UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO E TURISMO MESTRADO ACADÊMICO EM TURISMO E HOTELARIA RAFAEL FERNANDO DE FARIA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO E TURISMO MESTRADO ACADÊMICO EM TURISMO E HOTELARIA RAFAEL FERNANDO DE FARIA"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO E TURISMO MESTRADO ACADÊMICO EM TURISMO E HOTELARIA RAFAEL FERNANDO DE FARIA LEGADO SOCIOCULTURAL COMO SUBSÍDIO PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO EM TRÊS RIACHOS, MUNICÍPIO DE BIGUAÇU-SC. BALNEÁRIO CAMBORIÚ (SC), 2008.

2 RAFAEL FERNANDO DE FARIA LEGADO SOCIOCULTURAL COMO SUBSÍDIO PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO EM TRÊS RIACHOS, MUNICÍPIO DE BIGUAÇU-SC. Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação de Administração e Turismo - Mestrado Acadêmico em Turismo e Hotelaria, da Universidade do Vale do Itajaí. Orientadora: Prof.ª Dra. Yolanda Flores e Silva. BALNEÁRIO CAMBORIÚ (SC), 2008.

3 AGRADECIMENTOS São muitas as pessoas cujo apoio quero agradecer, pois cada uma delas, a sua maneira, participou desse desafio comigo. É mesmo temerário citar nomes porque corro o risco de esquecer (momentaneamente) o nome de alguém, e isso seria uma involuntária e enorme injustiça de minha parte para com essas pessoas. No entanto, não posso me furtar de ao menos tentar registrar esses nomes. Em primeiro lugar, e especialmente, agradeço a professora do mestrado e minha orientadora nesta dissertação, a Prof.ª Dra. Yolanda Flores e Silva, por ter aceitado me acompanhar nessa empresa e por ter feito isso tão bem. Seu conhecimento, sua clareza de idéias, sua experiência profissional e de vida, sua generosidade e seu bom humor são realmente estimulantes. Também por ter me cedido (mais de uma vez) sua casa em Três Riachos, na comunidade de São Mateus, para que eu me hospedasse, permitindo, assim, que eu permanecesse mais tempo desenvolvendo a pesquisa em campo - o que contribuiu decisivamente para o aprofundamento da mesma além disso, esses períodos proporcionaram-me momentos realmente especiais! Agradeço, também, a professora Terezinha Cardoso (UFSC) e a professora Dóris Ruschmann (UNIVALI), participantes das bancas de qualificação e defesa da dissertação e que avaliaram este trabalho. A leitura atenta e rigorosa destas professoras/pesquisadoras e suas considerações indicaram-me os limites e as inúmeras possibilidades presentes na proposta deste trabalho. Muito obrigado a todos os moradores das comunidades de São Mateus, São Marcos e Canudos, a todos os que aceitaram participar das entrevistas semi-estruturadas e, especialmente, aos meus interlocutores em campo: João e Dona Catarina, Dona Quintina, Paulinho e Dona Venina e o filho do casal: Fábio, Dona Olívia (Dona Liva), Dona Vica, Dona Rosa e Seo Cazuca (in memorian), Dona Maria criveira, Seo Vidal e Dona Terezinha, Seo João Amândio e Yolanda V. Amândio, Dona Maria (mãe da Yolanda in memorian), Dona Maria e Seo Saul, João e Dona Hilda, Seo Maurino, Nei, Gié, João, Firmino, Anibinha, Paulinho, Dona Duca, Seo Amarinho, Seo Anastácio, Valdivino, Alvino e Dona Gorete, Môa, Seo Chico, Seo Pedro Paulo e Fabiana, Dona Erundina, Seo Laércio, Seo Quirino. Dedico um agradecimento especial a dois casais: João e a Dona Catarina, Terezinha e Zeca. Ao João e à Dona Catarina porque esse casal hospedou-me em sua casa durante quinze dias na minha primeira estada prolongada em São Mateus para a realização do trabalho

4 de campo. Esse período de co-habitação fez-me compreender o âmago e o verdadeiro significado de uma palavra muito cara à atividade turística: hospitalidade. Num momento difícil, quando, em campo, adoeci seriamente, acolheram-me de maneira carinhosa e durante minha convalescença cuidaram de mim com sincera preocupação e total atenção, como se eu fosse um de seus filhos. De certa maneira foi assim - como um filho - que me senti durante os dias que passamos juntos. Não poderia deixar de mencionar, ainda, os sucessivos empréstimos da bicicleta, pois sem ela o meu trabalho de campo seria deveras mais difícil, uma vez que distâncias não muito pequenas foram percorridas quase diariamente. Ao João, particularmente, devo agradecer pela sua paciência, receptividade, seu comprometimento e envolvimento com a pesquisa. Ao outro casal a Terezinha e o Zeca - agradeço pelo apoio recebido durante o trabalho de campo, isto é: pelas informações acerca das comunidades objeto da pesquisa, caronas, refeições, livros emprestados e, principalmente, pelas conversas e discussões instigantes que me proporcionaram. Agradeço, ainda, a todas as mulheres que fazem parte do grupo de crivo e crochê da Associação de Desenvolvimento das Microbacias (ADM) em São Mateus: pelas conversas, pela paciência em responder aos meus questionamentos, pela receptividade, pelos cafés-datarde e pelo excelente passeio que fizemos à Garopada. A todas essas pessoas sou grato por aceitarem participar da construção dessa etnografia, ainda que em gradientes diferentes. Pelo suporte e apoio dado ao desenvolvimento deste trabalho agradeço aos professores e colegas do Programa de Pós-Graduação em Turismo e Hotelaria da UNIVALI e a todos os funcionários da secretaria do mesmo. Agradeço ao Éverson pelo apoio e pela torcida, e, sobretudo, agradeço à Marcia, pelo seu indefectível bom humor (desde os tempos da graduação), por sua responsabilidade, competência e presteza, disposição em resolver nossos problemas e, claro, também por sua torcida. Não poderia deixar de agradecer outras três pessoas pelo apoio nas pesquisas em fontes secundárias e na aplicação de entrevistas: Sabino Scipiecz, hoje já mestre em Saúde e bolsista PIPG/UNIVALI; Julle C. Abreu, acadêmica do curso de Turismo e Hotelaria e bolsista PIBIC/CNPq; e Aniceto - o Tuta Bala - acadêmico do curso de Psicologia e bolsista PIPG/UNIVALI. A contribuição dessas três figuras foi muito importante para a realização desta dissertação. Obrigado moçada! Um muito obrigado carinhoso ao meu irmão, à Dona Lourdes e ao meu pai - meu porto seguro em qualquer tempo, pelo apoio afetivo, espiritual e financeiro. E, claro, um

5 muito obrigado à toda minha grande família, por manterem comigo trocas sempre desfavoráveis para eles: receberam ausência, mas não me negaram amor, carinho, atenção e apoio. Essas tias, esses tios, esses primos e essas primas, ofereceram-me uma miríade de momentos sempre descontraídos, relaxantes, revigorantes, onde inúmeras vezes busquei e sempre encontrei refúgio que fortificava o corpo, apaziguava a mente e vivificava o espírito. Agradeço também à Jana, com quem compartilhei boa parte da minha vida e a quem devo meu ingresso no mestrado. Dela recebi amor, amizade, apoio, incentivo e confiança. E, finalmente, pelo fomento desta pesquisa, agradeço à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES, e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico CNPq.

