UM DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA CLÍNICA NUMA MATERNIDADE

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1 PSICOLOGIA: TEORIA, INVESTIGAÇÃO E PRÁTICA, 1997, 2, Centro de Estudos em Educação e Psicologia, Universidade do Minho UM DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA CLÍNICA NUMA MATERNIDADE Isabel Leal Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa; Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa

2 Psicologia clínica numa maternidade Teoria, investigação e prática Psicologia 333 UM DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA CLINICA NUMA MATERNIDADE Isabel Leal Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa; Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa Resumo A autora descreve o processo de constituição do Departamento de Psicologia Clínica na Maternidade Dr. Alfredo da Costa em Lisboa. Dá-se conta dos diferentes aspectos implicados na construção do serviço tentando simultaneamente fundamentar a perspectiva organizativa, testemunhar os níveis de articulação possíveis entre diferentes grupos profissionais de técnicos de saúde e, também, perspectivar aquilo que pode ser um exemplo de intervenção em Psicologia da Saúde. PALAVRAS-CHAVE: Psicologia; Maternidade; Serviços, Saúde KEY WORDS: Psychology; Maternity; Services; Health INTRODUÇÃO Dez anos volvidos sobre a criação do Departamento de Psicologia Clínica da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, parece oportuno publicar um documento que, simultaneamente dê conta de um processo pioneiro entre nós, reflicta aspectos fundamentais da organização de serviços de Psicologia em Hospitais Gerais, testemunhe os níveis de articulação e relação possíveis entre diferentes grupos profissionais de técnicos de saúde e, também perspective de algum modo, aquilo que pode ser um exemplo de intervenção em Psicologia da Saúde. De facto, múltiplas solicitações de psicólogos prestando serviço em diferentes hospitais e centros de saúde alicerçam em nós a idéia da importância de partilhar uma experiência construída lenta e arduamente. Convém entretanto esclarecer que "ter" psicólogos a trabalhar em serviços, consultas ou hospitais, se é interessante para os próprios e relevante para os utentes que tomam a cargo, não é necessariamente significativo do ponto de vista dos psicólogos como grupo profissional especializado, nem mesmo do ponto de vista do Sistema de Saúde que, ainda não pode ou não soube maximizar os recursos disponíveis. Toda a correspondência relativa a este artigo deverá ser enviada para: Isabel Leal, instituto Superior de Psicologia Aplicada, Rua Jardim do Tabaco, 44, Lisboa, Telefone: PSICOLOGIA: TEORIA, INVESTIGAÇÃO E PRÁTICA, 1997, 2, Centro de Estudos em Educação e Psicologia, Universidade do Minho

3 Psicologia Teoria, investigação e prática 1. Leal 334 São teórica e praticamente diferentes os objectivos, metodologias e mesmo possibilidades de intervenção de psicólogos "anexados" a uma qualquer consulta, serviço ou hospital daqueles que, se podem constituir, numa equipe de Psicologia Clínica inserida em meio hospitalar. Este principio organizativo que tentaremos explicitar mais adiante, não foi fácil de implementar no terreno por muitas razões, entre as quais a inexistência de carreiras de psicólogos até O Decreto-Lei 241/94, embora dois anos e meio volvidos não tenha ainda correspondido a uma efectiva implementação dos serviços de Psicologia no Sistema de Saúde, abre no entanto perspectivas nesse sentido uma vez que reconhece a intervenção psicológica como uma actividade "exigindo uma elevada qualificação científica e técnica e exercidas com grande autonomia funcional" e regulamenta carreiras e hierarquias capazes de enquadrar devidamente a tripla função dos psicólogos clínicos em serviço : intervenção, investigação e formação. De facto é impensável e indefensável uma prática clínica despida de qualquer destas vertentes. Intervir implica uma formação continua e sistemática, uma atitude interrogativa e reflexiva, a capacidade e o desejo de investigar as novas situações e questões que decorrem da própria prática. Congratulamo-nos por isso com a existência de legislação que permite as condições mínimas para o nascimento de outros serviços e departamentos de Psicologia Clínica nos Serviços de Saúde. A MATERNIDADE DR. ALFREDO DA COSTA O imaginário de todos nós coloca-nos a pensar as Maternidades como magnos serviços obstétricos onde as mulheres vão ter os seus bebês. Pelo menos a partir de 1806, altura em que nasce esta especialidade médica, que se desenvolve um pouco por todo o lado a idéia de que o parto já não é, nem deve ser, um assunto doméstico entre mulheres, mas antes um acto médico entre outros que exige competências e técnicas especializadas e diferenciadas. Da medicaiização do parto, passou-se rapidamente g compreensão da necessidade de acompanhamento do período gravídico e por extensão ao diagnóstico e terapêutica de inúmeras situações de patologia tipicamente feminina capazes de comprometer o sucesso de uma futura gravidez. De magnos serviços obstétricos, as maternidades passaram a ser também, gigantescos serviços ginecológicos. Por associação, mais com as especialidades médicas e as competências desenvolvidas pelos técnicos de saúde da área da reprodução, do que propriamente com os primários nove meses de gravidez, passou a ter-se em conta nestes hospitais "nascidos para fazer nascer" problemáticas longínquas da reprodução, mas vividas num corpo feminino. As maternidades foram-se transformando em hospitais de mulheres. Mulheres grávidas, mulheres a querer engravidar e a não querer engravidar, mulheres a abortar, mulheres com patologia do aparelho sexual, ou tão só com alterações fisiológicas decorrentes do seu ciclo de vida. Surgiram assim consultas altamente especializadas como sejam por exemplo as consultas de senologia ou infertilidade ou ainda as de planeamento familiar ou de menopausa.

