A Ópera e a Amazônia no século XIX: reflexões a propósito de Bug Jargal

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A Ópera e a Amazônia no século XIX: reflexões a propósito de Bug Jargal"

Transcrição

1 A Ópera e a Amazônia no século XIX: reflexões a propósito de Bug Jargal Márcio Páscoa 1 A recente recriação de Bug Jargal durante Setembro de 2005, na casa que originalmente a concebeu, não deve ser entendida apenas como um esforço musicológico que logrou êxito retirando parcela da rica memória cultural brasileira dos porões onde mofa negligentemente. Não deveria ser raro que um estudo e transcrição de composição nacional resultasse no despertar de interesse dos meios produtores de cultura, que sensibilizasse gestores públicos da área cultural e entusiasmasse os demais envolvidos no processo que leva a uma montagem cênico-musical. A bem da verdade, a real motivação também não devia ser o regionalismo rançoso que ainda força passagem na argumentação mediana que se ouve por aí. Mas infelizmente este é ainda um pretexto válido, mesmo que não seja único, para chamar a atenção sobre o assunto e desatar os nós que levam a uma montagem baseada em estudo musicológico. Afinal, a globalização agressiva sugere diversas reações, dentre elas a busca por elementos de identidade regional, tentativa de resistir ao desenraizamento quase compulsório que se vai perpetrando nestas últimas décadas de forma cada vez mais enfática. Foi com este ânimo que Bug Jargal, melodrama em quatro atos do italiano Vincenzo Valle ( ) e do paraense José Cândido da Gama Malcher ( ) voltou à luz. Mas a seu lado levanta-se uma enormidade de questões que interessam não só ao desvendar do passado, com mostra o alcance das atitudes tomadas nele. Na época em que Malcher compôs a música desta sua primeira ópera, Belém experimentava uma regularidade de temporadas líricas em seu teatro público recentemente inaugurado. Inaugurado em Fevereiro de 1878, o Teatro da Paz recebeu inicialmente apenas companhias artísticas de teatro declamado, pois este era o gênero a que os paraenses já estavam acostumados no velho Teatro Providência, um remanescente dos primórdios do Brasil imperial. 2 1 Professor da UEA, é Mestre em Artes/Musicologia, pela Unesp/SP, Doutor em Ciências Musicias pela Universidade de Coimbra, Portugal e autor de dois livros e mais de uma centena de artigos em magazines e periódicos científicos no Brasil e no exterior. 2 O Teatro Providência surge, desde 1835, nos periódicos paraenses de maneira esporádica e com maior frequência no avançar do século. Páscoa, 2003, p.20

2 A existência do Teatro da Paz, ou seja, de um teatro público para a capital regional, foi motivada por um processo que teve seu início ainda no século XVIII. Nesta altura, o mandatário da Capitania do Grão Pará, João Pereira Caldas, sabedor de uma casa de espetáculos de dimensões desconhecidas, existente em Macapá, no Amapá, resolveu-se por construir um teatro em Belém. 3 Inaugurado em 1780, serviu durante duas ou três décadas a repertório diverso e pouco conhecido, acomodado geralmente nos dias solenes, como os aniversários da família real portuguesa, a que concorria um público de natureza e quantidade não sabidos até o momento. 4 Pode ter sido marcado aí o início de uma instituição que dentre outras tantas coisas servia a identificar os extratos sociais da região, reproduzindo o que já foi observado em Lisboa na mesma altura. 5 Mas a continuidade de tais eventos e relações necessitaria esperar tempos mais felizes, pois a primeira metade do século XIX, sacudida por revoltas regionais, parece ter interrompido a atividade cênica belenense, excetuando-se alguns raros espetáculos amadores e profissionais, estes últimos já a partir de meados da década de Serão precisamente os grupos amadores locais, a sua consequente tentativa de profissionalização e a atenção que o público lhes dava, que atrairam o interesse de companhias forâneas para apresentar-se na capital do Pará, incluindo-a numa rota que já contemplava as principais cidades costeiras brasileiras. A regularidade que se estabeleceu na visita destes grupos artísticos e a perspectiva de sua contribuição cultural e sobretudo educativa, formaram a argumentação que justificou a despesa para a construção de um teatro público, nas peças orçamentárias em que se verificavam as receitas vultosas e crescentes vindas do comércio da borracha silvestre amazônica nos idos de Oitocentos. 7 A significativa aproximação do Brasil dos valores científicos e artísticos europeus, que promoveu a secularização da atividade musical, e a influência dos ideais associados à música, assim como a grande projeção do teatro declamado, convergiram 3 Salles, 1994, p.7 4 Páscoa, 2003, p.18 5 Carvalho, Páscoa, 2003, p.22. Ao teatro público de João Pereira Caldas sucedeu-se um outro erguido pelo Conde de Vilaflor e que estava ativo em 1817, sendo o único que se tem notícia antes do citado Providência. 7 Já no século XVIII houve preocupação com uma imagem urbana condizente, ao encomendar do arquiteto italiano Antônio Landi, um discípulo de Bibiena, as obras de alguns edifícios de valor utilitário e simbólico que devia ter uma cidade àquela altura, como dentre outras a sede do governo em Belém ou a igreja matriz de Barcelos, sede da capitania de São José do Rio Negro, atual Amazonas, subordinada à época ao Pará.

3 para a rápida revitalização e ascensão do teatro musicado e seus gêneros. Igualmente célere e eficiente foi a distribuição destes novos produtos por todas as localidades do globo submetidas à influência cultural européia. A ópera italiana tornara-se um produto cultural de exportação, quer no sistema de teatros com grupos líricos residentes, para estações de um ano ou mais tempo, quer no sistema de companhias itinerantes, cujas temporadas oscilavam de um a seis meses, dependendo dos recursos materiais envolvidos. Esta segunda situação proporcionou a consolidação da idéia do teatro público de Belém, onde os objetivos eram «despertar no coração da população o amor elevado do belo, e decidido gosto pela linguagem das harmonias.» 8 O processo de europeização passava agora por uma estratégia consciente onde as palavras de ordem reuniam-se na noção de progresso, no caso «o progresso da arte musical no Brasil». 9 Isto significava adesão ao desenvolvimento nas ciências e nas artes de par com as correntes europeias majoritárias, pois buscava-se a criação de patrimônio intelectual que construísse a imagem que o país queria de si perante as nações com quem se importava de travar contato. Desta forma, não bastou apenas construir o Teatro da Paz, mas garantir a movimentação de sua pauta com aquilo que se julgava ser importante. Quase todas as companhias artísticas que lá se apresentaram nas décadas seguintes à sua inauguração ganharam subvenção provincial de algum tipo. As justificativas, para as consecutivas despesas, que se lêem nos relatórios dos mandatários políticos de Amazonas e Pará a esta época falam constantemente em educação e formação do povo, do investimento em uma sociedade mais elevada e nos benefícios do progresso. 10 A pauta do Teatro da Paz dividiu-se na sua primeira década entre o teatro declamado no primeiro semestre e a ópera no segundo semestre, devendo ser concedida a empresários diferentes, que sob contratos específicos trariam uma programação contendo um repertório fixo e sempre algo de singular. 11 A singularidade de certo modo era o diferencial das temporadas, pois o repertório a fixar envolvia um núcleo de óperas de Verdi, à volta de metade dos títulos vistos, e uma outra parcela onde óperas da última geração do bel canto cumpriam o 8 O Liberal do Pará, 22 de outubro de Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), 27 de Fevereiro de Páscoa, 1997; Páscoa, Páscoa, 2003, pp.39-93

