Governo quer enfermeiros com mais funções e requisitar hospitais militares

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1 EDIÇÃO PDF Sexta-feira, Edição às 08h30 Directora Graça Franco Editor Raul Santos CAOS NAS URGÊNCIAS Governo quer enfermeiros com mais funções e requisitar hospitais militares "Troika" queria nacionalizar a banca portuguesa, diz Carlos Costa Dois mortos e um detido em operação antiterrorista na Bélgica Papa faz discurso contra a pobreza, exclusão e corrupção MANUEL BRAGA DA CRUZ Terrorismo islâmico na Europa resulta de clivagem civilizacional Governo reduz taxas dos certificados de aforro LUÍS CABRAL Charlie Governo volta a não dar tolerância de ponto no Carnaval Oficial. Hany Mukhtar reforça Benfica Óscares. A corrida está aí e "Grand Budapest Hotel" e "Birdman" partem na frente

2 Sexta-feira, Papa faz discurso contra a pobreza, exclusão e corrupção Num encontro com o Presidente das Filipinas e outras autoridades públicas, Francisco desafiou os governantes a abraçarem uma conduta de honestidade. Por Aura Miguel, enviada especial às Filipinas O Papa pede aos líderes filipinos que combatam a corrupção e reformem as estruturas sociais que perpetuam a pobreza e a exclusão no maior país católico da Ásia. Num encontro com o Presidente das Filipinas, Benigno Aquino, e outras autoridades públicas, Francisco desafiou os governantes a abraçarem uma conduta de honestidade. Como muitas vozes na vossa nação assinalaram, agora, mais do que nunca, é necessário que os dirigentes políticos se distingam por honestidade, integridade e responsabilidade quanto ao bem comum, declarou. Desta forma, poderão preservar os ricos recursos naturais e humanos com que Deus abençoou este país. Assim serão capazes de gerir os recursos morais necessários para enfrentar as solicitações do presente e transmitir às gerações futuras uma sociedade verdadeiramente justa, solidária e pacífica, defendeu o Papa. As Filipinas estão na parte de baixo da tabela mundial do Produto Interno Bruto (PIB), ocupando o 118º lugar entre 178 países. O Santo Padre considera que assegurar a justiça social e o respeito pela dignidade humana é um imperativo moral. A reforma das estruturas sociais que perpetuam a pobreza e a exclusão dos pobres, exige, antes de mais nada, uma conversão da mente e do coração. Os bispos das Filipinas pediram que este ano fosse proclamado Ano dos Pobres. Espero que esta instância profética determine em cada um, a todos os níveis da sociedade, a firme rejeição de toda a forma de corrupção, que desvia recursos dos pobres, e configure a vontade de um esforço concertado para incluir todo o homem, mulher e criança na vida da comunidade, frisou. Papa desafia católicos a propagar a fé Depois do encontro no Palácio Presidencial, o Papa presidiu a uma missão com sacerdotes, seminaristas e religiosos, na Catedral da Imaculada Conceição, em Manila, a capital do país. Francisco desafiou a Igreja Católica nas Filipinas a ter um papel de liderança na propagação da fé católica na Ásia. Pediu também aos sacerdotes que estejam mais próximo dos pobres, combatendo a exclusão muito enraizada naquele país. Sede solidários com aqueles que, vivendo no meio duma sociedade molestada pela pobreza e a corrupção, sentem-se com o espírito abatido, tentados a largar tudo, deixar a escola e viver pela estrada, apelou o Papa. Proclamai a beleza e a verdade do matrimónio cristão a uma sociedade que é tentada por apresentações confusas da sexualidade, do matrimónio e da família. Como sabeis, estas realidades estão cada vez mais sob ataque de forças poderosas que ameaçam desfigurar o plano criador de Deus e trair os verdadeiros valores que inspiraram e moldaram quanto de belo existe na vossa cultura, sublinhou Francisco durante a missa com sacerdotes, seminaristas e religiosos. CAOS NAS URGÊNCIAS Governo quer enfermeiros com mais funções e requisitar hospitais militares Governo enviou propostas aos parceiros no sector. Uma das mais polémicas sugere que os enfermeiros possam, na triagem, pedir exames complementares de diagnóstico e ministrar analgésicos para controlar a dor. Foto: João Cunha/RR Por Anabela Góis O Governo admite requisitar espaços nos hospitais militares e recorrer aos privados para resolver os problemas nas urgências, apurou a Renascença. As propostas já foram enviadas aos parceiros no sector. A mais polémica passa por autorizar os enfermeiros na triagem a pedir exames complementares de diagnóstico e darem analgésicos para controlar a dor, mas há outras medidas em estudo. Depois da morte de doentes à espera de atendimento nas urgências, o Governo garante que as medidas agora propostas não pretendem resolver o problema dos actuais tempos de espera, mas sim melhorar a eficiência do uso de recursos, o que já se faz noutros países. A ideia é, em altura de crise, recorrer a meios fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para reforçar a capacidade dos hospitais públicos. Com esse objectivo, foi pedido um levantamento dos

3 Sexta-feira, meios, recursos humanos e espaços, não só do SNS, mas também dos hospitais militares e privados. Fonte do gabinete do ministro da Saúde, Paulo Macedo, confirma à Renascença que este levantamento ainda não está concluído e não há ainda respostas do sector. Já quanto à proposta que dá mais competências aos enfermeiros na triagem dos doentes e os autoriza a dar analgésicos para controlar a dor, as respostas das ordens dos Enfermeiros e dos Médicos já estão na secretária de Paulo Macedo. A primeira aplaude e diz que isso já se faz há muito tempo noutros países. A Ordem dos Médicos, pelo contrário, considera que se trata de uma medida demagógica, inútil e prejudicial. Mais grave ainda, diz, porque os analgésicos podem mascarar situações potencialmente graves. O Governo garante que até que receba todas as respostas não há condições para elaborar um despacho, pelo que todas estas medidas são ainda propostas sem data para entrar em vigor. Em entrevista à Renascença, o presidente do Conselho Nacional para a Qualidade em Saúde sublinha que é necessário perceber as razões da afluência recorde às urgências. Luís Campos acrescenta que faltam médicos de família e descreve lacunas nos centros de saúde. Temos centros de saúde que têm um bom acesso ao médico de família e temos ainda centros de saúde que não foram, ainda, abrangidos pela reforma dos cuidados primários, onde os doentes têm menos acesso aos cuidados de saúde. Se houvesse especialistas hospitalares nos centros de saúde e acesso a exames complementares, eventualmente, podia ser mais atractivo para os doentes terem acesso aos cuidados primários, sugere o presidente do Conselho Nacional para a Qualidade em Saúde. Gripe faz um morto entre seis novos doentes internados Actividade gripal continuou alta na segunda semana de Janeiro. O Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe divulgado esta quinta-feira revela que na segunda semana de Janeiro a actividade gripal manteve-se alta e que uma pessoa morreu. Na semana de 5 a 11 de Janeiro de 2015 (semana 2), a actividade gripal manteve-se elevada, tal como tinha acontecido na semana anterior, o que comprova que se está em período epidémico, lê-se no comunicado da Direcção-geral de Saúde (DGS). Os dados reunidos pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge mostram contudo que a taxa de incidência da gripe foi de 120 casos em 100 mil habitantes, o que significa uma ligeira descida face à primeira semana do ano. No período analisado foram identificados o vírus "influenza B" em quatro doentes e o "influenza A" em dois. Um dos pacientes com influenza B morreu. No que respeita a internamentos hospitalares verificou-se uma taxa de admissão por gripo de 3%, ou seja, superior à estimada para a época. A procura de consultas em centros de saúde e serviços de urgência aumentou naquela semana, o que ocorre em simultâneo com o aumento do número de casos de gripe e das suas complicações e com as baixas temperaturas ambientais, diz a DGS. A Direcção-geral de Saúde aconselha ainda a vacinação dos cidadãos pertencentes a grupos de risco, o cumprimento das regras de higiene das mãos e de etiqueta respiratória e o uso da linha Saúde 24. FRANCISCO FERREIRA "Há mais crianças nas urgências de Lisboa em dias de maior poluição" Começaram as restrições à circulação de veículos antigos em Lisboa. O coordenador dos estudos da Zona de Emissões Reduzidas sublinha que esta é uma questão de saúde pública. Por Teresa Abecasis Carros anteriores ao ano 2000 têm, desde esta quintafeira, restrições para circular em Lisboa. É a terceira fase do plano ZER, que começou a restringir o acesso de carros à cidade em Em causa estão orientações comunitárias que definem os limites de poluição do ar nos grandes centros urbanos e por causa das quais o país já foi multado. Nos últimos anos, a qualidade do ar tem melhorado, mas ainda não está dentro dos limites estabelecidos. "As pessoas têm que perceber que no centro de Lisboa a esperança de vida decai seis meses, por causa dos elevados níveis de poluição que lá temos. Já foram feitos estudos onde se chegou à conclusão que as urgências [de Lisboa] têm muito mais crianças em dias de maior poluição", explica à Renascença Francisco Ferreira, professor da Universidade Nova de Lisboa, assessora técnica da Câmara de Lisboa no processo de implementação das ZER. Com as novas regras, pretende-se ter uma melhoria na ordem dos 10% nas emissões poluentes no centro da cidade. O objectivo não é dificultar o acesso, mas incentivar os cidadãos a utilizar os transportes públicos e as empresas a desenvolverem planos de mobilidade. Uma vez por mês, a PSP vai efectuar operações stop para verificar que as regras estão a ser cumpridas. Os carros antigos podem ser adaptados de maneira a poderem continuar a circular em Lisboa? É possível, mas é um processo burocraticamente complicado e algo dispendioso. Não basta um catalisador, é preciso medidas que dizem respeito ao próprio controlo de características do motor do carro, para conseguir cumprir as normas. Mas é um caminho dispendioso. Um veículo antigo é capaz de poluir cinco vezes mais, às vezes 15, 20 e até 50 vezes mais do que um veículo

