Conceito de gravidez indesejada. Consequências médicas, psicológicas, sócio-económicas da gravidez na adolescência.

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1 TEMA 2: GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA Objectivos de Aprendizagem Identificar as principais determinantes e consequências de uma gravidez na adolescência, de modo a apoiar a definição de métodos de aconselhamento e de apoio aos adolescentes e jovens no manejo de situações de gravidez indesejada Descrever os principais problemas de saúde relacionados com uma gravidez na adolescência. Compreender e informar que as medidas de prevenção de uma gravidez não desejada são tanto da responsabilidade da adolescente quanto do adolescente (de sexo masculino). Tópicos Conceito de gravidez indesejada. Consequências médicas, psicológicas, sócio-económicas da gravidez na adolescência. Alguns Conceitos GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA Define-se como aquela que ocorre entre a menarca e os 19 anos. Esta pode ser classificada como: intencional e, portanto, desejada; indesejada. A gravidez indesejada na adolescência é aquela que não foi desejada no momento da sua concepção, independentemente do uso ou não de contracepção. Por exemplo, a gravidez para muitos adolescentes, rapazes e raparigas, é considerada indesejada, na medida em que muitos deles ainda não terminaram a sua formação, isto é, os seus estudos e educação; não são economicamente independentes e nem estão física e emocionalmente preparados para a maternidade/paternidade, o que significa que ainda não atingiram a maturidade. Na perspectiva dos casamentos prematuros, prática frequente nas zonas rurais do nosso país, a gravidez que consequentemente pode ocorrer destes, é assumida como alta e socialmente desejada. Tendo em conta, o valor sócio-cultural da criança, esta gravidez surge como um factor de prova da fertilidade da rapariga e, no caso de ser um adolescente que a engravida, sinônimo de virilidade de macho. Implicações/Consequências da gravidez precoce e indesejada A gravidez na adolescência, para além das consequências médicas (incluindo a saúde mental), físicas, psicológicas, educacionais, sócio-económicas, traduz-se em consequências negativas na qualidade de vida futura dos adolescentes, com diminuição de suas oportunidades de emprego/carreira profissional. 82

2 As suas consequências devem ser vistas do ponto de vista individual, da família e da sociedade em geral. A rejeição na sociedade por parte dos colegas de escola e amigos, agravada, muitos vezes, pelo facto de uma ausência assumida de paternidade, aliada ao peso do assumir sózinha a maternidade, são algumas das consequências que se reflectem fundamentalmente na adolescente rapariga. A rejeição por parte da família devido à vergonha; a perspectiva de crescimento do agregado familiar em famílias de baixa renda, com a consequente subnutrição da adolescente originando, partos prematuros, nascimento de crianças de baixo peso que, por outro lado, favorecem as infecções neonatais, são importantes consequências das gravidezes na adolescência e, principalmente, no contexto da comunidade urbana. Dados da ANMS, revelaram que o abandono da escola pela rapariga, a sua expulsão do seio familiar principalmente na área urbana, a estigmatização social, as complicações do aborto ilegal que podem conduzir à morte, são as consequências mais determinantes da gravidez na adolescência. O papel da família e da sociedade é bastante importante no manejo da problemática da gravidez precoce. Complicações médicas e obstétricas mais frequentes da gravidez precoce As complicações médicas e outras das gravidezes na adolescência, têm servido como base para diversos estudos a nível mundial e, invariavelmente, surgem como factor de múltiplos debates, embora não haja um consenso. Para alguns investigadores, o consenso é que a gravidez como tal e se acontece na adolescência mais tardia, anos, pode não constituir um problema dentro do conceito geral de que toda a gravidez comporta riscos, mas quando ela está associada a factores como baixo nível sócio-económico da maioria das jovens mulheres em países em desenvolvimento como o nosso, esta vulnerabilidade às complicações aumenta. Em Moçambique definimos os 16 anos como a idade mínima para uma gravidez, considerando que todas as que se verifiquem antes dessa idade são de alto risco. Nesta ordem de pensamento, enumeraremos algumas complicações que podem surgir com mais frequência em adolescentes ou com os fetos/recém-nascidos destas adolescentes, como em outras mulheres mais velhas: Doenças hipertensivas da gravidez ( pré-eclâmpsia/ eclâmpsia); Trabalho de parto arrastado; Lacerações do períneo, vagina e colo; Mortalidade perinatal; Baixo peso ao nascer; Aborto inseguro. Mortalidade Materna A morte materna se define como a morte que ocorre durante a gravidez, parto e puerpério, independentemente da localização da gravidez e por causas derivadas ou exacerbadas pela gravidez, parto ou puerpério. 83

3 Embora não sejam bem conhecidos os valores exactos da Proporção da Mortalidade Materna no nosso país, estima-se que esta esteja compreendida entre 500 e Mortes Maternas por cada nados-vivos, embora estes sejam sómente referentes às mortes ocorridas nas instituições de saúde e normalmente por causas principalmente evitáveis. Nos países desenvolvidos, como na Suécia, Japão, Estados Unidos, esta proporção é estimada em cerca de 10-15/ nados vivos. 84

