CRIMISTÉRIO EM ANTIPERIPLEÍA DE GUIMARÃES ROSA

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1 CRIMISTÉRIO EM ANTIPERIPLEÍA DE GUIMARÃES ROSA Auda Ribeiro INTRODUÇÃO Guimarães Rosa, considerado um dos grandes expoentes do texto ficcional, é sem dúvidas um dos mais perspicazes investigadores dos matizes da alma humana em seus rincões mais profundos, entre os escritores brasileiros do século XX, talvez o mais divulgado nos meios acadêmicos nacionais e estrangeiros. (COUTINHO In: ROSA, 1967, p.11). Dotada de um estilo único, a ficção Rosiana é, sobretudo, desafiadora para o leitor, visto ser notabilizada a singularidade da linguagem que é sempre recriada e redimensionada por Guimarães. Um dos grandes exemplos dessa peculiaridade linguística é a obra Tutaméia Terceiras Estórias (1967), último livro publicado em vida por Guimarães Rosa, cuja marca é verificada desde o seu título, uma vez que é criado um neologismo para denominar a obra. No dicionário Aurélio é encontrada a palavra tuta-e-meia que significa ninharia, quase nada, preço vil, pouco dinheiro... (BUARQUE, AURÉLIO, 2009, p1054). Esse referido significado talvez justifique o condensamento dos 40 contos reunidos na obra Tutaméia, o que denota uma oposição as histórias longas. O que pode-se considerar certa ironia no título. Aqui, propomos uma análise do conto Antiperipléia, do citado livro, numa perspectiva do mistério do crime que envolve toda a trama. Esse referido conto é o primeiro da obra, depois do 1º prefácio, cuja narrativa gira em torno do narrador personagem Prudecinhano, ex-guia de cego, que faz um relato da morte do seu antigo chefe o cego seô Tomé. Eles, o guia e o cego, vivem uma espécie de completude, enquanto o guia é feioso, corcunda, anão e beberrão, o cego é o seu oposto; bonito, inteligente e objeto de desejo das mulheres. Juntos vão parar no lugarejo, onde acontece o relacionamento amoroso entre o cego, seô Tomé e Sá Justa uma mulher casada e muito feia. Esse envolvimento entre os dois é guiado, ou por assim dizer, vigiado por Prudencinhano. No discorrer dessa 1

2 relação, que cresce a cada dia, eis que de forma bastante enigmática seô Tomé cai, despenca de um barranco e morre. A partir desse acontecimento toda a população começa a desconfiar e suspeitar do guia de cego. Entretanto, a partir do relato do narrador, todos na história passam a ser suspeitos: seria a assassina Sá Justa com medo de sua feiura ser descoberta pelo amante? Teria o cego se suicidado ao descobrir a real beleza de sua amada? Ou teria sido o marido de Sá Justa que estaria de olho no dinheiro do cego? Ou ainda, teria o protagonista matado por inveja o cego? Nesse sentido, há um enigma que exige resposta: quem matou o cego? Pergunta como essa, sem resposta, dão um ar de mistério à narrativa. ENIGMAS QUE PERMEIAM ESSA NARRATIVA No contexto literário, como é sabido, o mistério é uma ferramenta muito utilizada, a exemplo dos romances policiais, góticos e de suspense, embora o conto Antiperipléia não se encaixe em nenhum desses modelos, é possível encontrarmos traços das narrativas de mistério, cujo desenvolvimento gira em torno de um suspense que quase sempre é centrado em um crime. Segundo Ramos (2013, p. 118), O suspense é, na v erdade, uma expressão inglesa quase universalmente empregada para se referir a uma mistura de incerteza, de intensa expectativa [...] que são experimentadas à medida que há a iminência de acontecimentos. Desse modo, o suspense pode também ser entendido como uma forma em que o autor se utiliza para suscitar a curiosidade do leitor que aguarda aflito pelo desenlace da trama, tornando-se uma estratégia narrativa. Sobre mistério, Santos (2008, p.61) afirma que o mistério e o segredo são armas de defesa e de ataque. Conhecer o que não se deve conhecer pode ser um trunfo ou um perigo. Pode-se inventar um segredo ou um mistério para se controlar alguém. Em Antiperipléia podemos inferir que o mistério pode ser uma arma vantajosa ou bastante perigosa quando pensada numa perspectiva do narrador, 2