6 Parece um Sonho... Parece um sonho que ela tenha morrido! Diziam todos... Sua viva imagem Tinha carne!...e ouvia-se, na aragem, Passar o frêmito do seu vestido... E era como se ela houvesse partido E logo fosse regressar da viagem... Até que em nosso coração dorido A dor cravava o seu punhal selvagem! Mas tua imagem, nosso amor, é agora Menos dos olhos, e mais do coração. Nossa saudade te sorri: não chora... Mais perto estás de Deus, como um anjo querido E ao relembrar-te a gente diz, então: Parece um sonho que ela tenha vivido! [Mario Quintana] Dedico esta dissertação à Marli Hess de Faria, perene habitante da minha morada interior, ser transparente que serviu, amou, foi amada, e cedo, muito cedo, partiu...

7 Quando o vento da história é favorável, os elementos vivos das culturas que se perderam recuperam toda a sua força [...]. A cultura rural não está morta, mas foi vencida. Por esta razão, continuará viva como as brasas por baixo das cinzas da passagem do tempo. E a sua persistência continuará a reacender o pressentimento de nomes, espaços, ritos, tradições, costumes, festas, como líquen que se agarra aos velhos ramos da cultura em vigor. [Avelino Hernandez - escritor espanhol].

8 RESUMO Para a construção de uma pesquisa com caráter científico e social elaboramos esta dissertação por acreditarmos que a prática do turismo no meio rural, aliado à agricultura familiar orgânica e orientado para o desenvolvimento sustentável, apresenta-se como uma alternativa inclusiva, ética e solidária capaz de mitigar problemas historicamente atrelados ao meio rural. O objetivo geral é caracterizar os processos socioculturais e espaciais das comunidades rurais São Marcos, São Mateus e Canudos, no município de Biguaçu/SC; considerando os discursos da população local e seus conhecimentos específicos registrados ao longo dos anos de formação das mesmas. Além da pesquisa documental e bibliográfica em fontes secundárias e da aplicação de entrevistas semi-estruturadas, dentre os procedimentos metodológicos adotados foram utilizados diferentes métodos e técnicas de caráter etnográfico, tais como o registro fotográfico, a observação participante e o diário de campo. Entre os meses de maio e agosto de 2007 foram entrevistados trinta moradores, um de cada família, e entre os meses de novembro de 2007 e janeiro de 2008 entrevistamos outros quinze moradores de nove diferentes famílias, totalizando quarenta e cinco moradores entrevistados de trinta e nove famílias diferentes. Para a análise dos dados obtidos por meio das entrevistas semiestruturadas foi utilizado o modelo de análise do Discurso do Sujeito Coletivo, proposto por Lefevre & Lefevre (2003). Como resultado foi identificado que os moradores têm interesse em desenvolver a atividade turística nas comunidades, apesar de não saberem exatamente de que maneira, e que este deve estar alicerçado na exploração sustentável dos recursos naturais e do legado cultural local por meio do agroturismo. Este legado poderá subsidiar a elaboração de propostas voltadas à identificação das potencialidades turísticas locais, bem como à formatação de serviços e produtos de natureza turística que se apresentem como alternativas sustentáveis de desenvolvimento local. Palavras-chave: Turismo; Turismo no Meio Rural; Legado Sociocultural.

9 ABSTRACT In order to carry out a scientific and social study, this dissertation was written because we believe that the practice of rural tourism, linked to organic family agriculture and oriented towards sustainable development, is an inclusive, ethical and mutually beneficial alternative capable of mitigating the problems that have traditionally been linked to the rural environment. The general objective is to characterize the sociocultural and spatial processes of the rural communities of São Marcos, São Mateus and Canudos, in the municipality of Biguaçu/SC; considering the discourses of the local population and their specific knowledge, recorded over years of formation of these communities. In addition to documentary and bibliographic research of secondary sources and the application of semi-structured interviews, the methodological procedures used also included various ethnographic methods, such as photographic records, participant observation, and a field diary. From May to August 2007, thirty local residents were interviewed, one from each family, and from November 2007 to January 2008, we interviewed fifteen residents from nine different families, making a total of forty five residents from thirty nine different families. To analyze the data obtained in the semi-structured interviews, Discourse of the Collective Subject, proposed by Lefevre & Lefevre (2003) was used as the model of analysis. As a result, it was identified that the inhabitants are interested in developing tourism activity in their communities, even though they do not know exactly how this should be done, and that this should be based on sustainable exploitation of the natural resources and the local natural heritage, by means of agricultural tourism. These findings can support the creation of proposals for identifying the potential of the tourism sites, as well as the formation of tourism services and products, as sustainable alternatives for local development. Key words: Tourism; Rural Tourism; Sociocultural Heritage.

10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Associação de Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral Catarinense... AGRECO Associação de Agricultores Acolhida na Colônia... AAAC Associação de Desenvolvimento das Microbacias... ADM Canudos... CAN Congresso Internacional de Turismo Rural e Desenvolvimento Sustentável... CITURDES Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico... CNPq. Discurso do Sujeito Coletivo... DSC Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária... EMBRAPA Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina... EPAGRI Fundação Getúlio Vargas... FGV Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística... IBGE Ministério do Desenvolvimento Agrário... MDA Ministério do Turismo... MTur Núcleo de Estudos Açorianos... NEA Organização das Nações Unidas... ONU Organização Mundial do Turismo... OMT Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar... PRONAF Rede de Turismo Rural na Agricultura Familiar... Rede TRAF São Mateus... SMT São Marcos... SMC Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional... SPHAN

11 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Representação esquemática da metodologia de pesquisa Figura 2 Modelo de análise das entrevistas semi-estruturadas... 81

12 LISTA DE IMAGENS Imagem 1 - Localização do estado de Santa Catarina Imagem 2 - Mapa virtual: Localização do município de Biguaçu Imagem 3 - Mapa virtual: localização e acesso ao município a partir da BR Imagem 4 - Mapa virtual: localização das comunidades SMT, SMC e CAN Imagem 5 - Mapa virtual: comunidades SMT, SMC e CAN Imagem 6 - Localização da área rural do município de Biguaçu Imagem 7 - Mapa virtual: acessos secundário e principal às comunidades Imagem 8 - Mapa virtual: localização SMT, SMC, CAN e das localidades Espanha e Grota Funda Imagem 9 - Mapa virtual: localização dos engenhos de farinha