4 papel educativo planejado. 12 Tal papel fica ainda mais evidente quando se sabe que o número de títulos ficou restrito, a despeito da grande quantidade de repetições que pudessem ter. Das quase duas dúzias de óperas produzidas por Verdi, o Pará viu em toda a sua história apenas oito delas, sendo que duas apenas em ocasião única. As seis que então se repetiam frequentemente eram Il trovatore, Ernani, La traviata, Rigoletto, La forza del destino e Un ballo in maschera, conjunto exemplar das idéias musicais e estéticas do autor italiano. Na porção dedicada ao bel canto há aind maiores evidências da limitação repertorial com fulcro educativo. Rossini, por exemplo, foi sempre lembrado ao longo dos anos, mas somente por Il barbiere di Siviglia, um modelo tradicional e reconhecido da dramaturgia lírica de Oitocentos. 13 O espaço para os empresários movimentarem algo fora destes parâmetros exigia riscos diversos e alguma criatividade. Tomás Passini foi o empresário da primeira companhia lírica da casa, em 1880, e trouxe uma novidade não muito usual para temporadas de estréia. Tratava-se de Il Guarany, que entrara em seu repertório motivado pela presença do autor que estivera com o grupo artístico na temporada de Salvador em fins de Mas Gomes retirou-se logo em seguida para a Europa e frustrou o público paraense, que na ausência do criador assistiu às récitas de sua ópera com seu retrato em cena, dentre outras homenagens efusivas. 14 Isto pode ter ajudado Passini a renovar com o governo paraense para 1881, mas deve ter pesado ainda mais o compromisso em fazer a estréia absoluta de Idália, do paraense Henrique Eulálio Gurjão ( ), que esperara vinte anos pela oportunidade. A intenção de trazer Carlos Gomes a Belém - e de ouvir uma orquestra completa, dizem os jornais da época - parece ter sido o trunfo que fez a pauta do Teatro da Paz trocar de mãos, levando a temporada de 1882 a ser comandada pelo jovem musicista José Cândido da Gama Malcher ( ). Malcher já estivera a se apresentar ao piano em Belém no fim do ano anterior. Filho de um médico e político conceituado, começara seus estudos musicais ainda no Pará, com Gurjão. Cumpriu desejo paterno indo estudar engenharia nos Estados Unidos, 12 Idem 13 Ibidem. Como exceção, Guillaume Tell, de Rossini foi assistido em 1907, numa temporada francesa. 14 Folha do Norte, 22 de Fevereiro de 1915

5 antes de seguir definitivamente para seus estudos musicais em Milão, imposição comum aos filhos da burguesia oitocentista. 15 Seguindo o hábito que já se instalava, a temporada de 1882 em Belém marcou-se pela criação local de uma ópera brasileira. Desta vez era Salvator Rosa, dirigido pelo próprio autor, que não teve descanso um só dia de sua vida na capital do Pará, tal foi o assédio dos que se apressavam a homenageá-lo solenemente a todo o momento. Isto animou Carlos Gomes a constituir uma companhia lírica sob sua chancela, para correr o Brasil divulgando suas óperas. A turnê deveria começar em 1883 justamente por Belém, sem abrir mão do repertório tradicional, é claro. E assim correu, a despeito de Malcher ter avençado no ano anterior um compromisso de seis anos com o governo paraense 16, quiçá favorecido pela proximidade do seu pai com o poder, pois ele fora presidente de província interinamente em trê ocasiões recentíssimas. A verdade é que Malcher e Gomes não se entendiam mais. E o mais grave foi certamente a divulgação feita por Gomes de que estava a trabalhar numa nova ópera sobre o tema da escravatura, o mesmo assunto que Malcher lhe confidenciara estar escrevendo para sua ópera de estréia. As cartas de Gomes a pessoas de seu círculo, em que tenta justificar-se denegrindo Malcher, são conhecidas, 17 assim como os bilhetes de Gomes a Malcher pedindo ajuda uma década mais tarde, quando doente, sem dinheiro e perspectivas, solicita a ajuda do «colega, amigo sincero», que afinal até o ajudou a transferir-se para Belém onde morreria em Mas a escolha de Malcher para as bases de sua ópera, diferente do que fez Gomes, recaiu sobre obra de autor conhecido. Isto trazia várias vantagens. Bug Jargal era o primeiro romance de Victor Hugo e não serviria apenas a oferecer boa procedência no trato dos valores universais desejados. Deve-se lembrar que era uma narrativa baseada em fatos reais, não muito antigos e geograficamente próximos, o que poderia emprestar uma atmosfera de credibilidade e seriedade. O seu parceiro nesta empreitada foi o jovem libretista Vincenzo Valle, com quem dividiu os encargos. Valle era um valor emergente cujos textos serviam aos formandos de composição do mítico conservatório da capital lombarda e dos novos 15 Cernicchiaro, p Diário de Notícias, 25 de novembro de Revista do Instituto Geográfico e Histórico Brasileiro, Rio de Janeiro, Tomo 73, parte II, 1910, pp ; in Salles, 1980, pp A Província do Pará, 15 de dezembro de 1996

6 autores da cena lírica, durante estes anos da década de 1880, e que buscavam saídas para o modelo já gasto do melodrama. Elogiado frequentemente pela crítica especializada, Valle vitoriou-se também em 1890, ao lado de Niccolo Spinelli, com a ópera Labilia. A composição escrita para participar do célebre concurso de óperas novas promovido pela Casa Sonzogno, rival da poderosa editora Ricordi, alcançou o segundo lugar com agrado geral de crítica e público, ficando apenas atrás da célebre Cavalleria rusticana. Não se sabe a data em que ambos começaram a trabalhar juntos e nem quando Malcher idealizou Bug Jargal. Os ideais libertários e a formação ideológica o brasileiro podia te-los colhido ainda no Pará, onde fervilhavam o anarquismo, o comunismo e obviamente o anti-escravagismo, possivelmente amadurecendo-os na sua temporada americana, que pode ter começado ainda em Sua chegada a Milão deu-se certamente em Sabe-se dele novamente em Belém no segundo semestre de e no ano de Retirado para a Itália em seguida, só figura novamente no Pará em 1890 quando da estréia da ópera. Oscar Guanabarino afirma que a ópera foi terminada em 1885, 22 embora se saiba que o seu libreto foi publicado somente em A hipótese leva a pensar que Valle pode ter começado o trabalho com Malcher sem a perspectiva de que a ópera fosse montada, quando ainda eram estudantes, e a publicação visou então garantir direitos quando se confirmou a montagem daquele mesmo ano. 23 Parece ainda mais difícil saber o quanto Valle interferiu na concepção de Bug Jargal, mas deve ter cabido a Malcher as decisões mais agudas, pois não musicou tudo que ofereceu o libreto, mas aquilo que julgava pertinente, segundo preceitos estéticofilosóficos. Bug Jargal exibe diversas dualidades estéticas, que opõem mundos distintos num universo onde tais diferenças parecem dogmaticamente não conciliáveis. A primeira é sobre negros e brancos, cujo conflito compõe o pano de fundo histórico. Mas além destas há a proposta de sociedade familiar dos brancos versus a comunidade heterogênea dos negros, e, dentre outras, a de puros contra impuros, ou mesmo a da pureza mística de Maria se opondo à pureza natural, de Bug Jargal. 19 O Paiz, 27 de fevereiro de 1891, artigo de Oscar Guanabarino 20 Idem. Neste sentido ver também Cernicchiaro, p Gama Macher assinou contrato com o governo paraense entre setembro e novembro. Diário de Notícias, 2 de outubro de O Paiz, 27 de fevereiro de Valle, Vincenzo Bug-Jargal : melodramma in quattro atti / parole di Vincenzo Valle ; musica del maestro J.C. Gama Malcher - Milano: Gattinoni, Alessandro, 1890

