PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO SISTEMA DE GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE PARA MEIOS DE HOSPEDAGEM

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1 PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO SISTEMA DE GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE PARA MEIOS DE HOSPEDAGEM 1. OBJETIVO Este procedimento estabelece os requisitos para Avaliação da Conformidade para Sistemas de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem de acordo com a norma NBR com foco nos aspectos sócio-culturais, ambientais e econômicos, através do mecanismo da certificação voluntária, visando o desempenho sustentável dos empreendimentos e sua manutenção. 2. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA NBR 15401: 2006 NBR 15333: 2007 Sistemas de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem Requisitos; Sistemas de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem Requisitos de competência para auditores; Portaria INMETRO nº. 348, de 03 de outubro de 2008; NBR ISO 14001: 2004 NBR ISO 14050: 2004 Sistemas de Gestão Ambiental Requisitos com orientações para uso; Gestão Ambiental Vocabulário; NBR ISO/IEC 17021: 2007 Avaliação da Conformidade Requisitos para organismos que fornecem auditoria e certificação de sistemas de gestão; NBR ISO/IEC 17000:2005 NBR ISO 19011: 2002 Avaliação da Conformidade Vocabulário e princípios gerais; Diretrizes para auditoria de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental; 3. DEFINIÇÃO Organismo de Certificação de Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meio de Hospedagem: Organismo de terceira parte acreditado pela Coordenação Geral de Credenciamento (CGCRE) do INMETRO com base nos princípios e políticas adotadas no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), para executar o programa de avaliação da conformidade do Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meio de Hospedagem (SGSMH), baseado nas normas NBR 15401:2006, NBR ISO/IEC 17021:2007 e nos critérios para acreditação do Organismo de Certificação de Sistemas de Gestão da Sustentabilidade para Meio de Hospedagem. Elaborado por: Verificado por: Aprovado por: PES SBC /07/ /03/10 1/14

2 4. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS A concessão da Autorização para Uso do Selo de Identificação da Conformidade tem por objetivo indicar a existência de nível adequado de confiança de que o Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem está em conformidade com o estabelecido nos requisitos deste procedimento, da portaria INMETRO nº. 348, de 03 de outubro de 2008 e NBR 15401: Sempre que houver revisão dos documentos que servem de base para o processo de Avaliação da Conformidade, o IFBQ deve comunicar seus clientes e partes interessadas, considerar suas opiniões, quando aplicável, e estabelecer um prazo para a adequação às novas exigências. 4.1 Codificação da Certificação A codificação da certificação do Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem - deve obedecer às considerações do PSQ-IFBQ-003, adotando como identificação seqüencial - OSC xxx/ano, onde: xxx número seqüencial da Organização certificada 4.2 Certificado do Sistema de Gestão da Sustentabilidade Meios de Hospedagem Documento emitido com base em princípios e políticas adotadas no âmbito do SBAC, pelo IFBQ, outorgando um certificado, mediante o Contrato de Autorização para Uso do Selo de Identificação da Conformidade, de acordo com este procedimento. O Certificado do Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem deve conter os seguintes dados: a. Razão social, nome fantasia, endereço completo e CNPJ da Organização; b. Razão social do IFBQ e número de registro no INMETRO; c. Datas de emissão e validade; d. Referência à norma técnica para a qual a organização foi certificada; e. Escopo da certificação; f. Mecanismo de avaliação da conformidade; g. Assinatura do responsável do IFBQ; h. Identificação Unívoca do certificado (número do certificado). 4.3 Identificação da Certificação A identificação da Conformidade, no âmbito do SBAC, do Solicitante, tem por objetivo indicar que seus serviços estão em conformidade com os requisitos estabelecidos neste procedimento e no Regulamento de Avaliação da Conformidade para Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem Portaria INMETRO nº. 348, de 03 de outubro de A identificação da conformidade do Solicitante é feita através da emissão da Autorização para Uso do Selo de Identificação da Conformidade expedido pelo IFBQ. PES SBC /07/ /03/10 2/14