4 CONSEQUÊNCIAS DA GRAVIDEZ INDESEJADA Aborto inseguro e complicação do aborto Partos complicados Infecções genitais DTS/HIV/SIDA Sépsis Infertilidade Morte Materna Médicas Sociais Económicas Problemas familiares Baixo rendimento familiar Abandono da escola Pobreza Desemprego Aumento dos níveis de Estigmatização Frustração 85

5 METODOLOGIA Dinâmicas Exercício 1: Cuidando de um bébé Duração: 30 minutos para discussão e um dia para tomar conta do bébé Objectivo: Ajudar os/as adolescentes a entender o que implica ser pai/mãe e proporcionar-lhes uma experiência directa com a paternidade/maternidade. Material: Um balão colorido para cada participante; Cópia do texto Regras para cuidar de um bébé. Processo: 1. O/a formador/a dá a cada participante um balão e pede que o encha. 2. O/a formador/a apresenta esta actividade enfatizando ao grupo que pretende proporcionar-lhes uma experiência directa com a paternidade/maternidade e explica que o balão representava um recém-nascido e que o pai/mãe seria cada um dos participantes. 3. O sexo do bebé seria determinado por cada participante, tirando ao ar uma moeda, cara=menina, coroa=menino. 4. Explique que cada participante deverá cuidar durante 24 horas do seu bebé/balão e distribua o texto Regras para cuidar de um bebé. Regras para cuidar de um bébé Cada um/a de vocês acaba de receber o seu próprio bebé. Durante os próximos dias, serão responsáveis por ele. Isso significa que terão de mantê-lo bem agasalhado, seco e protegido de situações de risco e que terão de saber a todo o momento onde ele está. Não seria bom deixá-lo dentro do carro, pois trata a bola como se de facto esta fosse um bebé. Isso será muito mais fácil do que um bébé de verdade, porque não terão de trocar as suas fraldas, acordar durante a noite para o amamentar, etc. Porém, deverão levá-lo para onde forem, a menos que tenham dinheiro para contratar uma pessoa que possa cuidar dele na sua ausência. Se contratarem a tal pessoa, certifiquem-se de que esta cuidará da bola como se fosse um bebé. 5. Os/as participantes podem decorar ou vestir os seus bébés, se assim o quiserem. Podem também desenhar um rosto na bola, o que lhe dará mais personalidade, por exemplo. 6. Depois dos formadores/as terem exercido o seu papel de pais/mães do bebé durante o tempo estipulado, a/o formador/a inicia a discussão a partir do roteiro que se segue: 86

6 1. Como o bebé interferiu na sua rotina diária? Estaria disposto/a a abandonar a sua vida social e passar mais tempo em casa, se tivesse um bébé realmente? 2. Os seus sentimentos foram positivos ou negativos em relação à experiência? 3. Consegue-se imaginar pai/mãe, neste momento? E daqui a cinco anos? Quando? 4. Foi fácil encontrar alguém para cuidar do bebé? Quanto custou? 5. Houve alguma reacção quanto à chegada do bebé por parte de seus/suas amigos/as e familiares? Foi difícil lidar com essas reacções? 6. Pensou como um bebé afectaria a sua família? Os seus planos escolares? As relações com os/as seus/suas amigos/as? 7. Quer criar um filho/a no lugar onde reside actualmente? Estaria disposto/a e seria capaz de fazê-lo? 8. Um/a filho/a mudaria a sua perspectiva de vida? Mudaria os seus planos escolares? Ainda teria energia para ir à escola e criar o seu filho/a, ao mesmo tempo? 9. Ter e criar uma criança estaria conforme o seu estilo de vida actual? Combinaria com os seus planos em relação ao futuro? Exercício 2: Casos para discussão em grupo 1. A Maria está com amenorreia há dois meses e vem ao C.S. com o seu pai que suspeita que ela esteja grávida. Este decidiu acompanhar a filha à US, de modo a certificar-se do diagnóstico e por recear que a sua esposa não lhe explique a verdadeira situação da filha. Ao certificar-se que a menina estava grávida, este, furioso, expulsa-a publicamente de casa perante a enfermeira e os outros utentes da US. Como enfermeira, provedora de atenção aos adolescentes, se se encontrasse perante esta situação, o que faria? 2. O Alexandre é um jovem de dezoito anos, estudante do ensino pré-universitário e namora com a Ana de quinze anos, aluna da 10a classe, que lhe vem dizer que suspeita estar grávida, uma vez que se encontrava amenorreica há mais de três meses. Esta, inicialmente e devido à sua irregularidade menstrual rotineira, não dera importância à sua amenorreia. A mãe levou-a ao C.S. e a enfermeira diagnostica uma gravidez de mais de 16 semanas Entretanto, a família de Alexandre é chamada a assumir a gravidez, cuja paternidade é negada pelo Alexandre, alegando que não era só com ele que a Ana namorava. Você foi abordada pela família de ambos em momentos diferentes para encontrar uma saída para o caso. Como enfermeira, de que modo ajudaria estas famílias a encontrarem uma solução responsável? 87