4 Psicologia clínica numa maternidade Teoria, investigação e prática (Psicologia 335 Por outro lado como de facto os bebês foram continuando a nascer, foi necessário desde logo garantir um acompanhamento médico ao recém-nascido. Apareceram assim os serviços de Pediatria, que também eles se foram desenvolvendo em direcção às consultas de desenvolvimento à medida em que se foi ganhando o entendimento da necessidade de controle médico nos primeiros meses ou anos de vida ou, a unidades altamente especializadas e tecnológicas sempre que o nascimento ocorria de forma precoce ou que o recém-nascido padecia de qualquer doença ou insuficiência grave. Para não se transformarem também em imensos serviços pediátricos fo necessário que as maternidades delimitassem territórios e partilhassem com outros hospitais a responsabilidade das terapêuticas infantis. Este brevíssimo e incompleto comentário ao que são as maternidades serve no caso da Maternidade Dr. Alfredo da Costa para introduzir uma instituição complexa e altamente especializada muito diferente do sítio, meio hotel, meio hospital, onde nascem bebês rosados. É de resto imprescindível perceber as características do funcionamento desta como de outras Instituições e a cultura que lhe é própria num dado momento para nela poder operar transformações que vão no sentido de a dotar de uma melhor qualidade de Cuidados de Saúde prestados. A qualicade dos Cuidados de Saúde é uma das Metas da Saúde para todos defendidas pela Organização Mundial de Saúde (1985) que refere expressamente "Deverão dispensar-se aos indivíduos, ás famílias e às comunidades, duma forma que lhes seja aceitável, os cuidados de prevenção, ie promoção da saúde, de diagnóstico, de terapêutica, de reabilitação e de apoio que sejam os melhores possíveis e os mais apropriados" (p.137) e, mais à frente diz-se: "A formação do pessoal de saúde deverá pôr mais em evidência a qualidade dos serviços, englobando neste contexto a sua aceitabilidade pelo doente e pelos seus parentes. Dever-se-á dar maior atenção àhumanização dos serviços, em especial quando se tratar dos dois acontecimentos mais importantes da vida: o nascimento e a morte. Dever-se-ão pôr à disposição das mulheres grávidai condições satisfatórias de parto, evitando toda a "tecnologização" inútil, e dar a possibilidade às pessoas de morrer com dignidade".(p.137) É importante sublinhar que a decisão de inscrev«r serviços e departamentos de Psicologia em hospitais gerais ou de especialidade se inscreve e<actamente no desejo da prossecução destes objectivos. O DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA CLINICA )A MATERNIDADE DR. ALFREDO DA COSTA O departamentcde Psicologia Clínica da M.A.C. existe enquanto tal desde 1 de Dezembro de Anteriornente a esta data, no entanto, existiam já 8 psicólogos com diferentes formações e tipos de cmtrato prestando serviço na M.A.C.. Alguns deles provenientes de vínculos desenvolvidos a prtir de estágios acadêmicos promovidos pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educaçãoda Universidade de Lisboa, outros contratados por proposta de Serviços Clínicos, de Gestão t pela própria Administração.

