Papel da crítica no século XXI

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Papel da crítica no século XXI"

Transcrição

1 ISSN Revista de Crítica Jurídica vol. 1 maio-agosto/2009 Sumário: Papel da crítica no século XXI Adriano de Assis Ferreira... 2 A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira... 4 As ações coletivas como instrumento de fomentação da igualdade social Marcus Paulo Queiroz Macêdo O Paradoxo do Discurso Ressocializador Renata Jardim da Cunha Rieger e Rafael Camparra Pinheiro O Direito Penal do Inimigo e sua Incompatibilidade com o Estado Democrático de Direito Ronny Aparecido Alves Almeida Editor: Prof. Adriano de Assis Ferreira

2 Papel da crítica no século XXI - Autor: Adriano de Assis Ferreira Papel da crítica no século XXI Autor: Adriano de Assis Ferreira Mestre em Direito Político e Econômico (Mackenzie) Mestre em Letras-Teoria Literária e Literatura Comparada (USP) Doutorando em Ciências Sociais (PUC-SP) Doutorando em Letras-Literatura Brasileira (USP) Professor da Universidade São Judas Tadeu Nos últimos séculos, sobretudo com o advento do capitalismo, a forma mercadoria universaliza-se como efetivo padrão de sociabilidade do mundo contemporâneo. Em outras palavras, as pessoas relacionam-se, obrigatoriamente, umas com as outras, por meio da mercadoria. Desde o acordar até o fim do dia, as pessoas são postas em sociedade por meio da mercadoria. Ao acender a luz do quarto, ao abrir a torneira da pia, ao consumir o café da manhã, ao tomar o transporte público, participa-se de relações mercantis. Durante, pelo menos, oito horas, é a própria pessoa, ou seu tempo, que se converte em mercadoria, sendo vendida nas relações de trabalho. Em termos sociais, durante a fase da circulação de riquezas, seja de bens ou de serviços, há a onipresente figura da mercadoria. Assim, também, durante todos os momentos da produção, seja de compra de matérias-primas, seja de compra de trabalho humano. A sociedade é uma grande soma de relações de trocas mercantis, permeadas pela moeda e por carregadores de mercadorias. Desde o Renascimento, pelo menos, a cultura crítica volta-se contra os obstáculos sociais que impediram tal onipresença mercantil. Padrões de sociabilidade típicos da Idade Média são vistos como atrasados e irracionais. A produção feudal, os privilégios estamentais, o domínio religioso, são questionados e denunciados como inimigos do progresso sócio-cultural. Por um lado, formam-se críticas Iluministas e Liberais, capazes de propugnar a libertação da sociabilidade promovida pela mercadoria em sua vertente produto ou serviço, desembocando no Estado Moderno e no Direito Positivo. Por outro lado, acentuando tais tendências, as críticas sociais, sobretudo a partir de meados do século XIX, reforçam e libertam a sociabilidade promovida pela mercadoria trabalho, polarizando a sociedade e permitindo a consolidação do capitalismo em âmbito global. Graças a essa dupla vertente crítica e às novas condições econômicas que as acompanham, com a concorrência entre produtores e a concorrência entre produtores e trabalhadores, há um incremento tecnológico na produção de mercadorias que faz germinar seu próprio colapso. A tecnologia abole, gradativamente, a necessidade da mercadoria trabalho humano durante a fase da produção, tornando tal sociabilidade completamente obsoleta em termos de 2

3 Papel da crítica no século XXI - Autor: Adriano de Assis Ferreira produtividade. Além disso, ainda permite um aumento quantitativo na produção de bens e serviços em proporções inimagináveis, aproximando-se dos limites naturais do planeta e chegando muito além daquilo o que se pode transformar em mercadorias. Vivemos uma situação alarmante: durante séculos as pessoas apenas se sociabilizam por intermédio da mercadoria. Hoje, neste início de século XXI, isso já não mais é possível. Nem todos os seres humanos podem participar da vida social como força de trabalho assalariada. E tampouco há a necessidade de que participem, pois ainda assim, a sociedade produz uma quantidade de produtos e serviços muito acima de suas capacidades de consumo. Todos já podem possuir tudo o que desejam, respeitados os recursos naturais, com apenas poucos, bem poucos, trabalhando. É o momento de a crítica mudar seu foco: de consagradora da sociabilidade mercantil, deve questioná-la como superável historicamente. Seu papel no século atual é o de propor novos padrões de sociabilidade que substituam a ideia do pleno emprego e da sociedade de consumo. Sua grande questão é: como a sociedade se manteria coesa sem o trabalho humano e sem o consumo? Ainda não sabemos respondê-la. Papel da crítica no século XXI 3

4 A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos - Autora: Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos Autora: Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira Especialista em Direito das Relações de Consumo (PUC-SP) Técnica de Proteção e Defesa do Consumidor da Fundação PROCON-SP Analisamos, neste artigo, os pontos favoráveis e desfavoráveis da Resolução CONTRAN nº 245/2007, que dispõe sobre a instalação de equipamento obrigatório, denominado antifurto, nos veículos novos saídos de fábrica, nacionais e estrangeiros, e da Lei Complementar nº 121/2006, que cria o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas e dá outras providências. Em 27 de julho de 2007, o CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) editou a Resolução 245/2007, estabelecendo que, a partir de vinte e quatro meses da publicação da resolução, todos os veículos novos, saídos de fábrica, produzidos no País ou importados, somente poderão ser comercializados quando equipados com dispositivo antifurto, equipamento este que deverá ser dotado de sistema que possibilite o bloqueio e rastreamento do veículo (artigos 1º e 2º). No artigo 4º, o Conselho deixou a cargo do proprietário do veículo a decisão sobre a habilitação ou não do equipamento junto aos prestadores de serviço de rastreamento e localização. As especificações sobre o dispositivo seriam definidas pelo órgão competente em noventa dias, a contar da data da publicação da norma. O CONTRAN justifica tal obrigatoriedade na Lei Complementar 121, de 09 de fevereiro de 2006, que cria um sistema nacional que visa à prevenção, fiscalização e repressão ao furto e roubo de veículos e cargas. O artigo 7º da Lei Complementar 121/2006 determina que caberá ao CONTRAN estabelecer os dispositivos antifurto obrigatórios nos veículos novos, saídos de fábrica, produzidos no País ou no exterior 1'. A medida tem causado indignação aos proprietários de veículos. Os fabricantes já informaram que os valores despendidos com a instalação do item obrigatório serão repassados ao consumidor. Como ponto favorável da medida, destacamos a busca na solução de um grave problema de segurança pública relacionado a furto e roubo de veículos. Comenta-se que a nova 1 Art. 7o O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN estabelecerá: I - os dispositivos antifurto obrigatórios nos veículos novos, saídos de fábrica, produzidos no País ou no exterior; II - os sinais obrigatórios de identificação dos veículos, suas características técnicas e o local exato em que devem ser colocados nos veículos; III - os requisitos técnicos e atributos de segurança obrigatórios nos documentos de propriedade e transferência de propriedade de veículo. 4

