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1 27 de junho de 2014 Moore Stephens Auditores e Consultores ÍNDICE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA... 2 STJ veda uso de créditos de PIS e Cofins em sistema monofásico (Valor Econômico)... 2 Fisco esclarece sobre IR e CSLL de imobiliárias (Valor Econômico)... 3 Governo vai manter IPI reduzido para veículos (Valor Econômico)... 4 Empresas têm até segunda para declarar imposto de Renda (UOL Notícias)... 5 RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA... 6 Por que a Geração Y anda tão frustrada com a carreira? (Exame.com)... 6 Protagonismo é competência essencial no ambiente corporativo (RH Central)... 8 CONTABILIDADE / AUDITORIA... 9 A Inteligência do Fiscal Contábil (Portal Contábeis)... 9 Vilão dos escritórios de contabilidade, por que o Departamento Pessoal é dor de cabeça? (Portal Contábeis) OUTROS ASSUNTOS Governo amplia isenção de tributos para remédios (Folha de S.Paulo) Compra de dívida derruba ação da Portugal Telecom (Exame.com) Governo lança site nesta sexta para consumidor reclamar de empresas (UOL Economia) Argentina: cenário é de moratória iminente, dizem especialistas (O Globo) SOBRE A MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES A Moore Stephens é uma das maiores redes de auditoria, consultoria e outsourcing contábil do mundo (Top 10). Está presente em 105 países, com mais de 660 escritórios e cerca de colaboradores. No Brasil, em expansão, há mais de 300 profissionais e 30 sócios nas firmas-membro sediadas em: Belo Horizonte - Cuiabá - Curitiba - Florianópolis - Fortaleza - Joinville - Porto Alegre - Ribeirão Preto - Rio de Janeiro - Santa Maria - Campinas - São Paulo - Página 1

2 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA STJ veda uso de créditos de PIS e Cofins em sistema monofásico Por Bárbara Mengardo De Brasília As empresas tributadas pelo regime monofásico não podem obter créditos de PIS e Cofins para reduzir o pagamento da carga tributária ou obter restituição. A decisão foi tomada pela maioria dos ministros da 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após a análise do recurso de uma distribuidora de combustíveis. Presente em setores como o de bebidas, fármacos e de combustíveis, o regime monofásico determina que a primeira companhia da cadeia produtiva recolha as contribuições antecipadamente, em nome das empresas subsequentes. O sistema é semelhante ao da substituição tributária de ICMS. No processo, a Federal Distribuidora de Petróleo alegava ter direito aos créditos de PIS e Cofins. Dessa forma, poderia compensar tais créditos com valores a pagar de outros tributos federais, ou pedir o ressarcimento. Segundo a companhia, o creditamento está previsto no artigo 17 da Lei nº , de Pelo dispositivo, o uso seria permitido nas operações "efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência" de PIS e Cofins. A norma, dentre outros pontos, criou o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto) e alterou a tributação do mercado de capitais. O julgamento foi retomado com o voto-vista do ministro Ari Pargendler, para quem o regime monofásico não permite o creditamento. Com isso, manteve a decisão anterior do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, que engloba seis Estados do nordeste. Segundo Pargendler, a Lei nº não se aplica ao regime monofásico. O mesmo posicionamento é defendido pela Fazenda Nacional, que alega que o artigo nº 17 diria respeito apenas ao Reporto. O regime suspende o pagamento de diversos tributos na compra e importação de bens utilizados em portos e ferrovias. O assunto divide opiniões de advogados. Para o tributarista André Mendes Moreira, do Sacha Calmon Misabel Derzi Consultores Advogados, a norma realmente não se aplica ao regime monofásico. "A ideia [da sistemática monofásica] é não ter várias incidências com débitos e créditos ao longo da cadeia, mas a incidência única, sem créditos supervenientes", diz. O advogado que defende a distribuidora no caso, Arnaldo Rodrigues da Silva Neto, do Rodrigues Neto Advogados Associados, porém, afirma que, devido ao fato de a Lei não tratar apenas do Reporto, o creditamento não estaria restrito às empresas que integram o regime. "O artigo 17 é genérico, e não limitador", afirma. Segundo Silva Neto, a ação foi proposta preventivamente, antes de haver uma autuação. O placar final ficou em quatro votos a um à favor do Fisco. Apenas o relator do recurso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, posicionou-se de forma favorável à