Fármacos com Ação nas Arritmias, Insuficiência Cardíaca e Acidentes Vasculares

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Fármacos com Ação nas Arritmias, Insuficiência Cardíaca e Acidentes Vasculares"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Faculdade de Ciências Farmacêuticas Departamento de Farmácia Fármacos com Ação nas Arritmias, Insuficiência Cardíaca e Acidentes Vasculares Prof. Dr. Roberto Parise Filho Química Farmacêutica III Fármacos com Ação nas Arritmias, Insuficiência Cardíaca e Acidentes Vasculares FÁRMACOS ANTIARRÍTMICOS 1) Estabilizantes de membrana Bloqueadores canais de sódio: Classe IA Disopiramida, procainamida, quinidina Classe IB mexiletina Classe IC propafenona 2) Antagonistas adrenérgicos Beta bloqueadores: esmolol, metoprolol, propranolol, nadolol, timolol 3) Prolongadores do potencial de ação Bloqueadores dos canais de potássio: amiodarona 4) Antagonistas canais de cálcio Derivados Benzotiazepinícos: diltiazem Derivados da papaverina: verapamil 1) Glicosídeos digitálicos Derivados digitálicos: deslanósido, digitoxina, digoxina 2) Diuréticos Tiazídicos: hidroclorotiazida Poupadores de Potássio: espironolactona De alça: furosemida FÁRMACOS COM AÇÃO NOS ACIDENTES VASCULARES 1) Agentes trombolíticos Estreptoquinase, uroquinase, alteplase, anistreplase 1

2 Fármacos com Ação nas Arritmias ARRITMIA Alteração no RITMO do impulso elétrico que leva à contração do Miocárdio Anormalidade na taxa do impulso Anormalidade no sítio de origem do impulso Anormalidade na propagação do impulso no Miocárdio RITMO SINUSAL NORMAL ( bpm) Taquicardia > 100 bpm Bradicardia < 60 bpm Eletrofisiologia Cardíaca Fármacos com Ação nas Arritmias Fase 1: Repolarização Reduz influxo de sódio (Na +1 ) Aumenta influxo de cloreto (Cl -1 ) Aumenta efluxo de potássio (K +1 ) Fase 2: Plateau (poucas mudanças no potencial de membrana) Influxo lento de cálcio (Ca +2 ) Efluxo de potássio (K +1 ) Fase 0: Despolarização e reversão do potencial Aumento influxo de sódio (Na +1 ) Fase 3: Restauração do potencial normal Diminuição do influxo de cálcio (Ca +2 ) Efluxo de potássio (K +1 ) Potencial de Repouso ( Interior: - 90 mv) Na +1 / K +1 ATPase Potencial de Repouso ( Interior: - 90 mv) Potencial de ação é coordenado por: Influxo de sódio; Influxo de cálcio e; Efluxo de potássio ANTIARRÍTMICOS 2

3 Fármacos com Ação nas Arritmias Fármacos Antiarrítmicos CLASSE I Bloqueadores Canais de Sódio Classe IA: Diminuem a taxa de despolarização e aumentam a duração do potencial de ação pelo aumento da refratariedade; 3

4 Fármacos Antiarrítmicos CLASSE I Bloqueadores Canais de Sódio Classe IB: pequeno efeito sobre a despolarização, diminuem a duração do potencial de ação pela diminuição da refratariedade Fármacos Antiarrítmicos CLASSE I Bloqueadores Canais de Sódio Classe IC: diminuem a taxa de despolarização, sem alterações na duração do potencial de ação e refratariedade. 4

5 Fármacos Antiarrítmicos Classe III Bloqueadores dos canais de potássio: Prolongadores do potencial de ação FÁRMACOS COM AÇÃO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA Contratilidade Reduzida do Músculo Cardíaco Incapacidade de Bombeamento Sanguíneo Diminuição do Output Cardíaco Aumento do volume de sangue (coração) Reduz Pressão e Fluxo Sanguíneo Renal Edema Falha Renal 5

6 FÁRMACOS COM AÇÃO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA 1) Glicosídeos digitálicos: Estrutura Geral Digitalis purpurea Digitalis lanata 1) Glicosídeos digitálicos: Propriedades físico químicas e farmacocinéticas) LogP = 81,5 (clorofórmio/metanol) LogP = 96,5 (clorofórmio/metanol) Absorção TGI = 70-85% t1/2 = 1-2 dias Ligação às proteínas: 25-30% Absorção TGI = % t1/2 = 5-7 dias Ligação às proteínas: % 6

7 1) Glicosídeos digitálicos: Mecanismo de Ação Fase 1: Repolarização Reduz influxo de sódio (Na +1 ) Aumenta influxo de cloreto (Cl -1 ) Aumenta efluxo de potássio (K +1 ) Fase 2: Plateau (poucas mudanças no potencial de membrana) Influxo lento de cálcio (Ca +2 ) Efluxo de potássio (K +1 ) Fase 0: Despolarização e reversão do potencial Aumento influxo de sódio (Na +1 ) Fase 3: Restauração do potencial normal Diminuição do influxo de cálcio (Ca +2 ) Efluxo de potássio (K +1 ) Potencial de Repouso ( Interior: - 90 mv) Na +1 / K +1 ATPase Potencial de Repouso ( Interior: - 90 mv) Cardiotônicos (INIBIÇÃO) 2) Diuréticos: FUNÇÃO DO RIM Manutenção do Equilíbrio Eletrólito Água Excreção de Metabólitos Condições de Edema (insuficiência cardíaca congestiva, síndrome nefrótica e hipertensão) AUMENTA FORMAÇÃO DE URINA (Excreção de Eletrólitos e Água) 7

8 2) Diuréticos: Fisiologia da formação urinária Reabsorção de sódio pela troca de íons hidrogênio e potássio (controlado por mineralocorticóide) 60% Sódio 100% Glicose e Aminoácidos 85% Bicarbonato 65% Água 50% Cloreto Secreção de fármacos ácidos e básicos \\\\\\ Reabsorção de àgua Reabsorção de sódio e cloreto (20-25%) 98% dos eletrólitos e água são reabsorvidos; 1-2% são eliminados na urina 2) Diuréticos: Classificação Inibidores da Anidrase Carbônica Diuréticos Tiazídicos BC: cápsula de Bowman G: glomérulo PCT: túbulo contorcido proximal DLH: Alça de Henle DCT: túbulo contorcido distal CD: ducto coletor Diuréticos Osmóticos Diuréticos De Alça Poupadores De Potássio 8