5 A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos - Autora: Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira tecnologia poderia aumentar o percentual de veículos recuperados pela polícia. Todavia, coloca-se em dúvida a questão da segurança da vida do condutor. Os pontos desfavoráveis são muitos. Destacamos a inconstitucionalidade da Lei Complementar e inconstitucionalidade e ilegalidade da Resolução do CONTRAN. Apresentaremos, a seguir, nossas considerações a respeito. 1. A LEI COMPLEMENTAR 121/2006 A Lei Complementar nº 121/2006 é norma jurídica gerada em razão da aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 187, de 1997, do Deputado Federal Mário Negromonte. Trata, basicamente, de questões de segurança pública. Em justificativa ao Projeto da Lei Complementar, o nobre deputado deixa claro o escopo da propositura, ao declarar que o projeto visa criar um instrumento capaz de coibir a atuação de quadrilhas especializadas em furtar ou roubar cargas e veículos nas cidades e estradas em todo País e que causam prejuízos enormes, inclusive de vidas humanas, disseminando, ainda, a insegurança e o medo. Ao final da justificação, conclui: Já era tempo do Poder Público preocupar-se e dar um passo decisivo nesse sentido, porque a atuação contra esse tipo de crime, feita por empresas privadas, mostrou-se inviável. Além do artigo 7º que incumbiu o CONTRAN de designar os dispositivos antifurto obrigatórios nos veículos novos, saídos de fábrica, produzidos no País ou no exterior, a referida lei determinou que as alterações necessárias nos veículos deverão ser providenciadas no prazo de 24 (vinte e quatro) meses a contar da publicação da Resolução do CONTRAN. Findo esse prazo, nenhum veículo poderá ser mantido ou entrar em circulação se não forem atendidas as condições fixadas pelo conselho. O artigo 9º da lei determinou o que segue: Art. 9º Para veículos dotados de dispositivo opcional de prevenção contra furto e roubo, as companhias seguradoras reduzirão o valor do prêmio do seguro contratado. Parágrafo único. O CONTRAN regulamentará a utilização dos dispositivos mencionados no caput deste artigo de forma a resguardar as normas de segurança do veículo e das pessoas envolvidas no transporte de terceiros. 1.1 DA INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DA LEI COMPLEMENTAR 121/2006 A Lei Complementar 121/2006 fere o princípio da proporcionalidade constitucional e direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal. Assim como existem na esfera administrativa os elementos do ato administrativo, que serão tratados neste trabalho em momento oportuno, a doutrina apresenta três elementos, ou subprincípos que governam o conteúdo do princípio da proporcionalidade no Direito 5

6 A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos - Autora: Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira Constitucional: I) o princípio da pertinência, que corresponde à apropriação do meio ao fim perseguido; II) o princípio da necessidade, pelo qual o cidadão tem direito à menor desvantagem possível para a obtenção de determinado fim; III) princípio da proporcionalidade estrito, através do qual a medida adotada não deve ser de uma severidade excessiva. 1 Obrigar o particular a obter um dispositivo antifurto, sendo que é dever do Estado garantir a todos a segurança e a ordem pública, contraria o princípio em comento, bem como seus subprincípios da pertinência e da necessidade. O Estado intervém em questões de ordem privada para proteger o patrimônio do particular que, de acordo com o art. 5º, caput, da CF, tem a liberdade de decidir sobre seus bens patrimoniais. Com isso, ignora um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, disposto no artigo 3º, I da CF, o de construir uma sociedade livre, justa e solidária. Viola o princípio da liberdade também expresso na CF, especificamente no artigo 5º, caput, bem como cria incompatibilidades entre os bens jurídicos garantidos constitucionalmente: vida e patrimônio, já que a norma objetiva de forma primordial a proteção do patrimônio, e não da vida do proprietário. No Estado de Direito, a atividade legislativa deve se pautar pelos valores e pelos princípios consagrados na Constituição, estando o legislador vinculado jurídicomaterialmente às normas constitucionais, e, por conseguinte, sujeito ao controle jurisdicional SEGURANÇA PÚBLICA A segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A CF estabeleceu quais órgãos a exercerão: I polícia federal; II polícia rodoviária federal; III polícia ferroviária federal; IV policiais civis; V policiais militares e corpos de bombeiros militares. Não pode o Estado delegar seu dever de garantir a segurança, de forma direta e indireta, aos cidadãos e às empresas privadas, respectivamente. O cidadão já paga pela segurança pública, que é sustentada pelos impostos. Por isso, é o Estado quem deve efetivar segurança ao particular, e se não o faz, não deve interferir, delegando ao cidadão, através de lei, o ônus da contratação de um serviço de segurança privado. Nesse passo, interessante decisão que declarou inconstitucional o artigo 117, incisos I, II, III e IV, da Lei Orgânica do Distrito Federal que além dos órgãos incumbidos para o exercício de segurança pública previstos no artigo 144 da Constituição, previu o Departamento de 1 FIGUEIREDO, Sylvia Marlene de Castro. A interpretação constitucional e o princípio da proporcionalidade.são Paulo, RCS Editora, 2005, p FIGUEIREDO, Sylvia Marlene de Castro. op.cit., p

7 A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos - Autora: Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira Trânsito: Os Estados-membros, assim como o Distrito Federal, devem seguir o modelo federal. O artigo 144 da Constituição aponta os órgãos incumbidos do exercício da segurança pública. Entre eles não está o Departamento de Trânsito. Resta, pois, vedada aos Estados-Membros a possibilidade de estender o rol, que esta Corte já firmou ser numerus clausus, para alcançar o Departamento de Trânsito. (ADI 1.182, voto do Min. Eros Grau, julgamento em , DJ de ) do serviço de segurança pública. Se essa prática se efetivar, acabaremos por permitir a terceirização indireta 2. RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 245, DE 27 DE JULHO DE DA INCONSTITUCIONALIDADE DO ATO NORMATIVO Caso não se conclua pela inconstitucionalidade da Lei Complementar 121/2006, é possível defender a inconstitucionalidade material da norma editada pelo CONTRAN Resolução 245/2007, em razão da violação ao princípio constitucional da proporcionalidade. Ressalta-se que esse importante princípio do Direito Constitucional moderno possibilita a análise da congruência do mérito dos atos normativos com a pauta de valores consagrada na Lei Fundamental, operando como limitação à discricionariedade legislativa, impedindo a prática de arbitrariedades. de Mello 1: A esse propósito, oportuna a lição do Douto Professor Celso Antônio Bandeira As competências administrativas só podem ser validamente exercidas na extensão e intensidade proporcionais ao que seja realmente demandado para cumprimento da finalidade de interesse público a que estão atreladas. Segue-se que os atos cujos conteúdos ultrapassem o necessário para alcançar o objetivo que justifica o uso de competência ficam maculados de ilegitimidade, porquanto desbordam do âmbito da competência; ou seja, superam os limites que naquele caso lhe corresponderiam. Sobremodo quando a Administração restringe situação jurídica dos administrados além do que caberia, por imprimir às medidas tomadas uma intensidade ou extensão supérfluas, prescindendas, ressalta a ilegalidade de sua conduta. O ilustre Professor preleciona que ninguém deve estar obrigado a suportar constrições em sua liberdade ou propriedade que não sejam indispensáveis à satisfação do interesse público. É notório que a simples instalação de um rastreador nos veículos além de não atingir à finalidade da lei, pois há inadequação do ato ao escopo legal, não irá satisfazer o interesse público, objeto da lei. Isso porque, apesar de obrigatória a instalação do equipamento antifurto que possibilite o bloqueio e o rastreamento do veículo (Artigo 1º, 1ºda resolução 245), caberá ao proprietário decidir sobre a habilitação do equipamento junto aos prestadores de serviço de 1 MELLO, Celso Antônio Bandeira. Curso de Direito Administrativo. 23ª edição revista e atualizada. São Paulo: Ed. Malheiros, 2006, p

