A CONSCIÊNCIA POTENCIAL DO ILÍCITO E O MENOR

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A CONSCIÊNCIA POTENCIAL DO ILÍCITO E O MENOR"

Transcrição

1 A CONSCIÊNCIA POTENCIAL DO ILÍCITO E O MENOR ROGÉRIO TADEU ROMANO Procurador Regional da República aposentado A Constituição Federal prescreve que são penalmente inimputáveis os menore s de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial. A Lei penal diz que são inimputáveis os menores de 18 anos por expressa dispo sição de lei, artigo 27 do Código Penal. Em razão disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente disciplina sanções e outras medidas com relação ao ato infracional cometido. Dir se ia que estamos diante de uma verdadeira garantia constitucional, uma v erdadeira cláusula pétrea, como prevista no artigo 60, parágrafo quarto, da Constituição Fede ral. Ora, se a garantia fundamental visa a proteção da dignidade da pessoa humana, o artigo 228 da Constituição, que estabelece a inimputabilidade dos menores de dezoito ano s, não trata de direito inerente ao ser humano, um princípio constitucional impositivo, a defen der a dignidade. Aqui, no artigo 228 da Constituição, não se está defendendo a vida, igualdade, segurança, propriedade, sequer a liberdade. Não se pode defender que a disposição do artigo 228 da Constituição assegura liberdade absoluta ao menor infrator, uma vez que a norma prevê a possibilidade de sua puniç ão através de lei especial. Digo que o estabelecimento de uma idade mínima para responsabilidade penal não significa afastamento do poder punitivo estatal, significa apenas uma opção de política cri minal inserta na Constituição que pode ser objeto de alteração futura. Numa posição intermediária poder se ia dizer que basta dar ao ECA instrument os para melhorar a sua efetividade. Inimputabilidade, é certo, não é sinônimo de impunidade. Para alguns, basta as medidas traçadas pelo ECA e que não existiria que falar em impunidade.

2 Não estamos diante de garantia constitucional. As garantias constitucionais que podem ser gerais ou especiais, que na correta lição de Ruy Barbosa(Republica: Teoria e Prática, pág. 124), que são aquelas instituídas em defesa dos direitos, limitam o poder, c onstam, inicialmente, do artigo 5º da Constituição Federal. O papel de garantia constituci onal ou ainda direito fundamental está no conteúdo da norma e não na sua aposição geog ráfica denro da Constituição. Sendo assim o artigo 228 da Constituição seria uma norma apenas formalm ente constitucional, que ali se encontra por opção do constituinte, mas que deve constar a penas de lei ordinária. Não se desconhece que hoje em dia é pacífico o entendimento de que aind a podemos encontrar direitos e garantias individuais desocados do rol do artigo 5º da Con stituição Federal, como se lê de posição do Supremo Tribunal, na ADIn DF, garantias que surgiram com a evolução do direito social. Quero com isso dizer que o artigo 228 da Constituição é apenas norma form almente constitucional, envolvendo matéria que deve constar de normas infraconstitucion ais. Mas se tudo isso não bastasse há a incidência de uma mutação constitucion al, pois o direito deve se adaptar às novas exigências do cotidiano social. Bem analisa Uadi Lammêgo Bulos(Constituição Federal Anotada, São Paulo, Saraiva, 6ª edição, pág. 53), que as Constituições sofrem mudanças, além daquelas previst as formalmente. Isso não é apenas através do mecanismo instituído através da reforma qu e os preceitos constitucionais vão e devem ser modificaos para aderirem às exigências soci ais, políticas, econômicas, jurídicas do Estado e da comunidade. Por mutação constitucional denomina se o processo informal de mudança d a constituição por meio do qual são atribuídos novos sentidos, conteúdos até então não re ssaltados à letra da Constituição, quer através da interpretação em suas diversas modalida des e métodos, quer por intermédio da construção bem como dos usos e dos costumes co nstitucionais. Há instrumentos difusos que demonstram essa mutação. Ora, mesmo o Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADIn MC 2024/ DF, já entendeu que as limitações materiais ao poder constituinte não significam a intangi bilidade literal da disciplina da Constiuição, mas apenas a proteção de seu núcleo essencia l.