7 TEMA 3: CONTRACEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA Objectivos de aprendizagem Aumentar os conhecimentos e habilidades dos participantes para a problematica dos adolescentes e jovens, de modo a estes ajudarem este grupo na prevenção das gravidezes indesejadas, diminuindo assim a exposição aos riscos do aborto, mediante a utilização de métodos de contracepção mais apropriados e disponíveis para estes, incluindo o recurso aos métodos contraceptivos naturais. Tópicos Descrição geral dos principais métodos de contracepção, incluindo as vantagens e desvantagens por método. Objectivos do programa de contracepção e Planeamento Familiar (PF) em Moçambique Descrição dos métodos mais adequados de contracepção para os adolescentes Alguns conceitos MÉTODOS CONTRACEPTIVOS Os métodos contraceptivos são recursos que podem ser usados, tanto pelos homens como pelas mulheres, para evitar a gravidez. Apesar de existirem várias formas de evitar que o espermatozóide encontre o óvulo, alguns métodos são mais seguros e oferecem mais vantagens que outros. Além disso, é bom saber que sómente os preservativos masculino e feminino previnem também do contágio do vírus do SIDA e das outras DTS (doenças de transmissão sexual). Os métodos contraceptivos podem ser divididos em várias categorias: Métodos de Barreira São métodos que utilizam produtos ou instrumentos para impedir a passagem dos espermatozóides através da vagina. O preservativo (a camisinha) e o diafragma são dois métodos muito bons porque, além de eficazes quando usados correctamente, não prejudicam a saúde da mulher e do homem. São eles: Preservativo O Preservativo, conhecido também como camisinha, camisa de vénus ou condom, é uma capa de borracha bem fina, flexível e resistente que, colocada no pénis, retém o sémen quando o homem ejacula. Portanto, ela funciona como uma barreira que impede a fecundação porque evita o contacto dos espermatozóides com o óvulo. Além de método contraceptivo, serve também para prevenir as doenças de transmissão sexual e SIDA. 88

8 Para se ter mais segurança, é importante observar o prazo de validade do preservativo, se a embalagem não está rasgada ou furada e se esta está lubrificada. Os preservativos lubrificados são mais resistentes e, se colocados correctamente, raramente se rasgam. O preservativo não tem contra-indicação e não traz prejuízo para a saúde da mulher nem do homem. Como usar: Deve ser colocado antes da penetração vaginal e quando o pénis já estiver erecto. Desenrolar o preservativo só um pouco e colocá-lo na cabeça do pénis, deixando uma folga na ponta para servir de depósito para o sémen. Antes de desenrolar o restante, segurar essa pontinha de forma a fazer sair o ar, evitando assim que o preservativo rompa na altura da ejaculação. Desenrolar cuidadosamente até à altura dos pêlos, evitando rompê-lo com as unhas. Depois da ejaculação, retirar o pénis ainda erecto da vagina, segurando a extremidade do preservativo para o líquido seminal não se escapar. Retirar o preservativo do pénis e jogá-lo fora. O preservativo é descartável, isto é, não pode ser reaproveitado. Caso a relação continue, colocar um novo preservativo antes da nova penetração. Atenção! O preservativo pode e deve ser usado em todas as relações sexuais, inclusivé durante o sexo oral e anal. Não precisa de receita médica e não traz riscos à saúde. É fácil de ser adquirido gratuitamente em qualquer unidade sanitária ou comprado em supermercados e farmácias ou adquiridos em postos de distribuição gratuita de serviços de saúde. A humidade, a luz e o calor podem afectar a borracha. Se o preservativo estiver com um cheiro ácido e desagradável é sinal de que a borracha está deteriorada e não deve ser usado. Usar apenas lubrificantes à base de água. O uso do preservativo permite ao homem participar activamente da contracepção, que é algo que lhe diz também respeito. Pedir para usar preservativo é uma atitude positiva que pode vir tanto do homem quanto da mulher, e não deve ser encarada com desconfiança. O preservativo feminino é um canudo de polyurethane fino, de mais ou menos 25 cm de comprimento, com um anel em cada ponta. O anel menor fica na parte fechada do canudo e é introduzido na vagina, para se encaixar no colo do útero, como um diafragma. O anel maior fica no lado aberto e se prende à parte externa da vagina. É lubrificado e descartável. 89