8 A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos - Autora: Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira rastreamento e localização (artigo 4º). Importante ressaltar que na justificativa ao projeto de lei complementar que deu origem à LC 121/2006, o legislador constatou que a atuação contra os crimes de furto ou roubo feita por empresas privadas, mostrou-se inviável. Ora, se inviável, por que o CONTRAN optou por um sistema antifurto que somente terá eficácia após a contratação do particular justamente com uma empresa privada? Se a finalidade da lei é reprimir ou prevenir o crime, longe está de ser atendida. Com tal medida, vislumbra-se apenas um encarecimento do bem, em prejuízo da coletividade de consumidores, além da lesão a diversos direitos fundamentais, como discorremos. Sabe-se que a inadequação à finalidade da lei é inadequação à própria lei. Assim, como o ato desproporcional é inconstitucional, poderá ser invalidado pelo Poder Judiciário. O Ministro Gilmar Mendes observa que: (...) um juízo definitivo sobre a proporcionalidade da medida há de resultar da rigorosa ponderação entre o significado da intervenção para o fim atingido e os objetivos perseguidos pelo legislador (proporcionalidade ou razoabilidade em sentido estrito). O pressuposto de adequação (Geeignetheit) exige que as medidas interventivas adotadas mostrem-se aptas a atingir os objetivos pretendidos. O requisito da necessidade ou da exigibilidade (Notwendigkeit oder Enforichkelt) significa que nenhum meio menos gravoso para o indivíduo revelar-se-ia igualmente eficaz na consecução dos objetivos pretendidos. Assim, apenas o que é adequado pode ser necessário, mas o que é necessário não pode ser inadequado 1. Há julgado do STJ no mesmo sentido: A ordem jurídica veda ao Estado, instrumento de realização de bem comum, a imposição irrefletida de exigências desviadas dessa finalidade (RESP RS(2003/ ). Portanto, a imposição da medida viola o princípio da proporcionalidade, razão pela qual não pode fundamentar a imposição de sanções contra aqueles que a desatenderem. A medida não é adequada aos fins subjacentes a que visa concretizar, além de não atender ao interesse público. Da mesma forma, viola preceitos também constitucionais ligados à liberdade e à vida, conforme já argüido quando tratada a inconstitucionalidade da lei complementar. 2.2 DA ILEGALIDADE DO ATO NORMATIVO DESVIO DE FINALIDADE Caso se conclua pela constitucionalidade da Lei Complementar, podemos argumentar a ilegalidade do ato administrativo por ferir os requisitos do ato administrativo. Para a garantia de sua validade e eficácia, o ato administrativo deverá observar 1 MENDES, Gilmar Ferreira. A proporcionalidade da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Repertório IOB de jurisprudência, nº 23, 1994, p.473, apud Alexandre de Moraes. Direito Constitucional Administrativo, 2º ed. São Paulo. Editora Atlas, 2005, p

9 A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos - Autora: Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira os elementos necessários a sua formação, quais sejam: agente competente, ou competência, finalidade, forma, motivo e objeto. Dentre esses elementos destaca-se a finalidade, ligada aos resultados pretendidos pela Administração Pública, determinada pela lei. De modo geral, todo ato administrativo tem por finalidade o interesse público, e de modo específico, o que a lei determinar implícita ou explicitamente. Não pode, o administrador, fugir dessa finalidade. Ao especificar um dispositivo de segurança que não necessariamente será habilitado pelo proprietário, desvia da finalidade da Lei Complementar (reforçamos, se considerada constitucional), que é de prevenir, fiscalizar e reprimir o furto e roubo de veículos e cargas, e acaba por onerar o proprietário de veículo, que terá de arcar com os custos da instalação do dispositivo, já que não há dúvidas de que serão repassados pelo fabricante. Daí, conclui-se pela invalidade do ato por desvio de poder LIBERDADE DE ESCOLHA NAS CONTRATAÇÕES A Resolução 245/2007 é ilegal, pois contrária à liberdade de escolha nas contratações, disposta no artigo 6º, II do Código de Defesa do Consumidor: Art. 6º São direitos básicos do consumidor: (...) II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; XXXII, 170, V e 48 ADCT). Lembrando que a defesa do consumidor tem alicerce constitucional (art. 5º, Por fim, algumas considerações genéricas: A resolução previu a sanção ao proprietário de veículo sem equipamento antifurto. Entretanto o consumidor não poderá intervir na fabricação do veículo que irá adquirir. Se o fabricante do veículo escolhido não respeitar a determinação da lei, será o proprietário quem responderá, pagando a multa prevista no Código de Trânsito, correndo o risco de ter o veículo apreendido. Ou seja, o verdadeiro responsável continuará incólume perante o Estado. Há que se considerar, ainda, que o CONTRAN não fez qualquer consulta pública para analisar qual dispositivo atenderia a exigência da Lei Complementar. Em pesquisa, encontramos apenas uma ata de reunião, da qual participaram representantes do Ministério da Justiça, Ministério das Comunicações, e Ministério da Ciência e Tecnologia, que, segundo consta da ata, esclareceram sobre os aspectos de segurança e de comunicação do equipamento antifurto. Pelo que se sabe, nenhuma entidade representante do consumidor foi consultada. Também importante informar que algumas seguradoras já fornecem esse tipo de equipamento para rastreamento e localização, bem como o serviço. 9

10 A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos - Autora: Lea Cíntia Thomaz de Assis Ferreira Vale destacar que empresas desse ramo apresentam reclamações nos cadastros da Fundação Procon-SP. Para exemplificar, temos a Car System que teve registradas vinte e quatro reclamações em 2006 e um auto de infração, de número 529/2005, por violação ao artigo 51 e 20 do Código de Defesa do Consumidor. Por fim, questões mais importantes que envolvem a segurança da vida do cidadão são deixadas de lado. Esquece-se das rodovias deterioradas a que milhares de motoristas são obrigados a enfrentar, arriscando suas próprias vidas. A inconstitucionalidade da instalação obrigatória de equipamento antifurto em veículos novos 10

11 As ações coletivas como instrumento de fomentação da igualdade social - Autor: Marcus Paulo Queiroz Macêdo As ações coletivas como instrumento de fomentação da igualdade social Autor: Marcus Paulo Queiroz Macêdo Mestrando em Direito Processual Coletivo pela UNAERP Universidade de Ribeirão Preto Promotor de Justiça em Araxá/MG 1. INTRODUÇÃO Num contexto de mundialização, as diferenças sociais se acentuam, já que a informação corre livre, sem fronteiras, assim como os capitais e os recursos humanos, o que impõe intervenções regulatórias, a fim de as dirimir. Tais intervenções poder-se-ão dar nos campos público ou privado, na comunidade internacional ou em ações restritas aos países, no que lhes sobrou de sua soberania, na forma entendida classicamente. Neste particular, o direito interno ainda tem o que contribuir para a emancipação social, principalmente se operacionalizado em consonância com as modernas doutrinas constitucional (a corrente conhecida como nova hermenêutica constitucional ) e processual (atento aos movimentos de acesso à Justiça e de instrumentalidade do processo). Em face disto, no direito brasileiro pode ser identificada e ressaltada a condição das ações coletivas como um dos principais instrumentos, no país, de consecução e concreção dos direitos difusos e coletivos, conforme se verá a seguir. 2. O FASCISMO SOCIAL E A NECESSIDADE DE O DIREITO BUSCAR A JUSTIÇA CONCRETA E MATERIAL A sociedade contemporânea passa por uma grave crise de valores, decorrente sobretudo das promessas e expectativas não cumpridas pela Modernidade que, se por um lado trouxe desenvolvimentos tecnológicos nunca dantes vistos em tão curto espaço de tempo, por outro foi incapaz de eliminar a desigualdade e a injustiça social, que vitimam milhões de seres diariamente. Tanta tecnologia não serviu sequer para eliminar a fome do planeta, o que é um disparate. No dizer do jusfilósofo português Boaventura de Souza Santos, umas das características deste momento histórico é a emergência de um fascismo social, que trivializa e instrumentaliza a democracia para a defesa de poucos interesses, em detrimento do bem comum da maioria 1. Ele assim o define 2 : (...) Em verdade, penso que estes podem ser resumidos a um só: a emergência de um fascismo social. Não quero dizer com isto um regresso ao fascismo das décadas de 1930 e 1 Poderá ser o direito emancipatório? Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, n. 65, pp. 3/76, maio/ Ob. Cit., pp. 20/21. 11