3 Seja como for o legislador infraconstitucional, uma vez que a expressão dez oito anos não gera petrificação, pode alterar, diante das necessidades sociais, á vista de um novo sentido que a sociedade dê à matéria, a idade mínima ou até m esmo os critérios e fundamentos para punir e considerar responsável penalmente alguém que comete ilícit penal. Dito isso penso que a questão não passa unicamente pela perspectiva de u m modelo meramente biológico, de termo inicial da menoridade. Adota se aqui um critério biológico(idade do autor do fato), não se levando em conta, caso a caso, o desenvolvimento mental do menor, numa presunção absoluta de inimputabilidade que faz, em verdadeira ficção, com que o menor seja considerado como tendo desenvolvimento mental incompleto. Chega se a ser ingênuo ao acreditar se em tais hipóteses, cobrindo se os ol hos à realidade onde o menor, hoje, com acesso à internet, num mundo cheio de luxúrias, tem acesso ao sexo cedo e as mazelas da vida, tendo plena consciência, já cedo, das mazel as da vida. Está o Brasil atrasado, vivendo um mundo onde o jovem envelhece tarde e o idoso envelhece cedo. Na Grécia, na Nova Zelândia, o jovem é considerado imputável até os 17 an os. Na Argentina, Birmânia, Filipinas, Espanha, Bélgica, Israel, aos 16 anos. Aos 15 anos, na Índia, Honduras, Egito, Síria, Paraguai, Guatemala. Aos 14 anos, na Alemanha e no Haiti. P or fim, aos 10 anos, na Inglaterra. Pensemos num critério que se afaste do etário, de forma cega e ficcionista para determinar a idade penal e a responsabilidade. Pensemos na possibilidade de ver, cas o a caso, essa responsabilidade segundo a consciência potencial do ilícito revelada por cad a agente envolvido. Frank, em obra editada em 1907, lançou as bases da chamada teoria norma tiva da culpabilidade, introduzindo no conceito de culpa um elemento normativo, um juízo de valor, a reprovabilidade do ato praticado. Para ele, para ser culpável não basta que um fato seja doloso, ou culposo, mas é preciso que, além disso, seja censurável ao autor. O dolo e a culpa seriam elemento s da culpabilidade.

4 Para Mezger, a culpabilidade é juízo de reprovação ao autor do fato, assim c omposto: imputabilidade, dolo ou culpa strictu sensu(negligência, imprudência, imperícia) ; exigibilidade de conduta diversa, nas circunstâncias de um comportamento conforme ao direito. Assim, a censura de culpabilidade pode ser feita ao agente de um injusto típico pe nal se ele, ao praticar a ação punível, não agiu de outro modo, conformando se às exigênci as do direito, quando, nas circunstâncias, podia tê lo feito, isto è: estava dotado de certa dose de autodeterminação e de compreensão(im putabilidade) que o tornava apto a frear, reprimir, ou a desviar sua vontade ou o impulso que o impelia para o fim ilícito(possibilidade de outra conduta) e que, apesar disso, consci ente e voluntariamente(dolo) ou com negligência, imperícia ou imprudência, desencadeou o fato punível. O que falar do dolo normativo? Que falar do criminoso habitual, um jovem, menor desamparado, nascido de família desajustada, criado num ambiente agressivo, ond e viu unicamente a criminalidade, uma bíblia e tônica? Como exigir se dessas criaturas uma exata compreensão da consciência atu al da ilicitude? Logo ele que jamais soube ou compreendeu o que é ilícito diversamente do que é licito? Veio Welzel que mostrou que o dolo faz parte da ação humana, extraindo o dolo e a culpa strictu sensu da culpabilidade e incluindo os no conceito de ação. O dolo e a culpa strictu sensu passam a fazer parte do tipo legal. É a teoria finalista. Já a culpabilidad e é uma valoração, censurabilidade. O dolo deve ser situado no objeto da valoração. Mezger(apud Francisco de Assis Toledo, Princípios Básicos de Direito Penal, 4ª edição, pág. 225) elaborou um adendo à culpabilidade normativa, culpabilidade pela c ondução de vida, Uma corrente majoritária de penalistas entende pela culpabilidade do fato. A censurabilidade de culpabilidade recai sobre o fato do agente, sobre o comportamento humano, dentro de ação e omissão, que realiza um fato crime. A tônica estaria no fato do agente, não no agente do fato. O agente sendo dotado de certa capacidade de compreens ão e escolha é culpável por um fato ilícito, na medida em que se concretiza o injusto, pode ndo, nas circunstâncias, ter agido de outro modo. De outro modo, entende se que censurável não seria o agente pelo seu co mportamento, pelo seu justo típico, mas, sim, por sua conduta de vida, pelo seu caráter, p ela sua personalidade, pelo seu modo de ser e viver. Assim, a leitura dos tipos penais que descrevem um modelo de conduta proibitiva e não um tipo criminológico de autor. Mas, e