4 Sexta-feira, recente. Os mais atingidos pelas novas regras são os não residentes, que se queixam da falta de alternativas para chegar à cidade. Como responde a estas queixas? Pela avaliação que fizemos, 80% dos veículos que vão ser agora restringidos são veículos de pessoas que vêm de fora de Lisboa. O plano tem um pacote de medidas pensadas para facilitar e melhorar a acessibilidade de quem vem para o centro de Lisboa. Mas também é verdade que a zona onde as restrições são maiores está muitíssimo bem servida de metro, de autocarros. E há já um conjunto de programas que permitem deixar o carro, por exemplo, num estacionamento, seja ele fora de Lisboa, seja ele já dentro da cidade e depois utilizar o transporte público. Lisboa é a única cidade portuguesa que precisa deste tipo de medidas? Não. Temos também o caso do Porto. Há um conjunto de medidas que deveriam também estar a ser implementadas. Aliás, a Universidade de Aveiro e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte definiram essas medidas para serem implementadas uma delas é a Zona de Emissões Reduzidas. Mas a medida ainda não foi para a frente. Estão previstas novas fases de implementação das ZER? Que medidas poderão incluir? Em outras cidades europeias, que estão com problemas semelhantes, o grau de exigência é muito maior. Já se exige, por exemplo, em Berlim, que não haja circulação, seja de residentes ou não, de veículos inferiores à norma "Euro 4", não podem ser anteriores a Ora, nós achamos que esse poderá ser o caminho, mas uma quarta fase poderá ainda demorar. Descoberta portuguesa vai proteger contra infecções graves Cientistas do grupo de João Arezes, da Universidade do Porto, desenvolveram "um medicamento, uma proteína que tem o mesmo efeito da proteína que está em falta nos doentes" com excesso de ferro. Arezes considera "interessante" o facto de ter descoberto que "uma proteína que regula o metabolismo do ferro é tão importante no contexto de uma infecção". A partir da conclusão do trabalho, que foi divulgado quarta-feira, na publicação norte-americana Cell Host & Microbe, os cientistas do grupo de João Arezes desenvolveram "um medicamento, uma proteína que tem o mesmo efeito da proteína que está em falta nos doentes". Ao ministrar esta proteína a ratinhos com sobrecarga de ferro conseguiu-se, "por um lado, diminuir a quantidade de ferro, e, por outro lado, proteger os ratinhos da morte após infecção", explica. Esta substância foi sintetizada pelo grupo de trabalho de João Arezes, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O que o resultado agora divulgado traz de novo é que "em ratinhos equivalentes a pessoas com hemocromatose conseguimos diminuir os níveis de ferro e, além disso, proteger contra infecções gravíssimas nos doentes através da administração deste composto", resumiu o cientista. A hemocromatose hereditária é uma doença caracterizada por uma sobrecarga de ferro, ou seja, estes doentes têm demasiado ferro no organismo. O ferro é essencial para várias funções no organismo, mas, quando está em excesso, é tóxico e deposita-se em vários tecidos, como o coração ou o fígado, levando ao desenvolvimento de problemas como cirroses ou cancro hepático. Actualmente, os doentes com hemocromatose recebem o mesmo tratamento que já se faz há 50 ou 60 anos, as sangrias, que consiste em retirar sangue, que pode chegar a meio litro por semana, uma forma "não muito agradável" de retirar o ferro em excesso no organismo, descreveu João Arezes. Um investigador da Universidade do Porto descobriu que uma proteína responsável por regular o ferro no organismo também protege contra infecções graves, permitindo desenvolver um medicamento importante principalmente para doentes com hemocromatose, ou seja, excesso de ferro. "Basicamente, descobri o motivo pelo qual pessoas com hemocromatose morrem tão rápido [devido a infecções graves] e são tão susceptíveis. Descobri que isto acontece porque estes pacientes têm deficiência de uma proteína que regula o ferro, que se chama hepcidina, e que é necessária para as pessoas saudáveis conseguirem combater a infecção", explicou à agência Lusa João Arezes, investigador da Universidade do Porto.

5 Sexta-feira, LUÍS CABRAL Charlie Para mim, o diagnóstico e a cura estão longe de ser ideias claras e distintas. Onde todos vêm branco e preto, vislumbro uma série interminável de tons cinza. O artigo que hoje escrevo reflecte esta ambivalência; tem pouca estrutura, pelo que opto pela numeração de uma série de notas soltas, se bem que relacionadas. É difícil acrescentar ao debate sobre os acontecimentos de Paris. Li vários artigos, cada qual com a sua perspectiva, mas quase todos com um denominador comum: a certeza do autor sobre a raiz do problema bem como o juízo de valor sobre os intervenientes. Para mim, o diagnóstico e a cura estão longe de ser ideias claras e distintas. Onde todos vêm branco e preto, vislumbro uma série interminável de tons cinza. O artigo que hoje escrevo reflecte esta ambivalência; tem pouca estrutura, pelo que opto pela numeração de uma série de notas soltas, se bem que relacionadas. 1. O Charlie Hebdo, dizem, é um sinal da maturidade da sociedade europeia, onde há verdadeira liberdade de expressão. É a mesma ideia que ouvimos quando o alvo da sátira são os cristãos (por exemplo, as caricaturas do Papa Francisco em acto de sodomia com cardeais da Igreja Católica). Nalguns casos, acrescenta-se o elogio da criação artística (por exemplo, as pinturas que misturam a imagem de Maria com excremento de elefante). Onde outros vêm sinais de vigor e liberdade, eu não vejo mais do que sinais de muito mau gosto, sinais duma sociedade que parece ter perdido o verdadeiro sentido da dignidade e decência. Numa semana em que todos repetem "Je Suis Charlie", não posso deixar de dizer que, neste sentido, não sou de todo em todo Charlie. Tudo isto independentemente da questão da legalidade, que trato de seguida. 2. Fernando Madrinha escreve que "a liberdade de expressão, através da imprensa ou de qualquer outro meio, existe ou não existe. (...) Não há meia liberdade de expressão". Oxalá fosse assim tão simples. A mesma sociedade que reafirma o direito ilimitado dos jornalistas é a mesma sociedade que regula, combate e condena o discurso que, argumentam, apela ao ódio. Por exemplo, em 2012, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos confirmou a condenação de um pastor protestante sueco por pregar que o acto de homosexualidade é um pecado; e em 2013 o Supremo Tribunal do México declarou que palavrões como "maricon" caem fora da protecção da livre expressão. Há muitas formas de violência, incluindo violência física e violência verbal. Aliás, não deixa de ser sintomática a reacção de Salmon Rushdie aos acontecimentos de Paris: "A arma da sátira foi sempre a arma da liberdade". Uma arma, por conseguinte - e por vezes uma arma violenta. Resumindo: a liberdade de uma pessoa é limitada pela liberdade dos outros. Não existe liberdade absoluta, e isso inclui a liberdade de expressão. Não sei qual a solução correcta neste caso - como disse acima, vejo mais cinzento do que branco e preto -, mas sei que a ideia da liberdade como valor supremo e universal, inegável e irrevogável não passa de uma quimera. 3. Ao falar dos acontecimentos de Paris é inevitável falar de religião: os próprios terroristas gritam que matam em nome do profeta. Há algumas semanas, Richard Dawkins perguntava rectoricamente "que motivo senão a fé poderia levar as pessoas a fazer tanto mal?"; e reagindo aos acontecimentos em Paris prognosticou sem demora que "algum idiota dirá agora que isto não tem nada a ver com religião". Correndo o risco de ser o tal idiota, acho que o problema não é exclusivamente nem principalmente um problema da religião islâmica. Identificar o problema com o Corão e uma religião que incita à violência é incorrecto e injusto; e oferece imensas vantagens a extremistas como Dawkins, para quem a fé é uma doença mental e deve ser tratada como tal; ou Marine Le Pen, que na sequência dos ataques ao Charlie Hebdo propôs o reestabelecimento da pena de morte. Governo volta a não dar tolerância de ponto no Carnaval "A questão está resolvida desde o início desta legislatura", justificou o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares. O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares revelou esta quinta-feira que o Governo não dará tolerância de ponto no Carnaval. "A questão do Carnaval está resolvida desde o início desta legislatura. O Governo não da tolerância de ponto no Carnaval. Entendemos que esse é um assunto que já ficou resolvido nos anos anteriores. Pela nossa parte, já nem é um assunto", afirmou Luís Marques Guedes. Confrontado com o anúncio por parte de autarquias de que darão tolerância de ponto aos seus funcionários na terça-feira de Carnaval, o ministro respondeu que "aquilo que decorre da autonomia das autarquias locais às autarquias locais deve ser perguntado, não é ao Governo". Marques Guedes falava durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros. Municípios de Lisboa dão tolerância