9 Atenção! O preservativo feminino oferece as mesmas vantagens que o masculino. O preservativo feminino, assim como o masculino, não permite o contacto das secreções genitais masculinas e femininas, evitando também a transmissão de doenças de transnissão sexuals e SIDA. Diafragma É uma concha de borracha fina que a mulher coloca na vagina para cobrir o colo do útero. Deve ser utilizada sempre com um espermicida, que é um creme ou geléia feito com substâncias químicas que, quando colocado na vagina, cria um ambiente hostil e imobiliza os espermatozóides. O diafragma é um método contraceptivo recomendado tanto para os adolescentes como para as mulheres adultas porque não interfere no ciclo menstrual, ajuda a conhecer melhor o corpo e raramente provoca efeitos colaterais. Antes de optar pelo uso do diafragma, é preciso fazer um exame ginecológico completo para saber do tamanho, modelo e a forma correcta de colocá-lo e tirá-lo. Quando for do tamanho adequado e bem colocado, ele é um método bastante eficaz na prevenção da gravidez e não interfere na relação sexual. Como usar: 1. O diafragma é colocado com as mãos, na posição que a mulher preferir: deitada, de cócoras ou em pé. 2. Recomenda-se usar o diafragma em todas as relações sexuais e sempre associado ao uso do espermicida. Como os espermicidas não têm acção duradoura, é importante colocar o diafragma na altura da relação sexual ou, no máximo, duas horas antes. A cada nova ejaculação, é preciso colocar mais espermicida na vagina, sem deslocar o diafragma. Sómente oito horas depois da última ejaculação é que ele pode ser retirado. O diafragma não deve permanecer na vagina por mais de 24 horas para evitar riscos de infecção. 3. Todas as vezes que for colocá-lo, examinar contra a luz para ver se não furou ou se está pegajoso ou enrugado. Nestes casos, precisa de ser substituído por outro. Atenção! O diafragma não protege os parceiros contra as DTS/SIDA. Pode ocorrer alergia ao espermicida, problema que, em geral, se resolve trocando a marca. 90

10 Métodos Comportamentais São práticas que dependem basicamente do comportamento do homem ou da mulher e da observação do próprio corpo. Entretanto, esses métodos não protegem da contaminação das DTS e da SIDA. São eles: Calendário ou Tabelinha É um método que permite conhecer o ritmo do ciclo menstrual da mulher e localizar os dias do período fértil, isto é, os dias com possibilidades de engravidar, para evitar ter relações sexuais com penetração vaginal nesse período, a não ser que se use o preservativo ou o diafragma. Para usar este método é necessário ter disciplina para marcar no calendário o 1º dia de cada menstruação, para conhecer o tamanho dos ciclos e o período fértil. Como identificar o período fértil: Marcar no calendário o primeiro dia de menstruação. Fazer isto durante 8 a 12 meses seguidos, para perceber as alterações dos ciclos. Passado esse tempo, contar e anotar quantos dias durou cada ciclo, organizando um diagrama conforme o exemplo abaixo: 1º dia de cada menstruação 4/3-31/3-28/4-29/5-27/6-25/8-27/ Duração dos ciclos em dias Verificar nas anotações feitas no calendário qual foi o período mais curto e o mais longo e aplicar uma regra muito fácil que já vem pronta: Pegar no número de dias do ciclo mais curto e subtrair 18, para obter o início do seu período fértil. Ex.: = 9º dia. Pegar o número de dias do ciclo mais longo e subtrair 11, para obter o fim do período fértil. Ex.: = 22º dia Nesse exemplo, o período fértil corresponde ao período do 9º ao 22º dia. Se o casal não deseja ter filhos/as, deve evitar ter relações sexuais com penetração entre o 9º e o 22º dia do ciclo (ambos os dias, inclusivé). 91

11 Vale a pena saber que... A ovulação ocorre sempre 14 dias antes da menstruação seguinte, independentemente do tamanho do ciclo menstrual. A tabelinha não identifica, com exactidão, o dia em que o óvulo é expulso do ovário. O tempo de vida dos espermatozóides no interior dos órgãos femininos é, em média, de 72 horas. O tempo médio de vida do óvulo, depois da ovulação, é de um dia (24 horas). Atenção! Não é um método indicado para adolescentes e mulheres que têm o ciclo menstrual irregular. É muito comum o ciclo menstrual variar de tamanho entre uma menstruação e outra, principalmente na adolescência. Por isso, vale a pena assinalar mensalmente no calendário ou na agenda, o primeiro dia de cada menstruação, para conhecer as variações do ciclo. Quando houver diferença de mais de sete dias entre o maior ciclo e o menor, a tabelinha não deve ser usada. Temperatura É um método que permite identificar o momento da ovulação através da medição diária da temperatura do corpo da mulher. Quando a mulher ovula, a sua temperatura aumenta de 0,3º C a 0,5º C. Como usar: Colocar o termómetro sempre no mesmo lugar (por exemplo, na axila), todos os dias, ainda na cama, antes de se levantar, a partir do 1º dia da menstruação. Anotar as temperaturas num caderno. Após três meses, é possível montar uma tabela que indique quando ocorre o período fértil. Durante o período fértil, não manter relações sexuais com penetração. Atenção! O método de temperatura não é recomendado para adolescentes e mulheres com ciclo menstrual irregular, nem para aquelas que teriam dificuldade de pôr em prática a disciplina exigida pelo método. 92