5 os tipos, que se circunscrevem a contravenção penal, como vadiagem, mendicância? E o t ipo penal do rufianismo? Vejo aqui a melhor maneira de observar a culpabilidade do menor, que vive do crime, que tem o crime como sua cultura, como sua razão de viver. Aquilo que ele é. Chegamos ao direito penal de autor e culpabilidade de autor. Fala se na culpabilidade do caráter onde quem vive da deslealdade é respo nsável por ser um injusto. Estão aí causa e consequência, numa linha aristotélica. Fala se na culpabilidade pela conduta de vida, contribuição trazida por Mez ger ao direito penal. Aqui se observa que o agente forma seu caráter, em certas circunstân cias, de modo a alcançar uma posição censurável de inimizade ao direito. Ele tem uma ceg ueira jurídica, em face de seus maus hábitos. Ora, muitos doutrinadores a criticam entend endo que estamos diante de condenação de determinados agentes sem a exigência da co nsciêcia atual da ilicitude. Para Bockelmann(apud Figueiredo Dias, Liberdade e culpa Direito Penal, pág. 118), a culpabilidade não está na condução de vida, mas antes na segu inte e importante decisão vital: o agente, podendo ser outro, isto é, podendo ser reto e b om, decide se pelo seu eu mau. Mesmo Welzel(Das Deutsche Strafrecht, apud Francisco de Assis Toledo, ob ra citada, pág. 240), partidário da culpabilidade pelo fato, admite uma culpabilidade de car áter, ou da personalidade, ao falar em delinquente por tendência, do delinquente passion al, do leviano. Vejo que a teoria que pode atender a culpabilidade do menor e sua respons abilidade penal deve levar em conta seu caráter, sua opção por uma conduta de vida desr egrada, diante de um mundo onde tem perfeita consciência, na vida moderna, que lhe é in imigo e que precisa afrontá lo. Ele dotado de autodeterminação e compreensão não tem o menor pudor em adotar soluções que confrontam ao direito alheio, pois tem por eles u ma indiferença larvar. A menoridade penal deve ser tratada não, sob uma pura ótica abstrata, mas concreta, caso a caso, dentro do que chamamos consciência potencial do ilícito que tem c ada autor, que escolhe, porque não lhe resta uma outra alternativa, já que o mundo, para ele, lhe foi cruel, na vida delinquente.

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Teorias da conduta no Direito Penal Rodrigo Santos Emanuele * Teoria naturalista ou causal da ação Primeiramente, passamos a analisar a teoria da conduta denominada naturalista ou

Leia mais

CULPABILIDADE RESUMO

CULPABILIDADE RESUMO CULPABILIDADE Maira Jacqueline de Souza 1 RESUMO Para uma melhor compreensão de sanção penal é necessário a análise levando em consideração o modo sócio-econômico e a forma de Estado em que se presencie

Leia mais

Teresina, 08 de junho de 2015.

Teresina, 08 de junho de 2015. Faculdade Estácio CEUT Coordenação do Curso de Bacharelado em Direito Disciplina: História do Direito Professor: Eduardo Albuquerque Rodrigues Diniz Turma: 1 B Alunas: Alice Brito, Larissa Nunes, Maria

Leia mais

Direito Penal Emerson Castelo Branco

Direito Penal Emerson Castelo Branco Direito Penal Emerson Castelo Branco 2014 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. DIREITO PENAL CONCEITO DE CRIME a) material: Todo fato humano que lesa ou expõe a perigo

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br (Artigos) considerações sobre a responsabilidade "penal" da pessoa jurídica Dóris Rachel da Silva Julião * Introdução É induvidoso que em se tratando da criminalidade econômica e

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL DECORRENTE DE ACIDENTES DE TRABALHO Constituição Federal/88 Art.1º,III A dignidade da pessoa humana. art.5º,ii

Leia mais

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1.1 TEORIAS DA CONDUTA 1. CONDUTA 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt Imperava no Brasil até a

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO CURSO

PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIREITO PENAL - PDF Duração: 09 semanas 01 aula por semana. Início: 04 de agosto Término: 06 de outubro Professor: JULIO MARQUETI PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIA 04/08 - Aula 01 Aplicação da Lei Penal no tempo.

Leia mais

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início.

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 08 Professora: Ana Paula Vieira de Carvalho Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 08 CONTEÚDO DA AULA: Teorias da (cont). Teoria social

Leia mais

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Fato típico é o primeiro substrato do crime (Giuseppe Bettiol italiano) conceito analítico (fato típico dentro da estrutura do crime). Qual o conceito material

Leia mais

O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal

O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal Pedro Melo Pouchain Ribeiro Procurador da Fazenda Nacional. Especialista em Direito Tributário. Pósgraduando em Ciências Penais

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR É possível um finalismo corrigido? Saymon Mamede Várias teorias sobre o fato típico e a conduta surgiram no Direito Penal, desde o final do século XIX até hodiernamente. A pretensão deste artigo é expor

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br As Medidas de Segurança (Inconstitucionais?) e o dever de amparar do Estado Eduardo Baqueiro Rios* Antes mais nada são necessárias breves considerações acerca de pena e das medidas

Leia mais

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO.