3 4.5 FLUXOGRAMA DO PROCESSO Contato com o cliente Início Fim Enviar a Solicitação de Certificação Receber a Solicitação de Certificação Justificativa ao cliente Emitir Memorial de Cálculo SIM Analisa: pertinência da Solicitação NÃO SIM Emitir Proposta Técnico- Comercial Aceite da Proposta NÃO Renegociação NÃO SIM Solicitar Documentação Inicial Análisar a Documentação Planejar Auditoria Cliente: "de acordo" Realizar Auditoria Fase 1 Relatório Fase 1 Realizar Auditoria Fase 2 Planejar Auditoria A empresa deve enviar as ações corretivas ao IFBQ SIM Há ações a serem tomadas? Relatório Fase 2 Realizar anúncio público NÃO NÃO Entregar Certificado Acompanhar e analisar as ações corretivas Encaminhar processo para Deliberação desta etapa Realizada Fase 2? SIM Assinatura de Contrato SIM Supervisão Anual? NÃO Realizar Supervisão 2º ano Realizar Supervisão 1º ano Realizar Supervisão 3º semestre Realizar Supervisão 2º semestre Realizar Supervisão 1º semestre Realizar Supervisão 5º semestre Realizar Supervisão 4º semestre Comunicar Recertificação PES SBC /07/ /03/10 3/14

4 5. ETAPAS DA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE 5.1 Solicitações da Certificação A organização deve formalizar ao IFBQ, seu pedido para a obtenção da certificação, através do preenchimento do impresso IMP Formulário de Solicitação de Certificação e Orçamento para SGSMH. A partir das informações contidas na Solicitação, o IFBQ analisa a pertinência da certificação, através do IMP 091 Descrição do Escopo de Atuação e realiza um dimensionamento da auditoria para futura elaboração da memória de cálculo e emissão da proposta técnico-comercial. 5.2 Elaborações da Proposta Técnico-Comercial Para o dimensionamento da auditoria, a quantidade de auditores/dia é definida no IMP 161 Memória de Cálculo para Emissão de Proposta Técnico-Comercial SGS MH/TA, levando-se em consideração os seguintes aspectos: a) Os requisitos da norma pertinente de SGSMH; b) Tamanho e complexidade do empreendimento; c) Subcontratação de atividades incluídas no escopo de SGSMH; d) Resultados de auditorias anteriores. Alguns fatores adicionais podem aumentar ou diminuir o tempo de auditoria, tais como: quantidade de atividades a serem auditadas; número de trabalhadores do meio de hospedagem auditado; envolvimento de terceiros na prestação de serviços; logística complicada, envolvendo mais de uma locação, onde a atividade é realizada; necessidade de intérprete; maturidade de sistema de gestão de sustentabilidade para meios de hospedagem. O tempo mínimo de auditoria no local (fase 2) é de 2 dias, excluindo-se os tempos de deslocamento. A seleção da equipe auditora garante que a competência coletiva seja apropriada às atividades a serem auditadas (vide Anexo A). Juntamente com a cópia da proposta técnico-comercial com o respectivo de acordo, devem ser encaminhados os seguintes documentos: Cópia autenticada do contrato social da empresa e sua última alteração; Cópia eletrônica do cartão de inscrição no CNPJ; Documentos legais de constituição e funcionamento da organização (caso tenha pendências legais, apresentar uma declaração formal comprometendose a cumpri-las no prazo determinado com o órgão regulador pertinente); Cadastro no Ministério do Turismo; Declaração da empresa obrigando cumprir os requisitos para certificação e em fornecer qualquer informação necessária para a sua avaliação. PES SBC /07/ /03/10 4/14

