Universidade Cândido Mendes Pós-Graduação Latu Sensu TURISMO SUSTENTÁVEL X MEIO AMBIENTE UMA GESTÃO INTEGRADA. Por:Carla Barbosa Batista Cosme

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1 Universidade Cândido Mendes Pós-Graduação Latu Sensu TURISMO SUSTENTÁVEL X MEIO AMBIENTE UMA GESTÃO INTEGRADA. Por:Carla Barbosa Batista Cosme Orientadora: Professora Maria Esther Araújo RIO DE JANEIRO 2011

2 Universidade Cândido Mendes Pós-Graduação Latu Sensu Faculdade Integrada AVM TURISMO SUSTENTÁVEL X MEIO AMBIENTE UMA GESTÃO INTEGRADA. O trabalho a seguir pretende enfocar ante uma análise científica, política e organizacional um conceito de idéias e ações sobre como a atividade turística aliada às práticas de sustentabilidade pode fazer com que o turismo sirva de exemplo para a gestão de uma atividade sócio-econômica sem que esta cause impactos negativos ao meio ambiente. 2

3 Agradecimentos Agradeço a todos que me ajudaram a chegar até aqui para concluir mais esta etapa e me incentivaram a ter esforço, dedicação, amor e carinho pelo que faço. 3

4 Dedicatória Dedico este trabalho aos meus pais, amigos e mestres, cuja sabedoria, amor ao trabalho e disciplina me inspiraram para que eu concluísse mais esta etapa. 4

5 Resumo O presente trabalho analisa a relação direta entre a atividade turística e o meio ambiente, abordando a importância da gestão integrada entre uma e outra, discutindo os aspectos legais, políticos, sociais e culturais acerca do tema em questão, com enfoque na sustentabilidade a longo prazo e na responsabilidade sócioambiental que envolve o governo, o setor privado e a sociedade em todos os níveis. 5

6 Metodologia A metodologia utilizada para a elaboração deste trabalho foi a pesquisa bibliográfica em livros, periódicos e sites governamentais utilizando os fundamentos de autores, tais, como: Zysman Neiman, Antonio Carlos Brasil Pinto, Antônio Beltrão, Mario Carlos Beni e outros. Não foi realizada a pesquisa de campo, porém a visão holística foi um dos instrumentos utilizados para a realização deste trabalho, pois a observação do cenário turístico e social do país, especialmente da Cidade do Rio de Janeiro, também compõe a metodologia científica do cenário turístico e ambiental para uma abordagem acadêmica. 6

7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO 1 Turismo Sustentável e Sua Relação com o Meio Ambiente O Conceito de Sustentabilidade Turismo: Definição O Turismo de Massa Turismo Alternativo O Que Significa? Turismo Sustentável ou Ecoturismo 14 CAPÍTULO 2 Ambientalismo, Turismo e a Premissa do Desenvolvimento Sustentável O Desenvolvimento Sustentável e Suas Contradições Turismo X Sustentabilidade Planejamento e Gestão: Turismo e Meio Ambiente Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) Instrumentos da PNMA Políticas Públicas para o Turismo Gestão Participativa 28 CAPÍTULO 3 Turismo e Meio Ambiente no Contexto da Responsabilidade Social Marketing Responsável e Certificação Marketing Responsável Marketing Verde Certificação Vantagens e Desvantagens da Certificação 34 CONCLUSÃO 36 ANEXO I 37 ANEXO II 39 ANEXO III 40 BIBLIOGRAFIA CITADA 41 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 43 ÍNDICE 44 7

8 INTRODUÇÂO Ultimamente, as constantes preocupações e discussões que a sociedade tem debatido sobre o meio ambiente e questões afins têm contribuído para enfatizar a necessidade de alcançarmos o desenvolvimento sustentável. Por ser uma atividade que necessita do meio natural para a sua existência, o turismo pode causar danos ao meio ambiente e por este motivo a atividade necessita de uma gestão eficiente e integrada com a gestão ambiental para que ambas possam atuar de forma a mitigar os impactos negativos em suas respectivas ações. O turismo é uma atividade econômica em potencial e contribui muito para o aumento do PIB de um país. Porém, enxergar a atividade apenas com a visão de negócios implica numa atitude arcaica e nada positiva no que diz respeito aos cuidados e à preservação do meio ambiente, tão importante para a nossa sobrevivência em condições dignas. A Eco-92, realizada aqui na cidade do Rio de Janeiro em junho deste mesmo ano, serviu para alertar os políticos, os economistas e a sociedade de modo geral sobre a importância do bem-estar e da análise custo-benefício das ações que envolvem as questões ambientais. Em decorrência, a idéia de se associar questões ambientais com o desenvolvimento sustentável passou a ser mais difundida, tanto nos segmentos sociais, quanto nas organizações públicas e privadas. Deste modo, o turismo passou a ter uma importância maior por parte do governo brasileiro, o qual passou a regulamentar a prestação de bens e serviços, utilizando o viés do ambientalismo como instrumento para justificar os esforços de conservação do meio natural, em especial no setor da economia. No entanto, mesmo com a crescente preocupação por parte do governo e da sociedade com as questões que envolvem a preservação ambiental, o turismo no Brasil ainda está longe de poder ser considerado uma atividade sustentável. Isto ocorre porque parte das organizações públicas e privadas ainda não têm a visão holística para planejar e administrar a atividade, de modo que esta não vise apenas o lucro econômico, mas também o lucro sócioambiental, com a mitigação dos impactos negativos e a conservação do ambiente natural existente. 8

9 O presente trabalho pretende abordar de forma lúdica como o turismo é desenvolvido no Brasil, enfatizando os aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais que envolvem o mesmo, bem como os aspectos ambientais, os quais são de suma importância para a execução da atividade. Também serão abordadas as questões legais que envolvem tanto o turismo, quanto o meio ambiente, através da legislação vigente, das políticas públicas e da participação do poder público e do setor privado na economia do país relativa ao turismo. Portanto, pensar no turismo apenas como lazer hoje em dia é ter uma visão simplista e equivocada da atividade, pois esta deve estar em harmonia com o meio ambiente e, para tanto, necessita da conscientização de que a educação e a preservação ambiental fazem parte das nossas vidas em qualquer instância. 9

