E E M 15 o ENCONTRO ESPÍRITA SOBRE MEDICINA ESPIRITUAL

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1 c E E M E 15 o ENCONTRO ESPÍRITA SOBRE MEDICINA ESPIRITUAL Centro Espírita Léon Denis O corpo reflete o que há no Espírito, sendo assim, o Espírito precisa ser curado primeiro. A Medicina Espiritual há de ser associada à Medicina Humana, em função de que uma vai cuidar do corpo e a outra do Espírito. A Medicina socorre o perispírito, mas também socorre o corpo, ela não se sobrepõe ao remédio, porque cada um age no seu campo; cada um tem a sua esfera de ação; cada um tem o seu momento. Ignácio Bittencourt (Patrono do Encontro - 19/04/ /02/1943) Reuniões de Estudo para o Encontro (Estudos realizados em 2004)

2 2 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL Índice Mensagem para o 15 o Encontro Espírita Sobre Medicina Espiritual... 3 Por que estamos insatisfeitos com as dificuldades que precisamos vivenciar?... 4 A compreensão do livre-arbítrio à luz da Doutrina Espírita...13 Quais os Recursos que a Doutrina Espírita nos Orienta na Aceitação das Provas (física, social, moral e familiar)...23 Imortalidade A certeza da Misericórdia Divina...34 Conceito de Saúde Física e Saúde Espiritual O Comportamento Emocional diante das Doenças Como é feito o Tratamento de Cura na visão da Doutrina Espírita...57 O Papel da Fé e da Esperança no Processo de Cura...62 A Necessidade da Mudança do Padrão Mental As Potências da Alma O Florescer dos Valores Morais A Fidelidade aos Conceitos Doutrinários Jesus A Terapia do Amor como Fonte de Progresso ANEXOS Mensagem de Ignácio Bittencourt na véspera do Encontro a vibração a vibração a vibração O CASO DO MENINO DO REFRIGERANTE...115

3 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 3 Mensagem para o 15 o Encontro Espírita Sobre Medicina Espiritual E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista. E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho. (Marcos, 10:51-52) Quando vemos a atitude confiante do cego Bartimeu perante Jesus e a multidão, sentimonos comovidos, ante a determinação do espírito acicatado pela dor porém confiante em Jesus. Com efeito, muitos oram e rogam a Jesus a força precisa para suas lutas; nem sempre, entretanto, trazem consigo as marcas da confiança e lealdade devidas a Jesus, no momento do testemunho e da dor. Cada pessoa, ao ficar doente, ou está resgatando o passado ou é vítima dos abusos do presente. Assim, marcando passo nas indefinições de comportamento perante a saúde, o homem sobrecarrega o seu organismo físico e, não raro, o espiritual, com as várias marcas decorrentes de seus atos insanos. Chega, porém, o dia do reajuste o momento em que, pela dor ou pela atenção ao seu próprio comportamento, o homem diz basta às insensatezes provocadas pelo seu modo de ser. Nesse momento, alguns de nós ficamos como crianças encurraladas, e choramos e esbravejamos contra a dor, exatamente como se não a tivéssemos merecido, esquecidos de que todos nós teremos o que plantamos, mesmo que pensemos ou desejemos o contrário. Raros têm a atitude de Bartimeu, que, ouvindo a voz do amor, do desejo de ajudar que Jesus demonstra por nós, respondeu claramente, sem titubeios aos apelos de Jesus, com o sentido absoluto da fé e do conhecimento da verdade: Que eu veja. Se fizéssemos isso, por certo diríamos também: Que eu tenha saúde. E falando desse modo, tivéssemos a resolução de agir corretamente com o nosso organismo, pondo fim aos abusos, quaisquer que sejam estes, e para que tenhamos acesso ao processo orgânico sem máculas, mantido por gestos sadios de alimentar-se e viver. Nesse dia, poderemos dizer: Tenho a saúde que possuo. Paz! Ignácio Bittencourt (Mensagem psicográfica recebida pelo médium Altivo Carissimi Pamphiro, em 6/8/2004, no CELD, RJ.)

4 4 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL Por que estamos insatisfeitos com as dificuldades que precisamos vivenciar? Aula dada por Mário Coelho em 15/04/2004 Insatisfação, muitas vezes, não é simples insatisfação. Nós precisamos ver quando estamos insatisfeitos ou quando estamos irresignados, sem resignação. Porque quem está insatisfeito quer mudança e faz mudança. Quem está irresignado não. Batalha muitas vezes contra o próprio equilíbrio. Paulo de Tarso, grande conhecedor dos movimentos humanos, que falava para o Cristianismo nascente, já dizia para a gente não se concentrar com o mundo, mas transformai-vos, ou seja, a gente poderia ficar insatisfeito com as situações e, diante delas, procurar se transformar. Há uma grande diferença entre insatisfação e resignação. O irresignado acaba trabalhando contra ele próprio, porque quando a gente entra na faixa da irresignação, não está resignado perante as próprias lutas, nós vamos na contramão do socorro. Porque começamos a valorizar muito a nós mesmos, e achar que estamos no lugar errado, na hora errada, com as pessoas erradas. Quando na verdade, já dizia o espírito Sheilla, estamos no lugar certo, com as pessoas certas, no momento certo, vivenciando as lutas que nós precisamos. Então, quando vamos lidar com as dores humanas, devemos ver se o caminho pelo qual aquele sofredor chega para nós é o da irresignação. Porque teremos que fazer todo um trabalho de base, porque quando a gente está irresignado, a gente acha que Deus é injusto: Por que só eu estou sofrendo? Por que só eu estou doente? Começamos a valorizar a nós mesmos e achamos que sabemos mais do que Deus. Então, a gente vai na contramão do socorro. É uma coisa para a qual se deve ficar alerta. Um dos grandes problemas nossos é no campo da relação humana, que a gente depois vai ver que acaba levando à doença. Um grande grupo de doenças que chegam à nossa Casa é mais doença moral do que física, ou começou, muitas vezes, com a doença moral e terminou na física. Pessoas que se aborreceram, que tiveram desilusões, que carregaram mágoa e daqui a pouco aparece um lúpus eritematoso, uma doença auto-imune, aparece uma artrite reumatóide, um câncer. É comum a gente ver essas solicitações no receituário mediúnico, e as pessoas contando essa história: Passei uma grande desilusão e daqui a pouco surgiu isso. Qual é a grande dificuldade nossa no campo das relações humanas? Até porque é um dos aprendizados mais difíceis, o da relação humana. Uma vez perguntaram ao médium Chico Xavier qual a matéria em que Emmanuel era mais exigente com ele. Ele disse: O trato com as pessoas. E qual é a nossa grande dificuldade, a grande dificuldade de quem aporta na nossa Casa? É o de levar tudo para o lado pessoal no trato com as pessoas. Se o Fulano vem e faz qualquer ato de grosseria comigo, ou me trata mal, qual é a primeira coisa, se a gente está invigilante? É levar para o lado pessoal. Quando, na verdade, as ações das pessoas são o somatório de uma vivência que elas já carregam há muito tempo. Então, se ela é grosseira, ela será grosseira comigo, com ele, com ela, porque isso já faz parte da vivência pessoal dele. Da mesma maneira quem é bom. Quem é bom, não é bom só porque vai ser bom para Fulana, ele vai ser bom para Fulana, vai ser bom para ele e vai ser bom para aquele. E a gente, às vezes, se coloca também numa posição de especial, quando as pessoas bondosas tem alguma deferência para com a gente. As pessoas são o que são. O valor intrínseco não pode ser medido pelo jeito como as pessoas nos tratam. Isso é uma das grandes causas de doença aqui no nosso meio. As doenças que foram causadas no trato com as outras pessoas. Leva tudo para o lado pessoal. Quando na verdade, Fulano age assim com a gente, porque ele age assim. Ah! mas por que ele não age com Fulano assim? Em geral, se formam grupos, aqueles grupos que se coadunam com aquela atitude dele, ele não age assim, mas qualquer pessoa que fure esta barreira ou que represente uma ameaça, a pessoa age dessa maneira com a gente. É uma das coisas que a gente deve sempre pensar para não carregar mágoa. Até porque como diz André Luiz: Carregar mágoa, é carregar lixo inútil dentro do próprio coração. Uma das coisas que a gente deve prestar atenção, no trato com as pessoas: será que eu estou levando para o lado pessoal? Vamos fazer um auto-exame. Aquilo que nos ensinou Santo Agostinho, lá em O Livro dos Espíritos, quando ele fala do conhecimento de si mesmo. Todas as

