Valeria Iensen Bortoluzzi

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1 0 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE ARTES E LETRAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS QUE JUSTIÇA É ESSA? ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA INVESTIGAÇÃO DE REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DA JUSTIÇA EM ACÓRDÃOS DE HABEAS CORPUS E CARTAS DO LEITOR DOUTORADO EM LETRAS Valeria Iensen Bortoluzzi Santa Maria, RS, Brasil 2008

2 1 QUE JUSTIÇA É ESSA? ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA INVESTIGAÇÃO DE REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DA JUSTIÇA EM ACÓRDÃOS DE HABEAS CORPUS E CARTAS DO LEITOR por Valeria Iensen Bortoluzzi Tese apresentada ao Curso de Doutorado do Programa de Pós- Graduação em Letras, Área de Concentração em Estudos Lingüísticos, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS), como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em Letras. Orientadora: Nina Célia Almeida de Barros Santa Maria, RS, Brasil 2008

3 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE ARTES E LETRAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova a Tese de Doutorado intitulada QUE JUSTIÇA É ESSA? ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA INVESTIGAÇÃO DE REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DA JUSTIÇA EM ACÓRDÃOS DE HABEAS CORPUS E CARTAS DO LEITOR elaborada por Valeria Iensen Bortoluzzi como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em Letras. Comissão Examinadora: Nina Célia Almeida de Barros, Dr. (Presidente/Orientador - UFSM) José Luiz Meurer, Dr. (UFSC) Leci Borges Barbisan, Dr. (PUCRS) Laurindo Dalpian, Dr. (UNIFRA) Marcos Gustavo Richter, Dr. (UFSM) Aprovada em 25 de agosto de 2008.

4 3 RESUMO A vida em sociedade torna-se possível porque os seres sociais compartilham representações do mundo e da realidade em que vivem, por meio das interações dos atores em práticas sociais diversas. Algumas das representações construídas no seio social acabam por organizar a própria sociedade, tornando-se fundamentais para a convivência humana. As representações de justiça são um exemplo. Nesse sentido, entender como as pessoas representam a justiça no seu dia-a-dia permite compreender um pouco da dinâmica das relações que se estabelecem entre os indivíduos e instituições, além de refletir o potencial de mudança e de estabilização dessas representações em nossa sociedade. São, portanto, objetivos gerais desta tese a) investigar as representações de justiça que emergem das interações sociais em contextos culturais específicos; b) discutir o potencial de mudança e/ou de estabilização dessas representações de justiça em nossa sociedade; e c) propor um método interdisciplinar de investigação-discussão das representações sociais. O referencial metodológico utilizado é a Hermenêutica de Profundidade, proposta por Thompson (1995), que pressupõe três estágios de análise: sócio-histórica, realizada com aporte teórico da Teoria da Estruturação e da Psicologia Social; formal/discursiva, realizada pelo viés da Lingüística Sistêmico-Funcional (taxionomia de van Leeuwen); e interpretação/re-interpretação, realizada com base na Análise Crítica do Discurso. Este referencial metodológico mostrou-se adequado para uma análise crítica das representações sociais. Para a investigação das representações de justiça, foram utilizados 470 acórdãos de habeas corpus, produzidos pelo Supremo Tribunal Federal, no ano de 2005, e 66 cartas do leitor que continham a palavra justiça e suas derivadas, publicadas ao longo do ano de 2005 na Revista Veja. Os textos foram processados eletronicamente em busca da palavra justiça e suas derivações, que foram analisadas quanto ao significado assumido no contexto imediato da ocorrência e no contexto mais amplo da frase e do texto. Nessa etapa do trabalho, foram identificadas três formas de representação da justiça: a justiça-princípio, a justiça-bem e a justiça-instituição. Em seguida, passou-se à análise da recorrência dessas representações, com vistas à identificação daquela representação mais presente na sociedade. Percebeu-se que a representação mais recorrente nas falas e discursos do corpo social é a da justiça-instituição. Essa recorrência tem por objetivo delimitar espaços de atuação e responsabilidades, além de legitimar uma representação altamente instável, com um imenso potencial de mudança. A justiça-instituição que se tem hoje pode ser desestruturada e reestruturada em um futuro próximo ou distante, pois ela está à mercê das mudanças sociais. A justiça-princípio é também bastante recorrente no corpo social, no entanto, em sua essência, é uma representação altamente estável; mudam-se os termos do acordo, mas não se muda o acordo. A literatura evidencia ser essa representação a mais antiga e os dados mostram que ela é ainda muito presente na sociedade. Já a estabilidade ou o potencial de mudança da representação da justiça-bem, a menos recorrente no corpus, depende do corpo social e das instituições. Enquanto o corpo social e as instituições legitimarem os conjuntos de leis e normas que hoje constituem a representação, ela não mudará. Palavras-chave: Linguagem representação justiça