13 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Perfil dos entrevistados Quadro 2 Modelo familiar e características da divisão de trabalho dos entrevistados Quadro 3 Origens culturais, Processo de Povoamento e Formação das comunidades Quadro 4 Origem dos topônimos locais Quadro 5 Trabalho e renda Quadro 6 Soluções de alimentação Quadro 7 Lazer e comemorações Quadro 8 Manifestações tradicionais e artesanato Quadro 9 Educação Quadro 10 Religião Quadro 11 A vida nas comunidades Quadro 12 Opinião sobre a ADM São Mateus Quadro 13 Novos moradores Quadro 14 Turismo nas comunidades

14 LISTA DE FOTOGRAFIAS Fotografia 1 Acesso secundário Fotografia 2 Acesso principal Fotografia 3 Casa construída em 1944, em SMC Fotografia 4 Detalhe: frontispício da casa construída em 1944, em SMC Fotografia 5 Casa construída em 1941, em SMC Fotografia 6 Fachada da casa construída e, 1941, em SMC

15 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Problemática e Objetivos Objetivo geral Objetivos específicos A Dissertação ALGUMAS CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS RELACIONADAS AO TEMA Cultura: o olhar antropológico A Noção de Território na Geografia O Espaço Geográfico: gênese e evolução de um conceito Novos Conceitos de Espaço e Tempo Totalidade e Espaço: uma relação dialética O Espaço no Olhar de Milton Santos O Processo Dialético Entre as Categorias: estrutura-processo e função-forma O Que é o Rural? O Novo Rural Brasileiro: pluriatividade e multifuncionalidade Turismo no Meio Rural Turismo no Meio Rural no Brasil PERCURSO METODOLÓGICO A Pesquisa Coleta de Dados Pesquisa documental e bibliográfica Seleção dos entrevistados Entrevistas semi-estruturadas História oral Registro fotográfico Observação participante Diário de campo Procedimento de Análise dos Dados Aspectos Éticos da Pesquisa... 82

16 4 INVENTÁRIO SOCIOCULTURAL E ESPACIAL Breve Histórico de Biguaçu Localização e Acessos ao Município Aspectos Legais e Político-Administrativos do Município SMC, SMT, CAN e Algumas Observações Etnográficas LEGADO SOCIOCULTURAL E IDENTIDADE Os Atores Sociais e Seus Discursos CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS Fontes Eletrônicas APÊNDICE A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido APÊNDICE B - Roteiro de Entrevista APÊNDICE C - Roteiro de Observação APÊNDICE D CD ROM com fotografias das comunidades São Mateus, São Marcos e Canudos

17 16 1 INTRODUÇÃO O tema escolhido para o desenvolvimento desta dissertação 1 emergiu da trajetória de estudos e vivências construídas ao longo de pesquisas, aulas e visitas técnicas a municípios rurais de Santa Catarina que inseriram em suas localidades atividades turísticas. Estes estudos fizeram parte das atividades do Programa de Mestrado Acadêmico em Turismo e Hotelaria - linha de pesquisa Planejamento e Gestão de Espaços Turísticos - e do grupo de pesquisa Turismo: Espaço e Sociedade TES, que desde vem realizando pesquisas sobre a atividade turística no meio rural em Santa Catarina. A partir das experiências no grupo de pesquisa TES, elaboramos esta pesquisa por acreditarmos que a prática do turismo no meio rural aliada à agricultura familiar orgânica e orientada para o desenvolvimento sustentável apresenta-se como uma alternativa inclusiva, solidária e responsável capaz de mitigar problemas historicamente atrelados ao meio rural. Este estudo, portanto, é permeado de questões sobre o crescimento e o desenvolvimento de localidades rurais com caráter ético e sustentável, algo viável somente quando o processo de organização de atividades, como as turísticas, é participativo e se propõem resgatar e promover o patrimônio cultural e natural das localidades em que ocorrem. Trabalhar sob tal perspectiva demonstra a importância de refletir academicamente sobre esta temática, considerando-se que o desenvolvimento do patrimônio cultural de um povo não existe apenas nos grandes centros urbanos. Estudos dessa natureza abordam o meio rural não somente em função da produção de alimentos, mas, sobretudo pela responsabilidade de manter a história do próprio planeta, promovendo sua sustentabilidade pela preservação das águas, das matas nativas e do legado cultural que determinaram, ao longo dos anos e das sucessivas gerações, as matrizes culturais, educacionais e ambientais de construção dos espaços rurais. Na busca de caminhos direcionados ao ideal de um desenvolvimento sustentável, assim como pensar sobre o urbano com origem no rural, a reflexão e a convicção de que iniciativas como a agricultura orgânica familiar, o associativismo agroindustrial e a formação 1 Esta dissertação é um desdobramento de um estudo mais amplo: o projeto de pesquisa aprovado no Edital Universal pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), processo n / , cujo proponente e coordenadora é a Profª. Dra. Yolanda Flores e Silva Universidade do Vale do Itajaí/UNIVALI. Nessa pesquisa guarda-chuva, da qual participei na condição de pesquisador colaborador, o número de entrevistados é mais expressivo (o dobro) e conta com trinta informantes por vila (São Mateus, São Marcos e Canudos), perfazendo um total de noventa entrevistados, em um universo aproximado de seiscentos moradores. 2 O grupo de pesquisa está cadastrado no CNPq desde 2002, mas existe de fato desde 1999, quando o grupo iniciou estudos sobre Espaço e Sociedade e Riscos Turísticos, no programa de Mestrado em Turismo e Hotelaria da UNIVALI.