5 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 5 noites ele chegava e fazia uma auto-análise. Se as ações dele teriam prejudicado alguém. Se ele recebesse as ações que ele tinha feito, como ele se portaria? É o auto-exame, é o entrar dentro de si mesmo. É uma tarefa difícil a do auto-exame? É, porque dói, porque a gente encontra uma série de situações que pensa que venceu, e ainda não venceu. No livro se não me engano Cura, de Chico Xavier, um dos espíritos diz que, a gente às vezes estuda dez anos, para dar o testemunho em um minuto. A gente pensa que venceu uma coisa e diante de determinadas situações, a gente vê que não venceu. É a questão do auto-exame. Uma das causas de doença é a mágoa. A gente carregar mágoa. Aquela idéia que fica dentro da gente. E as idéias, quando lemos Ernesto Bozzano, vemos que criamos essas idéias, um filminho do que a pessoa fez com a gente, e aquilo ganha vida própria. Enquanto alimentamos, aquilo vira um personagem. Um médium de língua inglesa conta um fato muito interessante. Foi um protestante na casa dele vender essas revistinhas de porta em porta, e quando descobriu que ele era médium, espírita, o homem começou a falar de céu, de inferno, de demônio, que aquilo era coisa do demônio. Ele foi aceitando aquilo, foi escutando e no final o homem pediu para rezar. Ele deixou rezar. Quando acabou a reza, o camarada foi embora, ele se concentrou e viu três figuras de diabo. Aqueles diabinhos com chifre, rabo, vermelho, como conta a alegoria. Aí o guia espiritual falou: Isso não são espíritos, são as idéias pensamentos que aquele irmão formou aqui dentro. Elas teriam uma quantidade de vida, na medida que ele entrasse naquela faixa e alimentasse. Isso uma coisa comum, um irmão que rezou por alguns minutos, agora imagine a gente pensando naquele filminho do Fulano que magoou a gente, e a gente vendo aquilo toda hora. Quanto aquele personagem que a gente cria vai ganhando força, vai ganhando braço, vai ganhando perna, vai ganhando movimento e fica como um personagem real, junto dos nossos pensamentos. Agora, imagine isso no nosso campo perispiritual? As forças que vamos movimentando, como vamos embrutecendo o nosso perispírito e como vamos alterar a nossa natureza celular. E aí começa a surgir a série de doenças. A gente sabe que vai vir de lá do espírito. A gente nunca pode esquecer uma frase, quando estuda Medicina Espiritual, que está em O Livro dos Espíritos, pergunta 196-a que os espíritos falam para Kardec: Teu espírito é tudo, teu corpo é simples veste que apodrece. Então, a raiz de tudo é o espírito. Não podemos, no estudo das doenças, sempre qualificar tudo como do campo de vista físico. É claro que existem doenças que são puramente físicas. Encostamos o braço numa chapa quente, vai formar uma queimadura, é uma doença física. Abusamos de qualquer alcóolico, vai ter uma gastrite no dia seguinte, vai ter uma ressaca, é uma doença física. Tem doenças no campo da psique que vão afetar o físico, e isso já está mais do que provado. A gente nem precisa falar sobre isso, porque sabemos, principalmente, sobre a imunidade. A pessoa com mágoa, com raiva, acaba desenvolvendo mecanismo auto-imune. É comum a gente ver pacientes, principalmente idosos, em quem estoura um Herpes-zoster, o famoso cobreiro, que dá sempre de um lado só do corpo. Vai colher a história e o Fulano vai dizer: Eu me aborreci com alguém, estava magoado. Por quê? Baixou a imunidade. Atua no perispírito, mexe em toda a arquitetura celular e a pessoa desenvolve um problema desses, de caso agudo. Sem contar as doenças crônicas, auto-imunes. Auto-imune, a gente já sabe, é autodestruição. No inconsciente da pessoa, ela está se autodestruindo. É o lúpus, a artrite reumatóide, que sempre se desenvolve com algum potencial, na grande maioria das vezes, potencial emocional desequilibrante. Todos nós, sem exceção, aqui na sala, temos uma série de doenças guardadinhas, igual à caixinha de Pandora. Temos células cancerígenas se formando a todo momento no nosso sistema imune, os linfócitos vão lá e matam. Temos uma série de gens prontos para despertar. E por que não despertam? Enquanto a gente estiver equilibrado, eles vão permanecer guardados. Tem um caso de um médium que teve uma doença. Médium de cura, dava passe aqui na Casa. Teve um problema renal, precisou fazer diálise, descompensou. Se teve a devida noção de que era de cunho de queda espiritual. Médium que dava passe, médium de incorporação, médium que tinha bom fluido, chegou uma certa hora da vida que ele falou: Ah! não acredito mais muito

6 6 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL em espírito, mediunidade. E foi embora. Quando tentou voltar para a Casa, até voltou, voltou para tomar passe, porque não tinha mais condições. Todos nós temos, igual à caixinha de Pandora, volto a dizer, uma série de doenças lá na nossa genética, porque a gente sabe que tudo é genética. E genética nada mais é do que a expressão do que está no perispírito. O que dá a fôrma à genética é o perispírito. Quem comanda é o perispírito. Pode ficar guardadinho de acordo com a nossa vida, com a nossa ação. Aquilo vai desequilibrar ou não. Vai ficar guardadinho ou não. Então, os espíritos estão mais do que acertados quando nos mandam trabalhar. Porque eles estão olhando ali as predisposições. Cada um de nós é um terreno para várias doenças. Por que uma doença dá num de um jeito e em outro arrasa? O bacilo de Koch chega nela, não dá nada, dá um simples resfriado e nele dá uma tuberculose? Porque são terrenos diferentes. Predisposições diferentes. Tudo no fundo está lá na genética. O camarada tinha um gen para isso, mas, no fundo, a gente sabe que tudo é predisposição do perispírito. É isso que a gente deve estar sempre lembrando. As nossas dificuldades como espíritos. Nós estamos trabalhando aqui como o doente que está dividindo o remédio com os outros. A gente está pegando parte do nosso remedinho e dividindo com os outros, para se sentir um pouquinho melhor. A gente repara que as pessoas estão ficando sem resistência para as lutas. Qualquer coisa desequilibra. Qualquer luta que não desequilibraria, vemos as pessoas se desequilibrando por qualquer coisa. A gente acaba concluindo que, parte, é das facilidades que a gente tem. Porque o próprio progresso cria facilidades. Emmanuel diz que o progresso tecnológico veio para diminuir o tempo do trabalho do homem, para que ele pudesse se dedicar mais às coisas espirituais. Vocês já tinham pensado nisso? O progresso ser para isso, para termos mais tempo. Não precisar usar a força física. Tudo pelo botão, pelo maquinário, para que tivéssemos mais tempo. O progresso tem a facilidade, para que a gente tenha esse tempo, para se ligar nas coisas espirituais. Mas, em contrapartida, quando a gente não se liga nas coisas espirituais, ficamos com a cabeça vazia. A gente, às vezes, tem muito tempo e os espíritos mandam a gente trabalhar para isso, para ocupar a nossa cabeça, porque as facilidades quebram um pouco a nossa resistência. Se a gente lembra da nossa infância, vamos ver que nossos pais, com todas as dificuldades de compreensão que eles tinham, com toda a rudeza, com toda aquela lei dura que tinham com a gente, eles eram mais resistentes. Porque a pessoa era obrigada, às vezes, a andar três quilômetros para estudar. Hoje em dia se não tiver o ônibus passando em frente à nossa porta, a gente reclama. As pessoas reclamam tanto de artrite, artrose, tendinite e nossas mães e avôs lavavam roupa no tanque. Tinha artrite, artrose? Se tinha, não tinha tempo de reclamar. A gente vai perdendo resistência até para a dor. A gente vê que as pessoas são muito frágeis para as dores, porque não tem mais essa resistência de caminhar, de andar, se esforçar. E acaba entrando muitas vezes no consumismo. Quem de nós aqui, mais velho, já não levou para escola, para a merenda, pão com banana, com ovo, com goiabada? Você pega um jovem de hoje, quem é que vai levar isso para escola? E se não tem o que levar, o que acontece? Entra no sentimento da irresignação. Começa a doença na idade escolar muitas vezes. Porque não consegue acompanhar o bonde do consumismo, que também é uma das causas de doenças. A gente, às vezes, quer comprar o som que tem cento e vinte botões e não sabe usar dois. Porque se não tiver, entra no sentimento de menos valia, de baixa auto-estima. As pessoas estão ficando sem resistência por isso. Além de não ter com que lutar, não se ocupam com as coisas espirituais. Temos que estimular as pessoas ao estudo e ao trabalho. Não só o trabalho aqui na Casa Espírita, como também o trabalho junto à assistência social, para vermos lutas maiores do que a nossa, ver pessoas que, se estivéssemos no lugar delas, não tiraríamos tão de letra. São pessoas que estão na luta, nem todos claro, alguns estão em provas brabas, expiações, mas vemos ali pessoas com uma têmpera, que vemos que estão acima da gente. Acontece igual à irmã Rosália no Evangelho. Ela diz que muitos daqueles a quem ela ajudou na vida, no outro lado ela teve que pedir as coisas a eles. Entretanto, esta caridade não deve impedir a prática da outra; pensai principalmente em não desprezar o vosso semelhante; lembrai de tudo o que eu já vos disse: é preciso ter sempre em mente que, no pobre rejeitado desdenhosamente, podeis estar repelindo um espírito que vos foi querido, e que se