7 Há aqui uma influência direta de Arrigo Boito e da scapigliatura, pois o libretista e compositor italiano fizera um poema intitulado Dualismo, em que expunha as bases do idealismo dramático de forma antitética a que ele próprio seguiria e que certamenet gerou influências diversas. 24 Bug Jargal, o herói do melodrama, foi concebido assim também, como um marginal social com vínculos aristocráticos, cuja nobreza não está no mundo material, que lhe foi usurpado, mas nas suas atitudes e convicções. Ele está sempre dominado por sua sensibilidade ou emotividade e por isso ele sofre. Mas não só por isso. Sua condição social, que o limita nos espaços da sociedade, produz o confronto entre o que a sociedade pensa dele e o que ele mesmo crê de si. Ele é prisioneiro desta sociedade, onde se tramam os complôs e os ardis, rebela-se contra as estruturas oficiais, combate as adversidades terrenas, e daí seu espírito libertário. E neste ponto remete-se a diversos protagonistas do século XIX, como em Il trovatore e Ernani, da lavra verdiana, e que os paraenses muito aplaudiram àqueles dias. Maria, personagem que se assemelha a Bug Jargal pela incorruptibilidade, opõese a ele em muitos outros pontos. Ela é um símbolo da pureza mística e isto vem de sua condição virginal e sua bondade assumida numa conotação de amor fraternal, ou seja, metafísico e religioso. Seus guardiães, inicialmente o pai, depois Leopoldo e Bug Jargal, velam por ela e sua segurança, obedecem suas palavras chamando-na de anjo, tratam-na venialmente como a uma santa. A integridade moral deste tipo de heroína revela-se logo na sua entrada, irrompendo a cena para impedir que o pai castigue Bug Jargal. Seu gesto revela uma personalidade que põe a bondade, a piedade e a justiça como virtudes morais, acima das convenções sociais ou permissões legais. Para a constância virtuosa de Maria, Malcher planejou manter o âmbito de Ré bemol Maior - possível homenagem a Verdi - em todas as ocasiões em que ela canta ou que é lembrada, salvo exceções de maior significado. Aos virtuosos Maria e Bug Jargal opõem-se também em paralelos de raça, duas distintas personificações da maldade humana, Antônio, a ira, e Biassu, a vingança, manifestações incompreensíveis ao mundo ideal. Estes personagens pouco cantam, porque certamente, para os propósitos de Malcher bastava que eles existissem. Assim, a música de Antônio tem cerca de duas dúzias de compassos e somente recitativos, 24 Kimbell, p.571

8 enquanto Biassu, que aparece apenas no ato IV, empresta do Cacique de Il Guarany, de Gomes, a sua feição dramatúrgica, fazendo clara citação. Outro dualismo suscita a discussão sobre gênero. A condição da mulher entrava em pauta nos assuntos do século XIX e parece ter sido nesta intenção que Malcher e Valle criaram Irma. Ela e Maria são essencialmente a mesma mulher, escrevem seus nomes com as mesmas letras, apenas o fazem de maneira diferente. Maria é um bastião místico. Irma é uma porta-voz popular, uma líder quase revolucionária. Mas Maria é algo terrena no seu voto de amor a Leopoldo, assim como Irma é quase mística na sua maneira sortílega de entrar e sair da ação. Maria é um soprano lírico característico e Irma foi planejada como contralto, mas sua tessitura é de meio-soprano. Entretanto, o movimento de sua linha vocal, os saltos, algumas notas excessivamente agudas e o texto que tudo isto acompanha, repleto de farfalhar, murmúrios e lamentos, gritos explosivos, evidenciam a transição para o soprano dramático verista, naturalista, que estava por vir. Elementos naturais não faltam a Irma, até nos sentidos telúrico e nacionalista, pois Malcher compôs para ela um cantabile no ritmo do carimbó paraense, no dueto com Leopoldo no ato II, e um lundu, no dueto com Bug Jargal, no ato IV. Os dualismos também serviram para acomodar a ação. Malcher usou o modelo do melodrama em quatro atos, mas não como no sentido tradicional verdiano, em que cada ato tem um nome e acaba com um coro. Ele escreveu os dois últimos atos como um espelho dos dois primeiros e não os nomeou. Malcher frustrou a tradicional finalização com coro do primeiro ato, retirando o coletivo para terminar com um dueto. Assim retardou o clímax para o final do segundo ato, este terminado com concertante de solistas e coro, após longa sequência de solos e duos. O ato III começa e termina como o ato II, ou seja, vai do solo ao coro, parte do individual para o coletivo. E o ato IV tal qual o ato I, vai do coro com intervenção solista para terminar com um dueto. Retorna do coletivo ao ambiente particular. Desta forma, o autor operou dois expedientes estéticos e estilísticos. Provocou a famosa reviravolta, característica do melodrama, pois Bug Jargal, preso e condenado ao fim do ato II, vai ser libertado pela rebelião de São Domingos e aclamado rei, no fim do ato III. Esteticamente o compositor também cria no espectador a esperança de que a ação humana pode reverter as injustiças e mudar a ordem universal, a ilusão aristotélica, que é representada pela quadratura e por isso talvez a escolha do gênero em quatro atos. A peça pode ser classificada como uma grand opera de acepção italiana, com seus coros, bailado, situações que sugerem o efeito visual, etc. Mas traz consigo

9 modificações e conceitos pessoais, próprios de um compositor periférico e portanto mais livre e menos comprometido com as questões internas dos centros irradiadores do momento. Cada ato tem uma estrutura diferente e ao longo de toda a obra percebem-se antiqualhas que lembram Rossini e Donizetti, como a canção do bardo, mas também antecipações que Puccini ainda usaria, como o cantabile ladeado de arioso, que Bug Jargal canta no seu dueto com Maria no ato IV. Isto sem falar na presença de leitmotivs, que acompanham todos os personagens, sendo que o próprio Bug Jargal tem mais de um destes temas melódicos. Nada estranha saber disto, quando se sabe também que Gama Malcher era admirador confesso da linguagem musical de Richard Wagner, a quem chamou de «o maior vulto da música do nosso tempo». 25 Já aqui estão expedientes misturados de três tendências daquele tempo, talvez reprováveis em ambientes onde os autores pretendessem formular tese em face da tradição. Mas tal ecletismo era muito mais familiar ao público nortista para quem a ópera se estreou, pois convivia com isto diretamente na arquitetura, dentre outras expressões. Os dois últimos duetos da ópera oferecem uma visão interessante e incomum do Realismo operístico, associado ao wagnerismo e à scapigliatura. Na cena entre Maria e Bug Jargal ouve-se o tema condutor do protagonista pela última vez, de maneira mais extensa que as demais ao longo da obra, e cantado. Mas a cena termina com um desenvolvimento de um tema exposto por Maria, numa nítida alusão à prevalência de sua vontade. No dueto final, opção incompreendida pela crítica brasileira do século XIX, o herói, como qualquer ser humano, não termina sua aventura na morte redentora, e sim na lembrança dos que conviveram com ele e nele aprenderam. Nenhuma vida acaba, naturalmente, no auge. Com uma mensagem neoplatônica, Malcher nos diz que o Homem abandona sofridamente o corpo para sobreviver triunfalmente na memória de seus gestos. Estavam aí associadas as grandes tendências da cena lírica da segunda metade de Oitocentos. Parte da incompreensão está associada diretamente a isto: «ouvimos que o Bug Jargal pertence à escola italiana; e é temeridade classificá-la assim. Em diversos trechos 25 Extrato do álbum particular do compositor, publicado em lugar e título ainda não identificados. Ver Salles, 2005,.p.243