12 As ações coletivas como instrumento de fomentação da igualdade social - Autor: Marcus Paulo Queiroz Macêdo Ao contrário daquele que o precedeu, o fascismo de hoje não é um regime político, mas antes um regime social e civilizacional. Em vez de sacrificar a democracia às exigências do capitalismo, ele trivializa a democracia a ponto de se tornar desnecessário, ou sequer vantajoso, sacrificá-la para promover o capitalismo. É um tipo de fascismo pluralista, produzido pela sociedade e não pelo Estado. Este comporta-se, aqui, como mera testemunha complacente, se não mesmo como culpado activo. Estamos a entrar num período em que os Estados democráticos coexistem com sociedades fascizantes. Trata-se, por conseguinte, de uma forma inaudita de fascismo. (itálicos no original) Neste contexto, o Direito passa a tomar novo significado, em virtude de sua força emancipatória e de transformação social, a partir da retomada da sua vinculação com a Justiça, já que, durante muito tempo, ele dela esteve afastado, de uma perspectiva teórica e de aplicação prática, inclusive a ponto de ter sido negada qualquer relação entre ambos, como o fez Hans Kelsen, um dos grandes doutrinadores da corrente positivista pura do Direito, para quem a validade de uma ordem jurídica positiva é independente da sua concordância ou discordância com qualquer sistema de Moral [ou de Justiça, já que, para ele, esta integra aquela] 1. Para Kelsen, como esclarece Karl Larenz, o conteúdo das normas jurídicas não está para ela, por qualquer modo, pré determinado pela razão, pela lei moral ou por qualquer teologia imanente, mas pode ser aquele que se queira 2. Em decorrência, qualquer conteúdo normativo, ainda que flagrantemente injusto, deveria ser obrigatoriamente aplicado ao caso concreto, quando se tratar de uma norma jurídica formalmente válida. Esta corrente foi durante criticada, principalmente a partir da segunda metade do século passado, por várias razões, mas sobretudo pela neutralidade do Direito que ela apregoava, que, além de um mito, poderia justificar a legalidade de qualquer conteúdo normativo, até mesmo o Direito Nazi-fascista. Neste aspecto, em paralelo de raciocínio, já que a problematização se refere ao fascismo histórico da década de 30, pode ser lembrada a tese 8 do famoso ensaio do filósofo alemão Walter Benjamin Sobre o conceito de história, escrito há quase cinquenta anos mas de uma atualidade pungente 3 : A tradição dos oprimidos nos ensina que o estado de exceção em que vivemos é na verdade a regra geral. Precisamos construir um conceito de história que corresponda a essa verdade. Nesse momento, perceberemos que nossa tarefa é originar um verdadeiro estado de exceção; com isso, nossa posição ficará mais forte na luta contra o fascismo. Este se beneficia da circunstância de que seus adversários o enfrentam em nome do progresso, considerado como uma norma histórica. O assombro com o fato de que os episódios que vivemos no século XX ainda sejam possíveis, não é um assombro filosófico. Ele não gera nenhum conhecimento, a não ser o conhecimento de que a concepção de história da qual emana semelhante assombro é insustentável. (aspas no original) positivistas puros, nestes termos 4 : Por estas e outras razões, Eros Roberto Grau fez uma incisiva crítica aos Ao construir uma teoria pura, esvaziada de toda a ideologia política e de todos os elementos científicos naturais, Kelsen construiu uma teoria apartada do jurídico, na medida em que, como observa Adomeite (1984/46-47), uma ordem jurídica sem o político resulta carente 1 Teoria Pura do Direito. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, p Medotodologia da Ciência do Direito. 3. ed. Lisboa, Fundação Caloste Gulbenkian, p Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, p O direito posto e o direito pressuposto. 2. ed. São Paulo: Malheiros, p

13 As ações coletivas como instrumento de fomentação da igualdade social - Autor: Marcus Paulo Queiroz Macêdo de impulso, morta; uma ciência do direito permanece fragmentária se reproduz um corpo sem coração. Daí por que os kelsenianos hão de se preocupar única e exclusivamente com a estrutura lógica das normas jurídicas, sem cogitar de sua interpretação/aplicação tais cogitações estão para além da teoria pura. Para que tomem conhecimento do mundo no qual se vive o direito são obrigados a descer do altiplano teórico, para se porem de braços com a Dogmática. (itálicos no original) Em contraponto a esta forma de enxergar e aplicar o Direito, a contemporaneidade jurídica é caracterizada pela retomada de ensinamentos como o de Aristóteles, para quem a justiça é a base da sociedade. Chama-se julgamento a aplicação do que é justo 1. Norberto Bobbio assim delineia a posição do Estagirita: Uma das mais tradicionais definições filosóficas é a que define o direito em função da justiça (isto é, como ordenamento que serve para a realização da justiça). Esta definição já é encontrada em Aristóteles. Neste autor, a propósito, a identificação de direito e justiça atinge até o plano linguístico, visto que para indicar o direito Aristóteles usa o termo díkaion, que significa propriamente justo (de dikê = justiça; cf. 1). Esta mesma definição pode ser encontrada num filósofo contemporâneo, Radbruch [...] 2 O resgate da busca do ideal de Justiça é a tônica da hodierna concepção do direito constitucional, encontrada principalmente no movimento conhecido como nova hermenêutica constitucional, assim contextualizado por Luis Roberto Barroso e Ana Paula de Barcellos 3 : A superação histórica do jusnaturalismo e o fracasso político do positivismo abriram caminho para um conjunto amplo e ainda inacabado de reflexões acerca do Direito, sua função social e sua interpretação. O pós-positivismo é a designação provisória e genérica de um ideário difuso, no qual se incluem a definição das relações entre valores, princípios e regras, aspectos da chamada nova hermenêutica constitucional, e a teoria dos direitos fundamentais, edificada sobre o fundamento da dignidade da pessoa humana. A valorização dos princípios, sua incorporação, explícita ou implícita, pelos textos constitucionais e o reconhecimento pela ordem jurídica de sua normatividade fazem parte desse ambiente de reaproximação entre Direito e Ética. (itálicos no original) Luiz Antônio Rizzato Nunes também sintetiza precisamente a questão, ao asseverar que a justiça soma-se ao princípio da intangibilidade da dignidade humana, como fundamento de todas as normas jurídicas, na medida em que qualquer pretensão jurídica deve ter como base uma ordem justa. 4 Neste sentido, reaproximando Direito e Ética e Direito e Justiça, os seus operadores haverão de entender que a violação de um direito é uma questão muito séria, pois, como adverte Ronald Dworkin, significa tratar um homem como menos que um homem ou como se fosse menos digno de consideração que outros homens. 5 Alguns dos instrumentos da concreção da Justiça pelo Direito são os princípios constitucionais e os Direitos Fundamentais, já que, conforme mencionado por Konrad Hesse, 1 A política. Rio de Janeiro: Ediouro, [1995?]. p O Positivismo Jurídico: Lições de Filosofia do Direito. São Paulo: Ícone, O começo da história: a nova interpretação constitucional e o papel dos princípios no direito brasileiro. In: SAMPAIO, José Adércio Leite (Coord.). Crise e desafios da Constituição: perspectivas críticas da teoria e das práticas constitucionais brasileiras. Belo Horizonte: Del Rey, p Curso de Direito do Consumidor: com exercícios. 2. ed. rev. atual. São Paulo: Saraiva, p Levando os direitos a sério. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, p

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Vinculação do estudo do impacto ambiental Gabriela Mansur Soares Estudo Do Impacto Ambiental Vinculação Do Estudo Do Impacto Ambiental (Eia) O objetivo desse artigo é demonstrar

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO APELAÇÃO CÍVEL nº 0007033-40.2009.4.03.6100/SP APELANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL APELADO: UNIÃO FEDERAL RELATORA: Desembargadora

Leia mais

A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA

A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA D OLIVEIRA, Marcele Camargo 1 ; D OLIVEIRA, Mariane Camargo 2 ; CAMARGO, Maria Aparecida Santana 3 Palavras-Chave: Interpretação.