3 uma vez que ele tudo sabe, de maneira a usar desse conhecimento para tirar vantagens no sentido de nos persuadir a desvendar o mistério, como também, por ser um narrador-personagem pode se trair no sentido de estar envolvido na trama e deixar pistas para a revelação do mistério, o que torna um perigo para o mesmo. É dentro dessa perspectiva de mistério que é construído o mencionado conto. O enigma no entorno da obra é percebido desde a criação do neologismo que intitula o conto. Segundo Martins (2001), Antiperipléia Título do primeiro conto de Tutaméia / N.D. Movimento circular de volta, recurso // De anti + périplo (navegação à volta de) + ia, viagem ao contrário, de retorno. O personagem diz: tudo para mim é viagem de volta. ( T.I, 13/18). Podemos depreender que mesmo de forma enigmática esse antipériplo já começa a ser explicado no começo da narrativa, quando o narrador diz: Tudo para mim é viagem de volta (ROZA, 1967, p.527) em que Prudecinhano narra os acontecimentos ao contrário, dito de outro modo, ele torna público que as coisas começam deveras é por detrás, do que há, recurso; quando no remate acontecem, estão já desaparecidas (Idem). Nesse sentido, ao fazer essa viagem de volta o protagonista relata o percurso vivido por ele e o cego até chegar à trágica e misteriosa morte de seô Tomé. É bom lembrar que Prudecinhano narra todo o acontecido de forma imprecisa, o que não é gratuito, uma vez que a partir dele é gerada a dúvida no leitor que é convidado a participar da história no sentido de querer desvendar o enigma. Lembremos também que se trata de um narrador-personagem, e, por isso, não se assemelha a outra personagem da trama ou mesmo a outro tipo de narrador. Dessa maneira, tem-se no narrador-personagem algo mais além, uma figura que é antes de tudo um sábio. Nas palavras de Benjamin: O narrador figura entre os mestres e os sábios. Ele sabe dar conselhos: não para alguns casos, como o provérbio, mas para muitos casos, como um sábio. Pois pode recorrer ao acervo de toda uma vida (uma vida que não inclui apenas a própria experiência, mas em grande parte a experiência alheia. O 3

4 narrador assimila à sua substância mais íntima aquilo que sabe por assim dizer). Seu dom é poder contar sua vida; sua dignidade é poder contá-la inteira. O narrador é o homem que poderia deixar a luz tênue de sua narração consumir a mecha de sua vida. (Benjamin, 1994, p. 221) De forma que o modo ou mesmo o foco que esse autor escolhe é que norteará a narrativa, ou seja, será o recurso responsável pelos graus de informação e pelas minúcias discursivas que chega ao leitor (cf. BROCANELLI, 2008). Destarte, sendo Prudecinhano o narrador, todo relato será sobre o seu viés podendo muitas das vezes ter o texto uma visão interessada dos acontecimentos, uma perspectiva parcial. Criando com isso novos contextos, a exemplo de como ele narra a morte do cego seô Tomé se esquivando de qualquer culpa se na hora eu estava embriagado, bêbado, quando ele se despencou, que é que sei? Não me entendam! Deus vê. Deus atonta e mata. A gente espera é o resto da vida (ROSA, 1967, p.529). Portanto, seria um discurso persuasivo do narrador, em que procura construir sua defesa, narrando esse fato como lhe convém, não vê, nada sabe e ao mesmo tempo coloca-se como inocente. Todavia, em outros momentos da narrativa ele se entrega: tenho e não tenho cão, sabe? ou temo que eu é que seja terrível (Idem). Nota-se no discurso de prudecinhano uma ambiguidade propositada com o objetivo de gerar confusão no leitor, que se for desavisado cai na cilada do narrador. Percebe-se que o clima de mistério que perpassa o conto é bastante intrigante, visto que o conto começa numa situação de diálogo. E um questionamento que se faz é: com quem Prudecinhano está conversando? E O SENHOR QUE ME LEVAR, distante, às cidades? Delongo. Tudo para mim é viagem de volta. Em qualquer ofício não; o que até hoje tive, de meio que entendo e gosto, é ser guia de cego: esforço que destino que me praz (ROSA, 1967, p.527). A pista que temos é a palavra cidade, por sempre estar sendo retomada, e, portanto, pode se tratar de um homem urbano, ou por assim dizer, um homem da cidade, na qual é dado a ele um tratamento diferenciado: senhor, 4