10 o maestro insinua claramente que pretende seguir a escola wagneriana pura, ou a mesma escola modificada de Boito». 26 A criação de Bug Jargal em 17 de Setembro de 1890 e as repetições que teve, talvez chegando a mais de uma dezena, incluindo as subsequentes apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro não foram portanto recebidas de modo igual. Os paraenses preferiram destacar a contribuição do autor: «a prova do temperamento americano - arrojado, grandioso, altivo.» 27, «sobretudo esta inspiração característica do brasileiro.» 28, que pode ser entendida como uma auto-apologia que muito fazia sentido num país ávido por equiparar-se às potências culturais. Em São Paulo a crítica dividiu-se entre palavras de apoio ao compositor e a reclamação do uso de reminiscências estéticas e musicais, mas especialmente do desempenho dos cantores, argumentando inclusive que «É míster repeti-lo: em uma primeira audição é possível que nos tenham escapado muitas belezas, além do que a ópera não foi interpretada como deveria tê-lo sido.» 29 No Rio de Janeiro ainda uma outra opinião contribui ao panorama: «Pela audição primeira da ópera pareceu-nos que o compositor Malcher teve ideias elevadas, às quais faltam uma tal ou qual coordenação e obediência às regras de harmonia. A instrumentação é em geral boa. Talvez fosse mais feliz não querendo parecer tão moderno, se fosse mais preciso e mais simples no seu modo de escrever.» 30 Se mencionava o lundu de Irma em que um efeito modal é obtido pela supressão de acidente, ou se diz respeito a alguns recitativos do quarto ato, ou mesmo se ressente da falta de comprimários entre os solistas e o coro, isto tem importância relativa. No repertório geral que viria nos anos seguintes isto proliferaria. Aliás, fato é que algumas décadas mais tarde as palavras do crítico carioca não teriam sentido quando então a desobediência às regras de harmonia e o desejo da modernidade deixariam de ser um acinte aos modelos europeus, os únicos autorizados naquele fim de século a oferecer novidades, para se tornar palavra de ordem. Palavra esta que se ergueu no palco, termo 26 O Paiz, 27 de fevereiro de Diário de Notícias (Belém), 19 de setembro de Ibidem. A inspiração característica do brasileiro a que alude o cronista pode dizer respeito aos ritmos peculiares de que se fez uso para a composição musical, tanto no 2º quanto no 3º ato. 29 Jornal do Commercio (São Paulo), 5 de Janeiro de Jornal do Commercio, 27 de fevereiro de 1891

11 aqui bem apropriado, onde muitas falas, muitos modos de ver e fazer, construiram a atualidade. Bibliografia: CARVALHO, Mário Vieira de - Pensar é morrer ou o Teatro de São Carlos na mudança de sistemas sociocomunicativos desde fins do séc. XVIII aos nossos dias, Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1993 CERNICCHIARO, Vincenzo ai nostri giorni ( ), Milano, Riccioni, 1926 Storia della musica nel Brasile: dai tempi coloniali sino KIMBELL, David Italian opera, New York, Cambridge University Press, 684p. PÁSCOA, Márcio A vida musical em Manaus na Época da Borracha ( ), Manaus, Imprensa Oficial do Amazonas/Funarte, Ópera na Amazônia na Época da Borracha ( ): Bug Jargal de José Cândido da Gama Malcher. Tese de Doutorado, Universidade de Coimbra, 2003, 2 v. SALLES, Vicente A Música e o Tempo no Grão-Pará Belém: Conselho Estadual de Cultura, Épocas do Teatro no Grão-Pará: ou, apresentação do teatro de época Belém, UFPA, 1994, 2v. - Maestro Gama Malcher, a figura humana e artística do compositor paraense, Belém, UFPA/Secult, 2005 SILVA, Lafayette - História do Teatro Brasileiro Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1938 VALLE, Vincenzo - Bug Jargal, melodrama em quatro atos: poesia de Vincenzo Valle,

12 Música do maestro J.C.Gama Malcher, Pará: Tip. d'o Democrata, Bug-Jargal: melodramma in quattro atti / parole di Vincenzo Valle; musica del maestro J.C. Gama Malcher - Milano: Gattinoni, Alessandro, 1890 Periódicos: Diário de Notícias, 25 de novembro de 1881 Diário Popular (São Paulo), janeiro de 1891 Folha do Norte, ; 1915 Gazzetta Musicale di Milano, 26 de outubro e 28 de dezembro de 1890 Jornal do Commercio, (Rio de Janeiro), fevereiro e março de 1891 O Liberal do Pará, O Paiz, 27 de fevereiro de 1891 A Provincia do Pará, novembro de 1995 A Província do Pará, 15 de dezembro de 1996 Fontes manuscritas: GAMA MALCHER, José Cândido da - Bug Jargal, (partitura) versão orquestral, 4 v. Depositado na Biblioteca Alberto Nepomuceno - Instituto Nacional de Música, Rio de Janeiro, sob o número GAMA MALCHER, José Cândido da - Bug Jargal, (partitura) redução para piano, 4v. Depositado na Biblioteca Alberto Nepomuceno - Instituto Nacional de Música, sob o número 3269.

13 This document was created with Win2PDF available at The unregistered version of Win2PDF is for evaluation or non-commercial use only.

Patrimônio Musical do Norte do Brasil: Um estudo preliminar da ópera Gli Eroi de Meneleu Campos (1872-1927).

Patrimônio Musical do Norte do Brasil: Um estudo preliminar da ópera Gli Eroi de Meneleu Campos (1872-1927). 1 Patrimônio Musical do Norte do Brasil: Um estudo preliminar da ópera Gli Eroi de Meneleu Campos (1872-1927). Rossini Rocha da Silva 1 Márcio Leonel Farias Reis Páscoa 2 RESUMO: A região amazônica, mais

Leia mais

A música para banda de cena na ópera Bug Jargal (1890), de José Cândido da Gama Malcher (1853-1921)

A música para banda de cena na ópera Bug Jargal (1890), de José Cândido da Gama Malcher (1853-1921) A música para banda de cena na ópera Bug Jargal (1890), de José Cândido da Gama Malcher (1853-1921) André da Silva Ferreira 1 MÚSICA ÓPERA SÉCULO XIX AMAZÔNIA Esta investigação se dá a partir da transcrição

Leia mais

RENASCIMENTO x BARROCO

RENASCIMENTO x BARROCO RENASCIMENTO x BARROCO Palestrina J.S. Bach PERÍODO - Fins do século XIV até o século XVI - Início do século XVII até meados do século XVIII (1600 a 1750, com a morte de J. S. Bach) ORIGEM DO NOME Trouxe

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

Reflexão. A Música, as Canções e a utilização de instrumentos na Educação. Aluna: Ana Isabel Araújo Olim

Reflexão. A Música, as Canções e a utilização de instrumentos na Educação. Aluna: Ana Isabel Araújo Olim 1 Reflexão A Música, as Canções e a utilização de instrumentos na Educação Aluna: Ana Isabel Araújo Olim As escolas, ao longo do ano letivo, trabalham várias temáticas sociais. O infantário Donamina, para

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 17 Discurso após a cerimónia de assinatura