5 Psicologia Teoria, investigação e prática I. Leal 336 Destes psicólogos nem todos tinham uma formação compatível com um exercício clínico. Um desempenhava funções junto dos recursos humanos e um outro, embora ligado a um serviço clínico, não possuía nem as condições nem a disponibilidade para integrar aquilo que foi proposto como um Departamento de Psicologia Clínica. Nesta fase que se diria ainda préhistórica ao Departamento verificava-se um conjunto de situações comuns à existência de psicólogos não organizados em serviços de saúde. Em primeiro lugar, os próprios profissionais não tinham nenhum tipo de relação a não ser nos casos em que se conheciam pessoalmente extra-instituição. O facto de estarem ligados a serviços médicos que nem sempre sabiam fazer os pedidos mais adequados, implicavam na prática relações privilegiadas com alguns técnicos e completo distanciamento em relação a outros. Outro aspecto curioso era a indefinição de estatuto genericamente e em particular em relação ao facto de "quem é ou pode ser utente da Psicologia". De facto os pedidos dispares dos próprios técnicos da Instituição para si mesmos ou para as respectivas famílias, implicaria na prática a anexação de psicólogos a um eventual serviço de Psicologia e Medicina Ocupacional e não propriamente a resposta aos utentes da M.A.C.. Os psicólogos não possuíam instalações próprias, situação relativamente comum para outros técnicos de saúde mas que no caso específico da Psicologia Clínica se reveste de particular gravidade já que se torna difícil sustentar trabalhos de avaliação psicológica de apoio psicoterapêutico ou de mera entrevista a indivíduos, casais ou pais de crianças, aproveitando exclusivamente espaços libertos por outros técnicos, sem horários certos nem condições físicas minimamente adaptadas. Também não havia apoio administrativo o que parecendo uma questão menor se revela na prática essencial já que não é possível aos psicólogosem atendimento interromper para atender chamadas telefônicas ainda que para pedidos de onsulta. Também não era fácil cada psicólogo, além de redigir os próprios relatórios, bate-losà máquina, fazer estatísticas, arquivar processos e proceder a um cem numero de outras actividades de cariz administrativo que, ainda que essenciais, retiram muito tempo a uma actividace que se pretende centrada sobre os utentes. Não havia qualquer tipo de material de avaliaçãoda própria Instituição, utilizando por isso os profissionais o seu próprio material ou pedindoo emprestado a escolas ou colegas a título pessoal. A inexistência de relações formais entre psicólogos implicava aind) a inviabilidade de projectos comuns quer no plano do atendimento a utentes quer em plano;de formação, investigação ou supervisão de casos. Decorrente disto mesmo e do facto de se uma nova profissão na saúde não havia ainda, por parte da Instituição como um todo da maoria dos outros técnicos e serviços, o reconhecimento devido com as necessárias consequêaias em termos de capacidade negociai. A defesa da interdisciplinaridade, que contemporaneamente se fã, como princípio a vigorar nas equipes de saúde, não pode escamotear as realidades existenes no terreno e, no terreno concreto que era a M.A.C. de 1987, o que se verificava era muitcmais uma justaposição de disciplinas e saberes que não proporcionavam a emergência das evtntuais e desejáveis relações entre elas. Consideramos de resto, que só a partir do momento en que a equivalência de