5 o que não acontece no trato com o cego, pois o mesmo é tratado como seô. Talvez essa marca seja uma referência da linguagem diferenciada utilizada na cidade e/ou no sertão, ou ainda uma maneira de mostrar a aproximação entre o guia e o cego e o distanciamento entre Prudecinhano e o homem da cidade, é o que se denota a princípio na superfície textual. Mas no final do conto esse referido desconhecido é assim tratado: seô desconhecido, como podemos observar aqui: E o senhor ainda quer me levar, às suas cidades, amistoso? Decido. Pergunto onde ando. Aceito, bem-procedidamente, no devagar de ir longe. Voltar para fim de ida. Repenso, não penso. Dou de xingar meu falecido, quando as saudades me dão. Cidade grande, o povo lá é infinito. Vou, para guia de cegos, servo de dono de cego, vagavaz, habitual no diferente, com o senhor, Seô Desconhecido (p. 529). Pode-se pensar que no final do conto esse desconhecido está mais íntimo, de modo a permitir-lhe ser tratado tal qual o cego. Ou podemos ainda inferir, saindo da superfície textual e entrando no campo do não dito, que o Seô desconhecido pode perfeitamente se tratar do leitor, que a todo tempo é intimado a adentrar no texto a partir do discurso do narrador. Confirmada essa inferência, o leitor é convidado a desvendar o mistério: quem matou o cego seô Tomé? Vê-se então, que questionamentos como esse ficam no ar, de modo que não encontramos evidências concretas acerca do assassinato. O que se tem claro são apenas suspeitas, o que talvez intensifique a atmosfera de mistério, de forma que cause na história um estado de inquietude. De acordo com Ramos (2013, p. 119), o mistério se impõe em meio à degradação interior dos sujeitos uma vez que há sempre um estado de angústia pairando sobre a história, juntamente com a sensação de que alguma coisa precisa ser dita. A autora afirma ainda que nesse revelar do que está obscuro os personagens fogem do desvendamento da verdade e o ponto de vista se fragmenta em meio à subjetividade deles. ( Ibidem). Podemos pensar que essa fuga das personagens em esclarecer ou mesmo revelar o enigma é mais um 5

6 elemento construtivo das narrativas de mistério, suscitando a dúvida na cabeça dos leitores, e, consequentemente, a procura incessante de um desvendar do crime, é como se a verdade precisasse ser trazida à tona. (RAMOS, 2013, p.119). O CONTO ANTIPERIPLÉIA NA PERSPECTIVA DO ROMANCE POLICIAL Ao pensarmos na possibilidade do desconhecido (personagem que dialoga no conto com o protagonista Prudecinhano) ser o leitor, esse conto pode perfeitamente ser pensado como um romance policial, visto que o mesmo (romance policial) é bastante peculiar, de modo que três elementos são indispensáveis para a sua caracterização: o crime, o inquérito e o detetive, tendo em linhas gerais um enigma e a busca de solução como impulsionadores da narrativa. Desse modo, apesar da narrativa em questão, não apresentar todas as ferramentas estéticas que compõe o romance policial, é viável uma leitura nesse sentido, uma vez que há um enigma a ser solucionado, pois existe um crime. O inquérito pode ser pensado a partir do relato de Prudencinhano ao delegado, faltando apenas o detetive. Sendo o leitor, o dito desconhecido, que é chamado pelo narrador a encontrar pistas para desvendar o mistério, podendo assim, ser lido como o detetive que faltava para compor todos os elementos do romance policial. Segundo Tvetan Todorov (2003) em Tipologia do Romance Policial, a clássica narrativa de enigma oferece sempre duas histórias distintas: a do crime concluída antes do início da outra e a do inquérito. Na última, de acordo com o autor, as personagens encarregadas em revelar o criminoso, apenas observam e examinam as pistas deixadas pelo assassino. Nessa mesma perspectiva Sandra Lúcia Reimão em O que é romance policial aborda que: No romance policial de enigma as investigações (e a narrativa)começam após o crime, presente na narrativa através da narração dos personagens diretamente envolvidos nele; a segunda história(a do inquérito ou investigação) é o espaço onde os personagens, especialmente o detetive e o narrador, não agem, mas simplesmente detectam e investigam uma ação já consumada[...] estrutura que 6