10 CAPÍTULO 1 1. O Turismo Sustentável e Sua Relação com o Meio Ambiente Há uma crescente tendência do mercado turístico em ofertar viagens e atividades que possibilitem vivenciar coisas novas e diferentes, nas quais o que menos importa é o destino. A preocupação com o social e o ambiental é a tônica dessa tendência. Andréa Rabinovici (2009) A expressão meio ambiente é redundante, uma vez que meio e ambiente são sinônimos e designam o âmbito que nos cerca, o nosso entorno, o lugar onde estamos inseridos e vivemos. De fato, meio significa um conjunto de elementos materiais e circunstanciais que influenciam um organismo. Ambiente, por sua vez, consiste no que rodeia ou envolve por todos os lados constituindo o meio no qual se vive. O meio ambiente possui em nosso ordenamento jurídico uma definição legal, prevista pelo art. 3.º, I, da Lei 6.938/1981, correspondendo ao conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Dessa forma, o meio ambiente não corresponde apenas ao ambiente natural abrangendo também outras perspectivas, nas quais a vida esteja inserida. Assim, tradicionalmente, classificamos o meio ambiente a partir de quatro aspectos: o físico, o artificial, o cultural e o ambiente de trabalho e o turismo se enquadra em todos eles. A) Meio Ambiente Natural ou Físico Constituído pelo ar, atmosfera, água, solo, subsolo, fauna, flora e biodiversidade, ou seja, corresponde aos elementos naturais que são tradicionalmente associados ao meio ambiente independente da ação humana. 10

11 B) Meio Ambiente Artificial Corresponde ao espaço urbano construído, abrangendo o conjunto de edificações e equipamentos públicos abertos, tais como: ruas, praças, avenidas, etc. Deriva desse aspecto urbano a necessidade de planejamento e ordenamento territorial, avaliando os processos de urbanização para reduzir os impactos negativos e assim poder alcançar o equilíbrio ambiental (EIA/RIMA). Neste contexto, o Estatuto da Cidade Lei /2001 faz parte do art. 2º, I, garantindo o direito da sustentablilidade como uma de suas diretrizes. C) Meio Ambiente Cultural Consiste nas intervenções humanas, materiais ou imateriais, que possuem valor cultural no que se refere à identidade, à ação, à memória e ao patrimônio dos diferentes grupos formadores de uma sociedade. Abrange, portanto, o patrimônio histórico, artístico, paisagístico, arqueológico, ecológico, etc. D) Meio Ambiente do Trabalho Compreende a qualidade do ambiente em que o trabalhador exerce sua atividade profissional contribuindo para a harmonia e o desenvolvimento da produção e do respeito à dignidade das pessoas. 1.1 O Conceito de Sustentabilidade O que significa ser sustentável? Como a própria palavra sugere, sustentar é a habilidade se suportar algo por um determinado prazo e em condições adequadas. É um processo de permanência, de existência. Quando falamos em sustentabilidade no contexto atual estamos nos referindo não somente ao meio natural/físico, pois este contexto abrange todos os segmentos sociais e também se destaca no cenário urbano, político e econômico e organizacional (empresas). 11

12 Para que algo seja e/ou se torne sustentável precisamos entender que a satisfação das nossas necessidades atuais não pode comprometer as necessidades de satisfação das gerações futuras. A partir deste princípio passamos a atuar sob o conceito do desenvolvimento sustentável, colocando-o em prática no nosso dia-a-dia. 1.2 Turismo: Definição Segundo a OMT (Organização Mundial do Turismo): Turismo é o deslocamento do seu local de vivência para um outro, onde haja pelo menos um pernoite e a consumação de algum produto turístico (hotel, restaurante, pacote de viagem, etc). Turismo e meio ambiente possuem uma estreita relação de dependência, pois toda atividade turística necessita de um ambiente para acontecer. O ambiente por sua vez, natural ou artificial, sofre um processo de descaracterização em seu cenário natural para que a infra-estrutura da indústria do turismo possa ser instalada, fazendo com que muitas vezes ocorram impactos negativos em decorrência do emprego de tais empreendimentos e/ou da atividade mal planejada O Turismo de Massa De acordo com Cruz, o turismo de massa é: Uma forma de organização do turismo que envolve o agenciamento da atividade, bem como a interligação entre agenciamento, transporte e hospedagem, de modo a proporcionar o barateamento dos custos da viagem e permitir, consequentemente, que um grande número de pessoas viaje. (Cruz, 2005, p.6) 12

13 Para Luchiari (1999, p. 3), o turismo de massa: induz a produção de atrações inventadas que valorizam mais a técnica de produção do que a autenticidade, ou seja, lugares e atrativos são criados meramente para o que o olhar do turista deseja ver. O marketing e o embelezamento do local se fazem imprescindíveis, o que pode ser notado, por exemplo, na segmentação do território classificado como local para turistas. Observando-se a trajetória do turismo, o elitismo e a imitação são características constantes e recorrentes. Os impactos sociais, econômicos e ambientais negativos advindos da atividade turística são observados, estudados e apontados, porém muitas vezes não são eliminados. Alguns desdobramentos do turismo de massa, tais como: a sazonalidade, o desgaste dos recursos naturais, a especulação imobiliária, a segmentação territorial e etc correspondem estritamente aos interesses econômicos de determinados grupos econômicos e/ou políticos, fazendo com que as contradições entre a economia e as práticas sustentáveis fiquem ainda mais evidentes. Quando analisamos atentamente o termo turismo de massa, podemos perceber que a atividade turística continua excludente, uma vez que, apesar de uma parte da população mundial que antes era ausente poder praticá-lo, boa parte dessa população, especialmente nos países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, continuam a não vislumbrar a atividade turística como uma forma de melhorar sua qualidade de vida, seja por usufruir dele, ou para torná-lo uma fonte de renda. A prática do turismo predatório ainda é o vilão que impede a prática do turismo sustentável, tanto pela ganância do setor econômico, quanto pelo descaso do poder público no que diz respeito à preservação do patrimônio natural e cultural que possuímos Turismo Alternativo O Que Significa? Os impactos derivados do turismo de massa refletem momentos pelos quais a sociedade está ainda está passando, tais como: consumo exagerado, poluição, crescimento da frota de veículos, classes menos favorecidas com maior poder aquisitivo, etc. 13