6 Sexta-feira, As 18 câmaras municipais que compõem o Conselho Metropolitano de Lisboa decidiram dar tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval aos seus funcionários. A proposta, apresentada pelo presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Metropolitano durante uma reunião realizado esta manhã em Vila Franca de Xira. Este órgão é composto pelos municípios de Lisboa, Amadora, Sintra, Mafra, Cascais, Oeiras, Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira, Alcochete, Barreiro, Montijo, Seixal, Almada, Moita, Palmela, Setúbal e Sesimbra. "Maioria terá dificuldade em explicar" voto contra reposição dos feriados Deputado do CDS Ribeiro e Castro vai apresentar projecto em nome próprio. José Ribeiro e Castro vai apresentar, esta quinta-feira, um projecto de lei para levantar a suspensão dos feriados de 1 de Dezembro e 1 de Novembro. O deputado do CDS considera que a maioria parlamentar terá dificuldade em não votar favoravelmente o projecto, pelo menos na generalidade. "A maioria tem dificuldade em explicar o voto contra, na generalidade, ao meu projecto, porque o seu sentido geral é torná-lo conforme àquilo que todos os dirigentes da maioria têm dito que há uma suspensão por cinco anos dos feriados", afirma Ribeiro e Castro, que apresenta o diploma em nome próprio. O projecto propõe a reposição do feriado que assinala a Restauração da Independência, a 1 de Dezembro, sublinhando que "não se conhece um único país no mundo que, tendo um feriado que celebre a sua independência e liberdade nacional, o tenha eliminado, excepto sob ocupação estrangeira". Ribeiro e Castro propõe que a mesma reposição aconteça com o 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos, "observados que sejam os mecanismos concordatários que hajam ainda de cumprir-se na relação entre o Estado Português e a Santa Sé". O projecto de Ribeiro e Castro revê ainda "a disposição do artigo 10º da Lei n.º 23/2012, de 25 de Junho, por forma a esclarecer que a situação legal efectiva dos feriados em questão é de suspensão de feriados e não de eliminação de feriados". O CDS-PP votará contra todos estes projectos, uma vez que defende que a reavaliação dos feriados apenas deverá ser feita na próxima legislatura, e o PSD já disse que a reposição dos feriados não é uma prioridade para a sua bancada. Já os deputados do PS vão apresentar um projecto para devolver feriados do 5 Outubro e 1 de Dezembro e querem abertura de discussão para resolver o problema dos feriados religiosos suspensos. O Bloco de Esquerda vai propor a reposição de todos os feriados e que o dia de Carnaval seja considerado feriado também. A deputada Mariana Aiveca lembra que a suspensão dos feriados era transitória por causa da crise. O PCP espera que possa ser aprovado o projecto que apresenta para repor os feriados e criar o feriado do Carnaval. Os feriados que foram retirados não vieram resolver nenhum problema económico e trouxeram mais desemprego, afirma o deputado David Costa. O Partido Ecologista "Os Verdes" apresenta dois projectos: um para a reposição dos feriados suspensos e outro a consagrar do Carnaval como feriado. A revisão do Código do Trabalho em 2012 ditou a eliminação de quatro feriados: o 5 de Outubro (implantação da República), 1 de Dezembro (restauração da Independência) e os feriados religiosos do Corpo de Deus (feriado móvel celebrado 60 dias após a Páscoa) e do Dia de Todos os Santos, a 1 de Novembro. PSD com liberdade de voto sobre adopção por casais do mesmo sexo A bancada também decidiu que a procriação medicamente assistida já não será decidida nesta legislatura, só depois das eleições. Os deputados do PSD vão ter liberdade de voto em relação aos diplomas que alargam aos casais de pessoas do mesmo sexo o direito de adopção de crianças, anunciou esta quinta-feira o líder parlamentar social-democrata. "Decidimos, como, aliás, era expectável e foi sempre tradição do PSD, que haverá liberdade de voto sobre essas votações", declarou Luís Montenegro aos jornalistas, na Assembleia da República, no final de uma reunião da bancada social-democrata, referindose a projectos de lei do BE, do PEV e do PS que vão ser discutidos em plenário na quarta-feira. O líder parlamentar do PSD acrescentou, contudo, que "é sabido que a grande maioria dos deputados do PSD são contra essa alteração legal" e considerou que está a haver "uma insistência" injustificada na reapresentação de diplomas para alargar a adopção aos homossexuais. "Esta é a quarta circunstância nesta legislatura em que o Parlamento é chamado a tomar posição. Houve uma votação de rejeição em 2012, houve uma votação de rejeição em 2013 e houve uma votação de rejeição em 2014", referiu. Segundo Luís Montenegro, "há aqui uma repetição da iniciativa que não tem justificação porque não houve nenhuma alteração significativa no Parlamento". PSD trava maternidade de substituição O líder da bancada social-democrata anunciou ainda que o PSD não vai viabilizar a legislação sobre maternidade de substituição que está a ser preparada na Comissão de Saúde, remetendo a questão para outra

7 Sexta-feira, legislatura. "Em relação à Procriação Medicamente Assistida (PMA) e, em particular, à matéria da gestação de substituição, o grupo parlamentar tomou a decisão de não aderir ao texto de substituição que foi gerado na Comissão de Saúde e de entender que não é oportuno o parlamento legislar sobre essa matéria. Portanto, o PSD não vai dar o seu voto a essa alteração legislativa", declarou. Luís Montenegro referiu que o próprio PSD contribuiu com um diploma para o processo legislativo em curso sobre esta matéria, mas disse que entre os sociaisdemocratas "há muitas dúvidas que subsistem, mesmo naqueles que já têm uma opinião formada, que são favoráveis ou desfavoráveis a esta legislação". "Não foi possível alcançar dentro do grupo parlamentar do PSD uma posição dominante de adesão aos termos encontrados no grupo de trabalho sobre a gestação de substituição", justificou. "Ainda não foi possível termos uma convicção bem formada de que esta alteração legal vai trazer benefícios à sociedade." "Eventualmente, no futuro, numa próxima legislatura, creio, o Parlamento poderá tornar a avaliar esta situação", acrescentou. Há escolas profissionais e de ensino artístico a fechar por falta de dinheiro Em causa está uma dívida do Estado de mais de dois milhões de euros. O Estado deve mais de dois milhões de euros às escolas profissionais e de ensino artístico e a Academia de Música de Almada já foi obrigada a suspender a actividade. A situação é "insustentável", alerta a associação do sector. Esta quinta-feira não houve aulas na Academia de Música de Almada. Em causa estão 200 alunos do ensino articulado dos concelhos de Almada e do Seixal e 40 funcionários. Estas aulas são comparticipadas a 100% pelo Estado. A Academia devia ter recebido o financiamento estatal em Junho, mas até agora ainda não chegou um único cêntimo. Os professores já não recebem salário há dois meses, incluindo o subsídio de Natal. Os funcionários continuam com os ordenados em dia, porque a administração da escola pediu um empréstimo bancário. Rodrigo Queirós e Melo, da Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo, diz à Renascença que estes estabelecimentos enfrentam graves dificuldades para manter as portas abertas. Os trabalhadores podem denunciar contratos por salários em atraso, os fornecedores podem deixar de fornecer alimentação, electricidade, transportes. Portanto, não estando reunidas essas condições, não podemos estar em laboração, sublinha. A situação, alerta Rodrigo Queirós e Melo, é insustentável, especialmente considerando que vence na próxima segunda-feira mais uma mensalidade à Caixa Geral de Aposentações referente a vencimentos que não foram pagos. Em relação aos colégios particulares de ensino especial o problema já foi resolvido com o descongelamento das verbas do Estado, dívida chegou a colocar em causa a reabertura no primeiro dia do segundo período. A Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo confirma que os cerca de 1,2 milhões de euros foram pagos e deverão chegar à tesouraria dos colégios já na sexta-feira. [notícia actualizada às 11h05] Linhas orientadoras da RTP apontam para renovação e rejuvenescimento A RTP deve ser "uma empresa que aposta nas novas plataformas digitais" e procurar sinergias entre rádio, televisão e Internet. Novas estratégias definidas para a RTP e a RDP. Foto: Lusa As linhas orientadoras estratégicas para a RTP, divulgadas esta quinta-feira pelo Conselho Geral Independente (CGI), apontam para uma aposta numa estratégia de renovação e rejuvenescimento da RTP1 e da Antena 1, assim como no relançamento, renovação e afirmação da RTP2. Na segunda-feira, o CGI tinha anunciado que iria indigitar Gonçalo Reis, antigo administrador da estação pública, para presidente da RTP, e o argumentista Nuno Artur Silva para vogal do Conselho de Administração. Entre as linhas estratégicas de âmbito específico, o CGI adianta que em relação à rádio, devem ser promovidas iniciativas que tenham como objectivo "a valorização e a renovação dos respectivos serviços de programas, tanto do ponto de vista da distribuição e aproveitamento dos recursos, como da afirmação da identidade e especificidade de cada um deles". Desenvolver iniciativas que promovam a dimensão estratégica das antenas internacionais da Rádio - RDP

8 Sexta-feira, África e RDP Internacional, "com incidência na sua expressão institucional, na política de proximidade, na expressão cultural em língua portuguesa e numa estratégia assente na dimensão das políticas públicas" é outra das linhas estratégicas específicas. "Prosseguir e completar os estudos sobre a qualidade com que chegam às casas dos portugueses as emissões dos vários serviços de programas de rádio da RTP, estudar os investimentos necessários e corrigir as situações críticas identificadas", bem como "aprofundar as experiências de convergência de conteúdos entre a rádio, a televisão e o multimédia" são outras das orientações. A RTP deve ser "uma empresa com serviços de programas que se afirmam pela diferenciação e complementaridade", tornando os serviços de programas mais relevantes para um maior e mais diversificado número de cidadãos, estabelecendo iniciativas e metas para o efeito", defende ainda o documento. O aumento do peso relativo nas grelhas de programas dos géneros Cultura e Conhecimento, Juventude e Desportos, além do futebol, deverá contribuir para aumentar a diversidade da programação e o rejuvenescimento dos serviços de programas, com destaque para a RTP1, "garantindo o crescimento da oferta de programação e informação para crianças e adolescentes", são também orientações dadas pelo CGI, que sublinha a necessidade de promover serviços informativos dirigidos para segmentos jovens e que envolva a sua participação. A RTP deve ser "uma empresa que aposta nas novas plataformas digitais" e procurar sinergias entre rádio, televisão e Internet, embora "salvaguardando as linguagens próprias e as especificidades de cada um destes meios, num quadro de efectiva colaboração e complementaridade". Além disso, a RTP deve garantir o acesso, por parte dos autores e produtores independentes que prevejam os elementos essenciais do processo de produção de conteúdos em sentido amplo, lançar concursos de propostas de produção de conteúdos que sejam claros e dinamizar encontros periódicos entre profissionais do sector da produção que potenciem a troca de experiências e o desenvolvimento de redes colaborativas. "Uma vez definidas as soluções estruturais que permitam aos centros de produção das regiões autónomas condições para um trabalho com qualidade, incentivar uma estratégia de reestruturação, relançamento e renovação dos serviços de programas regionais", refere o documento do CGI, adiantando que a RTP Madeira e RTP Açores "devem desenvolver uma estratégia que permita a oferta de conteúdos informativos de proximidade". Além disso, os serviços de programas internacionais de televisão e rádio (RTP Internacional, RTP África, RDP Internacional e RDP África) "são o principal elo de ligação com Portugal", pelo que "deve ser oferecido a essas comunidades lusófonas um melhor acesso à actual realidade portuguesa com uma programação mais rica em informação, desporto, música e os domínios da cultura e sociedade". As linhas orientadoras "servirão como referencial para o Conselho de Administração da RTP na elaboração do Projecto Estratégico da empresa, ao qual caberá a definição de objectivos, na sua delimitação temporal, linhas de acção e indicadores de gestão e desempenho", adianta o CGI. "O Projecto Estratégico deverá ser elaborado, também, no respeito pelo Contrato de Concessão do Serviço Público de Televisão e pela legislação em vigor", refere. Especialista: Discriminar trabalhadores da TAP consoante sindicato é ilegal Governo quer proteger de um eventual despedimento os trabalhadores filiados nos sindicatos que assinaram acordo e não fizeram greve em Dezembro. Em termos jurídicos, o acordo é nulo, diz à Renascença um especialista em direito de trabalho. Foto: Mário Cruz/Lusa O Governo não pode discriminar os trabalhadores da TAP, nomeadamente na protecção do seu emprego, consoante a filiação sindical, diz o especialista em direito do trabalho Gonçalves da Silva. Em causa está a decisão do Governo de proteger de um eventual despedimento colectivo os funcionários da companhia aérea filiados nos nove sindicatos que assinaram com o Ministério da Economia o acordo que pôs fim à greve de Dezembro. À Renascença, Gonçalves da Silva diz que o acordo, que não envolve os trabalhadores de três sindicatos, não tem "qualquer efeito jurídico". "Estamos perante um acto nulo porque estamos perante um acto discriminatório. Os trabalhadores que são filiados em sindicatos que não assinaram este acordo não podem ser discriminados, nomeadamente na protecção do seu emprego, apenas porque os seus sindicatos não outorgaram o acordo com o Governo", considera o especialista. "Portanto, estamos perante um acto nulo e sem qualquer efeito jurídico", reforça.