companhia, por entender que o dispositivo que garante o creditamento deve ser aplicado a todas as empresas. Para o advogado Júlio de Oliveira, do escritório Machado Associados, as empresas teriam direito ao crédito porque o valor dos tributos está inserido no preço das mercadorias comercializadas na cadeia produtiva. "Esse posicionamento do STJ implica aumento de carga tributária, porque no regime monofásico as alíquotas são majoradas", diz. Oliveira lembra que, ao contrário da substituição tributária, as normas que regem a sistemática monofásica não vedam o creditamento. De acordo com profissionais da área, processos relacionados ao tema são comuns. O advogado Julio César Soares, do Dias de Souza Advogados, atua em aproximadamente 40 casos semelhantes e diz que no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o entendimento também tem sido favorável ao Fisco. "Nos nossos casos batemos na tecla de que a forma de incidência [cumulativa ou não cumulativa] não tem a ver com a forma de apuração do tributo", diz. Apesar de o regime monofásico abarcar um grande número de companhias, Moreira acredita que a decisão desfavorável não afetará muitas empresas. Isso porque a maioria das empresas no regime monofásico não utilizam os créditos desses tributos. Fonte: Valor Econômico (27/06/2014) Página 2

3 Fisco esclarece sobre IR e CSLL de imobiliárias Por Laura Ignacio De São Paulo Sobre as receitas de juros e multa de mora - estabelecidos em contrato - decorrentes de atraso no pagamento de prestações relativas à comercialização de imóveis, obtidas por imobiliária optante do regime do lucro presumido, incidirá a alíquota de 8% para a determinação da base de cálculo do IRPJ e de 12% em relação à CSLL. Oito soluções de consulta da Receita Federal publicadas no Diário Oficial da União de ontem (de 4003 a 4010) orientam empresas do ramo imobiliário nesse sentido. Elas são vinculadas à Solução de Consulta da Coordenação-Geral de Tributação (Cosit) da Receita nº 151, de 9 de junho, que pacificou o entendimento do Fisco sobre o tema. A dúvida das empresas do ramo é se esses valores são considerados receitas de venda de imóveis ou receitas financeiras, o que mudaria a carga tributária. Além disso, a partir da entrada em vigor do novo padrão contábil internacional, as receitas decorrentes da atividade de incorporação imobiliária podem ser reconhecidas na entrega das chaves da unidade imobiliária. A Receita Federal esclarece que se a empresa é optante pelo regime de caixa, reconhecerá a receita de venda de unidades imobiliárias à medida do seu recebimento, independentemente da conclusão da unidade. Para Pedro Silva, consultor da Athros Auditores e Consultores, a orientação é importante para todas as companhias do setor de construção que optam pelo lucro presumido. Por meio desse regime, a empresa pressupõe um valor aproximado de lucro para calcular e recolher o imposto trimestralmente. Segundo ele, se os valores recebidos como multa e juros de mora fossem considerados como receita financeira, seriam incluídos integralmente na base de cálculo do IRPJ e da CSLL. "As soluções são relevantes pelo fato de ser comum os adquirentes atrasarem o pagamento de prestações", afirma. "Os juros incidentes sobre as parcelas, que não correspondam ao atraso, já são tratados dessa forma ", afirma. Fonte: Valor Econômico (27/06/2014) Página 3

4 Governo vai manter IPI reduzido para veículos Por Cristiano Romero, Daniel Rittner e Eduardo Laguna De Brasília e São Paulo O governo vai prorrogar o desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. Diante da crise vivida pelo setor, não haverá mais a recomposição das alíquotas, nem mesmo parcial. Ainda não está definido por quanto tempo haverá extensão do benefício, mas a expectativa oficial é de que isso ajude a indústria automotiva a driblar o momento de queda nas vendas e demissões, não só nas montadoras mas também nas fábricas de autopeças. Se não houvesse a prorrogação do desconto, a alíquota para carros com motor 1.0, atualmente em 3%, deveria aumentar para 7% a partir de 1º de julho. O percentual estava em 2% até dezembro do ano passado. Para carros entre 1.0 e 2.0 (com motor flex), o IPI subiu de 7% para 9% no início de 2014, e agora retornaria aos 11%. Automóveis com o mesmo motor, mas movidos apenas a gasolina, teriam a alíquota elevada dos atuais 10% para 13%. Até o fim do ano passado, estava em 8%. Os veículos utilitários pagam 3% - eram 2% até dezembro - e voltariam à alíquota original de 8%, caso não houvesse a decisão do governo. A