5 4 ABSTRACT WHAT JUSTICE IS THIS? THEORETICAL-METODOLOGIC ASPECTS OF THE DISCURSIVE REPRESENTATIONS OF JUSTICE INQUIRY IN JURISPRUDENCE OF HABEAS CORPUS AND READERS LETTERS. Life in society becomes possible because social beings share representations of the world and reality in which they live through the interactions of actors in a diversity of social practices. Some of the representations built in social contexts end up organizing society itself, becoming essential for human social life. The justice representations are an example. In this sense, by understanding how people represent justice in their daily lives, we understand part of the dynamics of relations that are established between individuals and institutions, and reflect the potential of change and stabilization of those representations in our society. The objectives of this thesis are: a) to investigate the representations of justice which emerge from social interactions in specific cultural contexts; b) to discuss the potential of change and/or stabilization of those representations of justice in our society; and c) to propose an interdisciplinary method of investigation-discussion of social representations. The epistemological methodology used here is the Depth Hermeneutics, proposed by Thompson (1995), which presupposed three stages of analysis: sociohistorical, realized with the support of Theory of Structuration and of Social Psychology; formal/discursive, realized through Systemic-Functional Linguistics (van Leeuwen taxonomy); and interpretation/re-interpretation, realized by Critical Discourse Analysis. To investigate justice representations, we used 470 jurisprudence of habeas corpus produced by the Brazilian Supreme Court, in 2005, and 66 readers letters which had the word justice and its derivations, published in 2005 by Veja magazine. The texts were electronically processed in search for the word justice and its derivations, which were analyzed to identify the meaning construed in the immediate context of occurrence and in the wider context of the phrase or text. In this phase of the study, three forms of representations were identified: justice as principle, justice as goods and services, and justice as institution. Secondly, we analyzed the occurrence of those representations, in order to identify the representation which is recurrent in society. We established that the most recurrent representation in the speeches and social discourses is the justice as institution. This recurrence has the objective to delimit the action spaces and responsibilities, as well as to legitimate a highly unstable representation with a huge potential of change. The justice as institution that we have today can be destructured and restructured in a short or long-term future, as it is on the mercy of social changes. The justice as principle is also very recurrent in the social body. However, in its essence, it is a high stable representation, as the terms of the agreement are changed but not the agreement itself. Literature shows that this representation is the oldest and data shows that it is the most present in society. The stability or the potential of change of justice as good and services, the less recurrent in the corpus, depend on social body and institutions. As long as the social body and institutions legitimate the set of laws and regulations which constitute representation today, it will not change. Key-words: language representation justice

6 5 DEDICATÓRIA AO MEU AMADO FILHO, TESOURO DA MINHA VIDA, Que meu esforço sirva de exemplo. Guie teus caminhos e tuas escolhas. Meu filho, eu te abençôo. Meu filho, tu és filho de Deus. Tu és capaz, tu és forte, tu és inteligente, tu és bondoso, tu consegues tudo, pois a vida de Deus está dentro de ti. Meu filho, eu vejo com os olhos de Deus, eu te amo com o amor de Deus, eu te abençôo com a bênção de Deus. Obrigado, obrigado, filho. Tu és a luz da nossa vida, tu és a alegria do nosso lar, tu és uma grande dádiva que recebemos de Deus. Tu terás um futuro brilhante! Pois nasceste abençoado por Deus e estás crescendo abençoado por nós. Obrigado, filho. Fonte: Prece para abençoar o filho. In: RUPOLO, Iraní (org.). Palavras de reflexão e preces. Santa Maria, RS: EdUNIFRA, 2006.