9 Sexta-feira, De fora da condição, incluída no caderno de encargos para a privatização da TAP aprovado esta quinta-feira, ficam os trabalhadores que pertencem às três estruturas sindicais que recusaram assinar o memorando: o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC). O SNPVAC disse à Renascença esta quinta-feira que não exclui o recurso à greve ou a outros meios legais para contestar o novo modelo de privatização da TAP. Governo reduz taxas dos certificados de aforro Os dois instrumentos de poupança permitiram ao Estado financiar-se em mais de 4,5 mil milhões. Os certificados de aforro e do tesouro poupança mais, que em 2014 atraíram quase cinco mil milhões de euros de poupanças das famílias, vão render menos a partir de Fevereiro. A secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, admitiu que o Governo está a ponderar avançar com cortes nos juros destes dois instrumentos de poupança. O cálculo das novas taxas está a ser analisado pelo Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), que gere a dívida pública, só devendo ser conhecido no final do mês. No ano passado, os certificados de aforro renderam aos cofres públicos milhões de euros. Já os certificados do tesouro alcançaram milhões. Apenas 0,3% das cauções da luz, gás e água foram devolvidas aos consumidores Entra em vigor um novo diploma que pretende facilitar estas restituições. 19,3 milhões de euros com cauções transferidas posteriormente, a maioria de água, e juros de aplicações feitas pelo fundo. Segundo dados do Ministério da Economia, as restituições aos consumidores somam euros, sendo o maior valor do sector da água ( euros), seguido pela electricidade (6.261 euros) e Gás GPL canalizado (7.747 euros). Mas em número, os cerca de 100 mil pedidos formulados até Novembro do ano passado à Direcção- Geral do Consumidor são na maioria (mais de 80%) referentes a electricidade e depois a gás, sendo o remanescente do sector das águas. O valor médio das cauções devolvidas é "muito difícil" de apurar, diz o ministério, explicando que estão em causa serviços distintos e que os valores efetivamente restituídos são muito variáveis, oscilando entre menos de um euro e quantias superiores a 50 euros. Dos pedidos de reembolso efectuados, foram respondidos 7.355, dos quais apenas 727 de consumidores com direito a receber a restituição da caução, porque alguns já teriam recebido a caução e não deram por isso (por débito directo, por exemplo) e outros não seriam os titulares do direito ao reembolso. Para facilitar a devolução das cauções, e evitar pedidos à DGC de consumidores que não têm prova do direito à devolução, o Ministério da Economia voltou a alterar o regime jurídico das cauções e publicou um novo diploma, que entra hoje em vigor, para acelerar e facilitar a devolução. O prazo de apresentação de pedidos de reembolso é prorrogado até ao final deste ano, estabelecendo ainda o diploma a obrigação de as entidades prestadoras dos serviços e os municípios, também eles prestadores dos serviços de águas, através de empresas municipalizadas, informarem directamente os seus clientes sobre o direito à restituição do montante pago pelas cauções. "Este diploma clarifica e acelera o processo de devolução das cauções", explicou à agência Lusa a directora-geral do Consumidor, Teresa Moreira, adiantando que as novas regras estabelecem que os consumidores reclamem à DGC a caução depois de confirmarem o seu direito à devolução com os respectivos prestadores do serviço. A partir de agora, a Direcção-Geral do Consumidor aprecia o pedido de reembolso de caução com base na apresentação pelo consumidor de uma declaração comprovativa do direito à restituição da caução, e só faz essa devolução se a caução não tiver sido restituída por essas entidades que fornecem serviços públicos essenciais. Menos 0,3% das cauções de luz, gás e água cobradas indevidamente foram devolvidas aos consumidores, segundo dados do ministério da Economia. Esta sextafeira entra em vigor um novo diploma que pretende facilitar estas restituições. Em 2008 foi criado um fundo do consumidor com 14 milhões de euros de cauções transferidas para a Direcção-Geral do Consumidor pelos operadores daqueles serviços públicos, e que actualmente já soma

10 Sexta-feira, Movimento Revolução Branca quer reabrir processo dos submarinos O objectivo é desmascarar a rede de "facilitadores" que participou neste "negócio". O Movimento Revolução Branca quer reabrir o processo dos submarinos. Face ao teor justificativo do arquivamento, iniciou procedimentos e contactos visando conseguir elementos que permitam um cabal esclarecimento de todo o negócio. Em comunicado, o movimento ser possível continuar a trabalhar este caso no âmbito do processo-crime e lembra que o mesmo não se esgota apenas na procura de responsabilidades criminais. É necessário, acima de tudo, desmascarar a rede de "facilitadores" que participou neste "negócio", diz o movimento, possuindo como face visível a empresa ESCOM, do grupo Espírito Santo, cuja credibilidade técnica e comercial está posta em causa. Para o efeito, o Movimento Revolução Branca aposta numa metodologia de investigação que abrange a cooperação com organismos nacionais e internacionais, com o objectivo de obter informações sobre as ramificações tentaculares que beneficiaram das comissões recebidas pelos "facilitadores". Estamos perante um processo que teve, desde o seu início, elevados contornos obscuros, que contou com a passividade dos principais partidos com assento parlamentar, de forma a apagar todas as lembranças sobre este caso da memória dos portugueses, ganhando tempo, criando entraves permanentes e inviabilizando a investigação em curso. Porque será? Segundo o comunicado, este é um processo que atravessa os três partidos que têm dividido a governação: PS, PSD e CDS. O contrato da compra dos dois submarinos por mil milhões ocorreu em 2004, quando o primeiro-ministro português era Durão Barroso e o ministro da Defesa era Paulo Portas. Este último, dirigente do CDS/PP e actual vice-primeiro-ministro, foi ouvido este ano pelo Ministério Público, como testemunha, durante a investigação. O negócio da compra por Portugal daqueles submarinos alemães (baptizados de Arpão e Tridente) disponibilizou, aos quatro arguidos e a membros do Grupo Espírito Santo (GES), 27 milhões de euros, mas o Ministério Público não conseguiu obter provas sobre os fluxos financeiros e arquivou o caso. Banco de partilha social estima criar 500 postos de trabalho Projecto pretende apoiar idosos e desempregados. Para ajudar à causa, os cidadãos são convidados a abrir conta no banco, com um depósito anual de 20 euros. Até ao final do ano, o Banco de Partilha Social conta criar 500 postos de trabalho e, em cinco anos, chegar aos 20 mil empregos. As fasquias são apresentadas por um dos mentores do projecto, Luís Figueiredo. A ideia é prestar apoio a idosos dando trabalho a quem não tem emprego. Nós temos mais de 600 mil idosos numa situação de solidão crónica. É um número muito grande, explica. A ideia começa com a participação dos portugueses, convidados a abrir conta neste banco, no valor de 20 euros anuais. O dinheiro vai depois ser usado para pagar salários aos idosos e outras necessidades da iniciativa, garantem os responsáveis. Luís Figueiredo revela que já têm mais de 10 mil préinscritos que, a partir de 1 de Fevereiro podem concretizar a abertura de conta. As informações sobre o projecto estão disponíveis em

11 Sexta-feira, "Troika" queria nacionalizar a banca portuguesa, diz Carlos Costa Feito o balanço, e supondo que o interesse público é superior ao interesse do governador e do Banco de Portugal, acho que fizemos a escolha certa, conclui Carlos Costa. Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. Foto: Lusa O Governador do Banco de Portugal revelou, esta quinta-feira à noit,e que a ideia da troika para a banca portuguesa era a nacionalização. Durante uma conferência sobre a união bancária promovida esta noite pela Associação Portugal XXI, Carlos Costa referiu que existiam dois caminhos e que não se arrepende do que foi escolhido, depois de muita insistência do Banco central e do Governador. Apesar dos riscos, considera que foi a escolha acertada: Tínhamos dois modelos alternativos para termos em 2012 o sistema financeiro todo nacionalizado por insuficiência de capital, e teríamos hoje um grande programa de privatizações em curso, tínhamos mais dívida pública; ou termos seguido o processo que seguimos, com os riscos que obviamente comporta, e segui-lo de forma metódica. Feito o balanço, e supondo que o interesse público é superior ao interesse do governador e do Banco de Portugal, acho que fizemos a escolha certa, conclui Carlos Costa. Em fim de mandato, o Governador do Banco de Portugal diz que é por isso que as instituições de crédito nacionais estão agora num longo processo de convalescença, tendo acabado de salvar o país de um enorme aumento da dívida pública, como aconteceu noutros países sob intervenção. Mas a ideia inicial do Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e União Europeia não era essa, revela: A história dos bancos portugueses é uma de convalescença longa, que resulta do facto de se ter poupado o agente público a um endividamento súbito que teria uma dimensão de 20 ou 30 pontos percentuais. Quando a troika cá chegou tinha um número na cabeça para o fundo de recapitalização que não era 12. Os 12 só foram possíveis depois de ajustarmos o modelo de escrutínio do sistema às necessidades de capital e ao que se podia fazer. Com a União Bancária em curso, o Governador alerta que muita coisa vai mudar, nomeadamente ao nível da necessidade de maior transparência. A banca vai ser diferente e as relações com as empresas também. Passará a haver bancos pan-europeus e bancos locais pouco significativos que terão de adoptar uma atitude conservadora em termos de riscos. As necessidades específicas de cada país vão ser relativizadas e Carlos Costa considera que, em seu entender, os bancos nacionais vão ter desafios diferentes conforme a sua dimensão: Os bancos portugueses vão ter dois desafios diferentes. Os quatro significativos têm de saber como vão viver na Champions League, os que são menos significativos vão ter de acarinhar os seus aforradores e depois saber como valorizam de forma conservadora e remuneram os seus aforradores. Este vai ser o grande desafio. Além disso o Governador do Banco Central defende que é altura do sistema bancário rever as suas condições de rentabilização, uma vez que têm contratos com custos fixos há muito tempo. Há que substituir empréstimos com preços esmagados por empréstimos com spreads ajustados às novas condições, alerta, mas só será possível se conseguirem vender o crédito hipotecário, o que deverá ser feito em simultâneo com a retoma da economia. Município madeirense pede a 69 trabalhadores que devolvam 182 mil euros Recomendação do Tribunal de Contas considera ilegais as subidas nas carreiras destes trabalhadores. O município madeirense da Ribeira Brava notificou 69 trabalhadores para devolverem 182 mil euros, cumprindo uma recomendação do Tribunal de Contas de 2012 que considerava ilegais as subidas nas carreiras destes trabalhadores. As notificações foram enviadas porque, como explicou à agência Lusa o presidente desta câmara na zona oeste da ilha da Madeira, Ricardo Nascimento, "em Março de 2013, o anterior executivo decidiu acatar a recomendação do tribunal para que os funcionários repusessem o valor que receberam a mais e voltassem ao escalão anterior". Nesse relatório do tribunal é referido que "as autorizações em 2009 e 2010 de alteração de posicionamento remuneratório por opção gestionária, não observaram os pressupostos estabelecidos" na lei. Também já foram publicados relatórios referentes ao mesmo tipo de situações nas câmaras de Santana, Porto Moniz, Ponta do Sol, Funchal, Machico e Câmara