18 17 de redes entre comunidades rurais e urbanas também são imprescindíveis. Neste quadro de iniciativas, que inevitavelmente envolvem os agricultores familiares, é que se encontram alguns modelos de turismo participativo e de base local desenvolvido no meio rural. Entre as diferentes modalidades de turismo 3 que podem ser desenvolvidas no meio rural, Santa Catarina apresenta, em alguns municípios, uma forte participação associativa dos agricultores com a adoção de propostas de atividades turísticas associadas à agricultura orgânica. Nessas iniciativas busca-se, sobretudo, um desenvolvimento de forma associada das famílias agricultoras, de modo que os resultados lhes proporcionem condições para permanecerem no campo, que aumente sua auto-estima e que melhore sua qualidade de vida em todos os seus aspectos. Sabemos que exemplos de destinos turísticos com estes preceitos e características são as exceções e não a regra, entretanto, o agroturismo vem conseguindo agregar valor a produtos e serviços rurais, incluindo os agricultores familiares enquanto empreendedores sociais. Nesse contexto, atividades agroturísticas vêm modificando o cotidiano das famílias rurais e dos municípios receptores, interferindo tanto de forma positiva quanto negativa no espaço natural, na cultura e em aspectos sociofamiliares da população local, bem como, vem transformando as relações de produção, trabalho, lazer, educação, entre outras possibilidades. Partindo do pressuposto que o desenvolvimento local é necessário e, ao mesmo tempo, sabendo que este desenvolvimento por meio da atividade turística pode deflagrar processos que promovem transformações sociais graves e irreversíveis 4, consideramos imprescindível a reflexão destes aspectos nas comunidades de São Marcos, São Mateus e Canudos, que formam, com outras oito, a localidade rural de Três Riachos, em Biguaçu/SC. 3 Entre as diversas modalidades de turismo praticado no meio rural estão, além de outras, principalmente o ecoturismo, o turismo alternativo, o turismo de aventura, o turismo rural e o agroturismo. São diferentes modalidades, no entanto não se excluem, mas se complementam. Quanto ao turismo rural e ao agroturismo, eles são comumente (e erroneamente) confundidos como sinônimos, mas Beni (2002, p ) esclarece a confusão afirmando que o turismo rural [...] em termos de permanência e de utilização de equipamentos, pode apresentar instalações de hospedagem tanto em casas de antigas colônias de trabalhadores e de imigrantes dos distintos períodos agrários do Brasil, quanto em sedes de fazendas e em casas de engenho dos ciclos do café e da cana-deaçúcar, que tipificam o patrimônio histórico-arquitetônico e étnico-cultural de muitos Estados brasileiros ou também em propriedades modernas, em complexos turísticos e em hotéis-fazenda, particularmente voltados aos turistas, que buscam lazer e recreação em atividades agropastoris. Quanto ao agroturismo, o autor destaca que: [...] dois grandes aspectos distinguem esse segmento do turismo rural: o primeiro é a produção agropastoril em escala econômica que representa a maior fonte de rendimento da propriedade, e o turismo, receita complementar. O segundo é que as próprias atividades agropastoris continuem, em si mesmas, o principal diferencial turístico. Nesse caso, os turistas, para viverem uma autêntica experiência de vida do campo, poderão participar ou não da rotina diária dos afazeres domésticos ou produtivos da propriedade. [...] As instalações e os equipamentos mantêm-se na forma original, tais quais utilizadas por proprietários e trabalhadores e, se ampliadas para adicionalmente acomodar os visitantes, deverão conservar as mesmas características arquitetônicas. 4 Algumas comunidades indígenas colocam isso em termos bem simples: O turismo é como o fogo, ele pode cozinhar sua comida ou destruir sua casa.

19 18 Estas três comunidades vêm apresentando, principalmente na última década, êxodo dos mais jovens para centros urbanos próximos, como Florianópolis, São José, Palhoça, Itajaí, Brusque e Blumenau. Esse fenômeno, como sabemos, não é particular destas comunidades, na verdade ele reflete as transformações ocorridas em todo o meio rural nacional ao longo das últimas décadas, as mesmas que apresentaram profundas mudanças de ordem econômica, tecnológica, cultural e ecológica. Canário (2000) lembra que o isolamento das áreas rurais, as sucessivas perdas demográficas, a ausência de perspectivas de emprego e a falta de oferta de serviços públicos, são fatores estreitamente associados a processos de perda de identidade, de descrença, fatalismo e baixa auto-estima das populações que residem (e resistem) nesses espaços. Portanto, não é tarefa fácil a inversão da tendência de colapso que lhes afeta. Tal processo exige a identificação e a promoção de recursos endógenos, com a necessária iniciativa e participação dos atores locais. Por outro lado, a diversificação dos processos econômicos e sociais também conduziu a uma maior heterogeneidade do uso da terra e da ocupação do espaço, com a emergência de novas funções socioeconômicas rurais associadas a serviços de turismo, lazer, recreação, educação, cultura, proteção ambiental e produção artesanal e industrial (agroindústrias) do que se produz no campo. Nesse sentido, o turismo no meio rural, quando emerge de uma proposta coletiva e responsável dos atores sociais locais e que contemple a preservação das especificidades culturais e naturais dessas comunidades, contribui decisivamente para a melhoria da qualidade de vida e da permanência da população no campo. Com o propósito de proteger os bens culturais e naturais da população brasileira, a Constituição Brasileira (1998) determina, em seu artigo 225, que todos têm o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, considerando-se que este é de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defender e preservar estes bens. Em nível mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) fixou um conjunto de objetivos e metas voltadas à busca da qualidade de vida, com a erradicação da miséria e da fome, o combate à mortalidade infantil, a promoção da igualdade entre os sexos, a autonomia das mulheres, a garantia da sustentabilidade ambiental e a garantia do ensino básico universal. (ARBACHE, 2003). Todas estas metas requerem um equilíbrio dinâmico entre fatores sociais, culturais, econômicos e a necessidade de proteção do ecoambiente. A preservação das culturas e da

20 19 biodiversidade representa, a um só tempo, segurança de qualidade de vida para as gerações futuras e potencial de recursos econômicos. Depreende-se do exposto que aliar crescimento econômico, eqüidade social, preservação do patrimônio natural e das identidades culturais, é hoje um dos maiores desafios postos para os estados, municípios e comunidades na busca da sustentabilidade e da qualidade de vida. É no interior dessa discussão que esta dissertação se insere. 1.2 Problemática e Objetivos Com base na realidade apresentada e a partir de um referencial teórico adequado que permitirá a reflexão e a compreensão do problema, as questões que emergem são as seguintes: Qual o legado sociocultural presente nos discursos e nas práticas sociais das comunidades São Marcos, São Mateus e Canudos, no município de Biguaçu/SC? Como é possível, a partir deste legado, organizar produtos e serviços de natureza turística que sejam economicamente, ambientalmente e socialmente sustentáveis? O resgate deste legado pode restaurar a auto-estima da população local e favorecer a construção de mecanismos de sustentabilidade econômica, ambiental e social que favoreçam a permanência dos moradores nas comunidades São Marcos, São Mateus e Canudos? Considerando tal problemática, os objetivos que nortearam esta dissertação são: Objetivo geral Caracterizar os processos socioculturais e espaciais das comunidades São Marcos, São Mateus e Canudos, no município de Biguaçu/SC; considerando os discursos da população local e seus conhecimentos específicos registrados ao longo dos anos de formação das mesmas Objetivos específicos