12 Além disso, em países como o nosso em que as doenças infecciosas são extremamente frequentes e quase sempre são acompanhadas de febres, torna-se muitas vezes difícil identificar as mudanças de temperatura devido ao período de ovulação. Muco O muco é uma secreção vaginal, produzida pelo colo do útero, que, às vezes, pode ser vista na calcinha ou no papel higiénico. O ciclo menstrual apresenta dias secos (sem muco) e dias molhados (com muco). É possível identificar o período fértil a partir dessas variações. Como usar: Colocando o dedo na vagina, todos os dias, à mesma hora, vê-se que o muco muda de consistência conforme o período do ciclo: Dias secos: Terminada a menstruação, a vagina fica seca por dois ou três dias. Dias molhados: Começa com um muco grosso, opaco, que aos poucos vai ficando mais escasso. No período da ovulação, o muco se torna transparente e elástico, como clara de ovo cru. Depois volta a ficar grosso e pastoso. Dias secos: A vagina torna a ficar seca por alguns dias antes de iniciar novamente a menstruação. O período fértil corresponde aos dias molhados. Evitar ter relações sexuais com penetração vaginal nesses dias. Atenção! Este método não é recomendado para adolescentes e mulheres com ciclos irregulares, pois torna-se difícil observar as mudanças no muco. Quando a mulher não se sente à vontade para colocar o dedo na vagina, convém não usar este método. Corrimento ou infecção vaginal, stress, uso de produtos vaginais ou de lavagens, excitação sexual, são situações que podem dificultar o reconhecimento do muco. 93

13 Coito Interrompido É uma prática que consiste em retirar o pénis da vagina antes da ejaculação. Se a ejaculação ocorre fora, mas perto da vagina, existe o risco de engravidar, mesmo se a menina for virgem. Portanto, não é aconselhável porque não é eficaz. Um outro motivo para ser desaconselhado como método é porque nem sempre o homem consegue retirar o pénis no momento preciso e ejacular longe da entrada da vagina. Isso pode ocorrer em várias situações, como, por exemplo: não percebe o momento em que a ejaculação vai ocorrer, a excitação não permite um controle, a posição dificulta, está sob o efeito de bebida alcoólica ou de drogas, tem ejaculação precoce ou por inexperiência. Além disso, o vírus do SIDA está também presente nos fluidos sexuais que antecedem a ejaculação. Métodos Hormonais São comprimidos ou injecções feitos com hormonas não naturais. Evitam a gravidez porque não deixam o óvulo sair do ovário, engrossam o muco que fica na vagina, não deixando o espermatozóide passar. De uma maneira geral, os métodos hormonais actuam segundo um princípio comum: interferem no equilíbrio hormonal do corpo, alterando o desenvolvimento do endométrio, o movimento das trompas, a produção do muco cervical e também impedindo que a ovulação ocorra. Antes de adoptar um desses métodos, é imprescindível passar por uma consulta médica para receber as orientações necessárias, avaliar o estado geral da saúde da mulher e verificar se ela está em condições de usá-los, pois nem todas as mulheres podem fazer uso da pílula ou de implantes. Pílulas É um comprimido feito com hormonas não naturais e de diferentes dosagens. Aconselhase às adolescentes a esperar, no mínimo, 2 anos de menstruação regular para iniciar a tomar pílulas como método de contracepção. Este método exige acompanhamento médico, pelo menos de 6 em 6 meses. Como usar: Há vários tipos de pílulas. No entanto, todos os tipos devem ser ingeridos diariamente por via oral. A orientação de como tomá-la deve ser feita de forma cuidadosa por profissionais da área de saúde, em US, consultórios, centros e postos de saúde públicos ou serviços que ofereçam serviços na área de Saúde reprodutiva. Atenção! As adolescentes, até aos 18 anos, não têm ainda o metabolismo hormonal plenamente desenvolvido. A ingestão de hormonas sintéticas nessa fase pode não 94 Manual ser indicada. de Formação de Facilitadores. Educação e Aconselhamento em Sexualidade, Saúde, Direitos Reprodutivos O acompanhamento médico é importante para evitar prejuízos à saúde e o uso errado da pílula.