7 6 AGRADECIMENTOS Ao final desta etapa tão importante da minha vida, agradeço muito especialmente: - à Profa. Dra. Nina Célia Barros, por ter acreditado no meu trabalho, por ter compreendido minhas limitações de tempo, por ter incentivado minhas ações, por me guiar na etapa final com dedicação, carinho e atenção; - à Profa. Dra. Désirée Motta-Roth, com quem comecei essa caminhada, e que me apresentou a Análise Crítica do Discurso, campo de pesquisa que se transformou em paixão; - aos professores José Luiz Meurer e Leci Barbisan, pela valiosa contribuição ao meu trabalho durante o exame de qualificação desta tese; - ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria, pela oportunidade de realizar o Doutorado; - aos meus amados Evandro e Lucas, marido e filho, que tanto se privaram para me ajudar a vencer mais esta etapa de minha vida, estando sempre presentes em todas as conquistas e tropeços; - aos meus pais e irmãos, que sempre apostaram na minha vitória e torcem pelo meu sucesso; - às queridas e amadas amigas Cristiane, Luciane e Sara, companheiras de estudo, de viagens, de angústias e felicidades. Amo-as muito por terem estado sempre comigo, por todas as nossas horas de choro e de risos, de concentração e de turismo, de debates e fofocas. Sem vocês, o fardo talvez fosse impossível de carregar; - aos meus novos e muito amados amigos e colegas do Curso de Letras da UNIFRA, que me acolheram de braços abertos, que me incentivaram a vencer as dificuldades e sempre acreditaram na minha vitória. Vocês

8 7 tornaram tudo isso possível ao confiarem no meu trabalho. Fizeram com que eu sempre me sentisse em casa; - aos meus antigos e atuais orientandos de PROBIC, TFG e TCC, que sempre foram muito compreensivos quando precisei cancelar orientações e encontros para escrever a tese. Em especial, quero citar as companheiras Janaina e Valéria, que se aventuraram a trabalhar com Halliday junto comigo, sem sequer saberem ler em inglês. Foram minhas primeiras discípulas em pesquisa e isso muito me envaidece, pois vocês são muito boas naquilo que fazem e eu sei que tenho um pouquinho a ver com isso; - a todos aqueles que ficaram em segundo plano nos momentos mais difíceis do processo, que contavam comigo e eu não pude estar presente... Muitos foram os aniversários esquecidos, as mensagens não respondidas, as solicitações não atendidas. Sinto muito se falhei, mas não significa que não os ame, os considere. Há momentos da vida que não temos fôlego para tudo; - ao meu sogro (em memória), que sentia muito orgulho dessa nora que seria doutora. Sua partida recente e traumática nos deixou frágeis e órfãos, mas sua lembrança me acompanhará sempre. Enfim, agradeço a todos que fazem parte da minha vida, pelo simples fato de estarem ao meu lado sempre. A todos vocês, o meu amor.

9 8 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 ESQUEMA GRÁFICO DAS TEORIAS EMPREGADAS NESTA TESE FIGURA 2 REFERENCIAL METODOLÓGICO DA HERMENÊUTICA DE PROFUNDIDADE FIGURA 3 MODELO CIRCULAR DE ESTRATIFICAÇÃO DA LINGUAGEM, PROPOSTO POR HALLIDAY E MATTHIESSEN (2004: 25), COM ALTERAÇÕES FIGURA 4 MODELO CÚBICO DA MATRIZ DE ESTRATIFICAÇÃO E INSTANCIAÇÃO, PROPOSTO POR HALLIDAY E MATTHIESSEN (2004: 32), COM ALTERAÇÕES FIGURA 5 ESQUEMA DE RELAÇÕES E MOVIMENTAÇÃO DE TEORIAS NESTA TESE FIGURA 6 DIAGRAMA GENERALISTA DE RELAÇÃO ENTRE REGRAS E RECURSOS E RESPECTIVAS ESTRUTURAS DE LEGITIMAÇÃO, SIGNIFICAÇÃO E DOMINAÇÃO (MEURER, 2004) FIGURA 7 ESQUEMA GRÁFICO DAS CATEGORIAS DE RECONTEXTUALIZAÇÃO DE PARTICIPANTES, PROPOSTO POR VAN LEEUWEN, 1997: FIGURA 8 PROPOSTA DE SIMPLIFICAÇÃO DO ESQUEMA GRÁFICO DA TAXIONOMIA DE VAN LEEUWEN, ELABORADA POR BORTOLUZZI,

10 9 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 A TAXIONOMIA DE VAN LEEUWEN NO HC QUADRO 2 A TAXIONOMIA DE VAN LEEUWEN NAS CARTAS DO LEITOR...175