prorrogação do desconto do IPI e o novo acordo automotivo com a Argentina acabaram sendo as únicas medidas possíveis para incentivar o setor. O governo também estudava ações de estímulo ao crédito para dar fôlego às vendas financiadas e chegou a pensar em um mecanismo de afastamento temporário dos trabalhadores, mas nada foi adiante. Decidiu-se, então, pela manutenção do imposto reduzido. Como já era esperado, a venda de carros no país caiu ainda mais com o início da Copa do Mundo. Números preliminares mostram queda de 19,6% nos emplacamentos em junho, comparado ao mesmo período do ano passado. Em relação a maio, o recuo é de 5,4% até agora. Segundo uma fonte com acesso aos licenciamentos diários, 214,6 mil veículos - entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus - haviam sido emplacados até a quarta-feira passada. Com isso, o recuo das vendas no acumulado do ano, que era de 5,5% até maio, aprofundou-se e alcançou 7,6% quando se inclui os dados parciais de junho. Fonte: Valor Econômico (27/06/2014) Página 4

5 Empresas têm até segunda para declarar Imposto de Renda Por Cristiane Capuchinho Termina às 23h59 de segunda-feira (30) o prazo para empresas entregarem o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica A declaração de rendimentos de empresas privadas, DIPJ, deve ser feita pela internet. Pessoas jurídicas privadas estão obrigadas a apresentar a declaração, com exceção de micro e pequenas empresas que aderiram ao Simples Nacional --o prazo para entrega de declaração do imposto único terminou no dia 31 de maio. "As pessoas jurídicas devem apresentar sua DIPJ independentemente de terem pago ou não imposto de renda. Vale ressaltar que estão inclusas entidades imunes e isentas, como ONG's [organizações não governamentais]", afirma Rogério Kita, sócio da empresa contábil PKF NK. Este ano são esperadas 1,5 milhão de declarações, segundo a Receita Federal. Até a última quarta-feira (24) apenas 687 mil empresas haviam enviado suas declarações. Programa deve ser baixado no site da Receita O programa gerador da DIPJ 2014 está disponível para download na página da Receita. As declarações deverão ser transmitidas pelo programa Receitanet, mas é necessário usar certificado digital válido, assinatura eletrônica vendida por empresas certificadas. Quem não entregar a declaração no prazo estará sujeito a multa de 2% ao mês sobre o montante do IRPJ (Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica) informado, limitada a 20% do total. Declarações com informações incorretas serão penalizadas com taxa de, no mínimo, R$ 500 ou de R$ 20 para cada grupo de dez informações erradas. No caso de pessoas jurídicas extintas, cindidas parcialmente, cindidas totalmente, fusionadas, incorporadoras ou incorporadas, o prazo de entrega é o último dia útil do mês seguinte em que os processos de extinção, cisão, fusão ou incorporação aconteceram. Declaração deve ser substituída por escrituração digital Este deve ser o último ano em que as empresas de lucro presumido e lucro real terão de entregar a DIPJ, segundo Luiz Fernando Nóbrega, do CFC (Conselho Federal de Contabilidade). A partir de 2015 entra em vigor a Escrituração Fiscal Digital do IRPJ, que deve substituir esse modelo de envio. Fonte: UOL Notícias (27/06/2014) Página 5

6 RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA Por que a Geração Y anda tão frustrada com a carreira? Por Camila Pati São Paulo - Seis jovens, seis caminhos distintos com duas características que se repetem: distração e um quê de frustração. Em comum, eles têm as sessões com o mentor, figura responsável por ajudar a ressignificar escolhas e redefinir rumos a partir da descoberta de valores e do propósito de vida. Essa é a proposta do novo livro de Sidnei Oliveira, Conectados Mas Muito Distraídos (Integrare Editora). A ideia é fazer uma provocação. Estamos vivendo um tempo de transformação, nunca estivemos tão conectados, mas a qualidade desta conexão é superficial, explica. Daí a distração citada por Oliveira. O acesso a todo tipo de informação é amplo e quase imediato, mas a atenção anda bem rasa. Por isso, segundo o autor, que está presente no livro no papel de mentor dos seis jovens, as oportunidades podem passar ao lado, sem serem percebidas por eles. É o que Oliveira tem visto acontecer e que o motivou a escrever o livro, definido por ele como um tratado sobre a mentoria. Os jovens são fictícios, diz, mas construídos a partir de pessoas e histórias reais. A Geração Y vai se reconhecer, diz. Mas, não é só a distração que explica a