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO. 1 REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO. VAGULA, J. E. M. Resumo No decorrer desta pesquisa buscou-se a melhor forma, dentre

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

TRIBUNAL CRIMINAL DA COMARCA DE LISBOA 1º JUÍZO-2ª SECÇÃO

TRIBUNAL CRIMINAL DA COMARCA DE LISBOA 1º JUÍZO-2ª SECÇÃO 1 - RELATÓRIO Nos presentes autos de processo comum, com intervenção do Tribunal Singular, o Ministério Público deduziu acusação contra Maria Silva, nascida a 11 de Setembro de 1969, natural de Coimbra,

Leia mais

Embriaguez e Responsabilidade Penal

Embriaguez e Responsabilidade Penal Embriaguez e Responsabilidade Penal O estudo dos limites da responsabilidade penal é sempre muito importante, já que o jus puniendi do Estado afetará um dos principais direitos de qualquer pessoa, que

Leia mais

A MAIORIDADE PENAL NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES

A MAIORIDADE PENAL NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES A MAIORIDADE PENAL NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES RIBAMAR SOARES Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor, de Sucessões, Internacional

Leia mais

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PEÇA D E S P A C H O 1. Autue-se o Auto de Prisão em Flagrante; 2. Dê-se o recibo de preso ao condutor; 3. Autue-se o Auto de Apresentação

Leia mais

Parte I - Conceitos Fundamentais, 1

Parte I - Conceitos Fundamentais, 1 Parte I - Conceitos Fundamentais, 1 1 O Estado e o poder-dever de punir, 3 1 O Estado e o direito, 3 1.1 Explicação preliminar, 3 1.2 Identidade entre Direito e Estado: a tese de Kelsen, 4 1.3 Distinção

Leia mais

EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS

EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1 Eficácia é o poder que tem as normas e os atos jurídicos para a conseqüente produção de seus efeitos jurídicos próprios. No sábio entendimento do mestre

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

TESTE RÁPIDO DIREITO PENAL CARGO TÉCNICO LEGISLATIVO

TESTE RÁPIDO DIREITO PENAL CARGO TÉCNICO LEGISLATIVO TESTE RÁPIDO DIREITO PENAL CARGO TÉCNICO LEGISLATIVO COMENTADO DIREITO PENAL Título II Do Crime 1. (CESPE / Defensor DPU / 2010) A responsabilidade penal do agente nos casos de excesso doloso ou culposo

Leia mais

HOMICÍDIO E CULPABILIDADE RESUMO. Palavras-chave: homicídio, morte, culpabilidade. INTRODUÇÃO

HOMICÍDIO E CULPABILIDADE RESUMO. Palavras-chave: homicídio, morte, culpabilidade. INTRODUÇÃO HOMICÍDIO E CULPABILIDADE Liliane Krauss, Aluna do 8 o semestre de Direito manhã DA Faculdade de Direito do CEUNSP de Salto) RESUMO Este trabalho visa um estudo de maior profundidade sobre o tema homicídio,

Leia mais

Plano de Ensino de Disciplina

Plano de Ensino de Disciplina UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Faculdade de Direito Departamento de Direito e Processo Penal Plano de Ensino de Disciplina DISCIPLINA: DIREITO PE AL I CÓDIGO: DIN101 PRÉ-REQUISITO: DIT027 DEPARTAMENTO:

Leia mais

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL Gustavo de Oliveira Santos Estudante do 7º período do curso de Direito do CCJS-UFCG. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/4207706822648428 Desde que o Estado apossou-se

Leia mais

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado Conceito Responsabilidade Civil do Estado é a obrigação que ele tem de reparar os danos causados a terceiros em face de comportamento imputável aos seus agentes. chama-se também de responsabilidade extracontratual

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco

TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS CAUSALISTA, CAUSAL, CLÁSSICA OU NATURALISTA (VON LISZT E BELING) - CONDUTA É UMA AÇÃO HUMANA VOLUNTÁRIA QUE PRODUZ