12 Sexta-feira, de Lobos. Segundo Ricardo Nascimento, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local interpôs uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal (TAFF), mas a acção principal entrou fora de prazo. "Quando recebemos essa informação tivemos de pôr no terreno a decisão tomada em reunião de câmara pelo anterior executivo e notificámos os funcionários", disse, considerando ter consciência de que, "neste momento, os funcionários já deviam estar a receber menos" e que as reposições vão ter de ser alvo de um plano. "Se for para ir para a frente, vamos ter de fazer um plano para que as pessoas em questão possam ir pagando aos poucos, porque esta é uma altura de dificuldades", salientou, recordando também que há pessoas que já se aposentaram ou que, entretanto, morreram. O juiz presidente do TAFF, Benjamin Barbosa, confirmou a existência de providências cautelares para suspender a devolução dos montantes em causa, adiantando que os pedidos foram aceites. No entanto, sublinhou, "por falta de interposição da acção principal no prazo legal, foram julgadas caducadas". O magistrado referiu também que, "posteriormente, os interessados intentaram novas providências cautelares face a subsequente exigência de reposição das verbas que, contudo, não foram admitidas com fundamento na extemporaneidade do pedido, uma vez que a primeira providência cautelar já tinha sido julgada caducada". Homem que atirou copo de cerveja a Jardim conhece sentença Arguido pediu desculpa, presidente cessante do governo regional retirou a queixa, mas o Ministério Público prosseguiu com o caso. Incidente aconteceu na Festa da Uva, em Foto: Lusa O Tribunal de Santa Cruz, na Madeira, agendou para esta sexta-feira a leitura da sentença do processo em que é acusado o homem que, em 2012, atirou um copo de cerveja ao presidente do Governo Regional. O arguido, um motorista de 43 anos, residente no concelho de Santana, é acusado dos crimes de ofensa à integridade física qualificada e injúria agravada, depois de, a 2 de Setembro de 2012, ter atirado a Alberto João Jardim um copo de cerveja na Festa da Uva, na freguesia do Porto da Cruz. Alberto João Jardim, assistente neste processo, apresentou uma declaração informando o tribunal da sua decisão de desistir da queixa e do pedido de indemnização, após ter sido "notificado do pedido de desculpas" do arguido. No texto do pedido de desculpas, o arguido expressou o seu "mais sincero arrependimento pelo inescusável incidente" que provocou, admitindo que se encontrava "naquela altura em estado alterado por alcoolemia incipiente e sem qualquer motivo de natureza profissional, pessoal ou até mesmo política". O motorista reconheceu que, ao atirar o copo com cerveja, ofendeu a "integridade física e moral" do presidente do executivo madeirense. "Tenho a plena consciência hoje de que, além de desrespeitar o presidente do Governo Regional, enquanto figura pública, desrespeitei a pessoa do doutor Alberto João Jardim", pode ler-se na declaração. O arguido disse assumir toda a responsabilidade e lamenta "todos os prejuízos e incómodos" que causou. Contudo, apesar da decisão de retirar a queixa por parte do presidente do executivo madeirense, o Ministério Público, "atendendo à natureza pública do crime de agressão", não prescindiu de inquirir as testemunhas que arrolara, disse na altura à agência Lusa o advogado do ofendido, afirmou Augusto Marques. Sócrates. Aberto processo para averiguar alegado tratamento de favor Sindicato diz que o ex-pm faz chamadas telefónicas a partir do gabinete do adjunto do director, "ficando este a aguardar fora do gabinete". O inspector-geral dos Serviços da Justiça disse esta quinta-feira que foi instaurado um processo com base na carta do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional que denunciava haver tratamento de favor a José Sócrates na prisão de Évora. O processo de queixa/reclamação foi aberto na terçafeira, adiantou o inspector-geral da justiça, Manuel Eduardo Santa, numa resposta enviada à Agência Lusa. O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional enviou na segunda-feira uma carta ao director-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, com conhecimento da ministra da Justiça, na qual denunciava a existência de "situações preocupantes" no Estabelecimento Prisional de Évora. Na carta, o sindicato referia que "segundo parece, o recluso José Sócrates quando pretende ligar [telefonar] desloca-se ao gabinete do adjunto do director, ficando este a aguardar fora do gabinete enquanto o recluso efectua as chamadas telefónicas".

13 Sexta-feira, Na carta, o sindicato referia que "segundo parece, o recluso José Sócrates quando pretende ligar [telefonar] desloca-se ao gabinete do adjunto do director, ficando este a aguardar fora do gabinete enquanto o recluso efectua as chamadas telefónicas". Na missiva é ainda indicado que as visitas ao exprimeiro-ministro, que se encontra em prisão preventiva, são em maior número do que as dos restantes reclusos, sendo que neste caso e segundo parece não está a ser cumprido o previsto no regulamento geral no que respeita à acreditação e emissão de cartões de visita, ao número de visitas e ao seu tempo de duração". Manuel Eduardo Santa indicou que na terça-feira foi instaurado na Inspecção-Geral dos Serviços de Justiça, um processo de queixa/reclamação, com base numa exposição do sindicato. Soares quer mudança como na Grécia, só que com o PS Soares acha uma infâmia que esteja preso um homem que foi primeiro-ministro sem que tenha sido julgado. O antigo Presidente Mário Soares desafiou esta quintafeira os portugueses a protagonizarem uma mudança política como a que considerou estar a acontecer na Grécia e na Europa, mas reafirmou também a sua confiança no novo líder socialista, António Costa. Está-se a ver que toda a Europa vai e está a mudar. A Grécia está a mudar e nós também temos de mudar, e rapidamente, em Portugal, declarou, na apresentação, em Lisboa, de um livro em que é o protagonista, da autoria do jornalista Mário Mesquita. O ex-secretário-geral do PS voltou a criticar a justiça portuguesa no caso que originou a prisão preventiva do seu camarada de partido e antigo primeiroministro José Sócrates, classificando-o como uma infâmia. Temos a honra de ter aqui o nosso líder socialista e, portanto, presto-lhe as minhas homenagens e digolhe que agora é a ele que compete... Eu estou com o líder até ao fim, afirmou Soares, dirigindo-se ao actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que optou por adiar declarações sobre a actualidade para sextafeira. Segundo o ex-presidente da República, Portugal não pode tolerar que este Governo continue como está, pois só faz asneiras, políticas, económicas, de toda a espécie e está completamente paralisado. Mário Soares confessou já estar retirado da luta política activa, mas prometeu voltar a visitar Sócrates no Estabelecimento Prisional de Évora, se o mesmo lá continuar. Acho uma infâmia que haja uma situação em que está preso um homem que foi primeiro-ministro sem que tenha sido julgado. Por que há um juiz que diz que tem de estar preso sem nunca o ter sujeitado à justiça portuguesa. Não é aceitável e, por isso, ainda me vou bater, concluiu. Maus comportamentos nos transportes podem dar multa até 250 euros Novas regras aplicam-se ao transporte rodoviário, como autocarros e táxis, e contém uma lista de deveres e obrigações dos passageiros puníveis com coimas se não forem cumpridos. A partir de sexta-feira, os utentes dos transportes rodoviários sujeitam-se a multas entre 50 e 250 euros se apoiarem os pés nos estofos, se se pendurarem nos acessórios do veículo em marcha ou se fizerem barulho que incomode outros passageiros. As coimas foram criadas por diploma publicado esta quinta-feira em Diário da República, para entrar em vigor na sexta-feira, e podem ser também aplicadas a quem praticar actos ou proferir expressões "que perturbem a boa ordem dos serviços ou incomodem os outros passageiros". O diploma aplica-se ao transporte rodoviário, como autocarros e táxis, e contém uma lista de deveres e obrigações dos passageiros puníveis com aquelas coimas se não forem cumpridos, entre os quais viajar sem título de transporte e fazer peditórios, organizar colectas e recolher assinaturas. A coima também se aplica a quem entrar nos veículos quando a lotação estiver esgotada, entrar e sair do veículo quando este esteja em movimento, fora das paragens, ou depois do sinal sonoro que anuncia o fecho das portas, assim como ocupar lugar reservado a pessoas com mobilidade condicionada e grávidas e projectar objectos para o exterior do veículo. A admissão de passageiros pode ser recusada quando se encontram em "visível estado de embriaguez ou sob a influência de substâncias psicotrópicas", de modo a que possam incomodar ou prejudicar os outros passageiros, e quando transportem armas indevidamente acondicionadas ou objectos perigosos, salvo se forem agentes da autoridade. Indemnizações aos passageiros O decreto-lei, da autoria do Ministério da Economia, estabelece ainda indemnizações aos passageiros devido a atrasos no transporte: "Tem direito a receber a quantia despendida na aquisição do título de transporte pago se, por razões imputáveis ao operador, se verificar um atraso à partida superior a 90 minutos". Mas esta indemnização não se aplica quando o passageiro tenha adquirido o título de transporte depois da divulgação do atraso ou seja titular de uma