frustração que tem permeado a vida profissional de tantos representantes da Geração Y. Segundo Oliveira, outros aspectos também contribuem para este cenário de desmotivação. Confira quais: Disputa com veteranos Nunca uma geração de jovens teve de disputar tanto por um espaço na sociedade com a atual, escreve Sidnei Oliveira, logo na introdução do livro. Com o aumento da expectativa de vida, profissionais veteranos, na casa dos 45 e 60 anos, pertencentes, portanto, a gerações anteriores à Y, continuam ativos no mercado. E mais: esses profissionais voltaram a estudar e não perderam competitividade porque aprenderam a lidar com as novas tecnologias. Assim, a vantagem da familiaridade com ambientes digitais, antes exclusividade dos jovens, está - nas palavras do autor - sumindo. Cobrança para superar pais Por ter tido mais recursos e privilégios, o jovem se sente na obrigação de superar seus pais. Protegidos, eles foram menos expostos a condições desfavoráveis e, com isso, há uma cobrança para que sejam fantásticos na carreira. Sentem que precisam ser espetaculares e essa pressão está embarcada dentro das suas próprias expectativas, diz Oliveira. Nesse ponto, a frustração também surge quando o ritmo esperado para as coisas aconteceram na carreira deste jovem não atende às expectativas que ele criou. A frustração de um dos personagens do livro, Tales, é um exemplo. Vendo-se com mais de 30 anos, o jovem se sentia muito mal por ainda morar na casa da mãe e não ter nada, como explica durante a sessão de mentoria. Muitos jovens trabalham com a ideia de ter todos os aspectos da vida solucionados antes dos 30 anos. Não admitem que não sejam gerentes antes dessa idade, diz Oliveira. E no meio disso tudo, ainda precisam ser felizes e seguirem seus sonhos. Imediatismo Na prática, o que eu vejo são muitos jovens com essa vontade de dar certo rápido e que, por isso, decidem buscar atalhos, diz Oliveira. Assim, o imediatismo acaba tendo um peso maior do que a estratégia. E há quem se dê mal por sair dos trilhos e tentar o caminho mais curto até o sucesso. É o caso do personagem Tales, que embarca na onda do marketing de rede, sem prestar atenção nos riscos da escolha. Falta de percepção do impacto das escolhas Uma das missões do mentor dos jovens no livro é ajudá-los a tomar a rédeas de suas vidas. É um convite para que sejam protagonistas, diz Oliveira. O autor diz ter percebido que, muitas vezes, os jovens não se dão conta do impacto de suas próprias escolhas. Um exemplo é o de uma das personagens. Judith deixou as aulas de inglês durante o intercâmbio para viajar com o namorado, em clima de aventura. Página 6

7 Resultado: voltou ao Brasil sem dominar o inglês, seu objetivo inicial com a viagem. Por isso dizia que o intercâmbio foi tempo perdido. Nesse caso, eu sempre gosto de citar uma frase: como é que toda vez que me apunhalam pelas costas, minhas digitais estão na faca?, diz o autor. A frase, aliás, dá nome ao livro do psicólogo e administrador Jerry B. Harvey, editado no Brasil pela Jose Olympio. Fonte: Exame.com (27/06/2014) Página 7

8 Protagonismo é competência essencial no ambiente corporativo Reclamar da sorte, da vida, dos clientes e nada fazer para mudar a situação é um quadro típico de vitimização que, segundo Edson Carli, especialista em carreira e idealizador do Método CARMA (Career Relationship Management), é um dos males corporativos do mundo moderno. Ela é consequência da ausência de estímulo ao protagonismo que, por sua vez, só se manifesta na presença dos desafios ou antagonismos. Somente com o desafio claro (formação do antagonista) surgirão as condições para a existência do protagonismo. No ambiente de trabalho, para que isso aconteça, é fundamental a existência de contextos de negócios, propósitos de ação e metas, explica Edson. O desenvolvimento do protagonismo não é, no entanto, uma responsabilidade exclusiva da empresa. Pelo contrário, a mudança de comportamento depende, única e exclusivamente, do próprio profissional, que precisa querer ultrapassar a barreira da inércia emocional. Esse tipo de colaborador espera que a empresa forneça mais que condições ideais de trabalho passivamente aguarda que ela ensine novas competências. Empresas que contam com profissionais protagonistas economizam em iniciativas de capacitação, reduzem custos de gestão e aumentam o nível de satisfação no clima organizacional, garante Edson Carli. Os protagonistas são aqueles que tomam atitudes e executam suas decisões, seja para mudar uma situação ou para impedir que mudem algo