EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE RIO VERDE, ESTADO DE GOIÁS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE RIO VERDE, ESTADO DE GOIÁS"

Transcrição

1 EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE RIO VERDE, ESTADO DE GOIÁS Autos nº 854/08 protocolo Recurso em Sentido Estrito Recorrente: Ministério Público do Estado de Goiás Recorridos: Roberto Caetano de Sousa e Ederson Trindade Infraçãos: artigo 121, 2º, incisos I e IV, do Código Penal O DO ESTADO DE GOIÁS, por seu representante com atribuições nesta Comarca, irresignado com a decisão de fls. 21/22 dos autos em epígrafe, que indeferiu requerimento de prisão preventiva formulado em desfavor de Roberto Caetano de Sousa e Ederson Trindade, interpõe, com fulcro no artigo 581, inciso V, do Código de Processo Penal, RECURSO EM SENTIDO ESTRITO para o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Nos termos do artigo 587, do CPP, indica, desde já, as peças que pretende sejam trasladadas: 1) a decisão recorrida fls. 21/22 1

2 2) certidão de intimação do Ministério Público fls. 27; 3) o presente termo de interposição do recurso; 4) a denúncia fls. 02/04; 5) o pedido de prisão preventiva fls. 05/07; 6) o procedimento investigatório fls. 02/185. Por economia processual, apresenta, desde já, as razões de recurso que seguem em anexo, juntamente com cópias das referidas peças. Autuado e recebido o recurso, requer o Ministério Público: a) a intimação dos recorridos para que apresentem contrarazões; b) a retratação da decisão, decretando-se as prisões requeridas; c) em caso de não retratação, a pronta remessa dos autos de instrumento ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, para conhecimento e provimento do recurso interposto. Rio Verde, 05 de junho de Mário Henrique Cardoso Caixeta PROMOTOR DE JUSTIÇA 2

3 Autos protocolo Comarca de Rio Verde/GO Recorrente: Ministério Público do Estado de Goiás Recorridos: Roberto Caetano de Sousa e Ederson Trindade Infração Penal: artigo 121, 2º, incisos I e IV, do Código Penal Recurso em Sentido Estrito Razões Ministério Público do Estado de Goiás EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS A real periculosidade do réu, que faz parte de um grupo de extermínio que já teria assassinado diversas pessoas (...), aliado ao fato de o mesmo ter ameaçado várias testemunhas, é motivação idônea, capaz de justificar a manutenção da constrição cautelar, por demonstrar a necessidade de se resguardar a ordem pública, de se assegurar o regular andamento da instrução criminal e de garantir a eventual aplicação da lei penal. (STJ 5ª Turma HC 87741/PE, julgado em 08/04/2008, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho) O Ministério Público do Estado de Goiás, fundamentado em Inquérito Policial, ofereceu denúncia contra os recorridos Roberto Caetano de Sousa e Ederson Trindade, dando-os como incursos nas sanções do artigo 121, 2º, incisos I e IV, do Código Penal. 3

4 Narra a denúncia: Consta nos autos do incluso inquérito policial que no dia 08 de abril de 2006, por volta das 19h30, no imóvel residencial situado nos fundos da Rua Topázio, Qd. 41, nº 102, município de Rio Verde/GO, nesta comarca, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, os recorridos SD PM ROBERTO CAETANO DE SOUSA e SD PM EDERSON TRINDADE, em concurso de agentes, mataram Luiz Carlos Miguel, Clóvis Jayme Filho e Wesley Gomes Batista. Depreende-se dos autos que a vítima Luiz Carlos Miguel, conhecido pelo cognome Laranjinha, e Clóvis Jayme Filho figuravam como suspeitos de prática de crimes de furto de motocicletas. Os recorridos, membros da Polícia Militar do Estado de Goiás, lotados no 2º Batalhão de Polícia Militar Rio Verde/GO e integrantes do então Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), agindo como se fossem justiceiros, resolveram, então, assassiná-las. Torpe, portanto, o móvel do crime. No dia do homicídio, os recorridos foram à caça das vítimas. Localizaram e abordaram Kimayr Donisete dos Santos (já assassinado), que apontou àqueles o local onde Laranjinha residia. Sorrateiramente, com as informações prestadas por Kimayr, os recorridos chegaram à casa onde Laranjinha residia, situada nos fundos da Rua Topázio, Qd. 41, nº 102, município de Rio Verde/GO. No local, deparam-se os homicidas com as vítimas Clóvis Jayme Filho e Wesley Gomes Batista. Também presentes estavam duas testemunhas. Laranjinha estava ausente, mas logo em seguida chegou e foi surpreendido pela presença dos recorridos no vestíbulo de sua residência. 4

5 O denunciado SD PM CAETANO apontou contra as costas de Laranjinha uma arma de fogo e o constrangeu a entrar naquela residência. Em seguida, os recorridos determinaram que as testemunhas presentes no locus delicti dali saíssem. Estando as três vítimas indefesas, no interior daquela residência, os recorridos, com emprego de armas de fogo, passaram a desfechar-lhes tiros. Os disparos de arma de fogo realizados pelos recorridos contra as vítimas provocaram-lhes as lesões corporais descritas nos inclusos laudos de exames cadavéricos de fls. ----, que foram a causa de suas mortes. Ao oferecer denúncia, o Ministério Público, visando a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal, requereu a prisão preventiva dos recorridos. Em decisão proferida às fls. 21/22, o magistrado de instância singular recebeu a denúncia, mas indeferiu o pedido de prisão preventiva. Argumentou-se, nessa decisão, que (...) no presente caso não há a suspeita com elementos plausíveis de que os recorridos voltarão a praticar outros crimes. (...) Quanto à proteção da instrução criminal, não há nos autos elementos para se inferir qualquer conduta dos recorridos (...). recurso em sentido estrito. Por fim, vieram os autos ao Ministério Público, que interpôs Em síntese, é o relatório. 5