6 Psicologia clínica numa maternidade Teoria, investigação e prática [Psicologia 337 estatutos se estabelece e o conhecimento das atribuições e funções de cada um dos elementos da equipe passa a ser um adquirido por todos os membros da equipe de saúde é que existem as condições mínimas para um funcionamento interdisciplinar. No caso concreto da M.A.C. o que havia disponível no momento da formação do D.P.C. era uma multidisciplinaridade de todos os grupos profissionais em presença, desenvolvendo apenas em pequeníssimas ilhas, elos de relação mais interdependente. Como é óbvio, por todas as razões enunciadas e por outras inerentes à própria cultura da Instituição e do próprio Sistema de saúde, a posição dos psicólogos era frágil e carecia de ser alicerçada. Tendo alguma noção disto mesmo e tentando igualmente enquadrar os estágios acadêmicos e profissionais que entretanto continuavam a ser solicitados a administração solicitou ao psicólogo que prestava serviço na M.A.C. mais sênior, um plano concertado de funcionamento. Foi assim apresentado e aprovado o plano de constituição de um Departamento de Psicologia Clínica que, no essencial se passou a reger pelos seguintes princípios: - O D.P.C. é um Departamento autônomo directamente dependente da Administração ao qual corresponde um centro de custos. - O D.P.C. constitui-se como um serviço clínico de prestação de serviços aos utentes da M.A.C., podendo desenvolver consultas autônomas, promover internamentos ou altas e de vendo em articulação com os serviços já existentes ou a existir dar resposta aos pedidos e en caminhamentos que para ele forem dirigidos ou protocolarmente estabelecidos. Como todos os serviços clínicos dependerá do Director Clínico. - O D.P.C. será constituído por todos os psicólogos com funções clínicas da M.A.C., de vendo ser nomeado um coordenador ( que no caso vertente acumula funções de supervisor clí nico). Para lá destas questões formais de delimitação de território esclareceu-se outras relacionadas com competências específicas, nomeadamente o tipo e qualidade das intervenções a realizar. Ficou assim estabelecido que anualmente no plano de actividades do departamento se proporia à administração as zonas consideradas prioritárias de intervenção, que consultas, que áreas do internamento se deveria e poderia erigir como alvo da intervenção da Psicologia. É necessário esclarecer que a M.A.C., desde há vários anos, se tornou num hospital que recebe essencialmente situações de alto risco. Para lá dos partos que realiza a mulheres que pertencem a uma zona geográfica delimitada ( e que rondam habitualmente os dez mil por ano ), todo o ambulatório é dirigido a situações difíceis que são encaminhadas pelos centros de saúde e pelos médicos de família. Estas situações dizem respeito a diferentes patologias concomitantes ao processo gravídico como sejam o caso de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, epilepsia, sida, etc.), de doenças relacionadas com o estilo de vida, como é o caso da toxicodependência e, também doenças genéticas, patologias da reprodução ou situações mal estabelecidas do ponto de vista diagnóstico capazes de comprometer o sucesso de uma gravidez. Existem ainda consultas dirigidas a grupos etários, como é o caso da consulta de adolescentes, de menopausa ou de ginecologia infantil, em que o elemento preponderante de risco se inscreve

7 Psicologia Teoria, investigação e prática I. Leal 338 numa perspectiva biopsicossocial muito mais do que na clássica perspectiva biomédica. Este facto, o de concomitantemente a uma maternidade a M.A.C. ser um hospital altamente especializado, determina desde logo uma pluralidade de possibilidades de intervenções psicológicas até porque a maioria da sua população utente apresenta vivências particularmente ansiosas, depressivas ou outras que importa trabalhar paralelamente a outras dimensões e a outras terapêuticas. Assim, o plano a estabelecer para cada ano, deve ter em conta a própria dinâmica institucional, privilegiando a cada momento as modificações havidas e propondo a intervenção que se desenha como mais útil e rentável globalmente e não só do ponto de vista da Psicologia. Isto por todas as razões incluindo o facto de, com um território tão vasto a cobrir, ser impossível apoiar todas as situações em que faria sentido a colaboração da Psicologia. No início do Departamento de Psicologia Clínica, este critério não foi integralmente respeitado. Por um lado, porque o facto de existirem técnicos já em funções com interesses e subespecializações em fase de implementação, dificultava transferências de sector por via eminentemente administrativa ou hierárquica. Por outro, porque a tendência dominante à época era ainda a de uma Psicologia Clínica aplicada aos Serviços de Saúde, com uma forte componente das teorias psicodinâmicas e um conseqüente privilégio dos aspectos da relação precoce e da dinâmica materno-infantil. As contribuições de áreas específicas da Psicologia da Saúde como sejam as da Psicologia Pediátrica, Obstétrica ou Ginecológica eram ainda desconhecidas entre nós até porque estavam no seu inicio um pouco por todo o lado. Nesse sentido, convém sublinhar que o percurso que se foi percorrendo na M.A.C. foi simultâneo àquele que se foi desenvolvendo e estabelecendo um pouco por todo o mundo. Assim, no seu começo o D.P.C. apoiava especificamente, fazendo rastreios e acompanhamentos psicológicos, grávidas internadas em obstetrícia e também, apoiava a pediatria, através de avaliações de desenvolvimento, diagnóstico precoce e apoio psicológico g relação mãe-filho. Havia na altura seis psicólogos no serviço, desempenhando um, funções de coordenação e supervisão, dois trabalhando na obstetrícia e três na pediatria. O ano de 1989 foi um ano particularmente importante para a M.A.C. e para o D.P.C. Consolidou-se a posição do Departamento através do alargamento significativo das instalações, a obtenção do apoio administrativo permanente, a compra de material de avaliação suficiente, a contratação de mais um elemento para a equipe técnica e a solicitação expressa para apoiar as consultas de grupos específicos que nesse ano se iniciaram. Em contrapartida, no final do ano, por acção do Decreto-- Lei 487/89, art 2 s 38 e 39 foram dispensados três psicólogos que, assumidamente pela administração, não teriam cabimento num próximo quadro de pessoal. A partir daí e até à actualidade todas as contratações feitas foram sempre de prestação de serviço a termo certo. As modificações operadas nesta altura foram aproveitadas para reformular o funcionamento do Departamento e designar psicólogos responsáveis de sector. Passou assim a haver responsáveis de cada uma das grandes valências da M.A.C., a saber: Obstetrícia, Ginecologia e Pediatria. Estes psicólogos, ao mesmo tempo que desempenham funções nas respectivas valências coordenam o trabalho dos psicólogos em estágio profissional e dos finalistas de psicologia

