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3 ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL Seção de São Paulo Triênio Presidente Luiz Flávio Borges D Urso Vice-Presidente Marcos da Costa Secretário-Geral Sidney Uliris Bortolato Alves Secretária-Geral Adjunta Clemencia Beatriz Wolthers Tesoureiro José Maria Dias Neto Diretora Adjunta Tallulah Kobayashi de Andrade Carvalho Conselheiros Federais Arnoldo Wald Filho; Guilherme Octávio Batochio; Márcia Regina Machado Melaré; Norberto Moreira da Silva; Tallulah Kobayashi de Andrade Carvalho Conselheiros Seccionais Adib Kassouf Sad, Adriana Galvão Moura Abílio, Ailton José Gimenez, Alexandre Trancho, Américo de Carvalho Filho, Amilcar Aquino Navarro, Anna Carla Agazzi, Antônio Carlos Delgado Lopes, Antônio Carlos Rodrigues do Amaral, Antônio Carlos Roselli, Antônio Elias Sequini, Antônio Fernandes Ruiz Filho, Antônio Hércules, Antônio Jorge Marques, Antônio Oliveira Júnior, Antônio Ricardo da Silva Barbosa, Aristeu José Marciano, Arlei Rodrigues, Armando Luiz Rovai, Carlos Alberto Expedito de Britto Neto, Carlos Alberto Maluf Sanseverino, Carlos Barbará, Carlos Fernando de Faria Kauffmann, Carlos José Santos da Silva, Carlos Pinheiro, Carlos Roberto Fornes Mateucci, César Augusto Mazzoni Negrão, Cid Antônio Velludo Salvador, Cid Vieira de Souza Filho, Cláudio Bini, Cláudio Perón Ferraz, Daniel Blikstein, Darmy Mendonça, Edgar Francisco Nori, Edson Cosac Bortolai, Edson Roberto Reis, Eduardo César Leite, Eli Alves da Silva, Estevão Mallet, Euro Bento Maciel, Fábio Marcos Bernardes Trombetti, Fabíola Marques, Fátima Pacheco Haidar, Ferdinando Cosmo Credídio, Fernando Calza de Salles Freire, Fernando José da Costa, Fernando Luciano Garzão, Flávio José de Souza Brando, Gabriel Marciliano Júnior, Genildo Lacerda Cavalcante, George Augusto Niaradi, Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade, Gisele Fleury Charmillot Germano de Lemos, Gustavo Fleichman, Helena Maria Diniz, Horácio Bernardes Neto, Jairo Haber, Jamil Gonçalves do Nascimento, Jarbas Andrade Machioni, João Baptista de Oliveira, João Carlos Rizolli, João Emilio Zola Júnior, Jorge Eluf Neto, Jorge Luiz Carniti, José Eduardo Tavolieri de Oliveira, José Fabiano de Queiroz Wagner, José Leme de Macedo, José Meirelles Filho, José Rodrigues Tucunduva Neto, José Vasconcelos, Laerte Soares, Lívio Enescu, Lúcia Maria Bludeni, Luís Ricardo Marcondes Martins, Luiz Augusto Rocha de Moraes, Luiz Carlos Pêgas, Luiz Carlos Ribeiro da Silva, Luiz Célio Pereira de Moraes Filho, Luiz Donato Silveira, Luiz Eduardo de Moura, Luiz Fernando Afonso Rodrigues, Luiz Tadeu de Oliveira Prado, Manoel Roberto Hermida Ogando, Marcelo Ferrari Tacca, Marcelo Gatti Reis Lobo, Marcelo Sampaio Soares, Márcio Aparecido Pereira, Marco Antônio Mayer, Marco Aurélio Vicente Vieira, Marcos Antônio David, Martim de Almeida Sampaio, Maurício Fernando Rollemberg de Faro Melo, Maurício Scheinman, Maurício Silva Leite, Moira Virgínia Huggard-Caine, Nelson Alexandre da Silva Filho, Odinei Rogério Bianchin, Oscar Alves de Azevedo, Otávio Augusto Rossi Vieira, Paulo José Iasz de Morais, Ricardo Lopes de Oliveira, Ricardo Luiz de Toledo Santos Filho, Roberta Cristina Rossa, Roberto Delmanto Júnior, Romualdo Galvão Dias, Rosangela Maria Negrão, Rossano Rossi, Rui Augusto Martins, Sérgio Roxo da Fonseca, Sidnei Alzidio Pinto, Sidney Levorato, Stasys Zeglaitis Júnior, Umberto Luiz Borges D Urso, Vitor Hugo das Dores Freitas, Yara Batista de Medeiros Membros Natos Carlos Miguel Castex Aidar, Rubens Approbato Machado, Guido Antonio Andrade (in memoriam), João Roberto Egydio Piza Fontes, José Roberto Batochio, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, José Eduardo Loureiro, Márcio Thomaz Bastos, José de Castro Bigi (in memoriam), Mário Sérgio Duarte Garcia, Cid Vieira de Souza (in memoriam), Raimundo Pascoal Barbosa (in memoriam), João Baptista Prado Rossi (in memoriam), Sylvio Fotunato (in memoriam), Ildélio Martins (in memoriam), Noé Azevedo (in memoriam), Benedicto Galvão (in memoriam), José Manoel de Azevedo Marques (in memoriam), Plínio Barreto (in memoriam) Praça da Sé, São Paulo - SP CEP: Tel.: (11) Caixa de Assistência dos Advogados CAASP Presidente: Fábio Romeu Canton Filho Vice-Presidente: Arnor Gomes da Silva Júnior Secretário-Geral: Sergei Cobra Arbex Secretário-Geral Adjunto: Kozo Denda Tesoureiro: Braz Martins Neto Diretores Anis Kfouri Júnior; Célio Luiz Bitencourt; Valter Tavares Rua Benjamin Constant, 75 - São Paulo - SP CEP: Tel.: (11) Jornal do Advogado Órgão Oficial da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo e da CAASP N o 352 Ano XXXVI Julho de 2010 Coordenador-geral: Luiz Flávio Borges D Urso Diretor-responsável: Gaudêncio Torquato MTb REDAÇÃO Editora-chefe: Eunice Nunes Colaboradores: Santamaria Silveira Repórteres: Paulo Henrique Arantes, Caroline Silveira e Marivaldo Carvalho Fotografia: Cristóvão Bernardo e Ricardo Bastos Editoração Eletrônica: Marcelo Nunes Pesquisa: Ubirajara Ferraz Ribeiro Projeto gráfico: Agnelo Pacheco Comunicação Praça da Sé, o andar Centro CEP: São Paulo SP Tel.: (11) PUBLICIDADE Tel.: (11) e Impressão: OESP Gráfica Tiragem: exemplares Índice Em questão 4 O que estou lendo 8 Presidente OAB-SP 9 Debate 10 Entrevista 12 Capa 14 Comissões 17 Escola Superior de Advocadia 17 Jurisprudência 18 Acontece 20 Saúde 21 Presidente CAASP 22 Espaço CAASP 23 Clube de Serviços 28 Índices de correção monetária 29