6 Recurso próprio e tempestivo. Interesse e legitimidade presentes. Deve, pois, ser conhecido. Presentes, às escancaras, os pressupostos e requisitos para a decretação da prisão preventiva dos recorridos. DOS PRESSUPOSTOS PARA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, a prova da existência do crime e indícios suficientes da autoria. A prova da existência do crime: destaca-se dos autos que 08 de abril de 2006, por volta das 19h30, no interior do imóvel residencial situada nos fundos da Rua Topázio, Qd. 41, Lt. 102, Município de Rio Verde, Luiz Carlos Miguel, Clóvis Jayme Filho e Wesley Gomes Batista foram assassinados. A prova de ocorrência desse triplo homicídio está estampada nos laudos de exame cadavérico de fls. 52/72 do Inquérito Policial. Os indícios suficientes de autoria: Não se trata, quando a lei fala em indícios suficientes de autoria, de prova levior, nem de certeza, mas daquela probabilidade tal que convença o Magistrado 1. No caso, os recorridos confessaram a autoria das condutas que provocaram o óbito das três vítimas supracitadas (fls. 10/13). Além disso, fartos depoimentos testemunhais apontaram os recorridos como autores do triplo homicídio (vide autos de inquérito, em anexo). 1 TOURINHO, Fernando da Costa. Processo Penal, vol. 3. São Paulo: Saraiva, 1997, p. 472; 6

7 DOS REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA Necessidade da prisão por conveniência da instrução criminal A prisão por conveniência da instrução criminal serve para garantir a prova. São exemplos dessa hipótese a ameaça a testemunhas ou o perigo de que desapareçam importantes elementos de prova 2. O terror está instalado em Rio Verde/GO! Consta que os recorridos, depois de terem assassinado as vítimas, inculcaram em suas posses uma arma de fogo (pistola 380). Essa arma havia sido apreendida em 04 de abril de 2006, por PM's também lotados no GPT (vide depoimento de fl. 168/170). Disseram os recorridos que antes da perpetração dos homicídios, as vítimas teriam, com aquela arma, desfechado tiros contra eles. Restou provado o contrário. Todas as testemunhas são uníssonas em afirmar que aquela arma pertencia a Bruno e havia sido apreendida dias antes do crime pelos prefalados policiais. Não houve troca de tiros. A outra arma (revólver calibre 38, que estava guardado no quarto) sequer foi sacada por qualquer das vítimas. Demais disso, nenhum policial militar foi ferido. Conclui-se, portanto, que as vítimas não efetuaram disparos contra os recorridos. Por fim, ainda consta que o local onde foi praticado o homicídio foi lavado, a fim de que vestígios interessantes para desvendar os crimes fossem apagados. Vê-se, com clareza, que os recorridos adulteraram o conjunto de indícios hábeis à demonstração da verdade. 2 FERNANDES, Antônio Scarance. Processo Penal Constitucional, 2ª edição. São Paulo: RT, 2000, p. 290; 7

8 Além das graves circunstâncias acima relatadas, os recorridos são agentes da Polícia Militar. Estão sendo investigados pela Polícia Civil (Delegacia Estadual de Homicídios) em decorrência de outros homicídios por eles perpetrados em semelhantes situações. Se assassinam as vítimas, reles ladrões de galinha, irão, certamente, ameaçar e, até mesmo, matar testemunhas do fato! Em verdade, isso já está ocorrendo. Curiosamente e coincidentemente, as testemunhas desse triplo homicídio estão morrendo assassinadas (p. ex., Kimayr), sofreram atentados de morte (Wender, conforme BO anexo) ou foram ameaçadas: Que foram dados por volta de 12 tiros em direção ao declarante (...) que no mês de fevereiro deste ano (2008, por volta das 21h00min, não lembrando a data exata, estava na porta de sua residência (acima citado), sozinho, conversando no celular com a namorada, ocasião em que duas pessoas de capacete em uma moto, que não deu para ver a cor ou outro detalhe, sendo que o passageiro sacou de uma arma de fogo e disparou três tiros em direção ao declarante sendo que nenhum deles pegou no declarante;...; que somente foi ameaçado no dia da morte do Clóvis e Laranjinha por PMs antes de prestar declarações na delegacia - depoimento da testemunha Wender; Que tem medo de que se acaso os PMs do GPT souberem dessas declarações, ou seja, acerca da arma de fogo (calibre 380) possam lhe fazer algo de mal, principalmente pelo fato de que os mesmos, na ocasião da apreensão da arma, disseram que se o declarante falasse alguma coisa 8

9 da arma iria morrer - depoimento da testemunha Bruno. Há elementos concretos que evidenciam a necessidade da constrição cautelar, para conveniência da instrução criminal (morte e atentados contra testemunhas; ameaças a testemunhas). Sobre esse assunto, nos ilumina a jurisprudência desse Tribunal de Justiça: HABEAS CORPUS. 1 - A custódia cautelar é imprescindível à garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, pois ha. fortes indícios de que o paciente, assim como os demais acusados, integrava uma quadrilha que agia organizadamente para mediante fraude em documentos públicos vender e transferir imóveis de terceiros, provocando prejuízos incalculáveis ao patrimônio alheio e transtornos diversos, gerando insegurança em relação aos atos que envolvem registros públicos. 2 - também, como fundamento a manutenção da prisão preventiva, tem-se a conveniência da instrução criminal, sob pena de que em liberdade os acusados poderiam investir contra as provas existentes. 3 - confirma-se a decisão que decretou a prisão preventiva do paciente, uma vez reconhecida a materialidade delituosa e a existência de fortes elementos que caracterizam a autoria, amparando-se nos requisitos do art. 312 do CPP, quais sejam, a aplicação da lei penal, garantia da instrução criminal e da ordem publica. ordem denegada (TJGO, HC /217, Rel. Des. Ney Teles de Paula, 12/02/2008). HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. JUSTA CAUSA. FUGA DO DISTRITO 9

10 DA CULPA. PREDICADOS PESSOAIS. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. INSTRUÇÃO CONCLUÍDA. A despeito de possuir bons predicados pessoais, justificam o decreto de prisão preventiva do acusado a sua fuga do distrito da culpa e a ameaça de morte que dirige a testemunha ocular, fatos que colocam em risco a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal. Fina a instrução criminal, pretérita a alegação de excesso de prazo para a formação da culpa, ex vi da Súmula 52 do STJ (TJGO 2ª Câmara Criminal, DJ de 14/06/2005, Acórdão de 31/05/2005, Rel. Desembargador José Lenar de Melo Bandeira, HC /217). O Ministério Público não está se valendo de presunções, conjecturas ou suposições. Está calcado em fatos certos e determinados que colocam em risco a escorreita produção de provas. Repito: as testemunhas estão, uma a uma, morrendo! Enfim, o resultado útil do processo depende dessa providência extrema. Por fim, diz o Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE ROUBO, EXTORSÃO E USURA. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO JUDICIAL DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. AMEAÇA À VÍTIMA E SEUS FAMILIARES. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. NECESSIDADE DA MANUTENÇÃO DO PACIENTE EM CÁRCERE. PRECEDENTES DO STJ. 1. O decreto de prisão cautelar demonstra com elementos concretos a necessidade da medida constritiva, como forma de assegurar a conveniência da instrução criminal, consubstanciada na ameaça declarada à testemunha judicial. Precedentes do STJ. 2. Writ denegado (STJ - HC 45038/RJ; HABEAS CORPUS 2005/ , 10