14 Nesse contexto, a sustentabilidade permeou as discussões ambientalistas e dos movimentos de contracultura surgiu o turismo alternativo, o qual sugere uma alternativa de mudança ecologicamente mais benéfica para o desenvolvimento do turismo de massa. Dessa maneira, o turismo alternativo possui características que o diferenciam do turismo de massa por permitir, por exemplo, que a comunidade envolvida participe da tomada de decisões e do fomento da atividade. Para que esse tipo de turismo seja alcançado é preciso modificar as atitudes dos turistas, dos destinos e, principalmente do trade, que é o maior responsável pelo fato de o turismo concentrar-se efetivamente nos ganhos econômicos e só querer atender a um número elevado de pessoas, o que causa maior impacto negativo. O turismo alternativo surge com a visão de ser um turismo local, em menor escala, o qual serviria para incentivar o desenvolvimento de uma determinada localidade e não cópia de modelos estrangeiros para o planejamento da atividade, que algumas vezes não se adequa à realidade existente no Brasil. Assim, o turismo começaria a ser realmente planejado, de forma comunitária, na qual as populações teriam vez e voz e seus pensamentos fariam parte do conjunto do trade local. Do turismo alternativo surgiram ainda outras expressões, tais como: turismo ecológico, verde, sustentável, de aventura, entre outros, porém o termo que se tornou mais utilizado e conhecido é o ecoturismo. Um dos principais motivos para a crescente visibilidade do ecoturismo é a capacidade que o mesmo possui de ser reproduzido e replicado, atraindo o interesse daqueles que desejam ter experiências diferentes daquelas que são praticadas no turismo convencional, proporcionando um lazer saudável em meio natural, porém sem causar impactos ao meio ambiente Turismo Sustentável ou Ecoturismo O rápido desenvolvimento da atividade turística, embora bem-visto pela iniciativa pública e privada, vem acarretando uma série de problemas de ordem social, econômica e ambiental, desencadeados, principalmente, pelo turismo de massa. 14

15 Como conseqüência do crescimento desse tipo de prática, seus pressupostos foram colocados em xeque, ao mesmo tempo que buscava uma maneira menos impactante de conceber o desenvolvimento de atividades econômicas, o respeito às culturas e a conservação da natureza das sociedades. Dentro desse contexto, as práticas predatórias tendem a ser abolidas, dando lugar ao turismo sustentável e/ou alternativo. Sendo o ecoturismo uma prática que se enquadra nessas novas metas, como conceituá-lo? E o mais importante, como praticá-lo? Como conseqüência de uma grande diversidade de entendimentos conceituais sobre seu significado, vários termos são utilizados para se referir à mesma atividade, como turismo de natureza, turismo responsável, turismo verde e outros, onde cada um apresenta aspectos bem próximos, senão idênticos uns dos outros. Nesse caso, como definir um ponto de vista comum a todos? Entre todas as definições existentes para o termo ecoturismo, três características estão sempre presentes, no que constitui o chamado tripé da sustentabilidade dessa atividade: I. garantia de conservação ambiental; II. educação ambiental III. benefícios às comunidades receptoras Os interesses dos diversos setores envolvidos com a atividade fazem com que ela englobe a interação de muitos atores sociais. Assim, o significado de ecoturismo é diferente para um morador da comunidade local e para um dono de pousada, por exemplo. No entanto, espera-se que seja uma atividade vinculada à sustentabilidade, constituindo-se num turismo de valores e atitudes. A busca pelo turismo alternativo desencadeou uma série de ramificações do segmento, o qual foi se dividindo de acordo com as motivações que levam os indivíduos a se deslocarem. Porém, todas as segmentações em questão se relacionam com o ecoturismo por terem características e finalidades em comum. 15

16 A) Turismo Cultural Prática que permite que o turismo seja um meio pelo qual se alcance a valorização do patrimônio de determinadas localidades, seja ele histórico, cultural, ou ambos, destacando a cultura e a diversidade. O turismo cultural, histórico, ou histórico-cultural se relaciona com o ecoturismo pelo fato de que este último tem, como um de seus pilares, a integração com as comunidades locais. Assim, além dos benefícios que a atividade proporciona, quando bem planejada e executada, também promove a valorização de culturas tradicionais. B) Turismo Educacional O turismo educacional, ou pedagógico, tem por objetivo executar viagens que promovam estudos do meio, ou seja, traçar um paralelo entre o conhecimento teórico discutido em sala de aula e uma experiência prática mais próxima daquela realidade. Esse tipo de prática visa relacionar lazer com conhecimento para que a diversidade seja reconhecida, o que justifica a relação desse segmento com o turismo sustentável e a proximidade com o ecoturismo, uma vez que este também tem como um de seus objetivos promover a educação ambiental e o reconhecimento de culturas diferentes. C) Turismo Científico A motivação para esse tipo de prática reside no interesse ou necessidade de estudos e pesquisas, sendo as viagens, em sua maioria, pesquisas de campo ou participações em eventos científicos. Nesse segmento, deve-se salientar que há uma grande preocupação com a conservação do local, já que este vem a ser um objeto de estudo e, dessa forma, é possível considerar o turismo científico como uma prática de turismo alternativo. A ligação com o ecoturismo se justifica pelo fato de que essa prática utiliza os mesmos ambientes e também tem preocupação com a conservação desses locais e com o bemestar da comunidade. 16

17 D) Turismo de Aventura A procura por atrativos, assim como uma gama maior de atividades a serem praticadas, revela a necessidade que o mercado tem de buscar novos clientes. Vários tipos de atividades estão relacionadas à prática do turismo de aventura: rafting, rapel, mountain bike, trekking, arborismo, entre outras. É uma atividade altamente especializada e exige capacitação profissional adequada, treinamento, segurança e qualidade na prestação dos serviços. A confusão com o ecoturismo se dá quando as agências vendem pacotes deste tipo como atividades ecoturísticas. Porém, no caso do ecoturismo a natureza é valorizada por si só, enquanto que o turismo de aventura necessita de uma modalidade esportiva realizada no ambiente natural sem causar danos ao mesmo. E) Turismo Rural O turismo rural propõe que a atividade ofereça serviços, produtos e equipamentos que utilizam o meio rural dotado de práticas agrícolas, biodiversidade, cultura e outros. Dessa forma, a atividade compreende uma relação mais próxima do turista com as atividades agrícolas, ou seja, há um vínculo entre o que é produzido na terra, com a produção agropecuária, assim como a valorização dos costumes, do artesanato, da arquitetura e da cultura local contribuindo para firmar o compromisso que o turismo tem com a sociedade. 17