4 EM QUESTÃO OAB-SP repudia escuta em prisões federais e pede apuração ao CNJ A interceptação de conversas entre advogado e cliente subverte sistema jurídico A instalação de sistemas de escuta nos presídios federais para gravar conversas entre advogados e clientes nos parlatórios causou indignação e foi repudiada com veemência pela OAB-SP em Nota Oficial divulgada em 22 de junho último. A existência dos equipamentos de gravação de áudio e vídeo, denunciada pelo jornal Folha de S. Paulo, fere o sigilo da comunicação entre advogado e cliente, que é inviolável, e prejudica o direito à ampla defesa. O episódio é gravíssimo e constitui crime. Esperamos que essas escutas sejam retiradas, assim como uma rápida apuração dos fatos, declarou Luiz Flávio Borges D Urso, que enviou ofício ao Conselho Federal da OAB e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo providências. Leia, a seguir, a íntegra da Nota Oficial. NOTA OFICIAL PARLATÓRIO Presos e advogados ficam separados por um vidro blindado e comunicam-se por telefone Diante da denúncia noticiada pela imprensa da existência de equipamentos de áudio e vídeo em parlatórios de presídios federais para monitorar e gravar conversas entre advogados e clientes, a OAB-SP vem a público REPUDIAR VEEMENTE- MENTE essa conduta criminosa face à interceptação de conversa protegida legalmente pelo sigilo profissional. A simples instalação desses equipamentos já predispõe a uma violação da lei, que assegura a confidencialidade da conversa entre advogado e cliente. É a lei que garante ao advogado comunicar-se com seu cliente, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, quando este se achar preso, detido ou recolhido em estabelecimento civil ou militar, ainda que considerado incomunicável. A comunicação entre advogado e cliente é inviolável, não se admitindo, sob qualquer hipótese, sua quebra. Uma interceptação dessa natureza não só afronta o direito ao sigilo que reveste essa conversa, mas suprime o próprio direito de defesa e viola os princípios constitucionais da ampla defesa e do Monitoramento por câmeras filmadoras e escutas telefônicas contraditório, subvertendo nosso sistema jurídico e destruindo as bases dos preceitos legais e do Estado Democrático de Direito. A aberração desse procedimento é tamanha que poderia ser comparada à instalação de uma escuta telefônica num confessionário, dentro de uma igreja. Ofende até o bom senso de um leigo, quanto mais a consciência de uma nação democrática. O episódio denunciado de escutas em presídios federais brasileiros é gravíssimo e constitui crime, que esperamos seja rapidamente apurado e punidos os seus autores. Também é fundamental ressaltar que a interceptação de conversas entre advogado e cliente somente é comum em ditaduras e regimes totalitários, sendo incompatível com o regime democrático que vivemos no Brasil, pois coloca em risco a garantia dos direitos fundamentais e a própria democracia. São Paulo, 22 de junho de 2010 Luiz Flávio Borges D Urso Presidente a OAB-SP Entra em vigor a lei que institui o divórcio direto Entrou em vigor no dia 14 de julho a lei que cria o divórcio direto, sem necessidade de separação prévia. A lei foi aprovada, em último turno, pelo plenário do Senado no dia 7 de julho. Como a chamada PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do Divórcio (PEC 28/2009) já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, não dependia da sanção presidencial, razão pela qual seguiu diretamente para promulgação e passou a valer a partir de sua publicação no Diário Oficial da União. Antes, o casamento civil só podia ser dissolvido pelo divórcio após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei ou quando comprovada a separação de fato por mais de dois anos. De acordo com o relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), perdeu o sentido manter tais pré-requisitos temporais para a concessão do divórcio. Segundo a Agência Senado, ele lembrou que, no mundo inteiro, essa exigência foi abolida, pois não faz sentido manter unidas por mais tempo pessoas que não querem permanecer juntas. Bastante controversa, a PEC 28/09 também foi chamada de PEC do desamor, por aqueles que condenam a agilização do fim do casamento, e de PEC do amor, por aqueles que defendem o divórcio direto como medida de respeito à liberdade e à autonomia da vontade. Espera-se, ainda, que a PEC 28/09 produza significativo desafogo do Judiciário. Alienação parental entra no ECA e passa a ser crime O Senado aprovou projeto de lei que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para instituir a figura jurídica da alienação parental, qualificando-a como crime, e estabelecer punição aos responsáveis pelas crianças que vierem a difamar ou dificultar o contato com o pai ou a mãe. As penas previstas vão da advertência e multa à detenção de seis meses a dois anos, passando pela perda da guarda e pela determinação de acompanhamento psicológico. O projeto segue para sanção presidencial. O projeto, além de definir a alienação parental, descreve as suas manifestaçõess, como dificultar o contato com a criança, omitir sistematicamente informações sobre a criança tais como dados escolares e mudança de endereço e realizar campanha de desqualificação da conduta do outro genitor, levando o filho a afastar-se ou ter raiva do pai ou da mãe que não tenha a guarda. A OAB-SP prepara um seminário sobre o tema. 4

5 Jornal do Advogado Ano XXXVI nº 352 Julho SÃO PAULO OAB-SP projeta criação de sua academia de letras A produção intelectual dos maiores juristas paulistas poderá em breve ser imortalizada na Academia de Letras da OAB-SP. Para realizar o trabalho, o presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D Urso, instituiu a Comissão de Preparo para a Criação da Academia, que será presidida por Djalma da Silveira Allegro (foto). Allegro, que além de advogado e autor do livro Retomada, também é jornalista, ator de teatro e televisão, poeta e dramaturgo, foi secretário-geral da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP), secretário-geral e consultor de cultura da OAB-SP, dirigente da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo e, atualmente, integra a diretoria executiva da União Brasileira de Escritores (UBE). As academias de letras jurídicas são importantes porque estimulam o estudo e incentivam a produção intelectual, declara D Urso. TED realiza I Encontro Regional das Turmas Disciplinares Marília sediou o evento. O próximo está previsto para ocorrer em Piracicaba O Tribunal de Ética e Disciplina de São Paulo (TED) da OAB-SP realizou, em 24 de junho, o I Encontro Regional das Turmas Disciplinares do Tribunal de Ética e Disciplina de Marília e Região. O evento é pioneiro e destinou-se aos cerca de 200 colaboradores que atuam nas Turmas de Ética de Marília, Bauru, Presidente Prudente, Rio Preto e Araçatuba. O encontro permite que relevantes questões éticas sejam discutidas pelas 22 Turmas do TED e Comissões de Ética das subseções no sentido de aprofundar o conhecimento sobre as matérias éticas e disciplinares e harmonizar interpretações, afirma Carlos Roberto Fornes Mateucci (foto), presidente do TED, adiantando que os encontros regionais passarão a realizar-se duas vezes por ano em diferentes regiões do Estado. O próximo será em Piracicaba, no segundo semestre. A abertura do encontro contou com a presença do presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso. Pela manhã, Antonio Carlos Roselli e Ailton Gimenez, presidentes da 22 a e da 10 a Turmas Disciplinares do TED, respectivamente, discorreram sobre o procedimento disciplinar e o andamento processual. À tarde, Fernando de Salles Freire e Odinei Bianchin, presidentes, respectivamente, da 3 a e da 11 a Turmas Disciplinares, falaram sobre a possibilidade da formalização de desistência e de acordo no procedimento disciplinar. A última palestra do dia foi sobre Da retenção abusiva dos autos, com João Carlos Rizolli, presidente da 21 a Turma, e João Zola Júnior, presidente da 12 a Turma. 5

6 EM QUESTÃO Liberado uso de cartão de crédito para recebimento de honorários Decisão foi tomada pelo TED-1, após intenso debate, na sessão realizada em 17 de junho Os advogados e escritórios de advocacia já podem utilizar o cartão de crédito para receberem o pagamento de honorários advocatícios. Esse é o entendimento a que chegou o TED-1 (Turma de Ética Deontológica do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP) na sessão realizada em 17 de junho (foto). A decisão foi precedida por um intenso debate entre os 20 conselheiros da Turma de Ética Deontológica presentes à sessão de julgamento, uma vez que a matéria não está regulamentada pelo Estatuto da Advocacia, pelo Código de Ética e Disciplina ou por provimentos e regulamentos da OAB, não sendo prática usual entre os advogados brasileiros. A liberação atende aos anseios da advocacia e aos limites do que é eticamente permitido. A partir de agora, o advogado ou sociedade de advogados que passar a aceitar cartão de crédito não estará ferindo a ética, desde que tome algumas cautelas em relação à publicidade, como por exemplo, não divulgar esse diferencial, explica o conselheiro seccional Carlos José Santos da Silva, presidente do TED-1. Para o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso, a decisão vem demonstrar que a Seccional e seu TED não pararam no tempo e modernizaram-se para atender aos interesses da classe. A decisão respondeu a três consultas, sendo que dois dos processos foram relatados por Gilberto Giusti e o terceiro por Fábio Kalil Vilela Leite. O voto vencedor foi A Campanha do Agasalho da OAB-SP, coordenada pela Comissão de Ação Social, terminou com um saldo de mais de 100 mil peças de roupa arrecadadas. O balanço da campanha foi divulgado pela presidente da Comissão, Lúcia Maria Bludeni, na solenidade de encerramento realizada em 2 de julho último. Na ocasião, o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso, homenageou a advogada Lígia Roxo, que presidiu a Comissão de Ação Social na gestão anterior e morreu em dezembro de Toda vez que a gente fala de ação social ou de campanha nesta casa, imediatamente vem a figura da Lígia Roxo à nossa memória, pela vontade, pelo dinamismo, pela garra que ela sempre teve à frente dessa importante comissão, afirmou. A atual presidente, Lúcia Bludeni, aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância das ações voluntárias, que são uma tendência não só no Brasil, mas no mundo todo. Por que não despertar essa consciência do voluntariado no advogado e partir para ações efetivas?, indagou. A campanha começou no dia 19 de abril, e teve o apoio da Aliança Francesa, Cobertores Parahyba, RSF de Giusti, que apontou os benefícios para a classe. Entretanto, ele fez a ressalva de que cada contratante deve ter a cautela de, ao contratar uma administradora de cartão de crédito, não fazer disso uma forma de propaganda, assim como deve assegurar-se de que não estará assumindo nenhuma obrigação que fira ou viole os seus deveres de confidencialidade com seus clientes. Vilela Leite, por sua vez, sugeriu a elaboração de uma resolução para regulamentar o uso do cartão de crédito. Vamos organizar um grupo entre os relatores para estudar a possibilidade da resolução. A questão será levada ao debate no seminário da Turma Deontológica em setembro, afirma Santos da Silva, ressaltando: mas o uso do cartão de crédito está liberado desde já. Campanha do Agasalho recebe mais de 100 mil peças Empreendimentos e Consultoria Imobiliária, Flagra Camisetas, Associação das Imobiliárias de Alphaville, Umen, Cruzeiro Malas, Graneiro Transportes, Condomínio Residencial 09 Alphaville, Agnelo Pacheco Criações, Rádio Record, Rádio Gazeta e dos motoclubes Carpe Diem Moto Turismo, Buena Vista e Solteiros Moto Club. Abertas as inscrições para o Prêmio Maria Augusta Saraiva A Comissão da Mulher Advogada da OAB-SP abriu inscrições para o Concurso de Monografia Prêmio Maria Augusta Saraiva, cujo tema será Adoção por casais homossexuais. As inscrições vão até ao dia 3 de setembro. O concurso conta com a colaboração da Editora Saraiva. Podem participar advogados e estagiários inscritos na OAB-SP. Funcionários da entidade e das subseções, assim como membros ou colaboradores da Comissão da Mulher Advogada, incluindo seus parentes até terceiro grau, estão proibidos de se inscrever As monografias devem ser inéditas e entregues pessoalmente ou por correio na sede administrativa da entidade, situada na rua Anchieta, 35, 1 o andar, São Paulo-SP, CEP O prêmio foi instituído em homenagem a Maria Augusta Saraiva, a primeira mulher a obter o diploma de bacharel na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. A escola era frequentada só por moços e ela precisou vencer o preconceito para ser admitida e para concluir o curso. Vitoriosa, formou-se em Os três primeiros colocados receberão livros da Editora Saraiva no valor de R$ 2.000,00 para o primeiro lugar; de R$ 1.500,00, para o que se classificar em segundo; e de R$ 1.000,00 o que ficar em terceiro lugar. Seccional colaborou na elaboração das novas regras da Anac A Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP trabalhou para tornar realidade as medidas previstas na Resolução n o 141/2010 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que entrou em vigor no dia 13 de junho. A Resolução tem por objetivo impedir violações aos direitos dos passageiros do transporte aéreo e situações como a vivida na época do que ficou conhecido como apagão aéreo. Entre as principais mudanças estão a previsão de reembolso integral em caso de cancelamento de voo, interrupções ou atrasos mais longos do que quatro horas e a acomodação imediata de passageiros cujo voo foi cancelado ou que sofreram preterição (impedimento de embarque por troca de nave ou overbooking), no próximo voo disponível, próprio ou de outra empresa. A OAB-SP participou da elaboração das normas da Anac, em especial com as contribuições que apresentou em maio de 2009, durante audiência pública realizada no Distrito Federal. Além disso, a Seccional Paulista tem mantido uma vigilância constante nos aeroportos paulistas, apontando falhas e tentando fazer valer a lei. 6