11 10 LISTA DE TABELAS TABELA 1 MODELO DE ORGANIZAÇÃO RETÓRICA DO GÊNERO ACÓRDÃO JURÍDICO, PROPOSTO POR CATUNDA E SOARES (2007) TABELA 2 MODOS DE OPERAÇÃO DA IDEOLOGIA (THOMPSON, 1995:81) TABELA 3 RESULTADO DAS OCORRÊNCIAS DA PALAVRA JUSTIÇA, E SUAS DERIVADAS, E AS REPRESENTAÇÕES ASSOCIADAS A ELA

12 11 LISTA DE ANEXOS ANEXO 1 HABEAS CORPUS ANEXO 2 CARTAS DO LEITOR...217

13 12 LISTA DE APÊNDICES APÊNDICE A OCORRÊNCIAS DE [IN]JUSTIÇA[DO] EM HABEAS CORPUS (PROCESSAMENTO NO CONCORD) REPRESENTAÇÃO DO PRINCÍPIO APÊNDICE B OCORRÊNCIAS DE [IN]JUST[OS/AS/AMENTE] EM HABEAS CORPUS (PROCESSAMENTO NO CONCORD) REPRESENTAÇÃO DO PRINCÍPIO APÊNDICE C OCORRÊNCIAS DE JUSTIÇA EM HABEAS CORPUS (PROCESSAMENTO NO CONCORD) REPRESENTAÇÃO DO BEM APÊNDICE D OCORRÊNCIAS DE JUSTIÇA EM HABEAS CORPUS (PROCESSAMENTO NO CONCORD) REPRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO APÊNDICE E OCORRÊNCIAS DE [IN]JUSTIÇA[DO] EM CARTAS DO LEITOR (PROCESSAMENTO NO CONCORD) REPRESENTAÇÃO DO PRINCÍPIO APÊNDICE F OCORRÊNCIAS DE [IN]JUST[OS/AS/AMENTE] EM CARTAS DO LEITOR (PROCESSAMENTO NO CONCORD) REPRESENTAÇÃO DO PRINCÍPIO APÊNDICE G OCORRÊNCIAS DE JUSTIÇA EM CARTAS DO LEITOR (PROCESSAMENTO NO CONCORD) REPRESENTAÇÃO DO BEM APÊNDICE H OCORRÊNCIAS DE JUSTIÇA EM CARTAS DO LEITOR (PROCESSAMENTO NO CONCORD) REPRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

14 13 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS... 8 LISTA DE QUADROS... 9 LISTA DE TABELAS LISTA DE ANEXOS LISTA DE APÊNDICES INTRODUÇÃO Contextualização Metodologia Escolha do arcabouço teórico Escolha do corpus Procedimentos analíticos Organização do trabalho CAPÍTULO 1 A TEORIA DA ESTRUTURAÇÃO E O CONTEXTO DE CULTURA Contextualização A Teoria da Estruturação: conceitos e princípios básicos A estrutura A agência e os atores sociais O contexto de cultura e as representações de justiça O gênero acórdão A estrutura do contexto de cultura A agência e os atores sociais Algumas considerações finais do capítulo CAPÍTULO 2 A JUSTIÇA E SUAS REPRESENTAÇÕES Contextualização... 73

15 Representações de justiça Justiça Poder e ideologia na institucionalização da justiça As representações de justiça e seus modos de operação ideológica Justiça-princípio Justiça-bem Justiça-instituição Algumas considerações finais do capítulo CAPÍTULO 3 A JUSTIÇA E SUAS FORMAS DE RECONTEXTUALIZAÇÃO EM ACÓRDÃOS E CARTAS DO LEITOR Contextualização A oração como representação A taxionomia de van Leeuwen (1993) Exclusão dos atores sociais Inclusão dos atores sociais As representações de justiça como atores sociais Algumas considerações finais do capítulo CONSIDERAÇÕES FINAIS Respondendo às questões de pesquisa: uma interpretação Algumas palavras finais REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICES ANEXOS