21 20 Mapear e caracterizar o ambiente sociocultural e espacial das comunidades São Marcos, São Mateus e Canudos, em Biguaçu/SC; Realizar um inventário sociocultural e espacial (aspectos culturais e naturais) das comunidades São Marcos, São Mateus e Canudos; Avaliar as possibilidades de uso do legado sociocultural e espacial como fonte de serviços e produtos sustentáveis de natureza turística. 1.3 A Dissertação Além da Introdução, da Problemática e dos Objetivos, esta dissertação está estruturada em cinco outras partes ou capítulos, quais sejam: Algumas Discussões Teóricas Relacionadas ao Tema; Percurso Metodológico; Inventário Sociocultural e Espacial; Legado Cultural e Identidade; e Considerações Finais. Tem-se a seguir um epítome do referencial teórico utilizado para sustentar as discussões contidas nesta dissertação. O segundo capítulo - Algumas Discussões Teóricas Relacionadas ao Tema - subdivide-se em três partes: a primeira apresenta o entendimento antropológico de cultura; outra aborda alguns temas referentes ao território, ao espaço e aos processos socioculturais relacionados às sociedades contemporâneas; e a terceira parte faz uma reflexão acerca de algumas transformações estruturais que acometem o meio rural brasileiro, notadamente a partir das últimas décadas do século passado. O item Cultura: o olhar antropológico apresenta a complexidade desse conceito multifário e polissêmico, demonstrando que a cultura (ou as culturas) não é geneticamente predeterminada, mas que ela é dinâmica, viva, e, portanto, está em permanente processo de recriação. Na acepção antropológica cultura é compreendida como a dimensão da sociedade que inclui todo o conhecimento num sentido amplo e todas as maneiras como esse conhecimento é expresso num contexto de valores e símbolos relacionados à maneira como as sociedades vivem. Nestes termos, a cultura diz respeito aos aspectos imateriais como os símbolos e valores identitários: estilo de vida, linguagem, arte e artesanato, crenças, relações sociais, formas de lazer, além dos aspectos materiais presentes no entorno físico humanizado (áreas de

22 21 cultivo, vilarejos, construções) e nos supostamente não-humanizados como bosques, matas, montanhas e vales, geralmente caracterizadas como paisagens naturais e indômitas. Em Território, Espaço e Processos Socioculturais é discutido o desgaste da noção de região proporcionado pelo processo de globalização tornando o território referência preferencial aos estudos espaciais geográficos, principalmente pela contribuição do arcabouço teórico legado por Milton Santos. O território é visto como uma criação social que abarca diferentes dimensões: econômica, política, cultural e ambiental, às quais Milton Santos sugere acrescentar a dimensão espacial. Essa multidimensionalidade oferece diferentes possibilidades de análise da organização e da dinâmica espacial e amplia as possibilidades de análise do território fazendo uso de suas variações: territorialidade, desterritorialidades e novas territorialidades. Segue-se expondo as diferentes concepções ou definições de espaço de acordo com a época e a escola geográfica correspondente. São apresentadas as mudanças nas concepções tradicionais de espaço e tempo como conseqüência do caráter dinâmico característico da modernidade, impondo à sociedade a adoção de novos paradigmas necessários para atender às exigências engendradas por esse processo. Em seguida, é abordada a noção de totalidade como necessária à compreensão do espaço geográfico humanizado, bem como a importância de considerar as relações, ou melhor, as interelações entre as partes que constituem a totalidade socioespacial. Inevitavelmente, também é apresentada a contribuição heurística de Milton Santos quanto às possibilidades de análise do espaço e de suas dinâmicas, destacando-se a relação dialética entre as categorias analíticas estrutura, processo, função e forma, as quais o autor recorre para compreender a totalidade social em sua espacialização. Ainda no escopo do segundo capítulo, são apontadas algumas abordagens que pretendem definir o que é o rural, como a do senso comum e as discussões engendradas pelo meio acadêmico e instituições de pesquisa e governamentais. A progressiva perda de identidade cultural das populações rurais alienadas de sua origem e de suas tradições, assim como o recrudescimento das dificuldades de ordem financeira, levou-as a tomar uma atitude emancipatória deslocando os vetores de desenvolvimento destas comunidades que se encontram (ou se encontravam) inermes. Essa nova condição assumida pela ruralidade está sendo chamada de o novo rural, representada, sobretudo, pela multifuncionalidade do meio rural e a pluriatividade das famílias rurais. Outrossim, este capítulo trata o turismo como um mecanismo alternativo ou de apoio à produção agrícola a fim de minimizar as adversidades enfrentadas pelas famílias

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL... 4 02 INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA: DIVERSIDADE CULTURAL NA APRENDIZAGEM... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA...

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE I... 4 02 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO... 4 03 PROFISSIONALIDADE DOCENTE... 4 04 RESPONSABILIDADE

Leia mais

TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE

TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE Renata Pekelman 1 Alexandre André dos Santos 2 Resumo: O artigo pretende trabalhar com conceitos de território e lugar, a complexidade intrínseca a esses conceitos,

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s)

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) Kálita Tavares da SILVA 1 ; Estevane de Paula Pontes MENDES

Leia mais

CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS)

CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS) CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS) 1 TREVIZAN, Fernanda Kiyome Fatori INTRODUÇÃO A promoção dos recursos humanos e do planejamento

Leia mais

Promover e Valorizar a Paisagem Natural e a Cultura Local por meio de Cartões Postais 1

Promover e Valorizar a Paisagem Natural e a Cultura Local por meio de Cartões Postais 1 Promover e Valorizar a Paisagem Natural e a Cultura Local por meio de Cartões Postais 1 COIMBRA, Bruno Abdala Vieira Di 2 ; ALMEIDA, Maria Geralda 3 Palavras-chave: Kalunga, Paisagem Cultural, Paisagem

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF Resumo A presente pesquisa se debruça sobre as relações étnico-raciais no interior de uma escola

Leia mais

Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL

Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL Apresenta à sociedade brasileira um conjunto de estratégias e ações capazes de contribuir para a afirmação de um novo papel para o rural na estratégia

Leia mais

DISCURSO DE POSSE DA VICE-REITORA DA UNEB, ADRIANA DOS SANTOS MARMORI LIMA

DISCURSO DE POSSE DA VICE-REITORA DA UNEB, ADRIANA DOS SANTOS MARMORI LIMA DISCURSO DE POSSE DA VICE-REITORA DA UNEB, ADRIANA DOS SANTOS MARMORI LIMA Familiares, amigos, técnicos administrativos, estudantes, professores, grupo gestor da UNEB, autoridades civis, militares, políticas

Leia mais

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL Bruna Maria de Oliveira (¹) ; Elcione Trojan de Aguiar (2) ;Beleni Salete Grando (3) 1.Acadêmica

Leia mais

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO 1 DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO INTRODUCÃO Patrícia Edí Ramos Escola Estadual Maria Eduarda Pereira Soldera São José dos Quatro Marcos Este trabalho tem por objetivo uma pesquisa