9 2a) Diuréticos osmóticos: Estrutura Geral e propriedades físico químicas 2b) Inibidores da Anidrase Carbônica: Estrutura Geral e propriedades físico químicas Localização da Anidrase Carbônica: túbulo proximal 9

10 2c.1) Diuréticos tiazídicos (Benzotiadiazínicos): Estrutura Geral e REA Posição 6 Grupos elétron aceptores E lipofílicos Inibição do tranportador de sódio/cloreto (reabsorção) no túbulo distal Posição 3 Grupos lipofílicos 2c.2) Diuréticos quinazolínicos e ftalimidínicos: Estrutura Geral e REA Longa duração (3x/semana) 10

11 2d) Diuréticos de Alça: Estrutura Geral e REA Inibição do tranportador de sódio/potássio/cloreto (reabsorção) no ramo ascendente espesso da alça de Henle 2e) Diuréticos Poupadores de Potássio: Antagonistas de Receptores de Aldosterona Antagonismo de receptores de aldosterona no túbulo distal impede a reabsorção de sódio, cloreto e água 11

12 2e) Diuréticos Poupadores de Potássio: Antagonistas de Canais de Sódio Interfere com a troca catiônica pelo bloqueio de canais de sódio luminais no túbulo distal e no tubo coletor. Bloqueia a reabsorção de sódio e a secreção de potássio. 12

Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa 1

Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa 1 Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa 1 Fármacos que afetam as funções renal e cardiovascular 2 Diuréticos: Os diuréticos aumentam a taxa de excreção de Na +,Cl - ou HCO -. 3 Eles também diminuem a reabsorção

Leia mais

Classificação. Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Diuréticos de Alça Furosemida Diuréticos Poupadores de Potássio Espironolactona e Amilorida

Classificação. Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Diuréticos de Alça Furosemida Diuréticos Poupadores de Potássio Espironolactona e Amilorida Diuréticos Classificação Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Diuréticos de Alça Furosemida Diuréticos Poupadores de Potássio Espironolactona e Amilorida Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Hidroclorotiazida:

Leia mais

Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa 1

Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa 1 Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa 1 Fármacos que afetam as funções renal e cardiovascular 2 As doenças cardiovasculares podem resultar de defeitos congênitos ou doenças e hábitos adquiridos posteriormente.

Leia mais

Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico.

Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico. Hidroclorotiazida Diurético - tiazídico Índice 1. Definição 2. Indicação 3. Posologia 4. Contraindicação 5. Interação medicamentosa 1. Definição A Hidroclorotiazida age diretamente sobre os rins atuando

Leia mais

DIURÉTICOS Professora: Fernanda Brito

DIURÉTICOS Professora: Fernanda Brito DIURÉTICOS Professora: Fernanda Brito PRINCIPAIS FUNÇÕES RENAIS Promover a excreção de produtos de degradação (uréia, ác. úrico, creatinina) Regular o balanço hidro-eletrolítico Regular a concentração

Leia mais

Farmacoterapia de Distúrbios Cardiovasculares. Profa. Fernanda Datti

Farmacoterapia de Distúrbios Cardiovasculares. Profa. Fernanda Datti Farmacoterapia de Distúrbios Cardiovasculares Profa. Fernanda Datti Circulação Batimentos cardíacos células musculares células neuromusculares Nodo sinoatrial (SA) Nodo atrioventricular (AV) Sistema Purkinje

Leia mais

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM Fisiologia Renal Função Tubular Formação da Urina Clearance (Depuração) Prof. Wagner de Fátima Pereira Departamento de Ciências Básicas

Leia mais

98% intracelular extracelular

98% intracelular extracelular DISTRIBUIÇÃO CORPORAL DE 98% intracelular extracelular 2% HOMEOSTASE DE POTÁSSIO BALANÇO EXTERNO vs BALANÇO INTERNO BALANÇO INTERNO BALANÇO EXTERNO HOMEOSTASE DE POTÁSSIO BALANÇO EXTERNO vs BALANÇO INTERNO

Leia mais

DIURÉTICOS 09/10/2016 CONCEITO INTRODUÇÃO FISIOLOGIA RENAL FISIOLOGIA RENAL FISIOLOGIA RENAL

DIURÉTICOS 09/10/2016 CONCEITO INTRODUÇÃO FISIOLOGIA RENAL FISIOLOGIA RENAL FISIOLOGIA RENAL CONCEITO DIURÉTICOS Diuréticos são drogas que promovem a excreção renal de água, sódio e outros eletrólitos, aumentando assim a formação de urina e o débito urinário. Prof. Karina Lemos Guedes Karinag@pitagoras.com.br

Leia mais

Diuréticos. Classificação da diurese. FUNÇÕES RENAIS A manutenção do meio interno através s da: Secreção de hormônios. Excreção de drogas

Diuréticos. Classificação da diurese. FUNÇÕES RENAIS A manutenção do meio interno através s da: Secreção de hormônios. Excreção de drogas Diuréticos Os diuréticos são fármacos f que tem a propriedade de causar Diuréticos aumento do volume urinário rio e cujo mecanismo é a inibição da reabsorção tubular de sódio s e água. Prof. Carlos Cezar

Leia mais

Fisiologia Renal. Mecanismos tubulares I ESQUEMAS SOBRE FISIOLOGIA RENAL. Profa. Ms Ana Maria da Silva Curado Lins Universidade Católica de Goiás

Fisiologia Renal. Mecanismos tubulares I ESQUEMAS SOBRE FISIOLOGIA RENAL. Profa. Ms Ana Maria da Silva Curado Lins Universidade Católica de Goiás ESQUEMAS SOBRE FISIOLOGIA RENAL. Mecanismos tubulares I Fisiologia Renal Profa. Ms Ana Maria da Silva Curado Lins Universidade Católica de Goiás Mecanismos de manipulação do filtrado pelos túbulos renais:

Leia mais

Biofísica renal. Estrutura e função dos rins

Biofísica renal. Estrutura e função dos rins Biofísica renal Estrutura e função dos rins Múltiplas funções do sistema renal Regulação do balanço hídrico e eletrolítico (volume e osmolaridade) Regulação do equilíbrio ácidobásico (ph) Excreção de produtos

Leia mais

artéria renal arteríola aferente capilares glomerulares artéria renal capilares glomerulares veia renal

artéria renal arteríola aferente capilares glomerulares artéria renal capilares glomerulares veia renal FUNÇÕES DOS RINS Controle da osmolaridade dos fluidos corporais Regulação do volume dos fluidos corporais (controle a longo prazo da pressão arterial) Regulação da concentração de eletrólitos: Na +, K

Leia mais

ANTI-ARRÍTMICOS TMICOS

ANTI-ARRÍTMICOS TMICOS 2. FÁRMACOSF ANTI-ARRÍTMICOS TMICOS INTRODUÇÃ ÇÃO Nódulo sinusal (marcapasso cardíaco) aco) Causas de arritmias: Distúrbios da funçã ção o do nódulon sinusal Alteraçõ ções do automatismo Conduçã ção o

Leia mais

FARMACOLOGIA. Aula 11 Continuação da aula anterior Rim Diuréticos Antidiuréticos Modificadores do transporte tubular ANTIGOTOSOS

FARMACOLOGIA. Aula 11 Continuação da aula anterior Rim Diuréticos Antidiuréticos Modificadores do transporte tubular ANTIGOTOSOS FARMACOLOGIA Aula 11 Continuação da aula anterior Rim Diuréticos Antidiuréticos Modificadores do transporte tubular ANTIGOTOSOS RIM RIM RIM Filtra perto de 150 litros por dia! Após secreção e reabsorção

Leia mais

Nos diferentes tecidos do corpo, um dos produtos da degradação das proteínas e dos ácidos nucléicos é a amônia, substância muito solúvel e

Nos diferentes tecidos do corpo, um dos produtos da degradação das proteínas e dos ácidos nucléicos é a amônia, substância muito solúvel e SISTEMA EXCRETOR 1 Nos diferentes tecidos do corpo, um dos produtos da degradação das proteínas e dos ácidos nucléicos é a amônia, substância muito solúvel e extremamente tóxica para as células, esmo em

Leia mais

Anatomia funcional do rim Função renal

Anatomia funcional do rim Função renal Anatomia funcional do rim Função renal Ganho Balanço diário Perda Ingestão Equilíbrio osmótico Bebidas e comidas Suor Pulmões Ingestão Metabolismo Metabolismo Urina Fezes Perdas Fluido extracelular Fluido

Leia mais

Sistema Renal. Profa Msc Melissa Kayser

Sistema Renal. Profa Msc Melissa Kayser Sistema Renal Profa Msc Melissa Kayser Componentes anatômicos Rins Ureteres Bexiga urinária Uretra O sangue é filtrado nos rins, onde os resíduos são coletados em forma de urina, que flui para pelve renal,

Leia mais

FISIOLOGIA HUMANA. Sistema Renal - Filtração Glomerular - Prof. Fernando Zanoni

FISIOLOGIA HUMANA. Sistema Renal - Filtração Glomerular - Prof. Fernando Zanoni FISIOLOGIA HUMANA Sistema Renal - Filtração Glomerular - Prof. Fernando Zanoni fzanoni@prof.ung.br Função geral dos rins Homeostasia dos líquidos e eletrólitos Filtração, reabsorção, secreção e excreção

Leia mais

Apostila de Biologia 06 Sistema Excretor Fábio Henrique

Apostila de Biologia 06 Sistema Excretor Fábio Henrique 1.0 Excreção Apostila de Biologia 06 Sistema Excretor Fábio Henrique É a Eliminação de subprodutos do metabolismo celular. 1.1 Homeostase É uma condição na qual o meio interno do corpo permanece dentro

Leia mais

SISTEMA URINÁRIO QUAIS SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS?

SISTEMA URINÁRIO QUAIS SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS? SISTEMA URINÁRIO SISTEMA URINÁRIO QUAIS SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS? Conjunto de órgãos responsáveis pela filtração do sangue e eliminação de substâncias tóxicas, desnecessárias ou em excesso através

Leia mais

POTENCIAL DE MEMBRANA E POTENCIAL DE AÇÃO

POTENCIAL DE MEMBRANA E POTENCIAL DE AÇÃO POTENCIAL DE MEMBRANA E POTENCIAL DE AÇÃO AULA 3 DISCIPLINA: FISIOLOGIA I PROFESSOR RESPONSÁVEL: FLÁVIA SANTOS Potencial de membrana Separação de cargas opostas ao longo da membrana plasmática celular

Leia mais

APARELHO URINÁRIO (III)

APARELHO URINÁRIO (III) APARELHO URINÁRIO (III) (Reabsorção e secreção tubulares) Mário Gomes Marques Instituto de Fisiologia da FML (Director: Prof. Luis Silva-Carvalho) 1 RIM (reabsorção e secreção tubulares) Qualquer substância

Leia mais

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS FARMACOLOGIA CARDIOVASCULAR Prof. Márcio Batista Powerpoint Templates Page 1 Powerpoint Templates Page 2 A N T I - H I P E R T E N S I V O S MECANISMOS DE CONTROLE DA PRESSÃO

Leia mais

d) Aumento da atividade da bomba hidrogênio-potássio e) Aumento da atividade da fosfatase miosínica

d) Aumento da atividade da bomba hidrogênio-potássio e) Aumento da atividade da fosfatase miosínica 1. O automatismo cardíaco é gerado pela atividade do nodo sinusal. Essa função é fundamental para a manutenção da vida e para um fluxo sanguíneo adequado aos tecidos. As células auto-excitáveis do nodo

Leia mais

Diuréticos, Quando eu devo associar?