5 5.3 Análise da Documentação O processo de certificação só tem início após a análise da documentação do sistema de gestão da sustentabilidade da organização pelo IFBQ. A análise da documentação deve ser registrada no IMP Análise do Processo de Certificação. 5.4 Programações da Auditoria Inicial Após análise e aprovação da Solicitação da Certificação e da documentação supracitada, o IFBQ encaminha à organização, um plano de auditoria contemplando as fases 1 e 2, definindo a data, o programa da auditoria, o escopo da auditoria requerido pelo solicitante, qualquer observação que seja relevante e a composição da equipe auditora, para seu de acordo. O plano de auditoria é sempre elaborado pelo auditor líder e registrado no IMP 125 Planejamento da Auditoria SGSMH. A escolha dos dias, horários e estação/época da auditoria é de tal forma que permita a equipe auditora, a oportunidade de auditar os processos da organização em uma situação representativa. A organização pode apelar contra a designação de quaisquer auditores ou especialistas, em particular, quando julgar pertinente. A solicitação de substituição de qualquer membro da equipe auditora por parte do solicitante deve ser encaminhada por escrito ao IFBQ. 5.5 Auditorias Iniciais O auditor líder deve garantir a providência de toda a documentação necessária para a realização da auditoria. Deve garantir que o Plano de Auditoria, os relatórios de auditoria, os termos de confidencialidade, as listas de verificação (CKL 021 Check List SGSMH) e demais documentos estejam disponíveis para os demais membros da equipe auditora. O auditor líder deve conduzir, nas dependências da empresa solicitante, uma reunião inicial conforme requisitos da norma NBR ISO e IMP 106 Check-List para Reuniões de Abertura e Encerramento de Auditorias. Nesta reunião deve comparecer a área responsável pelo sistema de gestão da sustentabilidade, a alta direção da empresa e qualquer membro da organização solicitante. Durante a auditoria, as informações pertinentes aos objetivos, escopo e critérios da auditoria, inclusive informações relativas às atividades e processos, devem ser coletadas de forma aleatória, com amostragem apropriada. As informações coletadas devem ser evidenciadas através de registros. As informações podem ser coletadas através dos métodos abaixo, porém não se restringindo a eles: entrevistas; observação de atividades; PES SBC /07/ /03/10 5/14

6 análise de documentação; indicadores de desempenho; consulta à bancos de dados e internet. A auditoria inicial para a certificação do SGSMH é conduzida em duas fases - fase 1 e fase Auditoria Fase 1 A auditoria Fase 1 é realizada para: Auditar a documentação do SGSMH da organização - documentos legais de constituição e funcionamento da organização, cadastro no Ministério do Turismo; Plano de Negócio; Política da Sustentabilidade; descrição sucinta das práticas e dos padrões do SGSMH, conforme diretrizes do IFBQ, e mapeamento dos aspectos ligados a sustentabilidade; Avaliar as condições da documentação da organização e coletar informações para preparar a auditoria da fase 2; Analisar a situação e conhecimento da organização quanto ao SGSMH; Levantar informação necessária relativa ao escopo do SGSMH, informações para conduzir a análise de aspectos ligados à sustentabilidade; Analisar a alocação de recursos e acordar com a organização os detalhes da auditoria da fase 2; Fornecer uma visão para o planejamento da auditoria da Fase 2; Avaliar se as auditorias internas e as análises críticas estão sendo planejadas e executadas, e se o nível de implementação do SGSMH comprova que a organização está apta para a auditoria da Fase 2; Fazer anúncio público da certificação. O anúncio público é realizado pelo IFBQ, com pelo menos 30 (trinta) dias corridos de antecedência da auditoria fase 2, devendo constar o nome da organização, o trabalho a ser realizado e os contatos para recebimento de considerações sobre a organização. O anúncio público compreende veiculação em rádio ou jornal, de circulação local, e outros mecanismos, para permitir a participação das partes interessadas. Ao final da auditoria fase 1, as constatações, conclusões e recomendação para a auditoria fase 2 são registradas no relatório de auditoria, conforme Rel 003. Caso sejam detectadas não-conformidades, o Solicitante deve tomar todas as ações corretivas necessárias, para cumprimento do requisito avaliado. A empresa deve encaminhar ao IFBQ, em tempo acordado com o auditor líder, as evidências objetivas relativas às não conformidades evidenciadas durante a auditoria Auditoria Fase 2 A auditoria Fase 2 é realizada para avaliar a implementação, inclusive a eficácia, do SGSMH da organização. Esta auditoria acontece nas instalações e em torno da organização, incluindo no mínimo: PES SBC /07/ /03/10 6/14