18 CAPÍTULO 2 2. Ambientalismo, Turismo e a Premissa do Desenvolvimento Sustentável A preocupação com as questões ambientais surge por conta da crise ocasionada pela escassez dos recursos naturais, decorrente do uso descontrolado e irracional dos mesmos, que, por sua vez, é motivado pelo ritmo desenfreado e frenético do crescimento sócioeconômico global. Como conseqüência, a biodiversidade torna-se alvo dos interesses mais variados, caracterizando-se como uma moeda de troca (vide os créditos de carbono, por exemplo), porém sua importância e significado são ignorados, muitas vezes em prol do suposto progresso e desenvolvimento tecnológico das nações. Passa-se a falar de uma crise associada a uma crise civilizatória, bem como de uma sociedade de risco. Isso nos impede de resgatar primórdios do pensamento conservador brasileiro, uma vez que sua identidade e enraizamento constituem a manifestação de um novo movimento social, que acompanha e determina os dilemas e estratégias de acordo com as questões ambientais. Apesar de originalmente possuir uma preocupação política, social e ambiental, obviamente, o movimento ambientalista também se expressa em diversas formas de pensamentos e correntes sociais, as quais foram denominadas por Pádua (1997, p. 51 ) como : ambientalismo estético aquele que provém da criação artística e da preocupação em estabelecer uma relação com a natureza por meio da valoração da arte e da cultura; ambientalismo inserido nas ciências naturais ou sociais (visão biocêntrica ou antropocêntrica) por meio da reflexão científica; ambientalismo ético aquele que investiga a compreensão existente entre sociedade humana e mundo não humano (fauna e flora). Pádua (1997, p. 53) divide o ambientalismo em duas vertentes. A primeira tem uma visão antropocêntrica, preocupa-se com um meio ambiente saudável 18

19 para o ser humano e a segunda, conhecida como biocêntrica ou preservacionista, busca atribuir direitos iguais ao ser humano, aos animais, às plantas e à paisagem. O autor afirma que o ambientalismo brasileiro tem uma grande tendência para o desenvolvimentismo e para o social. Tal constatação revela-se verdadeira uma vez que retoma o ambientalismo de 1820 a 1920, no qual o movimento era intelectual e visionário. Questões como o destino da sociedade brasileira eram consideradas antropocêntricas, enquanto a questão ética e o direito dos seres humanos eram o foco das preocupações. Por este motivo, no Brasil uma boa parte da sociedade ainda acredita que a destruição ambiental não é o preço do progresso e sim a herança do nosso passado colonial. No início do século XIX, a natureza era encarada como um empecilho ao desenvolvimento da sociedade e do mundo civilizado. Assim, era necessário ultrapassar os limites da natureza para que o progresso urbano pudesse ocorrer. Em decorrência do acelerado e pouco racional processo de desenvolvimento, por volta dos anos 1970 o mundo deparou-se com uma forte crise ambiental causada pelos efeitos da poluição, do processo desordenado de urbanização e da consciência da escassez dos recursos naturais. Por outro lado, a década é lembrada por uma estagnação econômica mundial, onde o movimento ambientalista brasileiro ganhou força com o crescimento da consciência ambiental engajado por personalidades como Chico Mendes. No período de 1990 ocorreu a divisão de práticas entre o conservacionismo e o preservacionismo. Desse modo, pode-se dizer que a reforma econômica e o processo de globalização marcaram a década até o início do século XXI. O ambientalismo passa a ser inserido em um contexto multissetorial e policêntrico, onde a responsabilidade sócioambiental e o uso sustentável dos recursos naturais tornam-se componentes das práticas de atuação do setor privado e da indústria do consumo. No século XXI, o ambientalismo se depara com o desafio de conciliar uma participação efetiva dos governos no tocante aos problemas sócioambientais e na necessidade de ampliar o alvo de sua atuação por meio de parcerias estratégicas que envolvam outros atores sociais. É nesse momento que o turismo passa a ser aceito como alternativa de conservação ambiental no cenário da economia mundial e nacional. 19

20 2.1 O Desenvolvimento Sustentável e Suas Contradições O processo de desenvolvimento econômico, fundamentado no avanço técnico e científico e no acúmulo de bens e capitais, ao fazer uso indiscriminado dos recursos naturais levou ao que Tavolaro (2001, p.122) denominou hipoteticamente de preocupação de perpetuação da espécie humana no globo terrestre, tendo em vista que cada vez mais esse suposto desenvolvimento econômico e industrial caminha para a exaustão dos recursos naturais e da capacidade regenerativa dos ecossistemas. Em meio a esse cenário de tensão surge o conceito de desenvolvimento sustentável, que pode ser entendido, basicamente, como aquele que busca uma harmonia entre o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental, fazendo uso consciente dos recursos naturais e com baixos impactos sócio-ambientais, uma vez que ambos não podem ser vistos isoladamente. Conforme publicado no texto de Malheiros et al: a sociedade possui condições suficientes para se desenvolver de forma sustentável, porém é necessário garantir as necessidades das gerações contemporâneas sem prejudicar as gerações futuras. (Malheiros, 2008, p.56) Segundo Sachs (2004, p. 30), a sociedade está inserida em um contexto de mal desenvolvimento e afirma que, por mais que se confunda, crescimento e desenvolvimento não são sinônimos. O autor diz que: enquanto persistirem enormes disparidades sociais, o crescimento permanecerá, com certeza, como uma condição necessária, embora de modo algum suficiente, do desenvolvimento, cujos aspectos distributivos e qualitativos não podem ser negligenciados. É um erro dizer que os exorbitantes custos sociais e ecológicos de certas formas de crescimento econômico constituem os danos inelutáveis do progresso. (Sachs, 2004, p ) 20

21 Sachs afirma ainda que há necessidade de esclarecer que desenvolvimento e crescimento econômico são coisas distintas, tendo em vista que este configura apenas uma condição necessária e não suficiente. Desse modo, entende-se que crescimento foca somente o acúmulo de riquezas, enquanto que o desenvolvimento envolve a melhoria da qualidade de vida da população de modo geral. 2.2 Turismo X Sustentablidade Desde o inicio da década de 1960, com o arrefecimento dos movimentos sociais, entre eles o ambientalista, as questões sobre desenvolvimento e globalização orientam como as pessoas devem realizar suas atividades, de maneira que possam obter eficiência e lucro gastando o menor tempo possível. Essa é a prerrogativa do sistema capitalista, cujos elementos que o envolvem exigem constante planejamento e ingerência. Deste modo, discussões sobre o futuro do nosso planeta passaram a fazer parte dos gabinetes de governo não só aqui no Brasil, como no mundo afora. Alguns critérios de conservação ambiental para determinadas certificações foram agregados às empresas, os quais avaliam a qualidade e o comprometimento da empresa nos cuidados com o meio ambiente. Nesse contexto, todas as atividades e áreas do conhecimento envolvidas com o conceito de sustentabilidade devem entender e apropriar-se de todas as discussões decorrentes das melhores ações a serem postas em prática para que se supere o discurso transformando-o em realidade para torná-lo prático e viável tanto no setor empresarial, quanto no nosso dia-a-dia. O turismo por ser um elaborado e complexo processo de decisão sobre o que visitar, onde, como e a que preço (Beni, 2006, p.37), possui poder de degradação dos recursos naturais, culturais, sociais e do patrimônio edificado, principalmente quando o nível de atratividade é alto. Esse poder é intensificado quando há uso ou planejamento inadequado para a implantação da atividade e também quando há falta de interesse da parte gestora de gerenciar corretamente os recursos da atividade e esta poderá facilmente esgotar-se ou até mesmo deixar de existir. 21