Diuréticos, Quando eu devo associar? Diuréticos, Quando eu devo associar? Curso de emergências em cardiologia de cães e gatos Goldfeder e dos Santos Cardiologia Veterinária Alexandre Bendas, MSc Doutorando Universidade Federal Fluminense

Leia mais

Sistema excretor. Professora Mariana Peixoto

Sistema excretor. Professora Mariana Peixoto Sistema excretor Professora Mariana Peixoto Eliminação de excretas nos seres humanos Unidade básica dos rins: néfrons (Cápsula de Bowman) (alça de Henle) Formação da urina Filtração glomerular Glóbulos

Leia mais

Sistema excretor. Profº Fernando Belan - BIOLOGIA MAIS

Sistema excretor. Profº Fernando Belan - BIOLOGIA MAIS Sistema excretor Profº Fernando Belan - BIOLOGIA MAIS introdução Elimina as excretas, isto é, as substâncias tóxicas. Principalmente das substâncias que contêm nitrogênio (excretas nitrogenadas) A quebra

Leia mais

FISIOLOGIA RENAL E SISTEMA EXCRETOR

FISIOLOGIA RENAL E SISTEMA EXCRETOR FISIOLOGIA RENAL E SISTEMA EXCRETOR Adaptação ao meio Se um animal viver na terra, na água salgada ou na água doce. Controlar o volume e a composição entre os líquidos corporais e o ambiente externo (balanço

Leia mais

Turma(s): A11, A12, A13, A14, A21, A22, A23, A24, B11, B12, B13, B14, B21, B22, B23, B24

Turma(s): A11, A12, A13, A14, A21, A22, A23, A24, B11, B12, B13, B14, B21, B22, B23, B24 AULA n.º: 1 Dia 27-09-2016 das 14:00 às 17:00 Ana Leonor Alves Ribeiro Apresentação: disciplina, docente, avaliação, programa, bibliografia. I - FARMACOLOGIA GERAL: 1. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA FARMACOLOGIA

Leia mais

Fisiologia do Sistema Urinário

Fisiologia do Sistema Urinário Esse sistema é responsável pela maior parte da excreção. Este conceito define os processos pelos quais o organismo se livra de substâncias tóxicas (ou em excesso) resultantes do metabolismo celular, denominadas

Leia mais

REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL

REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL Bioquímica Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes Referências Bioquímica Clínica M A T Garcia e S Kanaan Bioquímica Mèdica J W Baynes e M H Dominiczack Fundamentos

Leia mais

Estrutura néfron e vascularização

Estrutura néfron e vascularização 1 Estrutura néfron e vascularização 1 = Cápsula de Bowman's, 2 = glomérulo, 3 = arteríola aferente, 4 = arteríola eferente, 5 = túbulo proximal convoluto, 6 = túbulo distal convoluto, 7 = ducto coletor,

Leia mais

Prof. Hélder Mauad 2012

Prof. Hélder Mauad 2012 Prof. Hélder Mauad 2012 FORMAÇÃO DE URINA CONCENTRADA E DILUÍDA REGULAÇÃO DA OSMOLARIDADE DO LIQUIDO EXTRACELULAR E DA CONCENTRAÇÃO DE SÓDIO As células do corpo são banhadas por LEC com concentração constante

Leia mais

Conceito de ph ph = - Log [H + ] Aumento [H + ] => diminuição do ph => acidose Diminuição [H + ] => aumento do ph => alcalose Alterações são dependent

Conceito de ph ph = - Log [H + ] Aumento [H + ] => diminuição do ph => acidose Diminuição [H + ] => aumento do ph => alcalose Alterações são dependent Equilíbrio ácido-básico A concentração de H no FEC é mantida dentro de um limite extremamente estreito: 40 nmol/l = 1.000.000 menor que a Concentração dos outros íons!! [H] tem profundo efeito nos eventos

Leia mais

BA.17: Homeostase, excreção e homeotermia BIOLOGIA

BA.17: Homeostase, excreção e homeotermia BIOLOGIA ATIVIDADES. (UFPE 006) Com relação ao processo de formação da urina, no homem, é correto afirmar que: ( ) Como a filtração glomerular é um processo de alta seletividade, as vitaminas e os aminoácidos não

Leia mais

Eletrofisiologia 13/03/2012. Canais Iônicos. Proteínas Integrais: abertas permitem a passagem de íons

Eletrofisiologia 13/03/2012. Canais Iônicos. Proteínas Integrais: abertas permitem a passagem de íons Eletrofisiologia Proteínas Integrais: abertas permitem a passagem de íons Seletividade Alguns íons podem passar outros não Tamanho do canal Distribuição de cargas Aberto ou fechado Proteínas Integrais:

Leia mais

3/6/ 2014 Manuela Cerqueira

3/6/ 2014 Manuela Cerqueira 3/6/ 2014 Manuela Cerqueira He, aí não!!! Anatomia: Anatomia: Túbulo proximal Túbulo distal Hansa de Henle Glomérulo Ducto colector Funções mais importantes do rim: Regulação do volume e composição dos

Leia mais

BIOQUÍMICA II SISTEMAS TAMPÃO NOS ORGANISMOS ANIMAIS 3/1/2012

BIOQUÍMICA II SISTEMAS TAMPÃO NOS ORGANISMOS ANIMAIS 3/1/2012 BIOQUÍMICA II Professora: Ms. Renata Fontes Medicina Veterinária 3º Período O conteúdo de Bioquímica II utiliza os conhecimentos adquiridos referentes ao estudo do metabolismo celular e fenômenos físicos

Leia mais

Aparelho Urinário. Prof. Dr. Leonardo Augusto Kohara Melchior Disciplina de Histologia UFAC / CCBN / CCSD

Aparelho Urinário. Prof. Dr. Leonardo Augusto Kohara Melchior Disciplina de Histologia UFAC / CCBN / CCSD Aparelho Urinário Prof. Dr. Leonardo Augusto Kohara Melchior Disciplina de Histologia UFAC / CCBN / CCSD Introdução Composição e funcionamento Funções Produção de urina e manutenção da homeostase pela

Leia mais

Excreção. Expulsão de produtos residuais da actividade celular e de outras substâncias presentes em excesso no sangue.

Excreção. Expulsão de produtos residuais da actividade celular e de outras substâncias presentes em excesso no sangue. Sistema Urinário Excreção Expulsão de produtos residuais da actividade celular e de outras substâncias presentes em excesso no sangue. Como eliminar os produtos tóxicos que se formam nas células? Vias

Leia mais

2)Homeostasia: Constância Dinâmica. Explique esta frase. 4)Quais das seguintes substâncias são transportadas através de canais?