7 enfatizará, em última instância, não o próprio crime (a primeira história), mas a forma de apreensão do detetive sobre uma ação passada, a forma de investigação, de condução do inquérito (segunda história). É nesse espaço da ambiguidade, entre o real ausente (o crime) e a presença do insignificante (o inquérito, já que não existe em si, mas apenas em função de um determinado crime), que se construirá a narrativa policial clássica. (REIMÃO, 1983, p. 24). Nesse sentido, a narrativa clássica de enigma oferece sempre duas histórias distintas: a primeira está diretamente relacionada ao crime e a segunda ao inquérito, cujos personagens responsáveis pelo crime observam os indícios deixados pelo assassino, desse modo, o crime não é o mais importante, mas o esforço para desvendar o mistério passa a ser o centro. Nesse viés, o narrador Prudecinhano, leva o leitor para caminhos incertos, apresenta várias possibilidades e motivações do suposto crime. A cada personagem apresentado, o leitor (detetive) acredita possuir pistas ou mesmo provas contundentes para incriminar alguém, mas, para o desespero do leitor, as pistas acabam e tudo retorna ao início. De repente outro suspeito surge e o leitor é chamado a outro intricado de pistas, em que o mesmo sente-se instigado diante da possibilidade de decifrar o enigma. Dentre as possibilidades ao tentar solucionar o enigma, uma pista que pode ser bastante útil é entender que Prudecinhano narra os fatos ao contrário como o faz com as personagens, de modo ser importante conhecer o perfil das mesmas para o desvelar do crime: seô Tomé, o cego, o oposto de São Tomé que quer vê para crer, ele não vê e crê na beleza de Sá Justa que é sempre enganado pelo guia mulheres doidas por ele, feito Jesus, por ter barba, mas ele me perguntava antes. É bonita? Eu informava que sendo. Prudecinhano que de prudente nada tem, pois guia mal o cego e se deixa envolver numa trama perigosa entre ele, a mulher e o cego. O guia se opõe ao cego, visto que é feioso, bêbado e defeituoso, enquanto que o cego era bonito, inteligente e fonte de desejo das mulheres. Sá Justa, a mulher que ao contrário do nome, é injusta, falsa e enganosa com o marido, com o guia e principalmente com o cego. Descrita pelo 7

8 narrador como uma criatura muito feia, essa era a diversa, muito fulana: feia, feia apesar dos poderes de Deus. (p. 528) Tomemos por ponto a pluralidade das personagens e teremos um leque de opção que nos indicará, ou mesmo, nos levará a um possível assassino. Dessa maneira, a partir da descrição das personagens podemos perceber que nenhuma delas, por ter uma idoneidade duvidosa, ficará imune à investigação e, a partir dessas suspeitas pode-se instaurar o inquérito, aqui o inquérito, no sentido de reunir os elementos necessários à apuração da prática criminosa, a saber, a morte do cego seô Tomé. Além das pistas já mencionadas, não podemos perder de vista o componente considerado carro-chefe dos romances policiais, ou seja, a relação amorosa, visto que a abordagem do envolvimento erótico entre os personagens aparenta ser um tema imprescindível de ser tratado nos textos policiais clássicos. No conto, a relação amorosa é o ponto crucial para o desenlace da morte do cego, justamente por Sá Justa, personagem com quem o cego tem uma relação amorosa, ter alguns impedimentos: o primeiro, por ser uma mulher casada e o segundo, por ser uma mulher feia, esse o mais importante, pois o seu amado valorizava muito a beleza. Prova disso são as passagens em que o narrador descreve ao mencionar o interesse de mulheres por ele, mas ele me perguntava, antes. É bonita? (p. 527). Assim podemos partir desse ponto: a relação entre seô Tomé e Sá Justa, relação essa, um tanto quanto tumultuada, já nasce a partir de uma mentira, pois Sá Justa ao ver o cego ficou encantada, mas por ser feia ajoelhou para pedir, para eu ao meu Seô Cego mentir. Procedi. Esta é bonita, a mais! (p. 528), de modo que o cego acreditou nas palavras do seu guia e se permitiu viver esse romance com Sá Justa. A relação entre os dois era bastante ardente, como atesta o narrador: Mas os dois respiravam, choraram, méis, airosos. Se encontravam, cada noite, eu arrumando para eles antes o redor, o amodo e o acômodo, e estava longe, tomando conta 8