22 Devemos considerar que os princípios da sustentabilidade, quando aplicados ao turismo, podem transformá-lo em uma atividade completamente distinta da sua prática mais comum: o turismo de massa. No que tange a forma de gerir o turismo, a sustentabilidade deve prevalecer como um ideal, com propósitos de crescimento pessoal e comunitário, em prol do bem-estar comum pela conservação do meio ambiente. 2.3 Planejamento e Gestão do Turismo e do Meio Ambiente Uma característica comum dos recursos naturais é a escassez. Desta escassez decorre o choque de interesses dos diversos setores da sociedade acerca de como devemos utilizá-los. Como conseqüência, o planejamento racional é essencial para assegurar que as melhores decisões sejam tomadas com o intuito do atender aos interesses coletivos e não apenas de uma parte da sociedade e/ou setor. Dessa forma, o poder público é o ator principal na elaboração e execução dos processos de planejamento e gestão da atividade turística e ambiental através da legislação e regulamentação das atividades, da criação das diretrizes e bases governamentais, bem como das políticas públicas e demais instrumentos de gestão. O histórico das políticas públicas para o turismo e o meio ambiente no Brasil começou no final da década de 1960, como já foi mencionado anteriormente, e não teve qualquer participação da sociedade civil ou da iniciativa privada. A pouca influência das políticas públicas tanto para a área do turismo, como para a do meio ambiente, conduz à referida participação das ONGs (Organizações Não Governamentais) em ambos os setores, que passam a ter importância crucial no desenvolvimento, integração, princípios e recomendações realmente sustentáveis. Por outro lado, há um claro protagonismo do setor empresarial para conduzir o desenvolvimento sustentável. Esse aspecto econômico predomina e a natureza quase sempre é vista como um recurso, uma mercadoria de articulação para acelerar a economia sob um ponto de vista meramente capitalista. 22

23 2.3.1 Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) A PNMA foi instituída através da Lei 6.938/1981. Logo, consiste no primeiro diploma legal do direito positivo brasileiro que disciplina de forma sistematizada o meio ambiente e as atividades que o envolvem, definindo: meio ambiente, degradação da qualidade ambiental, poluição, poluidor, usuário-pagador e recursos ambientais. Cria também o SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente), o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Mais tarde, o IBAMA (Instituto Nacional do Meio Ambiente), o Instituto Chico Mendes e outros órgãos públicos administrativos nas esferas estadual e municipal como instrumentos legais Instrumentos da PNMA (Política Nacional do Meio Ambiente) A Lei 6.938/1981, com suas modificações subseqüentes, atribui em seu art. 9º, treze instrumentos da PNMA. Alguns destes instrumentos já se encontravam ou se encontram razoavelmente regulados no direito positivo, enquanto outros ainda aguardam por um melhor disciplinamento legal. Como exemplo de instrumentos da PNMA podemos citar: os padrões de qualidade ambiental (da água, do ar, etc); o EIA ou EPIA/RIMA (estudo de impactos ambientais/relatório de impactos no meio ambiente; o licenciamento ambiental; o zoneamento ambiental; a auditoria ambiental; a criação de espaços territoriais especialmente protegidos; o Plano de Manejo No caso do turismo, os debates socioambientais das últimas décadas têm gerado um aumento do número de áreas naturais protegidas. No Brasil, desde a criação do Parque Nacional de Itatiaia, em 1937, o número de Unidades de Conservação (UCs) cresceu significativamente. 23

24 Em 18 de julho de 2000, foi a provada a Lei , conhecida como Lei de SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), a qual visa ordenar a criação e a gestão das áreas protegidas. Esse documento sugere que, no seu conjunto, as UCs possam redundar em um futuro promissor para a atividade turística. No entanto, para que se obtenha resultados positivos é fundamental que haja um intenso trabalho de planejamento e participação da sociedade junto ao poder público e privado para que as melhores estratégias de gestão possam ser colocadas em prática. Cabe ressaltar que os planos de manejo devem ser elaborados para cada uma das UCs individualmente, pois as mesmas diferem tanto em aspectos físicos, quanto em suas categorias e formas de uso. Para cada um desses grupos existe um artigo distinto na Lei 9.985, que aponta para as diferentes formas de planejamento Políticas Públicas para o Turismo Dentre os principais problemas que afetam a máquina administrativa do turismo podemos citar: fraca articulação com outras políticas setoriais; centralização de poderes (planejamento e gestão); ausência de definição clara dos objetivos, metas e prioridades a serem alcançadas; ausência de ordenamento urbanístico; capacitação inadequada dos profissionais que atuam na área Para Beni : o setor de turismo nunca esteve entre as prioridades das políticas públicas em quaisquer dos níveis de governo. E o que é mais lamentável: frequentemente, o órgão público de turismo tem servido de moeda de troca nas 24

25 composições políticas da base de apoio do Legislativo ao Executivo. (Beni, 2006, p.87) A) Década de 1970 As primeiras estruturas institucionais públicas para o turismo foram criadas no ano de A antiga Empresa Brasileira de Turismo, atual Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR), e o Conselho Nacional de Turismo (CNTur), a partir dos quais foi possível definir a primeira política nacional para o setor, embora, anteriormente, alguns documentos sobre a atividade já tivessem sido proclamados, vinculados ao Ministério da Atividade e Comércio, o qual considerava o turismo como parte integrante do sistema produtivo. Coube à Embratur o gerenciamento de recursos e benefícios provenientes de incentivos fiscais e financeiros reservados ao setor, até que se criaram fundos destinados exclusivamente para o financiamento de projetos turísticos que se enquadrassem em programas de desenvolvimento. A possibilidade de financiamentos facilitados atraiu empreendedores nacionais e estrangeiros na edificação de hotéis de luxo, o que confirma o equívoco no direcionamento e posicionamento do mercado, bem como a ausência de estudos de localização e de viabilidade socioeconômica. Esse período também foi marcado pelo incentivo ao turismo interno. Assim, estradas foram criadas e houve um grande estímulo ao turismo de sol e praia. O setor imobiliário foi o principal favorecido em função dos planos isolados e desarticulados propostos pelo próprio governo. B) Década de 1980 A partir da década de 1980 o turismo sustentável, ou pelo menos um esboço do que ele seria, começou a ser pensado, iniciando as primeiras articulações do setor de turismo com as políticas nacionais do meio ambiente. Acreditou-se que o estabelecimento de um colegiado do setor seria o modo ideal de administrar a política de turismo no país, embora a iniciativa privada e a sociedade civil continuassem a não participar deste processo. 25