Leia mais

MATRÍCULA: 52862 DATA: 15/09/2013

MATRÍCULA: 52862 DATA: 15/09/2013 AV1 Estudo Dirigido da Disciplina CURSO: Administração Escolar DISCIPLINA: Educação Inclusiva ALUNO(A):Claudia Maria de Barros Fernandes Domingues MATRÍCULA: 52862 DATA: 15/09/2013 NÚCLEO REGIONAL: Rio

Leia mais

O Almoço 1. Taísa SZABATURA 2 Laura SELIGMAN 3 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC

O Almoço 1. Taísa SZABATURA 2 Laura SELIGMAN 3 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC O Almoço 1 Taísa SZABATURA 2 Laura SELIGMAN 3 Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC RESUMO "O Almoço" é crônica que aborda a realidade de um aposentado em uma cidade litorânea. Insipirada na música

Leia mais

6D Estúdio. promessa de ir além das 3 dimensões. Eles eram seis e, hoje, são sete sócios trabalhando do design impresso

6D Estúdio. promessa de ir além das 3 dimensões. Eles eram seis e, hoje, são sete sócios trabalhando do design impresso 6D Estúdio promessa de ir além das 3 dimensões Eles eram seis e, hoje, são sete sócios trabalhando do design impresso ao design em movimento, em vídeo ou internet. Eles unem diferentes conhecimentos técnicos

Leia mais

JUSTIFICATIVA DA INICIATIVA

JUSTIFICATIVA DA INICIATIVA JUSTIFICATIVA DA INICIATIVA A relevância do projeto: O negro em destaque: As representações do negro na literatura brasileira se dá a partir das análises e percepções realizadas pelo coletivo cultural,

Leia mais

Arquitetura e Urbanismo na Cidade Brasileira Contemporânea Jacareí

Arquitetura e Urbanismo na Cidade Brasileira Contemporânea Jacareí Arquitetura e Urbanismo na Cidade Brasileira Contemporânea Jacareí A produção literária referente à arquitetura e urbanismo sempre foi caracterizada pela publicação de poucos títulos, baixa diversidade

Leia mais

2015 O ANO DE COLHER JANEIRO - 1 COLHER ONDE PLANTEI

2015 O ANO DE COLHER JANEIRO - 1 COLHER ONDE PLANTEI JANEIRO - 1 COLHER ONDE PLANTEI Texto: Sal. 126:6 Durante o ano de 2014 falamos sobre a importância de semear, preparando para a colheita que viria neste novo ano de 2015. Muitos criaram grandes expectativas,

Leia mais

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Rafael Beling Unasp rafaelbeling@gamil.com Resumo: os termos música e musicalidade, por sua evidente proximidade, podem

Leia mais

Como aconteceu essa escuta?

Como aconteceu essa escuta? No mês de aniversário do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, nada melhor que ouvir o que acham as crianças sobre a atuação em Educação Integral realizada pela Fundação Gol de Letra!! Conheça um

Leia mais

Organizando Voluntariado na Escola. Aula 2 Liderança e Comunidade

Organizando Voluntariado na Escola. Aula 2 Liderança e Comunidade Organizando Voluntariado na Escola Aula 2 Liderança e Comunidade Objetivos 1 Entender o que é liderança. 2 Conhecer quais as características de um líder. 3 Compreender os conceitos de comunidade. 4 Aprender

Leia mais

Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos

Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos Luna Abrano Bocchi Laís Oliveira O estudante autônomo é aquele que sabe em que direção deve avançar, que tem ou está em

Leia mais

30/09/2008. Entrevista do Presidente da República

30/09/2008. Entrevista do Presidente da República Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com perguntas respondidas pelo presidente Lula Manaus-AM,

Leia mais

PROJETO ARTE NOS HOSPITAIS CANTO CIDADÃO EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE GRUPOS TEATRAIS

PROJETO ARTE NOS HOSPITAIS CANTO CIDADÃO EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE GRUPOS TEATRAIS 1. APRESENTAÇÃO PROJETO ARTE NOS HOSPITAIS CANTO CIDADÃO EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE GRUPOS TEATRAIS O Canto Cidadão, por meio deste Edital de Contratação de Grupos Teatrais, oferece à sociedade brasileira

Leia mais

Sistema de Ensino CNEC. 1 o ano Ensino Fundamental Data: / / Nome:

Sistema de Ensino CNEC. 1 o ano Ensino Fundamental Data: / / Nome: 1 o ano Ensino Fundamental Data: / / Nome: -06a-34s-at-04 Língua Portuguesa Produção e Interpretação Leia um trecho do livro Uma professora muito maluquinha, de Ziraldo. Era uma vez uma professora maluquinha.

Leia mais

Prefácio... 9. A mulher do pai... 14. A mulher do pai faz parte da família?... 17. A mulher do pai é parente?... 29. Visita ou da casa?...

Prefácio... 9. A mulher do pai... 14. A mulher do pai faz parte da família?... 17. A mulher do pai é parente?... 29. Visita ou da casa?... Sumário Prefácio... 9 A mulher do pai... 14 A mulher do pai faz parte da família?... 17 A mulher do pai é parente?... 29 Visita ou da casa?... 37 A mulher do pai é madrasta?... 43 Relação civilizada?...

Leia mais

Faltam boas entrevistas ao jornalismo diário brasileiro

Faltam boas entrevistas ao jornalismo diário brasileiro 1 www.oxisdaquestao.com.br Faltam boas entrevistas ao jornalismo diário brasileiro Texto de CARLOS CHAPARRO A complexidade dos confrontos da atualidade, em especial nos cenários políticos, justificaria

Leia mais

Celia Regina Lopes Feitoza

Celia Regina Lopes Feitoza Celia Regina Lopes Feitoza Se quiser falar ao coração do homem, há que se contar uma história. Dessas que não faltam animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim, suave e docemente que se despertam

Leia mais

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL ROSA, Maria Célia Fernandes 1 Palavras-chave: Conscientização-Sensibilização-Transferência RESUMO A psicóloga Vanda

Leia mais

A CRIANÇA NA PUBLICIDADE

A CRIANÇA NA PUBLICIDADE A CRIANÇA NA PUBLICIDADE Entrevista com Fábio Basso Montanari Ele estuda na ECA/USP e deu uma entrevista para e seu grupo de colegas para a disciplina Psicologia da Comunicação, sobre sua história de vida

Leia mais

Igreja!de! Nossa!Senhora!do!Carmo! Da!Antiga!Sé!

