I. O CONHECIMENTO CIENTÍFICO

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1 I. O CONHECIMENTO CIENTÍFICO 1. Conhecimento Genericamente, o conhecimento pode ser conceituado como apreensão intelectual de um fato ou de uma verdade, como o domínio (teórico ou prático) de um assunto, uma arte, uma ciência, uma técnica, etc O que é conhecer? Conhecer é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno qualquer. O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos. Entre todos os animais, nós, os seres humanos, somos os únicos capazes de criar e transformar o conhecimento; somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos, por diversos meios, numa situação de mudança do conhecimento; somos os únicos capazes de criar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele registrar nossas próprias experiências e passar para outros seres humanos. Essa característica é o que nos permite dizer que somos diferentes dos gatos, dos cães, dos macacos e dos leões. Ao criarmos este sistema de símbolos, através da evolução da espécie humana, permitimo-nos também ao pensar e, por conseqüência, a ordenação e a previsão dos fenômenos que nos cerca Conhecer e pensar Decididamente, pode-se dizer que os humanos se diferenciam do animal que não possui inteligência simbólica pela capacidade que o homem e a mulher têm de pensar e,ao fazê-lo, problematizar o seu entorno físico e cultural. Entorno físico identifica-se com a natureza natural. O entorno cultural refere-se a tudo que o humano produz ao ser, estar e agir no mundo. Enquanto o humano interfere naquela realidade natural e a modifica, os outros animais apenas são predominantemente adaptativos ao ambiente em que se encontram. Um exemplo que ilustra com simplicidade essa constatação é o caso do João-de-barro, o passarinho que, desde que existe na face da Terra, constrói a mesma moradia. Você já viu a casa do joão-de-barro. Se viu, notou que, aquilo que nele, aparentemente, resulta de uma inteligência simbólica, é, na verdade, produto de uma programação instintiva, da qual o joão-de-barro não foge e à qual ele obedece às cegas. O humano começou morando em cavernas. Mas, ao contrário do joão-de-barro, fez choças e cabanas. Passos à frente o levaram a fazer casas de madeira, tijolos e cimento. Atualmente, ele utiliza estruturas sofisticadíssimas para construir todo tipo de moradia: edifícios altíssimos e casas que tentam ser à prova de terremotos e furacões. Por que o humano progrediu e o joão-de-barro, não? Uma pista para respondermos essa pergunta é o fato de que o homem e a mulher, à medida que iam explorando seu objeto, a casa, eles também iam pensando sobre ele e problematizando a arte de fazer casa, coisa que o joão-de-barro, até onde sabemos, não dá conta de realizar. Conclusão: pensar, sentir, problematizar e agir são ações importantíssimas no processo de produzir informações, conhecimentos e saberes. 2. Tipos de conhecimento Na literatura especializada em metodologia científica, encontram-se classificações para os diferentes tipos de conhecimentos. Em geral, constuma-se utilizar a seguinte classificação: 2.1. Conhecimento popular (ou conhecimento empírico, vulgar ou senso-comum) 1

2 É o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentivas, ou seja, o conhecimento adquirido através de ações não planejadas. Exemplos: 1) A chave está emperrando na fechadura e, de tanto experimentarmos abrir a porta, acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de girar a chave sem emperrar. 2) Criar software sem capacitação técnica ou superior, baseado em tentativa e erro. O conhecimento popular se baseia em opiniões não comprovadas ou resultantes apenas das experiências do dia-a-dia. Esse tipo de conhecimento é o necessário para a vivência do cotidiano, pois através dele é possivel verificar o presente e fazer previsões sobre o que poderá ser feito no futuro, baseando-se na experiência e sendo transmitido pela tradição cultural. Sua aquisição independe de estudos e pesquisas ou da aplicação de métodos, também podendo ser adquirido por meio de experiências casuais, mediante acertos e erros. Nesse nível de conhecimento, não há uma preocupação das pessoas em estabelecer relações significativas entre os fatos nem em interpretá-los, tendendo, assim, à formação de imagens fragmentárias da realidade. O conhecimento popular é considerado