26 C) Década de 1990 A década de 1990 foi marcada por mudanças fundamentais no que diz respeito à questão da participação da sociedade civil e da iniciativa privada nas decisões governamentais. Como exemplos concretos de políticas públicas dessa década, aponta-se a criação do Plano Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT), modelo recomendado pela OMT, que tem como principal objetivo aprimorar o turismo regional. Porém, mais uma vez tais políticas foram avaliadas como equivocadas do ponto de vista do seu planejamento e execução, uma vez que não foi realizado um relatório do inventário turístico nacional precedente à execução do projeto. Além disso, não se atentou às peculiaridades e vocações de cada município individualmente. Uma parceria entre a Embratur e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis culminou na formulação do programa Parques do Brasil, cuja intenção era a de compor um estudo sobre o uso público do potencial ecoturístico em unidades de conservação. D) Início do Século XXI O setor de turismo passou a contar com uma instituição própria, o Ministério do Turismo (MTur), criado em Ganhou também uma estrutura específica, composta pela Secretaria Nacional de Políticas para o Turismo, a Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, entre outros órgãos menores. Beni (2006, p. 31) destaca que o panorama do setor para o início do século XXI é favorável, tendo em vista sua estrutura nacional bem formulada e apta a planejar o espaço turístico nacional com diretrizes norteadoras, embora também aponte que a transparência na exposição dos objetivos é extremamente necessária. Além disso, tendo em vista a debilidade e inabilidade das instituições gestoras do turismo e a constante falta de recursos humanos especializados, fica clara a dificuldade de interpretar, empregar e dar continuidade às questionáveis políticas municipais e estaduais envolvidas com a atividade turística. 26

27 Por fim, o autor chama a atenção para a prática contestável de roteirização regionalizada, que toma o lugar da regionalização sustentável. A primeira, naturalmente, não é capaz de solidificar o turismo como recurso sustentável por suas práticas predatórias e pela ausência de planos diretores municipais e estaduais que a determine. Para Beni: cenários da produção, identificação e integração dos atores sociais e agentes institucionais, gestão compartilhada e participação mútua em custos e tomada de decisões compreendem corretamente os impactos turísticos e a distribuição justa de custos e benéficos [...]; que contemplem devidamente a estimulação de negócios e, finalmente, abranjam a coesão social e política, cultura associativa e a rede de empresas com vantagens comparativas e compensativas. (Beni, 2006, p.33) O desenvolvimento sustentável do turismo no Brasil está sendo alcançado timidamente e ainda está longe de contemplar as demandas do desenvolvimento sustentável com as ofertas da natureza. Da união dos órgãos IBAMA (Instituto Nacional do Meio Ambiente) e Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) surgiram: a Agenda Ambiental para o Turismo, o Plano de Ação Conjunta e a mudança de subordinação do Proecotur do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério do Turismo, em Neste mesmo ano também foi estabelecido o Programa de Regionalização do Turismo, o qual enfatiza o macro desenvolvimento da atividade com a diversificação da oferta turística tendo um enfoque maior para os pólos de ecoturismo regional. Em 2008, o Ministério do Turismo implementa uma nova Política Nacional de Turismo, disposta na Lei , de 17 de setembro desse mesmo ano. Essa lei define as atribuições do Governo Federal no planejamento, desenvolvimento e estímulo ao setor turístico, classificando e fiscalizando os prestadores de serviços turísticos que cometem infrações sob a forma de penalidade. A lei também revoga a Lei 6.505/1977 e os dispositivos da Lei 8.181/

28 2.3.4 Gestão Participativa A participação do governo, da sociedade civil e da iniciativa privada é um caminho e um pressuposto para a busca da qualidade de vida e constitui a prática dos princípios de sustentabilidade e educação ambiental propagados e perseguidos pelos atores sociais e políticos interessados na conservação do meio ambiente, incluindo as organizações não governamentais (ONGs). Processos participativos mal conduzidos podem acarretar problemas graves e impulsionar novos conflitos, ameaçando todo e qualquer processo de emancipação já conquistado pela comunidade. Para Vianna, envolvimento/participação sustentável é: o conjunto de políticas e ações direcionadas para fortalecer o envolvimento da sociedade com os ecossistemas locais, fortalecendo e expandindo os seus laços sociais, econômicos, culturais, espirituais e ecológicos, com o objetivo de buscar a sustentabilidade em todas as suas dimensões. (Vianna, 200, p.25) Dentro dessa concepção, mais do que implantar UCs, as políticas públicas deveriam preocupar-se com o estabelecimento de novos modelos de gestão das áreas de interesse turístico e ambiental. O desenvolvimento sustentável seria formado pelas ações voltadas para a transformação da realidade, fortalecendo o envolvimento das relações humanas com os ecossistemas locais, sem desrespeitar o direito à propriedade e ao manejo dos recursos naturais. O grande desafio seria substituir a gestão não-participativa dos atores envolvidos no processo e incorporar a diversidade de práticas e discursos, de modo a buscar um manejo participativo que contribua a longo prazo para a conservação não só da biodiversidade, como também da sociodiversidade, garantindo a equidade social e estabelecendo uma relação de conhecimento da comunidade com as UCs e seu entorno. Este é um dos maiores desafios da prática do desenvolvimento sustentável e da gestão integrada do meio ambiente com a prática do turismo. 28

29 CAPÍTULO 3 3. Turismo e Meio Ambiente no Contexto da Responsabilidade Social: Marketing Responsável e Certificação A sustentabilidade pode ser considerada o objetivo maior da preservação ambiental, pois consiste na possível conciliação entre o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida. Embora a sustentabilidade possua diversas interpretações, a maioria dos especialistas concorda que esse conceito deve compreender equidade social, prosperidade econômica e integridade ambiental. A Agenda 21 é um extenso documento, de conteúdo programático, que tem como objetivo preparar o mundo para os desafios do século XXI. Esse documento foi apresentado oficialmente na Eco- 92 e apresenta um plano de ação a ser executado global, nacional e localmente por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e grandes corporações em cada área onde haja impactos humanos no meio ambiente. Dessa forma, a OMT cria o Código Mundial de Ética do Turismo, em 1999, o qual é composto por dez artigos que retratam os princípios éticos que devem ser seguidos pelos profissionais que atuam na indústria do turismo em nível mundial (vide anexo I). Nota-se a preocupação da Organização Mundial do Turismo acerca dos princípios éticos envolvidos na relação da atividade turística, abrangendo desde as comunidades de destino até os empregados e empresários do setor, bem como o próprio turista. Vale lembrar que este documento desmembra cada um dos princípios atingindo um nível de detalhamento compatível as atividades que devem ser realizadas para o atendimento pleno do princípio ético previamente estabelecido. A certificação é outro instrumento de gestão que tem ajudado muito na busca pelo desenvolvimento sustentável e o turismo, por ser uma atividade potencialmente econômica e impactante, está inserido no contexto das ISO (International Organization for Standardization) e das NBR (Norma Brasileira Regulamentadora). 29