que os agrada. Em alguns casos, o protagonismo pode ser confundido com arrogância, pois ele tende a gerar um alto nível de autoconfiança e determinação. Apesar de ser uma característica essencial no ambiente de trabalho, Edson acredita que o protagonismo deve ser trabalhado desde cedo, inclusive nas escolas. Um bom exemplo de formação protagonista (responsável por suas escolhas) são as ações ligadas ao Escotismo que estimula a responsabilidade nas crianças. Grandes personalidades do mundo como Gandhi, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá e até mesmo o Pontífice Francisco I são exemplos de protagonistas. Eles são pessoas doadas aos demais, pessoas conscientes de seus papéis na sociedade e protagonistas de suas vidas, explica Edson. Fonte: RH Central (artigo consultado em 27/06/2014) Página 8

9 CONTABILIDADE / AUDITORIA A Inteligência do Fiscal Contábil Por Sandro Airton dos Santos A evolução da profissão do Departamento Fiscal, seus desafios e suas oportunidades para o perfil de uma carreira de excelentes profissionais. Da época em que o departamento fiscal apenas fazia as notas fiscais a caneta, para em seguida escriturar também manualmente no livro registro de entradas e saídas, de fazer aquelas duas sominhas conciliatórias na calculadora para se certificar o valor total do faturamento dos clientes, para enfim datilografar a guia de pagamento, hoje comparo um profissional que atua neste mesmo departamento fiscal, tendo que se atualizar diariamente devido a enxurrada de normas legislativas que tratam dos procedimentos do seu setor, da instituição do Decreto de 22/01/2007 que criou o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), fazendo com que este profissional começasse a adentrar a um mundo totalmente novo da era digital, dos primeiros arquivos com 1000 (mil) erros, logo as instituições de outras obrigações acessórias, como o EFD Contribuições e SPED Contábil, levando a esta profissional a um nível de aperfeiçoamento e acompanhamento do sistema tributário nacional, que faz com que este colaborador consiga desenvolver e interpretar situações de extremas pressões, mas este trabalho nunca foi e nem será em vão, o Analista Fiscal hoje em dia é um integrante dentro das empresas que está gabaritado, para atuar e auxiliar os procedimentos e rotinas das empresas, ajudando tecnicamente os setores de faturamento, financeiro e comercial, aos clientes e fornecedores, ao setor de almoxarifado e estoques e aquele membro indispensável para a contabilidade quando o quesito é conciliar os saldos a pagar ou os saldos a crédito. Tenho muita honra e orgulho de trabalhar no Fiscal, pois assim como eu, há uma grande quantidade de talentos se desenvolvendo, se qualificando e se aprimorando dentro das empresas que estão preparados sim para um futuro promissor, futuro este que vislumbro com a reforma tributária e a diminuição de tanto retrabalho efetuado apenas para atender a voracidade informativa e arrecadatória do governo, quando chegar a este tempo, o profissional fiscal estará apto em usar a sua Inteligência Fiscal a favor da empresa, trabalhará para a sua gestão, para a melhoria contínua da qualidade, sobrevivência e desenvolvimento em ambientes de extremas concorrências. Fico triste é de ver alguns empregadores ainda com uma mentalidade antiga de exploração e de não reconhecimento destes profissionais, o cenário estará mudando, e também irá exigir destes seres proprietários de negócios reformularem seus conceitos e começarem a visualizar a equipe da contabilidade com um investimento de diferenciação e evolução, criando uma habilidade que será muito valiosa no futuro, que será a habilidade da inteligência e dos destemidos que enxergam os obstáculos e desafios impostos como grandes oportunidades de crescimento. Fonte: Portal Contábeis (27/06/2014) Página 9

10 Vilão dos escritórios de contabilidade, por que o Departamento Pessoal é dor de cabeça? Por Eder Silveira Foi-se o tempo que as tarefas do Departamento Pessoal se resumiam em controlar a documentação dos trabalhadores, calcular a folha e emitir as guias de recolhimento. No dia a dia dos escritórios de contabilidade esse setor passou a ser um vilão devido aos transtornos e dores de cabeça que acabam gerando, é um setor sensível e se não for bem executado acaba criando transtornos na relação cliente x escritório. O serviço principal do escritório é a contabilidade, essa é a atividade fim que gerou a ação de criar o escritório, nessa área geralmente o próprio responsável se envolve diretamente nas operações, a