7 SÃO PAULO Jornal do Advogado Ano XXXVI nº 352 Julho OAB quer instituição forte para defender direitos humanos Medida foi defendida em seminário realizado na Faculdade de Direito da USP A Seção de São Paulo e o Conselho Federal da OAB promoveram, em 7 de junho, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o Seminário sobre Instituição Nacional de Direitos Humanos (INDH): Contexto Nacional e Integração Universal Conquistas e Perspectivas. Reunindo juristas, professores, advogados, membros do Ministério Público e defensores públicos, o evento teve como objetivo analisar o cenário atual dos direitos humanos e analisar a criação de uma instituição nacional para fiscalizar a área. A abertura do evento contou com a participação do presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso; da secretária-geral adjunta do Conselho Federal, Márcia Regina Machado Melaré, representando o presidente federal da Ordem, Ophir Cavalcante; do professor emérito da Faculdade de Direito da USP Dalmo de Abreu Dallari, referência na área de direitos humanos; e do subprocurador-geral de Justiça de Relações Externas do Ministério Público de São Paulo, Francisco Stella Júnior. Também esteve presente ao evento o ex-presidente do Conselho Federal da Ordem, Cezar Britto. Dalmo Dallari lembrou que existe no Brasil um órgão nacional de direitos humanos, que precisa ser mais forte, já que não tem corpo funcional próprio nem autonomia financeira. Ele fez um breve histórico do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, criado em março de 1964, às vésperas do golpe militar. Dallari citou o projeto de lei em tramitação desde 1994 no Congresso Nacional que dá lugar a membros da sociedade civil no conselho. O professor afirmou que o projeto até agora não passou por causa de um boicote de parte dos políticos e do Ministério da Defesa, que não aceitam a abertura porque o conselho é um órgão do governo. Márcia Melaré, em seu pronunciamento, disse que fatos recentes aumentam a importância da discussão sobre direitos humanos, como as mortes de ativistas que levavam suprimentos à Faixa de Gaza, o aumento da violência policial, a impunidade de agentes do Estado, as mortes em presídios e a atuação de milícias, apontados em relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o Brasil, e o crescimento da população de rua da cidade de São Paulo, que hoje chega a pessoas, maior do que a de 328 municípios paulistas. A secretária-geral adjunta da OAB ressaltou o papel do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do qual a OAB faz parte, mas disse que o órgão, apesar de ser público, não tem força coercitiva para fazer mais do que recomendações aos Estados. Daí a necessidade, segundo Márcia Melaré, de uma instituição nacional que seja independente e capaz de atuar na efetivação dos direitos humanos. D Urso, em seu pronunciamento, frisou a importância de atuações conjuntas em direitos humanos e contou que, recentemente, juntamente com o advogado Martim Sampaio, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, esteve reunido com o Comando da Polícia Militar de São Paulo para oferecer a possibilidade de integrantes da comissão ministrarem aulas de direitos humanos em cursos de formação de policiais. O presidente da Seccional Paulista argumentou que esse tipo de ação é importante para tentar acabar com episódios de violência policial no Estado, tais como os que resultaram nas mortes de dois motoboys e no afastamento de comandantes de batalhões da PM. Isso só vai acabar quando a sociedade se posicionar de forma corajosa. Nós ainda vivemos sob a repercussão do período da ditadura militar, em que as violações aos direitos humanos aconteciam e ninguém se levantava contra elas, disse. Stella Júnior afirmou que o Ministério Público paulista tem se dedicado à proteção dos direitos humanos, criando recentemente promotorias especializadas na área. 7

8 O QUE ESTOU LENDO O universo de Albert Einstein Por Alberto Goldman Alberto Goldman Governador do Estado de São Paulo Um homem, uma mulher Por Fabiana Karla Estou lendo Eistein: sua vida e seu universo, do jornalista Walter Isaacson. Trata-se de uma biografia baseada numa coleção de cartas divulgadas em 2006, 20 anos depois da morte de sua enteada, conforme ela determinara em testamento. Gosto muito de biografias e esta, além de muito bem escrita, é bastante elucidativa a respeito de toda a história pessoal do grande físico que revolucionou a ciência no século XX. Fala sobre seus estudos, pesquisas, enfim, sobre sua obra, mas também nos revela o menino curioso, o estudante insolente, o homem atormentado por problemas conjugais, o militante pacifista. O texto, que constrói muito bem essa interação entre o homem e o cientista, mostra-nos um Einstein avesso a dogmas, um homem inquieto e curioso e, por isso mesmo, livre para desenvolver novas teorias. As questões mais técnicas, como as que tratam da mecânica dos átomos, das moléculas, dos prótons e partículas menores, às vezes, apresentam alguma dificuldade para entender, mas o livro é uma leitura que vale a pena. Acabei de ler Eu e você, você e eu, de autoria dos jornalistas Martha Mendonça e Nelito Fernandes. Escolhi este título por que sou atriz e os relacionamentos entre as pessoas muito me interessam. As pessoas são minha principal matéria-prima de trabalho. Além disso, confio nos autores. O livro trata de um casal, Mariana e Marcelo, que narra, separadamente, a mesma situação, o mesmo fato, só que um dos relatos vem sob a ótica masculina e o outro, sob a feminina. Às vezes, é como se um homem e uma mulher falassem num interurbano por telefones defeituosos. Daí, tantos ruídos nos relacionamentos humanos, pois nem sempre sabemos o que o nosso parceiro está pensando. Tive momentos durante a leitura em que ri muito sozinha. Os autores conseguem prender o leitor com uma narrativa leve e emocionante. São ótimos observadores e dominam bem o universo das relações. É uma ótima leitura para nos ajudar a entender os seres humanos. Livro: Eistein: sua vida e seu universo Autor: Walter Isaacson Editora: Companhia das Letras Páginas: 656 Livro: Eu e você,você e eu Autores: Martha Mendonça e Nelito Fernandes Editora: Record Páginas: Fabiana Karla Atriz