11 Relatora Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, Data do Julgamento 15/09/2005). Necessidade da prisão para garantia da ordem pública A necessidade da prisão por garantia da ordem pública revelase nos casos em que o acusado vem reiterando a ofensa ordem constituída 3. Complementando o professor da USP, Tourinho Filho nos ensina que ordem pública, enfim, é a paz, a tranqüilidade no meio social. Assim, se indiciado ou réu estiver cometendo novas infrações penais, sem que se consiga surpreendê-lo em estado de flagrância; se estiver fazendo apologia ao crime, incitando ao crime, ou se reunindo em quadrilha ou bando, haverá perturbação da ordem pública 4. Ainda sobre esse requisito, diz Roberto Delmanto Júnior: Por outro lado, nas hipóteses de efetiva reiteração criminosa contra a mesma ou diversa pessoa, ou para a consumação do crime tentado, restaria, então, e aí sim, a prisão em flagrante quando do cometimento do novo crime ou da tentativa de consumação do anterior. Todavia, mesmo que inexista prisão em flagrante deste novo delito (e o caso dos autos), afigura-se plenamente possível a decração da prisão preventiva em relação ao crime anterior, uma vez que evidenciada a alta probabilidade (que não se confunde com meras conjecturas) do acusado vir a perturbar a tranqüilidade das testemunhas, da vítima (se é que já não o tenha feito 3 FERNANDES, op. cit. p. 290; 4 TOURINHO, op. cit. p. 478; 11

12 quando da reiteração), dos jurados, etc. Trata-se, portanto, de fatos concretos que apontam veementemente para o perigo real que a sua liberdade representa para o regular andamento do processo criminal, motivo suficiente, repetimos, à decretação da prisão preventiva 5 (negritei). No caso dos autos, Excelências, os recorridos respondem a vários processos/procedimentos criminais decorrentes da prática de crimes cometidos com extrema violência à pessoa, incluindo crimes de tortura e homicídio (vide certidões de fls. 08/17). Indago: até quando? Até quando o Estado permanecerá omisso? A até quando suportaremos a pena de morte oficiosa? Em casos tais, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça entendem legítima a prisão preventiva para acautelar a ordem pública: Esta corte, por ambas as suas Turmas, já firmou o entendimento de que a prisão preventiva pode ser decretada em face da periculosidade demonstrada pela gravidade e violência do crime, ainda que primário o agente (STF RT, 648/347). A periculosidade do réu, evidenciada pelas circunstâncias em que o crime foi cometido, basta, por si só, para embasar a custódia cautelar, no resguardo da ordem pública e mesmo por conveniência da 5 DELMANTO, Roberto. As modalidades de prisão provisória e seu prazo de duração, 2ª edição. Rio de Janeiro: Renovar, 2001, p

13 instrução criminal (JSTJ 8/145). Pacífico o entendimento no STJ de que nem sempre as circunstâncias da primariedade, bons antecedentes e residência fixa, são motivos a obstar a decretação da excepcional medida, se presentes os pressupostos para tanto. O clamor público, no caso, comprova-se pela repulsa profunda gerada no meio social. Ordem denegada. (RSTJ, 73/84). Irrepreensível a jurisprudência desse Tribunal: (...) NÃO EXISTE CONSTRANGIMENTO ILEGAL SE A MANUNTEÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA ENCONTRA-SE BEM FUNDAMENTADA NOS REQUISITOS DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL, A FIM DE QUE SEJA ACAUTELADO O MEIO SOCIAL E A PRÓPRIA CREDIBILIDADE DA JUSTIÇAA, EM FACE DA GRAVIDADE DOS CRIMES E DE SUA REPERCUSSÃO SOCIAL, MORMENTE QUANDO SE TRATA DE INFRAÇÕES PENAIS PRATICADAS COM EXTREMA VIOLÊNCIA ÀS VITIMAS (...) (TJGO 2ª Câmara Criminal, HC /217, acórdão de 06/05/2008, Relatora Dra. Sandra Regina Teodoro Reis). Vale ressaltar, somente a título de ilustração, que vários homicídios com características semelhantes ocorreram (e estão ocorrendo) em Rio Verde, sobretudo entre os anos de 2005 a As investigações ainda estão em andamento (foram deslocadas para a Delegacia Estadual de Homicídios, para segurança dos Delegados de Polícia lotados em Rio Verde/GO) e a maior dificuldade encontrada pelos órgãos de repressão 13

14 criminal é o medo que sentem as testemunhas, decorrente da impunidade que até agora acobertou os homicídios oficiais. A periculosidade dos acusados é, pois, evidente, real, palpável. É inconcebível que os acusados continuem em liberdade, portando armas de fogo e representado o Estado. Posto isso, requer o Ministério Público: a) o conhecimento do recurso interposto; b) o provimento do recurso interposto, cassando-se a decisão de fls. 21/22, decretando-se as prisões preventivas dos recorridos Roberto Caetano de Sousa e Ederson Trindade, para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Rio Verde, 05 de março de Mário Henrique Cardoso Caixeta PROMOTOR DE JUSTIÇA 14

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 21.628 - SP (2007/0158779-3) RELATORA : MINISTRA LAURITA VAZ RECORRENTE : AGOSTINHO FERRAMENTA DA SILVA JÚNIOR ADVOGADO : JULIANA FERRAMENTA DA SILVA RECORRIDO : TRIBUNAL DE

Leia mais

DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL

DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL PEÇA PROFISSIONAL Mariano Pereira, brasileiro, solteiro, nascido em 20/1/1987, foi denunciado pela prática de infração prevista no art. 157, 2.º, incisos I e II,

Leia mais

MODELO QUEIXA-CRIME. (especificar a Vara de acordo com o problema)

MODELO QUEIXA-CRIME. (especificar a Vara de acordo com o problema) Disciplina Processo Penal Aula 10 Professora Beatriz Abraão MODELO DE PETIÇÃO DE INTERPOSIÇÃO E RAZÕES DE APELAÇÃO EM CASO DE CONDENAÇÃO POR CRIME COMUM Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da...

