ANATOMIA E FISIOLOGIA Meninges O encéfalo e a medula são envolvidos e protegidos por lâminas ( ou membranas) de tecido conjuntivo,em conjunto, meninge

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1 FÍSTULA LIQUÓRICA DERIVAÇÃO LOMBAR EXTERNA Érica Cristina Alves Santos 1

2 ANATOMIA E FISIOLOGIA Meninges O encéfalo e a medula são envolvidos e protegidos por lâminas ( ou membranas) de tecido conjuntivo,em conjunto, meninges. Estas lâminas são, de fora para dentro: a dura-máter, a aracnóide e a pia- máter 2

3 A dura-máter é a mais espessa delas e pia-máter mais fina. Está última está intimamente aplicada no encéfalo e á medula espinhal. Dura-máter é separada da aracnóide por um espaço denominado subdural. E o espaço entre a aracnóide e a pia-máter denominado subaracnóide, onde circula o líquido cefalorraquidiano(lcr) ou líquor. 3

4 4

5 LÍQUOR O líquor ou líquido cefalorraquidiano ( LRC). Aspecto fluido aquoso, incolor e límpido. Composição pobre em :proteína, glicose, potássio e sódio. Ocupa, o espaço subaracnóide e as cavidades ventriculares. 5

6 LÍQUOR Produzido nos plexos coróides nos assoalhos dos ventrículos laterais e no teto do terceiro e quarto ventrículo. Flui para fora do sistema ventricular através dos forames de Luschkas e de Magendie ( ambos no lv ventrículos). A seguir, circula para todo S.N.C. 6

7 7

8 LÍQUOR Reabsorvido para sistema venoso através das granulações da aracnóide. O volume total do líquor é de 125 a 150ml, esse é completamente renovado a cada 8 horas. Portanto, aproximadamente 450ml de LCR é produzido diariamente. 8

9 FUNÇÕES DO LÍQUOR É a proteção mecânica do S.N.C, atuando com um coxim líquido entre este e a caixa óssea; Barreira de proteção hematoencefálica do S.N.C; O LCR também influência na regulação da pressão intracraniana; Funciona com interface entre o cérebro e o sangue na troca de fluídos e eletrólitos; Obs. através coleta do líquor pode ser diagnosticado várias patologias 9

10 FÍSTULA LIQUÓRICA A fístula liquórica decorre da lesão da aracnóide, dura-máter, osso e mucosa, que resulta em fluxo extra craniano de líquor Causas: Traumáticas acidentais ou cirúrgica, aguda ou crônica por tumor,hidrocefalia congênita ou aumento da PIC. 10

11 SINAIS E SINTOMAS Rinorréia Otorréia Saída de líquor pela incisão cirúrgica Cefaléia 11

12 DIAGNÓSTICO Exame físico( ás vezes é obvio, é evidente a saída do líquor) Anamnese: Relato( descarga nasal de líquido claro, intermitente, quando inclina a cabeça).procurar antecedentes como:cirurgias prévias, traumas fechados, tumores nasais, condições que aumentem a pressão intracraniana subitamente como:tosse, levantamento de peso; 12

13 Diagnóstico Rinoscopia CT RNM Tira reagente ( dextro) Obs.Níveis superiores a 30mg por decilitro ( 30mg/dl) ou 2/3 terço da glicemia apontam a favor da fístula, porém não método definitivo. Mistura muco e lágrima pode apontar falso-negativo. Em caso de meningite a glicose estará em níveis baixos. 13

14 TRATAMENTO Cirurgia reparadora Repouso no leito com decúbito de 0 ou até 30graus; Medicação: antitussígenos, laxantes, antibiótico, manitol, corticóides, acetazolamina ( inibidor da anidrase carbônica que inibi formação de líquor no plexo coróide. 14

15 DERIVAÇÃO LOMBAR EXTERNA É a passagem de um cateter na região lombar, que vai até espaço subaracnóide, para drenar o líquor.a derivação lombar externa diminui a PIC ( valor normal 05-15mmHg).Com a PIC baixa favorece o fechamento da fístula. 15

16 16

17 COMPLICAÇÕES: Meningite; Pneumoencefalo; Cefaléia severa; Drenagem em excesso do líquor 17

18 CUIDADOS DE ENFERMAGEM: Decúbito 0 ou 30 graus ( conforme orientação médica); Manter a bolsa coletora sobre a cama na altura da cintura ou elevada no suporte de soro ( zerar), conforme orientação médica; Anotar débito, aspecto e cor da drenagem do líquor ( U.I no mínimo 1 vez por plantão e na UTI em 2/2 ou ACM). Obs. usar uma régua de esparadrapo; 18

19 Observar sinais e sintomas de infecção: Mudança na coloração do líquor normal ( incolor e límpido), febre, confusão mental,calafrios, rebaixamento do nível de consciência,alteração pupilar, leucocitose,déficits motores, cefaléia, rigidez de nuca e vômitos; Em caso de coleta do líquor, certificar- se do local da coleta ( feita a punção ou a coleta do cateter) e anotar; 19

20 Manipular com cuidado o paciente para evitar o tracionamento do cateter.se houver a tração, nunca reposicionar e comunicar a equipe médica; Nunca aspirar ou injetar solução no cateter. Em caso de obstrução, notificar equipe médica; Não realizar aspiração nasal, quando a fístula for na região na base do crânio ou apresentar rinorréia ou otorréia; 20

21 Realizar o curativo uma vez por dia e se necessário. Não molhar no banho. Observar se há extravasamento do líquor ou sinais flogísticos; Fechar o cateter de derivação lombar externa durante o transporte ou quando alterar o nível da cabeceira, evitar drenagem excessiva do líquor. Nunca esquecer de abrir após o procedimento. 21

22 Avaliar sinais precoces de rápida drenagem de LCR: cefaléia intensa e náuseas e comunicar ao médico; Recomendações para esvaziar a bolsa coletora de líquor: Esvaziar a bolsa ou trocar quando for a bolsa hemoderivado apenas quando estiver com ¾ da sua capacidade preenchida. Manipular o sistema de drenagem o mínimo possível. 22

23 Material: Luva de procedimento; Óculos de proteção; Gaze estéril; Cuba rim estéril; Cálice graduado limpo e seco; Álcool á 70%. 23

24 Técnica: Higienizar as mãos com água e sabão e aplicar álcool á 70%; Utilizar luvas de procedimento e óculos de proteção; Pinçar na parte distal do sistema; Abrir na técnica asséptica: o pacote com a cuba rim e a bolsa ( hemoderivado) se for o caso; Obs. Não é necessário o uso da cuba rim na troca da bolsa ( hemoderivado) 24

25 Realizar a desinfecção da parte distal que será aberta para drenagem ou desconectada para troca da bolsa( hemoderivado) ; Despinçar o sistema; Passar o débito da cuba rim para o cálice graduado.obs. Se a quantidade de débito for grande, levar um cálice maior ou outro recipiente ; Anotar aspecto e volume do líquor ; Notificar alterações. 25

26 OBRIGADA! 26

27 Referência bibliográficas: Lobo, RD et al. Manual prático de procedimentos: assistência segura para o paciente e para o profissional de saúde. SP: HCFMUSP,2009, 72p. 27

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