prático, estando suas informações relacionadas diretamente às ações humanas corretas. O conhecimento popular caracteriza-se por ser predominantemente: a) Superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas: expressa-se por frases como porque o vi, porque o senti, porque o disseram, porque todo mundo o diz ; b) Sensitivo, ou seja, referente a vivências, estado de ânimo e emoções da vida diária; c) Subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos, tanto os que adquire por vivência própria quanto os por ouvi dizer. d) Assistemático, pois esta organização das experiências não visa a uma sistemátização das ideías, nem na forma de adquirí-las nem na tentativa de validá-las; e) Acrítico, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica Conhecimento filosófico O conhecimento filosófico é racional. Baseia-se na especulação em torno do real, tendo como objeto a busca da verdade. Por isso, diz-se que é uma atitude. Ele é sistemático, mas não experimental. Vai à raiz das coisas e é produzido segundo o rigor lógico que a razão exige de um conhecimento que se quer buscando a verdade do existente. Caracterizado por colocar-se acima das particularidades para captar o aspecto global e essencial das coisas. Centrado unicamente na razão humana. Procura o certo e o errado tendo a razão humana como fundamentação. É metódico, sistemático, crítico, indagativo, radicalmente profundo e universal. Nessa busca, o conhecimento filosófico busca os "porquês" de tudo o que existe. É ativo, pois coloca o humano em busca de respostas para as inúmeras perguntas que ele próprio pode formular. Exemplos: Quem é o homem? De onde ele veio? Para onde ele vai? Qual é o valor da vida humana? O que é o tempo? O que é o sentido da vida? O conhecimento filosófico é fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência. 2

3 Exemplos: 1) "O homem é a ponte entre o animal e o além-homem" (Friedrich Nietzsche); 2) Em primeiro lugar, risco afeta acontecimentos futuros. Presente e passado não preocupam, pois o que colhemos hoje já foi semeado por nossas ações anteriores. A questão é mudando nossas ações hoje, podemos criar oportunidade para uma situação diferente e possivelmente melhor para nós amanhã? Isso significa, em segundo lugar, que risco envolve mudança, como por exemplo, mudança de pensamento, opinião, ações ou lugares..., e em terceiro lugar, o risco envolve escolha e a incerteza que a própria escolha envolve. Assim, paradoxalmente, o risco, como a morte e os impostos, é uma das poucas certezas da vida. (Robert Charette) Conhecimento religioso ou teológico Conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser confirmado ou negado. Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo. Exemplos: 1) Acreditar que alguém foi curado por um milagre; 2) Acreditar em Duende; 3) Acreditar em reencarnação; 4) Acreditar no espiritismo. Também denominado teológico ou mítico, o conhecimento religioso parte do princípio de que as verdades de que trata são infalíveis ou indiscutíveis, pois se tratam de revelações da divindade (sobre-natural). A adesão das pessoas constitui-se em um ato de fé, já que a visão sistemática do mundo é interpretada como resultante da ação de um criador divino, cujas evidências não se colocam em dúvida nem se procura verificar. As posições dos teólogos são fundamentadas em textos considerados sagrados Conhecimento científico Ao se falar em conhecimento científico, o primeiro passo consiste em diferenciá-lo de outros tipos de conhecimento existentes. Para tal, analisemos uma situação histórica, que pode servir de exemplo. Desde a Antiguidade, até aos nossos dias, um camponês, mesmo iletrado e/ou desprovido de outros conhecimentos, sabe o momento certo da semeadura, a época da colheita, a necessidade da utilização de adubos, as providências a serem tomadas para a defesa das plantações de ervas daninhas e pragas e o tipo de solo adequado para as diferentes culturas. Tem também conhecimento de que o cultivo do mesmo tipo, todos os anos, no mesmo local, exaure o solo. Já no período feudal, o sistema de cultivo era em faixas: duas cultivadas e uma terceira "em repouso", alternando-as de ano para ano, nunca cultivando a mesma planta, dois anos seguidos, numa única faixa. O início da Revolução Agrícola não se prende ao aparecimento, no século XVIII, de melhores arados, enxadas e