7 a) Informação e evidência sobre conformidade a todos os requisitos da norma de SGSMH aplicável ou outro documento normativo; b) Monitoramento do desempenho, medição, relato e análise comparando com os principais objetivos de desempenho e metas; c) O SGSMH da organização e seu desempenho em relação à conformidade legal; d) Controle operacional dos processos da organização; e) Auditoria interna e análise crítica; f) Responsabilidade da direção para as políticas da organização; g) Correlações entre os requisitos normativos, política, objetivos de desempenho e metas. Nesta fase também devem ser consideradas e formalmente respondidas todas as contribuições recebidas, fruto do anúncio público, aos remetentes pelo IFBQ. Após as discussões sobre as atividades, fatos ocorridos durante os processos de auditorias, constatações e conclusões, a equipe auditora se reúne e elabora o relatório de auditoria, conforme Rel 003. Após a elaboração do relatório de auditoria, o auditor líder convoca uma reunião de encerramento, para discorrer sobre o processo de auditoria, comunicar os resultados e as decisões da equipe auditora do IFBQ, utilizando o IMP 106 Check-List para Reuniões de Abertura e Encerramento de Auditorias. Convém que sejam relatados os pontos fortes dos sistemas e os pontos fracos e oportunidades de melhoria, bem como as não conformidades evidenciadas. Caso sejam detectadas não-conformidades, o Solicitante deve tomar todas as ações corretivas necessárias, para cumprimento do requisito avaliado. A empresa deve encaminhar ao IFBQ, em tempo acordado com o auditor líder, as evidências objetivas relativas às não conformidades evidenciadas durante a auditoria. Caso seja necessária, dependendo das características das não-conformidades, o IFBQ em comum acordo com o Solicitante, programa nova Auditoria de Follow-up, para constatação das ações corretivas tomadas. 5.6 Deliberações do Processo de Certificação Cumpridos todos os requisitos exigidos neste procedimento, o processo é analisado pelo pólo correspondente, endossado pelo Gerente de Certificação e aprovado pelo Gerente Geral. Esta análise final do processo de certificação é registrada no IMP 067 Análise Final do Processo de Certificação. Com o parecer do Gerente Geral, o IFBQ comunica a Organização sobre a deliberação da mesma e envia o contrato de concessão da certificação. 5.7 Emissões do Certificado Após uma semana da assinatura do contrato, é enviado à organização o Certificado de Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem de acordo com a NBR 15401:2006. A empresa que buscar interesse na divulgação da Certificação deve analisar os PES SBC /07/ /03/10 7/14

8 requisitos previstos no procedimento PSQ-IFBQ Controle da Propriedade, Uso e Exibição das Licenças, Certificados, Logomarcas e Marcas de Conformidade. 5.8 Manutenções da Certificação e Recertificação Para manutenção da certificação, o IFBQ realiza no mínimo, uma auditoria por ano na organização, contemplando, até o final do período da certificação, todos os itens da norma ABNT NBR 15401:2006. A data da primeira auditoria de supervisão seguinte a certificação inicial não excederá 12 meses do último dia da auditoria da fase 2. Nas auditorias referidas, o IFBQ verifica se o SGSMH certificado está sendo mantido, analisando quando houver, as implicações das alterações que deram origem à certificação e confirmar o contínuo atendimento aos requisitos da norma ABNT NBR 15401:2006. A supervisão do Sistema de Gestão da Sustentabilidade é de responsabilidade exclusiva do IFBQ, que para isso planeja novas auditorias de supervisão, para constatar se as condições técnico-organizacionais que deram origem à concessão inicial do Certificado do Sistema de Gestão da Sustentabilidade estão mantidas. A cada período de três anos a contar da data da emissão do certificado, o IFBQ realiza uma auditoria de recertificação. Essas auditorias são realizadas seguindo os mesmos critérios a partir do item 5.1 deste procedimento e que contemple: a) a eficácia do SGS MH em sua totalidade à luz de mudanças internas e externas e sua continuada relevância e aplicabilidade para o escopo da certificação; b) demonstração do comprometimento em manter a eficácia e melhoria do SGS TA visando o aumento do desempenho global; c) se a operação do SGS MH certificado contribui para o alcance da política da organização e objetivos. Quando, durante uma auditoria de recertificação, casos de não-conformidade ou falha na evidência de conformidade são identificados, o IFBQ define prazos para correção e ações corretivas a serem implementadas antes do vencimento da certificação. As atividades de auditoria de recertificação podem necessitar de uma auditoria fase 1 em situações onde houve mudanças significativas no SGS MH, na organização, ou no contexto no qual o SGS MH está operando (por exemplo mudanças na legislação). 5.9 Reduções, Mudança e Extensão do Escopo de Certificação Em caso de redução, mudança e extensão do escopo de certificação, deve ser utilizado o procedimento PSQ-IFBQ Suspensão, Cancelamento, Extensão e Redução do Escopo da Certificação. PES SBC /07/ /03/10 8/14