7 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 7 acha momentaneamente em uma posição inferior a vossa. Revi um dos pobres da Terra a quem pude, por felicidade, ajudar algumas vezes e a quem, por minha vez, tenho agora de implorar. Lembrai-vos de que Jesus disse que somos irmãos e pensai sempre nessas palavras, antes de repelir o leproso ou o mendigo. Adeus; pensai nos que sofrem, e orai! (Irmã Rosália. Paris, 1860.) (O Evangelho Segundo o Espiritismo Allan Kardec Cap. XIII Item 9 ED. CELD) As pessoas estão ficando sem resistência por isso. Estão desacostumando de lutar, estão desacostumadas até com a dor, a própria dor física. A facilidade dos analgésicos favorece isso. Nunca se tomou tanto analgésico; em época nenhuma se vendeu tanto analgésico. Não é que a gente vai ser masoquista e querer ficar com dor, mas temos que ver que precisamos lutar em alguns momentos, fazer esforço. Vejo muitos espíritos no receituário falar para as pessoas que estão tomando antidepressivo, calmantes e não estão melhorando, ele, o amigo espiritual falar assim: Você tem que fazer aquilo que o remédio não pode fazer, que é a transformação íntima. O remédio vai te dar o equilíbrio para você pensar por um tempo, para você tentar solucionar. Mas quem tem que fazer a transformação íntima é você e não o remédio. O remédio não vai transformar a gente de uma hora para outra. É bem verdade que a depressão é um distúrbio bioquímico, mas esse distúrbio bioquímico vem da alma. O que a gente vê de distúrbio bioquímico é apenas a ponta do iceberg. A gente deve lembrar as pessoas disso, e incentivar a buscar também a Medicina Espiritual, para ajudá-las a se transformar. O objetivo da Medicina Espiritual não é curar a dor, que qualquer analgésico pode curar, mas o objetivo é nos trazer o equilíbrio, para que a gente caminhe com os próprios pés. Ignácio Bittencourt, em Vozes do Grande Além, página 95 diz:.. no entanto, desencarnado, agora, observo que a turba de doentes que na Terra me feria a visão, aqui continua da mesma sorte, desarvorada e sofredora. Os gemidos no reino da alma não são diferentes os gemidos nos domínios da carne. E dói-me o coração reparar as filas imensas de necessitados e de aflitos a se movimentarem depois do sepulcro, entre a perturbação e a enfermidade, exigindo assistência. É por esta razão, hoje reconhecemos, que acima do remédio do corpo temos necessidade de luz no Espírito. A gente tem que trabalhar para diminuir a fila de doentes do lado de lá. Porque senão daqui a pouco eles estão reencarnando e reencarnam doentes novamente. E fica nesse círculo vicioso. Devemos sempre olhar por esse ângulo. Qual o objetivo da Medicina Espiritual? É tratar as doenças psíquicas, as doenças que estão no perispírito, para equilibrar o corpo físico? É, mas o objetivo final é acordar a pessoa para a realidade da vida espiritual. Nem sempre a cura física desperta a pessoa. Uma pessoa foi curada de um mal brabo dos médicos conseguirem curar, e o espíritos acabaram curando. Anos mais tarde a pessoa nem lembrava direito da cura. Ou seja, a cura não foi o bastante para transformar. Nós devemos estimular a busca da Medicina Espiritual, porque somos seres espirituais, somos espíritas, estamos trabalhando com os espíritos, mas lembrar sempre para a pessoa: Isso tudo é para que você lembre que é espírito imortal. Os espíritos estão te curando, estão te apoiando para lembrar que você é espírito imortal, para você vê muito além disso aí. A gente lembra do stress da vida diária. O stress é necessário na nossa vida, ele nos faz caminhar. Mas no stress existem três fases: 1 do alerta, nos chamar atenção; 2 da adaptação, adaptar-se às lutas que tem que vivenciar; E podemos, por invigilância, cair na fase: 3 da inadequação, da exaustão, porque não se soube lidar com seu stress. Já pensou se ficássemos paradinhos lá em cima do Monte Himalaia, sentadinhos, meditando, a gente ia evoluir? Não. Nós temos que vir para Bento Ribeiro, passar pelos buracos que tem na rua, entrar numa rua que não pode, tem que acordar cedo, tem que enfrentar o patrão difícil, o paciente difícil, e assim a gente vai, porque o stress nos estimula. Mas, se não entramos naquela fase de conhecer o que aquela situação pode acordar em nós, nós voltamos ao início da nossa aula, voltamos para fase da irresignação. Quando entramos na fase

8 8 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL da irresignação, entramos na contramão do socorro espiritual. É como dizia Newton de Barros, é pedir água com o copo virado para baixo. É uma das causas de doença. O stress não solucionado, a pessoa não adaptada para a luta, sem aquela resistência que a gente falou no início, não adaptado para lutar, sem vontade de lutar, entra naquela fase de inadaptação, não sabe gerenciar o stress e acaba gerando doença. Gera, primeiro, os transtornos da ansiedade, e a gente passa a viver em estado de alerta sempre. O estado de alerta é até benéfico. A adrenalina nos dá aquela posição de enfrentar o problema ou fugir do problema, nos bota alerta. É o hormônio que chamamos de o medo da luta ou da fuga. Só que ninguém pode viver em estado de alerta o dia inteiro. Como se andássemos armados o dia inteiro. Tem a situação de alerta, o elemento estressor nos atinge, nós não podemos fugir do stress, daquele sinal de alerta. O que devemos fazer? Aprender a gerenciar o nosso stress, para entrarmos na fase de adaptação e não na fase da exaustão, senão entra no transtorno da ansiedade e daqui a pouco está fazendo síndrome do pânico, que acaba virando distúrbio bioquímico, que na verdade é um estado d alma. O distúrbio bioquímico é a ponta do iceberg. Toma remédio, melhorou. Melhorou, porque bloqueou temporariamente. Mas se a pessoa não se modifica, não apresenta naqueles momentos de melhora, vontade de se melhorar, daqui a pouco está enfermando de novo. O que faz a síndrome do pânico? Não prende a pessoa em casa? A depressão não prende a pessoa em casa? Na verdade a pessoa passa mal na rua, não é porque está na rua, é para a pessoa inconscientemente querer fugir da luta. Eu passo mal, o que o passar mal está tentando fazer comigo? Me proteger das lutas lá fora, porque eu sou frágil, porque sou fraco, então vou ficar dentro da minha casinha, dentro do meu quartinho e não saio. Isso claro, dentro do inconsciente. Mas isso começa como? Desde lá de muito tempo, a gente vai juntando, no fim ocorre uma gota d água, uma situação que explode, mas é o somatório de várias vivências nossa. O que dizem os espíritos a Kardec, para vencermos nossas dificuldades íntimas, que é necessário nós fazermos pequeninos esforços. Mas aí eles dizem uma coisa que machuca a gente: Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços! Pergunta 909: Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? Resposta: Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços! (O Livro dos Espíritos Allan Kardec Parte 3 a Cap. XII Perg. 909 ED. F.E.B.) Não é preciso nenhum ato de bravura extraordinário, é sabermos vencer aquele minutinho. Se não vencemos aquele minutinho de impaciência, de reclamação, isso vai somando, vai somando, depois fica difícil derrubar uma montanha de uma vez só. Enquanto está um monticulozinho, bastam pequeninos esforços nossos, mas depois que vai acumulando, vai acumulando, como é que vai vencer?, até porque vira uma segunda natureza nossa, vira o nosso modo de ser. Fica bem mais difícil. Como a gente gerencia o nosso stress? Primeiro, a auto-observação, a observação cuidadosa de nós mesmos. Voltando para O Livro dos Espíritos, Santo Agostinho falando: Pergunta 919a: Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo? Resposta: Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: Se aprouvesse a Deus chamarme neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?

9 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 9 Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado. O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e tornálas desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida. Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos. SANTO AGOSTINHO (O Livro dos Espíritos Allan Kardec Parte 3 a Cap. XII Perg. 919a ED. F.E.B.) É aquele exame de consciência. Não precisa ser na hora de dormir igual a Santo Agostinho, porque tem dia que não dá. Tirar quinze minutinhos para o estudo, para ler uma página, para meditar. Não é aquela meditação de ficar em posição de lótus, com a perna cruzada, pensando no nada, no Nirvana. Como a gente medita numa página espírita? É ver o que é que aquela página tem a ver com a nossa luta pessoal. Vamos passar a meditar e meditar produz luz. André Luiz diz isso no livro Mecanismos da Mediunidade, Capítulo IV, Matéria Mental e Matéria Física, quando ele fala da teoria dos spins, do átomo do perispírito. Ele diz que os momentos de tensão pacífica, os momentos de luta, os momentos de introspecção, de auto-análise, movimentam não mais a órbita dos átomos perispirituais, mas o núcleo dos átomos perispirituais, e isso produz luz. Então, os momentos de meditação vão gerar luz em nós, vão gerar situações diferentes no nosso perispírito. E a gente evolui assim, experimentando. Se a gente nunca experimentar uma coisa boa, a gente nunca vai pensar em querer conquistar. Então, Fulana vem para o Centro, chega aqui, reza um bocadinho, eleva o padrão e se sente bem. Daqui a pouco ela vai entrar no dia a dia dela, vai voltar à vibração dela natural, que é próprio nosso mesmo, a gente não consegue manter vinte quatro horas o padrão elevado. Mas ela já experimentou uma sensação superior, isso vai fazer com que ela busque isso outras vezes. Seja num momento de solidão, seja num momento em que esteja para baixo, algum momento em que ela vai lembrar de coisas melhores, e isso vai estimular a buscar outras vezes. Porque se a gente não provar algo elevado, como é que a gente vai almejar algo que nunca viu? André Luiz, no umbral, no finalzinho, quando ele está caído no chão, bebendo aquela água suja, comendo aquele mato, o que é que ele lembra? Das coisas boas que vivenciou no próprio lar,

