RECONHECIMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS

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1 RECONHECIMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS 1

2 Registro é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se na mesorregião do Litoral Sul Paulista, na porção paulista do vale do Ribeira e é acessado por meio da rodovia Régis Bittencourt (BR-116). É limitado ao Norte pelo Município de Juquiá, ao Sul por Jacupiranga e Pariquera-Açu, a Leste por Iguape e a Oeste por Eldorado e Sete Barras. Registro possui cerca de 80 bairros distribuídos em 716, 331 quilômetros quadrados de área, com cerca de 55 mil habitantes. A diversidade cultural e econômica e a concentração populacional fazem com que Registro seja conhecida como "Capital do vale do Ribeira", ou também como "Capital do Chá", em alusão a um dos principais produtos exportados pelo Município, principalmente até meados da década de Localizam-se no Município bens culturais da imigração japonesa que serão preservados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): Sede da Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha, antigas fábricas de chá e residências de primeiros colonos japoneses, as Igrejas Episcopal Anglicana e de São Francisco Xavier e as primeiras mudas de chá da variedade Assam. Em vários pontos da cidade de Registro estão instaladas esculturas do artista plástico Yutaka Toyota confeccionadas com material das antigas fábricas de chá e dos armazéns e do engenho de beneficiamento de arroz. O clima do Município pode ser classificado como Subtropical Úmido, isto é, sem estação seca, com as quatro estações do ano caracterizadas, com invernos brandos e verões quentes e úmidos. A temperatura média do mês mais frio é de 12,9 C e do mês mais quente 27,8 C; a menor temperatura registrada nos últimos anos foi -2,2 C em 17 de julho de 2000, quando ocorreram formações de geadas e muitos pontos do município. A amplitude térmica anual é de 21,2 C. A pluviosidade anual pode superar 1500mm. A precipitação no mês menos chuvoso é de 59,2mm, praticamente chove o ano todo. Esse tipo de clima é comum na faixa litorânea e na região sudoeste do Estado de São Paulo. Devido a baixa altitude, relevo plano, muita densidade da Mata Atlântica e a maritimidade,pela proximidade do Oceano Atlântico, as temperaturas tendem a ser mais elevadas em relação a outras localidades na mesma latitude. Nos meses quentes, mesmo em dias nublados, o forte mormaço eleva a temperatura da região, ocasionando um certo desconforto, já no inverno é muito comum a formação de nevoeiros ao amanhecer, o que aumenta a sensação de frio. Os principais hospitais são o Hospital Pronto Socorro e Maternidade São José S A (particular) e o Hospital São João (mantida pela Apamir, com auxílio da Prefeitura), além de diversos Postos de Saúde localizados nos bairros. Município: Registro - SP Município: Registro Estado: SP São Paulo Microrregião: Registro Macrorregional de Saúde: Região não definida - SP Regional de Saúde: Registro Região Metropolitana: Fora da Região Metropolitana - SP Aglomerado Urbano: Fora de Aglomerado Urbano - SP Capital: Não Amazônia Legal: Não Município de fronteira: Não Fonte: Ministério da Saúde Caderno de Informações de Saúde São Paulo 2

3 Das identificações dos riscos biológicos considerando os agentes epidemiologicamente mais freqüentes, tendo em vista o perfil epidemiológico da região, conforme segue: Incidência da Hepatite B Alta Média Baixa Portadores sem sintomas (%) ,1-2 Distribuição Sudeste da Ásia, China, ilhas Bacia do Mediterrâneo, leste E.U.A, Canadá, oeste geográfica do Pacífico, África ao sul do europeu, Ásia Central, europeu, Austrália, Sahara, Alasca (esquimós) Japão,América latina, Oriente Nova Zelândia Médio Idade em que é contaminado Ao parto e no início da infância Início da infância Adulto Modo de infecção predominante Materno-infantil, parenteral parenteral, sexual sexual Fonte:http://www.hepcentro.com.br/ Hepatite B O vírus que causa a hepatite B (VHB) é um vírus DNA, transmitido por sangue (transfusões, agulhas contaminadas, relação sexual, após o parto, instrumentos cirúrgicos ou odontológicos, etc.). Não se adquire hepatite B através de talheres, pratos, beijo, abraço ou qualquer outro tipo de atividade social aonde não ocorra contato com sangue. Após a infecção, o vírus concentra-se quase que totalmente nas células do fígado, aonde seu DNA fará o hepatócito construir novos vírus. Hepatite C Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção do vírus da VHC ou HCV, transmitido através do contato com sangue contaminado. Atualmente a transmissão da hepatite C via transfusão sanguínea e hemoderivados é rara; porém esta forma de contágio teve grande importância nos anos precedentes a 1993, quando foi instituída a testagem em bancos de sangue após a disponibilização de kits comerciais. 3