16 15 INTRODUÇÃO 1 Contextualização A manifestação discursiva dos sujeitos é um processo de percepção do mundo com o qual interagem, de modo que essa manifestação atende a injunções culturais, políticas, ideológicas, entre outras. É no contexto dessas mesmas injunções que as representações sociais se constroem, como fruto de uma visão de mundo que emerge das interações dos atores sociais em práticas sociais diversas. Algumas das representações construídas no seio social acabam por organizar a própria sociedade, tornando-se fundamentais para a convivência humana. As representações de justiça são um exemplo. Desde que os seres humanos passaram a viver em pequenos e primitivos agrupamentos sociais, houve a necessidade de organizar os espaços de circulação e vivência, os papéis assumidos pelos membros, a distribuição dos bens comuns, e a formação da família e dos grupos de relacionamento. Da organização desses aspectos da vida social primitiva surgiu a primeira noção de justiça, noção essa que se alargou à medida que os agrupamentos sociais foram tornando-se mais complexos. O alargamento da noção de justiça permite aos atores sociais a elaboração de diferentes representações da justiça 1, que são veiculadas nos seus discursos sobre questões sociais polêmicas, como distribuição de renda, corrupção, atitudes religiosas, relações de trabalho. E é essa diversidade de representações que permite a proposição desta tese, que tem como tema central o estudo das representações de justiça, pelo viés da Análise Crítica do Discurso. A presente tese, então, intitulada QUE JUSTIÇA É ESSA? ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA INVESTIGAÇÃO DE REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DA JUSTIÇA EM ACÓRDÃOS DE HABEAS CORPUS E CARTAS DO LEITOR, está vinculada à linha de pesquisa Linguagem no 1 Aqui queremos mostrar uma leitura diferenciada da noção de justiça, que se afaste das noções já tão discutidas no Direito, que são o jusnaturalismo e o positivismo jurídico. O jusnaturalismo admite uma visão dualística do direito, a saber: direito natural, uma classe de princípios gerais (éticos, racionais) que não eram caracterizadas como normas ; e direito positivo, um conjunto das normas efetivamente de âmbito prático, ou seja, aquelas normas que eram diretamente aplicadas à conduta humana. (GHIDOLIN, 2008). O positivismo jurídico considera somente o direito positivo, estabelecendo-o como único possível para regrar a sociedade.

17 16 Contexto Social, colaborando com o projeto Análise Crítica de Gêneros: representações sociais, identidades e multiletramento. O título da tese já antecipa a grande pergunta que fazemos e que tentamos responder ao longo do estudo: que justiça é essa? Que palavra é essa que invade o pensamento das pessoas e é proferida em momentos de indignação? Que significado é esse que perpassa os discursos de pessoas de todas as ordens, de todas as classes, de todas as raças, de todas as religiões? O que queremos representar quando falamos em/sobre justiça? Aumenta-se o salário mínimo, fala-se em justiça; perde-se o emprego, invoca-se a justiça; ganha-se um prêmio, agradece-se à justiça; prende-se ou solta-se um criminoso, clama-se pela justiça. Nenhuma representação consegue ser mais social, nem mais ampla, que a representação de justiça. Ela permeia todos os campos discursivos: o discurso é religioso, ela está lá, na figura da justiça divina; o discurso é político, ela se faz presente, tanto na voz do político quanto na do eleitor, sendo invocada como desejo e solução; o discurso é racial, a justiça trata das relações humanas; o discurso é sexista, ela se faz presente nas discussões sobre os papéis sociais de homens e mulheres. Assim, acreditamos que entender como as pessoas representam a justiça, no seu dia-a-dia, permite-nos entender um pouco da dinâmica das relações que se estabelecem entre indivíduos e instituições, além de refletir sobre o potencial de mudança ou de estabilização dessas representações na nossa sociedade. Por tudo que foi dito até agora, uma única questão de pesquisa não daria conta de nortear este trabalho. Por isso, são três as questões que propomos: 1. como a justiça é representada em discursos circulantes nas interações sociais, dentro de práticas sociais específicas? 2. qual o potencial de mudança, ou de estabilização, das representações de justiça na nossa sociedade? e 3. qual o empreendimento teórico-metodológico mais adequado, dentro da ACD, para dar conta de responder às duas primeiras questões? Se são três as questões de pesquisa, são três, também, os grandes objetivos a serem alcançados nesta tese: 1. investigar as representações de justiça que emergem das interações sociais em contextos culturais específicos; 2. discutir o potencial de mudança e/ou de estabilização dessas representações de justiça em nossa sociedade; e