14 Injecções e Implantes As injecções, como Perlutan ou Depo-Provera, são administradas por via intramuscular de uma só vez e são válidas por um período que varia de 1 a 3 meses. Os implantes, que aparecem sob o nome de Norplant, são inseridos no corpo através de bastonetes de hormonas colocados sob a pele, geralmente na parte interna do braço. A sua acção pode ser de 3 a 5 anos. Atenção! As injecções e implantes são eficazes na prevenção da gravidez, mas podem afectar seriamente a saúde da mulher em qualquer idade, porque provocam alterações menstruais. Dispositivos Intra-Uterinos - DIU É um objecto que, colocado no interior do útero através da vagina, evita a concepção. O único dispositivo utilizado em Moçambique é o DIU (dispositivo intra-uterino). Há vários modelos de DIU, com formatos e tamanhos diferentes. Alguns têm um fio de cobre enrolado, porque esse metal modifica a acidez do útero e dificulta a sobrevivência dos espermatozóides. Como usar: O uso do DIU exige cuidados especiais. Antes de colocar, a mulher deve fazer um exame ginecológico completo, ver se há alguma infecção para ser tratada, verificar se está grávida ou não, avaliar o tamanho e a posição do útero e as condições gerais da sua saúde. Isso porque existem algumas contra-indicações para o seu uso. A colocação é feita em consultório ginecológico por médico/a ou por um outro profissional especialmente treinado para isso. As mulheres que colocam o DIU devem observar rigorosamente o seu corpo porque há uma tendência maior para desenvolver doença inflamatória do aparelho genital, gravidez extra-uterina e, em alguns casos, infertilidade causada por essas doenças. Quem usa o DIU deve ir à consulta ginecológica, no mínimo, duas vezes por ano. DIU também deve ser retirado por profissionais treinados/as em consultórios que tenham condições adequadas. Atenção! O DIU não é recomendado para adolescentes ou mulheres que nunca engravidaram. Pode ocasionar infecções ginecológicas mais graves, se a mulher não tratar rápida e adequadamente as infecções vaginais mais simples, como corrimentos. Pode aumentar a duração e a quantidade de sangramento menstrual, provocando anemia. O DIU não evita as doença sexualmente transmissíveis, inclusivé o SIDA. 95

15 Métodos Cirúrgicos ou de Esterilização A esterilização não é exactamente um método anticoncepcional, mas uma cirurgia que se realiza no homem ou na mulher com a finalidade de evitar definitivamente a concepção. A esterilização feminina é mais conhecida por laqueação ou ligação tubar ou das trompas. À esterilização masculina chama-se de vasectomia. Laqueação ou ligação de trompas A operação consiste em cortar ou obstruir/amarrar as trompas, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozóide. Ela pode ser feita através da vagina ou por uma incisão na barriga, com uma anestesia geral ou local. É um método praticamente definitivo. Por isso, a mulher só deve fazê-lo se estiver bem informada, segura da sua escolha, depois de reflectir muito. Muitas mulheres pensam que, operando de novo, podem voltar a ter filhos, mas essa nova operação é complicada, cara e, na maioria das vezes, não dá resultados positivos. Atenção! A ligação de trompas ou laqueação tubar não diminui o prazer da mulher. Não protege dos riscos da contaminação pelo HIV - vírus do SIDA - e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Vasectomia É uma operação que corta ou bloqueia os canais deferentes que levam os espermatozóides dos testículos até ao pénis. É uma cirurgia rápida, dura menos de meia hora, feita com anestesia local. Não provoca a impotência e nem afecta o desejo sexual do homem. Quando um homem faz essa operação, ainda é capaz de gerar filhos por algum tempo. Ele precisa ejacular cerca de 20 vezes para que isso não aconteça. Por isso, neste período, ele tem que usar o preservativo para evitar a concepção. A vasectomia não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis e o SIDA. 96

16 Importante! A contracepção é da responsabilidade tanto do homem quanto da mulher. Antes de começar a utilizar qualquer método, é preciso buscar informação sobre todos eles, porque só assim poderemos escolher o melhor para o nosso caso. O direito à contracepção está assegurado pela Política de Saúde, no caso de Moçambique. Antes de optar por algum método contraceptivo, é necessário passar por uma consulta médica para aprendermos mais sobre o nosso corpo e sabermos quais os métodos adequados para garantir uma boa saúde. A esterilização é aconselhada sómente às mulheres com mais de 35 anos. O preservativo masculino é o único método usado pelo homem e o seu uso permite que ele participe da contracepção. O preservativo (masculino e feminino) é o único contraceptivo que também previne das doenças sexualmente transmissíveis e do SIDA. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS ADEQUADOS PARA A ADOLESCÊNCIA Os métodos de contracepção mais adequados aos Adolescentes são: Preservativo; Pílula; Dupla protecção Contracepção de emergência Dos métodos de contracepção disponíveis, o preservativo masculino/feminino e a pílula, são considerados os melhores para a prevenção da gravidez na adolescência. Entre eles, a pílula contraceptiva é considerada como o melhor método, uma vez que é altamente efectiva, de fácil administração, bem tolerada pela adolescente e não compromete a fertilidade no futuro. O preservativo, como método de barreira, é extremamente eficaz quer para prevenção da gravidez quer das DTS/HIV/SIDA. Descrição dos Métodos: Preservativo É um método que é eficaz tanto na prevenção da gravidez como das DTS/HIV. O uso do preservativo permite ao homem (adolescente) participar na contracepção, que também lhe diz respeito. É o método contraceptivo de barreira ideal para os adolescentes. É um método mais adequado não só devido à intermitência das relações sexuais neste grupo, como pelo facto de os protegerem quer da gravidez quer das DTS/HIV. Propôr o uso do preservativo é uma atitude que pode partir tanto do homem quanto da mulher e deve ser incentivada, respeitada e valorizada. O preservativo pode ser adquirido pelo próprio adolescente gratuitamente nos serviços de saúde ou comprado nas farmácias ou em outros lugares como em bancas dos mercados. Os parceiros devem conversar a respeito do uso de contraceptivos, pois para a decisão de escolha de um determinado método contraceptivo, devem estar claras para os adolescentes, as vantagens e desvantagens do mesmo em relação ao risco de engravidar e/ou de contrair infecção por DTS/HIV. 97