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO PLANTÃO CRIMINAL DA COMARCA DE MANAUS AM.

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO PLANTÃO CRIMINAL DA COMARCA DE MANAUS AM. fls. 65 EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO PLANTÃO CRIMINAL DA COMARCA DE MANAUS AM. Autos: 0225155-11.2015.8.04.0001 JOAQUIM RAMOS NASCIMENTO, já qualificado nos autos do

Leia mais

Vistos, relatados e discutidos estes autos de habeas corpus acima identificados:

Vistos, relatados e discutidos estes autos de habeas corpus acima identificados: t. e `kr, >4,».1 24 + ESTADO DA PARAÍBA, PODER JUDICIÁRIO 1%4111 I TRIBUNAL DE JUSTIÇA "" 4~10 Habeas corpus n 030.2007.002044-8/004 Impetrante : Bel. José Weliton de Melo Paciente : Manoel Batista.-do

Leia mais

ok PACIENTE: Antônio Carlos da Silva Felipe

ok PACIENTE: Antônio Carlos da Silva Felipe PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAIBA GABINETE DO DESEMBARGADOR LUIZ SILVIO RAMALHO JÚNIOR ACÓRDÃO HABEAS CORPUS (Processo n 999.2012.001461-11001) RELATOR: Marcos William de Oliveira,

Leia mais

n_( acima identificados;

n_( acima identificados; Em sede de razões recursais (fls. 181/185), árgumenta-se que as provas carreadas aos autos são concretas, apontando de forma estreme de dúvidas a autoria do delito em direção ao apelado, pelo que teria

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA. LEONARDO P. DE CASTRO, advogado inscrito na OAB sob o nº 4.329, com escritório nesta Comarca, na Avenida

Leia mais

11175,1;.-.' - ESTADJDA-PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. NILO LUIS RAMALHO VIEIRA

11175,1;.-.' - ESTADJDA-PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. NILO LUIS RAMALHO VIEIRA ' -rr r * 11175,1;.-.' - ESTADJDA-PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. NILO LUIS RAMALHO VIEIRA ACÓRDÃO HABEAS CORPUS N 001.2006.001615-9/001 RELATOR: Des. Nilo Luis Ramalho vieira IMPETRANTE: Francisco

Leia mais

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira RELATÓRIO Trata-se de recurso em sentido estrito interposto por Célio Bispo Kojuch contra sentença proferida pelo Juízo da 14.ª Vara da SJRN que denegou ordem de habeas corpus através da qual era objetivada

Leia mais

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul TJ-MS FL.:80 16.2.2009 Segunda Turma Criminal Habeas Corpus - N. - Campo Grande. Relator - Exmo. Sr. Des. Claudionor Miguel Abss Duarte. Impetrante - Cleber Leonardo

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 11ª CÂMARA DE DIREITO CRIMINAL

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 11ª CÂMARA DE DIREITO CRIMINAL Registro: 2014.0000061802 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0048213-33.2013.8.26.0050, da Comarca de São Paulo, em que é apelante DIOGO SOUSA LIMA, é apelado MINISTÉRIO

Leia mais

A progressão de regime e o exame criminológico à luz da Súmula Vinculante 26 e Súmula 439 do STJ

A progressão de regime e o exame criminológico à luz da Súmula Vinculante 26 e Súmula 439 do STJ A progressão de regime e o exame criminológico à luz da Súmula Vinculante 26 e Súmula 439 do STJ Irving Marc Shikasho Nagima Bacharel em Direito. Especialista em Direito Criminal. Advogado Criminalista

Leia mais

JURISPRUDÊNCIA FAVORÁVEL:

JURISPRUDÊNCIA FAVORÁVEL: TRF 2 COMPETÊNCIA PENAL - PROCESSO PENAL - DECISÃO QUE REJEITA EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA - INEXISTÊNCIA DE RECURSO - APELAÇÃO CRIMINAL NÃO CONHECIDA - PEDIDO RECEBIDO COMO HABEAS CORPUS - REDUÇÃO À CONDIÇÃO

Leia mais

140 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1ª CÂMARA CRIMINAL HABEAS CORPUS Nº. 0063587-40.2013.8.19

140 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1ª CÂMARA CRIMINAL HABEAS CORPUS Nº. 0063587-40.2013.8.19 1 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1ª CÂMARA CRIMINAL HABEAS CORPUS Nº. 0063587-40.2013.8.19.0000 PACIENTE: FABIO FERREIRA CHAVES DA SILVA AUTORIDADE COATORA: JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA

Leia mais

Prisão Preventiva e Clamor Público

Prisão Preventiva e Clamor Público Prisão Preventiva e Clamor Público José Carlos Fragoso 1. A prisão preventiva é medida excepcional, que se funda exclusivamente na imperiosa necessidade. O normal é que as pessoas recebam a pena depois

Leia mais

IV - APELACAO CIVEL 374161 2000.50.01.011194-0

IV - APELACAO CIVEL 374161 2000.50.01.011194-0 RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL GUILHERME COUTO DE CASTRO APELANTE : UNIAO FEDERAL APELADO : JOSÉ RODRIGUES PINHEIRO ADVOGADO : SONIA REGINA DALCOMO PINHEIRO ORIGEM : QUARTA VARA FEDERAL DE VITÓRIA (200050010111940)

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça HABEAS CORPUS Nº 344.501 - DF (2015/0310820-3) RELATOR : MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ IMPETRANTE : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO IMPETRADO : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 27.317 - RJ (2009/0240403-0) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO : MINISTRO GILSON DIPP : P M DA C R : KATUSUKE IKEDA E OUTRO(S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE

Leia mais

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO RELATÓRIO O DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (RELATOR CONVOCADO): Habeas Corpus liberatório impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de Abia Mets, Dudel Hanani, Dahan Honi, Eban Arad e Achisar

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 43.213 - MG (2013/0400356-8) RELATORA : MINISTRA LAURITA VAZ RECORRENTE : SAMUEL JHON DE JESUS (PRESO) ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECORRIDO : MINISTÉRIO

Leia mais

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DESEMB - JOSÉ LUIZ BARRETO VIVAS 8 de abril de 2015

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DESEMB - JOSÉ LUIZ BARRETO VIVAS 8 de abril de 2015 ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DESEMB - JOSÉ LUIZ BARRETO VIVAS 8 de abril de 2015 AGRAVO DE EXECUÇÃO PENAL Nº 0010605-96.2012.8.08.0030 - LINHARES - 2ª VARA CRIMINAL