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

A DIVERSIDADE E CURRÍCULO: DESAFIOS PARA UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA

A DIVERSIDADE E CURRÍCULO: DESAFIOS PARA UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA A DIVERSIDADE E CURRÍCULO: DESAFIOS PARA UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA Josenilson Felizardo dos Santos 1 INTRODUÇÃO É possível compreender o papel da escola diante de todo o processo de ensino aprendizagem. E

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO CURSO TÉCNICO EM HOSPEDAGEM

APRESENTAÇÃO DO CURSO TÉCNICO EM HOSPEDAGEM APRESENTAÇÃO DO CURSO TÉCNICO EM HOSPEDAGEM 1. OBJETIVO DO CURSO Formar profissionais que consigam compreender o espaço social e as interações do mundo do trabalho na cadeia produtiva do Turismo e Hotelaria

Leia mais

SANTA CATARINA EM CENA 2003

SANTA CATARINA EM CENA 2003 SANTA CATARINA EM CENA 2003 Com média de 19 pontos de audiência e 63% de share e grande repercussão junto ao público, o projeto Santa Catarina em Cena, levou para os lares catarinenses, no ano de 2002,

Leia mais

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola)

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola) Diego Mattoso USP Online - www.usp.br mattoso@usp.br Julho de 2005 USP Notícias http://noticias.usp.br/canalacontece/artigo.php?id=9397 Pesquisa mostra porque o samba é um dos gêneros mais representativos

Leia mais

MAPEAMENTO DE PESQUISAS EDUCACIONAIS EM TORNO DA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA TEMAS E DEBATES DAS PESQUISAS DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (2005-2010)

MAPEAMENTO DE PESQUISAS EDUCACIONAIS EM TORNO DA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA TEMAS E DEBATES DAS PESQUISAS DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (2005-2010) MAPEAMENTO DE PESQUISAS EDUCACIONAIS EM TORNO DA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA TEMAS E DEBATES DAS PESQUISAS DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (2005-2010) Taílla Caroline Souza Menezes¹ e Ludmila Oliveira Holanda

Leia mais

A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL

A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL JOSÉ MATEUS DO NASCIMENTO zenmateus@gmail.com POLIANI SANTOS DA SILVA poliany_mme@hotmail.com MARIA AUXILIADORA DOS SANTOS MARINHO Campus IV(CCAE)

Leia mais

O RURAL E O URBANO. CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL, 35, Natal (RN). Anais... Natal (RN): Sober, 1997. p. 90-113.

O RURAL E O URBANO. CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL, 35, Natal (RN). Anais... Natal (RN): Sober, 1997. p. 90-113. O RURAL E O URBANO 1 - AS DEFINIÇÕES DE RURAL E URBANO 1 Desde o final do século passado, a modernização, a industrialização e informatização, assim como a crescente urbanização, levaram vários pesquisadores

Leia mais

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004 Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental, cria o Programa Estadual de Educação Ambiental e complementa a Lei Federal nº 9.795/99,

Leia mais

Meio Ambiente & Sociedade. Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização.

Meio Ambiente & Sociedade. Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização. Meio Ambiente & Sociedade Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização. Geografia Humana Geografia Humana: É possível dividir a geografia

Leia mais

Instituto Mundo Melhor 2013. A Educação para a Paz como caminho da infância

Instituto Mundo Melhor 2013. A Educação para a Paz como caminho da infância Instituto Mundo Melhor 2013 por um MUNDO MELHOR A Educação para a Paz como caminho da infância PROJETO O PROGRAMA INFÂNCIA MUNDO MELHOR O Projeto Infância Mundo Melhor investe na capacitação e na formação

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM. * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais e sistemas financeiros.

INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM. * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais e sistemas financeiros. INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM Fato Social - Exterioridade (o fato social é exterior ao indivíduo). - Coercitividade. - Generalidade (o fato social é geral). * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais

Leia mais

A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO

A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 624 A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Fabiane Carniel 1,

Leia mais

CONTOS DA MATA VISÕES DE VIDA: UM DESAFIO FRENTE À CULTURA INDÍGENA RESUMO

CONTOS DA MATA VISÕES DE VIDA: UM DESAFIO FRENTE À CULTURA INDÍGENA RESUMO CONTOS DA MATA VISÕES DE VIDA: UM DESAFIO FRENTE À CULTURA INDÍGENA RESUMO OLIVEIRA, Luiz Antonio Coordenador/Orientador ARAÚJO, Roberta Negrão de Orientadora O artigo tem como objetivo apresentar o Projeto

Leia mais

AÇÃO INTERDISCIPLINAR PARA A EMANCIPAÇÃO SOCIAL DE COMUNIDADES VULNERÁVEIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA (2012) 1

AÇÃO INTERDISCIPLINAR PARA A EMANCIPAÇÃO SOCIAL DE COMUNIDADES VULNERÁVEIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA (2012) 1 AÇÃO INTERDISCIPLINAR PARA A EMANCIPAÇÃO SOCIAL DE COMUNIDADES VULNERÁVEIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA (2012) 1 DALCIN, Camila Biazus 2 ; GUERRA, Leonardo Rigo 3 ; VOGEL, Gustavo Micheli 4 ; BACKES, Dirce

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A escola católica será uma instituiçao com mística evangelizadora UMA ESCOLA A SERVIÇO DA PESSOA E ABERTA A TODOS UMA ESCOLA COM

Leia mais

ESTILO E IDENTIDADE. Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO

ESTILO E IDENTIDADE. Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO ESTILO E IDENTIDADE Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO Introdução Por milhares de anos, foi possível concordar que a mais importante linguagem do homem

Leia mais

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA POVOS INDÍGENAS

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA POVOS INDÍGENAS PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA POVOS INDÍGENAS PO-02/2013 Unidade Responsável: Mudanças Climáticas e Energia OBJETIVOS: Descrever os procedimentos relacionados a ações proativas para lidar com as questões

Leia mais

Projeto CIRCO-ESCOLA NA BAHIA

Projeto CIRCO-ESCOLA NA BAHIA Projeto CIRCO-ESCOLA NA BAHIA Objetivo geral do projeto O objetivo do projeto Circo-Escola na Bahia é oferecer às crianças e jovens de Serra Grande um espaço privilegiado para que possam desenvolver atividades

Leia mais

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992.