9 6. Tratamento de Reclamações O IFBQ trata as reclamações relativas à certificação, recertificação, suspensão e cancelamento da certificação, conforme o estabelecido no procedimento PSQ-IFBQ Tratamento de reclamações, apelações e disputas. 7. Qualificação de Auditores Para a seleção dos auditores e/ou especialistas técnicos, são analisados os critérios previstos na NBR ISO 19011:2002 e NBR 15333:2007. Visando a implementação da certificação do SGSMH no âmbito do SBAC, ficam estabelecidas disposições transitórias, conforme anexo A, que permitam o ingresso de profissionais que não atendam a todos os critérios de qualificação para auditor do SGSMH e para auditor líder da equipe de auditores de SGSMH. Essas disposições transitórias prevêem níveis crescentes de exigências a cada semestre, sendo que, após 36 (trinta e seis) meses da entrada em vigor do regulamento aprovado pela portaria nº 348, de 03 de outubro de 2008, são válidos apenas os requisitos descritos nas normas NBR 15333:2007 e NBR ISO 19011:2002. No período de transição, são aceitos profissionais que atendam aos requisitos estabelecidos nas tabelas 1 e 2 do anexo A. Neste mesmo período, os especialistas que tiverem feito o curso de 40h de auditor de SGSMH poderão atuar também como auditor em treinamento. O deve atender, também, ao Código de Ética de Auditores de SGSMH disposto no anexo B. Para a manutenção e melhoria da competência e avaliação dos auditores e/ou especialistas técnicos, aplica-se o estabelecido no procedimento PSQ-IFBQ Contratação e Qualificação de Auditores, Especialistas e Técnicos Especialistas pelo IFBQ. 8. Obrigações da Organização Certificada 8.1 Atender todas as condições estabelecidas na norma ABNT NBR 15401, nas disposições legais e nas disposições contratuais referentes à obtenção e/ou manutenção da certificação, independente de sua transcrição; 8.2 Atender as decisões pertinentes à Certificação tomadas pelo IFBQ, recorrendo, em última instância, ao INMETRO, nos casos de reclamações e apelações; 8.3 Facilitar ao IFBQ ou ao seu contratado, mediante comprovação desta condição, os trabalhos de auditoria e acompanhamento e de outras atividades de certificação, previstas no RAC aprovado pela portaria INMETRO nº 348, de 03 de outubro de 2008; 8.4 Manter as condições técnico-organizacionais que serviram de base para a obtenção da certificação, informando, previamente ao IFBQ, sobre qualquer PES SBC /07/ /03/10 9/14