outros tipos de maquinaria, mas à introdução, na segunda metade do século XVII, da cultura do nabo e do trevo, pois seu plantio evitava o desperdício de deixar a terra em pousio: seu cultivo "revitalizava" o solo, permitindo o uso constante. Hoje, a agricultura utiliza-se de sementes selecionadas, de adubos químicos, de defensivos contra as pragas e tenta-se, até, o controle biológico dos insetos daninhos. Mesclam-se, neste exemplo, dois tipos de conhecimento: o primeiro, vulgar ou popular, geralmente típico do camponês, transmitido de geração para geração por meio da educação informal e baseado em imitação e experiência pessoal; portanto, empírico e desprovido de conhecimento sobre a composição do solo, das causas do desenvolvimento das plantas, da natureza das pragas, do ciclo reprodutivo dos insetos etc.; o segundo, científico, é transmitido por intermédio de treinamento apropriado, sendo um conhecimento obtido de modo racional, conduzido por meio de procedimentos científicos. Visa explicar por que e como os fenômenos ocorrem, na tentativa de evidenciar os 3

4 fatos que estão correlacionados, numa visão mais globalizante do que a relacionada com um simples fato uma cultura específica, de trigo, por exemplo. O conhecimento vulgar ou popular, às vezes denominado senso comum, não se distingue do conhecimento científico nem pela veracidade nem pela natureza do objeto conhecido: o que os diferencia é a forma, o modo ou o método e os instrumentos do conhecer. Saber que determinada planta necessita de uma quantidade X de água e que, se não a receber de forma natural, deve ser irrigada pode ser um conhecimento verdadeiro e comprovável, mas, nem por isso, científico. Para que isso ocorra, é necessário ir mais além: conhecer a natureza dos vegetais, sua composição, seu ciclo de desenvolvimento e as particularidades que distinguem uma espécie de outra. Dessa forma, patenteiam-se dois aspectos: a) A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade. b) Um mesmo objeto ou fenômeno - uma planta, um mineral, uma comunidade ou as relações entre chefes e subordinados pode ser matéria de observação, tanto para o cientista quanto para o homem comum; o que leva um ao conhecimento científico e outro ao vulgar ou popular é a forma de observação. O conhecimento científico é aquele que resulta de investigação metódica, sistemática da realidade, transcendendo os fatos e os fenômenos em si mesmos e analisando-os, a fim de descobrir suas causas e chegar à conclusão das leis gerais que os governam. Exemplo: 1) Descobrir uma vacina que evite uma doença; 2) Descobrir quais os problemas existentes no desenvolvimento de software; 3) Descobrir como se dá a implementação de um sistema embarcado. É o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Podemos então dizer que o Conhecimento Científico: a) É racional: - constitui-se de conceitos, juízos e raciocínios, não se valendo de sensações, imagens ou modelos de conduta; - permite que as idéias que o constituem tenham a possibilidade de combinar-se de acordo com um conjunto de regras lógicas, objetivando originar novas idéias; - contém idéias organizadas em sistemas. b) É objetivo: - busca concordar com seu objeto; - verifica-se as idéias (hipóteses) são adequadas aos fatos. c) Atém-se aos fatos: - tem nos fatos seu ponto de partida e de chegada; - recolhe os fatos tal qual são produzidos ou apresentados na natureza ou na sociedade, de acordo com quadros conceituais ou esquemas de referência; - utiliza-se de dados empíricos. d) Transcende aos fatos: - descarta fatos e produz outros, explicando-os; - seleciona os fatos que se consideram relevantes, controlando-os e, quando possível, reproduzindo-os; - não se satisfaz com a descrição das experiências, mas sintetiza-as e compara-as com o que já é conhecido a respeito de outros fatos; e) É analítico: - na abordagem de um fato, processo, situação ou fenômeno, decompõe o todo em partes; o procedimento científico de análise leva à sintese; 4