4 No Brasil, em doadores de sangue, a incidência da hepatite C é cerca de 1,2%, com diferenças regionais, como mostra a tabela abaixo: Preval ência da hepatite C Estados Unidos 1,4% França 3,0% Egito / África do Sul 30,0% Cana dá / Norte da Eur opa 0,3% Brasil 1,2-2,0% - Norte 2,1% - Nordeste 1% - Centro-Oeste 1,2% - Sudeste 1,4% - Sul 0,7% Fonte: A região Sudeste como um todo apresenta baixa endemicidade, com exceção do Sul do Espírito Santo e do Nordeste do estado de Minas Gerais, onde ainda são encontradas altas prevalências. A região Centro-Oeste é de baixa endemicidade, com exceção do norte do Mato- Grosso com prevalência moderada. O Nordeste como um todo está em situação de baixa endemicidade. A vigilância epidemiológica das hepatites virais no Brasil utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação de casos suspeitos. O número de notificações não reflete a real incidência da infecção, pois a grande maioria dos acometidos apresenta formas assintomáticas ou oligossintomáticas, sendo dificilmente captados. Estados e municípios estão em diferentes estágios de implantação, refletindo diferentes níveis de sensibilidade e de capacitação das equipes das vigilâncias epidemiológicas. 4

5 AIDS HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo frente a microorganismos. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. Por meio da alteração do DNA dessa célula, o HIV produz cópias de si mesmo. infecção. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a 5

6 RECONHECIMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS Nº Risco Riscos identificados Biológico Biológico Biológico Agente(s) Vírus da Hepatite B Vírus da Hepatite C HIV Fontes Geradoras Trajetória/ Propagação GHE/tipo exposição Posto de Trabalho ou Atividade Indicativos de doenças na empresa Possíveis Danos à Saúde Medidas de Controle Existentes Fontes de Exposição Reservatório Vias de Transmissão Vias de Entrada Procedimentos pré e pós transfusionais Procedimentos pré e pós transfusionais Procedimentos pré e pós transfusionais Contato Contato Contato Técnico de Laboratório, Médico e Biologista. Técnico de Laboratório, Médico e Biologista Técnico de Laboratório. Médico e Biologista. Agência transfusional Agência transfusional Agência transfusional Contamina o fígado, provocando uma inflamação crônica ou aguda, principais sintomas são dores abdominais, febre (37ºC a 39ºC), icterícia e urina escura. Proteção Individual: Mascara cirúrgica; luva de procedimento; óculos de segurança e touca. Proteção Coletiva: Coletor de perfurocortante Sangue e fluídos corpóreos + superfícies ambientais Ambientais: equipamentos e materiais hematológicos Contato com sangue Parenteral, pele não íntegra, mucosas Contamina o fígado, provocando uma inflamação crônica ou aguda, principais sintomas são dores abdominais, febre (37ºC a 39ºC), icterícia e urina escura. Proteção Individual: Mascara cirúrgica; luva de procedimento; óculos de segurança e touca. Proteção Coletiva: Coletor de perfurocortante Sangue e fluídos corpóreos Ambientais: equipamentos e materiais hematológicos Contato com sangue infectante Parenteral, mucosa Infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune. Proteção Individual: Mascara cirúrgica; luva de procedimento; óculos de segurança e touca. Proteção Coletiva: Coletor de perfurocortante Sangue e fluidos corpóreos Ambientais: equipamentos e materiais hematológicos Contato com fluidos infectantes Parenteral, pele não íntegra, mucosas Transmissibilidade Alto Médio Baixo Patogenicidade Alta Moderada Alta Virulência Moderada Moderada Alta Persistência no Ambiente Possibilidade de Exposição Medidas Preventivas Aplicáveis Sim Não Não Moderada Precauções padrão, vacinação, imunoglobulina específica Precauções padrão Precauções padrão, profilaxia pós-exposição 6