10 modificação que possa afetar essas condições para que ele avalie e aprove a manutenção, suspensão ou cancelamento da certificação; 8.5 Submeter previamente ao IFBQ todo o material de divulgação que faça referência à certificação do Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem; 8.6 A organização deve comunicar corretamente, tanto ao público interno quanto ao externo, o significado da certificação do SGSMH. A empresa não pode, em nenhuma hipótese, associar a certificação do SGSMH com a conformidade de outros sítios que não aqueles que foram certificados; 8.7 A organização deve, ao fazer referência à certificação obtida, deixar claro o seu significado, isto é, que ela possui um SGSMH em conformidade com a Norma ABNT NBR 15401:2006; 8.8 No caso de suspensão ou cancelamento da Autorização para o uso do Selo de Identificação da conformidade, a organização deve cessar uso do selo e toda e qualquer publicidade que tenha relação com a mesma de acordo com o estabelecido pela Portaria INMETRO nº 73/2006. Caso haja modificação no serviço prestado, a Organização deve comunicar este fato ao IFBQ que, por deliberação do Gerente Geral, pode exigir nova auditoria para verificação das modificações efetuadas. 9. Obrigações do IFBQ 9.1 Implementar o Programa de Avaliação da Conformidade, previsto neste procedimento, dirimindo obrigatoriamente as dúvidas com o INMETRO; 9.2 Responsabilizar-se pela implementação do Programa de Avaliação da Conformidade definido neste procedimento; 9.3 Repassar à organização solicitante da certificação as exigências estabelecidas pelo INMETRO que os impactem, principalmente quanto ao uso correto do Selo de Identificação da Conformidade; 9.4 Notificar imediatamente ao INMETRO (prazo máximo de 5 dias), a suspensão, extensão, redução e cancelamento da certificação, através do banco de dados supracitado. 10. Penalidades A organização certificada que deixar de atender aos requisitos deste procedimento, está sujeito às penalidades de advertência, suspensão e cancelamento da certificação, definidas no PSQ-IFBQ-006; assim como o uso indevido do Selo de Identificação da Conformidade, que está sujeito à penalidade de acordo com o estabelecido na Portaria INMETRO nº 73/ Controle de Alterações PES SBC /07/ /03/10 10/14

11 Revisão Motivo 00 Elaboração do Procedimento - Detalhamento do prazo de certificação a contar da data de emissão do certificado; - Inserção do item d (Referência à norma técnica para a qual a organização foi certificada) conforme novo RAC nº 348, de 03/10/2008; - Complemento do item 5.2 dos fatores que alteram o tempo de auditoria (quantidade de atividades a serem auditadas, número de trabalhadores do meio de hospedagem auditado, envolvimento de terceiros na prestação de serviços, logística complicada, envolvendo mais de uma locação, onde a atividade é realizada); - Alteração conforme novo RAC nº 348, de 03/10/2008, do tempo mínimo de auditoria no local, de um dia e meio para 2 dias (item 5.2); - Detalhamento na elaboração do plano de auditoria fase 2 no item 5.4; - Detalhamento da sistemática de veiculação de anúncio público em jornal ou rádio de 01 circulação local e outros mecanismos conforme item 5.5.1; - Inserção de requisito contemplado no novo RAC nº 348, de 03/10/2008 conforme item 7 (Neste mesmo período, os especialistas que tiverem feito o curso de 40h de auditor de SGSMH poderão atuar também como auditor em treinamento); - Inserção de mais uma obrigação da organização certificada, de acordo com novo RAC nº 348, de 03/10/2008, conforme item 8.5; - Inserção de requisito contemplado no novo RAC nº 348, de 03/10/2008 conforme item 10 - Penalidades (assim como o uso indevido do Selo de Identificação da Conformidade, que está sujeito à penalidade de acordo com o estabelecido na Portaria INMETRO nº 73/2006); - Atualização das tabelas do anexo A, conforme novo RAC nº 348, de 03/10/2008; - Inserção do Modelo do selo de identificação da conformidade no âmbito do SBAC Revisão do procedimento em atendimento ao novo RAC nº 348, de 03/10/2008 Revisão Geral Item Inserida a referência ao documento IMP Item 5.2 Inserida a referência ao documento IMP 161 Item 5.5 Inserida a referência ao documento CKL 021 Revisão e adequação ao item 5.8: inclusão de intervalo mínimo da primeira auditoria 04 de Supervisão e o detalhamento da Recertificação ANEXO A Tabela 1 AUDITOR DE SISTEMAS DE GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE PARA MEIOS DE HOSPEDAGEM 2008/2 2009/1 2009/2 2010/1 2010/2 2011/1 Educação Atributos e habilidades pessoais Experiência Profissional Idem aos requisitos da Norma NBR 19011:2002 Idem aos requisitos da Norma NBR 19011:2002 Idem aos requisitos da Norma NBR 19011:2002 PES SBC /07/ /03/10 11/14

