráfica Interdisciplinaridade e expressão gráfica 3

4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Estrutura do curso de Bacharelado em Expressão gráfica da UFPR e áreas de atuação Definições e conceitos fundamentais da expressão gráfica Noções básicas sobre a história social da expressão gráfica Interdisciplinaridade e expressão gráfica: campo profissional 4

5 OBJETIVOS Identificar as áreas de atuação do profissional formado em expressão gráfica Compreender a importância da expressão gráfica para o mercado de trabalho na atualidade Desenvolver o posicionamento crítico do discente, no entendimento da expressão gráfica como linguagem técnica do desenho associada à concepção e manufatura de projetos 5

6 Questões (Aula 01): 1.O curso de Expressão Gráfica forma que tipo de profissional? 2. Qual a diferença entre desenhista e projetista? 6

7 O que é expressão gráfica? Expressão gráfica é desenho, ou seja, desenho é uma maneira de se expressar graficamente. 7

8 Expressão Gráfica é o mesmo que Engenharia Gráfica? O sucesso profissional no mundo digital requer dos alunos de engenharia: habilidade visual como ponto central, habilidade em identificar e resolver problemas, habilidade em utilizar ferramentas computacionais modernas, habilidade em expressar suas ideias, conhecimento das normas técnicas relacionadas à representação (MORAES, 2001, p.34). 8

9 A computação gráfica (C.G.)e sua implantação? Segundo Moraes (2001) a implantação da C.G. nas Universidades brasileiras, envolveu: 1. compra de equipamentos; 2. treinamento dos professores; 3. contratação de técnicos de laboratórios; 4. adequação atitudinal do corpo docente; 5. além da estruturação dos conteúdos programáticos em função da adesão do computador nas disciplinas de teoria da expressão gráfica. 9

10 Qual a gramática do curso de expressão gráfica? De acordo com Moraes (2001, p.7-8): desenho é uma maneira de expressar o pensamento, a materialização de uma ideia, uma linguagem gráfica que se constitui como o principal instrumento de comunicação em muitas áreas de conhecimento. Tal como em qualquer língua, onde para que alguém compreenda o que ali está dito, é necessário que exista uma gramática. O desenho técnico é a gramática do projetista, e o meio digital é o tipo de tecnologia utilizada. 10

11 Fases do processo de projeto: Uma das fases do processo de projeto é a construção de um modelo geométrico que representa a forma, esses modelos são chamados de icônicos descritivos, devido à semelhança física com o produto final, com a forma final. 11

12 Técnicas para representar os modelos geométricos: - modelos numéricos - modelos computacionais - modelos reduzidos (maquetes) - modelos gráficos (desenhos) 12

13 O domínio de todos esses modelos exemplifica o PERFIL DO PROFISSIONAL formado em Expressão Gráfica pela UFPR. 13

14 Outra fase do processo de projeto, que também compete ao profissional formado em expressão gráfica, é por meio de softwares adequados: simular sua manufatura (fabricação), testar e operar o equipamento, evitar a fabricação de um protótipo (físico). 14

15 Teoria e técnicas de representação gráfica: Esses conteúdos (disciplinas) estão interligados, pois ambos são IMPORTANTES para a concepção e manufatura de produtos que serão fabricados digitalmente. 15

16 As ferramentas de manufatura (CAE-CAD-CAM), além de possibilitarem a simulação da fabricação de uma peça mecânica em 3D, permite a detecção rápida e fácil de possíveis falhas num projeto; correção imediata com baixo custo; facilidade na apresentação do projeto a outros grupos de especialistas externos e internos e tornam mais fácil a manutenção das partes que compõem produtos mais complexos. (MORAES, 2001, p.11) 16

17 Estas ferramentas permitem que o projetista desenvolva todas as etapas dos projetos: concepção, representação e execução de produtos, cuja eficiência e qualidade são testadas por meio de protótipos digitais. 17

18 Questões em aberto (Aula 01): O que é robótica? Definição das ferramentas CAE-CAD-CAM Termo expressionista gráfico, não utilizar. Disciplinas de teoria da representação gráfica: Geometria descritiva, desenho geométrico, projeções cotadas. Disciplinas de técnicas de representação gráfica: desenho técnico e suas aplicações. 18

19 Tópicos (Aula 01): 1.O curso de Expressão Gráfica forma que tipo de profissional? 2. Qual a diferença entre desenhista e projetista? 19