8 Psicologia clínica numa maternidade Teoria, investigação e prática Psicologia 339 em estágio acadêmico que, anualmente concorrem a título pessoal (no caso de profissionais) ou através das respectivas Faculdades. São ainda responsáveis, rotativamente, pela coordenação dos trabalhos de investigação a realizar na M.A.C., por iniciativa do serviço ou por pedido de outras instituições, pelos estágios e pela organização de actividades de formação em serviço internas ou externas. Foi necessário algum tempo, muitas vicissitudes e longas negociações, para se chegar g actual situação que, sem ser ideal, é seguramente a mais próxima possível daquilo que do nosso ponto de vista deverá ser um Departamento de Psicologia Clínica num serviço de saúde com estas características. O D.P.C. possuiu um organograma bem definido e o reconhecimento institucional suficiente para a prossecução dos seus objectivos. Possuiu instalações próprias, nesta altura em fase de melhoramentos, apoio administrativo e logístico, protocolos estabelecidos com as Faculdades e Institutos que ensinam Psicologia na área de Lisboa e relações privilegiadas com algumas das Sociedades científicas e psicoterapêuticas, nacionais e internacionais relevantes no campo da saúde e na área da Psicologia da gravidez e da maternidade. Tem por isso mesmo contribuído largamente ao longo dos últimos anos, na formação de psicólogos através de estágios, supervisão, colaboração e cedência de meios para a realização de trabalhos de investigação e, também, através de publicações e participações em inúmeras conferências, congressos e sessões de formação ou de sensibilização. Internamente, o D.P.C. promove para lá das reuniões clínicas de supervisão de casos, a discussão teórica e pragmática do que vai acontecendo em Portugal e no mundo nesta área, numa tentativa de permanente actualização e integração prática e conceptual. A intervenção hoje realizada estende-se por toda a Instituição. Protocolarmente a valência de Psicologia faz parte das consultas de Adolescência, Toxicodependência, Infertilidade, Planeamento Familiar, Ginecologia Infantil e Neo-natalogia e Desenvolvimento. Dá ainda apoio sob pedido à urgência, aos internamentos de Ginecologia, puerperas normais e patológicas, ao serviço de medicina materno-fetal e à U.R.C.I., às unidades de cuidados intensivos e intermédios de Pediatria, bem como ao berçário de patológicas. Apoia, no mesmo sistema de chamada, as consultas de Referência, Diabetes, Endocrinologia, Morte Fetal, Patologia do 1 Q trimestre, Diagnóstico pré-natal, Genética, H.I.V., Senologia, Menopausa e as consultas gerais de Ginecologia e Obstetrícia. O maior limite actual é, inevitavelmente, o que se prende com os recursos humanos disponíveis. Entre sessões de rastreio, observações breves e prolongadas e apoios psicológicos, o D.P.C. realiza anualmente qualquer coisa como consultas o que sendo manifestamente insuficiente para as necessidades se pode saldar por um bom resultado. CONCLUSÕES A primeira conclusão que a experiência destes anos nos permite retirar prende-se exactamente com as vantagens de os psicólogos que trabalham em serviços de saúde se organiza-