Leia mais

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL Ana Victoria de Paula Souza Souza, Ana Victoria de Paula. O tribunal de justiça do Estado de São Paulo e o julgamento por e-mail.

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO: CENTRO

Leia mais

PROJETO DE LEI nº, de 2012 (Do Sr. Moreira Mendes)

PROJETO DE LEI nº, de 2012 (Do Sr. Moreira Mendes) PROJETO DE LEI nº, de 2012 (Do Sr. Moreira Mendes) Dispõe sobre o conceito de trabalho análogo ao de escravo. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Para fins desta Lei, a expressão "condição análoga à

Leia mais

Ministério da Justiça. Intervenção do Ministro da Justiça

Ministério da Justiça. Intervenção do Ministro da Justiça Intervenção do Ministro da Justiça Sessão comemorativa do 30º Aniversário da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos do Homem Supremo Tribunal de Justiça 10 de Novembro de 2008 Celebrar o

Leia mais

A LEI MARIA DA PENHA E A AÇÃO PENAL CABÍVEL À VÍTIMA. Maria Eduarda Lopes Coelho de Vilela 1

A LEI MARIA DA PENHA E A AÇÃO PENAL CABÍVEL À VÍTIMA. Maria Eduarda Lopes Coelho de Vilela 1 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 1134 A LEI MARIA DA PENHA E A AÇÃO PENAL CABÍVEL À VÍTIMA Maria Eduarda Lopes Coelho de Vilela 1 1 Discente do 6º

Leia mais

Considerações sobre Saúde Suplementar no Brasil e a incidência da Lei 9.656/98 diante dos princípios do Código de Defesa do Consumidor

Considerações sobre Saúde Suplementar no Brasil e a incidência da Lei 9.656/98 diante dos princípios do Código de Defesa do Consumidor 111 Considerações sobre Saúde Suplementar no Brasil e a incidência da Lei 9.656/98 diante dos princípios do Código de Defesa do Consumidor Daniella Alvarez Prado 1 INTRODUÇÃO A Constituição, como corpo

Leia mais

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber:

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber: Posição Compromissória da CRFB e a Doutrina da Efetividade A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos,

Leia mais

O ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE PROCESSUAL RESUMO

O ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE PROCESSUAL RESUMO 32 O ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE PROCESSUAL Cristiano José Lemos Szymanowski 1 RESUMO A proposta deste trabalho estrutura-se na análise de dois temas que se conjugam, o Acesso à Justiça e a Efetividade

Leia mais

Direitos Fundamentais i

Direitos Fundamentais i Direitos Fundamentais i Os direitos do homem são direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos. Esses direitos advêm da própria natureza humana, daí seu caráter inviolável, intemporal e universal

Leia mais

PLANO DE ENSINO EMENTA

PLANO DE ENSINO EMENTA Faculdade de Direito Milton Campos Disciplina: Introdução ao Direito I Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Privado Área: Direito Civil PLANO DE ENSINO EMENTA Acepções, enfoques teóricos

Leia mais

O SILÊNCIO DA LEI NA ESFERA ADMINISTRATIVA

O SILÊNCIO DA LEI NA ESFERA ADMINISTRATIVA 71 O SILÊNCIO DA LEI NA ESFERA ADMINISTRATIVA Camilla Mendonça Martins Acadêmica do 2º ano do curso de Direito das FITL AEMS Mariana Ineah Fernandes Acadêmica do 2º ano do curso de Direito das FITL AEMS

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL Jonas Guedes 1 Resumo: O tema abordado no presente artigo versará sobre a impossibilidade jurídica do Tribunal do Júri na Justiça

Leia mais

NOTA TÉCNICA SEJUR nº 078/2014 (Aprovada em Reunião de Diretoria em 04/11/2014)

NOTA TÉCNICA SEJUR nº 078/2014 (Aprovada em Reunião de Diretoria em 04/11/2014) NOTA TÉCNICA SEJUR nº 078/2014 (Aprovada em Reunião de Diretoria em 04/11/2014) Referência: Expediente n.º 3896/2014 Origem: Câmaras Técnicas EMENTA: RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 460/13. EXAME TOXICOLÓGICO DE

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23

Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23 Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23 CAPÍTULO I... 25 1. Novos riscos, novos danos... 25 2. O Estado como responsável por danos indenizáveis... 26 3.

Leia mais

GUIA DE ESTUDOS INSS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO FÁBIO RAMOS BARBOSA

GUIA DE ESTUDOS INSS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO FÁBIO RAMOS BARBOSA DIREITO ADMINISTRATIVO Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e organização; natureza, fins e princípios. Direito Administrativo: conceito, fontes e princípios. Organização

Leia mais

Renovação de Reconhecimento CEE/GP 266/06 de 13 de julho de 2006 - D.O.E. 14/07/2006 Autarquia Municipal DEPARTAMENTO DE DIREITO DO ESTADO 2015

Renovação de Reconhecimento CEE/GP 266/06 de 13 de julho de 2006 - D.O.E. 14/07/2006 Autarquia Municipal DEPARTAMENTO DE DIREITO DO ESTADO 2015 DE DIREITO DO ESTADO 2015 EMENTA O Direito Constitucional é a referência axiológica para a aplicação de todos os ramos do Direito. Nesse sentido, este curso de Prática Jurídica Constitucional possibilita

Leia mais

Uma vez mais: da garantia da ordem pública como fundamento de decretação da prisão preventiva

Uma vez mais: da garantia da ordem pública como fundamento de decretação da prisão preventiva Uma vez mais: da garantia da ordem pública como fundamento de decretação da prisão preventiva Elaborado em 06.2005. Bruno César Gonçalves da Silva Mestre em Direito Processual pela PUC-Minas, professor

Leia mais

SUMÁRIO. Primeira Parte BASES NECESSÁRIAS ÀS TESES PROPRIAMENTE DITAS

SUMÁRIO. Primeira Parte BASES NECESSÁRIAS ÀS TESES PROPRIAMENTE DITAS SUMÁRIO INTRODUÇÃO Primeira Parte BASES NECESSÁRIAS ÀS TESES PROPRIAMENTE DITAS 1. A HOMOSSEXUALIDADE NA HISTÓRIA 2. A história e a homossexualidade 2.1 A sexualidade no mundo antigo 2.1.1 Foucault e a

Leia mais

A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO

A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO PARTE 1 A TUTELA PROVISÓRIA PREVISTA NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA CRÍTICA... 23 CAPÍTULO I TEORIA GERAL DA TUTELA

Leia mais

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA Antônio José Calhau de Resende Consultor da Assembléia Legislativa Lei decorrente de sanção tácita. Ausência de promulgação pelo Chefe do Poder Executivo

Leia mais

20/04/2005 TRIBUNAL PLENO V O T O. Senhor Presidente, que a requisição de bens e/ou serviços, nos

20/04/2005 TRIBUNAL PLENO V O T O. Senhor Presidente, que a requisição de bens e/ou serviços, nos 20/04/2005 TRIBUNAL PLENO MANDADO DE SEGURANÇA 25.295-2 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Ninguém ignora, Senhor Presidente, que a requisição de bens e/ou serviços, nos termos

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Estado KWY editou norma determinando a gratuidade dos estacionamentos privados vinculados a estabelecimentos comerciais, como supermercados, hipermercados, shopping

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador ANTONIO ANASTASIA

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador ANTONIO ANASTASIA PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 237, de 2013, que define crime conexo, para fins do disposto no art. 1º, 1º, da Lei nº 6.683,

Leia mais

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade.