9 PRESIDENTE OAB-SP SÃO PAULO Jornal do Advogado Ano XXXVI nº 352 Julho MAIS UMA SUBVERSÃO AO ESTADO DE DIREITO Luiz Flávio Borges D`Urso Gravações de conversas nos parlatórios violam o direito de defesa e afrontam o sigilo profissional entre cliente e advogado ova investida ilegal ronda o inalienável direito de defesa, ameaçando, mais uma vez, a plenitude do Estado Democrático. Trata-se da instalação de aparelhos de gravação de áudio e vídeo nas salas destinadas a conversas reservadas entre advogados e clientes presos, os parlatórios, nos presídios federais. São patentes a violação do direito de defesa e a afronta contra o sigilo profissional entre cliente e seu advogado. O fato merece veemente repúdio não apenas por parte da representação dos advogados, mas por todos os setores que defendem a cidadania e as liberdades individuais em nosso país em face dos danos e das perversas implicações que gera. Em primeiro lugar, fere gravemente o artigo 133 da Constituição Federal, o qual fixa de forma indiscutível a inviolabilidade do advogado em atos e manifestações no exercício da profissão. O mesmo vale para a lei federal conhecida como Estatuto da Advocacia, que assegura o direito de comunicação, pessoal e reservada, entre cliente e seu defensor, mesmo em situação prisional caracterizada como de incomunicabilidade. O sigilo profissional não constitui somente um dever ético-contratual. Ultrapassa de longe esta condição ao cumprir função social, sem a qual é a própria cidadania a se ver ameaçada. Em outras palavras, sem o sigilo não há como assegurar condições basilares para que a justiça seja operada: o direito à ampla defesa e ao contraditório. Tanto é assim que o sigilo profissional do advogado é um dever que alcança todos os eventos que ele, no exercício de seu mister, venha a conhecer até mesmo nos casos em que decline de aceitar a causa. Descumprindo este dever fica o advogado sujeito a processo disciplinar, além de ter de responder pelo crime de O que está em jogo são os princípios básicos da justiça e da democracia violação de segredo profissional um acerto claro do legislador que, em última análise, quis dar as condições elementares para a salvaguarda do Estado Democrático de Direito. Algumas autoridades erram ao imaginar que a escuta de conversa entre advogado e cliente é eficaz contra o crime organizado. Por esse raciocínio torto, no limite, não haverá surpresa se vierem a justificar mecanismos de tortura sob o argumento de que violações aos direitos humanos são eficientes armas de combate ao crime. O que está em jogo, portanto, não é a discussão de eficiência ou eficácia de determinados métodos para combater o crime: são os princípios básicos da justiça e da democracia que são destroçados, na medida em que se admite flexibilizar ou quebrar as normas que são o pilar central do Estado de Direito. Engana-se quem confunde prerrogativa profissional, como o sigilo entre advogado e cliente, com privilégio ou, pior, o considera fator que justifica a prática de conluio com o crime. Esse modo de ver a nossa profissão é um erro imperdoável, cuja consequência se faz sentir na suspeição sobre todos os advogados. Esse pensamento errado de alguns muda imediatamente quando são acusados e reclamam para si todas as garantias individuais que combatem. Como em qualquer categoria profissional, pode haver advogado que desvia do caminho ético. Mas este fato não pode servir de pretexto para o cometimento de um crime a violação do sigilo profissional em nome do combate ou investigação de supostos outros ilícitos. Se é verdade que o sigilo profissional é uma das prerrogativas cruciais para o exercício da atividade de advogado, é mais forte, ainda, a hipótese de que, sem ele, não há como assegurar, numa democracia, as condições mínimas de defesa dos acusados de crimes. Admitir a violação deste sigilo, mesmo que autorizada judicialmente, é compactuar com a ilegalidade e permitir que retrocedamos a procedimentos típicos de regimes autoritários. Pior. Significa submeter-se a iniciativas que fatalmente resultarão na destruição da incipiente democracia que temos. 9

10 DEBATE A INTERNET DEVE SER Augusto Eduardo de Souza Rossini Promotor de Justiça em São Paulo Sim internet deve ser livre, porém regulamentada. E as razões são inúmeras. Inicialmente cabe lembrar que, criada no auge da Guerra Fria, a internet decorre de experimento financiado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que resultou na ARPANET, a primeira forma de comunicação entre computadores. No Brasil, o documento denominado de Livro Verde, do Ministério da Ciência e Tecnologia, inseriu o país na denominada sociedade da informação. De início adstrita aos meios governamentais, militares e universitários, a internet foi incorporada à vida de bilhões de pessoas em todo o planeta e elas já não podem prescindir de sua existência, diante das incontáveis facilidades trazidas à vida cotidiana, como novos modelos de negócios e de comunicação e transmissão de dados. Entretanto, sua utilização inadequada e desregrada também facilita a prática de condutas indesejadas, muitas ilícitas, que atingem os mais diversos direitos, causando prejuízos de todas as ordens. É por isso que sua regulamentação é vital. Em verdade, o mundo só se deu conta dos enormes riscos que corre no ambiente digital após os ataques terroristas de setembro de 2001, situação que levou à elaboração da Convenção de Budapeste, principal normativa internacional nas áreas penal e processual penal, adotada por dezenas de nações. Nesse contexto, surgem dois principais problemas: 1) a ausência de respaldo legal para tutelar um novo bem jurídico: a segurança informática; 2) a necessidade de criar regras que regulamentem um novo território: o ciberespaço. O Legislativo busca solucionar um desses problemas, ou ambos, com o projeto de lei substitutivo ao PL 76/2000, Por exigência da segurança jurídica que deve reinar no seio social é imperiosa a regulamentação da internet de iniciativa do senador Eduardo Azeredo, que aglutina outros dois projetos que tramitam conjuntamente no Senado. Outro exemplo é a proposta de Marco Regulatório Civil da Internet Brasileira, formulado por iniciativa do Ministério da Justiça, com amplos debates na própria rede e audiências públicas, com o objetivo de se extrair uma normativa que regulamente a utilização da internet. Tudo com o escopo de alcançar equilíbrio entre a liberdade de expressão e a privacidade, direitos constitucionalmente assegurados. O cenário evidencia que o Brasil não pode ficar alheio à realidade (mundial e local), que revela impacto das novas tecnologias na vida das pessoas físicas e jurídicas. Afinal, as lides que surgem pelo uso indevido da internet são e serão remetidas ao já abarrotado Judiciário, que à míngua de normas claras e específicas e tendo em conta o princípio constitucional de que não se pode negar jurisdição, provavelmente criará, como já vem criando, fórmulas peculiares para dirimir os conflitos, solução extremamente temerária. Nessa linha, e por exigência da segurança jurídica que deve reinar no seio social, tendo em conta que em nosso país a principal fonte do direito é a própria lei, é imperiosa a regulamentação da internet, ao menos nas áreas mais sensíveis. Exemplo disso são as condutas que caracterizam as chamadas infrações penais próprias ou puras, que só podem ser praticadas em ambiente de rede, tais como a invasão de sistema alheio, subtração indevida de dados à distância e tantas outras. No âmbito penal, por ser impraticável a solução ditada pela Lei de Introdução ao Código Civil e por vigorarem os princípios da legalidade e anterioridade, reina a impunidade, com incomensurável prejuízo à sociedade. Postas todas essas premissas, a resposta é positiva no sentido de que a internet deve ser regulamentada. 10

11 SÃO PAULO Jornal do Advogado Ano XXXVI nº 352 Julho REGULAMENTADA? Não Marcos da Costa Advogado e vice-presidente da OAB-SP lação da internet é o risco de cerceamento à liberdade dos usuários. Aliás, sempre que uma norma dessa natureza é proposta, surgem manifestações de diversos órgãos públicos, como Receita Federal, Polícia, Ministério Público e até mesmo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sempre em busca de caminhos mais curtos para obtenção de informações, ainda que em prejuízo da privacidade e da intimidade dos cidadãos. Seria ótimo se fosse editada uma lei protegendo os cidadãos contra o acesso indevido aos seus dados, Quando se pensa em regulação da internet não se pode deixar de avaliar o risco de cerceamento à liberdade dos usuários especialmente pelo Poder Público, mas a experiência evidencia exatamente o oposto, um Estado cada vez mais poderoso e cidadãos cada vez mais vulneráveis. Muito se fala que precisam ser tipificados os chamados crimes informáticos puros, como o mero acesso indevido a sistemas, sem causar outros males. Normas penais protegem bens jurídicos relevantes e o computador em si não é um deles, mas sim os servião diversas as razões pelas quais a internet não deve, nem pode, ser regulada. É bastante duvidosa a efetividade de uma norma nacional em uma rede de abrangência mundial. A internet foi concebida para impedir que toda a rede parasse de funcionar se um de seus pontos fosse atacado. Se é verdade que essa concepção tinha, na sua origem, caráter militar, hoje serve para contornar qualquer obstáculo, inclusive de natureza legal. Basta ver os países que tentam limitar o acesso à internet: ou não têm sucesso, ou impedem o uso útil dessa rede por todos os seus cidadãos. Há três anos, uma decisão judicial, visando proibir o acesso a vídeo de uma famosa modelo, ordenou que fossem bloqueadas todas as conexões do nosso país ao site onde o filme estava hospedado, vedando, com isso, o acesso de todos os brasileiros a milhares de outros filmes. Mesmo assim, foi inútil. Internautas com um pouco mais de conhecimento rapidamente conseguiram burlar o bloqueio, utilizando sites que permitem navegação anônima na internet, triangulando a conexão ao site bloqueado; e o vídeo tornou-se um dos mais vistos, sendo copiado quase que instantaneamente para numerosos outros sites. Outra questão importante quando se pensa em reguços prestados e os dados constantes de alguns sistemas informáticos. Ao invés de genericamente criminalizar condutas praticadas na internet, melhor seria tipificar como crime apenas o acesso indevido a sistemas socialmente relevantes. Isto é, o acesso indevido a sistemas bancários deveria ser crime contra o sistema financeiro; a sistemas militares, crime militar; a sistemas de controle de tráfego aéreo, crime contra os transportes; e assim por diante. Existem questões tecnológicas que precisam ser disciplinadas. A disciplina das bases de dados com informações pessoais, mantidas tanto pelo setor público como privado, é uma das mais relevantes. O cidadão tem o direito de saber que informações suas são armazenadas e quem as acessa. A veracidade dessas informações, a responsabilidade por sua guarda contra acessos indevidos, o tipo de tratamento a que estarão sujeitas e como serão utilizadas, ou, ainda, a proibição de armazenamento de certas informações sensíveis, como etnia, preferências políticas, religiosas ou sexuais, são temas que merecem previsão legal, mas isso não se confunde com regulação da internet. A exceção, que merece legislação própria, refere-se à preservação, pelos provedores, de dados de conexão que auxiliem na persecução penal. Neste caso, cabe à lei definir um prazo adequado para a guarda desses dados, que só devem ser fornecidos mediante autorização judicial. 11