18 17 3. propor um método interdisciplinar de investigação-discussão de representações sociais. Para alcançar o primeiro grande objetivo, foi preciso identificar as representações de justiça presentes em textos autênticos e recentes. Essa identificação foi realizada por meio de análise contextual e lingüística de exemplares de dois gêneros de texto diferentes: o acórdão e a carta do leitor. As análises permitiram alcançar o segundo grande objetivo: a discussão sobre se essas representações podem sofrer mudanças no seu significado original, se elas podem desaparecer, ou, por outro lado, se elas podem permanecer estáveis na sociedade, dependendo dos efeitos que elas causam sobre a própria sociedade. Só havemos de querer mudar uma realidade se a sua ação sobre nossa pessoa for maléfica e formos capazes de perceber esse mal. Caso contrário, por que mudar? Se sua ação for benéfica, a tendência é a da manutenção. Se a ação for indiferente, a tendência é o desaparecimento. Mas, para poder realizar qualquer afirmação que possa responder às questões um e dois e atingir os dois grandes objetivos associados, este trabalho precisou ultrapassar os limites dos estudos lingüísticos, para embrenhar-se em um empreendimento interdisciplinar. Só tendo como aliadas outras ciências sociais podemos tratar das representações sociais em toda a sua complexidade, bem como bem afirmam os principais teóricos utilizados nesta tese. Por isso esta é uma tese que alia, sob o teto da Análise Crítica do Discurso (Fairclough, 2001), teorias provenientes dos Estudos Culturais (Thompson, 1995), da Psicologia Social (Moscovici, 2007), da Sociologia (Giddens, 2003) e da Lingüística Sistêmico-Funcional (Halliday e Matthiessen, 2004; van Leeuwen, 1993). Essa proposta interdisciplinar é explicada, com mais detalhes, no item 2, seção que descreve a metodologia de pesquisa utilizada na tese. 2 Metodologia A presente pesquisa está inscrita na área de pesquisa da ACD, cujo objetivo é investigar criticamente como a desigualdade social é expressa, sinalizada,

19 18 constituída, legitimada, etc., pelo uso da linguagem (ou no discurso) :2). Para conseguir isso, a ACD requer (WODAK, uma teorização e uma descrição tanto dos processos e estruturas sociais que dão base para a produção de um texto, como dos processos e estruturas sociais nos quais indivíduos ou grupos tidos como sujeitos sóciohistóricos, criam significados na sua interação com textos 3 (WODAK, 2002:3) A ACD origina-se da mudança de interesses de um grupo de lingüistas que passaram a considerar o texto, sua produção e interpretação e sua relação com a sociedade como objeto central de estudo. Para a ACD, a linguagem deve ser considerada um fenômeno social, capaz de expressar, de forma sistemática, os significados e valores específicos de grupos sociais, indivíduos e instituições por meio de textos, considerados como unidades de linguagem relevantes na comunicação, que não são recebidos de forma passiva pelos leitores. Assim, a ACD é uma área de pesquisa que estuda a linguagem, condensada em discursos materializados em textos e dá conta de como os sujeitos interagem em uma sociedade desigual, reproduzindo ou reconfigurando as relações sociais. Para a realização do objetivo maior da ACD, analistas críticos do discurso tentam clarear conceitos como história, poder, ideologia e sociedade, reunindo arcabouço teórico de diferentes áreas, como a Sociologia, a Filosofia, a Psicologia e, obviamente, a Lingüística, só para citar algumas. Em razão disso, analistas como Meyer (2001) têm insistido no fato de que a ACD precisa ser considerada uma abordagem teórico-metodológica. Teórica porque estabelece princípios teóricos que precisam ser seguidos pelos analistas; metodológica porque, como o próprio nome já diz, é um procedimento analítico, que se utiliza de teorias de diferentes áreas e, PR conseqüência, de seus métodos, para obter resultados específicos. A análise, como todo o pesquisador bem sabe, consiste em apreender um todo, decompô-lo em partes segundo critérios preestabelecidos, descrever com detalhes todas ou algumas partes (dependendo dos objetivos), estabelecer relações entre as partes, para que se chegue a uma compreensão do todo. É o que 2 No original: CDA aims to investigate critically social inequality as it is expressed, signaled, constituted, legitimized and so on by language use (or in discourse). 3 No original: a theorization and description of both the social processes and structures which give arise to the production of a text and of the social structures and processes within which individuals or groups as social historical subjects, create meanings in their interaction with texts.