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. Jaileno Miranda Conceição¹ RESUMO O Direito Administrativo é um ramo do Direito Público composto por órgãos, agentes, e pessoas jurídicas administrativas,

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da Vara Criminal de Medianeira/PR

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da Vara Criminal de Medianeira/PR Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da Vara Criminal de Medianeira/PR PONTE, por seu defensor que esta subscreve, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, requerer a concessão de LIBERDADE PROVISÓRIA

Leia mais

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de constitucionalidade Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: há diversas modalidades de controle de constitucionalidade previstas no direito brasileiro.

Leia mais

O Conselho Tutelar e a fiscalização de bailes, boates e congêneres:

O Conselho Tutelar e a fiscalização de bailes, boates e congêneres: O Conselho Tutelar e a fiscalização de bailes, boates e congêneres: Murillo José Digiácomo 1 Uma questão que sempre surge quando se discute o papel do Conselho Tutelar no Sistema de Garantias idealizado

Leia mais

No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação do artigo 2º, da lei nº 8.072, de 28 de julho de 1990.

No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação do artigo 2º, da lei nº 8.072, de 28 de julho de 1990. A NOVA DISCIPLINA DA PROGRESSÃO DE REGIME TRAZIDA PELA LEI Nº 11.464/07. MAURICIO MAGNUS FERREIRA JUIZ DE DIREITO DO TJ/RJ No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação

Leia mais

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo Contextualização Sumário - O Controle na Administração Pública - O Controle Externo - O Controle Interno O Controle Interno do Poder Executivo do Estado

Leia mais

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO:

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 7.645, DE 2014. Altera o art. 18 do Decreto-Lei nº 667, de 2 de julho de 1969, que extingue a pena de prisão disciplinar para as polícias

Leia mais

Sobre a criminalização das ocupações urbanas

Sobre a criminalização das ocupações urbanas Sobre a criminalização das ocupações urbanas Mauri J.V Cruz 1 Que as lutas e conflitos sociais são tratados no Brasil como caso de polícia nós já sabemos há muitos anos. Esta prática, infelizmente, não

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br 1 Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br PROCESSO Nº 2008.85.00.001172-4 CLASSE: 126 MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRANTE: MARIA DE LOURDES VIEIRA LIMA IMPETRADO:

Leia mais

Encontro Temático do NEATS PUC/SP sobre a Nova Lei Geral das Parcerias da Administração com as Organizações da Sociedade Civil Lei nº 13.

Encontro Temático do NEATS PUC/SP sobre a Nova Lei Geral das Parcerias da Administração com as Organizações da Sociedade Civil Lei nº 13. Encontro Temático do NEATS PUC/SP sobre a Nova Lei Geral das Parcerias da Administração com as Organizações da Sociedade Civil Lei nº 13.019/2014 Sanções administrativas LUIS EDUARDO PATRONE REGULES Advogado.

Leia mais

AULA 06. Conteúdo da aula: Hermenêutica constitucional (cont.). A visão pós-positivista. Teoria dos princípios. Ponderação de interesses.

AULA 06. Conteúdo da aula: Hermenêutica constitucional (cont.). A visão pós-positivista. Teoria dos princípios. Ponderação de interesses. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Constitucional / Aula 06 Professor: Marcelo Leonardo Tavares Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 06 Conteúdo da aula: Hermenêutica constitucional

Leia mais

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades DIREITO À CIDADE UM EXEMPLO FRANCÊS Por Adriana Vacare Tezine, Promotora de Justiça (MP/SP) e Mestranda em Direito Urbanístico na PUC/SP I Introdução A determinação do governo francês de proibir veículos

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Direito agrário: função social da propriedade; sua evolução e história Paula Baptista Oberto A Emenda Constitucional Nº. 10 de 10/11/64 foi o grande marco desta recente ciência jurídica

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.381.315 - RJ (2013/0148762-1) RELATOR : MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECORRIDO : JOSÉ JERÔNIMO ALVES FERREIRA ADVOGADO

Leia mais

OS LIMITES DO PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

OS LIMITES DO PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA OS LIMITES DO PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Administração Pública, no exercício de suas funções, dispõe de poderes que visam garantir a prevalência do interesse público sobre o particular.

Leia mais

RECOMENDAÇÃO n.º 05/2014

RECOMENDAÇÃO n.º 05/2014 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA BAHIA Inquérito Civil Público Autos n.º 1.14.000.001665/2012-31 RECOMENDAÇÃO n.º 05/2014 NO ESTADO DE DIREITO GOVERNAM AS LEIS E NÃO OS HOMENS. VIGE

Leia mais

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo LEONARDO COSTA SCHÜLER Consultor Legislativo da Área VIII Administração Pública ABRIL/2013 Leonardo Costa Schüler 2 SUMÁRIO O presente trabalho aborda

Leia mais

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO Sujeitos processuais são as pessoas que atuam no processo, ou seja, autor, réu e juiz, existem outros sujeitos processuais, que podem ou não integrar o processo,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O direito à saúde na Constituição Federal de 1988: caracterização e efetividade Alexandre Gonçalves Lippel* 1. Caracterização do direito à saúde O direito à saúde emerge no constitucionalismo

Leia mais

Concurso de Teses do VII Congresso Nacional dos Defensores Públicos. Samara Wilhelm - DPRS

Concurso de Teses do VII Congresso Nacional dos Defensores Públicos. Samara Wilhelm - DPRS Concurso de Teses do VII Congresso Nacional dos Defensores Públicos Samara Wilhelm - DPRS A Lei Maria da Penha como Novo Paradigma de Acesso Integral à Justiça Categoria Defensores Públicos A Lei Maria

Leia mais

Preliminarmente, devem ser afastadas as preliminares agitadas pelo Município de Florianópolis.

Preliminarmente, devem ser afastadas as preliminares agitadas pelo Município de Florianópolis. AÇÃO CIVIL PÚBLICA Nº 5021653-98.2013.404.7200/SC AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL RÉU: MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS; UNIÃO - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO DECISÃO (liminar/antecipação da tutela) O MINISTÉRIO

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Poder de Polícia: conceito, características e meios de atuação e divisão no atual sistema administrativo brasileiro Ricardo Pontes de Almeida* INTRODUÇÃO A partir do estudo do sistema

Leia mais

DIREITO DE ESCOLHA A TRATAMENTO MÉDICO ISENTO DE SANGUE, POR RAZÕES DE CONSCIÊNCIA E CONVICÇÕES RELIGIOSAS

DIREITO DE ESCOLHA A TRATAMENTO MÉDICO ISENTO DE SANGUE, POR RAZÕES DE CONSCIÊNCIA E CONVICÇÕES RELIGIOSAS DIREITO DE ESCOLHA A TRATAMENTO MÉDICO ISENTO DE SANGUE, POR RAZÕES DE CONSCIÊNCIA E CONVICÇÕES RELIGIOSAS Maria Claudia de Almeida Luciano Jacob 1 Sérgio Ricardo Vieira 2 RESUMO O presente trabalho visa

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A função administrativa e o dever de precaução nos atos administrativos Thomaz Akimura * 1 O Direito Administrativo e o exercício do Poder Estatal O Direito Administrativo nasceu

Leia mais

REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá.

REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá. REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá. Em sede do julgamento do habeas corpus n. 97.256/RS, o Supremo Tribunal

Leia mais

Capítulo II Princípios penais e político-criminais

Capítulo II Princípios penais e político-criminais Capítulo II Princípios penais e político-criminais Sumário 1. Princípio da legalidade penal: 1.1. Previsão; 1.2. Origem; 1.3. Denominação e alcance; 1.4. Funções 2. Princípio da fragmentariedade 3. Princípio

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS SECRETARIA MUNICIPAL DE GESTÃO E CONTROLE. Princípios da Administração Pública

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS SECRETARIA MUNICIPAL DE GESTÃO E CONTROLE. Princípios da Administração Pública PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS SECRETARIA MUNICIPAL DE GESTÃO E CONTROLE Princípios da Administração Pública PRINCÍPIOS A palavra princípio significa início, começo, origem das coisas, verdades primeiras,

Leia mais

Eficácia dos direitos fundamentais nas relações de trabalho

Eficácia dos direitos fundamentais nas relações de trabalho Eficácia dos direitos fundamentais nas relações de trabalho RENATO RUA DE ALMEIDA, advogado trabalhista, professor de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da PUC-SP, doutor em Direito do Trabalho

Leia mais

Francisco José Carvalho

Francisco José Carvalho 1 Olá caro leitor, apresento a seguir algumas considerações sobre a Teoria da Função Social do Direito, ao qual considero uma teoria de direito, não apenas uma teoria nova, mas uma teoria que sempre esteve

Leia mais

1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito:

1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito: 1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito: (A) desapropriação de terras improdutivas. (B) penhora de bens em execução

Leia mais

O Direito Ambiental no Brasil.

O Direito Ambiental no Brasil. NOTA DE CONJUNTURA JURÍDICA Março de 2009 Nº3 O Direito Ambiental no Brasil. Profa. Sandra Mara Ribeiro Muradi Mestra em Direito pela PUCSP. Professora da ESPM e da PUCSP. Introdução O homem e o mundo

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL AO ILUSTRÍSSIMO SENHOR SÉRGIO FRANKLIN QUINTELLA VICE-PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS RECOMENDAÇÃO 1. Considerando que a Constituição Federal de 1988 atribui ao Ministério Público, nos termos do

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

Teoria das nulidades dos atos de advocacia. Dispõe o Estatuto da Advocacia (Lei Federal n.º 8.906/94):

Teoria das nulidades dos atos de advocacia. Dispõe o Estatuto da Advocacia (Lei Federal n.º 8.906/94): Thiago d Ávila Membro da Advocacia-Geral da União. Procurador Federal. Procurador do INCRA em Natal/RN. Ex-Procurador do INSS. Ex-Procurador do Órgão de Arrecadação da Procuradoria-Geral Federal. Dedica-se

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 (Do Sr. Fábio Trad) Tipifica o crime de descumprimento de medidas protetivas da Lei 11.340, de 07 de agosto de 2006 - Lei Maria da Penha. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º

Leia mais

Revista. Artigo. Conclusão

Revista. Artigo. Conclusão Artigo Revista Apontamentos sobre a necessidade de divulgação da pesquisa de preços no edital do pregão, apesar da jurisprudência do Tribunal de Contas da União em contrário. Gabriela Moreira Castro Elaborado

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO I. NOÇÕES PRELIMINARES

DIREITO ADMINISTRATIVO I. NOÇÕES PRELIMINARES DIREITO ADMINISTRATIVO I. NOÇÕES PRELIMINARES 1. DIREITO: é o conjunto de normas de conduta coativa impostas pelo Estado, se traduz em princípios de conduta social, tendentes a realizar Justiça, assegurando

Leia mais

Prof. Murillo Sapia Gutier

Prof. Murillo Sapia Gutier Prof. Murillo Sapia Gutier Conceito: Completo bem-estar físico, mental e espiritual; Constitucionalização do Direito à Saúde; Higidez como direito fundamental; Valor vida humana: acarreta no direito subjetivo

Leia mais

A (in) dispensabilidade da presença do advogado no processo admnistrativo disciplinar

A (in) dispensabilidade da presença do advogado no processo admnistrativo disciplinar A (in) dispensabilidade da presença do advogado no processo admnistrativo disciplinar Igor de Carvalho Leal Campagnolli Advogado, Graduado em Direito pelo Centro Universitário de Educação Superior do Amazonas

Leia mais

Nesses termos, pede deferimento. Uberaba/MG,

Nesses termos, pede deferimento. Uberaba/MG, MERITÍSSIMA JUÍZA DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE UBERABA/ MINAS GERAIS. Autos n. 701. Secretaria cível BANCO xxxx., já qualificado nos autos epigrafados da AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA

Leia mais

ACESSO E SAÍDA DA JUSTIÇA

ACESSO E SAÍDA DA JUSTIÇA ACESSO E SAÍDA DA JUSTIÇA A proliferação dos conflitos tem direta relação com o aumento populacional, que é inevitável. Com a tendência universal de ampliação do acesso à justiça, sentida no Brasil, notadamente

Leia mais

EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR. Por Cid Sabelli 1

EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR. Por Cid Sabelli 1 EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR Por Cid Sabelli 1 INTRODUÇÃO Fato tormentoso na vida do cidadão diz respeito às informações lançadas em sua folha de antecedentes

Leia mais

CONFEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONDSEF

CONFEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONDSEF Nota Técnica AJN/CONDSEF n. 07/2011 CONDSEF. Possibilidade de conversão de tempo de serviço prestado em condições especiais em tempo de serviço comum após o advento da Medida Provisória n. 1.663, posteriormente

Leia mais

Campanha de combate e prevenção à Violência Contra a Mulher.

Campanha de combate e prevenção à Violência Contra a Mulher. Campanha de combate e prevenção à Violência Contra a Mulher. Vamos juntos trabalhar em prol da vida! BRASIL É CAMPEÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NUM RANKING DE 54 PAÍSES fonte: Sociedade Mundial de Vitimologia,

Leia mais

Controle de Constitucionalidade. Desenvolvido por :

Controle de Constitucionalidade. Desenvolvido por : Controle de Constitucionalidade Desenvolvido por : Prof. Raul de Mello Franco Júnior e-mail: raul@mp.sp.gov.br Página: www.raul.pro.br Versão para Impressão www.tonirogerio.com.br Conceito Controlar a

Leia mais

RECOMENDAÇÃO n.º 06/2014

RECOMENDAÇÃO n.º 06/2014 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA BAHIA Procedimento Preparatório Autos n.º 1.14.000.002855/2013-57 RECOMENDAÇÃO n.º 06/2014 NO ESTADO DE DIREITO GOVERNAM AS LEIS E NÃO OS HOMENS. VIGE

Leia mais

A Vedação da Propaganda Institucional no Período Eleitoral e a Lei 9.504/97

A Vedação da Propaganda Institucional no Período Eleitoral e a Lei 9.504/97 268 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 7 Curso: 1º Seminário de Direito Eleitoral: Temas Relevantes para as Eleições de 2012 A Vedação da Propaganda Institucional no Período Eleitoral e a Lei 9.504/97

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL CIVIL COMO INSTRUMENTO PARA EFETIVAÇÃO DA NORMA MATERIAL (DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS). 1