9 [...] os olhos dela permitiam brilhos, um quilate dos dentes, aquelas chispas, a suma cor das faces. Seô Tomé, às barbas de truz, sorvia também o deleite de me descrever o que o amor, ele não desapaixonava (p. 520). Enquanto os dois, Sá Justa e seô Tomé se enamoravam e viviam intensamente esse amor, o guia os vigiava a troco de comidas e cachaças. Quanto ao marido, ele desgostava dela, druxo homem, de estrambolias, nem vinha em casa (p. 528), de modo que ele por ela não demonstrava nenhum apreço. O marido além de não gostar de Sá Justa, segundo o protagonista era imoral, esse comigo bebia, queria mediante meus conluios pegar o dinheiro da sacola... (p. 528). Ao que parece, o marido sabia da relação amorosa entre a sua mulher e o cego. Então, tem-se nessa relação o pivô do crime, isto é, o motivo que pode desencadear na morte do cego seô Tomé. Dessa forma, toda investigação racionalmente conduzida, existe um germe, traço que é próprio do romance policial. Nesse caso, o princípio de tudo foi a mencionada relação, que, por assim dizer, termina em tragédia, uma vez que o cego seô Tomé morre de forma obscura e misteriosa a vida não fica quieta. Até ele se despenhar no escuro, do barranco, mortal (p. 528). Portanto há um mistério a ser revelado: mistério a ser desvendado: quem matou o cego, seô Tomé? Teria o protagonista matado por inveja o cego? Nesse sentido ele nos fornece pistas para essa suspeita. Mulheres doidas por ele, feito Jesus, por ter barba. [...] Dele gostavam de um cego completo por delas nem não poder devassar as formas nem feições? Seô Tomé se sorbebava lavava com sabão o corpo, pedia roupas de esmola. Eu, bebia (p. 527). Ou teria sido o marido de Sá Justa que estaria de olho no dinheiro do cego? Uma vez que sabemos que o mesmo é um mau caráter e faz qualquer coisa por dinheiro, como podemos perceber nessa passagem: Ou o marido, ardido por matar e roubar empuxou o outro abaixo no buracão seu propósito? Cego corre perigo maior é em noites de luares (p. 529). 9

10 Elencada essas suspeitas, só resta a protagonista do dito romance, seria a assassina Sá Justa com medo de sua real aparência ser descoberta pelo amante? Uma vez que ela suspeitava que o cego voltara a enxergar: Ou ela visse que ele ia ver, havia de mais primeiro querer destruir o assombroso, empurrar o qual, de pirambeira o visionável! Caráter de mulher é caroços e cascas. Ela, no ultimamente, já se estremecia, de pavores de amor, às vezes em que ele, apalpador, com fortes ânsias, manuseava a cara dela, oitivo, dedudo. Ar que acontece... (529) E por fim a suspeita de um suicídio, visto que o cego, possivelmente, pode ter voltado a enxergar e descoberto a real beleza de sua amada? Em que o narrador descreve: E seu Tomé, no derradeiro variava: falando que começava a tornar a enxergar! Delírios, de paixão, cobiçação, por querer, demais, avistar a mulher os traços aquela formosura que, nós três, no desafeio, a gente tinha tanto inventado. Entrevendo que era real de má-figura, ele não pode, disiludido em dor, ter mesmo suicidado, em despenho? O pior cego é o que quer ver... Deo a ossada. (p.529) Esses são os suspeitos do mencionado crime, cabe agora o detetive (leitor) tentar decifrar o enigma. Segundo Freitas (2014, p.5), Elucidar o tortuoso enigma é o fio condutor da narrativa, que requer que as pistas e informações sejam conectadas, para que a história seja finalizada com a desconstrução do mistério inicialmente exposto. Para se fazer essa desconstrução, torna-se necessário partir do início, onde tudo começou. É sabido, diante do já mencionado, que quando o cego seô Tomé chega ao lugarejo, ele desperta interesse em várias mulheres. Uma dessas mulheres é a personagem Sá Justa, descrita como casada e muito feia, que faz de tudo para ficar com o cego, inclusive mentir sobre a sua aparência física. Ao analisar essa dita personagem a partir das pistas que temos, percebemos que a mesma tinha todos os motivos para matar o cego seô Tomé, sendo, portanto, o pivô de tudo. Primeiro: foi ela quem avivou o relacionamento entre os dois; estava no local do crime no momento em que ele morreu, enfim 10