área fiscal está muito integrada na contabilidade e ter conhecimento da legislação permite ao escritório orientar o seu cliente sobre a correta carga tributária e assim diminuir seus custos. A área trabalhista acaba fazendo parte das tarefas do escritório mas não está diretamente ligada a contabilidade e fiscal e normalmente não é o motivo de o cliente ter procurado o escritório. Quantas vezes um cliente procurou o seu escritório para fazer apenas o departamento pessoal sem lhe passar também a contabilidade? Principais dificuldades: - Rotatividade: encontrar bons profissionais não é fácil e fica ainda pior quando o escritório não consegue ter estabilidade pois precisa estar contratando e treinando frequentemente; - Empresas com setor de Recursos Humanos: o profissional tende a escolher as empresas que possuem setor de recursos humanos por oferecerem salários maiores, plano de carreira e investimentos em treinamento; - Assiduidade: se o escritório tiver apenas um funcionário para o departamento pessoal e este faltar o serviço terá que ser substituído por outro funcionário mesmo se este não dominar a área; - Custos com treinamento: o ideal seria o escritório ter condições de investir em treinamentos mas além dos custos existe o risco de perder o funcionário e ter que recomeçar o processo de admitir e treinar novamente; - Perda de produção: as redes sociais acabam tirando a produtividade dos funcionários e não adianta bloquear o acesso a internet apenas, pois está presente nos celulares, tablets, etc; - Perda de clientes: se a folha de pagamento estiver com problemas inevitavelmente irá gerar transtornos com o cliente, esse transtorno pode tornar inviável a continuidade do contrato e o cliente romper com o escritório. O que fazer? Existe algumas alternativas para o escritório superar essas dificuldades e melhorar o seu departamento pessoal: - Mudança na política de treinamentos: ao invés de pagar treinamentos externos onde o funcionário irá aprender fora do escritório, investir em material que possa ficar no escritório, material em vídeo, livros, etc e criar uma política interna para que o funcionário tenha que dedicar algumas horas por semana para estudar; - Salário e bônus por produção: oferecer salário e/ou bônus que complementem o salário e que permita ao funcionário uma remuneração acima da concorrência; - Terceirização da folha: provavelmente a solução mais barata e também com maior assertividade onde o escritório delega a operação dos processos da sua folha de pagamento para especialistas e assegura o cumprimento de prazos, resultados e redução de custos para o escritório. As rotinas trabalhistas são importantes, são essenciais mas não são estratégicas para o escritório crescer. Nesse momento em que os escritórios estão sobrecarregados de obrigações fiscais, contábeis e trabalhistas é necessário pensar em alternativas que possam gerar mais fôlego para o negócio. Fonte: Portal Contábeis (26/06/2014) Página 10

11 OUTROS ASSUNTOS Governo amplia isenção de tributos para remédios O governo Dilma Rousseff (PT) decidiu ampliar a lista de substâncias utilizadas na fabricação de remédios que ficam livres da cobrança de parte dos tributos. O impacto esperado, na prática, é uma redução de pelo menos 12% nos preços dos medicamentos que contêm as substâncias beneficiadas. A decisão do governo Dilma ocorre a pouco mais de três meses das eleições e sete anos após a última atualização dessa lista, ocorrida em 2007, no governo Lula. Segundo a Folha apurou, a nova relação vai ser publicada nesta sexta (27), contendo cerca de 160 itens. O antibiótico amoxicilina -- usado, por exemplo, em casos de amigdalite-- é um dos que devem ser beneficiados. A indústria, que vinha fazendo pressão havia anos pela atualização da lista, tinha a expectativa de que esse novo rol incluiria até 340 itens. A chamada "lista positiva" existe desde 2001 e reúne princípios ativos de remédios tidos como prioritários e, muitos, de uso contínuo, como antialérgicos, vacinas e remédios contra o câncer. Remédios que contenham as substâncias dessa lista têm os tributos PIS/Cofins zerados. Por isso esse impacto de 12% no preço, de acordo com a indústria. Nos cálculos do governo, a atualização vai gerar uma renúncia fiscal da ordem de R$ 20 milhões em um ano. Os produtos beneficiados são medicamentos de tarja vermelha ou preta. Cabe à câmara oficial que regula os preços dos remédios garantir que as reduções tributárias sejam integralmente refletidas nos preços fixados como teto para os produtos. E a indústria