5 3. Ciência Métodos e Técnicas de Pesquisa ADM. XVI A e B - Profª. Leozenir Mendes. Betim, MSc. f) Requer exatidão e clareza g) É comunicável: - sua linguagem deve poder ser entendida por todos os seres humanos instruídos para tal; - - sua formulação deve permitir a outros investigadores poderem verificar seus dados e hipóteses; - deve-se considerar como propriedade de toda a humanidade. h) É verificável: - é aceito como válido quando passa pela prova da experiência, considerando-se as ciências factuais, ou da demonstração, em se tratando de ciências formais; - o teste das hipóteses é empírico (observacional ou experimental); - devem-se aprovar ou refutar as hipóteses científicas por meio da prova ou da experiência. i) Depende da investigação metódica: - é planejado; - fundamenta-se em conhecimento anterior, especialmente em hipóteses já confirmadas, em leis e princípios já constituídos; - obedece a um método preestabelecido, que vem determinar, no processo investigativo, a aplicação de normas e técnicas em etapas definidas com clareza. j) É explicativo: - sua finalidade é explicar os fatos em termos de leis e as leis em termos de princípios; - além de buscar saber como são as coisas, procura responder o porquê; k) É aberto: - desconhece barreiras limitadoras do conhecimento; - reconhece que a ciência não se constitui em um sistema dogmático e fechado, mas controvertido e aberto; - de certo modo, liga-se às circunstâncias de sua época, conforme os instrumentos investigativos de que se dispõe e dos conhecimentos que se acumularam. l) É útil: - buscando a verdade, cria ferramentas de observação e experimentação capazes de conferir um entendimento adequado das coisas; - permite uma conexão entre ciência e tecnologia. Em sentido amplo, a palavra ciência pode significar, simplesmente, conhecimento, qualquer tipo de saber. Em sentido restrito, ciência não se refere a qualquer tipo de conhecimento, mas aquele que apreende ou registra os fatos, demonstrando-os por suas causas constitutivas ou determinantes. Entendemos por ciência uma sistematização de conhecimentos, um conjunto de proposições logicamente correlacionadas sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar: A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação. As ciências possuem os seguintes componentes: a) Objetivo e finalidade: preocupação em distinguir a característica comum ou as leis gerais que regem determinados eventos. b) Função: aperfeiçoamento, através do crescente acervo de conhecimentos, da relação do homem com o seu mundo. c) Objeto: subdividido em: 5

6 Material, aquilo que se pretende estudar, analisar, interpretar ou verificar, de modo geral; Formal, o enfoque especial, em face das diversas ciências que possuem o mesmo objeto material Classificação das ciências Diversos autores têm feito sua classificação das ciências. Ciências formais: Lógica e Matemática. Ciências factuais: - Naturais: Física, Química, Biologia, Geologia, Astronomia e outras. - Culturais, sociais ou humanas: Antropologia, Direito, Economia, História, Política, Psicologia, Sociologia e outras. As ciências formais são as que se preocupam com os enunciados, com os estudos das idéias, ao passo que as factuais são aquelas que estudam os fatos, tratando de objetos empíricos, de coisas e de processos. É possível ainda classificar as ciências conforme sua finalidade. Considerando-se esses aspectos, elas podem ser categorizadas em básicas, aplicadas ou técnicas. As básicas são aquelas cuja finalidade é aumentar o conhecimento sobre as leis da natureza. As aplicadas são as que pretendem compreender fenômenos específicos, objetivando uma maior utilidade prática. As técnicas são aquelas em que o conhecimento científico é direcionado simplesmente para a produção humana ou para a melhoria da própria vida. 4. Método científico 4.1. Noção e importância do método Antes de você ler a contribuição de diversos autores especializados no assunto sobre métodos, apresentaremos uma situação interessante. Qualquer pessoa vive diariamente cercada por métodos, ainda que não os perceba. - Ao limpar a casa, você não passa primeiro, o pano molhado, para depois, varrer o chão. - Ao fazer um churrasco, você não assa a carne antes de colocar o sal e os temperos. - Ao comer uma laranja, você não a corta em pedaços para depois tirar a casca; tem de usar o método adequado para atingir um objetivo tão simples. Outro exemplo, o de estar calçado com meia e sapato que deixa ainda mais clara a explicação. Se não seguir a ordem correta das ações, primeiro você calçará o sapato, depois verificará que não é possível pôr a meia, já calçado com o sapato, assim, terá de descalçá-lo, para então colocar a meia e novamente calçá-lo. O que o esses exemplos