11 tinha os reais motivos para cometer esse suicídio. Prova disso é se pensarmos nas outras personagens, veremos que, embora qualquer um poderia estar implicado, uma vez que todos possuíam motivos para praticar o crime, esses comparados ao de Sá Justa talvez tenham sido menores. Vejamos: O marido de Sá justa poderia ter matado para saquear o dinheiro do cego, mas se pararmos para pensar ele já fazia isso quando ficava com Prudencinhano no bar. Prudecinhano poderia ter matado por inveja, mas ao matar o cego ele não iria deixar de ser feio, anão e beberrão, o cego por sua vez teria outras maneiras de resolver o caso por ter descoberto a feiura de Sá justa, como por exemplo, terminando tudo, por conseguinte não se suicidaria. Desse modo, a única que tinha os reais motivos, que tinha muito a perder era Sá Justa, visto que, com a descoberta de sua real aparência pelo cego, e, conhecendo o perfil do mesmo, que valorizava muito a beleza, ele jamais ficaria com ela. De modo que Sá Justa ao pensar que poderia ficar sem esse deleite, sem esse amor, ou mesmo que ele pudesse a trocar por outra, não pensou duas vezes e arremessou-o no barranco e o matou, esse seria o desfecho perfeito para esse inquérito. No entanto, não podemos esquecer que estamos diante de um narrador enganoso, já que é um dos suspeitos, e, ao tentar decifrar o crime você acaba por cair no jogo narrativo e na versão dos fatos tal qual apresentada por um dos suspeitos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Segundo Ferreira (2006, p.160), O processo de desvendamento dos crimes confunde-se com o próprio fazer literário, visto que o resultado final da investigação é produto do diálogo entre diferentes textos. A autora reforça que esses textos são organizados, interpretados e elaborados pelo narrador/autor, mesmo diante da impossibilidade de se alcançar com exatidão a verdadeira versão dos eventos (cf. FERREIRA, 2006). Em virtude disso, não é o nosso propósito aqui o desvendar com exatidão desse crime, mas, acima de tudo, elucidar os mistérios que existem no 11

12 ínterim desse conto, como também, uma possibilidade de leitura dessa obra a partir de um dos tipos das narrativas de mistério, ou por assim dizer, do romance policial. Até porque, Antiperipléia é uma narrativa intrigante e possibilita várias leituras, justamente por permear por vários elementos do contato do homem com o outro e com o desconhecido, cujos sentimentos de medo, mistério, investigação, curiosidade, assombro, inquietação são vivenciados pelo leitor, que no jogo discursivo é chamado a desvendar o crime. REFERÊNCIAS BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura: Tradução Sérgio Paulo Rouanet. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, BROCANELLI, Noelma. A morte nas crônicas memorialísticas de Helena Silveira. Dissertação de mestrado. Universidade de São Paulo. São Paulo, FERREIRA, Isabel Maria da Cunha. A morte em quatro narrativas brasileiras a segunda metade do século XX. Dissertação de mestrado. Faculdade de Letras da Universidade do Porto FREITAS; Adriana. Romance Policial: origens e experiências contemporâneas. Acesso: 30/10/14. Disponível em: ial.pdf HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, MARTINS, Nilce Sant Anna. O léxico de Guimarães Rosa. 2. ed. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, RAMOS, Jozelma Oliveira. As narrativas de Mistério. Revista Eletrônico Mediação. Minas Gerais Endereço Eletrônico: php/mediacao/article/view/1428. REIMÃO, Sandra Lúcia. O que é o Romance Policial? São Paulo: Editora Brasiliense, ROSA, João Guimarães. Tutaméia - Terceiras estórias. 5. ed. Rio de Janeiro: José Olympio,

13 SANTOS, Josalba Fabiana dos. Narrativas monstruosas. Revista O eixo e a roda. Minas Gerais. 2008, v.18. p ISSN TODOROV, Tzvetan. Tipologia do romance policial. In:. Poética da prosa. São Paulo: Martins Fontes, ROSA, João Guimarães. Tutaméia - Terceiras estórias. 5. ed. Rio de Janeiro: José Olympio,

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