14 Sexta-feira, assinatura, passe ou título de transporte sazonal. Caso não exerça este direito de reembolso quando se verifique atraso à chegada indicada no título de transporte superior a 90 minutos, imputável ao operador, o passageiro tem direito a uma indemnização, correspondente a 50% do preço do bilhete efectivamente pago, excepto se o valor a pagar for igual ou inferior a quatro euros. GRAÇA FRANCO Fundamentalismo ambientalista, seguidismo bruxelense Novas restrições no trânsito de Lisboa são exemplares de três estilos cada vez mais queridos aos políticos portugueses: o fundamentalismo ambientalista, o novoriquismo legislativo e o seguidismo bruxelense. Por Graça Franco Confesso-me culpada do crime ambiental de ter, como único transporte familiar, um velho monovolume anterior a Só não revelarei a data exacta da matrícula por questões de pudor e porque o próprio tem direito à reserva da sua privacidade-automóvel. O fiel companheiro deixará de poder trazer-me em horário útil ao local de trabalho. E foi, já hoje, substituído por um táxi, tão ou mais velho e poluente quanto ele, mas que o dr. António Costa fez o obséquio de exceptuar, até 2017, da proibição de circulação na baixa. Feita esta declaração de interesses, passo a analisar (com a objectividade expectável) a medida imposta pela autarca de Lisboa e que reputo de exemplar dos três estilos cada vez mais queridos aos políticos portugueses: o fundamentalismo ambientalista, o novo-riquismo legislativo e o seguidismo bruxelense. O chorrilho de medidas recentes que se inserem nos três estilos não tem conta, mas esta é particularmente interessante porque numa única medida se integram os três vícios. 1 - Fundamentalismo ambientalista. As boas razões servem para justificar todas as más medidas, buscando uma espécie de unanimismo acéfalo. Dos sacos de plástico do dr. Moreira da Silva, que afinal servirão sobretudo para financiar uma parte da redução do IRS, a quase tudo o mais. Esta nova medida não foge à regra. Francisco Ferreira, especialista em ambiente, garantiu esta quinta-feira à Renascença que há estudos ambientais que comprovam que os cidadãos de Lisboa residentes nas zonas de maior poluição vêem a respectiva esperança de vida reduzida em cerca de seis meses. Eu, que trabalho na zona 1 e resido na zona 2, estremeço. Seis meses? Fazem-me falta. Não posso abdicar deles. Espero aliás que o factor de sustentabilidade, utilizado para o cálculo da minha reforma, passe também a ser corrigido em função da área de trabalho e residência. Ou seja, que os estudos da Quercus (inspiradores da Câmara de Lisboa) possam ser graciosamente partilhados com a equipa governativa de Mota Soares. Querendo viver mais, vejo-me como a generalidade dos afectados, a braços com um novo dilema: como assegurar que os seis meses ganhos a respirar um ar menos poluído não se esgotarão totalmente na maçadoria das viagens de e para o trabalho. Em plena fúria charlinista veem-me à memória o velho slogan de Maio de 68 contra uma sociedade em que a vida se resuma a dodot, metro, bolot (cama/metro/trabalho). Ouvido na reportagem de Teresa Abecasis, um jovem morador em Vialonga preparava-se para, a partir desta semana, passar a gastar mais de duas horas em transportes para chegar a casa. Contas feitas dão quase quatro horas dia gastas em trajectos. Pensaram-se alternativas para que a vida do jovem Rui não se vá nesse vaivém? Preveniram-se locais de abandono das viaturas à entrada da cidade e redes efectivas de transportes públicos na sua sequência? Não. A câmara, que, embora gostasse, não gere ainda os transportes públicos da cidade, fica-se pela condescendência de os exceptuar do cumprimento das regras ambientais. No mais, o cidadão que se desembrulhe. O cidadão, porque o Estado com as respectivas frotas de polícias, bombeiros, militares, etc., evidentemente não poderá cumprir com as restrições e mais uma vez será exceptuado (senão a loucura ainda seria maior). Devia, pelo contrário, ser o Estado a dar o exemplo? Devia. Mas não pode. E não pode porquê? Porque é pobre. Mas essa não é desculpa atendível para nenhum cidadão. 2 - Novo-riquismo legislativo. Trata-se de uma espécie de compulsão legislativa que se traduz em produzir legislação nacional sempre na linha da frente do que quer que seja. Um gosto muito português. A Europa avança com a união bancária e isso traz novas regras de resolução para os bancos, já a partir de 2015 ou 2016? Pois, diligentemente e ainda em 2012, Portugal aplica-se a transcrever a legislação respectiva. Não fora esse ímpeto e talvez o caso BES já não pudesse ser resolvido, em primeira-mão, testando uma legislação única em fase pré-embrionária e verdadeiramente piloto. Somos os primeiros a ter a mais moderna legislação em tudo, o que, aliado ao fundamentalismo ambiental, faz com que as nossas empresas frequentemente

15 Sexta-feira, sejam sujeitas a regras (para já não falar das taxas e taxinhas ) que a custo as nossas parceiras resistentemente vão adoptando só vários anos depois e as nossas principais concorrentes muito provavelmente nunca adoptarão. As novas regras pesarão como sempre e sobretudo aos micronegócios, aos jovens profissionais liberais em início de carreira, etc. 3 - Seguidismo bruxelense. É uma doença mais funda e de que o novo-riquismo legislativo é apenas um sintoma. Trata-se de considerar que o que se diz em Bruxelas não se discute e é de mau tom reclamar a mais leve adaptação alegando dificuldades conjunturais ou o nosso estádio de desenvolvimento. Em matéria ambiental, como qualquer outra, faz-se cerimónia em negociar, deixa-se a negociação para os políticos habituados a compras de feira. Os nossos políticos agem, sobretudo em Bruxelas, como gente que obviamente não regateia. Coisa que não se aplica apenas ao pagamento do resgate. Medida a medida nunca perguntamos quem, entre os nossos parceiros, sairá beneficiado com o negócio, sobretudo quando nos parece óbvio que nós sairemos prejudicados na sua aplicação. E queremos sobretudo antecipar o cumprimento das metas ( ambientais ou outras) por mais ridículas ou injustas que as ditas nos pareçam. Temos um problema de endividamento grave das famílias, excesso consumista e défice externo endémico contra o qual vociferam os nossos credores reclamando austeridade em dose cavalar? Apliquemola, sem pestanejar. Temos um milhão de portugueses com automóveis a cair da tripeça, muitos deles híper-endividados, em empregos precários e escassos e com despesas muito mais prioritárias do que a troca de automóveis? Façamos-lhe a vida impossível, incentivemos que se endividem ainda mais para trocar de carro que alegremente importaremos de alguns dos nossos mais críticos credores para alegria da respectiva indústria. Sendo o ar um bem comum fica uma última nota. Alguém acredita que as pessoas que circulam em velhos automóveis o fazem porque querem? Não despertaríamos todos mais para o problema ambiental se a cada vez que soassem os alarmes ambientais o trânsito fosse proibido, em dias alternados, às matrículas par ou ímpar? Como aconteceu em Paris em Março de Suspeito que aumentaria o lóbi contra medidas folclóricas e pela busca de soluções de fundo. Seria uma maçada pontual com a vantagem que afectaria todos. Das bombas dos residentes do Chiado às carcaças dos subúrbios. Mulher que ficou sem RSI perdeu apoio por "incumprimentos contratuais" Beneficiária diz ter ficado sem Rendimento Social de Inserção por comentário no Facebook. A mulher de Abrantes que se queixou de ter ficado sem apoio social devido a um comentário na rede social Facebook não concluiu as acções de formação obrigatórias contratualizadas, informou o Instituto da Segurança Social (ISS). Maria Conceição, 39 anos, beneficiária do Rendimento Social de Inserção (RSI), queixou-se de lhe ter sido retirado o apoio após ter publicado no Facebook que iria viajar para a Suíça, uma "brincadeira" que afirmou ter feito para os seus amigos da rede social, uma vez que estava hospitalizada. "Estou no aeroporto de Lisboa a viajar para a Suíça", escreveu na sua página pessoal, fazendo acompanhar o comentário da imagem de uma mulher em cima de várias malas de viagem. Duas semanas mais tarde, no dia 14 de Novembro, num documento a que a Lusa teve acesso, a Segurança Social escreveu a Maria Conceição para informá-la da cessação do RSI, alegando a alínea a do artigo 22.º (ausência do país). Esta quinta-feira, a Unidade de Comunicação do ISS informou que, "no seguimento dos diversos incumprimentos ocorridos ao longo do contrato de inserção, foi cessado o direito à prestação de RSI, perdendo a beneficiária o direito à prestação". Sem abordar a questão da "ausência do país", o ISS acrescenta que a mulher em causa é beneficiária do RSI desde o dia 23 de Janeiro de 2012 e que o último contrato de inserção sido assinado em 14 de Novembro de 2013, contemplando acções no âmbito do emprego, educação/formação e saúde. "Com base na informação prestada pelo Centro de Emprego, a beneficiária frequentou diversas acções de formação, não tendo concluído nenhuma por motivos de desistência da própria, não cumprindo assim o estipulado no contrato de inserção", pode ler-se. No documento enviado à Lusa, o ISS faz saber que a beneficiária "iniciou ainda actividade profissional como trabalhador por conta de outrem, no período de 2 de Abril a 21 de maio de 2014, sem efectuar a devida comunicação à técnica de acompanhamento do seu processo, tal como era da sua obrigação".