17 Vantagens Protecção contra as DTS/HIV/SIDA. Não interfere com o aleitamento materno. É económico, de fácil aquisição e não necessita de prescrição médica. Não traz riscos para a saúde. Permite a apreciação e a verificação do sexo do parceiro durante a colocação, para a detecção de lesões, feridas, corrimento, etc. Desvantagens É bastante eficaz (80%-98%), desde que se sigam os passos necessários para uma boa colocação e/ou quando associado com um outro método - dupla protecção. Preservativo Feminino Uma camisa forte, feita de polyurethane de colocação fácil, com 17cm centímetros (cerca de 6,5 polegadas), com um anel flexível em cada extremidade. O polyurethane é um plástico fino, macio que é mais forte que o latex, que é usado para fazer muitos dos preservativos masculinos. O polyurethane conduz calor, pelo que o sexo poderá ser muito sensível e natural com o preservativo feminino. O polyurethane não tem cheiro. O anel interior é usado para inserir o preservativo feminino e ajuda a mantê-lo no lugar. O anel interior desliza para o lugar por detrás do osso púbico. O anel exterior é macio e permanece fora da vagina durante a relação sexual. Cobre a área à volta da abertura da vagina (vulva). Pode tornar-se agradável para os homens bem como para as mulheres. Não há quaisquer efeitos colaterais associados com o uso do preservativo feminino e menos de 10% das utilizadoras reportam pequenas irritações. Pode ser inserido com 8 horas de antecedência pelo que não interrompe a espontaneidade sexual. Não há necessidade de um pénis erecto para inserir o preservativo feminino na vagina. Não precisa de ser removido imediatamente a seguir à ejaculação. Vem pré-lubrificado com um lubrificante não espermicida, baseado em silicone que é necessário para facilitar a inserção e para fácil movimento durante a relação sexual. A lubrificação reduz o barulho durante a relação sexual e toma o sexo mais suave. Pode ser usado lubrificante adicional, e podem ambos usar lubrificantes baseados em óleos e água como: óleo de massagem, óleo para tratamento vaginal ou outro tipo de lubrificante. Não é justo ou apertado. O seu tamanho grande torna o preservativo feminino mais facil para ejaculação. Não use o preservativo feminino como um preservativo masculino, uma vez que a fricção entre o plástico e a borracha de latex pode resultar em que um dos produtos se rasgue. 98

18 Não precisa de receita médica ou intervenção dum técnico de cuidados da saúde. Como usar um preservativo Feminino? O preservativo feminino pode não ser familiar ao princípio. Está lubrificado e pode ser escorregadio para inserir. Pratique umas poucas vezes antes de usá-lo numa relação sexual. Seja paciente. Com o tempo, usar o preservativo feminino torna-se cada vez mais fácil. Com o tempo, você sentir-se-á cada vez mais confortável com ele assim como o seu parceiro. O preservativo feminino é um método novo e exige prática e paciência. Exercite, colocando-o e removendo-o antes de usá-lo pela primeira vez durante a relação sexual. A inserção torna-se mais fácil com o tempo e pode necessitar de várias tentativas antes de você se sentir confortável com a inserção do preservativo feminino. Experimente-o, pelo menos 3 vezes, antes de tomar qualquer decisão sobre continuar ou não a usá-lo: Abra cuidadosamente o pacote; rasgue no canto direito do pacote onde vem indicada a seta. Não use uma faca para abrir Escolha a posição que seja confortável para a inserção agachamento, levante uma perna, sente-se ou deite-se. Verifique o preservativo e assegure-se de que está lubrificado. Enquanto segura a camisa no exterior fechada, pegue no anel interior flexível e aperteo com o polegar e o indicador ou o médio para que fique comprido e estreito. Com a outra mão, separa os lábios exteriores da vagina. Insira gentilmente o anel na vagina. Sinta o anel interior a subir e a encaixar-se no lugar. Coloque o dedo indicador no preservativo e empurre o anel interior tão longe quanto possa ir. Assegure-se de que a camisa não fica torcida. O anel exterior deve permanecer fora da vagina (vulva). O preservativo feminino está agora no lugar e pronto para usar com o seu parceiro. Quando estiver pronta, guie gentilmente o pénis do seu parceiro para a abertura da camisa com a sua mão para assegurar-se de que ele se introduz correctamente - assegure-se de que o pénis não está a entrar de lado, entre a camisa e a parede vaginal. Use lubrificante suficiente para que o preservativo fique no lugar durante o sexo. Se o preservativo for puxado para fora ou empurrado para dentro, significa que não há lubrificante suficiente acrescente mais quer para dento do preservativo quer para o exterior do pénis. Para remover o preservativo, torça o anel exterior e gentilmente retire o preservativo. Tente fazer isto antes de se levantar. Embrulhe o preservativo no pacote ou no papel, e deite-o na latrina, enterre-o ou queime-o. Não o coloque na sanita. 99