Leia mais

IMPORTÂNCIA DAS CLASSIFICAÇÕES, EXCESSOS E ANÁLISE DO DOLO, DA CULPA E DO ERRO EM MATÉRIA JURÍDICO-CRIMINAL

IMPORTÂNCIA DAS CLASSIFICAÇÕES, EXCESSOS E ANÁLISE DO DOLO, DA CULPA E DO ERRO EM MATÉRIA JURÍDICO-CRIMINAL SIDIO ROSA DE MESQUITA JÚNIOR http://www.sidio.pro.br http://sidiojunior.blogspot.com sidiojunior@gmail.com IMPORTÂNCIA DAS CLASSIFICAÇÕES, EXCESSOS E ANÁLISE DO DOLO, DA CULPA E DO ERRO EM MATÉRIA JURÍDICO-CRIMINAL

Leia mais

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Espécies de Conduta a) A conduta pode ser dolosa ou culposa. b) A conduta pode ser comissiva ou omissiva. O tema dolo e culpa estão ligados à

Leia mais

A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA

A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA CLÁUDIO RIBEIRO LOPES Mestre em Direito (Tutela de Direitos Supraindividuais) pela UEM Professor Assistente da UFMS (DCS/CPTL)

Leia mais

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA DEFINIÇÃO INFORMAÇÕES GERAIS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES FUNDAMENTAÇÃO LEGAL PERGUNTAS FREQUENTES DEFINIÇÃO Decorre da transgressão de normas administrativas pelo servidor,

Leia mais

Teoria das nulidades dos atos de advocacia. Dispõe o Estatuto da Advocacia (Lei Federal n.º 8.906/94):

Teoria das nulidades dos atos de advocacia. Dispõe o Estatuto da Advocacia (Lei Federal n.º 8.906/94): Thiago d Ávila Membro da Advocacia-Geral da União. Procurador Federal. Procurador do INCRA em Natal/RN. Ex-Procurador do INSS. Ex-Procurador do Órgão de Arrecadação da Procuradoria-Geral Federal. Dedica-se

Leia mais

DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE HISTÓRICO DA PROTEÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NO BRASIL PERÍODO COLONIAL 1551 - fundada no Brasil a primeira Casa de Recolhimento: gerida pelos jesuítas, objetivava

Leia mais

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber:

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber: Posição Compromissória da CRFB e a Doutrina da Efetividade A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos,

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa).

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Pressupostos da responsabilidade civil subjetiva: 1) Ato ilícito; 2) Culpa; 3) Nexo causal; 4) Dano. Como já analisado, ato ilícito é a conduta voluntária

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal I Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 2º ano Docente Responsável: Prof.

Leia mais

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA Centro Universitário de Brasília Faculdade de Ciências Jurídicas e Ciências Sociais DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3 Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA 2013 2 DÉBORA DE

Leia mais

OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA PRIORIDADE ABSOLUTA E DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E SUA EFETIVIDADE

OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA PRIORIDADE ABSOLUTA E DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E SUA EFETIVIDADE OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA PRIORIDADE ABSOLUTA E DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E SUA EFETIVIDADE Silva, Edenise Andrade da 2 ; Pessoa,Tatiane de Fátima da Silva 3,Cezne,Andrea

Leia mais

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 Sumário Prefácio... 11 Apresentação dos autores... 13 Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 1. Para entender a lei... 26 2. Aspectos gerais... 28 2.1 Fundamento constitucional... 28 2.2 A Lei dos

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO Atualizado até 13/10/2015 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NOÇÕES INTRODUTÓRIAS Quando se fala em responsabilidade, quer-se dizer que alguém deverá

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 1. IDENTIFICAÇÃO PERÍODO: 3 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 45 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO PENAL I (1ª PARTE- TEORIA DO CRIME) NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Ciências Penais,

Leia mais

TEORIAS RELACIONADAS À RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA

TEORIAS RELACIONADAS À RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA TEORIAS RELACIONADAS À RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA Bruno Rodrigo Aparecido de Oliveira 1 RESUMO Através deste artigo, iremos de maneira simples, porém cientifica, tratar das teorias que dão

Leia mais

II FONACRIM ENUNCIADOS

II FONACRIM ENUNCIADOS II FONACRIM ENUNCIADOS 1. Nos crimes tributários, o parâmetro objetivo para aplicação da insignificância penal excluídas as condutas fraudulentas é o valor do credito tributário (principal e acessório)

Leia mais

CRIMES IMPRESCRITÍVEIS

CRIMES IMPRESCRITÍVEIS CRIMES IMPRESCRITÍVEIS Celso Duarte de MEDEIROS Júnior 1 Claudete Martins dos SANTOS 2 João Aparecido de FREITA 3 CRIMES IMPRESCRITÍVEIS Este trabalho trará um conceito de prescrição e mostrará que como