2)Homeostasia: Constância Dinâmica. Explique esta frase. 4)Quais das seguintes substâncias são transportadas através de canais? FISIOLOGIA HUMANA QUESTÕES DE AVALIAÇÃO PARTE I 1)Qual a relação entre a fisiologia, a homeostasia, os órgãos e as condições do ambiente interno? 2)Homeostasia: Constância Dinâmica. Explique esta frase.

Leia mais

Regulação dos níveis iônicos do sangue (Na +, K +, Ca 2+, Cl -, HPO 4. , K +, Mg 2+, etc...)

Regulação dos níveis iônicos do sangue (Na +, K +, Ca 2+, Cl -, HPO 4. , K +, Mg 2+, etc...) Regulação dos níveis iônicos do sangue (Na +, K +, Ca 2+, Cl -, HPO 4 2-, K +, Mg 2+, etc...) Regulação do equilíbrio hidrossalino e da pressão arterial; Regulação do ph sanguíneo (H +, HCO 3- ); Síntese

Leia mais

FÁRMACOS UTILIZADOS NAS EMERGÊNCIAS DE CÃES CARDIOPATAS

FÁRMACOS UTILIZADOS NAS EMERGÊNCIAS DE CÃES CARDIOPATAS FÁRMACOS UTILIZADOS NAS EMERGÊNCIAS DE CÃES CARDIOPATAS GIMENEZ, Janaina Nascimento STORT, Leonardo Aguiar BAZAN, Christovam Tabox Acadêmicos do curso de Medicina Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária

Leia mais

Sistemas Excretores. Professor Fernando Stuchi

Sistemas Excretores. Professor Fernando Stuchi Sistemas Excretores Definição Para manutenção da vida de um organismo animal, todo alimento e substancia que são digeridas, as células absorvem os nutrientes necessários para o fornecimento de energia.

Leia mais

4/19/2007 Fisiologia Animal - Arlindo Moura 1

4/19/2007 Fisiologia Animal - Arlindo Moura 1 4/19/2007 Fisiologia Animal - Arlindo Moura 1 HIPOTALAMO Neuronios do hipotalamo sintetizam TRH (hormonio tireotrofico) Sistema portahipotalamico hipofisario TRH estimula a sintese e secreacao de TSH (hormonio

Leia mais

Fisiologia Renal. Fisiologia Renal. FUNÇÕES RENAIS A manutenção do meio interno através da: Órgãos responsáveis pela manutenção do meio interno

Fisiologia Renal. Fisiologia Renal. FUNÇÕES RENAIS A manutenção do meio interno através da: Órgãos responsáveis pela manutenção do meio interno isiologia Renal isiologia Renal Profa. Ana Maria da Silva Curado Lins, M.Sc. Departamento de Biologia Primeira parte: Conceitos gerais e filtração glomerular Atenção: Esta apresentação possui animações.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA. Hormônios. Disciplina: Bioquímica 7 Turma: Medicina

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA. Hormônios. Disciplina: Bioquímica 7 Turma: Medicina UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA Hormônios Disciplina: Bioquímica 7 Turma: Medicina Profa. Dra. Nereide Magalhães Recife, 2004 Interação

Leia mais

19) TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA DISRITMIA CARDÍACA

19) TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA DISRITMIA CARDÍACA 19) TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA DISRITMIA CARDÍACA A contração e o relaxamento rítmicos do coração baseiam-se no funcionamento das células especializadas do sistema de condução do coração. As células especializadas

Leia mais

Glicosídeos cardioativos

Glicosídeos cardioativos Faculdade de Imperatriz FACIMP Glicosídeos cardioativos Disciplina: Farmacognosia Prof. Dr. Paulo Roberto da Silva Ribeiro 3 o Período de Farmácia Prof. Dr. Paulo Roberto 1 O que são glicosídeos cardioativos?

Leia mais

IV Seminário de Fitoterapia. Interações e Reações Adversas em Fitoterapia

IV Seminário de Fitoterapia. Interações e Reações Adversas em Fitoterapia IV Seminário de Fitoterapia Interações e Reações Adversas em Fitoterapia Gingko biloba L. - 24% de flavonóides - antioxidante - 6% de terpenos - Inibição do PAF Ginko Interações: - com anticoagulantes

Leia mais

1. A figura 1 representa a transmissão de um impulso nervoso ao longo do axónio de um neurónio.

1. A figura 1 representa a transmissão de um impulso nervoso ao longo do axónio de um neurónio. BIOLOGIA E GEOLOGIA 11º ANO ANO LECTIVO 2009/2010 NOME DO ALUNO PROFESSORA: Isabel Dias N.º Classificação: Mini-teste 2 1. A figura 1 representa a transmissão de um impulso nervoso ao longo do axónio de

Leia mais

Diagnóstico diferencial das arritmias malignas

Diagnóstico diferencial das arritmias malignas Diagnóstico diferencial das arritmias malignas Sócio Goldfeder& Dos Santos Telemedicina e Cardiologia Veterinária MSc Cardiologia EPM/UNIFESP Doutorando Cardiologia EPM/UNIFESP Diretor SBCV Sócio SOBRAC

Leia mais

FISIOLOGIA DA CONTRAÇÃO MUSCULAR DISCIPLINA: FISIOLOGIA I

FISIOLOGIA DA CONTRAÇÃO MUSCULAR DISCIPLINA: FISIOLOGIA I FISIOLOGIA DA CONTRAÇÃO MUSCULAR DISCIPLINA: FISIOLOGIA I PROFESSOR RESPONSÁVEL: FLÁVIA SANTOS Musculatura corporal Músculo Cardíaco Músculo atrial Contração = esquelética Músculo ventricular Maior duração

Leia mais

ph do sangue arterial = 7.4

ph do sangue arterial = 7.4 Regulação do Equilíbrio Ácido Base ph do sangue arterial = 7.4 < 6.9 ou > 7.7 = MORTE 1 Importância do ph nos processos biológicos Protonação ou desprotonação de radicais proteicos Variação da carga total