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Durante o carnaval do ano de 2015, no mês de fevereiro, a família de Joana resolveu viajar para comemorar o feriado, enquanto Joana, de 19 anos, decidiu ficar em

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECLAMAÇÃO 15.309 SÃO PAULO RELATORA RECLTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECLDO.(A/S) ADV.(A/S) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROSA WEBER :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de Renata, mediante

Leia mais

EXERCÍCIO MODELO QUEIXA-CRIME

EXERCÍCIO MODELO QUEIXA-CRIME 2ª Fase OAB/FGV Direito Processual Penal Monitoria Penal Karina Velasco EXERCÍCIO 1 O juiz, ao proferir sentença condenando João por furto qualificado, admitiu, expressamente, na fundamentação, que se

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 31.661 - SP (2011/0284428-9) RELATORA RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO : MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA : WALDEMAR ORDAKJI : LUCIANO KLAUS ZIPFEL : MINISTÉRIO PÚBLICO DO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 527.703 - SP (2014/0128049-6) RELATORA AGRAVANTE AGRAVADO ADVOGADO AGRAVADO ADVOGADO : MINISTRA REGINA HELENA COSTA : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL : JOSÉ CARLOS ISSA DIP : PAULO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.133.986 - RS (2009/0133788-0) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO JORGE MUSSI : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL : WILER DA LUZ DOS REIS : LÉA BRITO

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla,

Leia mais

MATERIAL DE AULA DOS DOCUMENTOS. Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo.

MATERIAL DE AULA DOS DOCUMENTOS. Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Documentos, Indícios e Busca e Apreensão. II) Legislação correlata DOS DOCUMENTOS Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em

Leia mais

. '.. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR JOÃO BENEDITO DA SILVA

. '.. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR JOÃO BENEDITO DA SILVA 1.... p > - 4.1.-11-. '.. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR JOÃO BENEDITO DA SILVA ACÓRDÃO HABEAS CORPUS N. 200.2009.036364-5/002 8 Vara Criminal Dei. Tox.

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Gabinete do Desembargador Joás de Brito Pereira Filho

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Gabinete do Desembargador Joás de Brito Pereira Filho j,511. PODER JUDICIÁRIO HABEAS CORPUS N. 999.2011.000003-4/001 CAPITAL Relator : Desembargador Joás de Brito Pereira Filho Impetrante : Gustavo Botto Barros Felix (OAB/PB 11.593) Pacientes : C. M. dos

Leia mais

EMENTA PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. CPP, ART. 312. CONVENIÊNCIA DA SEGREGAÇÃO PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA.

EMENTA PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. CPP, ART. 312. CONVENIÊNCIA DA SEGREGAÇÃO PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. HABEAS CORPUS Nº 5017334-27.2011.404.0000/SC RELATOR : PAULO AFONSO BRUM VAZ PACIENTE/IMPETRANTE : RAFAEL CARLOS DA SILVA ADVOGADO : CÉSAR CASTELLUCCI LIMA JUÍZO FEDERAL DA 01a VF e JEF CRIMINAL IMPETRADO

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Nº 10238/12 MJG MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL HABEAS CORPUS Nº 112166 PACTE: LUIZ PAULO HORTA DE SIQUEIRA IMPTE: EDUARDO ANTONIO LUCHO FERRAO E OUTRO(A/S) IMPDO: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATOR: EXMO.

Leia mais

APELANTE FÁBIO CÂNDIDO DA SILVA. APELADO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ. RELATOR DES. JOÃO DOMINGOS KÜSTER PUPPI.

APELANTE FÁBIO CÂNDIDO DA SILVA. APELADO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ. RELATOR DES. JOÃO DOMINGOS KÜSTER PUPPI. 1 AUTOS DE APELAÇÃO CRIMINAL DE N.º 1231245-7, DE FOZ DO IGUAÇU 1ª VARA CRIMINAL. APELANTE FÁBIO CÂNDIDO DA SILVA. APELADO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ. RELATOR DES. JOÃO DOMINGOS KÜSTER PUPPI.

Leia mais

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás 1 APELAÇÃO CRIMINAL Nº 512212-28.2009.8.09.0107(200995122121) COMARCA DE MORRINHOS APELANTE : VIBRAIR MACHADO DE MORAES APELADO : MINISTÉRIO PÚBLICO RELATOR : Des. LUIZ CLÁUDIO VEIGA BRAGA RELATÓRIO O

Leia mais

Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Primeira Câmara Criminal

Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Primeira Câmara Criminal Juízo de origem: 37ª Vara Criminal da Comarca da Capital Embargante: Pither Honorio Gomes Advogado: Defensoria Pública Embargado: Ministério Público Presidente: Marcus Henrique Pinto Basílio Relatora:

Leia mais

Acesso aos Tribunais Superiores. Habeas Corpus. Thiago Bottino. Conferência Nacional dos Advogados

Acesso aos Tribunais Superiores. Habeas Corpus. Thiago Bottino. Conferência Nacional dos Advogados Acesso aos Tribunais Superiores Habeas Corpus Thiago Bottino Conferência Nacional dos Advogados Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2014 problema pesquisa propostas 2 problema 3 HC 109.956, 1ª Turma, STF

Leia mais

GABARITO SIMULADO WEB 1

GABARITO SIMULADO WEB 1 GABARITO SIMULADO WEB 1 PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL No dia 10 de outubro de 2014, Caio, na condução de um ônibus, que fazia a linha Centro Capão Redondo, agindo com imprudência, realizou manobra

Leia mais

Tendo em vista o artigo da Promotora de Justiça no Estado do Paraná, Dra. Suzane Maria Carvalho do Prado, disponibilizado por esse CAO-Crim, e as decisões proferidas pela Turma Recursal (Acórdão 71001890557)

Leia mais

Correção da Prova de Legislação Especial Agente da PF 2014 Professor: Leonardo Coelho. Prof. Heraldo Rezende 1 de 7. www.exponencialconcursos.com.