10 10 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL da sopa, do alimento, da roupa limpa, do amor materno, do amor paterno, isso fez com que ele lembrasse de Deus, das preces da mãe e foi lembrando que devia existir realmente um Deus, porque ele estava sobrevivendo a tudo aquilo. Daqui a pouco, ele entrou na faixa da prece e Clarêncio aparece e socorre. Sempre vamos experimentar algo superior para poder almejar. Enquanto não fazemos esses saltos assim, ficamos no lugar comum. Temos que começar a trabalhar a fase de adaptação ao stress, que é a observação cuidadosa de si mesmo e aceitação do que pode ser diferente na nossa vida, do que não está de acordo com aquilo que planejamos. Porque muitas vezes entramos na irresignação, que vai gerar todas aquelas doenças que falamos, no nosso psiquismo, a depressão, o pânico, os transtornos obsessivocompulsivo, porque achamos que nossa luta, nossa vida tem que ser tudo certinho, tudo milimetrado, sem qualquer coisa que fuja daquele mapa que montamos. Nós temos que aceitar que as coisas podem ser diferentes e que às vezes, temos que nos adaptar. Como na tempestade, a árvore que fica de pé não é a mais grossa, não é a imbatível, é a que se dobra às circunstâncias da luta. No popular, seria o jogo de cintura. Hoje em dia a psicossomática, no campo da Psicologia, fala isso dos nossos estados emocionais gerando toda a sorte de doenças. Quem é que não conhece as enxaquecas dos perfeccionistas? A pessoa é perfeccionista, vai acabar tendo enxaqueca, vai sofrer por conta disto, é próprio do perfeccionista. As dermatites por conta do emocional. Embriologicamente, lá no embrião, o sistema nervoso e a derme derivam do mesmo local, que é o ectoderma (camada germinal primária externa, das três que envolvem o embrião. Dela desenvolvem-se a epiderme e os tecidos epidérmicos: unhas, cabelos e glândulas da pele; o sistema nervoso e os órgãos dos sentidos externos, como orelhas, olhos etc., e a membrana mucosa da boca e do ânus. Dicionário Eletrônico Michaelis). Então, tem uma relação muito grande de pele, do exterior nosso com o emocional. Não podemos esquecer nunca, quando estudamos Medicina Espiritual, da Lei de Causa e Efeito. Existem dois mecanismos básicos na Lei de Causa e Efeito: o imediato, que muitas vezes ocorre logo depois dos nossos atos e outros que vão ocorrer em outras encarnações. Há pessoas que vão trazer geneticamente, de outras vidas, pela Lei de Causa e Efeito, as predisposições às doenças, que vão se manifestar ou não de acordo com a maneira de caminhar, é o Vá e não peques mais, para que não te aconteça algo pior., dito por Jesus. E outras vezes, viemos fadados mesmo não para esse lado de poder ocorrer ou não, mas vem mesmo com a doença, que pode ser minimizada pela Medicina Espiritual, pela modificação da criatura, pelo trabalho no bem. O próprio trabalho do bem é remédio da Medicina Espiritual em última análise. É o remédio prescrito pelos espíritos para todos nós. Uma pessoa estava com uma tuberculose, deu em todos os exames, trabalhadora da Casa. O Dr. Hermann falou com ela: se você trabalhar, a gente pode modificar. Ela ia começar a tomar aquele esquema de tuberculose. Ela entrou no passe de cura, ou seja, a Medicina Espiritual, começou a tomar o passe. Ela não teve mais a tuberculose, mas passou a ter uma bronquite. Ela está trabalhando tanto no bem que, raramente, tem uma crise de bronquite. Até mesmo dentro da Lei de Causa e Efeito algo pode ser mudado, de acordo com o apoio da Medicina Espiritual e a pessoa aceitando os ditames para aquela Medicina Espiritual agir sobre ela você. Não basta só os espíritos quererem nos curar, nós queremos nos curar? Às vezes, a doença traz um ganho para a gente. Isto a pessoa não faz porque é sem-vergonha, isto é inconsciente. Eu fico doente, todo mundo vai cuidar de mim. O marido talvez volte, a mulher talvez volte, o filho que não respeita talvez me respeite. Cria aquela coisa de não se melhorar nunca. Temos que observar se as pessoas estão agindo dessa maneira, mesmo que inconscientes, porque em geral não é consciente. Isso é comum em idoso. Uma das coisas para que devemos nos preparar, em termos de doença, é preparar para a síndrome do ninho vazio. Quando os filhos crescem e vão embora, se a pessoa não tem uma estrutura psíquica, uma estrutura para pensar nas coisas espirituais, vai ficar naquele mundinho dela e passa a ter menos coisas para fazer, porque antes se ocupava com o filho. Não fica perturbada porque tem o que fazer, ocupa a cabeça, mesmo que não seja coisa espiritual. Mas na medida que não vai ter a roupa para cuidar, o livro para tomar conta, o horário, a comida, etc., entra na chamada

11 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 11 síndrome do ninho vazio, que é real. Então, nós temos que entrar numa estrutura antes disso. Estar voltado para o trabalho no bem. Já sabe com que ocupar seu tempo. Se preparou para a luta, para vivenciar esse momento de solidão, e é um momento sempre difícil. É o momento que você começa a pensar nas conquistas que não fez, principalmente a nível profissional. É a fase que a pessoa começa a ver ganhos e perdas materiais. E a julgar pela situação do país, se a gente for entrar nessa, fica deprimido. Isso é um dos fatores materiais que leva à doença. Nós vamos ver muitas pessoas tomando passe, que entraram em depressão, em pânico por conta da situação do país, porque elas não souberam vivenciar a luta. Seja através do desemprego, ou de outras situações, porque não se prepararam para as lutas. Nós não estamos aqui apenas para sofrer, estamos para tentar achar soluções. Desde o momento que se entra naquela de achar que tudo está ruim, difícil, a irresignação e entramos na contramão do socorro. Vem a doença física, a doença que estava no nosso mental vira uma doença física, uma doença bioquímica, temos que tomar remédio. E as pessoas estão num nível tão alto de perturbação que não conseguem aturar os primeiros sintomas colaterais da medicação. Começa a tomar um antidepressivo, deu tonteira, boca seca, e aí pára e vira outro problema, Eu sou incurável, nada me cura. Quando a gente lida com Medicina Espiritual deve lidar com essas faixas de compreensão, porque se não entramos na faixa de compreensão, não ajudamos. Só seremos bons intérpretes dos espíritos da cura, se entrarmos na fase da compreensão. Vemos isso no receituário mediúnico, às vezes, vamos com cada dúvida banal, ou com cada dor, que para nós, encarnados, seria de pequena monta, mas vemos os espíritos respondendo com a maior seriedade, compreensão, porque sabe que aquela é a dor daquele indivíduo naquele momento. Aquela dor assistida, faz com que a pessoa permaneça na Casa. A pessoa vem aqui como o último socorro. Às vezes, uma palavra que foi dita, ou uma frase que o orador falou na palestra, até mesmo pelo socorro espiritual, faz com que as pessoas fiquem na Casa. Então, a gente deve sempre, quando vai trabalhar com os espíritos, entrar na faixa de compreensão. Como vamos ser intérpretes de um espírito compreensivo se não olhamos o outro com compreensão, com piedade? E o passe, que é uma das bases da Medicina Espiritual, é unicamente piedade, e piedade é a irmã da caridade. É um grande exercício de piedade, porque eu vou estar na frente dela, nunca a vi, não a conheço, vou ter que estar pensando na dor dela, o que a fez vir aqui na Casa, vou ter que estar vibrando para tentar auscultar a dor dela, e sem receber o agradecimento, porque acabou o passe, cada um vai embora. Além de ser um exercício de piedade, é de humildade. Como vamos ser intérpretes de Bezerra de Menezes, se não temos cuidado com a dor alheia? Ele que se ocupa com toda dor alheia. Como vamos ser intérpretes desses espíritos que tem aqui aos milhares, voltados para a cura espiritual, se não estamos nem aí para a dor do outro? Nós temos que estar pensando: O companheiro de repente, veio aqui como último socorro. Deve ter feito um esforço danado para chegar aqui hoje. Deve ter trabalhado, enfrentado lutas. Podia estar lá fora, se complicando mais ainda, mas veio aqui buscar o socorro. Você entra na faixa do auxílio. Às vezes, ficamos preocupados em saber o nome do nosso mentor. Na verdade não precisamos saber o nome do nosso guia, precisamos entrar na faixa dele, que é a faixa do trabalho. E qual é a faixa do trabalho voltado para a cura? É voltar para o alívio da dor do outro. É pensar na dor do outro. Na nossa Casa vamos ver muito isso, pessoas chegando com doenças que ainda estão naquela área do sentimento e da emoção, e que dá para fazer ainda muita coisa, antes delas se afundarem. É convidando sempre para o estudo. Às vezes, menosprezamos a dor do outro. Como Fulana foi ficar assim, com uma coisa simples? Não podemos esquecer que estamos lidando com espíritos, que têm uma vivência de passado. A pessoa perde um cordão e fica deprimida, e falamos: Como é que a Fulana, uma pessoa culta, perdeu o cordão e entrou em depressão? É a coisa da reencarnação. Nós não entendemos porque numa luta comum a gente se desequilibra. É porque o sentimento de perda acorda um sentimento de perda lá do passado. Ela não sabe o que perdeu no passado, mas aquele sentimento que ela passa a alimentar por algumas horas, alguns dias, por alguns meses, acorda um sentimento de perda no passado. Seja uma perda material, a perda de um grande amor, perda da família que teve no passado. Aquilo acorda e, sem saber, já não está nem deprimida por causa do cordão, já não sabe nem porque está deprimida. Devemos lembrar muito bem disso, antes de julgar pequeno o