afirma que, por questões de concorrência no mercado, essas reduções são repassadas ao consumidor nas farmácias e aos governos nas compras públicas. Em ofício a uma entidade do setor em 2011, o Ministério da Saúde afirmou que já havia pedido à área econômica do governo urgência na atualização da lista. Segundo a indústria, a lacuna impediu a redução de preços de remédios com substâncias novas e gerou uma competição desleal entre produtos com indicações médicas semelhantes, mas que tinham tributação diferente. No início do mês, o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo) foi ao STF (Supremo Tribunal Federal) na tentativa de que a Justiça determinasse à presidente Dilma Rousseff a publicação de uma nova lista. Não há, hoje, uma regra que defina a periodicidade da revisão. "Vai baixar preço e ampliar acesso, além de evitar a concorrência desleal desses produtos que têm isenção fiscal contra os que não têm", diz Nelson Mussolini, presidente-executivo da entidade. Nas contas do sindicato, a redução de preço nas farmácias e compras públicas pode chegar a 33% em média, pois, ao zerar os tributos, haverá um impacto na cobrança do ICMS pelos Estados. Reginaldo Arcuri, presidente-executivo do grupo FarmaBrasil, diz que várias entidades do setor vinham negociando, nos últimos dois anos, a atualização da lista com o governo federal. (JOHANNA NUBLAT, NATUZA NERY, JULIA BORBA E SOFIA FERNANDES) Fonte: Folha de S.Paulo (27/06/2014) Página 11

12 Compra de dívida derruba ação da Portugal Telecom Por Filipa Cunha-Lima e Andrei Khalip Sexta-feira depois que a empresa anunciou que havia comprado 900 milhões de euros em dívidas emitidas por uma holding da família do português Banco Espírito Santo, que tem estado sob escrutínio por irregularidades em outra holding. Maior banco listado de Portugal, o Banco Espírito Santo (BES), que era controlado pela família Espírito Santo até uma emissão de ações neste mês, é o maior acionista da Portugal Telecom, com uma fatia de 10 por cento. Por sua vez, a Portugal Telecom detém cerca de 2 por cento do Banco Espírito Santo. "Obviamente, esta queda da PT é devido à reação do mercado à notícia da PT refinanciando a si própria através da dívida de sua principal acionista, o que tem impacto reputacional", disse Albino Oliveira, analista da Fincor em Lisboa. "A PT poderá desta forma se colocar sob possível escrutínio dos reguladores... Não podemos esquecer que isto está acontencendo no contexto de um constante fluxo de notícias negativas envolvendo o BES." Um porta-voz da Portugal Telecom disse mais cedo que a empresa tinha comprado 900 milhões de euros em títulos comerciais emitidos pela RioForte, uma empresa holding da família Espírito Santo, antes de sua fusão com a brasileira Oi. Antes de sua emissão de ações, o BES alertou para irregularidades financeiras graves em outra empresa holding da família Espírito Santo, a Espírito Santo International, que detém 100 por cento da RioForte. Fonte: Exame.com (27/06/2014) Página 12

13 Governo lança site nesta sexta para consumidor reclamar de empresas O governo federal, por meio do Ministério da Justiça, vai lançar nesta sexta-feira (27) um site para os consumidores registrarem reclamações virtualmente. As empresas terão um prazo de dez dias corridos para responder às queixas. Uma versão de testes do site já está no ar. O serviço, gratuito, estará disponível inicialmente para consumidores dos seguintes Estados: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal. Até 1º de setembro de 2014, o serviço será ampliado para todo o país. A ideia, de acordo com o Ministério da Justiça, é buscar soluções para conflitos de consumo que não foram resolvidos pelos canais de atendimento das empresas. Queixas poderão ser vistas por outros consumidores Para registrar uma queixa, o consumidor precisará, primeiro, preencher um cadastro com dados pessoais. Depois, ele deverá digitar o nome da empresa contra a qual quer registrar uma reclamação (caso não encontre essa empresa no site, ele poderá sugerir sua inclusão). Depois de preencher os dados, ele precisará escrever sua queixa. Poderá, ainda, enviar anexos, como documentos ou imagens, que comprovem o problema. A reclamação será pública, ou seja, poderá ser vista por qualquer pessoa que acessar o site. Os dados pessoais do consumidor, porém, não serão mostrados. O site vai intermediar a comunicação do consumidor com a empresa. Ela terá dez dias corridos para enviar uma resposta. Quem fez a queixa poderá, depois, dizer se a resposta atendeu à sua expectativa