Correção da Prova de Legislação Especial Agente da PF 2014 Professor: Leonardo Coelho. Prof. Heraldo Rezende 1 de 7. www.exponencialconcursos.com. Correção da Prova de Legislação Especial Agente da PF 2014 Professor: Leonardo Coelho Prof. Heraldo Rezende 1 de 7 Correção da Prova de Legislação Especial Agente da PF 2014 Falaí, pessoal, como comentei

Leia mais

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO Sujeitos processuais são as pessoas que atuam no processo, ou seja, autor, réu e juiz, existem outros sujeitos processuais, que podem ou não integrar o processo,

Leia mais

RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 270.379-6 MATO GROSSO DO SUL

RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 270.379-6 MATO GROSSO DO SUL RELATOR: MIN. MAURÍCIO CORRÊA RECORRENTES: EDINA DA SILVA SOUZA OU EDNA DA SILVA SOUZA E OUTRO ADVOGADOS: LUZ EDUARDO GREENHALGH E OUTROS RECORRIDO: LIBERO MONTEIRO DE LIMA ADVOGADO: RENÊ SIUFI RECORRIDA:

Leia mais

Número : 387619-15.2013.8.09.0000 (201393876196) RELATÓRIO E VOTO. favor de ADRIANO SANTOS GOMES, qualificado nos autos, preso em flagrante no dia 06

Número : 387619-15.2013.8.09.0000 (201393876196) RELATÓRIO E VOTO. favor de ADRIANO SANTOS GOMES, qualificado nos autos, preso em flagrante no dia 06 HABEAS CORPUS 1 Número : 387619-15.2013.8.09.0000 (201393876196) Comarca Impetrante Paciente Relator : GOIÂNIA : JOSÉ LOPES DA LUZ FILHO : ADRIANO SANTOS GOMES : DES. J. PAGANUCCI JR. RELATÓRIO E VOTO

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO TOCANTINS TRIBUNAL DE JUSTIÇA Juiz Convocado HELVÉCIO DE BRITO MAIA NETO

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO TOCANTINS TRIBUNAL DE JUSTIÇA Juiz Convocado HELVÉCIO DE BRITO MAIA NETO HABEAS CORPUS Nº 0002031-78.2014.827.0000 ORIGEM: COMARCA DE PARAÍSO DO TOCANTINS 1ª VARA CRIMINAL PACIENTE: RAPHAEL BRANDÃO PIRES IMPETRANTE: ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECCIONAL DO TOCANTINS IMPETRADO:

Leia mais

MATERIAL DE APOIO. *segundo o STF o MP tem poder de investigação, ou seja, pode o MP investigar além da polícia.

MATERIAL DE APOIO. *segundo o STF o MP tem poder de investigação, ou seja, pode o MP investigar além da polícia. Escrivao P.F Nível Superior DISCIPLINA:D.Proc.Penal Professor: Guilherme Madeira Aula 01 MATERIAL DE APOIO Processo Penal Professor Madeira Dicas: -Apenas caderno e lei na reta final! -Fazer uma prova

Leia mais

O EMPREGO DE ALGEMAS E A SÚMULA VINCULANTE Nº 11

O EMPREGO DE ALGEMAS E A SÚMULA VINCULANTE Nº 11 O EMPREGO DE ALGEMAS E A SÚMULA VINCULANTE Nº 11 Paulo Sérgio dos Santos Pelo Aluno Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo Paulo Sérgio dos Santos, 3º ano do Curso de formação de Oficiais da

Leia mais

inciso II e IV, do Código Penal contra a vítima Cristiane Monteiro da Silva.

inciso II e IV, do Código Penal contra a vítima Cristiane Monteiro da Silva. Processo nº 201402509884 Natureza: Ação Penal Réu: Jhones Milton Soares do Nascimento S E N T E N Ç A O Representante do Ministério Público do Estado de Goiás, com atribuição nesta Comarca, denunciou Jhones

Leia mais

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PEÇA D E S P A C H O 1. Autue-se o Auto de Prisão em Flagrante; 2. Dê-se o recibo de preso ao condutor; 3. Autue-se o Auto de Apresentação

Leia mais

1. RECURSO DE APELAÇÃO

1. RECURSO DE APELAÇÃO 1. RECURSO DE APELAÇÃO 1. 1 HIPÓTESES DE CABIMENTO - Sentença condenatória. - Sentença absolutória. - Sentença de absolvição sumária no âmbito do Tribunal do Júri, nos termos do art. 415 do CPP. - Decisão

Leia mais

APELAÇÃO CRIMINAL Nº 599295-2 DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA 11ª VARA CRIMINAL APELANTE 1: APELANTE

APELAÇÃO CRIMINAL Nº 599295-2 DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA 11ª VARA CRIMINAL APELANTE 1: APELANTE APELAÇÃO CRIMINAL Nº 599295-2 DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA 11ª VARA CRIMINAL APELANTE 1: CLEBER ALVES APELANTE 2: MARCELO FABRÍCIO PRESTES AMÉRICO APELADO: MINISTÉRIO

Leia mais

JUSTIÇA ELEITORAL TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL

JUSTIÇA ELEITORAL TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL PROCESSO: RC 1-30.2013.6.21.0068 PROCEDÊNCIA: FLORES DA CUNHA RECORRENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL RECORRIDO: JONATAN DE OLIVEIRA -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

sem necessidade de transcrição. quando for de sua preferência pessoal

sem necessidade de transcrição. quando for de sua preferência pessoal Solicito informações a respeito do posicionamento jurisprudencial atualizado a respeito da necessidade de degravação dos depoimentos prestados nas audiências gravadas por meio audiovisual. Explico: a Defesa

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa e Acórdão DJe 23/05/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 24/04/2012 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.942 GOIÁS RELATOR PACTE.(S) IMPTE.(S) COATOR(A/S)(ES) : MIN. JOAQUIM BARBOSA :SUPERIOR

Leia mais

Karoline Cardoso Villaça 1 Cristian Kiefer da Silva 2 Banca Examinadora 3

Karoline Cardoso Villaça 1 Cristian Kiefer da Silva 2 Banca Examinadora 3 CAPACITAÇÃO TÉCNICA DE POLICIAIS SEM CURSO SUPERIOR PARA PERÍCIA DE POTENCIALIDADE DE ARMA DE FOGO:flexibilização do artigo 159 1º do Código e Processo Penal Karoline Cardoso Villaça 1 Cristian Kiefer

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

Questões de Processo Penal

Questões de Processo Penal Questões de Processo Penal 1º) As Contravenções Penais (previstas na LCP) são punidas com: a) ( ) Prisão Simples; b) ( ) Reclusão; c) ( ) Detenção; d) ( ) Não existe punição para essa espécie de infração