12 12 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL problema do outro. Porque o problema acordou alguma coisa lá do passado, e a gente se desequilibra mesmo. As premissas que um pesquisador fez do depressivo. Depressivo é aquele que tem culpa pelo passado, ele se culpa sempre pelo passado, de tudo ter dado errado, de tudo não sair como ele quis; apatia quanto ao presente e desesperança quanto ao futuro. Isso define o deprimido. Quais são as premissas que faz a gente ficar depressivo? Que para ser feliz devo ser aceito por todos; Para ser feliz devo obter sucesso em tudo que faço; Se eu errar isso significa que sou incapaz. Entra o sentimento de menos valia, de que eu não presto, de que tudo dá errado para mim; Não posso viver sem uma outra pessoa; Se alguém descorda de mim, isso significa que não gosta de mim. Olha a gente caindo na mágoa, na depressão. Aí entra a doença que é psíquica, daqui a pouco vira doença física e daqui a pouco libera o nosso cancerzinho que estava guardadinho, não precisaria a gente ter, e o colocamos para fora, pela auto-agressão; Meu valor como pessoa depende do que os outros pensam de mim. A pessoa vive a vida inteira tentando botar uma máscara, tentando atender aquilo que ela não é e, com isso, não caminha. Para nossa reflexão final eu trouxe o livro Memórias de um Suicida, Capítulo IV, 1 a Parte, tem um momento em que Jerônimo Silveira, recém socorrido do Vale, não quer cumprir a ordem de permanecer ali socorrido, quer ver a família. Já tinha passado treze anos que tinha se suicidado. O mentor Teócrito manda avisar a ele que o melhor é ficar aqui. Ele insiste e vem ver a família antes da hora. O mentor fala para ele: Espera alguns meses, poucos meses e você se equilibra e vai poder ver a família com mais equilíbrio. Mas ele não aceita. Vai e vê só as bobagens que a família estava fazendo, se descompensa e tem que ficar no isolamento durante anos. Quando ele chama Teócrito de príncipe, Teócrito diz assim para ele: Entre nós Jerônimo, pequena diferença existe, distância não muito avançada. É que tendo vivido maior número de vezes sobre a Terra, sofri mais, trabalhei um pouco mais, aprendendo portanto, a resignar-me melhor, a renunciar sempre por amor a Deus e a dominar as próprias emoções. Observei, lutei com mais ardor, obtendo destarte maior soma de experiência. Não sou como vês, soberano desse domínio, mas simples operário da legião de Maria. Maria, única majestade a governar este Instituto correcional, onde te abrigas temporariamente. Um teu irmão mais velho, eis a verdadeira qualidade que em mim deverás enxergar. Sinceramente, desejoso de auxiliar-te na solução dos graves problemas que te enreda, chama-me por Teócrito e terás acertado. Qual é a dica que Teócrito dá, para a gente, da evolução dele? Sofri mais..., ou seja, aproveitou do sofrimento. Pois aqueles em que bem-aventurados eram os aflitos, a aflição dele, fez dele um bem-aventurado, porque não se revoltou contra o sofrimento. Trabalhei um pouco mais..., o trabalho, que os nossos benfeitores aqui da Casa tanto falam para o nosso equilíbrio espiritual.... aprendendo portanto, a resignar-me melhor..., olha a resignação que nós falamos, que a irresignação leva a ficar na contramão do socorro e do progresso pessoal. E...a renunciar sempre por amor a Deus..., ou seja, escolher é o melhor caminho, não por amor próprio, porque se fosse por amor próprio, quantas vezes a gente atura uma série de coisas por amor próprio, mas está pensando por amor a Deus, por amor ao nosso próximo. Que no fundo, pensar no próximo, como diz no Evangelho, é pensar em Deus. A distância entre nós e Deus é o próximo, quanto mais próximo estivermos do nosso próximo, mais próximo estamos de Deus. E... e a dominar as próprias emoções., é o conhecimento de si mesmo, é a meditação sobre nós mesmos, é aquilo que Santo Agostinho falou em O Livro dos Espíritos.... Observei, lutei com mais ardor..., colocou paixão naquilo que faz. Se a gente não trabalha no bem com paixão, não se diferencia dos outros que trabalham. Quem disse isso foi Jesus: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus nada fizeste. Porque os homens de má vida também amam aos seus pares. E... obtendo destarte maior soma de experiência..., a experiência fez dele um trabalhador diferenciado, da luta, do trabalho, da observação, do domínio próprio. Então, o Teócrito do Memórias de um Suicida, dá o caminho que ele mesmo percorreu para a gente; como fazer.

13 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 13 A compreensão do livre-arbítrio à luz da Doutrina Espírita Aula dada por Luiz Carlos Dallarosa em 29/04/2004 EVOLUÇÃO Instinto Inteligência Moralidade Linha do Tempo Eu Primitivo Espírito Superior O que a gente acha que é entrave para chegar a ser um espírito iluminado? Inexperiência; Vínculos do passado; Apego aos bens materiais; Vícios; Egoísmo; Orgulho; Vaidade; Preguiça; Desregramentos; Conflitos. A característica principal do espírito não evoluído é estar mais perto das coisas materiais do que da luz. Isso tudo está relacionado com o eu ainda primitivo, bastante inferiorizado que não é capaz de vislumbrar a possibilidade de ser um espírito de luz. O que vocês estão falando, está puxando esse eu, compreendendo o espírito, muito mais para baixo, é o egoísmo, é a vaidade. E uma coisa importante que todo espírito na escala evolutiva inicial possui, que são os instintos: de sobrevivência, animal, de reprodução, que faz predominar a matéria. É a matéria predominando em relação ao espírito. A gente pode dividir essa linha do tempo em três períodos principais: 1 o período Predomina o instinto, as sensações mais materiais, as coisas mais primitivas, a sobrevivência, a matéria ainda predomina em relação ao espírito, ele nem conhece predominantemente o que vem a ser o espírito; 2 o período A inteligência, que é a aquisição de valores capazes de fazer com que haja o raciocínio, pensamento, a inteligência, o discernimento, o livre-arbítrio; 3 o período A moralidade. A gente demora milhões de anos para passar de uma etapa. Lógico que ela não é estanque, é uma coisa que se faz de maneira paulatina. À medida que caminhamos nessa linha do tempo, largamos os valores instintivos, animais e vão predominando os valores espirituais, moralizados. É uma aquisição que vai sendo feita ao longo do tempo. Graças a quê? Às Leis que Deus nos oferece. Temos de principal a Lei de Liberdade, do Trabalho, do Progresso, de Justiça, Amor e Caridade. Ou seja, se nós temos mais forças que nos puxam para baixo (1 o período), nós temos a construção de um eu espiritualizado (3 o período). Se nós temos mais forças que nos puxam para o lado inferior, temos, ao longo do tempo, forças que nos elevam e que nos conduzem a ser o que nós iremos ou deveremos ser: seres espiritualizados, moralizados. A conquista disso é individual, é uma luta diária, contínua, progressiva, do nosso eu contra todos esses valores que foram enumerados, que sabemos serem nocivos ao nosso progresso e fazemos força para combatê-los, na grande maioria das vezes. A reencarnação, dentro da própria Lei que Deus nos oferece, é um ponto básico para o pulo e as possibilidades de alcançarmos, gradativamente, essa condição de luz. Nós enumeramos, pelo menos quatro Leis: Liberdade, Progresso, Trabalho e Amor. São forças, energias e Leis que regem toda a natureza espiritual, que vão fazer com que sejamos puxados, gradativamente, para o patamar de luz.