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO FUNÇÕES BÁSICAS DAS SINAPSES E DAS SUBSTÂNCIAS TRANSMISSORAS

ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO FUNÇÕES BÁSICAS DAS SINAPSES E DAS SUBSTÂNCIAS TRANSMISSORAS ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO FUNÇÕES BÁSICAS DAS SINAPSES E DAS SUBSTÂNCIAS TRANSMISSORAS AULA 4 DISCIPLINA: FISIOLOGIA I PROFESSOR RESPONSÁVEL: FLÁVIA SANTOS Divisão sensorial do sistema nervoso Receptores

Leia mais

INTRODUÇÃO A ELETROFISIOLOGIA

INTRODUÇÃO A ELETROFISIOLOGIA I. ELETROFISIOLOGIA É a parte da Fisiologia que estuda os eventos elétricos que se manifestam nas células. II. TRANSPORTE DE SUBSTÂNCIAS ATRAVÉS DA MEMBRANA 2.1. Composição do Líquido extra e intracelular

Leia mais

INTRODUÇÃO À FISIOLOGIA RENAL4

INTRODUÇÃO À FISIOLOGIA RENAL4 INTRODUÇÃO À FISIOLOGIA RENAL4 Hamilton Haddad Junior Maria Aparecida Visconti 4.1 Introdução: os desafios da vida terrestre 4.2 Anatomia do sistema renal 4.3 Os três processos básicos renais 4.4 Conclusão

Leia mais

FÁRMACOS DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

FÁRMACOS DO SISTEMA CARDIOVASCULAR FÁRMACOS DO SISTEMA CARDIOVASCULAR Ana Patrícia Fontes de Sousa Farmacologia 2002 1. INSUFICIÊNCIA NCIA CARDÍACA ACA Ana Patrícia Fontes de Sousa Farmacologia 2002 INTRODUÇÃ ÇÃO DEFINIÇÕES IC direita:

Leia mais

Farmacologia I, Aulas Práticas

Farmacologia I, Aulas Práticas Farmacologia I, Aulas Práticas Aula 4 TÉCNICAS ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIAS DE EXCREÇÃO DE MEDICAMENTOS Conhecimentos a adquirir: Conhecer as vias de eliminação de fármacos, sabendo adaptar a dose.

Leia mais

SISTEMA EXCRETOR (URINÁRIO) RIO) Rins: morfologia e funcionamento Regulação hormonal Distúrbios mais comuns Excreção de compostos nitrogenados

SISTEMA EXCRETOR (URINÁRIO) RIO) Rins: morfologia e funcionamento Regulação hormonal Distúrbios mais comuns Excreção de compostos nitrogenados SISTEMA EXCRETOR (URINÁRIO) RIO) Rins: morfologia e funcionamento Regulação hormonal Distúrbios mais comuns Excreção de compostos nitrogenados Regulação osmótica SISTEMA URINÁRIO HUMANO adrenal Veia cava

Leia mais

ASSOCIAÇÃO DE DIURÉTICOS NO TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA UMA REVISÃO 1

ASSOCIAÇÃO DE DIURÉTICOS NO TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA UMA REVISÃO 1 ASSOCIAÇÃO DE DIURÉTICOS NO TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA UMA REVISÃO 1 Jessyca Bandeira Corrêa 2, Juliana Ücker 3, Maiara Schenkel 4, Gabriela Gelatti 5, Adriane Tormohlen 6, Marilei Uecker Pletsch

Leia mais

O que é a excreção? As células produzem substâncias tóxicas que têm de ser removidas do organismo. Excreção. efectuada por. Órgãos de excreção.

O que é a excreção? As células produzem substâncias tóxicas que têm de ser removidas do organismo. Excreção. efectuada por. Órgãos de excreção. Sistema excretor O que é a excreção? As células produzem substâncias tóxicas que têm de ser removidas do organismo. Excreção efectuada por Órgãos de excreção Pele (glândulas sudoríparas) Pulmões Suor Dióxido

Leia mais

Aula 9: Hipertensão arterial sistêmica (HAS)

Aula 9: Hipertensão arterial sistêmica (HAS) Aula 9: Hipertensão arterial sistêmica (HAS) Pressão arterial O coração bombeia o sangue para os demais órgãos do corpo por meio de tubos chamados artérias. Quando o sangue é bombeado, ele é "empurrado

Leia mais

Introdução ao estudos da farmacologia Formas farmacêuticas Vias de administração

Introdução ao estudos da farmacologia Formas farmacêuticas Vias de administração DROGA ORGANISMO Introdução ao estudos da farmacologia Formas farmacêuticas Vias de administração FARMACOCINÉTICA Absorção Distribuição Biotransformação Eliminação FARMACODINÂMICA Local de ação Mecanismo

Leia mais

DISTÚRBIOS DE POTÁSSIO, SÓDIO E CLORO 1

DISTÚRBIOS DE POTÁSSIO, SÓDIO E CLORO 1 DISTÚRBIOS DE POTÁSSIO, SÓDIO E CLORO 1 Potássio Este é o principal cátion intracelular das células dos mamíferos, mantendo com isso o volume intracelular, além de manter o potencial de repouso da membrana

Leia mais

Controle da Osmolalidade dos Líquidos Corporais. Prof. Ricardo Luzardo

Controle da Osmolalidade dos Líquidos Corporais. Prof. Ricardo Luzardo Controle da Osmolalidade dos Líquidos Corporais Prof. Ricardo Luzardo Osmolalidade é uma função do número total de partículas em solução, independente de massa, carga ou composição química. As partículas

Leia mais

SISTEMA URINÁRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo

SISTEMA URINÁRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA URINÁRIO Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA URINÁRIO Conjunto de órgãos e estruturas responsáveis pela filtração do sangue e consequente formação da urina; É o principal responsável pela eliminação

Leia mais

Sistema circulatório. Componentes: - Vasos sanguíneos. - Sangue (elementos figurados e plasma) - Coração

Sistema circulatório. Componentes: - Vasos sanguíneos. - Sangue (elementos figurados e plasma) - Coração Fisiologia Humana Sistema circulatório Componentes: - Sangue (elementos figurados e plasma) - Vasos sanguíneos - Coração Vasos sanguíneos Artérias Vasos com paredes espessas e elásticas por onde circula

Leia mais

Curso de capacitação em interpretação de Eletrocardiograma (ECG) Prof Dr Pedro Marcos Carneiro da Cunha Filho

Curso de capacitação em interpretação de Eletrocardiograma (ECG) Prof Dr Pedro Marcos Carneiro da Cunha Filho Curso de capacitação em interpretação de Eletrocardiograma (ECG) Prof Dr Pedro Marcos Carneiro da Cunha Filho Anatomia cardíaca Coração Anatomia cardíaca Coração Coração Coração Nó Sinoatrial Coração elétrico

Leia mais

FISIOLOGIA E TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRANA CELULAR

FISIOLOGIA E TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRANA CELULAR FISIOLOGIA E TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRANA CELULAR AULA 2 DISCIPLINA: FISIOLOGIA I PROFESSOR RESPONSÁVEL: FLÁVIA SANTOS Membrana Celular ou Membrana Plasmática Função 2 Membrana Celular ou Membrana Plasmática

Leia mais

Osmorregulação. Osmorregulação processo que permite a manutenção do equilíbrio da água e dos sais no organismo.