19 Comparação entre um preservativo feminino e masculino O preservativo feminino é do mesmo compritamento e um pouco mais largo. O preservativo feminino tem vários benefícios. Preservativo Masculino Envolve o pénis masculino. Feito de latex. Coloca-se junto do pénis. Lubrificante: Pode incluir espermicida; Só pode ser baseado em água; não pode ser baseado em óleo; Localizado fora do preservativo. Necessita de um pénis erecto. A oportunidade é essencial, deve ser colocado num pénis erecto imediatamente antes da relação sexual. Tem de ser removido imediatamente depois da ejaculação. Cobre a maior parte do pénis e protege o órgão genital da mulher. O latex é um produto natural e pode degradar-se se não for conservado correctamente. Preservativo Feminino Introduzindo na vagina da mulher. Feito de polyurethane. Assenta livremente na vagina. Lubrificante: Pode incluir espermicida; Só pode ser baseado em água; Localizado dentro da vagina. Não necessita de um pénis. Pode ser inserido até 8 horas antes da relação sexual. Não precisa de ser removido imediatamente depois da ejaculação. Cobre ambos órgãos genitais internos e externos da mulher e cobre também a base do pénis, o que garante uma maior protecção. O polyurethsane não é susceptível de deterioração devido à temperatura ou humidade. Pílula É o método contraceptivo usado em larga escala, não interferindo na relação sexual. Desde que a pílula seja tomada com regularidade e de modo conveniente, podem-se ter relações sexuais de modo frequente e sempre que se deseje, sem ter que tomar outras precauções contraceptivas. Este método, embora eficaz, necessita de ser associado a um outro método de barreira perante o risco contra DTS/HIV/SIDA. Vantagens Melhoria da dismenorreia. Ajuda na regularização dos ciclos menstruais. Reduz a probabilidade de salpingite. Eficácia elevadíssima (99-100%). Fácil administração. Bem tolerada. 100

20 Desvantagens Cefaleias, tonturas, náuseas e aumento de peso devido a retenção de líquidos e devido aos estrogéneos. Metrorragias intermenstruais, amenorreia e oligomenorreia. Não protege contra as DTS/HIV/SIDA. Dupla Protecção A estratégia de dupla protecção significa principalmente o uso de um único método de barreira (condom masculino ou feminino) para dupla prevenção, isto é, da gravidez e da infecção por DTS/HIV. Para algumas pessoas a dupla protecção pode também significar: A combinação de dois métodos, sendo um método de barreira (condom) e o outro hormonal, ou cirúrgico, ou aparelho; A combinação de contracepção de emergência com o uso de um método de barreira (condom). O recurso à dupla protecção vem sendo recentemente incentivado, uma vez que os métodos anticonceptivos modernos mais comumente usados em Moçambique, como a pílula e as injecções, não protegem as mulheres e as raparigas contra a crescente incidência de infecções de DTS e HIV. Contracepção de Emergência Este método, como o nome indica, deve ser sómente utilizado para situações de emergência e nunca assumido como alternativo à contracepção regular. Tendo em conta o carácter muitas vezes ocasional da actividade sexual na adolescência, este tipo de contracepção se refere aos métodos que podem ser usados pela mulher logo após uma relação não protegida e deveria estar disponível para toda a adolescente que dele necessitasse. A ocorrência de altas taxas de gravidezes indesejadas, incluindo em adolescentes assim como de abortos, poderia ser prevenida com acesso à contracepção de emergência. Estima-se que entre 40 a 60 milhões de abortos são realizados no mundo por ano, reflectindo uma necessidade não satisfeita em métodos de PF (OMS,1995). Alguns países que adoptaram este tipo de prática há vários anos atrás, como é o caso da Holanda, e com o objectivo de ter um método alternativo para as falhas da contracepção regular, tem a mais baixa taxa de aborto dentro do mundo industrializado. Por outro lado, a definição de uma política de abertura em questões relativas à sexualidade, fácil acesso à contracepção e a legalização do aborto, complementaram-se, por exemplo, para a redução em metade das taxas de gravidez na adolescência neste país (Ketting e colab em Zilhão I., 1998). As situações que podem levar qualquer mulher em idade reprodutiva a procurar a contracepção de emergência se prendem com: 101

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