9 PsícologialTeoria, investigação e pratica I. Leal 340 rem em serviços de especialidade ao invés de se estabelecerem directamente numa consulta ou num serviço médico sob responsabilidade hierárquica e funcional de um outro técnico não psicólogo. Não está aqui em jogo nenhuma dimensão corporativa de defesa de interesses da classe profissional, o que não seria, em qualquer caso Ilegítimo. Está antes de mais o reconhecimento vivido de que a maximização de recursos e a possibilidade de actualização permanente é muito mais facilitada entre pares. Está depois a constatação da necessidade de uma forte identidade profissional adquirida habitualmente por imitação e obviamente difícil na ausência de modelos. A prática da Psicologia em Instituições de saúde é demasiado dispendiosa e envolvente em termos pessoais para que seja desejável a permanência de psicólogos trabalhando a "solo" por longos períodos de tempo. Nessa medida defendemos neste momento da organização dos serviços públicos de saúde em Portugal, primeiro a construção de identidades profissionais fortes pela pertença a serviços organizados e só a partir dessas plataformas a pertença a equipes interdisciplinares constituídas por técnicos de diferentes formações. No caso da M.A.C., as consultas a que protocolarmente se presta assistência, increvem-se todas elas nesse modelo. Consideramos mesmo que a consulta de adolescência a que pertencem além de um psicólogo, um médico, uma assistente social, uma enfermeira e uma nutricionista é um caso modelo do sucesso deste tipo de funcionamento. A outra conclusão relevante tem que ver com os passos a dar na constituição de um serviço de Psicologia. É fundamental um conhecimento suficiente da instituição de modo a que as propostas a apresentar sejam adequadas e compatíveis com a realidade, a cultura e a dinâmica dessa instituição nesse momento. É preciso dar conta não só dos processos formais mas, também dos informais que se tornam no quotidiano dos serviços hospitalares como auxiliares preciosos ou bloqueios intransponíveis. É depois necessário estabelecer alvos bem delimitados e planear cuidadosamente os circuitos de funcionamento. É ainda vital manter os outros técnicos que colaboram com a Psicologia informados do que fazemos, como o fazemos e porque o fazemos. Esta questão, desprezível para outras profissões mais antigas é, na nossa, a forma mais adequada de nos irmos implementando no terreno, partilhando a nossa linguagem e perspectiva de intervenção. REFERENCIAS Leal, I. (1990) Nota de abertura de Psicologia da Gravidez e da Maternidade. Análise Psicológica, 4 (VIII), Leal, I. (1992) Psicologia da Maternidade: Alguns aspectos da teoria e prática de intervenção. Análise Psicológica, 2 (X), Leal, l. (1997) Transformações sócio-culturais da gravidez e da maternidade: Correspondente transformação psicológica. In J. L. Ribeiro (ed.), Actas do 2 a Congresso Nacional de Psicologia da Saúde. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde. Japiassu, H. (1976) Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago. O.M.S. (1985) As metas da saúde para todos. Ministério da Saúde, Lisboa: Departamento de estudos e Planeamento.

10 Psicologia clínica numa maternidade Teoria, investigação e prática [Psicologia 341 Agradecimentos Além do justo agradecimento às sucessivas Administrações e Directores Clínicos da M.A.C., que tem tornado possível este projecto, um obrigada muito particular às colegas Lilia Ferreira, Maria de Jesus Correia e Maria da Conceição Faria que lhe têm dado corpo e construído-o todos os dias de há dez anos para cá. THE DEVELOPMENT OF A CLINICAI PSYCHOLOGY DEPARTMENT IN A MATERNITY ABSTRACT The author describes the development ofa Clinicai Psychology Department at a Women's Hospital: Maternidade Dr. Alfredo da Costa at Lisbon. We present different aspects of its construction from an organizational perspective, the articulation leveis between different health care professional groups, also trying to show what could be an example ofa service in Health Psychology.

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