7 GLOSSÁRIO Assintomático: Diz-se do estado que não há sintomas. Endemismo: Caráter ou qualidade de endêmico; endêmico: que é exclusivo de determinada região. GHE - Grupo Homogêneo de Exposição: Corresponde a um grupo de trabalhadores que experimentam exposição semelhante, de forma que o resultado fornecido pela avaliação da exposição de qualquer trabalhador do grupo seja representativo da exposição do restante dos trabalhadores do mesmo grupo*. Oligossintomática: Aquele que pode apresentar algum sintoma ou sua ausência. Patogenicidade: Capacidade do agente biológico em causar doença em um hospedeiro suscetível. Persistência do agente biológico no ambiente: Capacidade do agente biológico de permanecer fora do hospedeiro, mantendo a possibilidade de causar doença. Reservatório: É a pessoa, animal, objeto ou substância no qual um agente biológico pode persistir, manter sua viabilidade, crescer ou multiplicar-se, de modo a poder ser transmitido a um hospedeiro. Transmissibilidade: É a capacidade de transmissão de um agente a um hospedeiro. O período de transmissibilidade corresponde ao intervalo de tempo durante o qual um organismo pode transmitir um agente biológico. Virulência: É o grau de patogenicidade de um agente infeccioso. 7

8 AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS AMBIENTAIS Nº Risco GHE Probabilida de * (Tipo de Exposição) Severidade ** (Possíveis Danos à Saúde) Grau de Risco *** (Prioridade de Ação) Medidas de Controle Existentes Evidências da Existência**** Eficácia (Tabela A) Avaliação Quantitativa? Medidas Propostas 01 Técnico de Laboratório, Médico e Biologista Técnicas (EPC e EPI); Médicas e Administrativas Lista de Presença; Controle do CA / EPI; Relatórios Técnicos de Segurança 2 Não Avaliação contínua dos materiais e equipamentos 02 Técnico de Laboratório, Médico e Biologista Técnicas (EPC e EPI); Médicas e Administrativas Lista de Presença; Controle do CA / EPI; Relatórios Técnicos de Segurança 2 Não Avaliação contínua dos materiais e equipamentos 03 Técnico de Laboratório, Médico e Biologista Técnicas (EPC e EPI); Médicas e Administrativas Lista de Presença; Controle do CA / EPI; Relatórios Técnicos de Segurança 2 Não Avaliação contínua dos materiais e equipamentos *Tabela 1 Graduação da Exposição ** Tabela 2 Graduação dos Efeitos à Saúde *** Tabela 3 Grau de risco/prioridade **** Exemplo: Treinamentos periódicos Evidência: Lista de presença / EPI Evidência: CA / EPC Evidência: Inspeção controlada Tabela A Graduação da Eficácia das Medidas de Controle Existentes Categoria Eficácia das medidas de controle existentes 0 Eliminam o risco 1 Reduzem o risco eficazmente 2 Reduzem o risco, exigindo simples acompanhamento 3 Reduzem o risco, exigindo rigoroso acompanhamento 4 Medidas ineficazes, ineficientes ou impertinentes, ou inexistentes. METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS AMBIENTAIS 8

9 Categoria Adotou-se para a seleção dos métodos de reconhecimento de riscos e das prioridades as diretrizes básicas estabelecidas pela AIHA American Industrial Hygiene Association. Tabela 1 Graduação da exposição Descrição 0 Não há exposição Não há contato com o agente 1 Baixa exposição Infrequente contato com o agente à baixa concentração. 2 Moderada Freqüente contato com o agente à baixa concentração ou infrequente contato com o agente à alta concentração. 3 Alta exposição Freqüente contato com o agente à alta concentração. 4 Muito alta exposição Freqüente contato com o agente à muito alta concentração. Tabela 2 Graduação dos efeitos à Saúde Categoria Efeitos à saúde 0 Efeitos reversíveis de pouca importância ou nenhum agravamento à saúde conhecido. 1 Efeitos reversíveis à saúde 2 Efeitos severos, mas reversíveis à saúde 3 Efeitos severos e irreversíveis à saúde 4 Ameaça à vida ou incapacitação permanente. Prioridades de avaliação quantitativa e/ou de controle: Graduação dos efeitos à saúde Graduação da exposição 9

10 Tabela 3 Grau de risco/prioridade Grau de prioridade Ação requerida 1 Alto risco Requer ação imediata para a redução da exposição. 2 Elevado risco Requer ações de controle. 3 Moderado risco Requer ocasional avaliação quantitativa e ações de controle. 4 Baixo risco Requer a educação dos trabalhadores sobre as conseqüências de uma super exposição. 5 Mínimo risco Requer a informação dos trabalhadores. Fonte: AIHA 10

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