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça HABEAS CORPUS Nº 197.783 - SP (2011/0034092-9) RELATORA : MINISTRA MARILZA MAYNARD (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/SE) IMPETRANTE : FABIANA JULIA OLIVEIRA RESENDE - DEFENSORA PÚBLICA IMPETRADO : TRIBUNAL

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.391.004 - GO (2013/0219024-8) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS : ADEMIR NOLASCO GUIMARÃES : ACHILES

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça HABEAS CORPUS Nº 104.669 - RJ (2008/0084528-9) RELATOR IMPETRANTE IMPETRADO PACIENTE : MINISTRO ADILSON VIEIRA MACABU (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RJ) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça HABEAS CORPUS Nº 61.870 - RJ (2006/0142088-1) RELATOR : MINISTRO GILSON DIPP IMPETRANTE : FERNANDO FRAGOSO E OUTRO IMPETRADO : PRIMEIRA TURMA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2A REGIÃO PACIENTE : JOSÉ CARLOS

Leia mais

APELAÇÃO CRIMINAL 2005.38.03.003936-9 MINAS GERAIS RELATÓRIO

APELAÇÃO CRIMINAL 2005.38.03.003936-9 MINAS GERAIS RELATÓRIO APELAÇÃO CRIMINAL 2005.38.03.003936-9 MINAS GERAIS RELATÓRIO O EXMO. SR. DESEMBARGADOR FEDERAL CÂNDIDO RIBEIRO: O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra Marcelo Henrique Belonsi, imputando-lhe

Leia mais

EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DO JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DA COMARCA DE FORTALEZA CEARÁ

EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DO JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DA COMARCA DE FORTALEZA CEARÁ 1 EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DO JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DA COMARCA DE FORTALEZA CEARÁ DENÚNCIA Referência: Inquérito Policial n.º XXX-00XXX/2010 O MINISTÉRIO PÚBLICO

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL Nº 110200-7/188 (200701442380) COMARCA GOIÂNIA APELANTE BANCO ITAÚ S/A APELADA BLANCHE DANIELLA BARBOSA BAILÃO RELATOR DES.

APELAÇÃO CÍVEL Nº 110200-7/188 (200701442380) COMARCA GOIÂNIA APELANTE BANCO ITAÚ S/A APELADA BLANCHE DANIELLA BARBOSA BAILÃO RELATOR DES. APELAÇÃO CÍVEL Nº 110200-7/188 (200701442380) COMARCA GOIÂNIA APELANTE BANCO ITAÚ S/A APELADA BLANCHE DANIELLA BARBOSA BAILÃO RELATOR DES. LUIZ EDUARDO DE SOUSA EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. BUSCA E APREENSÃO.

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR PRISÃO REALIZADA PELA GUARDA MUNICIPAL Denis Schlang Rodrigues Alves - Delegado de Polícia do Estado de Santa Catarina. Pós- Graduado em Direito Penal pela Universidade Paulista. Professor de Direito Penal

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2015.0000927737 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0009206-77.2014.8.26.0477, da Comarca de Praia Grande, em que é apelante MARCEL BARBOSA LOPES, é apelado MINISTÉRIO

Leia mais

Excelentíssima Senhora Presidente da Comissão Permanente de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros, Dra.

Excelentíssima Senhora Presidente da Comissão Permanente de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros, Dra. Excelentíssima Senhora Presidente da Comissão Permanente de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros, Dra. Victória Sulocki, Indicação nº 056/2012, sobre o "Projeto de Lei nº 3901/2012, de

Leia mais

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça.

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Penal / Aula 11 Professor: Elisa Pittaro Conteúdo: Foro por Prerrogativa de Função; Conexão e Continência. 3.5 Foro por Prerrogativa de Função: b) Juízes

Leia mais

Ministério Público do Estado de Mato Grosso 15ª Promotoria Criminal Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

Ministério Público do Estado de Mato Grosso 15ª Promotoria Criminal Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher A história da mulher é a história da pior tirania que o mundo conheceu: a tirania do mais forte sobre o mais fraco. 1 EXCELENTÍSSIMA JUÍZA DE DIREITO DA 1ª VARA ESPECIALIZADA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR

Leia mais

2ª AULA INQUÉRITO POLICIAL

2ª AULA INQUÉRITO POLICIAL 2ª AULA INQUÉRITO POLICIAL O inquérito policial é um procedimento (não é processo) que tem por escopo a produção de provas, tudo para abalizar a denúncia (se for o caso) do membro do Ministério Público.

Leia mais

unanimidade, denegar a ordem. Os Srs. Ministros Arnaldo Esteves Lima, Felix Fischer e Gilson Dipp votaram com a Sra. Ministra Relatora.

unanimidade, denegar a ordem. Os Srs. Ministros Arnaldo Esteves Lima, Felix Fischer e Gilson Dipp votaram com a Sra. Ministra Relatora. Súmula Vinculante nº. 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

A REVOGAÇÃO TÁCITA DOS ARTIGOS 30 E 31 DA LEI DO COLARINHO BRANCO EM RAZÃO DA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA PROMOVIDA PELA LEI 12.403/11.

A REVOGAÇÃO TÁCITA DOS ARTIGOS 30 E 31 DA LEI DO COLARINHO BRANCO EM RAZÃO DA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA PROMOVIDA PELA LEI 12.403/11. A REVOGAÇÃO TÁCITA DOS ARTIGOS 30 E 31 DA LEI DO COLARINHO BRANCO EM RAZÃO DA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA PROMOVIDA PELA LEI 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro Recentemente publicamos um artigo no qual

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete do Desembargador Federal Marcelo Navarro

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete do Desembargador Federal Marcelo Navarro RELATÓRIO O Senhor DESEMBARGADOR FEDERAL MARCELO NAVARRO: Cuida-se de apelação criminal interposta pelo Ministério Público Federal contra sentença proferida pelo MM. Juízo da 37ª Vara de Pernambuco, na

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL HABEAS CORPUS Nº 106168 PACTE: MIGUEL ANGEL MARCOS CRESPO IMPTE: ALEXANDRE O'DONNEL MALLET E OUTRO (A/S) IMPDO: RELATORA DO HABEAS CORPUS Nº 185909 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Leia mais

Procuradora de Justiça Coordenadora de Recursos Judiciais

Procuradora de Justiça Coordenadora de Recursos Judiciais EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR VICE-PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Feito : Recurso Especial na Apelação Criminal nº 0013021-76.1999.8.01.0001 (2010.001490-7) Órgão : Câmara

Leia mais

Origem : 01920050029000 Machadinho do Oeste/RO (1ª Vara Criminal)

Origem : 01920050029000 Machadinho do Oeste/RO (1ª Vara Criminal) TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE RONDÔNIA Câmara Criminal Data de distribuição :31/07/2007 Data de julgamento :25/09/2008 100.019.2005.002900-0 Apelação Criminal Origem : 01920050029000 Machadinho do Oeste/RO (1ª

Leia mais

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador RENATO CASAGRANDE

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador RENATO CASAGRANDE PARECER Nº, DE 2010 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 37, de 2010, da Senadora Lúcia Vânia, que altera o art. 10 do Código de

Leia mais

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996.