14 14 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL O que predomina no instinto? Preservação da espécie, satisfação das necessidades físicas ou pelo menos, predomina a busca dos valores físicos, até porque, o espírito contido nesse grau, ainda não tem consciência do ser como espírito. Então, predomina a consciência instintiva, baseada no imediatismo, no cotidiano, nas conquistas mais imediatas para sua sobrevivência. É assim que a gente vê na escala evolutiva o selvagem, que tem uma vida puramente momentânea, instintiva, diária, sem visão nenhuma de futuro. Podemos dizer que esse eu é ainda primitivo. Ao longo da nossa caminhada desenvolvemos a nossa consciência instintiva, o nosso eu, eu existo. Por exemplo, uma criança que está iniciando nos primeiros passos, conquistando o espaço onde movimenta, a sua relação com a família. Ali predomina o instinto, o instinto de sobrevivência, é a alimentação precisando ser dada, a necessidade daquela criança buscar para si o alimento que a satisfaça, quando não satisfaz ele chora, grita, até conquistar aquilo que ela deseja. É uma coisa puramente egocêntrica, uma satisfação pessoal. A criança, até uma determinada etapa, passa por essa fase, embora muita gente ainda consiga isso aí para o resto da vida. Aí está a diferença das conquistas morais, para quem conquistou do ponto de vista espiritual, para aqueles que só ficam nessa questão do eu instintivo, momentâneo, automático. Então, a vida que o indivíduo leva, mesmo nas suas encarnações mais iniciais, até um determinado patamar, é uma vida instintiva, egocêntrica ou, se não é só para si, é, no máximo, para sua própria família, ou para as coisas que lhe interessam no momento, ou nas suas pequenas comunidades. À medida que o homem começa a individualizar-se, a constituir mais fortemente a sua consciência individual, ele começa a perceber e esbarrar no próximo. O eu nosso tem um limite, o limite da expansão, onde nossos sentidos e sensações permitem ir, a gente não consegue ir mais além disso. E a gente começa a esbarrar no próximo. Começa a olhar para a gente e ver que somos individuais, únicos, mas começamos, graças às sensações, sentidos, a desenvolver o intelecto, a perceber que há pessoas diferentes. Começamos a ver que existe um certo limite naquilo que se pode fazer e naquilo que se deve fazer. São as conquistas que queremos ter para nós, que é o nosso lado ainda instintivo, animal, momentâneo, imediato, esbarrando em outras pessoas, e que, ao invadirmos esse espaço, iram chiar, porque estamos invadindo o espaço deles. Vamos aprendendo, através do processo reencarnatório, que temos outras pessoas que devemos respeitar. Num determinado momento em que a nossa inteligência permite compreender que não estamos sozinhos no espaço, no tempo, e que não somos mais somente individualidade, que não temos só a nós na nossa pobre visão terrena, começamos a entender e aceitar que também somos espíritos, passamos para uma terceira fase, que é a fase da questão moral. São valores que a partir de então, vão ser alicerçados. Embora, em cada fase dessa, possa já ter sido alicerçado alguma coisa. Mas, até certo ponto, não temos compreensão absoluta do que vem a ser o espírito, ou a capacidade de amar, a capacidade de doar, a capacidade de sentimento, capaz de fazer com que a pessoa sublime o seu próprio eu em detrimento da outra pessoa. E o que é principal, começamos a desenvolver uma consciência de Deus muito mais plena. Na fase instintiva como Deus é representado? Imediatista; Punitivo; Semelhança de si próprio. Muito próximo da Natureza, daí o politeísmo. Ele surge porque se começa a dar valores, maiores e mais qualificados, àquilo que não entende, classificando-o como Deus. O deus Sol, deus Lua. Tudo o que está na Natureza em muitas ocasiões é super valorizado, porque não compreendemos. À medida que a inteligência nos permite entender alguma coisa, começamos a vislumbrar a possibilidade da existência de um Deus único. À medida que a inteligência se desenvolve, a tendência é vislumbrar Deus em outros planos.

15 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 15 Hoje em dia, temos noção do Universo, de múltiplos planetas. Não sabemos exatamente onde Deus está, mas temos uma idéia de que toda essa criação, por ser tão perfeita, materialmente falando, regida por Leis extremamente fixas, em todos os passos do Universo, não pode ter sido criada ao acaso. É um princípio básico. Os que não conseguem compreender isso, estão mais perto ainda da animalidade, do que da espiritualidade. À medida que a gente vai caminhando na escala evolutiva, que a Lei do Progresso vai sendo feita, a reencarnação vai se sucedendo e as possibilidade de compreensão vão se multiplicando, o espírito vai tendo noção de que é um espírito imortal, capaz de vivenciar experiências fora do corpo material, viver após a morte do corpo físico. À medida que o espírito vai crescendo, se por um lado a liberdade é maior, ou seja, o selvagem teoricamente, teria uma maior mobilidade do ponto de vista físico, em algumas coisas, de agir, de caçar, de estar com a Natureza, de não ter certos freios nos seus instintos, de matar, de comer o seu semelhante, os canibais. À medida que o ser evolui, essa liberdade vai caminhando para o verdadeiro sentido da vida, mas vai se restringindo, porque vamos compreendendo que o nosso campo estreito de ação se restringe ao nosso interior. E a única coisa que nós podemos mudar, de maneira clara e objetiva, é o nosso eu. Aparentemente, muitas pessoas acham, ou classificam, ou desejam ter liberdade, mas essa liberdade que nós vemos nessa escala, está associada a um aprisionamento do espírito ao seu próprio condicionamento inferior. À medida que caminhamos nessa escala, essa liberdade passa a ser mais restrita, porém mais real. Porque o espírito começa a dar realmente valor ao ser dele, ao individual dele, ao interior dele e a trabalhar esses aspectos mais íntimos, que nós catalogamos logo no início, para que possa chegar ao processo de crescimento, de luz o mais cedo possível. Obviamente a linha do tempo é individual, pode demorar para uns alguns milhares de anos e para outros alguns milhões de anos. Mas não importa, a gente sabe que a Lei de Deus funciona através desse mecanismo, que é único e não podemos fugir dele. À medida que começamos a compreender que existe esse mecanismo entramos no terceiro item, que é a conquista da nossa moralidade. A primeira linha do desenho só pôde existir, não individualmente, mas coletivamente, no nosso planeta, com o advento de Jesus. Ele marca o início de uma nova era, com uma série de informações que nós não tínhamos, que somadas às conquistas materiais-intelectuais: pensamento, raciocínio, memória, discernimento, etc., a gente consegue começar com níveis altos e baixos a aproveitar. Jesus veio trazer, independentemente de uma determinada figura A, B ou C, através de uma coletividade, uma informação que iríamos a partir de então, aproveitar. Passamos por uma era bastante conturbada, até chegarmos a Idade Média, ali predominando muito os valores materiais, egocentrismo, fazendo da religião somente coisas voltadas para si próprio, para o interesse pessoal, e ainda hoje é assim. Porque o nosso planeta é heterogêneo, nós não somos totalmente homogêneos. À medida que chegamos na possibilidade de adquirirmos a visão espiritual, que veio de maneira segmentar, clara e objetiva, com advento do Espiritismo, a clarear a possibilidade do vislumbre de entrarmos numa nova era, que é a era moral. A partir do momento que temos esta possibilidade, não quer dizer que conquistamos não, em tempo até rápido, uma diferença não muito grande para uma determinada fase evolutiva. Mas, provavelmente, os governadores do planeta tinham visto que a partir do século XIX iria haver uma expansão do conhecimento, através das ciências. Com certeza o Espiritismo veio no momento certo, para dar o balanço necessário, para que esta conquista intelectual-científica pudesse ser pelo menos balanceada com uma conquista moral mais direcionada, mais capacitada ao raciocínio, a inteligência do ser humano. Possivelmente, só vamos poder absorver isso melhor daqui há 200, 300, 400 anos. A gente começa a talvez entender melhor, a nível de coletividade, como está no Evangelho, que nem todas as pessoas têm capacidade de entendimento, pessoas que lêem o Evangelho, o Livro dos Espíritos, têm a capacidade de entendimento da Doutrina Espírita. Lá fala bem claro: aqueles que têm a capacidade um pouco desenvolvida, espiritual, moral, já conseguem entender determinados aspectos dessa vida moral, ou pelo menos a necessidade de conquistá-la e de combater a vida animal, instintiva, momentânea, imediatista. Já começa a predominar a visão espiritual em relação à visão animal. É a fase que estamos iniciando. Estamos em plena fase de ebulição de uma conquista da vida espiritual.