DIREITO PROCESSUAL CIVIL COMO INSTRUMENTO PARA EFETIVAÇÃO DA NORMA MATERIAL (DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS). 1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL COMO INSTRUMENTO PARA EFETIVAÇÃO DA NORMA MATERIAL (DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS). 1 Divair Lourenço da Silva 2 Resumo: Este artigo busca em linhas gerais fazer uma analise

Leia mais

DA LEGITIMIDADE ATIVA DA DEFENSORIA PÚBLICA PARA A DEFESA COLETIVA DOS CONSUMIDORES

DA LEGITIMIDADE ATIVA DA DEFENSORIA PÚBLICA PARA A DEFESA COLETIVA DOS CONSUMIDORES DA LEGITIMIDADE ATIVA DA DEFENSORIA PÚBLICA PARA A DEFESA COLETIVA DOS CONSUMIDORES Vitor Vilela Guglinski Assessor de juiz, especialista em Direito do Consumidor em Juiz de Fora (MG). A 2ª Câmara Especial

Leia mais

Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais

Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais O Supremo Tribunal Federal possui o poder de decidir sobre a constitucionalidade das normas jurídicas que foram aprovadas antes da entrada

Leia mais

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A UNIÃO DOS ADVOGADOS PÚBLICOS FEDERAIS DO BRASIL UNAFE, pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, associação civil

Leia mais

AULA 10 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL

AULA 10 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL Faculdade do Vale do Ipojuca - FAVIP Bacharelado em Direito Autorizado pela Portaria nº 4.018 de 23.12.2003 publicada no D.O.U. no dia 24.12.2003 Curso reconhecido pela Portaria Normativa do MEC nº 40,

Leia mais

NOTIFICAÇÃO Nº 007.2015.59.1.1.930434.2014.56225

NOTIFICAÇÃO Nº 007.2015.59.1.1.930434.2014.56225 NOTIFICAÇÃO Nº 007.2015.59.1.1.930434.2014.56225 O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS, pela Promotora de Justiça Dra. DELISA OLÍVIA VIEIRALVES FERREIRA, no exercício regular de suas atribuições institucionais,

Leia mais

O PAPEL DO JUDICIÁRIO NA EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE

O PAPEL DO JUDICIÁRIO NA EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE O PAPEL DO JUDICIÁRIO NA EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE ISRAEL PEDRO DIAS RIBEIRO 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA (UNEB) RESUMO O presente artigo discute o papel do Judiciário na efetivação do direito

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO PROJETO DE LEI Nº 7.311, DE 2002 (Apenso o Projeto de Lei nº 788, de 2003) Dispõe sobre a obrigatoriedade de presença

Leia mais

Perda do Posto e da Patente dos Oficiais e da Graduação das Praças

Perda do Posto e da Patente dos Oficiais e da Graduação das Praças Perda do Posto e da Patente dos Oficiais e da Graduação das Praças PAULO TADEU RODRIGUES ROSA é Juiz de Direito da Justiça Militar do Estado de Minas Gerais respondendo pela titularidade da 2ª AJME, Mestre

Leia mais

Assistência Social e OSCIPs: paralelismo ou parceria 1?

Assistência Social e OSCIPs: paralelismo ou parceria 1? Ementa: ASSISTÊNCIA SOCIAL E OSCIPs. DISTINÇÃO ENTRE QUALIFICAÇÃO (OSCIP) E INSCRIÇÃO EM CONSELHO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGATORIEDADE DE INSCRIÇÃO Assistência Social e OSCIPs: paralelismo ou parceria

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE PLANO DE AULA PROFESSOR: Antonio Isidoro Piacentin Disciplina: Direito Constitucional II Etapa: ()1ª ( ) 2ª ( ) 3ª ( x ) 4ª Turmas: ( ) F ( ) G (x ) P 1. OBJETIVOS: 1.1. Oferecer aos alunos os conceitos

Leia mais

RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS ECONOMICOS E SOCIAIS DA CIDADANIA: Efetivação de Políticas de Prevenção da Criminalidade pelo Ministério Público.

RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS ECONOMICOS E SOCIAIS DA CIDADANIA: Efetivação de Políticas de Prevenção da Criminalidade pelo Ministério Público. RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS ECONOMICOS E SOCIAIS DA CIDADANIA: Efetivação de Políticas de Prevenção da Criminalidade pelo Ministério Público. - Resumo e destaques objetivos da Conferência proferida no

Leia mais

PODER DE POLÍCIA NA ARGENTINA E NO BRASIL. Luciano Machado Ferreira Doutorando, Especialista em Ciências Criminais e Direito Público - Professor IPTAN

PODER DE POLÍCIA NA ARGENTINA E NO BRASIL. Luciano Machado Ferreira Doutorando, Especialista em Ciências Criminais e Direito Público - Professor IPTAN PODER DE POLÍCIA NA ARGENTINA E NO BRASIL Luciano Machado Ferreira Doutorando, Especialista em Ciências Criminais e Direito Público - Professor IPTAN Emerson dos Santos Ribeiro Especialista - Professor

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Princípio da Legalidade na Administração Pública Heletícia Oliveira* 1. INTRODUÇÃO O presente artigo tem como objeto elucidar, resumidamente, a relação do Princípio da Legalidade

Leia mais

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico:

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: 1 Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: Uma breve aproximação Clodoveo Ghidolin 1 Um tema de constante debate na história do direito é a caracterização e distinção entre jusnaturalismo e positivismo

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DA CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 6.542, DE 2006 VOTO EM SEPARADO DEPUTADO REGIS DE OLIVEIRA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DA CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 6.542, DE 2006 VOTO EM SEPARADO DEPUTADO REGIS DE OLIVEIRA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DA CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 6.542, DE 2006 Regulamenta o inciso IX do art. 114 da Constituição Federal, para dispor sobre competências da Justiça do Trabalho referentes

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato *

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato * A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL Fábio Konder Comparato * Dispõe a Constituição em vigor, segundo o modelo por nós copiado dos Estados Unidos, competir

Leia mais

UMA CRÍTICA À TEORIA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO: A possibilidade jurídica do pedido como questão de mérito

UMA CRÍTICA À TEORIA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO: A possibilidade jurídica do pedido como questão de mérito 563 UMA CRÍTICA À TEORIA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO: A possibilidade jurídica do pedido como questão de mérito Rafael Arouca Rosa (UNESP) Introdução Dentre as mudanças propostas no anteprojeto do novo Código

Leia mais

LIBERDADE PROVISÓRIA E FIANÇA NO PROJETO DE CÓDIGO DE PROCESSO PENAL (PLS 156/2009)

LIBERDADE PROVISÓRIA E FIANÇA NO PROJETO DE CÓDIGO DE PROCESSO PENAL (PLS 156/2009) LIBERDADE PROVISÓRIA E FIANÇA NO PROJETO DE CÓDIGO DE PROCESSO PENAL (PLS 156/2009) ANDRÉ VINÍCIUS MONTEIRO Assistente Jurídico do Tribunal de Justiça de São Paulo, graduado pela PUC/SP e pesquisador do

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE EMPRESA PÚBLICA DE TRANSPORTE E CIRCULAÇÃO S/A EPTC CONCURSO PÚBLICO 01/2007

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE EMPRESA PÚBLICA DE TRANSPORTE E CIRCULAÇÃO S/A EPTC CONCURSO PÚBLICO 01/2007 CARGO: ADVOGADO PROGRAMA RETIFICADO EM 12/12/2007 DIREITO ADMINISTRATIVO 1. Direito Administrativo: conceito, abrangência, origem e evolução histórica. 2. Administração Pública: conceito, abrangência.

Leia mais