Leia mais

CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 PLANO DE ENSINO

CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 PLANO DE ENSINO CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 DISCIPLINA: DIREITO PENAL I PLANO DE ENSINO OBJETIVOS: * Compreender as normas e princípios gerais previstos na parte do Código

Leia mais

DA (IN)CONSTITUCIONALIDADE DA REDUÇÃO DA MENORIDADE PENAL NO BRASIL. Palavras-chave: Imputabilidade penal Redução penal Menoridade

DA (IN)CONSTITUCIONALIDADE DA REDUÇÃO DA MENORIDADE PENAL NO BRASIL. Palavras-chave: Imputabilidade penal Redução penal Menoridade DA (IN)CONSTITUCIONALIDADE DA REDUÇÃO DA MENORIDADE PENAL NO BRASIL Isabel Cristina Baptista de Souza 1 RESUMO Este trabalho tem como objetivo principal a análise constitucional da redução da imputabilidade

Leia mais

O SISTEMA CLÁSSICO DA TEORIA DO DELITO- A ANÁLISE DA TEORIA CAUSAL- NATURALISTA DA AÇÃO E DA TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE

O SISTEMA CLÁSSICO DA TEORIA DO DELITO- A ANÁLISE DA TEORIA CAUSAL- NATURALISTA DA AÇÃO E DA TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE O SISTEMA CLÁSSICO DA TEORIA DO DELITO- A ANÁLISE DA TEORIA CAUSAL- NATURALISTA DA AÇÃO E DA TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE José Carlos de Oliveira Robaldo 1 Vanderson Roberto Vieira 2 Resumo: Os

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS

ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS ÁREA CRIMINAL CRIMES CONTRA OS COSTUMES 1. CRIMES CONTRA OS COSTUMES. ESTUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. TODAS AS FORMAS. CRIMES HEDIONDOS.

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A figura do delinquente / transtornos da personalidade Vania Carmen de Vasconcelos Gonçalves* 1. INTRODUÇÃO Atualmente é comum nos depararmos diariamente com casos e relatos de violência,

Leia mais

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS NOTA TÉCNICA CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL A Defensoria Pública do Estado de Alagoas, por meio do Núcleo Especializado da Infância e da Juventude, em virtude de sua função institucional de exercer

Leia mais

O PODER E O RISCO DAS REDES SOCIAIS. Advª. Cláudia Bressler e Prof. Ms. Carolina Müller

O PODER E O RISCO DAS REDES SOCIAIS. Advª. Cláudia Bressler e Prof. Ms. Carolina Müller O PODER E O RISCO DAS REDES SOCIAIS Advª. Cláudia Bressler e Prof. Ms. Carolina Müller Rede Social é um grupo de pessoas/empresas conectadas através da internet e de interesses em comum. Esse grupo forma

Leia mais

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais Para Reflexão Ao indivíduo é dado agir, em sentido amplo, da forma como melhor lhe indicar o próprio discernimento, em juízo de vontade que extrapola

Leia mais

Capítulo II Princípios penais e político-criminais

Capítulo II Princípios penais e político-criminais Capítulo II Princípios penais e político-criminais Sumário 1. Princípio da legalidade penal: 1.1. Previsão; 1.2. Origem; 1.3. Denominação e alcance; 1.4. Funções 2. Princípio da fragmentariedade 3. Princípio

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) Reforma o Código Penal Brasileiro. Código Penal. O CONGRESSO

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal Direito Penal 1. Apresentação José Nabuco Filho: Advogado criminalista em São Paulo, mestre em Direito Penal 1 (UNIMEP), professor de Direito Penal desde 2000. Na Universidade São Judas Tadeu, desde 2011,

Leia mais

LIMITES DA MEDIDA DE SEGURANÇA CRIMINAL DETENTIVA DO CÓDIGO PENAL MILITAR NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

LIMITES DA MEDIDA DE SEGURANÇA CRIMINAL DETENTIVA DO CÓDIGO PENAL MILITAR NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO MARCOS ROBERTO RODRIGUES DA ROSA LIMITES DA MEDIDA DE SEGURANÇA CRIMINAL DETENTIVA DO CÓDIGO PENAL MILITAR NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO MILITAR UNIVERSIDADE CRUZEIRO

Leia mais

Associação dos Assistentes Jurídicos do Estado do Rio de Janeiro AASSIJUR Fundada em 13 de maio de 1963 RIO DE JANEIRO - ASSISTENTES JURÍDICOS

Associação dos Assistentes Jurídicos do Estado do Rio de Janeiro AASSIJUR Fundada em 13 de maio de 1963 RIO DE JANEIRO - ASSISTENTES JURÍDICOS RIO DE JANEIRO - ASSISTENTES JURÍDICOS Para incluir no site da ABRAP A Associação dos Assistentes Jurídicos do Estado do Rio de Janeiro -, com sede própria localizada na Travessa do Ouvidor n 8, 3 andar,