Igreja!de! Nossa!Senhora!do!Carmo! Da!Antiga!Sé! AtransferênciadaCorteeainstalaçãodaFamíliaRealno Rio de Janeiro, em 1808, marcam uma nova etapa na história do País. A capital do ViceMReino passa a ser a sededogovernoedaadministraçãodoimpériolusoe experimentará

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

PENSAR O LIVRO 6. Legal modelos desenvolvidos na Europa para a digitalização, armazenamento, o registo e acesso a material digital em bibliotecas

PENSAR O LIVRO 6. Legal modelos desenvolvidos na Europa para a digitalização, armazenamento, o registo e acesso a material digital em bibliotecas PENSAR O LIVRO 6 Fórum Ibero-americano sobre o livro, a leitura e as bibliotecas na sociedade do conhecimento Junho 2009 Legal modelos desenvolvidos na Europa para a digitalização, armazenamento, o registo

Leia mais

Dalcídio Jurandir inspira projeto teatral Por Luciana Medeiros, colaboradora do Guiart

Dalcídio Jurandir inspira projeto teatral Por Luciana Medeiros, colaboradora do Guiart Dalcídio Jurandir inspira projeto teatral Por Luciana Medeiros, colaboradora do Guiart Ponta de Pedras, ilha do Marajó, Pará, 10 de janeiro de 1909. Nasce ali e naquela data uma das maiores expressões

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

COMENTÁRIO ÀS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE REFERENTES À ESTRUTURA DO ATIVO CIRCULANTE E DO GRUPO DO PASSIVO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS

COMENTÁRIO ÀS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE REFERENTES À ESTRUTURA DO ATIVO CIRCULANTE E DO GRUPO DO PASSIVO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS COMENTÁRIO ÀS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE REFERENTES À ESTRUTURA DO ATIVO CIRCULANTE E DO GRUPO DO PASSIVO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS Salézio Dagostim ESTRUTURA DO ATIVO CIRCULANTE Diz a Norma

Leia mais

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso A respeito da idade de ingresso das crianças, no ensino fundamental de 9 anos de duração, ocorreram acaloradas discussões na esfera educacional

Leia mais

AS RELAÇÕES ENTRE O TEATRO E O PODER NAS MINAS OITOCENTISTAS.

AS RELAÇÕES ENTRE O TEATRO E O PODER NAS MINAS OITOCENTISTAS. AS RELAÇÕES ENTRE O TEATRO E O PODER NAS MINAS OITOCENTISTAS. Luciano Borges Muniz 1 Flávio Marcus da Silva 2 Resumo Este artigo é parte dos resultados obtidos por pesquisas desenvolvidas a cerca das relações

Leia mais

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 INTERVENÇÃO DO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE OEIRAS Dr. Isaltino Afonso Morais Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 LOCAL: Figueirinha, Oeiras REALIZADO

Leia mais

Juventude e Relações Humanas

Juventude e Relações Humanas SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA Mantenedora da PUC Minas e do COLÉGIO SANTA MARIA UNIDADE: DATA: / / 03 III ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA.º ANO/EM PROFESSOR(A): VALOR: 0,0 MÉDIA: 6,0 RESULTADO:

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

PRODUTORA DE NOTÍCIAS VESTIBULAR 1. Letycia CARDOSO 2 João Gabriel MARQUES 3 Márcio de Oliveira GUERRA 4

PRODUTORA DE NOTÍCIAS VESTIBULAR 1. Letycia CARDOSO 2 João Gabriel MARQUES 3 Márcio de Oliveira GUERRA 4 PRODUTORA DE NOTÍCIAS VESTIBULAR 1 Letycia CARDOSO 2 João Gabriel MARQUES 3 Márcio de Oliveira GUERRA 4 Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG RESUMO Como forma de estimular a criatividade

Leia mais

Direitos reservados Domingos Sávio Rodrigues Alves Uso gratuito, permitido sob a licença Creative Commons 1

Direitos reservados Domingos Sávio Rodrigues Alves Uso gratuito, permitido sob a licença Creative Commons 1 1 O caminho da harmonia. Colossenses 3 e 4 Col 3:1-3 Introdução: Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham

Leia mais

6. Considerações finais

6. Considerações finais 84 6. Considerações finais Nesta dissertação, encontram-se registros de mudanças sociais que influenciaram as vidas de homens e mulheres a partir da chegada das novas tecnologias. Partiu-se da Revolução

Leia mais

Estudos bíblicos sobre liderança Tearfund*

Estudos bíblicos sobre liderança Tearfund* 1 Estudos bíblicos sobre liderança Tearfund* 1. Suporte para lideranças Discuta que ajuda os líderes podem necessitar para efetuar o seu papel efetivamente. Os seguintes podem fornecer lhe algumas idéias:

Leia mais

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 2 TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI* *Artigo 5º da Constituição Brasileira

Leia mais

medida. nova íntegra 1. O com remuneradas terem Isso é bom

medida. nova íntegra 1. O com remuneradas terem Isso é bom Entrevista esclarece dúvidas sobre acúmulo de bolsas e atividadess remuneradas Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes Quinta, 22 de Julho de 2010 19:16 No dia 16 de julho de 2010, foi publicada

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 85 Discurso na cerimónia de inauguração

Leia mais

Cap 1 A teoria e a prática da Educação. Ramiro Marques

Cap 1 A teoria e a prática da Educação. Ramiro Marques Cap 1 A teoria e a prática da Educação Ramiro Marques Aristóteles dedica um espaço importante de A Política ao tema da educação, preocupando-se com a discussão de vários assuntos: fim pacífico da Educação,

Leia mais

APRESENTAÇÃO. Sobre Fernando Pessoa

APRESENTAÇÃO. Sobre Fernando Pessoa SUMÁRIO APRESENTAÇÃO Sobre Fernando Pessoa... 7 Ricardo Reis, o poeta clássico... 21 ODES DE RICARDO REIS... 29 CRONOLOGIA... 170 ÍNDICE DE POEMAS... 175 5 6 APRESENTAÇÃO Sobre Fernando Pessoa Falar de

Leia mais

JESUS, MOISÉS E ELIAS Lição 30. 1. Objetivos: Mostrar que Jesus está sobre todas as pessoas porque é o filho de Deus..

JESUS, MOISÉS E ELIAS Lição 30. 1. Objetivos: Mostrar que Jesus está sobre todas as pessoas porque é o filho de Deus.. JESUS, MOISÉS E ELIAS Lição 30 1 1. Objetivos: Mostrar que Jesus está sobre todas as pessoas porque é o filho de Deus.. 2. Lição Bíblica: Mateus 17.1-13; Marcos 2.1-13; Lucas 9.28-36 (Leitura bíblica para

Leia mais

Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia

Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia PAOLA GENTILE Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia A forma como se lê um texto varia mais de acordo com o objetivo proposto do que com o gênero, mas você pode ajudar o aluno a entender

Leia mais

Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro

Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro Professora Elisa Brincar, explorar, conhecer o corpo e ouvir histórias de montão são as palavras que traduzem o trabalho feito com o G3. Nesse semestre,

Leia mais

Uma trufa e... 1000 lojas depois!

Uma trufa e... 1000 lojas depois! Uma trufa e... 1000 lojas depois! Autor: Alexandre Tadeu da Costa. Aluna: Lays Roberta Caçandro. Turma: 1º Ciências Contábeis. Venda Nova do Imigrante, Maio de 2012. Qual o principal assunto do livro.

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

PROJETO FAZENDO ARTE ESPÍRITA

PROJETO FAZENDO ARTE ESPÍRITA 1. IDENTIFICAÇÃO PROJETO FAZENDO ARTE ESPÍRITA Elaborado pelos jovens, participantes da COJEDF de 2004 Executante: Diretoria de Infância e Juventude/DIJ da Federação Espírita do Distrito Federal/FEDF Previsão

Leia mais

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS 13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS A importância da formação pessoal e social da criança para o seu desenvolvimento integral e para a

Leia mais

Cemitério Municipal de Curitiba traz histórias e arte a céu aberto

Cemitério Municipal de Curitiba traz histórias e arte a céu aberto 1 de 7 04/06/2013 12:52 globo.com notícias esportes entretenimento vídeos ASSINE JÁ CENTRAL E-MAIL criar e-mail globomail free globomail pro ENTRAR Paraná 04/06/2013 09h20 - Atualizado em 04/06/2013 12h15

Leia mais

O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1

O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1 Glauce Souza Santos 2 O Local e o Global em Luanda Beira Bahia 1 Resumo Esta resenha objetiva analisar a relação local/global e a construção da identidade nacional na obra Luanda Beira Bahia do escritor