16 Sexta-feira, Estudantes de diferentes credos em oração pela paz e tolerância Iniciativa, agendada na sequência dos atentados de Paris, está marcada para as 18h00 na sexta-feira. O Instituto Politécnico de Bragança vai juntar, nesta sexta-feira, alunos de diferentes nacionalidades e religiões numa oração pela paz e tolerância na sequência dos atentados de Paris. A cerimónia decorrerá no espaço inter-religioso criado recentemente para os alunos de diferentes credos e nela "participarão estudantes de diferentes nacionalidades representando as suas religiões que introduzirão a oração na sua língua de origem. "Está confirmada a presença de estudantes cristãos, muçulmanos e budistas que proporão textos emblemáticos da sua fé", indica uma nota do gabinete de comunicação e Imagem da universidade, que espera ainda "a participação de alunos de outros credos". Esta oração inter-religiosa "pretende mostrar a tolerância e a paz possíveis entre crentes de diferentes credos religiosos, na sequência dos atentados da semana passada em França levados a cabo por extremistas religiosos", acrescenta. O objectivo da iniciativa agendada para as 18h00 de sexta-feira é que "se reze em conjunto pela paz no mundo e para que exista cada vez mais tolerância entre as pessoas que professam diferentes credos e até para com as que não acreditam", segundo a instituição. O politécnico vinca ainda que "tanto a iniciativa de disponibilizar um espaço de encontro para as diferentes religiões, como a de promover o encontro de sexta-feira, resulta do desejo de promover uma sã convivência entre as inúmeras culturas e religiões que formam a comunidade académica". O politécnico tem investido na internacionalização dos seus alunos e conta com estrangeiros entre os estudantes que frequentam as cinco escolas de ensino superior, em Bragança e Mirandela. O espaço inter-religioso foi criado na antiga casa da Quinta de Santa Apolónia, que alberga o campus académico de Bragança, "despido de símbolos religiosos", para que todos os crentes possam ali fazer as suas orações. MANUEL BRAGA DA CRUZ Terrorismo islâmico na Europa resulta de clivagem civilizacional Em entrevista à Renascença, Braga da Cruz sustenta que pode e deve haver limite para a liberdade de expressão, uma vez que as ofensas à religião ferem a afectividade mais íntima dos outros. Por Filipe d Avillez O sociólogo Manuel Braga da Cruz considera, em entrevista à Renascença, que os acontecimentos de Paris "decorre de clivagens civilizacionais" e que a Europa e o Islão têm um problema de relacionamento, "um problema que não está resolvido". Noutro plano, o antigo reitor da Universidade Católica Portuguesa sublinha que "a liberdade de expressão é uma liberdade fundamental, essencial, mas não é a única liberdade e tem de se compatibilizar com as outras", sendo uma delas "a liberdade religiosa". Pode e deve haver limite para a liberdade de expressão, uma vez que as ofensas à religião ferem a afectividade mais íntima dos outros, defende. A Europa já passou antes por vagas de terrorismo, como das Brigadas Vermelhas, ETA, e muitas outas. Esta ameaça é diferente? O que se passou em França representa uma novidade em relação ao terrorismo que a Europa tinha conhecido até hoje. O terrorismo que a Europa tinha conhecido era um terrorismo interno, que decorria de clivagens ideológicas e sociais. Esta expressão do terrorismo que aconteceu em França decorre de clivagens civilizacionais, isto é, é um terrorismo perpetrado por pessoas que se reivindicam de uma civilização diferente e que atacam valores fundamentais da civilização que a Europa faz sua. É um atentado terrorista com um objectivo bem preciso, que é o visar a liberdade de expressão. Isto acontece porque nós estamos a assistir, há muito, àquilo a que podemos chamar a desnacionalização dos Estados. Outrora, os estados eram nacionais: os alemães viviam na Alemanha, os

17 Sexta-feira, japoneses no Japão... Hoje, o que acontece é que quem vive na Alemanha, quem vive em Espanha, Itália ou França não são apenas os povos que se identificaram com esses estados, não são apenas os alemães, espanhóis, italianos ou franceses. As sociedades da Europa tornaram-se sociedades multinacionais, multiculturais e multi-civilizacionais. Portanto, há hoje novas clivagens nas sociedades europeias. Agora, são formas de terrorismo de clivagem civilizacional e que tendem a exprimir diferenças de civilização. Este terrorismo pretendeu atingir valores fundamentais da civilização e cultura europeias, nomeadamente a liberdade de expressão. É um terrorismo que se reclama de uma religião - eu creio mesmo que há aqui uma instrumentalização da religião - para efeitos que são manifestamente políticos, muito mais que religiosos, mas há uma invocação de factores religiosos. A Europa conseguiu ultrapassar essas ameaças antigas. Como é que se vence esta? Este acto bárbaro veio evidenciar que a Europa tem um problema de tratamento com o Islão e o Islão tem, por sua vez, um problema de relacionamento com a Europa. Há aqui um problema que não está resolvido. As clivagens sociais foram razoavelmente ultrapassadas, as clivagens territoriais foram também razoavelmente ultrapassadas, este problema do conflito de civilizações, dentro dos próprios estados europeus, não foi ainda suficientemente considerado e resolvido. Está em aberto e é um problema que merece profunda reflexão. Desde logo, há um problema do Islão com a Europa, que decorre de uma tentativa de guetização de algumas civilizações imigradas para a Europa. Isto é, uma recusa de integração e uma preocupação simultânea de preservação da identidade. Por outro lado, por parte da Europa existe uma certa dificuldade em enquadrar essa imigração de outras civilizações, não só em relação ao Islão, mas, sobretudo, em relação ao Islão, que é o maior problema que, deste ponto de vista, tem a Europa hoje. Disse que há um claro ataque aos valores fundamentais da Europa, como a liberdade de expressão. Mas ainda agora, na sua viagem ao Sri Lanka e Filipinas, o Papa disse, por exemplo, que "não se pode provocar ou insultar a fé dos outros", o que contraria aquilo que têm dito quase todos os líderes europeus em relação ao ataque do Charlie Hebdo. Há espaço para impor limites à liberdade de expressão no que diz respeito à religião? A liberdade de expressão é uma liberdade fundamental, essencial, mas não é a única liberdade e tem de se compatibilizar com as outras. Uma delas é a liberdade religiosa. Liberdade religiosa significa que ninguém é obrigado a professar uma confissão ou uma fé à força, mas ninguém deve ser impedido, simultaneamente, de professar uma fé, uma crença e viver uma religião, se o deseja. Isso pede um principio de tolerância, que significa que,no mesmo espaço público, tem de haver o respeito pelas convicções dos demais, para que haja uma sã convivência civil. Desse ponto de vista, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa não podem deixar de respeitar a liberdade religiosa. Não está em causa a possibilidade da crítica. Está em causa o respeito, que é fundamental e que é compatível com a crítica, o respeito pelas convicções religiosas dos outros. A adesão a uma fé não é uma adesão meramente cognoscitiva, é uma adesão emocional. Quando se acredita, não se acredita apenas com a cabeça ou com a inteligência, acredita-se com o coração. Ferir as convicções religiosas é ferir a afectividade mais íntima dos outros e, aqui, impõe-se que haja respeito recíproco e, portanto, é fundamental que o pensar a liberdade de expressão não possa deixar de ter em mente e considerar também o respeito pelas convicções religiosas de todos aqueles que vivem no mesmo espaço público. Desse ponto de vista, estou inteiramente de acordo com as considerações feitas pelo Papa. Considera, então, que o Charlie Hebdo ia longe de mais nas caricaturas que fazia, não só relativas ao Islão, mas a outras religiões também? Certemente que sim, mas nada justifica este ataque ao Charlie Hebdo, o que não quer dizer que o Charlie Hebdo tivesse um comportamento exemplar ou isento de críticas. Com certeza que não. Agora, uma coisa é o facto de uma actuação de um órgão de comunicação ser merecedor de crítica, outra coisa é ser alvo deste bárbaro atentado que só pode merecer o repúdio inequívoco de todos os que amam a convivência e a democracia e o respeito mútuo. Dois mortos e um detido em operação antiterrorista na Bélgica Os dois mortos acabavam de regressar da Síria e estariam a preparar ataques em Bruxelas. Ao fim da noite, ainda se registavam tiroteios e as escolas judaicas vão encerrar na sexta-feira, por precaução. Primeiro-ministro diz que é tempo de o medo passar para o lado dos terroristas. Por Inês Alberti com Vasco Gandra, correspondente em Bruxelas "É tempo de o medo passar para o lado dos terroristas". A declaração é do primeiro-ministro da Bélgica, numa comunicação que fez ao país na noite de quinta-feira, depois de várias horas de operações antiterroristas no país. Duas pessoas morreram e uma foi detida esta quintafeira durante uma operação em Verviers, na Bélgica, disse Eric Van Der Sypt, procurador federal belga. Os dois mortos e o detido são jovens que voltaram da Síria há cerca de uma semana e estariam a planear ataques "em grande escala" em solo belga contra os serviços da polícia. "Os mandados de busca foram executados no âmbito de uma investigação envolvendo várias pessoas que julgamos pertencerem a uma célula operacional. No decorrer da investigação descobrimos que estas pessoas se preparavam para levar a cabo ataques

18 Sexta-feira, terroristas na Bélgica", explicou Eric Van Der Sypt, em conferência de imprensa. Um dos pontos da operação foi desencadeada pela polícia em Verviers, na província de Liège, no centro da Bélgica. No bairro foram ouvidas "três ou quatro explosões e dezenas de tiros foram disparados" na Rue de la Colline, segundo testemunhas citadas pelo canal RTBF. A polícia entrou na casa dos suspeitos, onde teve início um tiroteio. Os suspeitos abriram fogo imediatamente e durante vários minutos com armas militares contra as unidades especiais da polícia federal antes de serem neutralizados, disse o procurador belga. Para o local foram enviadas numerosas viaturas das forças de segurança e também membros da brigada antibombas. A estação de comboios de Verviers, que fica no mesmo bairro onde a operação decorreu, foi evacuada pela polícia. Um jornalista belga, Christoph Lamfalussy, explicou ao canal Al Jazeera que este bairro é conhecido por ser de influência islamita, com muitos moradores do Paquistão, Afeganistão e Marrocos. As autoridades belgas também levaram a cabo buscas na região de Bruxelas (no município de Molenbeek- Saint-Jean e no centro da capital) e no município de Vilvoorde, na província de Brabante Flamengo, onde mais dois suspeitos foram detidos segundo a RTBF. Durante as buscas foram encontradas armas automáticas Kalashnikov, material para fazer bombas artesanais e fardas da polícia. Após a operação o Órgão de Coordenação de Análise de Ameaças (OCAM) da Bélgica elevou o nível de vigilância para o nível 3, numa escala de 4, o que diz respeito a novas medidas nas esquadras da polícia e nos tribunais. As buscas por parte das autoridades continuaram ao longo de toda a tarde e noite e por volta das 23h00, houve notícia de mais um tiroteio. Dois indivíduos terão disparado de um carro sobre a polícia, em Liège. Os autores deste novo ataque foram interceptados passados poucos minutos mas não se sabe ainda se o novo incidente resultou em vítimas ou feridos. Ao fim da noite foi noticiado ainda que as escolas judaicas em Antuérpia, onde vive uma grande comunidade de fiéis desta religião, vão estar encerradas na sexta-feira, para prevenir eventuais ataques. Bélgica é o país europeu com mais jihadistas A Bélgica é, proporcionalmente, o país com mais cidadãos a participar nos conflitos armados na Síria nos últimos quatro anos, segundo dados citados pela agência Reuters. O Governo belga é dos que mais apostou em medidas contra terroristas, para lidar com o regresso de combatentes no estrangeiro. Os últimos dados revelam que cerca de 100 cidadãos belgas já voltaram da Síria, cerca de 40 terão sido mortos em combate e 170 ainda estão na Síria e no Iraque. Outras 46 pessoas estão à espera do veredicto de um tribunal na Antuérpia, depois de terem sido acusados de recrutar jovens para lutar nas fileiras jihadistas. Na luta contra o Estado Islâmico, a Bélgica juntou-se à coligação internacional liderada pelos Estados Unidos e enviou seis jactos F-16 para ajudar nos bombardeamentos. Entretanto ainda esta quinta-feira as autoridades alemãs anunciaram a detenção de um homem suspeito de pertencer ao grupo islâmico. O suspeito de 26 anos tem nacionalidade alemã e tunisina e estava de regresso da Síria, onde terá integrado o grupo radical entre Maio e Agosto do último ano e onde terá recebido treino e ensinamentos próprios dos ataques do Estado Islâmico. As autoridades alemãs não têm no entanto qualquer indicação de que este homem estivesse a preparar qualquer ataque. No Líbano três homens foram detidos por suspeitas de estarem a planear ataques suicidas, depois de terem sido treinados na Síria e demonstrado apoio a vários grupos terroristas como a Frente Al-Nusra (parte da al- Qaeda) e o Estado Islâmico. [Notícia actualizada às 01:02] Hollande: França é "amiga" dos árabes, mas também exige respeito Presidente francês comprometeu-se a proteger a comunidade muçulmana em França, mas também disse que não vai aceitar limites à liberdade e à democracia. Hollande durante o discurso no Instituto do Mundo Árabe. Foto: Ian Langsdon/ EPA O Presidente francês voltou a reassegurar os muçulmanos em França de que o país respeita a sua religião, mas nunca irá comprometer os seus valores: liberdade e democracia. Uma semana depois dos ataques que fizeram 17 vítimas, em Paris, François Hollande comprometeu-se a proteger as vidas dos cinco milhões de muçulmanos franceses, que foram "as primeiras vítimas do fanatismo, fundamentalismo e da intolerância", mas também lembrou que vai defender o princípio da liberdade de expressão, até em casos como o da caricatura de Maomé, publicada na capa do Charlie Hebdo. A França é um amigo, mas é um país que tem regras, princípios e valores. Um deles não é negociável: a liberdade e a democracia, disse o Presidente durante