30 3.1 Marketing Responsável Um plano de marketing responsável vai além da divulgação de produtos e serviços. É um conjunto de estudos com a finalidade de colocar o produto certo no melhor local, caminhando além da simples negociação entre produtores e distribuidores. Por isso, o marketing é fundamental para alcançar os objetivos organizacionais, já que identifica as necessidades e desejos do consumidor, proporciona eficiência e eficácia na satisfação de seus clientes e dá um passo à frente em relação aos concorrentes. Na sociedade contemporânea houve uma mudança no consumo de bens e serviços. Os consumidores dos produtos turísticos estão cada vez mais exigentes quanto aos empreendimentos e isto faz com que o governo e as empresas assumam uma postura correta em relação ao meio ambiente, posicionando seus produtos de modo que possam assumir posturas legalmente corretas e responsáveis. Ser responsável não envolve apenas o próprio empreendimento, mas todos os agentes que atuam no processo. Deve-se evitar a falsa propaganda e interligar todos os participantes do trade para que o empreendimento não se torne apenas mais um a usar a sustentabilidade como atrativo econômico. Portanto, podemos afirmar que os principais motivos para adotarmos o marketing responsável são: modificar comportamentos prejudiciais ao meio ambiente; contribuir para a formação de valores na sociedade; estimular ações que beneficiam o meio ambiente e informar sobre ações sociais e desenvolvimento sustentável conquistar uma nova parcela de consumidores que sejam fiéis aos objetivos citados acima Um novo posicionamento de um produto no mercado pode garantir o seu diferencial, reduzir custos pela diminuição dos impactos ambientais e melhorar a qualidade do produto. 30

31 3.1.1 Marketing Verde Uma das ferramentas utilizadas no marketing responsável é o marketing verde, que supre a necessidade de informar aos consumidores, clientes, fornecedores e funcionários sobre as práticas e políticas adotadas em relação ao meio ambiente e ao meio social. O principal objetivo da comunicação verde é mostrar um artigo ecologicamente correto, bem como ações em prol do meio ambiente, sensibilizando o consumidor para que ele também participe desse processo, mostrando que a responsabilidade é de todos. Ter um bom produto turístico é o primeiro e mais importante passo para atender às expectativas dos consumidores. Segundo Sancho: a estruturação do produto turístico é complexa, uma vez que se caracteriza por englobar elementos intangíveis e tangíveis - bens e serviços -, além de estar baseado na interação entre o provedor do serviço e o consumidor do mesmo. (Sancho, 2003, p.42) O produto turístico, por causa de suas singularidades, deve adequar sua política de preços e prestação de serviços. A praça é a união de todos os agentes envolvidos na disponibilização do produto para o mercado-alvo, de forma que este esteja acessível quando o cliente precisar. O produto ecoturismo não possui um diferencial no que se refere à praça. O mais importante é lembrar dos elos que os participantes do trade turístico têm uns com os outros, escolhendo canais de distribuição atrelados às questões ecológicas para garantir a confiabilidade no produto. Portanto, podemos concluir que é fundamental para o sucesso do empreendimento a análise dos elementos de marketing, de maneira a garantir a autenticidade do produto, seu posicionamento correto no mercado e seu preço justo, garantindo a sustentabilidade do projeto, a transparência com o mercado, com o consumidor e a responsabilidade social, cabendo ao governo garantir à população uma infra-estrutura básica (saneamento, condições de transporte, limpeza, etc) para que a atividade aconteça. 31

32 3.2 Certificação Os Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) visam a redução dos impactos negativos das atividades humanas no meio ambiente. Para que se atinja esse objetivo, os processos de certificação estão tendo uma importância cada vez maior nas organizações. As certificações ganharam força na década de Configuram-se pela criação e aplicação de ações que têm como meta o aperfeiçoamento dos negócios, os quais são representados em forma de um selo, que nada mais é do que um logotipo de marketing. No setor ecoturístico, as empresas passíveis de certificação podem ser: meios de hospedagem; operadores; agências de viagens; parques naturais; restaurantes e afins Para iniciar um processo de certificação é necessário o levantamento e diagnóstico (inventário) de tudo o que é necessário ser feito para que se obtenha o selo desejado. O segundo passo consiste em traçar meios de se atingir os objetivos e metas recomendados pelo órgão certificador. Por parte da empresa a ser certificada, deve haver comprometimento e cumprimento dos prazos. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) representa o Brasil no grupo das organizações de certificação internacionais, porém nem todas as certificações no Brasil são vinculadas aos sistemas da ISO. Boa parte delas possui métodos próprios e diversas maneiras para a construção de SGA. Como exemplo nacional, há o Programa Aventura Segura, implantado inicialmente em quinze destinos, que exige que sejam estabelecidas normas para a qualificação profissional no setor, a assistência técnica, o SGS (Sistema de Gestão de Segurança) e o apoio na parte técnica no que tange aos 32

33 equipamentos utilizados. A adesão a esta certificação se dá de forma voluntária. A ISO emitiu a norma ISO 14001, específica para o SGA, apontando os requisitos para implantação, manutenção, auditoria e melhoria. A ABNT adotou essa norma como brasileira, dando lhe o nome de NBR ISO Somente empresas que adotam uma série de procedimentos para evitar danos ao meio ambiente obtêm esse certificado. O Instituto de Hospitalidade (IH), em estreita colaboração com o Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável (CBTS), coordenou o desenvolvimento de normas no âmbito do Programa de Certificação em Turismo Sustentável (PCTS). Em primeiro lugar, é necessário planejar e estabelecer metas para tal empreendimento. Após o planejamento, composto pelas seguintes etapas: análise; diagnóstico; prognóstico; elaboração do plano; execução do plano; reavaliação vem a fase da implementação. Só depois da realização de ações para melhoria, ciclo denominado de PDCA (Plan, Do, Check, Action) é que se pode obter o certificado. PDCA 33