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE OS CONCEITOS DE RITMO

REFLEXÕES SOBRE OS CONCEITOS DE RITMO REFLEXÕES SOBRE OS CONCEITOS DE RITMO E ANDAMENTO E SUAS POSSÍVEIS APLICAÇÕES NA CENA TEATRAL Ernani de Castro Maletta Universidade Federal de Minas Gerais UFMG Ritmo, andamento, encenação. O ritmo é um

Leia mais

I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR *

I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR * PSICODRAMA DA ÉTICA Local no. 107 - Adm. Regional do Ipiranga Diretora: Débora Oliveira Diogo Público: Servidor Coordenadora: Marisa Greeb São Paulo 21/03/2001 I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR * Local...:

Leia mais

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1 Fotografia e Escola Marcelo Valle 1 Desde 1839, ano do registro da invenção da fotografia na França, quase tudo vem sendo fotografado, não há atualmente quase nenhuma atividade humana que não passe, direta

Leia mais

RELATÓRIO FINAL. BIBLIOTECA ESCOLAR: espaço de ação pedagógica. Victor Hugo Vieira Moura 1 INTRODUÇÃO

RELATÓRIO FINAL. BIBLIOTECA ESCOLAR: espaço de ação pedagógica. Victor Hugo Vieira Moura 1 INTRODUÇÃO 190 RELATÓRIO FINAL BIBLIOTECA ESCOLAR: espaço de ação pedagógica Victor Hugo Vieira Moura 1 INTRODUÇÃO Uma das características mais marcantes da chamada sociedade da informação é o extraordinário desenvolvimento

Leia mais

3º Bimestre Pátria amada AULA: 127 Conteúdos:

3º Bimestre Pátria amada AULA: 127 Conteúdos: CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I 3º Bimestre Pátria amada AULA: 127 Conteúdos: Elaboração de cenas e improvisação teatral de textos jornalísticos.

Leia mais

Como saber se sua empresa é. Sustentável Guia Definitivo para Diagnóstico

Como saber se sua empresa é. Sustentável Guia Definitivo para Diagnóstico Como saber se sua empresa é Sustentável Guia Definitivo para Diagnóstico Sumário 02 Introdução Presença na estratégia Práticas Pré produção Práticas Produção Práticas Gestão Como verificar 03 04 06 07

Leia mais

Relação entre as organizações cristãs e as igrejas locais

Relação entre as organizações cristãs e as igrejas locais Seção Relação entre as organizações cristãs e as Conforme discutido na Seção 1, as desempenham um papel na proclamação e na demonstração do evangelho. Entretanto, com muita freqüência, o papel da igreja

Leia mais

Anna Catharinna 1 Ao contrário da palavra romântico, o termo realista vai nos lembrar alguém de espírito prático, voltado para a realidade, bem distante da fantasia da vida. Anna Catharinna 2 A arte parece

Leia mais

Texto a ser submetido ao Prêmio VivaLeitura 2014 UM OLHAR NEGRO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DO PONTO DE CULTURA SANTA BÁRBARA

Texto a ser submetido ao Prêmio VivaLeitura 2014 UM OLHAR NEGRO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DO PONTO DE CULTURA SANTA BÁRBARA Texto a ser submetido ao Prêmio VivaLeitura 2014 UM OLHAR NEGRO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DO PONTO DE CULTURA SANTA BÁRBARA JUSTIFICATIVA Desde 1996, o trabalho social voluntário, voltado para crianças e

Leia mais

Trabalho submetido ao XVIII Prêmio Expocom 2011, na Categoria Cartaz Avulso, modalidade cartaz avulso.

Trabalho submetido ao XVIII Prêmio Expocom 2011, na Categoria Cartaz Avulso, modalidade cartaz avulso. RESUMO Email Marketing: Pós-Graduação em Arquitetura Contemporânea 1 Silvia Fernanda Santos de SENA 2 Thiago Jerohan Albuquerque da Cruz 3 Fernando Israel FONTANELLA 4 Universidade Católica de Pernambuco,

Leia mais

O Hino Nacional Hino nacional 19

O Hino Nacional Hino nacional 19 O Hino Nacional 19 ANTECEDENTES Se a Bandeira Nacional é um símbolo visível, o Hino Nacional constitui a exteriorização musical que proclama e simboliza a Nação. Só a partir do século XIX os povos da Europa

Leia mais

Faculdade de Direito Ipatinga Núcleo de Investigação Científica e Extensão NICE Coordenadoria de Extensão. Identificação da Ação Proposta

Faculdade de Direito Ipatinga Núcleo de Investigação Científica e Extensão NICE Coordenadoria de Extensão. Identificação da Ação Proposta Faculdade de Direito Ipatinga Núcleo de Investigação Científica e Extensão NICE Coordenadoria de Extensão Identificação da Ação Proposta Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas Área Temática:

Leia mais

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROGRAMA/PROJETO DE EXTENSÃO

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROGRAMA/PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO - PROEX DEPARTAMENTO DE EXTENSÃO - DE Programa / Projeto de Extensão - Roteiro de proposta 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROGRAMA/PROJETO DE EXTENSÃO

Leia mais

RELATÓRIO FINAL ALFABETIZAÇÃO 2010

RELATÓRIO FINAL ALFABETIZAÇÃO 2010 RELATÓRIO FINAL ALFABETIZAÇÃO 2010 Débora Rana Introdução Participar da seleção do Prêmio Victor Civita, pela segunda vez, é uma experiência bastante interessante, pois permite estabelecer relações entre

Leia mais

Selecionando e Desenvolvendo Líderes

Selecionando e Desenvolvendo Líderes DISCIPULADO PARTE III Pr. Mano Selecionando e Desenvolvendo Líderes A seleção de líderes é essencial. Uma boa seleção de pessoas para a organização da célula matriz facilitará em 60% o processo de implantação

Leia mais

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010 INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO Bruno Rodrigo Teixeira 1 Universidade Estadual de Londrina - UEL bruno_matuel@yahoo.com.br Camila Rosolen 2 Universidade Estadual de Londrina - UEL camilarosolen@yahoo.com.br

Leia mais

Humsol e a luta contra o câncer de mama 1. Vinicius Arthur SANTOS 2 Luiz WITIUK 3 Universidade Positivo, Curitiba, PR

Humsol e a luta contra o câncer de mama 1. Vinicius Arthur SANTOS 2 Luiz WITIUK 3 Universidade Positivo, Curitiba, PR Humsol e a luta contra o câncer de mama 1 Vinicius Arthur SANTOS 2 Luiz WITIUK 3 Universidade Positivo, Curitiba, PR RESUMO A reportagem foi realizada para a disciplina de Rádiojornalismo ainda no quarto

Leia mais

Manual do Voluntário. O Projeto Correspondentes

Manual do Voluntário. O Projeto Correspondentes Manual do Voluntário O Projeto Correspondentes A ação proposta pelo projeto Correspondentes é a troca regular de correspondências entre voluntários e crianças ou adolescentes que residem em abrigos ou

Leia mais

A LINGUAGEM MUSICAL DO MUSICOTERAPEUTA

A LINGUAGEM MUSICAL DO MUSICOTERAPEUTA A LINGUAGEM MUSICAL DO MUSICOTERAPEUTA Rita Bomfati. UNESPAR- FAP ritabomfati1@gmail.com Resumo: A importância da formação musical do musicoterapeuta (conhecimento de ritmos e instrumentos, história da

Leia mais

Os encontros de Jesus. sede de Deus

Os encontros de Jesus. sede de Deus Os encontros de Jesus 1 Jo 4 sede de Deus 5 Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou

Leia mais

UMA PROPOSTA DE DRAMATIZAÇÃO PARA ABORDAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO ENSINO MÉDIO

UMA PROPOSTA DE DRAMATIZAÇÃO PARA ABORDAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO ENSINO MÉDIO UMA PROPOSTA DE DRAMATIZAÇÃO PARA ABORDAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO ENSINO MÉDIO SOUZA, Caio Henrique Bueno de 1 RODRIGUES, Davi 2 SANTOS, Edna Silva 3 PIRES, Fábio José 4 OLIVEIRA, Jully Gabriela

Leia mais

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens Disponível no site Esoterikha.com: http://bit.ly/dinamicas-para-jovens Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos As dinâmicas de grupo já fazem parte do cotidiano empresarial,

Leia mais

1 Acadêmico, formando do Curso de Licenciatura com Habilitação em Música da UDESC. 2 Professora Mestra do Departamento de Música da UDESC.