procuram demonstrar? Que, ao deixar de seguir a ordem correta das ações no emprego do método, o resultado não é alcançado na primeira tentativa. Para chegar ao resultado esperado, você deve voltar ao início da seqüência e fazê-la de forma correta, ou seja, observar o método, já que quando o método não é observado, você gasta tempo e energia inutilmente. O método nada mais é do que o caminho para chegarmos a um fim. Reflita um pouco. Você consegue lembrar de outros métodos que estão presentes na sua vida cotidiana? Analise o que existe de comum entre eles, assim, poderá fazer sua própria definição sobre método Método científico: conceitos Agora verificaremos a contribuição de diversos autores especializados no assunto sobre métodos. 6

7 Iniciaremos os estudos deste módulo observando que a utilização de métodos científicos não é uma questão exclusiva da Ciência. Por outro lado, podemos afirmar que não há Ciência sem que haja o emprego sistemático de métodos científicos. Assim, apresentamos alguns conceitos de método científico, para depois apresentarmos a diferença entre o método e a técnica, e você entenderá melhor essa relação com a Ciência. Lakatos e Marconi (2003, p.85) definem método como sendo um conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido. Também Oliveira (2002, p. 58) contribui, afirmando que método é um conjunto de regras ou critérios que servem de referência no processo de busca da explicação ou da elaboração de previsões, em relação a questões ou problemas específicos. Porém, antes de desenvolver o método, é preciso estabelecer os objetivos que pretendemos atingir, de forma clara, examinando de uma maneira ordenada as questões: Por que ocorre? Como ocorre? Onde ocorre? Quando ocorre? O que ocorre? Método é o conjunto de processos empregados em uma investigação. Segundo Cervo e Bervian (2002, p ), não inventamos um método, ele depende do objeto da pesquisa, pois toda a investigação nasce de algum problema observado ou sentido, por isso o uso do conjunto de etapas de que se serve o método científico, para fornecer subsídios necessários na busca de um resultado para a hipótese pesquisada. Segundo Fachin (2003, p. 28), o método científico é um traço característico da ciência aplicada, pelo qual se coloca em evidência o conjunto de etapas operacionais ocorrido na manipulação para alcançar determinado objetivo científico. Para tanto, consideramos pelo menos dois aspectos do método científico: sua aplicação de modo generalizado, denominada método geral; sua aplicação de forma particular, ou, relativamente, a uma situação do questionamento científico, denominada método específico. O método é, portanto, segundo Oliveira (2002, p. 57), Uma forma de pensar para se chegar à natureza de um determinado problema, quer seja para estudá-lo, quer seja para explicá-lo. Você já pode entender que a ciência é constituída de um conhecimento racional, metódico e sistemático, capaz de ser submetido à verificação, buscado através de métodos e técnicas diversas, ou seja, por passos nos quais se descobrem novas relações entre fenômenos que interessam a um determinado ramo científico ou aspectos ainda não revelados de um determinado fenômeno (GALLIANO, 1986, p. 28) Etapas do método científico a) Observação: Como o próprio nome diz, é a visualização de um fato (ou fenômeno). Essa observação deve ser repetida várias vezes, buscando obter o maior número possível de detalhes sendo, realizada, portanto, com a maior precisão possível. Deve-se tomar o cuidado com os vícios para que ocorra uma observação correta do fato; em muitos casos, a pessoa ver o que deseja ver, e não o que está ocorrendo de fato. b) Problematização: Corresponde à execução de questionamentos sobre o fato observado. E para essas perguntas, o pesquisador vai à busca de respostas. Um problema bem formulado é mais importante para a ciência do que a sua solução, pois, abre caminho para diversas outras pesquisas. c) Formulação da hipótese: A hipótese nada mais é do que uma possível explicação para o problema. No jargão científico, hipótese equivale, habitualmente, à suposição verossímel, depois comprovável ou denegável pelos fatos, os quais hão de decidir, em última instância, sobre a verdade ou falsidade dos fatos que se pretende explicar. A hipótese é a suposição de 7