16 16 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL O Espiritismo nos trouxe as condições de raciocinar sobre as Leis Morais e a importância de conquistá-las. Para chegarmos à conclusão que somos espíritos imortais, temos que ter uma Lei que vai nos reger, conduzir, direcionar para um determinado objetivo, aí vem o conhecimento da Doutrina Espírita. Esse é o patamar em que nós nos situamos. Léon Denis fala dessa questão dos instintos. A criatura vislumbra a libertação dos seus apetites. À medida que a criatura caminha, de salto em salto, na reencarnação, ela sonha em se libertar dos seus apetites físicos, dos vícios, das necessidades mais materiais. Na inteligência é a conquista da verdade e na moralidade, a procura da virtude. Isto só se pode obter por uma educação e uma preparação prolongada das faculdades humanas: libertação física pela limitação dos apetites; libertação intelectual pela conquista da verdade; libertação moral pela procura da virtude. É esta a obra dos séculos. Mas, em todos os graus de sua ascensão, na repartição dos bens e dos males da vida, ao lado da concatenação das coisas, sem prejuízo dos destinos que nosso passado nos inflige, há sempre lugar para a livre vontade do homem. (O Problema do Ser, do Destino e da Dor Cap. XXII O Livre-arbítrio Léon Denis Ed. F.E.B.) Nós estamos caminhando para sermos um espírito de luz, é uma conquista. Graças a uma coisa que nós temos que ressaltar: nós temos a Lei de Deus a nosso favor, temos nós próprios contra nós. São os nossos instintos. Não são aqueles instintos intuitivos que nos salvam, são os mais básicos de sobrevivência, são as coisas mais materiais e físicas que fazem com que a gente viva em busca do prazer. Isso é a pior coisa que existe. Quando mal interpretada, viciada, de maneira mal conduzida, ela faz com que a gente fique nesse cerco de situações mais materiais, impedindo que a gente deslanche para outros patamares. Muita gente ainda não entende a linguagem de Jesus, ou não aceita. Aceita de alguma maneira Jesus, mas não consegue nem vislumbrar a reencarnação, a causa e efeito, e que para nós é claro. Desse processo evolutivo, de reencarnação em reencarnação, de liberdade de ação, é que desenvolvemos o nosso livre-arbítrio. Sem o livre-arbítrio, simplesmente, Deus pegaria a gente no 1 o período (instinto) e colocaria no 3 o período (moral) sem problema nenhum para ele. Se ele criou o espírito simples e ignorante é porque tem um objetivo. Nós começamos a compreender essas leis todas até pela lógica. O trabalho é necessário para sairmos de um período para outro, consequentemente, há um progresso. Nós vamos ter que destruir o nosso egoísmo, nossa vaidade, nosso eu mais inferior. Vamos ter que adquirir amor ao longo das nossas existências. Sem sacrifício a gente não faz nada. Léon Denis diz assim: Todo o poder da alma resume-se em três palavras: Querer, Saber, Amar! Querer, isto é, fazer convergir toda a atividade, toda a energia, para o alvo que se tem de atingir, desenvolver a vontade e aprender a dirigi-la. (O Problema do Ser, do Destino e da Dor Cap. XXV O Amor Pág. 367 Léon Denis Ed. F.E.B.) Na fase instintiva é como aquela massa que estamos sendo preparados. Predomina a matéria, vislumbramos as coisas celestes num ponto de vista ainda material, as situações simplesmente passam pela nossa frente e seguimos os nossos instintos. Nós não conseguimos ainda desenvolver aquela vontade, esse querer de chegar a um ponto, porque não temos capacidade de raciocínio, pensamento, discernimento, capaz de fazer com que cheguemos ao objetivo que Deus está nos oferecendo. A gente satisfaz os nossos instintos pelas coisas materiais, mata, reencarna, morre, suicida, enfim, fica nesse processo de ebulição sem compreender a nossa natureza espiritual. Saber, porque sem o estudo profundo, sem o conhecimento das coisas e das leis, o pensamento e a vontade podem transviar-se no meio das forças que procuram conquistar e dos elementos a quem aspiram governar. (O Problema do Ser, do Destino e da Dor Cap. XXV O Amor Pág. 367 Léon Denis Ed. F.E.B.) À medida que a gente adquire essa inteligência, começa a brigar para sair da massa. A gente começa a brigar e aí vem o conhecimento do eu, vem o conhecimento que Jesus nos trouxe, estamos na ebulição, uma hora tendendo para um lado, para o outro e à medida que conseguimos caminhar e vencer essas etapas chegamos na última, quando, fundamentalmente, começamos a entender, de maneira definitiva, que somos espíritos imortais.

17 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 17 Jesus deu seu recado em três anos e foi embora, e com isso modificou todo um panorama espiritual, material da Terra. Com o advento da Doutrina Espírita isso também é verdade. Tem muita gente que ainda vive na idade da pedra, selvagens, mas hoje em dia são em menor número. A Terra caminha de uma maneira globalizada no pensamento também, financeiramente, evolutivamente e futuramente a própria religião vai se unir dentro de um único conceito básico que é a verdade. A terceira coisa que Léon Denis fala: Acima, porém, de tudo, é preciso amar, porque, sem o amor, a vontade e a ciência seriam incompletas e muitas vezes estéreis. O amor ilumina-se, fecunda-se, centuplica-lhes os recursos. Não se trata aqui do amor que contempla sem agir, mas do que se aplica a espalhar o bem e a verdade pelo mundo. A vida terrestre é um conflito entre as forças do mal e as do bem. O dever de toda alma viril é tomar parte no combate, trazer-lhe todos os seus impulsos, todos os seus meios de ação, lutar pelos outros, por todos aqueles que se agitam ainda na via escura. (O Problema do Ser, do Destino e da Dor Cap. XXV O Amor Pág. 367 Léon Denis Ed. F.E.B.) A gente adquire de certa maneira essas forças instintivas, o discernimento, a vontade, porque sem isso, essa alavanca inicial, a gente não conquistaria o resto. Na segunda fase a gente conquista a inteligência, que são aquisições de todas as ciências e, na terceira fase, nós conquistamos o amor, muito acima das outras duas. Um impulsiona, o outro aumenta o discernimento, mas só o amor sublima. Na questão do livre-arbítrio que vamos desenvolvendo ao longo do tempo, vamos vendo que o livre-arbítrio está limitado à capacidade do nosso entendimento, à capacidade de entendermos que não estamos sozinhos neste Universo, à capacidade de entendimento de adquirir o sentimento mais sublime que é o amor. Elementos que precisamos adquirir para fazer com que o livre-arbítrio, ou essa capacidade que nós temos de agir, pensar, raciocinar, decidir, que vai evoluindo ao longo da linha do tempo (ver figura), como conseguimos fazer com que ela se torne o mais retilínea possível para não perdermos o nosso tempo? Conhecimento de si próprio; Respeito; Vontade; Instintivamente a vontade é desenvolvida. Porque há um mecanismo intrínseco que se desenvolve pela própria Lei da Natureza. Mas, chega um determinado ponto em que a vontade não é suficiente. Como fala Léon Denis: o querer não é suficiente, ele precisa de algo mais. É necessário o amor. Mas para alcançarmos o patamar, comecemos a agredir menos o próximo, nos tornarmos mais tolerantes, virtuosos. Temos que largar coisas e adquirir outras, sacrificar mais o nosso eu em função dessa visão futura que estamos começando a delinear. Dever; Disciplina; Responsabilidade. Sem isso, a gente não consegue desenvolver em nós esse mecanismo, que flui naturalmente, que alguns espíritos já conseguiram desenvolver. Exemplo: Kardec, Léon Denis, Bezerra de Menezes. São espíritos que conseguiram, ao longo do tempo, desenvolver o dever, a responsabilidade em relação ao próximo, ou seja, vivem mais em função da Lei Moral do que propriamente, e somente, do instinto ou do intelecto. Muitos estão nessa fase de conquistar coisas materiais, usar a intelectualidade para conquistar coisas materiais. É aquela briga toda que a Humanidade está o tempo todo tendo e nós, individualmente, estamos tendo conosco mesmo. Mas já conseguimos compreender algo mais, porque já temos um conhecimento da Lei, a partir do conhecimento da Doutrina Espírita. Intuitivamente já temos esse conhecimento alicerçado no nosso espírito. Reforçado aqui pelo estudo da Casa. Tudo isso facilita a visão que temos do futuro e as conquistas que temos ainda a fazer e as coisas de que temos ainda que nos libertar. É o primeiro passo. O que é o livre-arbítrio, o processo da evolução do livre-arbítrio e aonde nós temos que chegar. Tudo isso faz parte da evolução primitiva do nosso próprio eu.

18 18 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL A visão de Jesus era tão grande que, quando perguntaram para ele qual era a Lei principal ele respondeu: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Você tem que amar a si mesmo, que é um processo instintivo, egocêntrico, tem que aprender a amar ao próximo que é a segunda etapa e depois aprender a amar a Deus. Jesus numa frase colocou todo o processo de evolução do ser humano, embutido. Quando ele falava aquilo, provavelmente, os judeus e nós, estávamos entendendo de uma maneira. Mas, no fundo, nessa frase, ele passou de permeio todo o processo da cadeia evolutiva. E, para fazer isso, ele falou temos que conquistar todas essas coisas. Ao amar a Deus você já ama ao próximo e, automaticamente, já ama a si mesmo. Já passou por esse processo de crescimento. O entendimento, aqui, é que você, ao atingir um patamar de iluminação, é capaz de perceber, num segundo, tudo aquilo que você passou. É como se toda a nossa jornada terrena, evolutivamente falando, se passasse à nossa frente como um filme. Através disso nos vemos caindo, alegres, dando saltos, indo para o inferno, no sentido figurado da palavra, indo para os lugares mais elevados, fazendo todos aqueles saltos constantes e inconstantes que o ser humano possui, dentro do seu processo evolutivo e nada disso, embora construísse o que eu sou hoje, mais nada disso tem valor, isso foi só um processo de crescimento. Como uma criança que está crescendo, está construindo valores, sentimentos. A gente precisa do corpo físico, nessas etapas evolutivas, mais densas, para que isso ocorra. Porque o nosso espírito, princípio inteligente, sem forma, sem definição, sem consciência de Deus, sem consciência do Universo, sem consciência de si próprio, é colocado num corpo que tem condições de absorver toda aquela gama de situações e nos posicionarmos inicialmente, individualmente com a nossa própria consciência, nosso eu. É por isso que os instintos materiais predominam em relação aos valores espirituais. É como se Deus preparasse uma massa de bolo com todos os ingredientes mais saborosos possíveis, mas é uma massa. Mas, se pega a massa e mantém um tempo dentro do forno, ela vira um bolo muito gostoso. O processo é o mesmo. Ele coloca o espírito num componente chamado matéria, físico, restrito, capaz de fazer com que haja um molde perispiritual, a individualização do nosso próprio ser. E, através do processo de reencarnação, ele faz com que esse princípio inteligente comece a desenvolver sentimentos, valores emoções, que ainda estão presos à matéria, que fazem parte da matéria, porque dão capacidade de entendimento de outros valores. Primeiro tem que dominar as coisas que estão a sua volta. A expansão do nosso universo se restringe ao nosso organismo. É lógico que depois a gente quer expandir para outras coisas, quer invadir o nosso próximo. É como a criança, a gente dá um doce daqui a pouco quer todo dia doce, porque não tem noção de que aquilo vai fazer mal, não tem noção que existem limites. E a Lei, através do processo de reencarnação, vai fazendo com que o ser humano tenha noções do seu limite. É aí que se vai adquirir a noção do próximo, porque se esbarrar no próximo, que é o seu limite, ele vai chiar e vai revidar. Eu pego as lutas, a luta pela própria individualidade, a luta pelas conquistas dos valores materiais que ainda estão presos a mim, ou então, mais tarde, a luta para tentar se desvencilhar dos vícios, das coisas materiais e aí é que vai entrando o processo de limitação do nosso próprio eu. E é aí que a gente entra nos processos das doenças. O sofrimento é o fator que vai fazer com que o espírito entenda o seu próprio limite. Se eu como demais, tenho dor no estômago, passo mal, ou tenho enxaqueca. Se me aborreço ou tenho um ímpeto de cólera minha pressão sobe, ou tenho diarréia. Isso de imediato. São fatores que limitam. O instinto me diz que eu devo fugir das coisas que me fazem mal e buscar as coisas que me fazem bem. Só que ao buscar as coisas que me fazem bem, eu começo a esbarrar nas coisas que o outro também acha que se sente bem, aí vem as divergências. São os selvagens brigando entre si, a luta pela sobrevivência, os selvagens formando pequenas comunidades para brigar com outras. É o que vemos no Oriente Médio até hoje. É por isso que o nosso planeta é de provas e expiações. Mas a gente começa (algum de nós) a vislumbrar, a aceitar, a entender que nós chegaremos lá. As doenças servem como fator limitante aos nossos mecanismos de ação. Quando Deus, na questão da Lei de Causa e Efeito, pune. Quando há uma punição para o indivíduo por um ato cometido em vidas anteriores. A Lei cerceia. Se usei mal a mão, muitas vezes venho sem braço. Se