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992. METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Aline Fabiane Barbieri Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez,

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PRESENCIAL DEB

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PRESENCIAL DEB MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PRESENCIAL DEB Edital Pibid n 061 /2013 CAPES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO

Leia mais

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Marta Quintanilha Gomes Valéria de Fraga Roman O planejamento do professor visto como uma carta de intenções é um instrumento articulado internamente e externamente

Leia mais

MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS

MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS Jair Bevenute Gardas Isabel Corrêa da Mota Silva RESUMO A presente pesquisa tem o objetivo de possibilitar ao leitor um conhecimento específico sobre a história da Ciência

Leia mais

DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS

DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS Tópicos Avançados em Memória Social 45 Tópicos Avançados em Cultura 45 Tópicos Avançados em Gestão de Bens Culturais 45 Seminários

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Adriano Ribeiro¹ adrianopercicotti@pop.com.br Resumo: A gestão democrática do Projeto Político-Pedagógico na escola

Leia mais

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA SILVA, Lourdes Helena da - UFV GT: Educação Fundamental /n.13 Agência Financiadora:

Leia mais

EDUCAÇÃO INDÍGENA INTRODUÇÃO

EDUCAÇÃO INDÍGENA INTRODUÇÃO EDUCAÇÃO INDÍGENA Gonçalves,Emily 1 Mello,Fernanda 2 RESUMO: Falar da educação dos índios nos dias atuais requer uma breve análise histórica deste povo. Precisamos reconhecer que nesses 508 anos, os povos

Leia mais

Resolução SME N 24/2010

Resolução SME N 24/2010 Resolução SME N 24/2010 Dispõe sobre orientações das rotinas na Educação Infantil, em escolas e classes de período integral da rede municipal e conveniada, anexos I e II desta Resolução, com base no Parecer

Leia mais

Conexão na Escola, o princípio para a Construção de Conhecimentos.

Conexão na Escola, o princípio para a Construção de Conhecimentos. Conexão na Escola, o princípio para a Construção de Conhecimentos. Elizabeth Sarates Carvalho Trindade 1 Resumo: A utilização e articulação das tecnologias e mídias pela educação no processo de aprendizagem

Leia mais

CARTA INTERNACIONAL DO TURISMO CULTURAL

CARTA INTERNACIONAL DO TURISMO CULTURAL Pág. 1 de9 CARTA INTERNACIONAL DO TURISMO CULTURAL Gestão do Turismo nos Sítios com Significado Patrimonial 1999 Adoptada pelo ICOMOS na 12.ª Assembleia Geral no México, em Outubro de 1999 Tradução por

Leia mais

Educação escolar indígena

Educação escolar indígena Educação escolar indígena O principal objetivo desta apresentação é fazer uma reflexão sobre a cultura indígena kaingang, sobre as políticas educacionais integracionistas e sobre a política atual, que

Leia mais

sonhando nova escola nova sociedade com uma e uma Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula.

sonhando nova escola nova sociedade com uma e uma Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula. Atividade de leitura de clássicos da literatura. Pai voluntário em sala de aula. 01_IN_CA_FolderTecnico180x230_capa.indd 3 sonhando com uma nova escola e uma nova sociedade 7/24/13 2:16 PM comunidade de

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO Nas últimas décadas a exclusão social tornou-se assunto de importância mundial nos debates sobre planejamento e direcionamento de políticas públicas (Teague & Wilson, 1995). A persistência

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA. ANS nº 41431.0

CÓDIGO DE ÉTICA. ANS nº 41431.0 CÓDIGO DE ÉTICA Aprovado pelo Conselho Consultivo da Saúde BRB Caixa de Assistência em sua 37ª Reunião Extraordinária, realizada em 10.12.2010. Brasília, 22 de fevereiro de 2011 I - APRESENTAÇÃO CÓDIGO

Leia mais

Seminário Nacional sobre Políticas Públicas e Financiamento para o Desenvolvimento Agroflorestal no Brasil

Seminário Nacional sobre Políticas Públicas e Financiamento para o Desenvolvimento Agroflorestal no Brasil Seminário Nacional sobre Políticas Públicas e Financiamento para o Desenvolvimento Agroflorestal no Brasil Brasília, 18 a 20 de agosto de 2004 Mesa I - PARCERIAS ENTRE GOVERNO, ONGs e PRODUTORES RURAIS

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Prática: 15 h/a Carga Horária: 60 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

XIII Congresso Estadual das APAEs

XIII Congresso Estadual das APAEs XIII Congresso Estadual das APAEs IV Fórum de Autodefensores 28 a 30 de março de 2010 Parque Vila Germânica, Setor 2 Blumenau (SC), BRASIL A IMPORTÂNCIA E SIGNIFICÂNCIA DO TRABALHO EM EQUIPE INTERDISCIPLINAR

Leia mais

LEI Nº 12.780, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2007

LEI Nº 12.780, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2007 LEI Nº 12.780, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2007 (Projeto de lei nº 749/2007, da Deputada Rita Passos - PV) Institui a Política Estadual de Educação Ambiental O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que

Leia mais

2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas

2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas 1. O Passado das ciências (Integração). O papel das Ciências Humanas? 2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas Contexto

Leia mais

EDUCAÇÃO E DESENRAIZAMENTO: PROCESSO DE NUCLEAÇÃO DAS ESCOLAS NO MUNICÍPIO DE BOM RETIRO SC KREMER,

EDUCAÇÃO E DESENRAIZAMENTO: PROCESSO DE NUCLEAÇÃO DAS ESCOLAS NO MUNICÍPIO DE BOM RETIRO SC KREMER, EDUCAÇÃO E DESENRAIZAMENTO: PROCESSO DE NUCLEAÇÃO DAS ESCOLAS NO MUNICÍPIO DE BOM RETIRO SC KREMER, Adriana UNIPLAC adriana.kremer@bomjesus.br GT: Educação Popular/ n.06 Agência Financiadora: Não contou

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Salvador, 21 de setembro de 2015 Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2015 realizou-se no Hotel Vila Velha, em

Leia mais

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias C/H Memória Social 45 Cultura 45 Seminários de Pesquisa 45 Oficinas de Produção e Gestão Cultural 45 Orientação

Leia mais

ABRINDO ESPAÇOS PARA A FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS NUMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR

ABRINDO ESPAÇOS PARA A FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS NUMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR ABRINDO ESPAÇOS PARA A FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS NUMA ABORDAGEM TRANSDISCIPLINAR Autora: Lívia Costa de ANDRADE- liviacandrade@uol.com.br Orientadora: Sandra de Fátima OLIVEIRA sanfaoli@gmail.com.br

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA...

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA... MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI Daniel Cenci A VIDA AMEAÇADA... A vida é sempre feita de escolhas. A qualidade de vida resulta das escolhas que fazemos a cada dia. É assim

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DO PROGRAMA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA KRAHÔ/CAPES/INEP/UFT

EXPERIÊNCIAS DO PROGRAMA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA KRAHÔ/CAPES/INEP/UFT 269 EXPERIÊNCIAS DO PROGRAMA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA KRAHÔ/CAPES/INEP/UFT Joilda Bezerra dos Santos (UFT) joildabezerra@uol.br 1 Raylon da Frota Lopes (UFT) railonfl@hotmail.com 2

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE O CONCEITO ANTROPOLÓGICO DE CULTURA 1

REFLEXÕES SOBRE O CONCEITO ANTROPOLÓGICO DE CULTURA 1 REFLEXÕES SOBRE O CONCEITO ANTROPOLÓGICO DE CULTURA 1 Jefferson Alves Batista 2 Resumo: Este artigo busca analisar a partir da obra do Antropólogo Luiz Gonzaga de Mello o conceito antropológico de Cultura.