Osmorregulação. Osmorregulação processo que permite a manutenção do equilíbrio da água e dos sais no organismo. Osmorregulação Nos animais a manutenção do equilíbrio dinâmico interno deve-se às atividades coordenadas dos sistemas circulatório, nervoso e hormonal. Meio interno sangue, linfa, células. O tubo digestivo

Leia mais

Sistema Urinário. Carla Beatriz Silva. Introdução

Sistema Urinário. Carla Beatriz Silva. Introdução Sistema Urinário Carla Beatriz Silva Introdução O aparelho urinário é formado pelos dois rins, dois ureteres, a bexiga e a uretra. A urina é produzida nos rins, passa pelos ureteres até a bexiga e é lançada

Leia mais

Universidade Estadual de Feira de Santana Departamento de Saúde. Antiepilépticos. Manoelito Coelho dos Santos Junior.

Universidade Estadual de Feira de Santana Departamento de Saúde. Antiepilépticos. Manoelito Coelho dos Santos Junior. Universidade Estadual de Feira de Santana Departamento de Saúde Antiepilépticos Manoelito Coelho dos Santos Junior Feira de Santana Conceitos Básicos q Convulsão: alteração transitória do comportamento

Leia mais

Mantém pressão sanguínea e garante adequada perfusão e função dos tecidos corporais

Mantém pressão sanguínea e garante adequada perfusão e função dos tecidos corporais Mantém pressão sanguínea e garante adequada perfusão e função dos tecidos corporais Pressão Arterial = Débito Cardíaco x Resistência Vascular Periférica Débito Cardíaco = Frequência Cardíaca x Volume Sistólico

Leia mais

BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 24 SISTEMA EXCRETOR

BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 24 SISTEMA EXCRETOR BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 24 SISTEMA EXCRETOR bexiga poro excretor na base da antena reabsorção de substâncias úteis ao organismo tubo excretor sais, água e produtos nitrogenados da hemolinfa câmara

Leia mais

CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA PLANO DE ENSINO

CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA PLANO DE ENSINO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA PLANO DE ENSINO COMPONENTE CURRICULAR CARGA HORÁRIA PERÍODO: Farmacologia Médica Teórica Prática Total 5 144-144 PROFESSOR RESPONSÁVEL: Miguel de Lemos Neto EMENTA: Farmacologia

Leia mais

Disciplina de Fisiologia Veterinária FISIOLOGIA RENAL. Prof. Prof. Fabio Otero Ascoli

Disciplina de Fisiologia Veterinária FISIOLOGIA RENAL. Prof. Prof. Fabio Otero Ascoli Disciplina de Fisiologia Veterinária FISIOLOGIA RENAL Prof. Prof. Fabio Otero Ascoli OBJETIVOS DA AULA Revisão da anatomia do sistema urinário, principalmente do rim Aprender sobre as porções vascular

Leia mais

FARMACOLOGIA DOS DIURÉTICOS

FARMACOLOGIA DOS DIURÉTICOS Universidade Federal Fluminense Depto. Fisiologia e Farmacologia Disciplina de Farmacologia FARMACOLOGIA DOS DIURÉTICOS Profa. Elisabeth Maróstica INTRODUÇÃO PRINCIPAIS FUNÇÕES RENAIS: Excreção de produtos

Leia mais

BIOELETROGÊNESE. Capacidade de gerar e alterar a diferença de potencial elétrico através da membrana. - Neurônios. esqueléticas lisas cardíacas

BIOELETROGÊNESE. Capacidade de gerar e alterar a diferença de potencial elétrico através da membrana. - Neurônios. esqueléticas lisas cardíacas BIOELETROGÊNESE Capacidade de gerar e alterar a diferença de potencial elétrico através da membrana - Neurônios - células musculares esqueléticas lisas cardíacas Membrana citoplasmática Os neurônios geram

Leia mais

BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA FUNÇÃO CARDIO-VASCULAR E EXERCÍCIO

BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA FUNÇÃO CARDIO-VASCULAR E EXERCÍCIO BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA FUNÇÃO CARDIO-VASCULAR E EXERCÍCIO Prof. Sergio Gregorio da Silva, PhD 1 Qual é o objetivo funcional do sistema CV? Que indicador fisiológico pode ser utilizado para demonstrar

Leia mais

UNIP. Disciplina: Farmacologia Geral. Professora: Michelle Garcia Discacciati. Aula 3: SNA. Farmacologia da Transmissão adrenérgica

UNIP. Disciplina: Farmacologia Geral. Professora: Michelle Garcia Discacciati. Aula 3: SNA. Farmacologia da Transmissão adrenérgica UNIP Disciplina: Farmacologia Geral Professora: Michelle Garcia Discacciati Aula 3: SNA Farmacologia da Transmissão adrenérgica ATENÇÃO ALUNO: esta transparência é apenas um roteiro para ser dado em aula.