12 Experiência nos campos de gestão de meios de hospedagem, sistemas de gestão de responsabilidade social e sustentabilidade dos meios de hospedagem (Nota. a) Treinamento em auditoria e treinamento para auditores de sistemas de gestão da sustentabilidade Experiência em auditoria (qualificação) Experiência em auditoria (nº mínimo de auditorias em SGSMH) Experiência em auditoria (duração mínima de dias das auditorias em SGSMH) 4 meses do (nota b) 8 meses do 12 meses do 16 meses do 20 meses do Curso de 40h de auditor de SGRS ou SGQ ou SGA mais curso de 24h sobre a norma NBR 15401:2006 ou Curso de 40h de auditor de SGSMH Ser auditor qualificado em SGRS ou SGQ ou SGA 1 (nota c) 2 (nota d) 3 (nota d) 4 (nota d) 2 (nota c) 4 (nota d) 6 (nota d) 8 (nota d) Observações: Nota a) Entende-se como : - trabalhar em empresas, operadoras ou consultorias; - ministrar treinamentos; - ter vivência acadêmica, em pesquisas, defesa de teses e publicação de trabalhos. Nota b) No caso de não possuir, o auditor deverá estar acompanhado de um especialista. Nota c) Participação em auditorias de SGSMH como auditor em treinamento. Nota d) Em auditorias de SGSMH. Tabela 2 AUDITOR LÍDER DE SISTEMAS DE GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE PARA MEIOS DE HOSPEDAGEM 2008/2 2009/1 2009/2 2010/1 2010/2 2011/1 Educação Atributos e habilidades pessoais Experiência Profissional Idem aos requisitos da Norma NBR 19011:2002 Idem aos requisitos da Norma NBR 19011:2002 Idem aos requisitos da Norma NBR 19011:2002 PES SBC /07/ /03/10 12/14

13 Experiência nos campos de gestão de meios de hospedagem, sistemas de gestão de responsabilidade social e sustentabilidade dos meios de hospedagem (Nota. a) Treinamento em auditoria e treinamento para auditores de sistemas de gestão da sustentabilidade Experiência em auditoria (qualificação) Experiência em auditoria como auditor líder (nº mínimo de auditorias) Experiência em auditoria como auditor líder (duração mínima de dias das auditorias) 4 meses do (nota b) 8 meses do 12 meses do 16 meses do 20 meses do Curso de 40h de auditor de SGRS ou SGQ ou SGA mais curso de 24h sobre a norma NBR 15401:2006 ou Curso de 40h de auditor de SGSMH Ser auditor qualificado em SGRS ou SGQ ou SGA 2 1 (nota c) 2 (nota c) 3 (nota c) 6 2 (nota c) 4 (nota c) 6 (nota c) Observações: Nota a) Entende-se como : - trabalhar em empresas, operadoras ou consultorias; - ministrar treinamentos; - ter vivência acadêmica, em pesquisas, defesa de teses e publicação de trabalhos. Nota b) No caso de não possuir, o auditor deverá estar acompanhado de um especialista. Nota c) Em auditorias de SGSMH. ANEXO B CÓDIGO DE ÉTICA DE AUDITORES DE SISTEMA DE GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE PARA MEIOS DE HOSPEDAGEM 1. Agir mente, de maneira precisa e livre de tendências. 2. Empenhar-se para o aumento da competência e do prestígio da função de auditor de Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem. 3. Apoiar os colegas de trabalho ou que estiverem sob sua supervisão no desenvolvimento de habilidades em Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem. PES SBC /07/ /03/10 13/14

14 4. Não representar interesses conflitantes, bem como declarar para seus clientes ou empregadores quaisquer relacionamentos que possam influenciar os seus julgamentos. 5. Não divulgar qualquer informação relativa à auditoria, a menos que autorizado por escrito pelo auditado e pelo organismo de certificação em Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem. 6. Não aceitar qualquer incentivo, comissão, presente ou outros benefícios das organizações auditadas, de seus empregados ou de quaisquer grupos de interesse ou ser conivente com colegas que os aceitem. 7. Não comunicar intencionalmente informação falsa ou enganosa que possa comprometer a integridade de qualquer auditoria ou do processo de certificação em Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem. 8. Não agir de maneira que possa vir a prejudicar a reputação do organismo de certificação em Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem ou do processo de certificação. 9. Prestar total cooperação nas investigações, na eventualidade de descumprimento normativo ou regulamentar. PES SBC /07/ /03/10 14/14

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