20 AULA 02 (05 MARÇO) Professora Vaz 1º semestre

21 Tópicos (Aula 02): 1.Revolução Industrial X Revolução Pós-Industrial. 2. Desenho industrial x design. 3. Relação homem x máquina. 21

22 ACTION PAINTING 22

23 Jackson Pollack 23

24 24

25 25

26 26

27 Revolução Industrial Se a Revolução Industrial havia dividido as tarefas de concepção e manufatura do produto. 27

28 Revolução pós-industrial Por comparação, podemos afirmar que a Revolução pós- industrial com o advento da computação gráfica integra essas duas funções (concepção e manufatura)? Em caso afirmativo, justifica-se a criação do Curso de Bacharelado em Expressão Gráfica que forma o projetista gráfico tridimensional. O nosso profissional tem a formação técnica e estética do antigo desenhista industrial. 28

29 Em caso afirmativo, justifica-se a criação do Curso de Bacharelado em Expressão Gráfica que forma o projetista gráfico tridimensional. O nosso profissional tem a formação técnica e estética do antigo desenhista industrial. O desenho industrial é o mesmo que design? 29

30 A necessidade de uma padronização para os projetos de produto e processos de projeto, surgiu com a Revolução industrial e suas máquinas que permitiram a repetibilidade de peças. Isto resultou numa separação mais nítida entre a concepção e a execução, gerando com isso, a demanda por um sistema de representação que permitisse a comunicação entre as duas fases MORAES (2001, p.26). 30

31 Na atualidade, essas duas fases são operacionalizadas em ambiente digital. Com a cultura computacional os desenhos de fabricação tradicional em suporte de papel estão sendo substituídos pelos recursos de modelagem tridimensional. 31

32 A concepção e manufatura = produto final Desenho de Fabricação (papel/computador): CRIAÇÃO Modelagem Tridimensional (CAD) + Sistemas de Manufatura (CNC): REPRESENTAÇÃO GRÁFICA Instrução de Usinagem em linguagem de máquina com um software específico: FABRICAÇÃO DIGITAL 32

33 Segundo AMORIM (1999), o Desenho de fabricação tradicional composto de plantas, vistas, cortes, seções e projeções axonométricas em suporte papel está gradualmente sendo substituído pelos recursos da modelagem tridimensional disponíveis nos programas CAD e manufatura auxiliada por computador através de máquinas de comando numérico. A peça é modelada tridimensionalmente no ambiente computacional e visualizada com muito mais facilidades e recursos que do modelo convencional. Em seguida é gerada uma instrução de usinagem em linguagem de máquina para uma máquina operatriz de comando numérico, a partir de um software específico para este fim (MORAES, 2001, p.36). 33

34 Bessant (1988), citado por Moraes (2001, p.36), menciona que: o desenvolvimento dos projetos torna-se um processo interativo e preciso, aliado a uma grande velocidade de processamento dos dados pela máquina. Estas possibilidades trazem consequentemente um ritmo de trabalho mais severo onde o projetista precisa cada vez mais de velocidade de raciocínio e robustez técnica. Neste processo interativo, onde homem e máquina reúnem as suas melhores características na solução de um dado problema, é cada vez mais importante a visão global, a formulação conceitual, a fundamentação teórica e a integração interdisciplinar. (grifos meus). 34

35 Representação Gráfica: TEORIA + DESENHO TÉCNICO = PROJETOS Em relação aos cursos de engenharia identificados por Moraes constata-se que as disciplinas de teoria de representação gráfica são entendidas como disciplinas básicas e estão desconectas das disciplinas de projetos compreensão inadequada considerando toda a tecnologia que dá subsídios à expressão gráfica como linguagem técnica. 35

36 Homem X Máquina Na relação homem versus máquina, o componente humano não tem acompanhado os avanços tecnológicos na área de fabricação digital. 36

37 (...), tem-se percebido que o desenvolvimento das ferramentas de projeto e construção não tem correspondido à uma efetiva melhoria da qualidade dos projetos e das construções, levando-nos a CONJETURAR que a falha está na componente humana (grifos meus)(moraes, 2001, p.37). Será que está hipótese da autora ainda é válida? A falha humana no desenvolvimento de projetos é decorrente de quais fatores? 37

38 Referência MORAES, Andréa Benício de. A expressão gráfica em cursos de engenharia: estado da arte e principais tendências. Dissertação. (Departamento de Engenharia de Construção Civil e Urbana). Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, f. 38

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