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos C W M C O M U N I C A Ç Ã O WALTEMIR DE MELO ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS CRÍTICOS

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 4h/s Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO. Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO. Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015 RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015 1 RESPONSABILIDADES TRIPARTITES RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA RESPONSABILIDADE CIVIL

Leia mais

01 Direito da Criança e do Adolescente

01 Direito da Criança e do Adolescente 01 Direito da Criança e do Adolescente Constitui-se em um direito dos pais ou responsáveis, assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a) adentrar no prédio escolar até as salas de aula em qualquer

Leia mais

do Idoso Portaria 104/2011

do Idoso Portaria 104/2011 DEVER DE NOTIFICAR- do Idoso Portaria 104/2011 Lei 6.259/75l Lei 10.778/03, ECA, Estatuto n Médicos n Enfermeiros n Odontólogos n Biólogos n Biomédicos n Farmacêuticos n Responsáveis por organizações e

Leia mais

Estupro de vulnerável consentido: uma absolvição polêmica

Estupro de vulnerável consentido: uma absolvição polêmica Estupro de vulnerável consentido: uma absolvição polêmica Plínio Gentil 1 Introdução Recente decisão da 7ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, absolvendo réu acusado de praticar estupro

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR COMENTÁRIOS SOBRE A TEORIA DO FUNCIONALISMO PENAL

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR COMENTÁRIOS SOBRE A TEORIA DO FUNCIONALISMO PENAL COMENTÁRIOS SOBRE A TEORIA DO FUNCIONALISMO PENAL Mary Mansoldo 1 Junho/2011 RESUMO: Trata-se de síntese introdutória sobre a Teoria do Funcionalismo Penal. Sem o propósito de aprofundamento, alguns conceitos

Leia mais

NORMA PENAL EM BRANCO

NORMA PENAL EM BRANCO NORMA PENAL EM BRANCO DIREITO PENAL 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO. MACAPÁ 2011 1 NORMAS PENAIS EM BRANCO 1. Conceito. Leis penais completas são as que

Leia mais

+(',21'2 FLÁVIO AUGUSTO MARETTI SIQUEIRA

+(',21'2 FLÁVIO AUGUSTO MARETTI SIQUEIRA 2129275$7$0(1723(1$/$23257('($50$'()2*2$ 7(1'Ç1&,$'(75$16)250$d 2'23257('($50$(0&5,0( +(',21'2 FLÁVIO AUGUSTO MARETTI SIQUEIRA Estagiário do Ministério Público Federal atuando na Procuradoria da República

Leia mais

Inexigibilidade de conduta diversa e exclusão da culpabilidade penal

Inexigibilidade de conduta diversa e exclusão da culpabilidade penal Inexigibilidade de conduta diversa e exclusão da culpabilidade penal Aurora Tomazini de Carvalho Doutora PUC/SP e Professora UEL Introdução Em razão da situação econômica, muitas empresas passam por severas

Leia mais

JORGE Luís de CAMARGO 1

JORGE Luís de CAMARGO 1 O ELEMENTO SUBJETIVO NAS EXCLUDENTES DE ILICITUDE E A NECESSIDADE DE SUA QUESITAÇÃO NOS PROCESSOS A SEREM JULGADOS PELO CONSELHO DE SENTENÇA NO TRIBUNAL DO JÚRI JORGE Luís de CAMARGO 1 Sumário: 1. Conceito

Leia mais

CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL

CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL Ataídes Kist 1 1 Docente do Curso de Direito da Unioeste, Campus de Marechal Cândido Rondon. E-mail ataideskist@ibest.com.br 10 ATAÍDES KIST RESUMO: Na estrutura do Direito

Leia mais

DISCIPLINA: DIREITO PENAL

DISCIPLINA: DIREITO PENAL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DISCIPLINA: DIREITO PENAL QUESTÃO Nº 109 Protocolo: 11913003657-0 Não existe qualquer erro material na questão. Nada a ser alterado. O recorrente

Leia mais

REPRESENTAÇÃO PENAL DA PESSOA JURÍDICA E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

REPRESENTAÇÃO PENAL DA PESSOA JURÍDICA E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 REPRESENTAÇÃO PENAL DA PESSOA JURÍDICA E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Aline Barandas 1 RESUMO: A atual Constituição Federal brasileira prega valores sociais,

Leia mais

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7:

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1 PROCESSO PENAL PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1. CONCURSO DE CRIMES 1.1 DISTINÇÃO: * CONCURSO