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FUNÇÃO VENTRICULAR PRESERVADA. Dr. José Maria Peixoto

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FUNÇÃO VENTRICULAR PRESERVADA. Dr. José Maria Peixoto INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FUNÇÃO VENTRICULAR PRESERVADA Dr. José Maria Peixoto Introdução A síndrome da IC poder ocorrer na presença da função ventricular preservada ou não. Cerca de 20% a 50 % dos pacientes

Leia mais

Potencial de membrana e potencial de ação

Potencial de membrana e potencial de ação Potencial de membrana e potencial de ação Curso de Nutrição Disciplina Fisiologia Humana I Prof. Dr. Leandro Cattelan leandrocattelan@hotmail.com Agosto 2017 Conteúdos a serem abordados O potencial de

Leia mais

ACERVO DIGITAL FASE II. Histologia do Sistema Urinário

ACERVO DIGITAL FASE II. Histologia do Sistema Urinário ACERVO DIGITAL FASE II Histologia do Sistema Urinário I-Rim Técnica: HE Observação com aumento total de 40x: Observe a região cortical mais acima, e a camada medular, que é a mais clara, mais abaixo. SU

Leia mais

POLIFARMÁCIA EM IDOSOS PORTADORES DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)

POLIFARMÁCIA EM IDOSOS PORTADORES DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) POLIFARMÁCIA EM IDOSOS PORTADORES DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) Alleksandra Dias da Silva Henriques (1); Maria Luisa de Sá Vieira (2); Thamyres Stephanni Dantas dos Santos (3); Lindomar de Farias

Leia mais

GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: MARIO NETO

GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: MARIO NETO GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: MARIO NETO DISCIPLINA: CIÊNCIAS NATURAIS SÉRIE: 2º ALUNO(a): No Anhanguera você é + Enem 1) Elabore o roteiro de estudos: a. Quais são as vias excretoras do nosso corpo? b.

Leia mais

SISTEMA EXCRETOR PROFª CLÁUDIA LOBO

SISTEMA EXCRETOR PROFª CLÁUDIA LOBO SISTEMA EXCRETOR PROFª CLÁUDIA LOBO Excreção Mecanismo pelo qual os seres vivos recolhem seu lixo celular, como a amônia (NH 3 ), CO 2, água e sais. Desta forma, os seres vivos mantém a homeostase, isto

Leia mais

Alterações do equilíbrio hídrico Alterações do equilíbrio hídrico Desidratação Regulação do volume hídrico

Alterações do equilíbrio hídrico Alterações do equilíbrio hídrico Desidratação Regulação do volume hídrico Regulação do volume hídrico Alteração do equilíbrio hídrico em que a perda de líquidos do organismo é maior que o líquido ingerido Diminuição do volume sanguíneo Alterações do equilíbrio Hídrico 1. Consumo

Leia mais

Intestino Delgado: Funções e porções: Mucosa aumento de superfície: Pregas: Vilosidades: Microvilosidades: Glândulas ou Criptas de Liberkuhn: Células absortivas: Célula caliciforme: Célula de Paneth: Células

Leia mais

Sistema Urinário. Para eliminar estes resíduos, o organismo possui várias vias de eliminação

Sistema Urinário. Para eliminar estes resíduos, o organismo possui várias vias de eliminação Sistema Urinário Profa Juliana Normando Pinheiro Morfofuncional IV juliana.pinheiro@kroton.com.br O organismo animal depende de várias reações metabólicas para se manter vivo e saudável. Estas reações

Leia mais

Fisiologia celular I. Fisiologia Prof. Msc Brunno Macedo

Fisiologia celular I. Fisiologia Prof. Msc Brunno Macedo celular I celular I Objetivo Conhecer os aspectos relacionados a manutenção da homeostasia e sinalização celular Conteúdo Ambiente interno da célula Os meios de comunicação e sinalização As bases moleculares

Leia mais

Tarefas 17, 18 e 19 Professor Fabrício

Tarefas 17, 18 e 19 Professor Fabrício Tarefas 17, 18 e 19 Professor Fabrício TAREFA 17 01. Em relação à forma predominante de excreção dos animais, é correto afirmar que a) peixes são animais amoniotélicos, aves e répteis são ureotélicos e

Leia mais

Transporte através de membranas celulares. Tipos de transporte. Exemplos. Importância fisiológica

Transporte através de membranas celulares. Tipos de transporte. Exemplos. Importância fisiológica Transporte através de membranas celulares Tipos de transporte Exemplos Importância fisiológica Transporte através de membranas celulares (32 D) (44 D) Bicamada lipídica é permeável a gases e moléculas

Leia mais

Conselho Federal de Farmácia (CFF) Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim/CFF)

Conselho Federal de Farmácia (CFF) Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim/CFF) Nota Técnica n.º 01/2014 Data de elaboração: 26 de fevereiro de 2014. Tartarato de metoprolol e succinato de metoprolol apresentam diferenças farmacocinéticas, não sendo possível a intercambialidade entre

Leia mais

Profa. Dra. Milena Araújo Tonon. Turma Farmácia- 4º Termo

Profa. Dra. Milena Araújo Tonon. Turma Farmácia- 4º Termo Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Turma Farmácia- 4º Termo O que é a distribuição dos fármacos? Passagem de uma droga livre (farmacologicamente ativa) da corrente circulatória para os tecidos A extensão

Leia mais

APARELHO URINÁRIO I (Funções, anátomo-fisiologia, FG e DR)

APARELHO URINÁRIO I (Funções, anátomo-fisiologia, FG e DR) APARELHO URINÁRIO I (Funções, anátomo-fisiologia, FG e DR) Mário Gomes Marques Instituto de Fisiologia da FML 1 RINS Órgãos retroperitoniais, correspondendo em conjunto a cerca de 0,5% do peso corporal,

Leia mais

FISIOLOGIA HUMANA UNIDADE II: SISTEMA NERVOSO

FISIOLOGIA HUMANA UNIDADE II: SISTEMA NERVOSO FISIOLOGIA HUMANA UNIDADE II: SISTEMA NERVOSO ORGANIZAÇÃO MORFOFUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO CANAIS IÔNICOS E BOMBAS CONDUÇÃO DE IMPULSOS NERVOSOS (SINÁPSES QUÍMICAS E ELÉTRICAS) SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO

Leia mais

CONTROLE DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

CONTROLE DO SISTEMA CARDIOVASCULAR Disciplina de Fisiologia Veterinária CONTROLE DO SISTEMA CARDIOVASCULAR Prof. Prof. Fabio Otero Ascoli Mecanismos de Controle da Pressão Arterial Mecanismos Locais Mecanismos Neurais Mecanismos Humorais

Leia mais