12 ENTREVISTA Luiz Fux é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e presidiu a Comissão Especial de Reforma do Código de Processo Civil (CPC), cuja versão final foi entregue ao Senado em junho último. A tônica da reforma proposta foi reduzir o tempo de duração do processo. Para isso, a comissão de juristas que elaborou o anteprojeto de novo Código Processual Civil esforçou-se para eliminar o que considerou as três principais causas do problema: o formalismo exagerado, o excesso de recursos e a litigiosidade desenfreada surgida a partir da década de Para atingir seu objetivo, a comissão decidiu, entre outras medidas, eliminar os processos incidentes que geram decisões interlocutórias e criar um instrumento chamado incidente de resolução de demandas repetitivas. Com isso, prevê o ministro Fux, a duração de um processo deverá cair 50%, podendo chegar a 70% nas demandas repetitivas. A seguir, os principais esclarecimentos apresentados pelo ministro Luiz Fux por ocasião da reunião-almoço do IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo) realizada em 18 de junho último. Qual a tônica da atual reforma do Código de Processo Civil? O processo é um instrumento de realização de justiça, um instrumento de realização da felicidade do povo, de tal sorte que Hans Kelsen afirmava que o sonho de justiça era efetivamente o sonho mais formoso da humanidade. E a história do processo civil, nesse afã de se tornar um instrumento de felicidade e de realização de justiça, é uma história de constantes reformas. A realidade é que, todas as vezes que se reforma o Código de Processo Civil (CPC), a tônica é tornar a justiça acessível ao povo. O reclamo atual é referente à prestação da justiça num prazo razoável, porque o cidadão não pode esperar uma enormidade, e porque isso significa que o Estado não consegue desincumbir uma de suas funções. Mas o que é pior é que o cidadão passa a não acreditar no processo, a não acreditar na Justiça, e passa a nutrir dentro de si o desejo de fazer justiça pelas próprias mãos, o que é, evidentemente, um efeito da ineficiência do Judiciário. Isso é grave na justa medida em que o processo é o epílogo de uma luta secular, vencendo a auto-tutela, onde o mais forte tinha sempre razão, e monopolizando a justiça nas mãos do Estado. Mas essa não era também a preocupação das reformas anteriores? Nós temos uma história de reformas. O Brasil pro- Luiz 12

13 SÃO PAULO Jornal do Advogado Ano XXXVI nº 352 Julho moveu a reforma de 1939, que trouxe um código extremamente popular, um código informal, um instrumento capaz de levar de forma simples a reclamação do cidadão. Depois veio a de 1973, com um código extremamente sofisticado, importado de matizes europeus, mas que não eram plenamente adaptáveis às necessidades brasileiras. E depois vieram as reformas pontuais na década de 90. Em 2009, realizou-se no Brasil o XXIII Congresso Panamericano de Direito Processual, e ali se constatou que, inobstante todos os instrumentos pontuais dessas excelentes reformas levadas a efeito na década de 1990, o Brasil ainda apresentava uma grave crise referente à duração dos processos. Os grandes males contemporâneos do processo estão representados no binômio custo e duração. O custo nós superamos com a concessão constitucional da gratuidade integral da prestação da justiça. Mas a duração continua a representar o calcanhar de Aquiles do processo civil brasileiro, em dissonância com todas as declarações fundamentais dos direitos humanos. É que a declaração da ONU, o nosso Pacto de São José da Costa Rica, a declaração dos povos muçulmanos, a declaração da África e de Madagascar, todas as declarações fundamentais dos direitos do homem afirmam que um país que não se desincumbe num prazo razoável da prestação da Justiça é um país que não tem uma Justiça efetiva. Foi então esse o grande desafio da comissão, de vencer esse grande obstáculo que é a duração excessiva dos processos. E quais foram as causas do problema identificadas pela comissão? A comissão utilizou a metodologia de verificar quais os obstáculos que impediam que o juiz se desincumbisse num prazo razoável da prestação da justiça. E nesse particular há um dado muito relevante, porque nós conseguimos retirar o foco do Poder Judiciário para revelarmos com muita clareza que o problema não estava na morosidade do Poder Judiciário e, sim, na necessidade que os juízes têm de cumprir as liturgias e as solenidades processuais ditadas por um As pretensões homogêneas não podem ser tratadas como as ações em comum. É preciso que haja um tratamento uniforme, porque para questões idênticas as soluções têm de ser iguais Fux 13 processo arcaico e ortodoxo, oriundo da era do Iluminismo, onde havia uma fundada suspeita de acumpliciamento do Poder Judiciário com o ancien régime. Então, com esse método, começamos a detectar as barreiras que impediam uma duração razoável dos processos e chegamos à conclusão que os processos sempre duraram muito em razão, primeiramente, de um excesso de formas e de liturgias. Por outro lado, verificamos uma desenfreada litigiosidade a partir da década de 1970 e também um excessivo número de recursos. Partimos, então, de acordo com o ideário da celeridade ou da duração razoável do processo, sem violar nenhuma garantia constitucional, ao enfrentamento dessas questões. De que maneira? Em relação às formalidades, entendemos que não se justifica mais uma série de processos incidentes no curso do processo que geram decisões interlocutórias, que por seu turno geram inúmeros recursos. Para se ter uma ideia, no início do processo nós podemos ter processos incidentes relativos à impugnação ao nome da causa, exceção de incompetência, incidente de falsidade documental, exibição de documento ou coisa, incidente de gratuidade de justiça, ou seja, cinco processos incidentes no curso de um mesmo processo, decididos através de interlocutórias recorríveis 25 vezes. Como é que pode um juiz prestar uma justiça em prazo razoável enfrentando 25 recursos no curso de um processo ainda em primeiro grau de jurisdição, sem contarmos com a possibilidade de decisões monocráticas de tribunais, agraváveis regimentalmente, com embargos de declaração, enfim, evidentemente, esse excesso emperra o processo e impede que ele tenha uma solução pronta e célere. Então, resolvemos eliminar esses processos incidentes. Tudo o que a parte deve arguir, deve fazê-lo em preliminar e essas preliminares serão julgadas junto com o mérito na sentença final. Porque inúmeras vezes a parte levanta preliminares, mas vence a causa no final e perde completamente o interesse em suscitar aquela preliminar, que não vai ficar superada pela preclusão exatamente porque ele vai poder recorrer no final. E nas decisões de urgência? A comissão teve a sensibilidade de manter a recorribilidade imediata das decisões de urgência, porque essas decisões exercem uma repercussão muito enérgica na esfera jurídica da parte. E mais ainda, a tutela de urgência satisfativa, a tutela antecipada, é recorrível de imediato através de agravo de instrumento e, como ela versa sobre a questão de fundo, esse agravo de instrumento terá sustentação oral. Mas as demais preliminares a parte acostará no resultado final do processo, onde oferecerá recurso quanto à devolutividade, suscitando todas as questões preliminares. Por outro lado, a comissão não se esqueceu que o juiz tem de adaptar a realidade normativa à realidade prática, porque se é verdade que a todo o direito corresponde uma ação que o assegura é preciso perceber que não é qualquer ação que assegura o direito. Há casos e casos. Há hipóteses em que é necessário um edital, ou se faz necessário um edital no curso do processo. Imagine uma ação possessória promovida diante de uma invasão de uma multidão num terreno. Como é que o proprietário vai conseguir indicar na petição inicial o nome, a qualificação das partes? Ele não pode saber. Então, aí, se faz necessária a publicação de um edital. Não se pode imaginar, por exemplo, uma ação de investigação de paternidade sem a realização de um exame pericial. Então, a comissão, ao simplificar a movimentação processual e procedimental, erigiu um procedimento comum, um procedimento único: ninguém pode perder a questão de fundo por uma questão de forma. Isso facilita e o juiz vai adaptar esse procedimento às necessidades da causa em concreto. Se a causa necessita de uma tutela de urgência, ele deferirá a antecipatória, ou não; se for cautelar, ele assim o fará também; se a causa num determinado momento reclamar a convocação de terceiros, ele assim também o fará. O processo não pode ser um fim em si mesmo, ele é um instrumento a serviço da realização do direito material. Com relação à litigiosidade desenfreada que o sr. citou... A comissão entendeu que as pretensões homogêneas não podem ser tratadas como as ações em comum. É preciso que haja um tratamento uniforme, porque para questões idênticas as soluções têm de ser iguais. A partir dessa constatação conseguimos não só evitar a multiplicação de recursos e de ações como também tornar realidade o princípio da igualdade de todos perante a lei e perante a justiça, criando um instrumento chamado incidente de resolução de demandas repetitivas. Nesse caso, alguns processos piloto serão julgados, ficando suspensos os demais até que o tribunal competente decida a matéria. O que for decidido servirá de referência para as ações que estão em andamento e também para as que vierem a ser ajuizadas. Com essas medidas, qual é a estimativa de redução do prazo de duração do processo? Se os instrumentos que estamos propondo forem aprovados, creio que conseguiremos reduzir a duração de um processo comum em 50% e, num processo de massa, em 70%.