Leia mais

AS VANTAGENS DA APLICAÇÃO DE PENAS ALTERNATIVAS

AS VANTAGENS DA APLICAÇÃO DE PENAS ALTERNATIVAS AS VANTAGENS DA APLICAÇÃO DE PENAS ALTERNATIVAS Camila Silvia Martinez Perbone 30* As penalidades, desde os primórdios da civilização, sempre tiveram a finalidade de punir de modo severo, apenas para restabelecer

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

SENTENÇA N.º 51/2013-2ª SECÇÃO

SENTENÇA N.º 51/2013-2ª SECÇÃO Transitada em julgado Proc. n.º 70/2013 - PAM 2ª Secção SENTENÇA N.º 51/2013-2ª SECÇÃO I. Relatório 1 Nos presentes autos vai o presidente da Assembleia Distrital da Guarda, Júlio José Saraiva Sarmento,

Leia mais

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1.1 FUNÇÕES DO TIPO: a) Função garantidora : 1. TEORIA DA TIPICIDADE b) Função

Leia mais

Índice. 5. A escola moderna alemã 64 6. Outras escolas penais 65

Índice. 5. A escola moderna alemã 64 6. Outras escolas penais 65 Índice Prefácio à 2ª edição Marco Aurélio Costa de Oliveira 7 Apresentação à 2ª edição Marco Antonio Marques da Silva 9 Prefácio à 1ª edição Nelson Jobim 11 Apresentação à 1ª edição Oswaldo Lia Pires 13

Leia mais

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA A responsabilidade civil tem como objetivo a reparação do dano causado ao paciente que

Leia mais

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 01- Podemos afirmar que a culpabilidade é excluída quando a) o crime é praticado em obediência à ordem, manifestamente legal, de superior

Leia mais

LEI PENAL X NORMA PENAL VIGÊNCIA A PERSECUÇÃO PENAL. -A persecução penal no Brasil é dividia em 5 fases: LEIS PENAIS INCOMPLETAS

LEI PENAL X NORMA PENAL VIGÊNCIA A PERSECUÇÃO PENAL. -A persecução penal no Brasil é dividia em 5 fases: LEIS PENAIS INCOMPLETAS 1 DIREITO PENAL PONTO 1: LEI PENAL X NORMA PENAL PONTO 2: VIGÊNCIA PONTO 3: FASES DA PERSECUÇÃO PENAL PONTO 4: LEIS PENAIS INCOMPLETAS PONTO 5: APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO PONTO 6: LEIS INTERMINTENTES

Leia mais

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito.

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito. DOS FATOS JURÍDICOS CICLO VITAL: O direito nasce, desenvolve-se e extingue-se. Essas fases ou os chamados momentos decorrem de fatos, denominados de fatos jurídicos, exatamente por produzirem efeitos jurídicos.

Leia mais

O Dano Moral no Direito do Trabalho

O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 - O Dano moral no Direito do Trabalho 1.1 Introdução 1.2 Objetivo 1.3 - O Dano moral nas relações de trabalho 1.4 - A competência para julgamento 1.5 - Fundamentação

Leia mais

Prof. Cristiano Lopes

Prof. Cristiano Lopes Prof. Cristiano Lopes CONCEITO: É o procedimento de verificar se uma lei ou ato normativo (norma infraconstitucional) está formalmente e materialmente de acordo com a Constituição. Controlar significa

Leia mais

Prof.Dr. Jorge Trindade PSICOPATIA. a máscara da justiça. Escola Superior do Ministério Público de Sergipe. Jorge Trindade, Ph.D.

Prof.Dr. Jorge Trindade PSICOPATIA. a máscara da justiça. Escola Superior do Ministério Público de Sergipe. Jorge Trindade, Ph.D. Prof.Dr. Jorge Trindade PSICOPATIA a máscara da justiça Escola Superior do Ministério Público de Sergipe Referência TRINDADE, J. Manual de Psicologia Jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 5ª. Edição,

Leia mais

SUMÁRIO. UNIDADE 10 Prescrição ou ministração culposa de drogas; UNIDADE 11 Condução de embarcação ou aeronave sob o efeito de drogas;

SUMÁRIO. UNIDADE 10 Prescrição ou ministração culposa de drogas; UNIDADE 11 Condução de embarcação ou aeronave sob o efeito de drogas; SUMÁRIO LEI Nº 11.343/06 NOVA LEI DE DROGAS; UNIDADE 1 UNIDADE 2 UNIDADE 3 UNIDADE 4 Antinomia aparente de normas penais; Delito de posse de drogas ilícitas para consumo pessoal; Vedação da prisão em flagrante;

Leia mais