34 3.2.1 Vantagens e Desvantagens da Certificação. No caso do ecoturismo, a qualidade do serviço não depende apenas de selos, padronização e serviços bem prestados. Depende também das condições climáticas e outros fatores, o que pode comprometer toda a cadeia produtiva. Segundo Salvati: no caso da certificação do turismo, o estabelecimento de padrões a serem seguidos pode diminuir a chance de os produtos de autenticidade diferenciada e que ofereçam conceitos inovadores de qualidade de serviço, se desenvolvam e se mantenham no mercado. (Salvati, 2004, p. 88) Nesse sentido, eis a análise de algumas vantagens e desvantagens de um SGA no turismo: A) Vantagens aperfeiçoamento dos processos tecnológicos das empresas e diminuição do consumo de energia, de matérias-primas e recursos naturais; minimização do impacto ambiental das atividades da empresa e melhoria da imagem perante a opinião pública; acesso a determinados mercados e concursos em que a certificação ambiental é obrigatória; melhoria da posição competitiva em face dos concorrentes não certificados; melhoria da organização interna e aumento da motivação e envolvimentos dos colaboradores internos; redução de riscos e redução de auditorias por parte de outras entidades; Incentivo a melhoria contínua. 34

35 B) Desvantagens dificuldades no cumprimento dos requisitos legais (base de qualquer SGA) e de sensibilização/formação interna para a necessidade de alterar hábitos (desde a gestão de topo até às bases da organização); questões avaliadas que não dependem das próprias empresas (formalização e celeridade dos licenciamentos); descumprimento das bases legais quando houver mudança(s) na legislação vigente. As vantagens sobrepõem às desvantagens e, como pudemos observar ao longo deste trabalho, a gestão ambiental e a gestão do turismo sempre estarão intrinsecamente ligadas. Para que se possa promover a conservação ambiental e a sustentabilidade ampla é necessário que a comunidade também participe do processo de certificação, com influência das políticas públicas e privadas que apóiem a criação de instrumentos de regulamentação e certificação do turismo responsável. 35

36 CONCLUSÃO Não cabe somente a uma pessoa ou instituição, seja esta governamental ou privada, a responsabilidade de despertar para uma nova visão que inclua os ambientes naturais junto aos demais ambientes. Toda a nação é responsável, pois todos nós dependemos dos recursos naturais para garantir a nossa sobrevivência e até mesmo a permanência da nossa espécie. É necessário um planejamento contínuo e detalhado, com regras muito bem definidas, conhecimento total sobre os impactos, participação da população e acompanhamento dos processos de execução, onde toda a verba gerada com a atividade possa ser revertida para o bem-estar social. No entanto, estamos à mercê de uma mudança voluntária de valores e pensamentos, pois sem essas atitudes espontâneas, por mais que sejam garantidas por lei, não seria possível transformar nada. Se os valores que construímos agora não forem passados para as próximas gerações o discurso pode esvaziar e se transformar em uma utopia, sem nenhum propósito e/ou comprometimento com o que estamos fazendo aqui e agora. A proposta central é começar com pequenos gestos, praticar valores como a simplicidade, a solidariedade, o respeito à diferença, o olhar crítico sobre o consumo de bens em excesso, a preservação de ambientes naturais, de pessoas, além de considerar a necessidade de ações concretas rumo aos objetivos que desejamos alcançar. O patrimônio turístico está incluído na noção de patrimônio cultural. O recente escândalo que ocorre no MTur, com denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, é uma demonstração clara de que o patrimônio público não pode ser lesado e, para tanto, é imprescindível que a participação civil esteja presente e que a população tenha conhecimento do seu histórico cultural para que, dessa forma, possa escolher melhor seus representantes do poder público evitando que práticas ilegais e corruptas se tornem constantes. Retomar a dimensão ética no contexto da sustentabilidade socioambiental é uma necessidade urgente para que possamos fazer valer o conceito e as práticas do verdadeiro turismo sustentável e assim possamos usufruir de uma atividade econômica menos impactante para o meio ambiente e mais justa para a sociedade. 36

37 ANEXO I CÓDIGO MUNDIAL DE ÉTICA DO TURISMO OMT INTERESSADO (membro do ambiente interno ou externo) Acionista da Empresa COM O QUE O INTERESSADO CONTRIBUI Capital lucro Empregados Mão-de-Obra Criatividade Idéias O QUE O INTERESSADO ESPERA DA EMPRESA preservação de patrimônio Salário justo Segurança Estabilidade Realização pessoal Condições de trabalho Fornecedores Bens e serviços Respeito aos contratos Negociação Leal Estabilidade Clientes dinheiro Segurança Concorrentes Competição Referencial de mercado Governo Suporte Institucional, jurídico e político Qualidade Preço Acessível Propaganda honesta Lealdade na Concorrência Obediência as lei Pagamento de tributos PRINCÍPIO DO CÓDIGO MUNDIAL DE ÉTICA DO TURISMO-OMT Artigo 2 o Artigo 3 o Artigo 5 o Artigo 6 o Artigo 10 o Artigo 2 o Artigo 9 o Artigo 10 o Artigo 1 o Artigo 2 o Artigo 6 o Artigo 9 o Artigo 10 o Artigo 6 o Artigo 7 o Artigo 8 o Artigo 10 o Artigo 1 o Artigo 2 o Artigo 6 o Artigo 9 o Artigo 10 o.. Artigo 1 o Artigo 2 o Artigo 3 o Artigo 4 o Artigo 5 o Artigo 6 o Artigo 10 o 37

38 ONGS Aportes Sócioculturais diversos Respeito às minorias e questões ambientais Espaço para comunicação Comunidade Infra-estrutura Respeito ao Clientes interesse comunitário; Contribuição à melhoria da qualidade de vida na comunidade; Conservação dos recursos naturais (direto ou indireto) Bancos Suporte Financeiro Desenvolvimento Econômico; Aplicações Financeiras; Honrar Compromissos Meio de Veiculação de Espaços Comunicação notícias, imagens, publicitários; fatos. Material informativo Universidades Desenvolvimento Investimento e de tecnologia e apoio financeiro; qualificação de Integração mão de obra mercado-academia Entidades de Classe Respaldo cada Respeitosamente, uma das categorias Espaço para do trade turístico comunicação; Busca pela integração das categorias Artigo 1 o Artigo 2 o Artigo 3 o Artigo 4 o Artigo 5 o Artigo 6 o Artigo 10 o Artigo 1 o ao 10 o Artigo 2 o Artigo 3 o Artigo 5 o Artigo 6 o Artigo 10 o Artigo 1 o Artigo 5 o ao Artigo 10 o Artigo 1 o ao 10 o Artigo 1 o ao 10 o 38

39 ANEXO II LOGOTIPO DO PRODUTO TURÍSTICO BRASILEIRO MINISTÉRIO DO TURISMO 39

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