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Interceptação Telefônica. II) Legislação correlata LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL ENUNCIADO Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de

Leia mais

ESTADO CONDENADO POR PRISÃO E PROCESSO ILEGAL CONTRA VIGILANTE E PROPRIETÁRIO DA EMPRESA, POR PORTE DE ARMA

ESTADO CONDENADO POR PRISÃO E PROCESSO ILEGAL CONTRA VIGILANTE E PROPRIETÁRIO DA EMPRESA, POR PORTE DE ARMA ESTADO CONDENADO POR PRISÃO E PROCESSO ILEGAL CONTRA VIGILANTE E PROPRIETÁRIO DA EMPRESA, POR PORTE DE ARMA Desembargador diz que obrigação de delegado e promotor é conhecer a lei Segue abaixo, com partes

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE GOIÂNIA - GO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE GOIÂNIA - GO EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE GOIÂNIA - GO Inquérito Policial n.º: 234/2005 Vítima: Administração Pública Réu: Honestino Guimarães Rosa O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO

Leia mais

HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE LIMINAR

HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE LIMINAR EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO Autos: xxxxxxxxx Réu: xxxxxxxxxx Autoridade Coatora: Juízo de Direito da xxª Vara Criminal do

Leia mais

Processo nº : 2014021035535 : Goianápolis-GO : Danilo Rodrigues Iglesias e Maricelma Freitas de Moraes. Douto Subprocurador-Geral de Justiça,

Processo nº : 2014021035535 : Goianápolis-GO : Danilo Rodrigues Iglesias e Maricelma Freitas de Moraes. Douto Subprocurador-Geral de Justiça, Processo nº : 2014021035535 Comarca : Goianápolis-GO Indiciados : Danilo Rodrigues Iglesias e Maricelma Freitas de Moraes Infração : Art. 184, 2, do CPB Assunto : Artigo 28 do CPP EMENTA: Art. 28 do CPP.

Leia mais

PROVA DISCURSIVA P 2

PROVA DISCURSIVA P 2 PROVA DISCURSIVA P 2 Nesta prova, faça o que se pede, usando os espaços para rascunho indicados no presente caderno. Em seguida, transcreva os textos para o CADERNO DE TEXTOS DEFINITIVOS DA PROVA DISCURSIVA

Leia mais

Autor: Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Réu: Evanderly de Oliveira Lima. Vistos.

Autor: Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Réu: Evanderly de Oliveira Lima. Vistos. Fl..---- --- ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE ALTO ARAGUAIA Tribunal do Júri Vistos. O Ministério Público estadual ofereceu denúncia contra o réu Evanderly de Oliveira Lima, por ter infringido

Leia mais

VISTOS, RELATADOS e DISCUTIDOS estes autos, em que são partes as acima identificadas,

VISTOS, RELATADOS e DISCUTIDOS estes autos, em que são partes as acima identificadas, ri, átáit0 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR Luiz SILVIO RAMALHO JÚNIOR ACÓRDÃO APELAÇÃO CRIMINAL (PROCESSO N 004.2009.000339-51001). RELATOR: Desembargador Luiz

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 39.173 - BA (2012/0203137-9) RELATOR : MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECA RECORRENTE : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADVOGADOS : FERNANDO SANTANA E OUTRO(S) RAFAEL

Leia mais

<CABBCBBCCADACABCCBBABBCCACBABCADBCAAA DDADAAAD> EMENTA: AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS CRIME EQUIPARADO A HEDIONDO RECURSO NÃO PROVIDO. - O crime previsto no art. 35 da Lei

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça HABEAS CORPUS Nº 165.102 - SP (2010/0044044-0) RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIOR: Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de Willian Alves de Lima, no qual se alega constrangimento

Leia mais

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL AÇÃO PENAL PÚBLICA tem início através de uma peça que se chama denúncia. Essa é a petição inicial dos crimes

Leia mais

Ribeiro R E L A T Ó R I O

Ribeiro R E L A T Ó R I O R E L A T Ó R I O Trata-se de recurso em sentido estrito interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL contra Decisão que, desclassificando a imputação descrita na denúncia (fls. 292/294), rejeitou a denúncia

Leia mais

336 TRIBUNAL DE JUSTIÇA

336 TRIBUNAL DE JUSTIÇA TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO 2ª CÂMARA CRIMINAL AGRAVO Nº 0009049-46.2012.8.19.0000 AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO AGRAVADO: RAFAEL BEZERRA LEANDRO RELATORA: DES. KATIA MARIA AMARAL JANGUTTA AGRAVO

Leia mais

Número do Protocolo: 26705/2004 Data de Julgamento: 05-10-2004

Número do Protocolo: 26705/2004 Data de Julgamento: 05-10-2004 APELANTE(S): APELADO(S): GUTEMBERG SANTOS PERES MINISTÉRIO PÚBLICO Número do Protocolo: 26705/2004 Data de Julgamento: 05102004 EMENTA APELAÇÃO CRIMINAL CRIME DE LATROCÍNIO CONDUTA TÍPICA PREVISTA NO ART.

Leia mais

HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). RELATÓRIO

HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). RELATÓRIO HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). IMPTTE : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV/PROC : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTROS IMPTDO : JUÍZO DA 8ª VARA FEDERAL DA PARAÍBA (SOUSA)

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR-PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR-PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR-PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Ordem de Habeas Corpus PAULA xxxxx, brasileira, casada, do lar, CPF n.xxxx, residente na Rua xxxx, por

Leia mais

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados:

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados: PARECERES JURÍDICOS Partindo das diversas obras escritas pelo Prof.Dr. AURY LOPES JR., passamos a oferecer um produto diferenciado para os colegas Advogados de todo o Brasil: a elaboração de Pareceres

Leia mais