1 Acadêmico, formando do Curso de Licenciatura com Habilitação em Música da UDESC. 2 Professora Mestra do Departamento de Música da UDESC. 1 O ensino de música extracurricular na Escola Técnica Federal em Florianópolis/SC: relato de experiência sobre uma oficina de improvisação musical realizada Maycon José de Souza 1 Universidade do Estado

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

Chantilly, 17 de outubro de 2020.

Chantilly, 17 de outubro de 2020. Chantilly, 17 de outubro de 2020. Capítulo 1. Há algo de errado acontecendo nos arredores dessa pequena cidade francesa. Avilly foi completamente afetada. É estranho descrever a situação, pois não encontro

Leia mais

IDÉIAS EM CONSTRUÇÃO DOCUMENTOS PARA ESTUDO 03-03

IDÉIAS EM CONSTRUÇÃO DOCUMENTOS PARA ESTUDO 03-03 1 IDÉIAS EM CONSTRUÇÃO DOCUMENTOS PARA ESTUDO 03-03 O PAPEL DO FUNDO ROTATIVO NA FORMAÇÃO DE UMA NOVA CULTURA DE CRÉDITO Introdução Obedecendo a mesma dinâmica dos dois números anteriores, esse texto trata

Leia mais

RESUMO. Acadêmicos do curso de Licenciatura em História da ULBRA/Guaíba, membros do NEPI.

RESUMO. Acadêmicos do curso de Licenciatura em História da ULBRA/Guaíba, membros do NEPI. PESQUISA E EXTENSÃO: AS ATIVIDADES DO NEPI EM 2009/01 Marcio Rosa da Cunha Letícia Viegas Vargas Mara Rosangela Dias dos Santos José Jaime Barbo Machado Jéberson de Abreu Rodrigues Rodolfo da Silva Machado

Leia mais

PIC. Componentes da PIC 2. o bimestre. Produção Integrada ao Conteúdo

PIC. Componentes da PIC 2. o bimestre. Produção Integrada ao Conteúdo PIC VERSÃO PARA O PROFESSOR VERSÃO PARA O PROFESSOR 9. o ano Ensino Fundamental Produção Integrada ao Conteúdo Componentes da PIC 2. o bimestre Arte Ciências Geografia História A nota da PIC é a média

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE OBOÉ

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE OBOÉ INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE OBOÉ Você vai descobrir o oboé e aprender a tocar e aperfeiçoar a técnica! O objetivo deste documento de Introdução ao Estudo de Oboé é de divulgar e esclarecer os tópicos mais

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

** O texto aqui reproduzido é de propriedade do MUD - Museu da Dança e não pode ser copiado ou reproduzido sem a autorização prévia.

** O texto aqui reproduzido é de propriedade do MUD - Museu da Dança e não pode ser copiado ou reproduzido sem a autorização prévia. * Este texto corresponde à visão da autora Marcia Dib e todas as informações aqui contidas são de inteira responsabilidade da autora. ** O texto aqui reproduzido é de propriedade do MUD - Museu da Dança

Leia mais

MANUAL DOS PAIS UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

MANUAL DOS PAIS UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 1 UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL É hora de promover a segurança e a harmonia no trânsito. E os pais podem dar o exemplo. No Brasil, o índice

Leia mais

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Apresentaremos 4 lições, que mostram algum personagem Bíblico, onde as ações praticadas ao longo de sua trajetória abençoaram a vida de muitas

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio 1º ANO - ENSINO MÉDIO Objetivos Conteúdos Expectativas - Conhecer a área de abrangência profissional da arte e suas características; - Reconhecer e valorizar

Leia mais

Rubricas e guias de pontuação

Rubricas e guias de pontuação Avaliação de Projetos O ensino a partir de projetos exibe meios mais avançados de avaliação, nos quais os alunos podem ver a aprendizagem como um processo e usam estratégias de resolução de problemas para

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado da Educação Superintendência Regional de Ensino de Carangola Diretoria Educacional

SERVIÇO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado da Educação Superintendência Regional de Ensino de Carangola Diretoria Educacional SERVIÇO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado da Educação Superintendência Regional de Ensino de Carangola Diretoria Educacional Sequencia Didática destinada aos Anos Finais do Ensino

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

Enquete. O líder e a liderança

Enquete. O líder e a liderança Enquete O líder e a liderança Muitas vezes, o sucesso ou fracasso das empresas e dos setores são creditados ao desempenho da liderança. Em alguns casos chega-se a demitir o líder, mesmo aquele muito querido,

Leia mais

Como Passar em Química Geral*

Como Passar em Química Geral* 1 Como Passar em Química Geral* por Dra. Brenna E. Lorenz Division of Natural Sciences University of Guam * traduzido livremente por: Eder João Lenardão; acesse o original em : http://www.heptune.com/passchem.html

Leia mais

A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II

A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II Meditação Crianças de 10 a 11 anos NOME: DATA: 03/03/2013 PROFESSORA: A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II Versículos para decorar: 1 - O Espírito de Deus me fez; o sopro do Todo-poderoso me dá vida. (Jó 33:4)

Leia mais

Conhecendo um pouco de matrizes e determinantes

Conhecendo um pouco de matrizes e determinantes Módulo 3 Unidade 29 Conhecendo um pouco de matrizes e determinantes Para início de conversa... Frequentemente em jornais, revistas e também na Internet encontramos informações numéricas organizadas na

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 22

Transcrição de Entrevista n º 22 Transcrição de Entrevista n º 22 E Entrevistador E22 Entrevistado 22 Sexo Masculino Idade 50 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica E - Acredita que a educação de uma criança é diferente perante

Leia mais

Mídias sociais como apoio aos negócios B2C

Mídias sociais como apoio aos negócios B2C Mídias sociais como apoio aos negócios B2C A tecnologia e a informação caminham paralelas à globalização. No mercado atual é simples interagir, aproximar pessoas, expandir e aperfeiçoar os negócios dentro

Leia mais

Sobre esta obra, você tem a liberdade de:

Sobre esta obra, você tem a liberdade de: Sobre esta obra, você tem a liberdade de: Compartilhar copiar, distribuir e transmitir a obra. Sob as seguintes condições: Atribuição Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante

Leia mais

Núcleo de Educação Infantil Solarium

Núcleo de Educação Infantil Solarium 0 APRESENTAÇÃO A escola Solarium propõe um projeto de Educação Infantil diferenciado que não abre mão do espaço livre para a brincadeira onde a criança pode ser criança, em ambiente saudável e afetivo

Leia mais