ou não. O fato de uma empresa não responder ou não resolver um problema do consumidor não deverá resultar em multa ou outra providência direta do Ministério da Justiça. Os registros do site, porém, poderão servir de base para medidas a serem tomadas pelo órgão para coibir abusos contra o consumidor. Os detalhes da atuação do ministério serão divulgados nesta sexta (27). Desempenho das empresas será avaliado por indicadores O Ministério da Justiça vai divulgar, ainda, indicadores com base nas reclamações registradas no site. O desempenho das empresas será classificado de acordo com índices de solução de problemas e satisfação dos clientes, entre outros critérios. O projeto foi elaborado pelo Ministério da Justiça como parte do Plano Nacional de Consumo e Cidadania, lançado em 15 de março de Fonte: UOL Economia (26/06/ h22) Página 13

14 Argentina: cenário é de moratória iminente, dizem especialistas Para economista que negociou dívida brasileira, país é vítima do próprio veneno Por Nice de Paula / Janaína Figueiredo, Correspondente RIO e BUENOS AIRES - O cenário hoje para a Argentina é de moratória, afirmam especialistas. Mesmo que o calote técnico só seja decretado 30 dias após o vencimento, dificilmente o país conseguiria obter financiamento em um prazo tão curto. O ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman pondera que sempre existe a possibilidade de a Argentina tentar renegociar as dívidas não honradas, trocando os papéis dos credores que aceitaram renegociar por outros, com vencimento futuro. O problema é que eles não têm muito tempo para fazer isso, e nenhum banco estaria disposto a ajudar nessa operação. A situação do país está para lá de delicada afirma. Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-presidente do BC, diz que a Argentina está sendo vítima de seu próprio veneno. A Argentina está num córner muito grave, reflexo da estratégia de virar as costas para o mercado financeiro internacional e fazer uma moratória unilateral. São decisões que podem gerar dividendos políticos a curto prazo, mas depois geram um custo social brutal para o país. A Argentina virou as costas para o Fundo Monetário Internacional (FMI), rompeu com o Clube de Paris, ignorou credores e virou um pária do mercado financeiro internacional: perdeu acesso a recursos privados, não recebe investimentos, não tem reservas para honrar pagamentos da dívida externa, e isso vai levar o país a uma recessão profunda diz Langoni, que foi responsável pela renegociação da dívida brasileira, na época da moratória de Segundo ele, a Argentina está em uma situação muito diferente da do Brasil, que mesmo quando precisou renegociar as dívidas sempre manteve o direito de as multinacionais fazerem suas remessas de lucros e fez acordos negociados, com o aval do FMI. Além disso, explica Langoni, a decisão da Justiça americana abre caminho para que outros credores do país reivindiquem tratamento semelhante, o que pode gerar uma fatura extra de cerca de US$ 15 bilhões. Segundo o economista e ex-secretário da Indústria da Argentina Dante Sica, a Casa Rosada está criando uma situação dramática sem necessidade. Estamos falando de um pagamento que representa 2% de nosso PIB. Poderíamos perfeitamente chegar a um acordo como fizemos com a Repsol e o Clube de Paris, pagar em bônus argumentou Sica, diretor da consultoria Abeceb. Para ele, toda esta confusão afugentará investimentos e terá consequências negativas para o país : O governo sabe que terá de pagar e está buscando, simplesmente, dissimular esse pagamento. É como quando você está perdendo um jogo de futebol e no último minuto vai e dá um chute no juiz. INFLUÊNCIA NO COMÉRCIO BILATERAL Mas tanto Langoni como Schwartsman ressaltam que uma moratória argentina não terá grande impacto sobre o Brasil, porque o país não sofre mais o efeito de contágio dos problemas dos vizinhos ou do mesmo patamar econômico, dizem. A maior consequência seria sobre o comércio bilateral, mas a Argentina terá que manter esse comércio, porque ele gera muitos empregos lá afirma Langoni. Schwartsman também diz que o maior impacto seria sobre as exportações brasileiras. Os argentinos hoje respondem por cerca de 8% das vendas externas totais do Brasil, sendo que nos produtos manufaturados essa fatia sobe a 20%. Há mais de dez anos não há mais efeito de contaminação, os dois países seguiram caminhos distintos diz Schwartsman. Fonte: O Globo (27/06/2014) **************************************************** Página 14

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