8 uma causa ou de uma lei destinada a explicar provisoriamente um fenômeno até que os fatos a venham contradizer ou afirmar. d) Experimentação: Etapa em que o pesquisador realiza experiências para provar (ou negar) a veracidade de sua(s) hipótese(s). Se, após a execução por repetidas vezes da experiência, os resultados obtidos forem os mesmos, a hipótese é considerada verdadeira. Uma hipótese confirmada nas experimentações passa a ser denominada de lei científica. A um conjunto de leis que explicam um determinado fenômeno (ou grupo deles) chamamos de teoria. As teorias científicas têm validade até que sejam capazes de explicar determinados fatos ou fenômenos, ou até que algum descobrimento novo comprovado se oponha a elas. A partir de então, os cientistas começam a elaborar outra teoria que possa explicar esses novos descobrimentos. A Ciência é conhecimento evolutivo e não estacionário. 5. Diferença entre método e técnica A técnica da pesquisa trata dos procedimentos práticos que devem ser adotado para realizar um trabalho científico, qualquer que seja o método aplicado. A técnica serve para registrar e quantificar os dados observados, ordená-los e classificá-los. A técnica especifica como fazer. Para a realização de uma pesquisa, é necessário o uso de técnicas adequadas, capazes de coletar dados suficientes, de modo que dêem conta dos objetivos traçados, quando da sua projeção. Para determinar o tipo de instrumento é necessário observar o que será estudado, a que irá reportar. Na realização de uma pesquisa, depois de definidas as fontes de dados e o tipo de pesquisa, que pode ser de campo ou de laboratório, devemos levantar as técnicas a serem utilizadas para a coleta de dados, destacando-se: questionários, entrevistas, observação, formulários e discussão em grupo. Vale a pena salientar que métodos e técnicas se relacionam, mas são distintos. O método é um conjunto de etapas ordenadamente dispostas, destinadas a realizar e antecipar uma atividade na busca de uma realidade; enquanto a técnica está ligada ao modo de se realizar a atividade de forma mais hábil, mais perfeita. O método se refere ao atendimento de um objetivo, enquanto a técnica operacionaliza o método. 6. Importância da Metodologia Científica Metodologia Científica é a disciplina que "estuda os caminhos do saber", entendendo que "método" representa caminho, "logia" significa estudo e "ciência", saber. Perceba, então, o quanto importante é estudarmos os caminhos do saber. Os caminhos, ou seja, os métodos ensinados são procedimentos ou normas para a realização de trabalhos acadêmicos, a fim de dar ordenamento aos assuntos pesquisados. O método é um conjunto de procedimentos sistemáticos no qual os questionamentos são utilizados com critérios de caráter científico, para termos fidedignidade dos dados, envolvendo princípios e normas que possam orientar e possibilitar condições ao pesquisador, na realização de seus trabalhos, para que o resultado seja confiável e tenha maior possibilidade de ser generalizado para outros casos. Vídeos: - A aventura do saber - Sugestão de filme: Assista ao DVD Fausto e a busca do conhecimento. A versão escrita deste vídeo está presente na literatura mundial há mais de quatro séculos e conta com 60 adaptações desde Em Fausto e a busca do conhecimento, o professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na Unicamp Márcio Seligmann Silva refaz o percurso desde a possivel existência do Dr.Fausto até a versão contemporânea de Paul Valéry. Paralelamente, Seligmann Silva, aborda as mudanças que o mito faústico vai assumindo ao longo do tempo devido aos contextos históricos e culturais. 8

9 Bibliografia: - CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, p. - FACHIN, O. Fundamentos de metodologia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, p. - GALLIANO, A.G. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harbra, p. - LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, p.5. ed. São Paulo: Prentice Hall, p. - MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho científico. 6 ed. São Paulo : Atlas, p. - OLIVEIRA, S. L.. Tratado de metodologia científica: projetos de pesquisa, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, p. - PRESTES, M. L. M. A pesquisa e a construção do conhecimento científico: do planejamento aos textos, da escola à academia. 