14 CAPA Impasse na Paralisações atingiram Justiça Estadual, Federal, Trabalhista e Eleitoral Em maior ou menor grau, há mais ou menos tempo, os servidores das Justiças Estadual, Federal, Trabalhista e Eleitoral estão em greve há mais de dois meses, e os prejuízos para a população multiplicam-se a cada dia. A OAB-SP, embora considere justas as reivindicações dos servidores, condena a paralisação, uma vez que os prejuízos causados aos cidadãos e aos advogados são de difícil reparação. A greve dos servidores do Judiciário do Estado de São Paulo, até ao fechamento desta edição, tinha completado 80 dias, sem solução à vista. De acordo com levantamento feito pela OAB-SP, o índice médio de paralisação no Judiciário Paulista é de 30%. Na capital, cerca de 10% dos serventuários aderiram à greve. Porém, no interior, há comarcas, como a de Campinas, em que a adesão beira os 90%. Com base nesses dados, a OAB-SP estima que, nos primeiros dois meses de greve, mais de 240 mil processos ficaram represados. A conta das audiências não realizadas chega a mais de 80 mil. E o total de sentenças que não tiveram andamento ultrapassa 190 mil. Quem vai responder por esse prejuízo?, indaga o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso, lembrando: em 2004, quando a Justiça parou três meses, muitos escritórios fecharam porque não conseguiam mais pagar salários nem arcar com as contas de consumo, como água, luz e telefone. A Seccional Paulista da Ordem avalia ainda que a greve vai retardar em pelo menos um ano a tramitação das ações em São Paulo. Queda de braço Os servidores do Judiciário Paulista reivindicam 20,16% de reposição salarial, alegando que essa previsão foi incluída no orçamento em 2008 e 2009 e o Tribunal de Justiça (TJ-SP) a teria usado para outras finalidades. A direção do Tribunal informa que já atendeu a várias reivindicações dos serventuários, como o aumento do vale-transporte, e que também pressionou a Assembleia Legislativa (Alesp) para aprovar, em regime de urgência, o Plano de Cargos e Salários. A OAB-SP também se empenhou na negociação que levou à aprovação do Plano de Cargos e Salários, que tramitava na Alesp desde 2005, além de ter participado de várias reuniões no Tribunal, ocasiões em que foi representada pelo vice-presidente Marcos da Costa. Sustenta ainda o TJ-SP que os gastos com pessoal estão no limite permitido pela lei de Responsabilidade Fiscal e que não dispõe de recursos para pagar a reposição salarial exigida. Sua última proposta foi um reajuste de 4,77% retroativo a março. Os servidores rejeitaram os 4,77% de reajuste, condi- 14 cionados ainda à aprovação pela Assembleia Legislativa, e o Tribunal determinou o desconto dos dias parados. Em resposta, os grevistas ocuparam os Fóruns João Mendes e Hely Lopes Meirelles e pediram à Alesp a abertura de uma CPI para investigar as despesas de custeio do TJ-SP. A contenda voltou a esquentar em 7 de julho, logo depois que os servidores, reunidos em assembleia na Praça João Mendes, aprovaram a continuidade da greve e resolveram impedir a entrada de pessoas no Fórum Central. A Polícia Militar, que tinha um batalhão da Força Tática distribuído pelas imediações, entrou em ação para garantir o livre trânsito. Muita confusão ocorreu, o que provocou o fechamento do Fórum João Mendes por volta das 16h30. Confusão dos Prazos Em razão do impasse que se desenhou, a OAB-SP já pediu três vezes a suspensão dos prazos processuais ao Tribunal de Justiça em 5 de maio e 10 e 14 de junho que, a pretexto de não dar força ao movimento paredista, não deferiu o pleito. Houve apenas suspensões pontuais no Fórum João Mendes nos dias 9, 10, 11, 14 e 15 de junho e no Fórum Hely Lopes Meirelles apenas no dia 10 de junho por conta da invasão e tomada dos prédios. Depois disso, o presidente do TJ-SP, desembargador Antônio Carlos Viana Santos, deixou a critério de cada juiz a decisão de suspenderem os prazos judiciais. A partir daí, ninguém mais sabe ao certo onde é que os prazos estão correndo, ou não, gerando uma enorme insegurança jurídica tanto para os advogados como para os jurisdicionados. Para se ter uma ideia, em São José do Rio Preto, onde o índice de paralisação é de 50%, não houve suspensão de prazos. Em Dracena, onde 70% dos servidores estão em greve, os juízes baixaram uma portaria conjunta suspendendo os prazos. Já em Campinas, onde a adesão ao movimento paredista fica entre 85% e 90%, os prazos só foram suspensos no final de junho, retroativamente a 28 de abril, data do início da greve, mas não em todas as varas. A suspensão verificou-se nas Varas de Família e Sucessões, nas Varas Cíveis, na 3ª e 5ª Varas Criminais, na 1ª e 2ª Varas da fazenda Pública, na 1ª e 2ª Varas do Júri, e na 2ª Vara do Juizado Especial Cível (leia quadro na página ao lado). Os advogados ficam correndo atrás dos prazos, batem com o nariz na porta dos inúmeros cartórios fechados, perdem tempo e dinheiro comparecendo a audiências que não se realizam, desabafa D Urso, acrescentando: embora as reivindicações dos servidores sejam justas, não podemos concordar com a greve que

15 SÃO PAULO Jornal do Advogado Ano XXXVI nº 352 Julho greve do Judiciário Quadro da greve Índices de paralisação Santos 40% Guarulhos 10% São Bernardo do Campo 20% Piracicaba 80% São José dos Campos 25% Campinas 85% São José do Rio Preto 50% Ribeirão Preto 35% Dracena 70% Fórum João Mendes 20% ASSEMBLEIA DE 7 DE JULHO: forte efetivo policial entrou em confronto com os servidores em greve impede os advogados de trabalhar e tira dos cidadãos a possibilidade de terem seus direitos assegurados judicialmente. Defendemos o diálogo permanente entre o Tribunal e as entidades representativas dos servidores, de modo a evitar situações como a atual, que causa enormes transtornos à cidadania e à advocacia. Justiça Federal e Trabalhista Em 13 de julho, após 69 dias de greve, os servidores da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho decidiram suspender a greve durante o mês de julho, mês de recesso parlamentar. Eles realizarão uma assembléia em agosto para definir se retomarão o movimento paredista. Diante da decisão dos servidores, a presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), onde cerca de 80% das Varas Trabalhistas estavam paradas e, a pedido da OAB-SP, os prazos suspensos desde 6 de maio, data do início da paralisação, editou uma nova portaria sobre a retomada dos prazos da primeira instância. A Portaria GP/CR 16/2010 estabelece que os prazos judiciais suspensos terão sua contagem retomada a partir de 16 de julho, inclusive. As intimações e/ou notificações disponibilizadas no Diário Oficial Eletrônico durante o período de suspensão dos prazos serão consideradas publicadas a partir de 20 de julho. No Fórum Rui Barbosa, o cronograma é o seguinte: a) 1ª à 15ª Vara: 20 de julho; b) 16ª à 30ª Vara: 22 de julho; 31ª à 45ª Vara: 26 de julho; 46ª à 60ª Vara: 28 de julho; 61ª à 75ª Vara: 30 de julho; 76ª à 90ª Vara: 3 de agosto. O início da contagem dos prazos ocorrerá no primeiro dia útil subseqüente às datas acima indicadas. Na avaliação do secretário-geral da OAB-SP, Sidney Uliris Bortolato Alves, a greve deve resultar num retardamento de seis a oito meses no andamento dos processos trabalhistas. O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) permaneceu impermeável aos pedidos da OAB-SP e não suspendeu os prazos, embora os servidores tenham voltado ao trabalho apenas em 13 de julho. No Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), os servidores também retomaram suas atividades em 13 de julho. Já o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que em 1º de junho suspendera o decurso dos prazos judiciais em razão da greve dos servidores, invocando decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na Petição nº DF, que fixou a manutenção no trabalho, nos dias de greve, de uma equipe com no mínimo 60% dos servidores em cada localidade de atuação, decidiu que os prazos voltassem a correr a partir de 28 de junho último. Os servidores federais reivindicam um reajuste de 56% e a aprovação do Projeto de Lei nº 6.613/09, que revisa o Plano de Cargos e Salários (PCS) atualmente em vigor. A proposta foi retirada da pauta da Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados por falta de acordo com o governo. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou em 1º de julho, que a decisão sobre as reivindicações dos servidores federais do Judiciário ficará para depois das eleições. Até lá, o governo pretende negociar um acordo com os funcionários do Judiciário. Suspensão de prazos Santos Apenas na 10ª Vara Cível e na 3ª Vara de Família e Sucessões Guarulhos Sem suspensão de prazos São Bernardo do Campo Apenas na 8ª Vara Cível Piracicaba Prazos suspensos São José dos Campos Sem suspensão de prazos Campinas Prazos suspensos retroativamente a 28 de abril nas quatro Varas de Família e Sucessões; nas 10 Varas Cíveis; na 3ª e 5ª Varas Criminais; na 1ª e 2ª Varas da Fazenda Pública; na 1ª e 2ª Varas do Júri; e na 2ª Vara do Juizado Especial Cível São José do Rio Preto Sem suspensão de prazos Ribeirão Preto Sem suspensão de prazos Dracena Juízes baixaram portaria conjunta suspendendo os prazos Fórum João Mendes Sem suspensão de prazos 15

