Sistemas pergolados na arquitetura contemporânea

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1 Título do Projeto: Green Architecture: Estratégias de sustentabilidade aplicadas à arquitetura e design BANPESQ/THALES: IC VOLUNTÁRIA 2014 Sistemas pergolados na arquitetura contemporânea Pesquisadora: Patrícia W. Tschoeke Orientador: Prof. Dr. Antonio Castelnou DAU-UFPR

2 Objetivos Pesquisar sobre a concepção e execução de pérgulas ou pérgolas na arquitetura contemporânea internacional, descrevendo as suas origens históricas, principais características e aplicações voltadas à sustentabilidade das edificações. Caracterizar esse tipo de elemento compositivo da arquitetura sustentável, ilustrando, descrevendo e analisando 01 (um) caso em particular, em termos funcionais, técnicos e estéticos.

3 Metodologia De cunho teórico-conceitual e caráter exploratório, esta pesquisa teve base em uma revisão web e bibliográfica, a partir de livros, textos e artigos científicos. Como método de pesquisa envolveu as etapas de coleta e seleção de fontes, seguida pela leitura e organização de informações a respeito da arquitetura sustentável; origem dos pergolados, suas características e tipologia; e, finalmente, o uso contemporâneo desses elementos, suas vantagens e desvantagens. Por fim, fez-se o estudo de caso internacional, a partir da seleção, ilustração, descrição e análise de aspectos estruturais, funcionais e estéticos.

4 Introdução A sustentabilidade na arquitetura deve conciliar três dimensões, que devem estar equilibradas: a ambiental, a social e a econômica. Um edifício sustentável precisa ser eficiente, elegante e resiliente. Deve ser uma edificação integrada, a qual considera o ciclo de vida da construção em todos os níveis, da pré-concepção e projeto à sua execução e manutenção, estendendo-se até sua demolição e reaproveitamento (NOVARQUITETURA, 2014).

5 Revisão Bibliográfica O termo pergolado provém do latim pergula, que se referia à projeção de um beiral, uma extensão do telhado ou de um caramanchão(build, 2004). O formato mais tradicional data da Renascença Italiana, quando era feito em alvenaria ornamentada e utilizado mais por questões estéticas do que funcionais, possuindo pilares composto por grandes pedras lisas. O pergolado caiu em desuso nos séculos XVIII e XIX, voltando a se destacar na passagem do século XX.

6 A construção mais convencional do pergolado dá-se por pilares que são sobrepostos por vigas, as quais podem ser feitas de diferentes formas e materiais. Pode ser disposto horizontal ou verticalmente (GAZEBO CREATIONS, 2014). Seu uso tornou-se bastante frequente na busca de uma arquitetura mais sustentável, favorecendo ventilação e proteção solar. As pérgolas metálicas são mais resistentes e duráveis que as de madeira, permitindo diferentes formatos. Sua estrutura necessita de impermeabilização e pode ser pintada de diversas cores, assim como ser associada à vegetação ou vidro.

7 O pergolado pode contribuir para a eficiência energética de uma construção se for corretamente empregado (KEELER et BURKE, 2010). Uma das maneiras seria utilizá-lo na vertical com vegetação em uma parede dupla ventilada, a qual faz a transição entre exterior e interior, reduzindo a perda de calor no inverno e o ganho de calor no verão, pois não há radiação direta no ambiente e a ventilação entre as fachadas melhora o desempenho. Outra forma é o uso do pergolado como elemento externo à edificação que garante o sombreamento e a diminuição da incidência de radiação solar direta, permitindo a entrada da luz natural.

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10 Estudo de Caso Optou-se por um caso internacional que seguisse parâmetros ambientais e possuísse estética interessante, já tendo sido executado e publicado tanto em meios acadêmicos como profissionais. ESCOLA AMBIENTAL DA TSINGHUA UNIVERSITY Localização: Beijing (China) Autoria: Mario Cucinella Área do projeto: m² Data do projeto: 2003 Data de construção: 2005/06

11 Este projeto originou-se a partir do acordo de cooperação bilateral entre Itália e China, consistindo em um centro sino-italiano de e- ducação, treinamento e pesquisa na área de proteção ambiental e economia energética. Trata-se de um complexo formado por salas para docência e investigação científica, escritórios e um auditório para 200 pessoas. Apresenta sua forma resultante de estratégias voltadas à sustentabilidade, o que conduziu a uma simetria em forma de "U", com a fachada sul voltada para um pátio interno, caracterizado por uma série de pergolados e terraços; e a fachada norte, totalmente opaca e isolada (GEROLLA, 2014).

12 Nas fachadas leste e oeste, há uma dupla película de vidro com controle solar, de modo a minimizar a luz solar e a radiação direta. O emprego de vidros acabou por favorecer a iluminação natural. Por isto, os pavimentos do edifício inclinam-se, fazendo com que a iluminação atravesse todo o complexo e chegue ao pátio interno. N

13 N

14 O estudo da iluminação natural e artificial resultou em um sistema automático que regula a luz artificial nos escritórios e laboratórios a partir da necessidade captada pela presença de luminescência. Por sua vez, os terraços são cobertos por pergolados em aço com painéis solares que atuam como brises-soleil (GEROLLA, 2014).

15 VERÃO INVERNO

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17 Conclusões O pergolado é um elemento de composição arquitetônica, cujo uso correto contribui para a eficiência energética, a geração de sombras, a redução de ventos, a melhoria do conforto e o maior contato com a natureza, valores defendidos pela atual arquitetura sustentável. Além disso, a escolha de um material que gaste menos energia para ser utilizado na sua construção como é o caso da madeira, especialmente a certificada e/ou proveniente de reciclagem também favorece esse objetivo. Para sua aplicação, deve-se estudar o local onde será inserido, a incidência solar, a ventilação e também o entorno. O sucesso para uma construção mais sustentável está diretamente relacionado com um projeto bem feito, o qual analise, avalie e combine diversos fatores.

18 Principais Referências BUILD. Types of pergola. Disponível em: <http://www.build.com.au/types-pergola>. Acesso em: 03.jun GAZEBO CREATIONS. History of pergolas. Disponível em: <http://www.gazebocreations.com/ cs_infopages.aspx? CategoryID=4328>. Acesso em: 28.jun GEROLLA, G. Sino-Italian Ecological and Energy Eficient Building SIEEB. Disponível em: <http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_ /sustentabilidade/ble7.htm>. Acesso em: 16.jul KEELER, M.; BURKE, B. Fundamentos de projeto de edificações sustentáveis. Porto Alegre: Bookman, NOVARQUITETURA. A novarquitetura e a sustentabilidade. Disponível em: <http://www.novarquitetura.com.br/artigos/46-sustentabilidade-lee d-e-aqua.html>. Acesso em: 20.jun.2014.

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