2ª ed. São Paulo: Rêspel, Exercícios 1) Assinale com V para verdadeiro e com F para falso as alternativas abaixo. São conhecimentos populares (ou conhecimento empírico, vulgar ou senso-comum): I) Chá de boldo é indicado para dores no fígado ( ) II) O sol é uma estrela de 5ª grandeza e por isso é maior que a terra ( ) III) A pressa é a inimiga da perfeição ( ) IV) O uso contínuo de tabaco (cigarro) pode gerar impotência sexual ( ) 2) Relacione as opções abaixo a cada tipo de conhecimento: 1. Conhecimento popular (ou conhecimento empírico, vulgar ou senso-comum) 2. Conhecimento filosófico 3. Conhecimento religioso e teológico 4. Conhecimento científico ( ) Conhecimento popular ou vulgar, é o modo comum, corrente e espontâneo de se conhecer. É adquirido sem haver procurado, sem reflexão ou aplicações de método. As informações são assimiladas por tradição, experiências causais e ingênuas. ( ) Conhecimento que vai além do empírico, pois, preocupa-se não só com os efeitos, mas principalmente com causas e leis. Ocorre de forma lenta, sendo um processo contínuo de construção, com um complexo de pesquisa, análise e síntese. É uma busca constante de explicações e soluções e a reavaliação de seus resultados. ( ) É a tentativa de decifrar certa interrogação. O objeto de análise desse tipo de conhecimento são idéias, relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pelo conhecimento científico. ( ) Conhecimento adquirido a partir da fé teológica. É fruto da revelação da divindade. A finalidade é provar a existência de Deus e que os textos Bíblicos foram escritos mediante inspiração Divina, devendo por isso ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestáveis. 3) Classifique as situações seguintes como senso comum (SC) ou conhecimento científico (CC): ( ) Para a elaboração de trabalhos acadêmicos, utilizamos as normas definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). ( ) Segundo os ditos populares, não podemos comer uva e melancia ao mesmo tempo, porque isso causa dor de estômago. ( ) Angino-Rub ungüento é um composto de cânfora e mentol + associações e é indicado ao alívio da tosse e ação descongestionante. ( ) O leite de soja sem lactose é um alimento com proteína isolada de soja e é indicado para quem não pode beber leite de vaca. ( ) A certificação ISO 9001, versão 2000, que versa sobre Sistema de Gestão da Qualidade, garante sucesso ao processo de qualidade implantado pelas organizações. ( ) A melhor coisa para quando a criança está agitada é o benzimento; com isso, imediatamente, ela se acalma. 9

10 ( ) Se alguém tomar todos os dias uma xícara de chá quente com ervas (carqueja, espinheira santa e alcachofra), pode emagrecer até 5 quilos por mês. ( ) O adoçante dietético é composto de sacarina sódica e ciclamato de sódio e utilizado por quem está fazendo regime alimentar. ( ) Para elaborar citações, a melhor fonte de informações é a NBR da ABNT. ( ) Antigamente, muitas mulheres, quando concebiam um filho, ficavam de resguardo na alimentação e não lavavam a cabeça por 40 dias, porque isso poderia causar problemas de saúde para a vida toda. ( ) O Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) cuida da normalização de produtos e serviços de qualidade. ( ) Algumas mães usam algumas gotas de leite materno para curar a dor de ouvido das crianças. 4) Questões Propostas: a) (Unimontes junho/2009) A tirinha abaixo apresenta um diálogo entres dois animais. Observe-a. Estabelecendo uma relação entre o diálogo apresentado e o método científico, analise as alternativas abaixo e assinale a CORRESPONDENTE à etapa de uma pesquisa que melhor justifica a apreensão de um dos animais e o pedido de calma do outro. a) Levantamento de hipótese. b) Conclusões. c) Análise de resultados. d) Experimentação. b) (Unimontes/2009) No nosso cotidiano, acontecem, geralmente, coisas que servem para ilustrar determinados estudos teóricos. A contextualização é um meio muito utilizado para enriquecermos nosso conhecimento. As figuras a seguir mostram elementos que exemplificam essa idéia. Observe-as. De acordo com as figuras e o assunto abordado, analise as alternativas a seguir e assinale a que REPRESENTA os passos correspondentes à experimentação (parte prática) evidenciada no desenvolvimento de uma pesquisa científica. a) I, II e III. b) I e III, apenas c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. 10

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