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17 COMISSÕES SÃO PAULO Jornal do Advogado Ano XXXVI nº 352 Julho Fiscalização e Defesa da Advocacia Mário de Oliveira Filho (foto) foi nomeado presidente da Comissão de Fiscalização e Defesa da Advocacia da OAB-SP. Em conjunto com o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) e as Comissões de Seleção e Inscrição, de Direitos e Prerrogativas e de Assuntos Discriminatórios, entre outras, a Comissão de Fiscalização e Defesa da Advocacia atua na vigilância do exercício das atividades profissionais, combatendo aqueles que ilegalmente tentam exercer a advocacia. Para tanto, o presidente da Seccional Paulista da Ordem, Luiz Flávio Borges D Urso, lançou no início deste ano uma campanha estadual contra o exercício ilegal da profissão. Oliveira Filho coordenou a Comissão de Direitos Humanos na gestão e presidiu a Comissão de Direitos e Prerrogativas de 2004 a Ensino Jurídico O novo presidente da Comissão de Ensino Jurídico é o advogado João Luiz Ribeiro dos Santos (foto), que, além de já ter presidido a Subseção de Araraquara, é professor universitário. Ele se formou em 1987 pela Faculdade de Direito de Araraquara e, em 1988, graduou-se também em engenharia pela Faculdade de Engenharia de Agrimensura de Araraquara. A Comissão que agora preside é responsável por avaliar os projetos de novos cursos de Direito no Estado de São Paulo e emitir pareceres de avaliação sobre infraestrutura, corpo docente e biblioteca. Direito Constitucional Foi nomeado presidente da Comissão de Direito Constitucional o advogado Dircêo Torrecillas Ramos (foto), que já havia presidido esta Comissão e também a Comissão de Ensino Jurídico. Na primeira reunião da Comissão, realizada no dia 6 de maio, ficou assentado que os seus integrantes fariam uma relação de temas atuais para serem submetidos ao grupo e, uma vez escolhidos aqueles considerados de maior relevância, passariam a ser estudados e debatidos pelo grupo. Também estão entre os objetivos da Comissão a redação e aprovação do seu regimento interno e a indicação de temas e especialistas para proferirem palestras pelo Departamento de Cultura e Eventos. OAB Vai à Faculdade O novo presidente da Comissão OAB Vai à Faculdade é o advogado Antonio Luis Guimarães de Álvares Otero (foto), que já presidiu a Comissão do Cooperativismo e atualmente integra também as Comissões de Crimes de Alta Tecnologia e de Estudos de Setores Regulados. Otero pretende dinamizar o trabalho da Comissão, aprofundando os contatos com as instituições de ensino superior. Sua missão é levar às faculdades o debate sobre a importância da ética profissional, do Exame de Ordem, dos direitos e prerrogativas dos advogados, todos eles temas caros à OAB e, por conseguinte, à advocacia. Direito de Família A nova Comissão de Direito de Família terá na presidência Nelson Sussumu Shikicima (foto), advogado e professor que já integrou as Comissões de Desenvolvimento Acadêmico e de Apoio ao Advogado Professor. Shikicima tem sido muito presente também nos Encontros Regionais de Advogados, onde costuma realizar palestras para os colegas presentes. Na presidência da nova Comisão, planeja criar coordenadorias para assuntos como mediação familiar, prevenção e ética, acompanhamento de projetos de lei, entre outras. Também pensa em organizar um congresso estadual de Direito de Família, estabelecer o regimento interno da comissão e publicar uma cartilha sobre Direito de Família para orientar advogados. Direito Desportivo O novo presidente da Comissão de Direito Desportivo é o advogado José Pinheiro (foto), que já esteve à frente da comissão congênere da Subseção de Bauru, onde foi criada por ele. A Comissão de Direito Desportivo organizou neste ano, em parceria com a Comissão de Direitos e Prerrogativas e o Departamento de Cultura e Eventos, o projeto OBA OBA OAB-SP, que levou a torcida dos advogados paulistas a se reunir no Hotel Braston, no centro de São Paulo, para assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo da Fifa da África do Sul. ESCOLA SUPERIOR DE ADVOCACIA Programação para o segundo semestre A ESA está com matrículas abertas para os cursos do segundo semestre. Advogados regularmente inscritos na OAB-SP poderão matricular-se diretamente na página da ESA na internet (www.oabsp.org.br/esa) ou pessoalmente na sede da escola, situada no Largo da Pólvora, 141, sobreloja, no bairro da Liberdade. Confira, abaixo, algumas das opções oferecidas com início previsto para agosto. Oficina de prática de contratos Duração: de 6 de agosto a 24 de setembro Horário: das 9h às 12h, às sextas-feiras Prática em Direito do Consumidor: contratos escolares e vícios e defeitos de produtos e serviços (Módulo I) Duração: de 9 a 30 de agosto Horário: das 9h às 12h, às segundas-feiras Petições no Direito de Família Duração: de 10 a 31 de agosto Horário: das 19h às 22h, às terças-feiras Advocacia prática nos direitos homoafetivos Duração: de 13 de agosto a 17 de setembro Horário: das 19h às 22h, às sextas-feiras Curso prático para o exercício da advocacia prática tributária Duração: de 13 de agosto a 19 de novembro Horário: das 9h às 12h, às sextas-feiras Tutela jurídica das atividades relacionadas à medicina e à saúde Duração: de 14 de agosto a 4 de dezembro Horário: das 9h30 às 12h30, aos sábados Direito Imobiliário: o advogado no mercado imobiliário Duração: de 17 de agosto a 16 de novembro Horário: das 19h às 22h, às terças-feiras Temas atuais da advocacia empresarial Duração: de 19 de agosto a 4 de novembro Horário: das 19h às 22h, às quintas-feiras Curso prático: Tribunal do Júri Duração: de 19 de agosto a 18 de novembro Horário: das 19h às 22h, às sextas-feiras Informações Largo da Pólvora, 141, Sobreloja Liberdade Tels.: (11) site: 17