20 19 pretendemos fazer aqui. O nosso todo é o contexto de cultura das representações de justiça. As partes decompostas são duas práticas sociais específicas: a decisão judicial e a opinião pública, a serem descritas à luz da TE e da Lingüística Sistêmico- Funcional (LSF). As relações que se estabelecem entre essas duas partes nos permitem entender as representações de justiça sob a ótica dos Estudos Culturais. E todo esse procedimento de análise é feito considerando sempre os quatro princípios teóricos da ACD, apresentados acima. Mas Meyer vai mais longe. Ele afirma que a ACD, enquanto abordagem, constitui-se de diferentes níveis: o pragmático, o social/sociológico e o histórico. No nível pragmático, o analista precisa fazer escolhas importantes em relação ao fenômeno a ser observado e legitimar a cientificidade da pesquisa. O nível social/sociológico diz respeito às associações/relações que o pesquisador/analista mantém para formar um grupo distinto de uma comunidade científica, no qual pode discutir suas idéias, suas pesquisas, trocar informações, etc.. No nível histórico está englobado o conhecimento mútuo gerado em pesquisa social, situado no tempo e, portanto, a pesquisa em ACD, dependente da pesquisa social e do conhecimento mútuo, está também situada no tempo. As generalizações e as verdades não podem ser consideradas atemporais. E, como a ACD está sempre muito preocupada com os contextos em que as interações e relações têm lugar, a pesquisa na área também está circunscrita a espaços específicos. Assim, para a ACD, todos os discursos são históricos e só podem ser entendidos, portanto, com referência ao seu contexto 4 (MEYER, 2001:15). A importância que a ACD atribui ao contexto exige uma abordagem interdisciplinar na discussão sobre as relações entre a linguagem e a sociedade. O fato puramente lingüístico já não é suficiente para explicar a interação humana, através da linguagem, na sociedade, nem se pode ignorar o fato lingüístico quando se estuda a interação humana. Por isso a ACD busca explicações em outras áreas do conhecimento, que não a lingüística, e se vale de estudos lingüísticos que estão associados ao contexto para construir seu arcabouço teórico-analítico. Assim os vários analistas críticos do discurso usam diferentes abordagens teóricas. Um exemplo é Fairclough, expoente da ACD que uso como base nesta tese, que tem uma preferência pelas teorias sociológicas, aliando-as à LSF, proposta por 4 No original: all discourses are historical and can therefore only be understood with reference to their context.

21 20 Halliday. Mas, independentemente dos aportes teóricos utilizados, todos os analistas críticos do discurso estão interessados em descobrir como o poder e as ideologias perpassam a ação e a interação humanas, a construção e reprodução de significados e da realidade. São, portanto, temas recorrentes na ACD, a representação, a identidade, os papéis sociais, a relação dos indivíduos com as instituições. Em uma tentativa de traçar um panorama sobre as pesquisas em ACD, Meyer (2001:19-20) apresenta um conjunto de aportes teóricos que têm sido utilizados pelos analistas. São eles: teorias epistemológicas, que providenciam modelos de condições, contingentes e limites para a percepção humana em geral e para a percepção científica em particular 5 ; teorias sociais gerais, que tentam conceituar as relações entre a estrutura social e as ações sociais e estabelecer uma ligação entre micro fenômenos e macro fenômenos sociais 6. Algumas dessas teorias explicam os fenômenos partindo da estrutura para chegarem à ação; outras fazem o contrário, partem da ação para chegarem à estrutura; há outras, ainda, que propõem uma circularidade entre estrutura e ação sociais; teorias intermediárias, que concentram seus estudos em fenômenos sociais específicos ou em subsistemas sociais específicos 7 ; teorias microssociológicas, que buscam explicar a interação social 8 ; teorias sócio-psicológicas, que se concentram em estudar as causas das condições emocionais e cognitivas que afetam a sociedade; teorias discursivas, que tentam conceituar discurso como um fenômeno social e tentam explicar sua gênese e sua estrutura 9 ; teorias lingüísticas, que tentam descobrir e explicar padrões específicos para o sistema da língua e a comunicação verbal 10 (MEYER, 2001:19-20). 5 No original: models of the conditions, contingencies and limits of human perception in general and scientific perception in particular. 6 No original: to conceptualize relations between social structure and social action and thus link microand macro-sociological phenomena. 7 No original: specific social phenomena (...), or specific subsystems of society. 8 No original: to explain social interaction. 9 No original: discourse as a social phenomenon and try to explain it genesis and its structure. 10 No original: try to describe and explain the pattern specific to language systems and verbal communication.

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