Leia mais

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais 14º Encontro Nacional do Congemas CRAS como unidade de gestão local do SUAS 14º Encontro Nacional do Congemas

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

Somando forças até o fim da pobreza. CARE Brasil Relatório Anual

Somando forças até o fim da pobreza. CARE Brasil Relatório Anual Somando forças até o fim da pobreza CARE Brasil Relatório Anual 2012 CARE Internacional Em 2012, a CARE apoiou 997 projetos de combate à pobreza em 84 países, beneficiando estimadamente 84 milhões de pessoas.

Leia mais

Responsabilidade Social no Ensino em Administração: um estudo exploratório sobre a visão dos estudantes de graduação

Responsabilidade Social no Ensino em Administração: um estudo exploratório sobre a visão dos estudantes de graduação Renata Céli Moreira da Silva Responsabilidade Social no Ensino em Administração: um estudo exploratório sobre a visão dos estudantes de graduação Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa

Leia mais

AS TRÊS DIMENSÕES DA INCLUSÃO

AS TRÊS DIMENSÕES DA INCLUSÃO r 02.qxp 5/6/2008 16:15 Page 1 293 SANTOS, MÔNICA PEREIRA; PAULINO, MARCOS MOREIRA (ORGS.). INCLUSÃO EM EDUCAÇÃO: CULTURAS, POLÍTICAS E PRÁTICAS. SÃO PAULO: CORTEZ, 2006. 168 P. JANETE NETTO BASSALOBRE*

Leia mais

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno A crise de representação e o espaço da mídia na política RESENHA Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno Rogéria Martins Socióloga e Professora do Departamento de Educação/UESC

Leia mais

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Página 1 de 8 LEI Nº 3325, de 17 de dezembro de 1999 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a política estadual de educação ambiental, cria o Programa estadual de Educação Ambiental e complementa

Leia mais

Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual

Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual Pedro Bruno Barros de Souza Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação

Leia mais

Reciclando Sonhos: o Teatro em Comunidades no Contexto das ONGS

Reciclando Sonhos: o Teatro em Comunidades no Contexto das ONGS Reciclando Sonhos: o Teatro em Comunidades no Contexto das ONGS Lia Alarcon Lima Programa de Pós-Graduação em Teatro UDESC Mestranda Teatro Or. Profª Dra. Márcia Pompeo Nogueira Resumo: A pesquisa aqui

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH.

Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH. Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH. Colóquio Religiões e Campos simbólicos na Amazônia Período de realização 25 a 28 de agosto de 2014. Grupos de trabalhos. GT

Leia mais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais Situando o uso da mídia em contextos educacionais Maria Cecília Martinsi Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano - intelectual,

Leia mais

No final desse período, o discurso por uma sociedade moderna leva a elite a simpatizar com os movimentos da escola nova.

No final desse período, o discurso por uma sociedade moderna leva a elite a simpatizar com os movimentos da escola nova. 12. As concepções de educação infantil Conforme OLIVEIRA, a educação infantil no Brasil, historicamente, foi semelhante a outros países. No Séc. XIX tiveram iniciativas isoladas de proteção à infância

Leia mais

Coordenação: Profª Vera Rodrigues

Coordenação: Profª Vera Rodrigues III Oficina Técnica da Chamada CNPq/MDS - 24/2013 Seminário de Intercâmbio de pesquisas em Políticas Sociais, Combate à Fome e à Miséria no Brasil Projeto E agora falamos nós: mulheres beneficiárias do

Leia mais

II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores

II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA REGULAR: UM ESTUDO SOBRE A VISAO DE PROFESSORES SOBRE A INCLUSÃO

Leia mais

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA JUVENTUDE SOCIALISTA AÇORES

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA JUVENTUDE SOCIALISTA AÇORES DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA JUVENTUDE SOCIALISTA AÇORES 1. A Juventude Socialista Açores é a organização política dos jovens açorianos ou residentes na Região Autónoma dos Açores que nela militam, que

Leia mais

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve portanto propiciar a reflexão,

Leia mais

Limnologia Brasileira e sua necessidade de inserção social

Limnologia Brasileira e sua necessidade de inserção social Boletim ABLimno 41(1), 19-23, 2015 Limnologia Brasileira e sua necessidade de inserção social Francisco de Assis Esteves Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento

Leia mais

Palavras Chaves : Turismo Rural, Desenvolvimento Local e Preservação Ambiental.

Palavras Chaves : Turismo Rural, Desenvolvimento Local e Preservação Ambiental. A ATIVIDADE TURÍSTICA NO ESPAÇO RURAL CATARINENSE Valdinho Pellin 1 Resumo : O atual cenário agrícola catarinense vem emergindo para uma busca gradual da multifuncionalidade de seu espaço rural, com a

Leia mais

IX CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CURITIBA-PR

IX CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CURITIBA-PR IX CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CURITIBA-PR Rosiane Costa de Souza Assistente Social Msc Serviço Social/UFPA Diretora de Assistência Social Secretaria de Estado de Assistência Social do Pará

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

Palavras-chave: Compra direta. Agricultura Familiar. Modelo de checagem

Palavras-chave: Compra direta. Agricultura Familiar. Modelo de checagem Avaliação de desempenho de processos de Compra Direta da Agricultura familiar: proposta metodológica baseada em modelo de checagem Magalhães A. M. Cruz, G. V. O mercado institucional pode ser um excelente

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011.

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. 1 LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. Institui a Política Municipal de Educação Ambiental, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE ANANINDEUA estatui e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I

Leia mais

A PAISAGEM COMO ELEMENTO DA IDENTIDADE E RECURSO PARA O DESENVOLVIMENTO

A PAISAGEM COMO ELEMENTO DA IDENTIDADE E RECURSO PARA O DESENVOLVIMENTO Évora, 22-24 de Setembro de 2005 A PAISAGEM COMO ELEMENTO DA IDENTIDADE E RECURSO PARA O DESENVOLVIMENTO Zoran Roca e José António Oliveira CEGED Centro de Estudos de Geografia e Desenvolvimento Universidade

Leia mais

5 Proposta pedagógica da escola

5 Proposta pedagógica da escola 5 Proposta pedagógica da escola A escola onde este estudo se realizou localiza-se na periferia da cidade do Rio de Janeiro, e passou a integrar a rede FAETEC (Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio

Leia mais