19 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL 19 utilizei a inteligência errada, venho idiota. A Lei, nesse sentido, é coercitiva para mostrar que o indivíduo tem limite de ação. Senão, a gente não aprende. Tem gente que fuma, perde o dedão do pé, a perna e assim vai. Continua fumando. Isto é um processo de consciência inferiorizada, materializada, não dá valor ao espírito, não tem consciência do que vai acontecer. É uma questão de lógica. À medida que vamos desenvolvendo esta lógica, vamos começando a nos autodisciplinar. Vem o dever, o sentimento responsabilidade, a disciplina. Isso passa a fazer parte da nossa vida cotidiana, sem que haja obrigação. As doenças apareceram? Tudo bem. Uma parte é contingência da própria materialidade da condição humana, as coisas que fazem parte do cotidiano humano. É um trauma, são infecções, bactérias, vírus, isso também são elementos da natureza, que também tentam conquistar seus espaços. À medida que o ser se equilibra, as doenças vão se tornando menores também. O espírito e o seu próprio perispírito, vai se moldando àquela nova condição. Seu pensamento já é mais retilíneo, embora possa estar sofrendo as influências da matéria, mas consegue se equilibrar, e as doenças são de menor monta. À medida que a Humanidade caminha coletivamente, as doenças estão sendo controladas. As doenças mais materiais, infecciosas, bacterianas. O indivíduo vivia 20, 25, 30 anos (1 o período), aqui o indivíduo vive 80 anos (2 o período), aqui vai viver 120, 140 anos (3 o período), porque já controlamos câncer, hipertensão. Tudo isso controlado vai fazer com que o indivíduo viva muito mais, para que possa usar seu livre-arbítrio, aprender e amar. Desenvolver o seu próprio eu. A gente vive muito pouco. Nós estamos na fase em que se aprende muito pouco, por isso que tem que ter várias encarnações. Se a gente começar a viver mais, como nos planetas de regeneração, possivelmente, vamos ter mais tempo de vida do ponto de vista espiritual e mais tempo do ponto de vista material, aproveitando mais as duas fases. Na verdade a gente aproveita muito pouco da nossa encarnação. Todo processo de doença é um fator que vai equilibrar um desequilíbrio que, possivelmente, nós mesmos engendramos em nós, ou na natureza, ou na sociedade em que nós vivemos. Se compreendermos isso, fica muito mais fácil da gente perceber. Só tem um jeito: é utilizar o nosso livre-arbítrio, desde o momento que tomamos consciência do nosso próprio eu como ser espiritual, de maneira correta. É a única possibilidade palpável de termos menos doenças, aproveitar melhor a nossa encarnação e caminhar de maneira mais retilínea.

20 20 15 º ENCONTRO ESPÍRITA DE MEDICINA ESPIRITUAL O Livre-arbítrio (Capítulo XXII O problema do Ser, do Destino e da Dor Léon Denis Ed. F.E.B.) A liberdade é a condição necessária da alma humana que, sem ela, não poderia construir seu destino. É em vão que os filósofos e os teólogos têm argumentado longamente a respeito desta questão. A porfia têm-na obscurecido com suas teorias e sofismas, votando a Humanidade à servidão em vez de a guiar para a luz libertadora. A noção é simples e clara. Os druidas haviam-na formulado desde os primeiros tempos de nossa História. Está expressa nas Tríades por estes termos: Há três unidades primitivas Deus, a luz e a liberdade. À primeira vista, a liberdade do homem parece muito limitada no círculo de fatalidades que o encerra: necessidades físicas, condições sociais, interesses ou instintos. Mas, considerando a questão mais de perto, vê-se que esta liberdade é sempre suficiente para permitir que a alma quebre este círculo e escape às forças opressoras. A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação; é a responsabilidade do homem que faz sua dignidade e moralidade. Sem ela. não seria ele mais do que um autômato, um joguete das forças ambientes: a noção de moralidade é inseparável da de liberdade. A responsabilidade é estabeleci da pelo testemunho da consciência, que nos aprova ou censura segundo a natureza de nossos atos. A sensação do remorso é uma prova mais demonstrativa que todos os argumentos filosóficos. Para todo Espírito, por pequeno que seja o seu grau de evolução, a Lei do dever brilha como um farol, através da névoa das paixões e interesses. Por isso, vemos todos os dias homens nas posições mais humildes e difíceis preferirem aceitar provações duras a se abaixarem a cometer atos indignos. Se a liberdade humana é restrita, está pelo menos em via de perfeito desenvolvimento, porque o progresso não é outra coisa mais do que a extensão do livre-arbítrio no indivíduo e na coletividade. A luta entre a matéria e o espírito tem precisamente como objetivo libertar este último cada vez mais do jugo das forças cegas. A inteligência e a vontade chegam, pouco a pouco, a predominar sobre o que a nossos olhos representa a fatalidade. O livre-arbítrio é, pois, a expansão da personalidade e da consciência. Para sermos livres é necessário querer sê-lo e fazer esforço para vir a sê-lo, libertando-nos da escravidão da ignorância e das paixões baixas, substituindo o império das sensações e dos instintos pelo da razão. Isto só se pode obter por uma educação e uma preparação prolongada das faculdades humanas: libertação física pela limitação dos apetites; libertação intelectual pela conquista da verdade; libertação moral pela procura da virtude. É esta a obra dos séculos. Mas, em todos os graus de sua ascensão, na repartição dos bens e dos males da vida, ao lado da concatenação das coisas, sem prejuízo dos destinos que nosso passado nos inflige, há sempre lugar para a livre vontade do homem. Como conciliar nosso livre-arbítrio com a presciência divina? Perante o conhecimento antecipado que Deus tem de todas as coisas, pode-se verdadeiramente afirmar a liberdade humana? Questão complexa e árdua na aparência que fez correr rios de tinta e cuja solução é, contudo, das mais simples. Mas, o homem não gosta das coisas simples; prefere o obscuro, o complicado, e não aceita a verdade senão depois de ter esgotado todas as formas do erro. Deus, cuja ciência infinita abrange todas as coisas, conhece a natureza de cada homem e as impulsões, as tendências, de acordo com as quais poderá determinar-se. Nós mesmos. conhecendo o caráter de uma pessoa, poderíamos facilmente prever o sentido em que, numa dada circunstância, ela decidirá, quer segundo o interesse, quer segundo o dever. Uma resolução não pode nascer de nada. Está forçosamente ligada a uma série de causas e efeitos anteriores de que deriva e que a explicam. Deus, conhecendo cada alma em suas menores particularidades, pode, pois, rigorosamente, deduzir, com certeza, do conhecimento que tem dessa alma e das condições em que ela é chamada a agir, as determinações que, livremente, ela tomará. Notemos que!tão é a previsão de nossos atos que os provoca. Se Deus não pudesse prever nossas resoluções, não deixariam elas, por isso, de seguir seu livre curso. É assim que a liberdade humana e a previdência divina conciliam-se e combinam, quando se considera o problema à luz da razão. O círculo dentro do qual se exerce a vontade do homem, é, de mais a mais, excessivamente restrito e não pode, em caso algum, impedir a ação divina, cujos efeitos se desenrolam na imensidade

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