19 Sexta-feira, uma reunião no Instituto do Mundo Árabe, em Paris. Desde os ataques ao jornal satírico no dia 7 de Janeiro, as autoridades francesas registaram dezenas de ataques a mesquitas francesas. Hollande relembrou que os franceses de fé muçulmana têm os mesmos direitos e deveres que todos os outros cidadãos e devem ser protegidos e respeitados, assim como eles devem respeitar a República. Durante o discurso anunciou que vai propor novas medidas para reforçar a cooperação entre os Estados europeus e árabes do Mediterrâneo, como por exemplo, permitir que mais árabes estudem em França. Ataques cibernéticos Na sequência do ataque ao jornal Charles Hebdo, milhares de sites franceses sofreram ataques, mas o chefe da ciberdefesa do exército francês, Arnaud Coustilliere, garante que nenhum "causou prejuízos graves". Foram contabilizados ataques cibernéticos a mais de 19 mil sites nos últimos quatro dias. Este especialista em ciberdefesa disse, em conferência de imprensa, que os ataques foram uma resposta à marcha de domingo por pessoas que não partilham os valores da França, desde crentes chocados, a terroristas. Na quarta-feira o Presidente francês anunciou que vai reforçar a presença militar na guerra contra o Estado Islâmico, com o envio do porta-aviões Charles de Gaulle para apoiar a coligação internacional no Iraque. Tudo sobre os ataques em França Hezbollah ameaça Israel por ataques na Síria Líder do grupo xiita diz que um ataque à Síria é um ataque a todo o eixo da resistência, que justifica represálias. O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse esta quinta-feira que a sua organização reserva-se o direito de retaliar contra Israel por ataques levados a cabo na Síria. O Hezbollah é um partido e força paramilitar com sede no Líbano, onde exerce uma grande influência. Enquanto grupo xiita apoia o Governo de Assad, na Síria e é por sua vez apoiado pelo Irão, a grande potência xiita do Médio Oriente. Militantes do Hezbollah combatem na Síria ao lado dos soldados do governo. Para Nasrallah, contudo, os ataques que têm sido feitos por Israel contra objectivos na Síria são agressões não só a esse país mas a todo o eixo da resistência e que justificam as devidas represálias. O eixo da resistência compreende o Irão, a Síria, o Hezbollah e algumas facções palestinianas. Contudo, Nasrallah, que falava a um canal de televisão libanês, recusou dizer se o seu grupo pretende passar das palavras aos actos e atacar de facto Israel. O líder diz que a concretização de um ataque está sujeito a certos critérios, mas que poderia acontecer a qualquer altura. Desde o início do conflito Israel já levou a cabo vários ataques contra alvos na Síria, justificando-os com a necessidade de destruir armamento que alegadamente estava a ser transportado para o Hezbollah. Embora o Governo da Síria não tenha uma história recente de ataques a Israel, o Hezbollah tem-no feito regularmente a partir do Líbano ao longo dos últimos anos. FRANCISCO SARSFIELD CABRAL Ameaças em Moçambique Os 89 deputados da Renamo eleitos nas recentes eleições legislativas, que Dhlakama considerou fraudulentas, não ocuparão os seus lugares no Parlamento moçambicano. Mais grave ainda, o líder da Renamo anunciou ir criar uma república no Norte e Centro de Moçambique, a que ele presidiria. Moçambique tem um novo Presidente da República, Filipe Nyusi. Na cerimónia de posse participou um único chefe de Estado europeu, Cavaco Silva, mas não o líder da Renamo, na oposição, Afonso Dhlakama. Os 89 deputados da Renamo eleitos nas recentes eleições legislativas, que Dhlakama considerou fraudulentas, não ocuparão os seus lugares no Parlamento moçambicano. Mais grave ainda, o líder da Renamo anunciou ir criar uma república no Norte e Centro de Moçambique, a que ele presidiria. Este é o grande problema que hoje se coloca a Moçambique e ao seu novo Presidente. É certo que a Renamo diz que não vai relançar a luta armada mas não se vê como, de outro modo, poderá Dhlakama tentar concretizar a tal república. A África austral e nomeadamente Moçambique (com a ajuda do gás natural) dão sinais de estarem a sair do subdesenvolvimento económico. O crescimento africano tem sido travado pela corrupção dos políticos e pelas lutas armadas. Entre 1976 e 1992 a guerra entre a Frelimo e a Renamo terá feito um milhão de mortos. Oxalá Moçambique não caia, de novo, nessa armadilha.

20 Sexta-feira, Teatro na prevenção da violência Chama-se Violência? Não, obrigado!, é dirigido aos jovens de Vila Real e pretende, através do teatro, educar para a cidadania. Por Olímpia Mairos A autarquia de Vila Real tem em marcha um projecto de luta contra a violência que envolve alunos e utiliza o teatro para alertar sobre o bullying, a discriminação pela orientação sexual e a violência doméstica. O programa chama-se Violência? Não, obrigado! e pretende educar para a cidadania. É dirigido aos jovens dos 2º e 3º ciclos e vai envolver entre 150 a 200 alunos até ao mês de Abril. Partindo do princípio que a violência é uma realidade transversal a todas as culturas, extractos sociais e faixas etárias", a autarquia de Vila Real defende que a prevenção é a melhor forma de evitar que se alastre pelas gerações seguintes. O projecto conta com a parceria da companhia Urze Teatro e do Rotary Club de Vila Real e definiu a Escola com a área de intervenção central e o teatro como veiculo para passar a mensagem. A vice-presidente da Câmara de Vila Real, Eugénia Almeida, explica que o teatro vai ser uma ferramenta para chegar aos jovens", fazendo "a consciencialização e trazendo uma nova forma de abordagem. Numa primeira fase, a Urze vai às escolas apresentar peças teatrais de curta duração, baseadas no conceito do Teatro do Oprimido. Um conceito desenvolvido e aplicado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal junto de comunidades com problemas sociais. O trabalho nas escolas é orientado por professores e técnicos da autarquia. Segue-se o trabalho de criação artística com os estudantes que são convidados a criar, idealizar e produzir peças de teatro, filmes ou poemas que tenham como tema central a violência. Conjuntamente com a companhia de teatro, os jovens farão ainda um trabalho de investigação que irá envolver outros parceiros, como a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). O que nós pretendemos é que o tema da violência passe a ser algo que seja discutido e que nós, como cidadãos, consigamos exigir respostas claras e objectivas para o problema, adianta o director da Urze, Fábio Timor, que elege a questão do bullying como central. Temos consciência de que pouco se fala de um problema que realmente existe. Há comportamentos nos jovens que nós, como adultos, temos a noção de que não são desejáveis, enfatiza. Na primavera, o teatro sobe ao palco e serão apresentados os projectos realizados pelos jovens para, através deles, transmitir a mensagem Violência? Não, Obrigado! às famílias e à comunidade em geral. Casa de Miguel Torga abre portas até ao Verão Numa altura em que se evocam os 20 anos da morte do escritor, a Direcção Regional de Cultura do Norte ultima projecto para transformar a antiga e pequena casa de Torga, na sua terra natal, num espaço de visita. Foto: DR Por Olímpia Mairos A antiga casa de Miguel Torga, em São Martinho de Anta, Sabrosa, vai abrir as suas portas até ao Verão, como um espaço museológico e de memória do escritor e médico. O edifício térreo, com jardim e pomar, foi doado pela filha do escritor, Clara Crabbé Rocha, à Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), que está a recuperar a habitação para a tornar visitável e assim permitir aos visitantes um contacto mais estreito com as raízes do escritor. A casa possui um "hall", uma cozinha e sanitário, uma sala de estar e três quartos. Na intervenção a realizar, sempre muito minimalista, serão conservadas algumas divisões na sua forma e decoração originais, procurando manter o mais possível a casa fiel à sua estrutura física, para que a pessoa perceba claramente como era o modo de vida dentro daquele espaço de habitação, avança o director regional de cultura do Norte, António Ponte. Com o intuito de transmitir conhecimento via interpretação de informação, outros espaços serão convertidos em áreas expositivas sobre a vida e obra do autor de Bichos, com materiais e documentos originais também cedidos à DRCN pela filha do escritor, acrescenta António Ponte. O objectivo da DRCN é criar condições de acolhimento e de recepção aos visitantes e um circuito de visita dentro da casa para facilitar a circulação e a apreensão dos conteúdos. O projecto de recuperação e de musealização da casa deverá ser apresentado a 31 de Janeiro, em São Martinho de Anta, no mesmo dia em que vai ser apresentada a reedição do roteiro Viajar com Miguel Torga.

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