18 JURISPRUDÊNCIA SÃO PAULO Jornal do Advogado Ano XXXVI nº 352 Julho Documento apreendido em banca de advocacia não serve de prova A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus para excluir de investigação policial os documentos apreendidos em escritório de advocacia do qual os suspeitos eram ex-clientes. A maioria dos integrantes da turma julgadora entendeu que a apreensão dos documentos pela Polícia Federal foi ilícita. Além disso, no momento em que aconteceu, a empresa suspeita e seu representante ainda não estavam sendo investigados formalmente, não havendo, até então, nenhuma informação contra eles. A legislação brasileira protege o sigilo da relação do advogado com seus clientes e considera o escritório inviolável, só admitindo busca e apreensão no local quando o próprio profissional é suspeito de crime. Mesmo nesse caso, nenhuma informação sobre clientes pode ser utilizada, em respeito à preservação do sigilo profissional, a não ser que tais clientes também estejam sendo investigados pelo mesmo crime atribuído ao advogado. A apreensão no escritório de advocacia Oliveira Neves foi autorizada pela Justiça e executada pela Polícia Federal no âmbito da operação Monte Éden, deflagrada em 2005 para investigar crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. As atividades criminosas teriam sido praticadas por meio de empresas fictícias criadas em nome de laranjas no Uruguai e envolveriam membros do escritório de advocacia e alguns de seus clientes. Durante a busca, os agentes descobriram documentos que indicariam o envolvimento da empresa Avícola Felipe S.A. e de seu representante legal nos mesmos crimes investigados pela operação. Até àquele momento, porém, nada havia contra eles, tanto que sequer foram mencionados na ordem de busca e apreensão. Os agentes da Polícia Federal em São Paulo encaminharam à delegacia de Maringá (PR) os documentos apreendidos no escritório de advocacia, os quais embasaram a abertura de inquérito policial. O empresário suspeito contestou o uso de tais documentos, invocando a Constituição que considera inadmissíveis as provas obtidas por meios ilícitos e o Estatuto da Advocacia que garante a inviolabilidade do escritório profissional. (HC ) Duplicata sem assinatura do devedor pode ser executada A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, considerou válidas, para cobrança em ação de execução, duplicatas sem aceite, ou, em linguagem comum, sem a assinatura do devedor. Os títulos foram emitidos pela Rádio Belo Horizonte Ltda. por serviços publicitários prestados à Prefeitura do Município de Santa Luzia, que se recusou pagar as duplicatas. O Município de Santa Luzia, que fica a 27 quilômetros de Belo Horizonte, recorreu ao STJ contra decisão do TJ-MG. O tribunal mineiro considerou legítima a cobrança das duplicatas sem aceite. O município sustentou que não houve procedimento licitatório para contratação dos serviços e que a dívida não poderia ser exigida por falta de aceite nos títulos. Alegou, ainda, que não houve comprovação do efetivo recebimento dos serviços (a duplicata é um título de crédito que sempre corresponde a uma compra e venda mercantil ou a uma prestação de serviço). O relator, ministro Aldir Passarinho Junior, contestou os argumentos do município. Segundo ele, as possíveis irregularidades na contratação devem ser atribuídas, primordialmente, à própria prefeitura. Para o relator, o município não pode usufruir de um serviço e depois recusar o pagamento para a empresa prestadora sob a alegação de que o procedimento não observou a lei. O ministro concordou com a decisão do TJ-MG, que diz: Falar em comprovante de entrega de mercadoria é exercitar a ficção, já que, em se tratando de transmissões radiofônicas, é impossível detectar a voz e o som para entregá-las ao destinatário. A documentação que deu suporte à emissão das duplicatas contém todos os elementos e características previstas neste tipo de prestação de serviços, indicando as datas, o nome do transmissor, momentos das divulgações, números de inserções, dias das divulgações, nomes dos programas, preços unitários e preços globais. O relator ainda ressaltou que só seria possível chegar a outra conclusão se fosse permitido ao STJ reexaminar provas. Assim, ele manteve o entendimento do tribunal mineiro. (REsp ) Na receptação de bem furtado dos Correios, aplica-se a pena em dobro A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso especial a um homem acusado de receptação dolosa de uma balança digital pertencente à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Ele pretendia afastar a aplicação da qualificadora prevista no parágrafo 6º do artigo 180 do Código Penal. Esse dispositivo determina a aplicação em dobro da pena por receptação, quando o crime for praticado contra bens e instalações do patrimônio de empresa concessionária de serviços públicos, entre outras. A relatora, ministra Laurita Vaz, afastou a qualificadora, mas ficou vencida. Prevaleceu o entendimento do ministro Arnaldo Esteves Lima. Em voto-vista, ele ressaltou que, de acordo com a Constituição Federal, a ECT é empresa pública, pessoa jurídica de direito privado, prestadora de serviço postal, de natureza pública e essencial. Os bens da empresa estão sob regime de direito público e diretamente ligados à atividade essencial. Por essa razão, nos crimes de receptação de bens furtados da ECT, incide a agravante da pena. O ministro explicou que, diversamente das empresas estatais que exercem atividade econômica, as quais estão predominantemente sob o regime de direito privado, a ECT está sob regime de domínio público, em razão da essencialidade e exclusividade do serviço postal prestado. Além disso, o objeto do crime uma balança de precisão está diretamente vinculado à prestação do serviço postal, pois constitui instrumento de verificação de pesagem do material a ser postado. O acusado alegou que comprou a balança de um desconhecido pelo valor de R$ 150 e que não sabia que o objeto era produto de roubo. Mas a versão não convenceu os magistrados, uma vez que a balança tinha placa de patrimônio da ECT e, no mercado, vale aproximadamente R$ 700. (REsp ) 18

19

20 ACONTECE Departamento de Cultura e Eventos Prerrogativas profissionais e processo penal, 3 de agosto, terça-feira, 9h30 Expositor: Mário de Oliveira Filho Ensino à Distância Mais de 40 palestras promovidas pelo Departamento de Cultura e Eventos estão disponíveis no site da OAB-SP (www.oabsp.org.br) A intervenção do Poder Judiciário nas operações bancárias à luz do CDC, 10 de agosto, terça-feira, 19h Expositor: Spencer Almeida Ferreira Aconteceu Sala José Granadeiro Guimarães é inaugurada no TRT-2 Infância e juventude, 3 de agosto, terça-feira, 15h Expositor: Antônio Carlos Malheiros Comunicação jurídica, 3 de agosto, terça-feira, 19h Expositor: J. B. Oliveira Direito Tributário na prática, 4 de agosto, quartafeira, 19h Expositor: Anis Kfouri Júnior Visita monitorada ao Museu sobre Drogas Psicotrópicas Dr. Nestor Sampaio Penteado 5 de agosto, quinta-feira, 14h Expositores: Marco Antônio Pereira Novaes de Paula Santos, Reinaldo Corrêa e Elisabeth Massuno Local: rua Rodolfo Miranda, 636, 1º andar, Bom Retiro Vagas limitadas: 100 participantes Oratória jurídica para advogados e estudantes de Direito, 6 de agosto, sexta-feira, 15h Expositor: Reinaldo Polito Eleições e internet, 6 de agosto, sexta-feira, 19h Expositor: Paulo Hamilton Siqueira Júnior Direito do Consumidor na internet, 10 de agosto, terça-feira, 9h30 Expositor: Paulo Vestim Grande Informações Como falar em público: técnicas, habilidades e estratégias, 12 de agosto, quinta-feira, 19h Expositor: Izidoro Blikstein O novo Código de Ética Médica, 13 de agosto, sextafeira, 19h Expositor: Antônio Carlos Roselli Monitoramento eletrônico e sistema penitenciário, 16 de agosto, segunda-feira, 19h Expositor: Airton Aloisio Michels Condomínio: aspectos teórico e práticos, 17 de agosto, terça-feira, 19h Expositor: Haroldo Guilherme Vieira Fazano Após a palestra, será lançado o livro Condomínio: aspectos teóricos e práticos, de autoria do palestrante Dos crimes contra a dignidade sexual, 19 de agosto, quinta-feira, 19h Expositora: Ana Paula da Fonseca Rodrigues Martins Novos desafios da advocacia trabalhista diante da reestruturação da Justiça do Trabalho da 2ª Região, 25 de agosto, quarta-feira, 18h30 Expositor: Décio Sebastião Daidone Debatedores: Estêvão Mallet e Valdir Florindo Inscrições mediante entrega de uma lata de leite em pó integral Praça da Sé, 385, térreo, ou pelo site Foi inaugurada no dia 24 de junho a Sala dos Advogados José Granadeiro Guimarães, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2 a Região (TRT-2). Este momento se reveste de uma aura muito especial. Granadeiro Guimarães aqui está, inspirando-nos e fazendo com que continuemos a seguir seu exemplo, disse na oportunidade o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso, em alusão àquele que dá nome à nova sala e que nela teve afixado seu retrato. A sala José Granadeiro Guimarães conta com postos de atendimento da OABPrev-SP fundo de pensão dos advogados que em junho alcançou participantes e patrimônio de R$ 87 milhões e da CAASP. Na foto, da esquerda para a direita, Pedro Luiz Napolitano, presidente da Subseção da Lapa; Sidney Uliris Bortolato Alves, secretário-geral da OAB-SP; Arnor Gomes da Silva Júnior presidente da OABPrev-SP e vice-presidente da CAASP; Luiz Flávio Borges D Urso, presidente da OAB-SP; e Décio Sebastião Daidone, presidente do TRT-2. Fique ligado! TV Cidadania, da OAB-SP Com os mais destacados advogados, juristas e operadores do Direito Quarta, às 21h, Rede Vida de Televisão, para todo o Brasil Terça, às 21h30, Canal Comunitário de São Paulo Terça, às 10h30, Quinta, às 20h, e Sábado, às 9h, TV Justiça SERVIÇO Plantão de Prerrogativas Das 9h às 18h: Após as 18h:

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